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“Pequenos passos foram dados em Nairóbi para garantir que não haja falhas entre a primeira e a segunda fase”, disse Steve Sawyer, Conselheiro de Mudanças Climáticas e Políticas Energéticas do Greenpeace Internacional. Entretanto, ele ressalta que é preciso acertar o passo para iniciar as negociações no próximo ano.
"Os resultados desta COP mostram que o Brasil tem um enorme desafio pela frente como um dos maiores emissores de gases estufa da atualidade", disse Marcelo Furtado, diretor de campanhas do Greenpeace no Brasil. "Se o país realmente quer fazer parte da solução do problema das mudanças do clima, deve adotar uma política nacional de mudanças climáticas, explorar alternativas energéticas limpas e renováveis e combater seriamente o desmatamento da Amazônia".
Essa reunião, a primeira a acontecer na África sub-saariana, obteve alguns bons resultados para países em desenvolvimento com o acordo firmado para estabelecer os princípios do Fundo de Adaptação. Esse fundo é um instrumento de financiamento unificado, que se vale de um imposto nas transações efetuadas no mercado de carbono para gerar recursos que ajudarão as pessoas mais pobres e vulneráveis do mundo a se adaptarem à realidade das mudanças climáticas que elas enfrentam hoje.
"São os países mais pobres e menos desenvolvidos que estão sendo os primeiros a serem atingidos de forma mais dura pelos efeitos devastadores das mudanças climáticas; um legado do mundo desenvolvido. Tudo o que pode ser feito deve ser feito para fortalecer o Fundo de Adaptação", afirmou Sawyer. "Esse movimento coloca o controle do fundo nas mãos do Protocolo de Kyoto e as decisões serão tomadas com o voto de cada país, com uma maioria garantida para os países em desenvolvimento. São eles que devem ter a palavra decisiva sobre como os recursos do fundo devem ser gastos. Queremos que o imposto seja aplicado em todos os mecanismos do Protocolo. Então o Fundo de Adaptação poderia ser potencialmente um sistema multi-bilionário de suporte a esses países mais necessitados”, comenta.
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