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Entre agosto de 2000 e agosto de 2005, a área total de desmatamento na 
Amazônia foi equivalente a metade da superfície do Estado de São Paulo

Entre agosto de 2000 e agosto de 2005, a área total de desmatamento na Amazônia foi equivalente a metade da superfície do Estado de São Paulo

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Brasília (DF), Brasil — Grupo de trabalho em defesa da floresta foi criado após três horas de reunião entre ambientalistas e o ministro do Meio Ambiente.

Para esfriar o clima entre ambientalistas e o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, em relação à política do governo Lula para a Amazônia, foram necessárias três horas de conversa em Brasília e a instalação de um grupo de trabalho para discutir o fim do desmatamento na região. Minc e representantes de diversas ONGs se reuniram nesta segunda-feira, no gabinete do ministro, para superar as divergências e colocar alguns pingos nos 'is'.

Depois de alguns controversos anúncios feitos por Minc, como o acordo com seu colega Reinhold Stephanes (Agricultura) que permite a recuperação da reserva legal com o plantio de espécies exóticas ou a defesa de ajustes no decreto nº 6.514/08, que regulamentou a Lei de Crimes Ambientais, o descontentamento com o ministro do Meio Ambiente era geral e irrestrito.

Leia aqui nota das ONGs criticando o acordo de Minc e Stephanes.

Para ambientalistas, a proteção da Amazônia está sob ataque das forças que entendem a proteção do meio ambiente como um entrave ao desenvolvimento do país. É o caso do ministro Mangabeira Unger, que vem propondo abertamente a diminuição da área de floresta na Amazônia.

"É preciso discutir uma solução para o desmatamento na Amazônia que leve em conta os fatores ambientais e econômicos. Sem solução para o avanço da fronteira agrícola, não haverá o fim do desmatamento", disse Sérgio Leitão, que participou do encontro com o ministro em Brasília.

Na reunião, foi proposta a criação de um grupo de trabalho com a frente parlamentar ambientalista, a Confederação Nacional de Agricultura (CNA), a bancada ruralista e ONGs ambientalistas para discutir o fim do desmatamento, conforme previsto no Pacto Nacional pela Valorização da Floresta e pelo Fim do Desmatamento Zero lançado em outubro de 2007 por diversas ONGs.

"Para o agronegócio e setores do governo Lula, que pretendem o desenvolvimento a qualquer preço, não existem limites para flexibilizar as leis de proteção ambiental do país", avalia Sérgio Leitão, afirmando que Minc não pode fazer concessões a cada pedido da bancada ruralista no Congresso. 

"Essa discussão no varejo com os ruralistas nunca tem fim, porque eles sempre apresentam novos pedidos", disse ele, em entrevista ao jornal O Globo.

Além do Greenpeace, participaram da reunião as ONGs TNC, WWF Brasil, Amigos da Terra, Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (Ipam), Instituto Socioambiental (ISA), Conservação Internacional, Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) e Rede de Ongs da Mata Atlântica.

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