O Greenpeace rastreou o comércio de produtos pecuários de fábricas de processamento para exportação da Bertin, JBS e Marfrig no sul do Brasil para três fronteiras de desmatamento na Amazônia.
Embora marcas reconhecidas mundialmente pareçam acreditar que a Amazônia está excluída de seus produtos, o Greenpeace expõe, pela primeira vez, como o consumo cego de matéria-prima está alimentando o desmatamento e as mudanças climáticas.
Investigações sigilosas revelaram a complexa teia do comércio global de produtos bovinos envolvendo os frigoríficos brasileiros – Bertin, JBS e Marfrig. O Greenpeace identificou centenas de fazendas no bioma Amazônia fornecendo gado para seus frigoríficos na região. Todas as vezes em que foi possível obter os mapas das propriedades, análises de satélite revelaram que fornecimento significativo de gado vinha de fazendas envolvidas em desmatamento recente e ilegal. Dados comerciais também mostraram negócios com fazendas envolvidas em trabalho escravo. Além disso, um frigorífico da Bertin recebeu gado de uma fazenda instalada ilegalmente dentro de uma Terra Indígena.
Antes de exportar, os frigoríficos da região Amazônica embarcam carne ou pele para fábricas processadoras a milhares de quilômetros de distância no sul do país. Em diversos casos, processamento adicional é realizado nos países importadores antes que o produto final chegue ao mercado. De fato, o abastecimento ilegal ou criminoso de gado é ‘lavado’ ao longo da cadeia até chegar ao mercado global involuntário.

Clique aqui para ver os locais da investigação feita pelo Greenpeace. Para visualizar as fazendas, as imagens aéreas das regiões destruídas pela pecuária e fazer o tour interativo é preciso ter instalado o Google Earth. Se você não possui, faça o download aqui.