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Carne de baleia obtida pelo Greenpeace no Japão, durante uma 
investigação que revelou o contrabando do produto do navio-fábrica 
Nisshin Maru, que participa do programa baleeiro no Santuário da 
Antártica.

Carne de baleia obtida pelo Greenpeace no Japão, durante uma investigação que revelou o contrabando do produto do navio-fábrica Nisshin Maru, que participa do programa baleeiro no Santuário da Antártica.

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Tóquio (Japão) e São Paulo — Ambientalistas que denunciaram esquema de contrabando e corrupção no Japão vão a julgamento sob acusação de roubar uma caixa de carne de baleia

Os dois ambientalistas do Greenpeace detidos na sexta-feira (20/6) por denunciar contrabando de carne de baleia no Japão serão levados à corte japonesa neste domingo (22/6). 

A operação que resultou na prisão de Junichi Sato e Toru Suzuki teve tom de grande espetáculo. Aproximadamente 40 policiais cercaram o escritório do Greenpeace no Japão, apreenderam computadores, telefones e documentos e levaram os dois ambientalistas presos.

"Isso não é uma investigação policial, é intimidação", disse Jun Hoshikawa, director executivo do Greenpeace Japão.

Clique aqui e participe da nossa cyberação pela libertação dos ativistas. Acesse a seção de Oceanos e envie uma carta para autoridades japonesas - o primeiro-ministro Yasuo Fukuda, o ministro das Relação Exteriores Masahiko Koumura, embaixador no Brasil Ken Shimanouchi e cônsul-geral em São Paulo Masuo Nishibayashi.  

Sato e Suzuki já haviam prestado depoimentos há três semanas e se colocaram à disposição da polícia para quaisquer esclarecimentos. Um telefonema seria suficiente para que os dois se apresentassem espontaneamente.

"A prisão dos ativistas é uma tentativa das autoridades japonesas de coibir manifestações contra a caça comercial das baleias no encontro da Comissão Internacional Baleeira (CIB), no Chile, e na reunião do G8 que será realizada em julho no Japão", avalia Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Baleias do Greenpeace Brasil.

"Eles não cometeram crime algum. Estão presos porque desafiaram forças poderosas do governo e da indústria baleeira", diz Leandra. 

O ministério público japonês disse na sexta-feira a representantes do Greenpeace que o inquérito sobre o contrabando de carne de baleia deve ser encerrado neste sábado por falta de provas. No entanto, questões fundamentais continuam sem respostas:

* Se a carne foi distribuída legalmente para a tripulação que vendia o produto no mercado negro, por que os depoimentos dos envolvidos foram alterados tantas vezes?

* Por que a tripulação falsificou a identificação das caixas, alegando que elas continham papelão quando, na realidade, estavam recheadas de cortes de carne de baleia no valor de milhares de dólares?

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