O vice-ministro da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão, Toshiro Shirasi, admitiu nesta segunda-feira, em coletiva de imprensa, que a frota baleeira de seu país não conseguiu caçar baleias na Antártica por conta da perseguição do navio Esperanza, do Greenpeace.
O Esperanza vem perseguindo o navio-fábrica Nishin Maru há 10 dias seguidos, conseguindo assim paralisar toda a operação de caça de baleias na Antártica. Sem poder contar com o navio-fábrica, a frota baleeira japonesa não conseguir matar um único animal, já que estariam impossibilitados de transferir as baleias para serem armazenadas no Nishin Maru.
“O Greenpeace veio para a Antártica pacificamente para interromper a caça e é justamente isso que conseguimos. Mas não é suficiente paralisar a caçar apenas quando os olhos do mundo estão voltados para a frota baleeira japonesa e quando o Esperanza está na cola dos navios japoneses”, afirmou Sakyo Noda, da campanha de baleias do Greenpeace Japão. “Tóquio tem que tomar a decisão de acabar agora com a atividade baleeira.”
Para Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Baleias do Greenpeace Brasil, que também está a bordo do Esperanza,
a pressão internacional sobre o Japão está aumentando para que interrompa de vez a caça às baleias. “A atividade não tem apoio nem dentro da comunidade japonesa, pesquisas mostram que o consumo de carne de baleias é cada vez menor no Japão. O Santuário de Baleias da Antártica é um lugar de paz e de pesquisa, e para fazer ciência não é preciso matar baleia alguma.”
Clique aqui para conhecer os bastidores da viagem do Esperanza pela Antártica, no blog da Leandra Gonçalves.Vídeos da expedição, o encontro e a perseguição aos baleeiros japoneses estão no Canal das Baleias.