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O potencial de países como o Brasil para a geração de energia por meio de fazendas eólica é gigantesco e o custo (financeiro e ambiental) bem menor do que o de fontes sujas como a nuclear.
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A
realização do primeiro leilão exclusivo para energia eólica do Brasil já tem
data: 25 de novembro de 2009. O Ministério de Minas e Energia publicou ontem
(31 de março) no Diário Oficial da União a portaria nº 147 que estabelece as
regras do leilão. A portaria determina o prazo de cadastramento e habilitação
técnica dos empreendimentos interessados em participar do leilão junto à
Empresa de Planejamento Energético (EPE).
Entre as diretrizes incluídas na proposta,
estão diversas recomendações feitas pelo Greenpeace no relatório "A
Caminho da Sustentabilidade Energética". Entre elas, estabelecimento de um
programa de aquisições de energia com
prazos e quantidades definidas, remuneração adequada do investimento e acesso
facilitado à rede elétrica para os geradores.
“Um
avanço importante é que algumas das principais diretrizes do feed-in, mecanismo
que garante conexão da energia gerada à rede de distribuição e comercialização
da energia por contratos de longo prazo foram incorporadas às diretrizes do
leilão". No entanto, fatores importantes que deverão impulsionar o mercado
de energia eólica no Brasil ainda não foram determinados. “Quanto vai custar a
energia, qual quantidade de potência será negociada e qual será a regularidade
dos leilões?", questiona.
Para o
Greenpeace, o Brasil deve aprovar uma Lei Nacional de Energia Renovável para
viabilizar a participação de pelo menos 20% das fontes renováveis na matriz
elétrica até 2020. "A adoção de metas nacionais para energias renováveis
são um dos principais requisitos para a promoção e o desenvolvimento deste
mercado no médio e longo prazo; por enquanto ainda não temos esta sinalização
política no Brasil e os principais agentes do setor são unânimes em afirmar que
um leilão isolado para a energia eólica não será capaz de fazê-lo" analisa
Baitelo.
No mesmo dia do anúncio do leilão de energia
eólica, o Congresso dos Estados Unidos começou a discutir um projeto de lei com
uma série de medidas de mitigação de gases de efeito estufa e combate às
mudanças climáticas. O projeto é o primeiro esforço legislativo norte-americano
a reconhecer as metas de redução de gases de efeito estufa propostas pelo IPCC
aos países desenvolvidos (entre 25 40% em relação aos índices de 1990 até 2020
e entre 80 e 95% até 2020) e pede uma participação de 25% de energias
renováveis na matriz elétrica daquele país até 2025.