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Na metade do século 20, cientistas descobriram uma nova fonte de energia - a nuclear. Essa energia é gerada a partir de átomos, a menor partícula que caracteriza um elemento químico. A maioria dos núcleos dos átomos na natureza é estável, graças a uma energia armazenada que mantém suas partículas unidas. Porém, alguns elementos como o urânio e o tório têm núcleos instáveis – suas partículas podem facilmente se desprender, de forma espontânea, liberando energia. Esta energia liberada é chamada de radiação e o fenômeno desta emissão é chamado de radioatividade.

Para usar a energia presente nos átomos, os cientistas descobriram uma forma de acelerar a liberação de grandes quantidades de energia artificialmente, a partir da fissão nuclear. Neste processo, a divisão de núcleos dos átomos libera nêutrons que dividirão outros núcleos e liberarão mais nêutrons. Esta reação em cadeia provoca a liberação contínua de energia. (Temos desenhos)

A partir dessa descoberta, desenvolveu-se a tecnologia nuclear, que possibilitou a criação das usinas nucleares e das bombas atômicas.

Atualmente, a busca incessante dos cientistas que trabalham com a tecnologia nuclear é conseguir a fusão nuclear. Neste caso, os núcleos de vários átomos de hidrogênio se fundem e há a liberação de grande quantidade de energia, mas não de radiação. Assim, seria possível construir usinas nucleares sem produzir lixo radioativo. Apesar da fusão parecer simples, o processo é muito complicado e difícil de ser conseguido. Aquecer, comprimir e armazenar hidrogênio é um desafio e tanto. Experimentos esperam apresentar seus próximos resultados nos próximos 15 anos. Os mais otimistas acreditam que esta tecnologia estará disponível até a metade do século 21.