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Pesca artesanal em Cananéia: com a criação de áreas de proteção ambiental no litoral sul de São Paulo, o governo estadual deu um passo decisivo para a regulamentação das ocupações, atividades econômicas e turísticas e as ocupações na região.
Aumentar a ImagemCom a criação, nesta sexta-feira (10/10) de três áreas de proteção ambiental marinha no litoral de São Paulo, foi dado um passo decisivo para a regulamentação de atividades econômicas, turísticas e das ocupações no trecho que vai de Ubatuba a Cananéia.
A criação de áreas de proteção ambiental (APAs) marinha é a principal ferramenta para a conservação dos oceanos. Apenas 0,4% dos mares nacionais estão protegidos por esse tipo de unidade de conservação – somando-se as áreas estaduais, o índice sobe para 0,8%. O decreto do governo do Estado de São Paulo abrangem uma extensão de 1,124 milhão de hectares, o equivalente a 7,5 vezes a cidade de São Paulo.
"Esse decreto é um passo importante para a conservação dos nossos mares. No papel, ele é muito bom. Agora queremos vê-lo implantado. Queremos também a implementação dos planos de manejo garantindo a inclusão de áreas de proteção integral", diz Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de oceanos do Greenpeace.
Na cerimônia realizada para a anunciar a criação das áreas de proteção, o secretário do Meio Ambiente do estado de São Paulo, Xico Graziano, entregou embarcações para a polícia ambiental e se comprometeu em coibir a pesca predatória.
O relatório do Greenpeace À Deriva mostra que 80% dos recursos pesqueiros utilizados comercialmente estão ameaçados e que as áreas marinhas protegidas são a principal ferramenta para a recuperação dos estoques pesqueiros.
"Se queremos continuar pescando nos próximos anos, precisamos criar áreas marinhas protegidas agora", afirma Leandra.