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Ativistas e simpatizantes da causa se prenderam uns aos outros com 
algemas para dar apoio aos dois ambientalistas japoneses que podem ser 
condenados a até 30 anos de prisão.

Ativistas e simpatizantes da causa se prenderam uns aos outros com algemas para dar apoio aos dois ambientalistas japoneses que podem ser condenados a até 30 anos de prisão.

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São Paulo (SP), Brasil — Enquanto aguarda, Junichi vai à CIB colaborar com a discussão sobre o fim da caça de baleias.

Apesar da apresentação de uma série de lacunas na acusação de Junichi Sato e Toru Suzuki, o pré-julgamento de ambos foi adiado mais uma vez e deverá ocorrer somente no dia 02 de outubro desse ano. A decisão foi tomada pela corte para que haja tempo hábil para a apresentação de outras provas contra os dois.

Em maio de 2008 Junichi e Toru Suzuki interceptaram uma caixa de carne de baleia e apresentaram ao Ministério Público japonês como prova do contrabando com fins comerciais promovido por quem afirma estar fazendo ‘pesquisa científica’. Foi aberta uma investigação sobre a possível corrupção envolvendo o programa de caça subsidiado pelo governo japonês, mas a investigação foi interrompida logo depois e no mesmo dia Junichi e Toru foram presos e o escritório do Greenpeace Japão revistado. Se condenados ambos podem pegar até dez anos de prisão.

Enquanto aguardam em liberdade pelo julgamento final – que não deve ocorrer antes de janeiro de 2010 – nossos ativistas continuam seu trabalho pelo fim da caça. E temos ao menos um motivo para comemorar: Junichi, que trabalha como coordenador da campanha de oceanos no Greenpeace Japão, recebeu permissão especial para ir à 61ª. Comissão Internacional Baleeira (CIB) e discutir o fim da caça comercial desses animais.

Começa hoje a reunião que será realizada na Ilha da Madeira, em Portugal. A tradição da caça à baleia está intimamente ligada à história da ilha: no século XVIII, navios baleeiros visitavam o arquipélago para abastecer e contratar tripulação especializada antes de inciar suas viagens. Com uma captura de cerca de 4000 cachalotes entre 1941 e 1981, a Empresa Baleeira contribuía em grande escala para a economia da ilha. Em 1981, a indústria baleeira local cessou e ficou decidido o investimento no turismo de observação de baleias, apostando sempre na proteção dessas populações.

A Comissão Internacional Baleeira deve aprender com exemplo o português e passar de um corpo que gere as populações de baleias em benefício da indústria baleeira para uma organização que procura conservar e proteger os cetáceos a nível mundial. O Greenpeace pede que todos os esforços da CIB sejam dirigidos para o estudo não letal das populações de baleias e para a definição e implementação de estratégias de recuperação destas populações para níveis equivalentes aos anteriores à indústria de caça, ao longo dos próximos 100 anos.

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Comissão Baleeira Internacional