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Urso polar sem-lar dá o seu recado em Washington D.C., pedindo mais 
gelo e menos petróleo. A atividade do Greenpeace, para lembrar o 
degelo do Pólo Norte causado pelo aquecimento global, contou com a 
participação do artista Mark Jenkins.

Urso polar sem-lar dá o seu recado em Washington D.C., pedindo mais gelo e menos petróleo.

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Washington, EUA — Performance do artista plástico Mark Jenkins destaca a urgência de se combater as mudanças climáticas o quanto antes.

O aquecimento global fez o Ártico atingir em 2008 sua segunda menor extensão de gelo marinho já registrada, segundo o Centro Nacional de Dados de Gelo e Neve dos Estados Unidos, e colocou o urso polar na lista de espécies ameaçadas de extinção. Caso nada seja feito para reduzir as emissões de gases do efeito estufa, conforme inclusive exigiu a Suprema Corte americana em 2007, as gerações futuras conhecerão o urso polar apenas por imagens e filmes. 

Cansado de esperar por ações do governo Bush, o urso resolveu ir à luta. Desfilou na semana passada em Washington D.C., capital americana, como um autêntico 'sem-teto', mostrando às pessoas seu desespero. Nos cartazes, pedido de ajuda: "Preciso de mais gelo, não de mais petróleo". A performance-protesto foi uma parceria do Greenpeace Estados Unidos com o artista plástico Mark Jenkins para destacar a ameaça que o aquecimento global representa para o planeta.

Confira abaixo algumas fotos do protesto:

 

 

 Jenkins é um artista de Washington D.C. que cria esculturas com fitas adesivas e as instala na rua. São figuras humanas que surpreendem pelo realismo. Para este protesto, Jenkins acrescentou uma cabeça de urso e roupas maltrapilhas às esculturas. Quatro delas foram instaladas na cidade. 

"Minha intenção com esse projeto é usar minhas instalações de rua para promover o conhecimento sobre a questão do aquecimento global e a luta do urso polar pela sobrevivência", afirma Jenkins. "Foi nosso objetivo comum fazer com que o público desenvolvesse empatia com o urso polar da mesma forma com que desenvolve com pessoas 'sem-teto', que nós vemos como dois assuntos conectados."

 

 

Comunidades costeiras de todo o mundo, do Alasca à África, já estão sendo afetadas pelo aumento do nível do mar e por tormentas mais fortes. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) prevê que milhões de pessoas serão forçadas a migrar dessas regiões nas próximas décadas. Ou agimos agora para barrar as mudanças climáticas, ou elas vão causar sérios problemas no planeta e em nossas vidas.

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