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Painéis fotográficos montados nas areias de Copacabana revelam as 
causas e conseqüências do desmatamento da Amazônia para o clima global

Painéis fotográficos montados nas areias de Copacabana revelam as causas e conseqüências do desmatamento da Amazônia para o clima global

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Rio de Janeiro, Brasil — Exposição Aquecimento Global: Apague essa Idéia chama a atenção dos cariocas para a necessidade de se preservar a maior floresta tropical do mundo.

Uma imensa tora de tauari, de 12 metros de comprimento, totalmente queimada, alterou nesta sexta-feira o cenário da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, chamando a atenção dos cariocas.

Exposta em um caminhão decorado especialmente para transportá-la, e ladeada por seis painéis de 3 x 4 metros com imagens de queimadas, desmatamentos e impactos das mudanças climáticas, a árvore é a principal atração da exposição itinerante “Aquecimento Global: Apague essa idéia”, do Greenpeace, que mostra a destruição da Amazônia. Ela ficará em Copacabana neste fim de semana para alertar sobre a urgência que temos de zerar o desmatamento na Amazônia e, assim, contribuir para reduzir as emissões brasileiras de gases que provocam o aquecimento global.

A exposição foi aberta na altura do posto 3 da praia da Copacabana às 11 horas desta sexta-feira e vai até as 19 horas. No sábado e domingo, a exposição abre às nove da manhã e vai até as 19 horas também.

O Secretário Estadual de Meio Ambiente, Carlos Minc; a secretária municipal de Meio Ambiente, Rosa Fernances; e os atores Victor Fasano, Isabel Filardis, Christiane Torloni e Simone Spoladore, estiveram em Copacabana para ver de perto a destruição da Amazônia.

Outros artistas já vestiram a camisa da campanha e estão apoiando o Greenpeace na luta em defesa da Amazônia, entre eles Osmar Prado, Marcos Winter e Dira Paes. Confira aqui a galeria de fotos.

Com as mãos na árvore, Christiane Torloni afirmou emocionada que em vez de vacas expostas em todas as esquinas (o município do Rio de Janeiro abriga uma exposição de esculturas de vacas decoradas por celebridades), deveriam ter árvores como esta expondo a destruição da Amazônia.

“Isso é uma vergonha para mim como brasileira e é preciso acabar agora com a destruição da maior floresta do mundo”, afirmou.

Carlos Minc afirmou que o trabalho de exposição da realidade da floresta amazônica realizado pelo Greenpeace é muito importante.

“É preciso ‘esquentar’ todas as pessoas para salvar a floresta, mas não na temperatura que vem aquecendo o planeta, e sim na temperatura do coração de organizações como essa”.

A destruição das florestas tropicais é responsável pela emissão global de 20% de gases do efeito estufa atualmente. No Brasil, essa conta é ainda mais perversa: 75% do total de emissões brasileiras vêm dos desmatamentos, principalmente na Amazônia, e mudanças no uso do solo.

“A Amazônia já perdeu 17% da cobertura florestal original e uma área similar se encontra severamente degradada. Se soluções não forem encontradas e implementadas nos próximos dez anos, a floresta poderá estar irreversivelmente ameaçada, com conseqüências desastrosas para a biodiversidade e o clima do planeta”, disse Paulo Adário, coordenador da campanha da Amazônia, do Greenpeace.

“Não há mais tempo a perder: a maior contribuição que o Brasil pode dar no combate ao aquecimento global é zerar o desmatamento na Amazônia”. A decisão de acabar com o desmatamento da Amazônia está nas mãos do presidente Lula”, completou.



O tauari é a segunda árvore conseguida pelo Greenpeace para realizar a exposição itinerante. A primeira era uma castanheira, espécie protegida por lei, também queimada e derrubada ilegalmente em uma área pública no oeste do Pará. No entanto, madeireiros ameaçaram ativistas do Greenpeace em Castelo dos Sonhos, no Pará, e os impediram de transportar a árvore, que ficou na cidade. Confira aqui detalhes sobre o caso.

Atividades de engajamento público foram realizadas em Manaus, Porto Alegre, Salvador e São Paulo, onde o Greenpeace recebeu o apoio do governador José Serra e do prefeito da capital Gilberto Kassab. No encontro com o Greenpeace, Serra defendeu o fim do desmatamento na Amazônia. Leia mais aqui.

Esta semana, o Greenpeace intensificou sua campanha pela proteção da Amazônia e do clima global. Há dois dias, ativistas içaram uma urna funerária cheia de cinzas da floresta amazônica com dezenas de balões pretos e brancos pintados com o símbolo do gás carbônico(CO2), o principal gás de efeito estufa, em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília. Veja aqui como foi.

Durante uma reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas no mesmo dia, Adário teve a oportunidade de dar o recado pessoalmente. Ele entregou uma camiseta ao presidente Lula, com a mensagem “Salve a Amazônia, Salve o Clima”, e também o pacto pelo desmatamento zero, elaborado por ONGs nacionais. Leia aqui.

Uma página especial no site do Greenpeace traz as últimas informações sobre a campanha, além de um convite para reforçar a Corrente pelo Desmatamento Zero – uma petição online que os internautas podem assinar, pedindo ao governo brasileiro medidas urgentes e consistentes para acabar com a destruição da Amazônia. Confira aqui essa página especial.





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