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No aniversário do desastre de Chernobyl, 30 ativistas do Greenpeace 
colocaram uma faixa exigindo a paralisação das obras da nova usina EPR 
na França, por ser um projeto caro, perigoso e que não contribui para 
o combate às mudanças climáticas.

No aniversário do desastre de Chernobyl, 30 ativistas do Greenpeace colocaram uma faixa exigindo a paralisação das obras da nova usina EPR na França, por ser um projeto caro, perigoso e que não contribui para o combate às mudanças climáticas.

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Paris, França — Agência de Segurança Nuclear francesa ordenou a suspensão da construção de Flamanville 3, o novo reator EPR, por falhas de projeto.

Um dos principais ícones do renascimento nuclear no mundo, o Reator Pressurizado Europeu (EPR, na sigla em inglês) de Flamanville, na França, teve suas obras interrompidas esta semana pela Agência de Segurança Nuclear (ASN) da França devido a problemas técnicos no projeto, iniciado em dezembro de 2007.

Não foi por falta de aviso... 

E pensar que ainda tem quem defenda a reduzir os padrões de segurança para a construção de usinas nucleares na Europa.

A construção de Flamanville 3, que seria o maior EPR do mundo,  está enfrentando os mesmos problemas técnicos que o reator Olkiluoto 3, de mesmo modelo, que está sendo erguido na Finlândia.  A decisão da ASN tem como base a descoberta de problemas crônicos no projeto.

"O reator pressurizado europeu é uma experiência que falhou", disse Jan Beránek, coordenador da campanha nuclear do Greenpeace Internacional. "Ele é um obstáculo às soluções que garantirão a segurança energética. Para combater as mudanças climáticas, precisamos de uma revolução energética baseada em fontes renováveis e limpas e na economia de energia”, completa.
 
A ordem da ASN de barrar a construção foi dada após o envio de uma série de cartas pela agência para o responsável pela construção de Flamanville 3. Nas cartas, os inspetores da ASN apontam vários problemas tais como falhas na estrutura de ferro da base de concreto, no posicionamento dos reforços e a inadequação da inspeção técnica tanto pela empresa construtora quanto pela distribuidora francesa, Electricité de France (EdF).

Clique aqui, aqui e aqui para ler as cartas.

Inspetores também descobriram inconsistências entre o projeto e o plano de implementação da obra. Além disso, identificaram uma composição incorreta do concreto usado na obra, que pode ocasionar rachaduras e rápida deteriorização pela maresia.  As rachaduras já são observadas na base de concreto que ficaria abaixo do reator. Apesar das falhas de qualidade, a construção do revestimento continuou, o que demonstra uma falta de competência do fornecedor. Como resultado, um quarto das soldas do contentor de ferro do reator estava deficiente.

Os problemas em Flamanville 3 são semelhantes ao do primeiro EPR, Olkiluoto 3, na Finlândia, que está em construção há mais de três anos, mas foi arruinado desde que o concreto se soltou. O uso de concreto de má qualidade, soldas ruins no contentor e a baixa qualidade dos componentes do reator estão entre os problemas apresentados pelo empreendimento. A conclusão da obra foi adiada em dois anos e os custos quase dobraram, chegando a mais de € 5 bilhões.

Confira aqui os muitos problemas enfrentados pela indústria nuclear.

“A decisão da ASN demonstra a insegurança das instalações nucleares. As experiências com os novos reatores na Finlândia e na França provam que a energia nuclear ainda é muito arriscada, atrasada e cara. O Brasil deveria observar estes fatos e enterrar o projeto de construir Angra 3, já que o país tem soluções mais baratas, seguras e limpas para gerar a energia”, comenta Ricardo Baitelo da campanha de energia do Greenpeace do Brasil.

Na semana passada, o Greenpeace distribuiu um “kit de sobrevivência ao EPR”, para os participantes do Fórum de Energia Nuclear Europeu, em Praga, resumindo os problemas dos novos reatores. Para ler o texto na íntegra (em inglês), clique aqui.

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