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Brasil tem participação decisiva e anuncia que irá zerar o desmatamento

Finalmente os chefes de estado de todo o mundo resolveram levar a sério as mudanças climáticas e, pessoalmente, fecharam um acordo climático que salvará o planeta do aquecimento global. O Brasil teve uma participação decisiva nesse processo. O presidente Lula anunciou que vai zerar o desmatamento.

“Esse é um compromisso importante não só porque irá salvar a floresta, mas também porque é fundamental para o clima. O desflorestamento causa mais impactos climáticos que todos os carros, caminhões, três e navios do mundo”, disse Lula.

E não foi só o Brasil que brilhou na Conferência do Clima. A União Européia vai liberar R$ 50 bilhões por ano e os Estados Unidos, US$ 60 bilhões para os países em desenvolvimento investirem na redução de emissões e em projetos de adaptação nos países em desenvolvimento. O presidente Nicolas Sarkosy, por sua vez, anunciou a “morte da energia nuclear” na França.

A comemoração foi tanta que o primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi teve que ser internado com ferimentos causadas pelos fortes abraços dos companheiros chefes de estado.

Todos os detalhes foram noticiados por um dos mais importantes jornais europeus, o International Herald Tribune, de 19 de dezembro de 2009, dia seguinte a Conferência do Clima de Copenhagen.

Do dia 19 de dezembro? Isso mesmo. A edição “dos sonhos” do International Herald Tribune foi uma ação do Greenpeace em conjunto com o grupo Yes Men. O jornal teve uma edição de 35 mil exemplares, que foram distribuídos hoje (18/6) em Bruxelas, onde está sendo realizada uma reunião da União Européia. O objetivo da ação foi chamar a atenção das lideranças européias para a urgência de se fechar um acordo climático forte em dezembro, na conferência de Copenhagen. O que só será possível com a intervenção pessoal dos chefes de estado.