O primeiro-ministro inglês, Gordon Brown, anunciou ontem que
participará, em dezembro, da 15ª Conferência do Clima (COP 15). Mais: na
reunião do G-20, que acontece na semana que vem nos Estados Unidos, ele
tentará convencer seus colegas da importância de participar do encontro.
A COP-15 é o momento que os líderes mundiais têm para decidir sobre o
futuro do planeta. Eles devem entrar em um acordo sobre um regime
político-econômico a ser seguido por todos que reduza brutalmente a
emissão de gases do efeito estufa e, assim, controle o aquecimento global.
Apesar da urgência, as negociações sobre esse regime andam de mal a
pior. Além disso, a maioria dos governantes se furta a se comprometer
com a presença na conferência – o presidente Lula inclusive.
Em um artigo publicado hoje na revista americana “Newsweek”
(
http://www.newsweek.com/id/215699), Brown vai direto ao ponto. “Este é
um momento histórico: é o teste definitivo de cooperação global. Porém,
as negociações caminham tão vagarosamente que há um grande risco de o
acordo não sair.”
Segundo o diretor-executivo do Greenpeace no Reino Unido, John Sauven,
“Gordon Brown injetou um tom de urgência nos debates de Copenhague ao
concordar em ir”.
“No momento, há uma distância enorme entre o que é preciso fazer e o que
os líderes mundiais estão prometendo. Os países ricos, incluindo o Reino
Unido, precisam concordar em cortes profundos nas emissões domésticas
assim como fechar um pacote financeiro para os países pobres, que mais
sofrerão com os impactos das mudanças no clima”, afirma Sauven. “Faltam
apenas 76 dias até o começo das discussões em Copenhague. Mais
importante do que nunca, o foco deve ser em obter sucesso nessas
discussões.”