O Greenpeace promoveu nesta terça-feira (22
de setembro),
Dia Mundial Sem Carro, vagas vivas em oito capitais do Brasil: São
Paulo, Rio, Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador, Manaus e Recife.
As vagas vivas são manifestações pacíficas que ocorrem nesta data, quando o
espaço na rua que seria ocupado por um carro estacionado é usado para promover
uma atividade com a população.
Cada cidade promoveu uma ação diferente: a equipe de São Paulo, por exemplo,
investiu em atividades lúdicas, como oficina de dobraduras e contador de
histórias; em Salvador, o Greenpeace montou uma biblioteca com pufes e
almofadas, onde as pessoas podiam ler sobre meio ambiente; no Rio, ativistas
fantasiados convidavam a população a assinarem uma petição que será levada ao
presidente Lula, que pede uma atitude mais firme da atual para lidar com a crise
climática.
Veja fotos na galeria do Flickr:
“As vagas na rua privilegiam o transporte individual. No atual contexto de crise
climática, deveríamos fazer exatamente o oposto: privilegiar os meios de
transporte coletivos”, diz João Talocchi, coordenador da campanha de clima do
Greenpeace. “Queremos aproveitar a data para propor uma reflexão sobre o uso dos
espaços urbanos, o uso freqüente dos carros e como isso contribui para o
aquecimento global. Usar transportes coletivos, bicicletas, caminhadas ou carona
solidária é uma forma de contribuir com o clima e com a coletividade.”
Quando queimam combustível, os carros emitem dióxido de carbono (CO
2), o
principal gás do efeito estufa. A maior frota de veículos do Brasil, a de São
Paulo, é a principal fonte de gases do efeito estufa da cidade: 65% vêm do setor
de transportes. Ao mesmo tempo, a maioria das cidades investe pouco em formas
alternativas de locomoção – como bicicletas – e em transporte coletivo limpo e
de qualidade.
Com as vagas vivas, o Greenpeace encerra uma
semana de mobilização pelo clima,
ações organizadas para chamar a atenção da população em torno das mudanças do
clima e cobrar compromissos efetivos do governo brasileiro na 15ª
Conferência
do Clima, em Copenhague (Dinamarca). Na reunião, que acontece em dezembro,
representantes de 192 nações precisam definir uma política contra as mudanças
climáticas.