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Tóquio, Japão — Aliança foi o ponto alto do simpósio internacional de desenvolvimento marítimo, organizado pelo Greenpeace na capital japonesa.

Objetivo do encontro em Tóquio foi estimular o debate sobre as questões marinhas entre diferentes setores envolvidos com o tema. Mais de 200 pessoas, entre representantes da indústria pesqueira, academia e movimentos ambientais, participaram do evento.

"Nossos oceanos e, por conseqüência a atividade pesqueira, tem sido dramaticamente modificadas pela ação humana", disse Daniel Pauly, professor-doutor da Universidade de Columbia, reconhecido internacionalmente por suas pesquisas sobre o declínio mundial dos estoques pesqueiros.
 
O ex-funcionário Agência Japonesa das Pescas, Masayuki Komatsu, discutiu, em sua palestra, o declínio contínuo das indústrias marinhas japonesas. Ele ressaltou a necessidade de uma reforma do setor pesqueiro para garantir a sustentabilidade da atividade. O setor empresarial foi representado pela cadeia de supermercado Aeon Topvalu,que apresentou uma palestra sobre a identidade corporativa da rede, toda baseada na sustentabilidade.

"Essa é um experiência histórica para o Japão. O Brasil poderia fazer um movimento semelhante, como, aliás, já foi feito na Moratória da Soja, para acompanhar a criação e implementação de Áreas de Proteção Ambiental. Ganharia o meio ambiente e a setor turístico", diz a coordenadora da campanha de oceanos do Greenpeace no Brasil, Leandra Gonçalves.

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