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Todos os anos, em maio, a frota baleeira parte para o norte do Oceano Pacífico para mais uma sangrenta e inútil temporada de caça de baleias. Mas depois de um escândalo revelado pelo Greenpeace e o medo de ser pressionado pelos países-membros do G8 na próxima reunião do grupo, o Japão resolveu adiar a caça este ano.
Segundo informações obtidas pelo Greenpeace, a tripulação da frota baleeira japonesa, que já deveria ter deixado o porto, recebeu ordens para ficar em casa.
Há duas semanas, investigações do Greenpeace revelaram um grande escândalo sobre um esquema de contrabando de carne de baleia trazida pelo navio-fábrica Nisshin Maru do Oceano Antártico. O caso está sendo investigado agora pela promotoria pública de Tóquio.
"Tanto o programa de caça às baleias do Pacífico Norte como da Antártica têm que ser encerrados. Nenhuma nova permissão à caça deveria ser dada à empresa Kyodo Senpaku, que opera a frota baleeira, ou ao Instituto de Pesquisa Cetácea", afirma Junichi Sato, coordenador da campanha de Baleias do Greenpeace Japão.
"O governo está desperdiçando dinheiro público num programa que não rende resultados científicos e não tem mercado consumidor."
O primeiro-ministro japonês Yasuo Fukuda visitará a Europa na próxima semana, quando participará do encontro da FAO para discutir segurança alimentar, em Roma.
"A ironia é que dinheiro público japonês está sendo gasto com caça às baleias, que apenas uma pequena porcentagem dos japoneses ainda considera como 'comida', quando as atenções deveriam estar voltadas para os impactos das mudanças climáticas no suprimento de alimentos, especialmente levando-se em conta que o Japão é um grande importador de comida", diz Sato. “O primeiro-ministro Fukuda deveria pensar mais em resolver esses problemas do que gastar dinheiro público caçando baleias."
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