O Japão não desiste: tentando conquistar aliados na votação da
Comissão Internacional da Baleia, o Ministro das Relações Exteriores
japonês organizou um seminário chamado “
/Uso Sustentável de Baleias/”,
convidando 12 países da África, Pacífico e Ásia. Dos países
convidados, quase todos receberam ajuda financeira do Japão na área de
pesca. Os valores foram repassados desde 1994 e a clara intenção do
seminário é arrendar votos favoráveis ao projeto baleeiro japonês, na
Comissão Internacional Baleeira (CIB).
Angola e Vanuatu, que estarão presentes no seminário, anunciaram
recentemente acordos com o Japão para a melhoria de seus portos. Os
valores de investimentos não chegam a ser altos (cerca de 500 mil
dólares), mas referem-se somente às melhorias portuárias. Uma vez que
essa fase do projeto esteja concluída, uma outra quantidade bem maior
de dinheiro será fornecida a esses países - as ligações entre esses
valores e a participação no seminário deixam claro o poder de
influência do Japão sobre os países em desenvolvimento. No evento, o
Japão tentará conseguir o voto de mais países no apoio ao programa de
caça às baleias, durante a Comissão Internacional da Baleia.
O Greenpeace Japão promoveu uma atividade de protesto, no local do
evento, colocando o rosto do Primeiro Ministro Fukuda em uma nota de
yen (moeda local) com a mensagem “Por favor, participe da Comissão
Internacional da Baleia”. Uma mensagem clara, para expor a nítida
jogada política nos investimentos feitos pelo Japão.
Em janeiro, o Greenpeace perseguiu o navio-fábrica Nisshin Maru por
duas semanas, evitando a caça de mais de cem baleias no Oceano
Antártico. Nossos protestos pacíficos conseguiram a atenção do governo
japonês, que desistiu de caçar baleias jubartes, mas manteve a caça de
baleias minkes e fins.
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