Pesca predatória no Oceano Ártico será interrompida

Notícia - 17 - jul - 2015
Decisão internacional embarga a pesca industrial temporariamente para que mais pesquisas sejam realizadas

O Oceano Ártico abriga uma fantástica vida marinha, incluindo a Baleia-Comum, ou Baleia-Fin, a segunda maior espécie do mundo, que se alimenta de peixes. Mais um bom motivo para a proibição da pesca industrial na região. (©Nick Cobbing/Greenpeace)

 

Um novo acordo entre Rússia, Noruega, Canadá, Estados Unidos e Groelândia para prevenir a pesca em nível industrial no Oceano Ártico foi assinada hoje em Oslo, capital da Noruega. O Greenpeace recebe a resolução como um pequeno passo em direção à proteção do Ártico, mas lamenta que o acordo não seja permanente, apenas temporário.

“Com esse acordo, os estados do Ártico reconhecem que essas águas precisam ser ainda muito estudadas. Está claro que a maioria desses países são motivados pela extração de recursos e não pela proteção da região, e por isso veem o degelo como oportunidade para alcançar novas áreas de pesca”, explica Sophie Allain, da campanha Salve o Ártico do Greenpeace Internacional.

Para Thiago Almeida, do Greenpeace Brasil, a proteção precisa ser integral. “O Oceano Ártico deveria ser declarado um santuário marinho, banindo toda e qualquer prática extrativista, incluindo produção de petróleo. E a pesca industrial predatória ameaça as principais fontes de alimento dos habitantes e de espécies animais da região”, defende ele.

Desde 2012, a campanha Salve o Ártico pede a criação de um santuário global em águas internacionais, ao redor do Polo Norte, para livrar a região da intervenção humana. Mais de 7 milhões de pessoas já apoiam a causa, mas ainda não é o suficiente. Precisamos que mais e mais gente se coloque contra a pesca industrial predatória e a exploração de petróleo em alto-mar. Você pode se juntar ao movimento assinando a petição