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Ativista do Greenpeace instala turbina eólica próximo a uma usina 
nuclear. Apesar de termos inúmeras opções mais baratas, limpas e 
seguras, ainda há países que insistem em gastar bilhões em reatores 
atômicos.

Ativista do Greenpeace instala turbina eólica próximo a uma usina nuclear. Apesar de termos inúmeras opções mais baratas, limpas e seguras, ainda há países que insistem em gastar bilhões em reatores atômicos.

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São Paulo (SP), Brasil — Avaliação foi feita por presidente de uma grande empresa alemã de energia. Valores revelam o equívoco que é a opção atômica.

Se alguém ainda tem dúvidas de que a energia nuclear é cara e os orçamentos propostos para a construção de usinas nunca são cumpridos, preste bem atenção ao que o presidente da E.ON, gigante alemã de energia, tem a dizer. Segundo Wulf Bernotat, em entrevista ao jornal inglês The Times, o custo por usina na Inglaterra poderá chegar a seis bilhões de euros, quase o dobro da estimativa prevista pelo governo (2,8 bilhões de euros).

A esse preço, a substituição das 10 usinas nucleares britânicas chegaria a proibitivos 60 bilhões de euros, sem contar o custo de descomissionamento dos reatores antigos ou o armazenamento do lixo nuclear produzido por eles.

As declarações de Bernotat provocou uma resposta dura de ambientalistas. Tim Jackson, da Comissão de Desenvolvimento Sustentável, afirmou: "Está mais do que claro que essa nova geração de reatores nucleares é uma opção errada. Além dos altos custos, há inúmeras preocupações em relação à herança de lixo atômico que deixaremos às gerações futuras."

As estimativas de Wulf Bernotat, afirma a reportagem do The Times, são baseadas na experiência da E.ON como parceira na construção de uma usina nuclear na Finlândia, cujo projeto é francês. Essa usina será provavelmente o modelo para os novos reatores britânicos.

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