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Jóvenes de diversas partes del mundo y el Ministro británico de Medio 
Ambiente, Hilary Benn, mostraron banderas de diferentes países para 
hacer un llamado a actuar ahora contra el cambio climático, en el 
último día de trabajos de la ronda de Bali, en Indonesia. Continúan 
los discursos de diversos países para lanzar una nueva ofensiva contra 
el cambio climático.

Jovens de todo o mundo reunidos em Bali convocam governantes para agirem contra as mudanças climáticas.

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Bali, Indonesia — Acordo para combater as mudanças climáticas adia metas de corte de emissões de CO2 para 2050, mas Brasil fez sua parte e assumiu compromissos para reduzir as suas, combatendo o desmatamento.

Faltou substância: o acordo para combater as mudanças climáticas fechado no sábado em Bali, durante a Convenção da ONU sobre o Clima, ignorou os apelos da ciência e da população em geral e estabeleceu que as metas de redução de emissões de gases do efeito estufa sejam fixadas explicitamente somente para 2050. A meta intermediária de 2020, que previa a redução de emissões entre 25 e 40%, foi incluída apenas de forma implícita.

No entanto, pela primeira vez, foi incluída no texto final da reunião a questão da redução de emissões causadas por desmatamento de florestas tropicais. O Brasil fez a sua parte e assumiu compromissos “mensuráveis, transparentes e verificáveis” de redução de emissões.

"O Brasil deu uma contribuição muito importante para o acordo que incluiu o desmatamento no ´mapa do caminho´ da convenção de clima. Como 75% das emissões brasileiras vêm do desmatamento, isso significa um compromisso com metas concretas de redução do desmatamento", disse Paulo Adario, coordenador da campanha Amazônia do Greenpeace.
 
O acordo final do documento também inclui um mandato para negociar uma segunda fase do Protocolo de Kyoto até 2009, iniciando um processo para financiar e fornecer tecnologias limpas para os países em desenvolvimento e um fundo para ajudar as vítimas do aquecimento global.
 
O Greenpeace considera um passo positivo a referência à necessidade de os países ricos apoiarem o combate ao desmatamento nos países em desenvolvimento como o Brasil, o que inclui financiamento, assistência técnica e transferência de tecnologia.

"Mas ainda falta o principal”, disse Paulo Adario. “Faltam fontes concretas de recursos financeiros - nacionais e internacionais - em volume suficiente para zerar o desmatamento em menos de uma década.”

No caso do Brasil, o desmatamento zero será a grande contribuição do país para estabilizar o clima global e para o futuro da humanidade. A perda de florestas, além de dramática é muito acelerada – uma área equivalente a um campo de futebol é perdida a cada dois segundos.

"Sem dinheiro não haverá floresta, sem floresta não há clima, sem clima não há futuro” , afirma Paulo Adario.
 
O compromisso com redução de emissões pelo países em desenvolvimento foi liderado pelo Brasil, África do Sul e China e permitiu o acordo final do ‘mapa do caminho’. Serviu também de justificativa para os Estados Unidos poderem voltar atrás na estratégia que haviam adotado - de bloquear qualquer acordo - e que
levou o governo Bush ao total isolamento em Bali.

“Esse recuo americano, que permitiu o acordo final em Bali, tem o dedo do Brasil, da África do Sul e dos demais países do G77”,  completa Marcelo Furtado, diretor de campanhas do Greenpeace no Brasil.
 
Tendo que enfrentar a críticas abertas e sem precedentes, os Estados Unidos tiveram que recuar e parar de causar transtornos na reunião. No entanto, as
táticas desleais da administração Bush deixaram o Mandato de Bali sem nenhuma referência aos cortes cruciais necessários para enfrentar o aquecimento
global e jogaram a ciência para a nota de rodapé.

Confira aqui a posição do Greenpeace sobre o Mandato de Bali e o Protocolo de Kyoto. 
 
“Sem nenhum escrúpulo, a administração de Bush tem tirado dinheiro das ações para combater o aquecimento global que a ciência diz serem necessárias”, disse
Gerd Leipold, Diretor Executivo do Greenpeace Internacional. “Eles destinaram à ciência uma nota de rodapé”.
 
Isso acontece exatamente no ano em que vencedor do Prêmio Nobel, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês),  mostra claramente os inaceitáveis impactos das mudanças climáticas. Esta semana, os cientistas afirmaram que o Ártico pode viver verões sem gelo dentro de 5 a 6 anos e que o 2007 foi o sétimo ano mais quente da história.
 
Consideramos que essa reunião teve avanços em alguns temas, como ajudar países pobres a se adaptarem aos impactos das mudanças climáticas e dar suporte ao avanço das tecnologias limpas. Como resultado, o dinheiro finalmente vai começar a circular e chegar aos mais vulneráveis.

No entanto, o total de recursos acordado em Bali é troco se comparado às necessidades de adaptação necessárias e aos trilhões para fazer nossa tão sonhada revolução energética. Esse dinheiro não foi visto em parte alguma. Os países desenvolvidos não vieram com nada substancial para oferecer. É bom eles terem em mente que é mais barato agir contra o aquecimento global do que pouco ou nada fazer.

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