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Arctic Sunrise, ancorado na Estação das Docas, em Belém (PA), participando da expedição Salvar o Planeta. É Agora ou Agora.
Aumentar a ImagemA presença do navio Arctic Sunrise na Estação das Docas, ali na 'escadinha', entre os armazéns 3 e 4, tem sido uma das principais atrações do porto de Belém nos últimos dias e, a partir das 10 horas deste sábado, a embarcação estará aberta para visitação pública, iniciando os trabalhos da expedição Salvar o Planeta. É Agora ou Agora, do Greenpeace, na capital paraense. A partir do dia 27, o barco e a organização ambientalista marcarão presença no Fórum Social Mundial, com extensa programação de palestras e debates - confira aqui as datas e locais.
A expedição vai percorrer um total de sete cidades brasileiras (confira os locais e datas aqui) em cerca de três meses, para alertar a população sobre os problemas causados pelo aquecimento global e pressionar os governos a tomarem medidas urgentes contra os impactos das mudanças climáticas.
No blog da expedição, você encontra os fatos e curiosidades da visita do Arctic Sunrise a Belém.
O tour, iniciado em Manaus onde atraiu 1.200 visitantes, terá entrada gratuita e informará, de uma forma interativa e divertida, sobre a campanha e o que cidadãos e governos devem fazer para enfrentar as mudanças climáticas. Não nos resta muito tempo para evitar os graves impactos que o efeito estufa pode ter sobre o planeta. Estamos consumindo os recursos naturais de forma insustentável e alterando o clima, e só vamos alterar esse panorama com um esforço global dos sociedade civil, governos e iniciativa privada mudar a forma como produzimos e consumimos.
Rebeca Lerer, coordenadora da expedição Salvar o Planeta. É Agora ou Agora, lembra que a ciência é clara: "Em 2015 devemos ter estabilizado as emissões globais de CO2. Até 2050, devemos ter construído uma economia de carbono zero."
Há muito o que se fazer - e pouco tempo. A concentração de CO2 na atmosfera tem aumentado (0,5% entre 2006 e 2007, segundo a ONU), apesar das evidências científicas cada vez mais concretas de que o aquecimento do planeta pode provocar impactos negativos sobre a vida das pessoas.
Mais de 300 desastres naturais causaram sérios problemas a 117 milhões de pessoas apenas nos primeiros três meses de 2007, principalmente em países em desenvolvimento.
O tem papel decisivo no combate às mudanças climáticas por ser uma das 10 maiores economicas do mundo e quarto maior poluidor do mundo. O desmatamento e o mau uso do solo, principalmente na Amazônia, são responsáveis por 75% das emissões brasileiras de gases do efeito estufa. A destruição da floresta amazônica libera todos os anos mais de 800 milhões de toneladas de gás carbônico.
"As mudanças climáticas estão acontecendo a um ritmo muito mais acelerado do que o pior cenário previsto pela ciência e seus impactos já representam o maior desafio enfrentado pela humanidade", afirma Paulo Adario, diretor da campanha de Amazônia do Greenpeace Brasil.