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Internacional — No último dia da 12º Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, COP12, em Nairóbi, o Greenpeace elogiou a decisão dos ministros que participaram da reunião por reconhecerem, pela primeira vez, a necessidade de reduzir as emissões de CO2 em mais de 50%. De acordo com estudos científicos, só assim seria possível impedir que mudanças climáticas perigosas aconteçam. Além disso, os ministros finalmente definiram um cronograma para revisão do Protocolo de Kyoto.

“Pequenos passos foram dados em Nairóbi para garantir que não haja falhas entre a primeira e a segunda fase”, disse  Steve Sawyer,  Conselheiro de Mudanças Climáticas e Políticas Energéticas do Greenpeace Internacional. Entretanto, ele ressalta que é preciso acertar o passo para iniciar as negociações no próximo ano.

"Os resultados desta COP mostram que o Brasil tem um enorme desafio pela frente como um dos maiores emissores de gases estufa da atualidade", disse Marcelo Furtado, diretor de campanhas do Greenpeace no Brasil. "Se o país realmente quer fazer parte da solução do problema das mudanças do clima, deve adotar uma política nacional de mudanças climáticas, explorar alternativas energéticas limpas e renováveis e combater seriamente o desmatamento da Amazônia".

Essa reunião, a primeira a acontecer na África sub-saariana, obteve alguns bons resultados para países em desenvolvimento com o acordo firmado para estabelecer os princípios do Fundo de Adaptação. Esse fundo é um instrumento de financiamento unificado, que se vale de um imposto nas transações efetuadas no mercado de carbono para gerar recursos que ajudarão as pessoas mais pobres e vulneráveis do mundo a se adaptarem à realidade das mudanças climáticas que elas enfrentam hoje.

"São os países mais pobres e menos desenvolvidos que estão sendo os primeiros a serem atingidos de forma mais dura pelos efeitos devastadores das mudanças climáticas; um legado do mundo desenvolvido. Tudo o que pode ser feito deve ser feito para fortalecer o Fundo de Adaptação", afirmou Sawyer. "Esse movimento coloca o controle do fundo nas mãos do Protocolo de Kyoto e as decisões serão tomadas com o voto de cada país, com uma maioria garantida para os países em desenvolvimento. São eles que devem ter a palavra decisiva sobre como os recursos do fundo devem ser gastos. Queremos que o imposto seja aplicado em todos os mecanismos do Protocolo. Então o Fundo de Adaptação poderia ser potencialmente um sistema multi-bilionário de suporte a esses países mais necessitados”, comenta.

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