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Caminhão decorado especialmente pelo Greenpeace para transportar o Tauari da Amazônia para o sudeste brasileiro.
Aumentar a ImagemAlém da imensa tora de tauari totalmente queimada e de exibições de vídeos, seis painéis fotográficos de 3 x 4 metros trazem imagens de queimadas, desmatamentos e impactos das mudanças climáticas. O objetivo do Greenpeace é chamar a atenção das pessoas que vivem distante da Amazônia sobre o papel da floresta na manutenção do equilíbrio climático global.
Em Bali, o Greenpeace apresentou durante a conferência da Convenção de Clima, sua proposta de mecanismo financeiro para a redução de emissões provenientes do desmatamento das florestas tropicais (TDERM, sigla em inglês). A destruição destes ecossistemas é responsável, hoje, por 20% das emissões totais de gases do efeito estufa. No Brasil, essa conta é ainda mais perversa: 75% do total de emissões brasileiras vêm dos desmatamentos, principalmente na Amazônia, e mudanças no uso do solo.
O tauari é a segunda árvore conseguida pelo Greenpeace para realizar a exposição itinerante. A primeira era uma castanheira, espécie protegida por lei, também queimada e derrubada ilegalmente em uma área pública no oeste do Pará. Após sua coleta, em outubro, oito ativistas foram cercados por madeireiros e pela população local de Castelo dos Sonhos e obrigados a se refugiar na base do Ibama por quase 40 horas. A tora, de 13 metros, ficou retida na cidade. Mas não desistimos e conseguimos trazer outra árvore para realizar a exposição.
A tora de tauari percorreu mais de cinco mil quilômetros do sul do Amazonas até chegar à Brasília, passando por Rio de Janeiro e São Paulo.