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Leandra Gonçalves, do Greenpeace Brasil, fala durante coletiva de 
lançamento da nova campanha de Oceanos. Com ela na mesa (da esquerda 
para a direita): Gilberto Salles (Instituto Chico Mendes), Almirante 
Ibsen de Gusmão Câmara e Ana Paula Prates (Ministério do Meio 
Ambiente)

Leandra Gonçalves, do Greenpeace Brasil, fala durante coletiva de lançamento da nova campanha de Oceanos. Com ela na mesa (da esquerda para a direita): Gilberto Salles (Instituto Chico Mendes), Almirante Ibsen de Gusmão Câmara e Ana Paula Prates (Ministério do Meio Ambiente)

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São Paulo (SP), Brasil — Estudo À Deriva - Um Panorama dos Mares Brasileiros, lançado pelo Greenpeace, marca a nova campanha de Oceanos da organização.

O Brasil tem apenas 0,4% de áreas marinhas protegidas e cerca de 80% de seu estoque pesqueiro está ameaçado. As conclusões são do novo relatório do Greenpeace Brasil, À Deriva - Um Panorama dos Mares Brasileiros, lançado nesta terça-feira em São Paulo.

Clique aqui para baixar o relatório completo (arquivo pdf).

Ou clique aqui para ler um resumo de cada capítulo do relatório.

O lançamento do relatório é o destaque da nova campanha do Greenpeace em defesa dos mares. O estudo foi elaborado a partir de entrevistas com 46 especialistas da área e aponta os principais desafios e soluções para a conservação dos oceanos.

São quatro os temas prioritários identificados pelo relatório: Áreas Marinhas Protegidas, Estoques Pesqueiros, Impacto das Mudanças Climáticas e Política Nacional de Oceanos.

Acompanha o relatório um documentário, O Mar É Nosso?, realizado em parceria com a Canal Azul a partir do relatório. O filme faz uma viagem pelos mares brasileiros, apontando os problemas causados pelo homem. A narrativa, conduzida por um pescador fictício interpretado por Guilherme Santana, também aponta soluções e convida para um engajamento pela conservação marinha.

Clique aqui para ver o trailer do documentário na página Entre Nessa Onda, onde você poderá também ter acesso a outros filmes sobre oceanos, papéis de parede e dicas de como preservar os mares.

"O bioma marinho nunca foi prioridade para o governo brasileiro. O descaso não está relacionado à falta de órgãos gestores, mas sim à falta de coordenação entre eles", afirma Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Oceanos do Greenpeace Brasil.

"Hoje mesmo as pessoas têm dificuldade para localizar o órgão onde devem pedir as devidas licenças ambientais. Há uma sobreposição de poderes."

 


 

Uma das principais ferramentas de sensibilização da população na luta em defesa dos oceanos é o túnel sensorial que percorrerá todo o país a partir desta semana. A instalação criada pela Futuratech conta com quatro espaços cenográficos e um cine/iglu, onde os visitantes serão estimulados pela visão, audição e olfato a se engajarem na causa.

São Paulo será a primeira cidade a receber o túnel. Neste final de semana (23 e 24 de agosto), a instalação ficará aberta à visitação no Parque Villa-Lobos. No sábado, dia 16/8, voluntários e ativistas do Greenpeace e de outros grupos como a União de Escoteiros do Brasil (grupos Quarupe, Tocantins, Araguaçu, Blia, Paineiras, Raposo, Jacareí e outros), SOS Mata Atlântica, EcoSurf e Surfrider Foundation, além do público que passeava pelo parque, formaram uma grande onda humana e a palavra 'socorro'. 

 

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