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Greenpeace bloqueia sede da CNEN no Rio de Janeiro para protestar 
contra a insegurança nuclear no Brasil.

Greenpeace bloqueia sede da CNEN no Rio de Janeiro para protestar contra a insegurança nuclear no Brasil.

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Brasília, Brasil — Documento do Greenpeace que reuniu mais de 100 assinaturas de entidades e parlamentares foi protocolado no Palácio do Planalto em Brasília nesta sexta-feira.

O Greenpeace protocolou nesta sexta-feira, no Palácio do Planalto, na Casa Civil e no Congresso Nacional, além de vários ministérios federais,
um manifesto assinado por 108 entidades e parlamentares em solidariedade às
vítimas do césio-137, em acidente ocorrido há 20 anos em Goiânia. Confira a lista completa no manifesto no arquivo PDF que pode ser acessado ao final deste texto.

Além de exigir amparo governamental e reconhecimento às vítimas, o documento
aborda problemas na área de segurança nuclear no Brasil. Entre os pontos
destacados estão falta de estrutura de controle e o duplo papel da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), que fiscaliza e fomenta atividades
nucleares no país.

Na quinta-feira, 20 ativistas do Greenpeace bloquearam no Rio de Janeiro os portões de acesso à sede nacional da CNEN. O protesto durou cerca de 8 horas e teve momentos de tensão. A Polícia Militar do Rio de Janeiro, acionada pela CNEN, usou spray de pimenta para remover ativistas que estavam acorrentados nos portões. A PM também destruiu um memorial às vítimas do acidente com o césio-137 que o Greenpeace havia colocado no local.

Desde o início da semana, o Greenpeace, em parceria com outras entidades sociais e ambientalistas, promoveu e participou de atos em memória e solidariedade às vítimas em Salvador, São Paulo e Goiânia.

“No momento em que o governo Lula decide investir R$ 7 bilhões na construção da usina Angra 3, a sociedade brasileira deve se mobilizar e mostrar que não quer a ameaça nuclear”, disse Rebeca Lerer, coordenador da campanha anti-nuclear do Greenpeace.

Clique aqui e participe da cyberação contra a retomada do programa nuclear brasileiro.

E veja abaixo como foi a ação do Greenpeace no Rio de Janeiro:

Mais informações: