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Sorocaba, Brasil — Prefeitura oficializa compromisso com Greenpeace e veta madeira sem documentação de origem nas obras e serviços contratados pela cidade.

O prefeito de Sorocaba (SP), Vitor Lippi, assinou nesta quarta-feira, em solenidade na prefeitura, o decreto que estabelece critérios para a compra de madeira pelo município, tornando-o um dos mais avançados entre os participantes do Programa Cidade Amiga da Amazônia, do Greenpeace.
A partir de agora, a madeira comprada pela prefeitura de Sorocaba ou utilizada em obras públicas e serviços deve ter comprovação de origem legal. O uso de produtos madeireiros pelo poder público também passa a ocorrer de forma mais racional e sem desperdício.

“Com a assinatura desse decreto, Sorocaba garante que não apenas não contribui para o desmatamento ilegal da floresta amazônica, mas também dá os primeiros passos em direção ao consumo público responsável”, afirma Márcio Astrini, da campanha Amazônia do Greenpeace.

Segundo o governo federal, atualmente, 63% da madeira proveniente da Amazônia é extraída ilegalmente. Para o Greenpeace, essa parcela pode chegar a 80%. A maioria é utilizada no Sul e Sudeste do país, sendo o poder público o maior cliente desse mercado. Para cada árvore extraída de forma predatória, sem manejo adequado, em média, outras 27 árvores são danificadas.

O Programa Cidade Amiga da Amazônia foi criado pelo Greenpeace em 2005 e conta com 37 membros: o governo do estado de São Paulo e 24 cidades paulistas, duas pernambucanas e cinco gaúchas, além de Fortaleza, Salvador, Manaus. Carmo do Cajuru (MG) e Apucarana (PR).