Ativista mostra réplica de feto deformado por radiação à participante de audiência pública realizada em Ubatuba (SP) para discutir o licenciamento ambiental da usina nuclear Angra 3.
Ubatuba (SP), Brasil —
Foi a última audiência pública da semana para debater o licenciamento ambiental da usina nuclear. Ativistas do Greenpeace estiveram presentes na maioria das reuniões e promoveram atos para lembrar as vítimas de acidentes radioativos.
Depois das audiências públicas realizadas em Angra dos Reis e Paraty, foi a vez de Ubatuba (SP) discutir Angra 3 e a retomada do programa nuclear brasileiro. Como aconteceu nas reuniões anteriores, o Greenpeace também esteve presente na cidade do litoral paulista para contribuir com dados sobre a inviabilidade ambiental e econômica de Angra 3 e protestar contra a construção da usina, que oferece risco à população da região e ao meio ambiente.
As audiências foram fundamentais para
ampliar o debate sobre a construção de Angra 3, que já custou cerca de
R$ 20 bilhões aos cofres públicos e custará pelo menos outros R$ 7,2
bilhões. E também para discutir questões cruciais como a falta de
depósitos definitivos para o armazenamento de rejeitos radioativos de
média e alta atividade e os riscos de acidentes, que ainda não foram
respondidas a contento pelo governo brasileiro.
Confira abaixo as imagens da audiência pública realizada em Ubatuba:
Na audiência realizada em Angra dos Reis, na terça-feira, o Greenpeace promoveu um ato para lembrar vítimas de
acidentes nucleares, com a presença de Odesson Alves Ferreira,
presidente da Associação de Vítimas do Acidente com o Césio -137, de
Goiânia.