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Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Baleias do Greenpeace Brasil, participa da reunião do Grupo de Buenos Aires, que reúne representantes de governos latino-americanos membros da Comissão Internacional Baleeira (CIB). Eles discutiram a atuação do grupo na próxima reunião da CIB, em junho, no Chile, em defesa da moratória à caça comercial de baleias e da criação do Santuário do Atlântico Sul.
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O Grupo de Buenos Aires, que é integrado por representantes dos governos de 14 países latino-americanos membros da Comissão Internacional Baleeira (CIB), se reuniu no último fim de semana na Ilha do Papagaio, em Florianópolis (SC) para discutir a posição do bloco na próxima reunião da entidade, que acontece em junho no Chile. As conversas giraram em torno da manutenção da moratória da caça comercial de baleias e em defesa da criação de um novo santuário, desta vez no Atlântico Sul, para a proteção dessas espécies.
Confira detalhes da reunião no blog de Oceanos.
A reunião do Grupo de Buenos Aires, reforçada pela presença de ONGs como o Greenpeace, foi organizada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) em parceria com o Projeto Baleia Franca. Participaram dela representantes dos governos do Brasil, Argentina, México, Costa Rica, Equador, Peru, Chile, Nicarágua, Honduras, Uruguai, Venezuela, República Dominicana e Colômbia - os últimos três ainda não participam da CIB, mas se mostraram interessados em integrar às próximas reuniões da entidade.
O bloco latino-americano reafirmou seu compromisso com uma política não-letal em relação às baleias, pela manutenção da proibição da caça comercial em todo o mundo e por uma maior cooperação regional para a conservação dos cetáceos.
"Foi uma reunião extremamente produtiva e espero que possamos chegar com força toda na reunião da CIB no Chile para enfim criar o nosso tão desejado santuário de baleias do Atlântico Sul", afirmou Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Baleias do Greenpeace Brasil que participou da reunião do Grupo de Buenos Aires em Florianópolis.
"O governo brasileiro agora precisa agir decisivamente, com seu peso político, para assegurar a aprovação do santuário, exigindo o voto a favor de países africanos, por exemplo."
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