Skip navigation.

Enviar URL

Preencha o formulário abaixo e clique no botão de "enviar". Nosso servidor irá enviar uma mensagem de e-mail para o destinatário, incluindo o endereço da página que você quis compartilhar. Você pode mandar para múltiplos endereços de e-mail, separando-os com vírgulas: a.name@greendance.com.br, outro.nome@outroservidor.com
E-mail do destinatário *
Seu nome *
Seu e-mail *
* Requerido
Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc.

Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc.

Aumentar a Imagem

Poznan, Polônia — Em discurso na Conferência do Clima Minc defende que países em desenvolvimento assumam seu papel no combate ao aquecimento global.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, desbancou ontem, em Poznan, na Polônia, o discurso da diplomacia brasileira que sempre defendeu o princípio da responsabilidade comum, mas diferenciada - ou seja, que é dos países industrializados, emissores históricos, tenham um papel maior na luta pelo combate ao aquecimento global. Essa tem sido a maior desculpa de países como Brasil, Índia e China, para não assumir metas de redução de emissão dos gases do efeito estufa.

Em evento paralelo para o lançamento do Plano Nacional de Mudanças do Clima e do Fundo Amazônia, Minc comparou as mudanças climáticas a um avião com furos em pleno vôo. E questionou o que os passageiros teriam que fazer: procurar os culpados ou se juntar para resolver o problema. Minc também fez um bom discurso na programação oficial. Ele defendeu a criação de um fundo global para que os países em desenvolvimento comprovadamente reduzam e evitem emissões e garantam os direitos indígenas e de povos tradicionais.

“Condicionar o fundo ao respeito aos povos indígenas é fundamental porque sem os índios fica muito mais fácil destruir a floresta”, disse Paulo Adário, diretor da campanha de Amazônia, que acompanha em Poznan as discussões da Conferência do Clima.

Entre o discurso e a prática, no entanto, há um precipício. No dia anterior ao discurso de Minc na Polônia, o presidente Lula assinava um decreto anistiando por um ano as multas por desmatamento e o Supremo Tribunal Federal votava medidas que tiram dos povos indígenas o direito de defender seus territórios.