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Ativistas do Greenpeace protestam durante o Congresso Mundial de 
Energia, que acontece em Roma, na Itália. O evento reuniu empresários 
e representantes de governos para discutir os rumos energéticos do 
mundo.

Ativistas do Greenpeace protestam durante o Congresso Mundial de Energia, que acontece em Roma, na Itália. O evento reuniu empresários e representantes de governos para discutir os rumos energéticos do mundo.

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Roma, Itália — Ativistas do Greenpeace surpreendem participantes de Congresso Mundial de Energia, em Roma, exigindo maior atenção às fontes renováveis, única solução sustentável e viável para se enfrentar as mudanças climáticas.

O palco não poderia ser melhor: a inauguração de um congresso internacional sobre energia em Roma que acontece de três em três anos e reúne empresários e representantes de governos. Na pauta do evento iniciado nesta segunda-feira a adequação da matriz energética mundial, mudanças climáticas e energia nuclear. Eis que, de repente, ativistas do Greenpeace descem do teto estendendo uma grande faixa com a mensagem: “Cessem a loucura nuclear – Revolução Energética Já!“

A seleta platéia fotografou, riu, zangou-se, surpreendeu-se, aplaudiu. Que parem também para pensar e vejam que a energia nuclear não é a solução para combater o aquecimento global e as mudanças climáticas.

O Conselho Mundial de Energia, que organiza o congresso, publicou um guia prático de energia para ser distribuído aos participantes do evento, em que diz que as emissões de gases do efeito estufa continuarão aumentando até 2030 e só então começarão a cair.

Para o Greenpeace, o guia está equivocado em dois pontos fundamentais: não exige a redução drástica de emissões de gases do efeito estufa no prazo necessário e considera a expansão do uso da energia nuclear. Guia por guia, o nosso [R]evolução Energética, lançado em janeiro de 2007, é bem mais realista e sustentável. Nele detalhamos como mudar drasticamente a matriz energética mundial global, eliminando gradualmente a energia nuclear e os combustíveis fósseis para investir em fontes renováveis e programas de eficiência energética até 2050 – reduzindo as emissões de gases do efeito estufa em 50% até lá.

Por ser muito cara, a energia nuclear prejudica as soluções energéticas sustentáveis, desviando investimentos em fontes renováveis e em eficiência energética. O Greenpeace propõe a eliminação global do uso de energia nuclear devido aos seus altos cusos, longo período necessário para a construção de novas usinas e pelos graves impactos ambientais e sociais que provocam, principalmente o acúmulo de lixo radioativo e os riscos de proliferação de armas nucleares.

“Nos resta menos de uma década para começarmos a reduzir as emissões de gases do efeito estufa e evitar os piores impactos das mudanças climáticas. Agora é o momento para uma revolução energética, não do sonho falido da energia nuclear“, afirma Jan Berank, coordenador da campanha de nuclear do Greenpeace.

GOVERNO FOGE DO DEBATE - DE NOVO

O cenário brasileiro do relatório [R]evolução Energética foi apresentado no último dia 8 de novembro no evento “Produção Sustentável de Energia Elétrica no Brasil“, promovido no Senado em Brasília pela Comissão Mista Especial de Mudanças Climáticas e a Frente Parlamentar Ambientalista, com apoio do WWF-Brasil.

Apesar da importância do tema em discussão, representantes da Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE) e do Ministério de Minas e Energia não compareceram ao evento, apesar de estarem inscritos.

Segundo Ricardo Baitelo da campanha de energia do Greenpeace, “a ausência de representantes do MME e da EPE  é lamentável, especialmente neste momento de crise energética decorrente da falta de planejamento do governo”.

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