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Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Diário de Bordo - Histórias de Esperanza

    Postado por Tiago Batista - 24 - mai - 2018 às 10:10

    Fui convocado a ir para Belém do Pará, com a missão de receber os doadores do Greenpeace no navio Esperanza que acabou de voltar de uma expedição na região dos Corais da Amazônia.

    Fui cheio de expectativas, pra mim era tudo novo, sou novo no time do Greenpeace, e finalmente viveria minha primeira experiência próximo a algo tangível, diferente do dia a dia do escritório.

    Na sexta-feira, véspera da visita ao Esperanza, fizemos nossa primeiro tour com treinamento para entender como seria a atividade. O navio, cheio de imponência, causava um impacto a primeira vista e a sensação de ser impactado seguia a cada descoberta, com tudo, não tinha como não imaginar a alegria e a agonia de ficar meses a bordo.

    Sábado, dia 19 de maio, às 8h.  Cheguei no Esperanza, a fila já estava formada antes mesmo da visita começar. Voluntários corriam de um lado para o outro. A equipe organizando todos os detalhes, o gerador para de funcionar e os computadores de cadastro é desligado. E assim segue... Com o povo ansioso e feliz de ver o navio Esperanza por ali.

    Logo se escuta um grito de guerra que dizia: "Eu seguro sua mão na minha, para que juntos possamos fazer aquilo que eu não posso fazer sozinho" repetido três vezes, com um grande coro, foi de arrepiar. Era a equipe do Diálogo Direto, eles que são desafiados a conscientizar as pessoas sobre a importância de doar para os projetos do Greenpeace. A fila olhava e o grito de guerra e se contagiava.

    O navio estava aberto, os grupos seguiram conhecendo a história dos corais e fazendo a visita nesta “ferramenta” de 72 metros, um grande instrumento utilizado para defender as belezas naturais em todo o mundo.

    Não perdi tempo, eu queria falar com as pessoas, entender as histórias. Então era só me aproximar de alguém, que eu já começava a bater papo.

    As histórias seguiam com relatos incríveis. O "João" veio com os dois filhos e decidiu tornar o "Guilherme", o filho mais novo, um doador, para amenizar a culpa que ele sentia por ser um funcionário de uma terceirizada contratada pela petroleira Total para contribuir com o projeto de exploração da região.

    A dona Maria me mostrou a carteirinha de doadora, ela contribui desde 2000 e chamou para tomar um café na casa dela, do outro lado do rio e garantiu que eu não ia me arrepender. Deu água na boca, mas tive que deixar para uma próxima... #chatiado

    Conheci também o Pedro, que se apresentou como traficante, um traficante de conhecimento, que muitos chamam de professor. Apaixonado pela natureza, usa de meios diferentes para transmitir sua paixão para os adolescentes.

    Para o primeiro dia, eu havia convidado uma doadora para fazer um tour especial com a Helena, bióloga  brasileira que acompanhou a expedição. Que papo gostoso!!! Fomos a cabine principal, ela perguntou de tudo, a Helena respondeu diversas curiosidades, gravamos um vídeo que eu já estou ansioso pra ver e este encontro finalizou com aquele abraço apertado, como uma mãe orgulhosa e feliz em encontrar a filha bióloga que volta de uma grande vitória (Não vencemos ainda, mas estamos cada vez mais perto).

    O sábado terminou, o corpo estava cansado, mas o coração já estava ansioso pelas surpresas que o domingo reservava.

    Bom dia, domingo, 20 de maio de 2018. Estou aqui, vendo o sol brilhar nas águas barrentas do Rio que não sei o nome ainda. A fila está o dobro de ontem, o professor intitulado traficante passa para trazer um pão de queijo, ele já entrega pedindo desculpas, dizendo que está murcho, mas na real, foi um dos melhores que já provei.

    Passei na tenda das crianças, lá eu encontrei um garotinho, ele desenhou o navio do Esperanza e também fez um peixe todo colorido que ele chamou de dourado. Na hora que passei por lá, tinha uma menininha, com o pai do lado, eles só falavam inglês, mas ela estava montando uma tartaruga com massinha de modelar, e fez um coração pra pôr do lado. Aiai.. respiro fundo e penso: "há esperança, obrigado, Esperanza"

    Falei com muita gente! Pessoas cultas e bem instruídas, pessoas simples e bem decididas. Lembro do papo com um agricultor, ele ressaltava que deveríamos estar em Brasília, onde as leis estão sendo afrouxadas. Não titubeei, e logo o informei que estamos lá, mostrei matérias e falei das dificuldades então ele tomou a decisão de ser um doador.

    O dia foi corrido, o tempo passou voando, mas consegui um tempinho pra entrevistar a Ana Paixão, uma professora universitária, voluntária e doadora; Ela estava imensamente emocionada, pertencia ao grupo de voluntários recém formado que contribuiu para o evento em Belém acontecer. Ela olhava pra fila e chorava dizendo: "Meu Deus, como eu sonhei com este dia, como o nosso Pará precisava disso!" O cansaço e o calor tomava conta de todos, mas a cada situação dessa, as forças se revigoravam e o desejo que dava era de expandir a visita até a meia-noite.

    Última hora, fila imensa, cai a chuva e ninguém saia da fila, as pessoas falavam do Greenpeace com paixão. Um botton, um adesivo, fazia a felicidade de quem deposita a confiança nesta organização.

    Quatro senhoras chegam, todas com mais de 70 anos e super elegantes, vieram me pedir um favor: gostariam que eu conseguisse a liberação pra elas fazerem a visita mesmo depois da fila ser encerrada, pelo menos para serem as últimas. Falo com o responsável, e não há como negar.. elas contaram que juntas ajudavam as comunidades ribeirinhas a tirarem seus documentos e utilizarem dos programas sociais. Elas contam que em 2000, um dos navios do Greenpeace parou o Rio, fechou a passagem das barcas impedindo que levassem grandes toras de madeira pra serem entregues para os navios internacionais. A polícia apreendeu tudo e doou para a construção de casas para as famílias ribeirinhas.

    Foi um fim de semana rico de vivência e experiência. Falei com todo tipo de gente, do mais simples ao doutor, aprendi com todos, e registrei hoje aqui para multiplicar essa experiência e levar um pouquinho a cada um de vocês.

    Após ver a união de voluntários correndo para todos os lados, doadores orgulhosos e dispostos a contribuir pra ver este projeto acontecendo, funcionários dedicados e trabalhando com paixão e a população de Belém contemplada com a visita e entendendo a razão de toda essa movimentação, consigo dizer, com propriedade, em nome do Greenpeace, que #SomosPorTodos

    Mesmo a distância, "Eu seguro sua mão na  a minha, para que juntos possamos fazer aquilo que eu não posso fazer sozinho. Luz, paz, amor, Greenpeace!"

    Eu sou Tiago Dias, trabalho no Relacionamento com Doadores e também defendo os Corais da Amazônia



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  • Você que bebe Sprite e gosta de florestas precisa saber algumas coisas

    Postado por Laura Colombo - 23 - mai - 2018 às 8:53

    Floresta devastada na Argentina

    Não há nada como uma bebida gelada num dia quente. Talvez você, como eu, já tenha buscado uma lata de Sprite para satisfazer sua sede e se refrescar um pouco. Mas talvez você, como muitas outras pessoas, não saiba que a sua lata de Sprite está ligada à destruição de florestas nativas na Argentina.

    Eis aqui o que você precisa saber sobre isso - e o que fazer para ajudar a impedir esse desmatamento.

    1) A Sprite e seu fornecedor têm um grande desmatamento em suas mãos

    Eles compram suco de limão concentrado de uma empresa chamada La Moraleja S.A.. Essa exportadora de cítricos, com sede na Argentina, desmatou 3 mil hectares de floresta nativa no norte do país. Só que  a Coca-Cola, que é dona da Sprite, declarou publicamente que a sustentabilidade deve estar no centro de todas as suas decisões e ações, uma responsabilidade que a empresa diz levar muito a sério.

    2) O desmatamento causado pela Sprite é completamente contra a lei

    Em 2007, a Argentina aprovou a Lei de Floresta Nacional, protegendo vastas faixas de florestas do país. A área desmatada pela La Moraleja está dentro de um importante corredor entre a floresta Chaco e floresta tropical de Yungas, que é protegida por essa lei.  

    Então, não só o desmatamento da Sprite é completamente irresponsável como também é ilegal.

    3) A Sprite sabe que essa destruição ilegal aconteceu - e não fez nada

    O Greenpeace expõe a destruição florestal da La Moraleja desde 2013. Quando descobrimos que a empresa é uma fornecedora do Sprite, nos reunimos diretamente com os representantes da Sprite para falar sobre as práticas ilegais da sua fornecedora.

    A Sprite retornou nossos pedidos com um grande silêncio.

    Então, no ano passado, elevamos a pressão. Mais de 300 mil pessoas em todo o mundo assinaram a petição que pedia para a Sprite reflorestar a mata que eles destruíram e adotar uma política de desmatamento zero. Em novembro, a La Moraleja perdeu seu certificado de sustentabilidade da Rainforest Alliance, uma das certificadoras ambientais mais conhecidos.

    4) A fornecedora da Sprite quer reflorestar apenas metade do que destruiu

    Mesmo depois da pressão de 300 mil pessoas e a perda da sua certificação ambiental, a La Moraleja só se comprometeu a restaurar 1,4 mil hectares de floresta. Isso é menos do que a metade do que ela desmatou.  Temos certeza de que a Sprite não se importaria se você decidisse pagar apenas metade do preço pelos seus produtos, né?

    Um compromisso de reflorestar qualquer área menor do que 3 mil hectares não é o bastante. Nós não podemos descansar até que a Sprite e sua fornecedora restaurarem tudo que eles destruíram.

    5) A Sprite ainda tem uma chance de fazer a coisa certa para as florestas, as pessoas e o planeta

    Até agora, a Sprite colocou seus lucros na frente do futuro do planeta. A floresta que ela destruiu não só é crucial para a vida selvagem que vive lá como também é uma das melhores defesas que temos contra as mudanças climáticas. O público jovem de quem Sprite mata a sede é que vai pagar o preço por não protegermos as florestas.

    Mesmo assim, dá tempo de a Sprite se tornar a líder sustentável que diz ser.

    Se a Sprite realmente se importa com o planeta, ela pode mostrar isso restaurando a floresta que La Moraleja destruiu e adotando uma política de desmatamento zero. Essa é a única maneira de garantir que seus fornecedores e sua linha de produção não contribuam para o desmatamento em qualquer lugar do mundo. Leia mais >

    Pessoas como você podem fazer a pressão ainda mais forte. Assine a petição e mostre que você quer que a Sprite refloreste o que destruiu.

  • A rica biodiversidade dos Corais da Amazônia

    Postado por Thaís Herrero - 22 - mai - 2018 às 10:30

    Hoje é o Dia da Biodiversidade (22/5). Os Corais da Amazônia representam muito bem essa data por serem um ecossistema único de biodiversidade, cientistas o chamam de farmácia submarina. Porém, sua existência já está ameaçada pela indústria do petróleo.

    Corais encontrados na Guiana Francesa, durante expedição do Greenpeace em maio de 2018. A descoberta de que os Corais da Amazônia se estendem até esse país prova que ainda sabemos pouco sobre ele. (Foto: ©Greenpeace)

    Uma das características mais marcantes dos Corais da Amazônia é sua rica biodiversidade. Isso vale tanto para os seres que formam o recife (esponjas-do-mar, rodolitos e corais) quanto para os peixes e outras espécies que circulam pela região e têm no recife um importante local para se abrigar, se alimentar e se reproduzir.

    Esse recife é como um ponto de encontro de muitas espécies que vêm de diferentes (e opostos) locais do oceano. Prova disso é um artigo publicado em abril chamou os Corais da Amazônia de "corredor de biodiversidade". Foram encontrados ali tanto espécies de peixes que são originários do sul do oceano Atlântico quanto do Caribe. O artigo foi resultado dos estudos feitos na primeira expedição que o Greenpeace fez aos Corais da Amazônia, em 2017.

    Peixes nadam junto à formação de rodolitos nos Corais da Amazônia. Essa foto foi capturada pelo Greenpeace em 2017, quando fazíamos a expedição que mostrou as primeiras imagens do ecossistema debaixo d'água. (Foto ©Greenpeace)

     

    Como a existência dos Corais da Amazônia foi confirmada só em 2016, ainda há muito ali para ser estudado. Ainda assim, os números sobre a biodiversidade que habita ali são impressionantes:

    - Existem ali pelo menos 40 espécies diferentes de corais, como corais-negros e corais-moles.


    - Sobre as esponjas-do-mar são pelo menos 60 espécies por ali, algumas delas de até 2 metros de altura! E dessas 60, é possível que 29 sejam totalmente desconhecidas pela ciência até hoje. Estamos diante de possíveis novas espécies que podem – e devem – ser estudadas.

    - Na expedição científica que fizemos este ano, a bordo do navio Esperanza, encontramos uma formação recifal de muitas, muitas esponjas-do-mar. Os cientistas disseram que podemos chamar aquela área de "recife de esponjas". Algumas imagens que fizemos mostram até seis espécies diferentes juntas.

    Várias esponjas-do-mar são avistadas na área norte do recife dos Corais da Amazônia (Foto: ©Greenpeace)

     

    - Na expedição de 2017, vimos três peixes-borboletas que, segundo os cientistas que estavam conosco, têm potencial de serem novas espécies. Não foi possível identificá-los apenas pelas imagens e, para provar se são espécies novas ou não, precisaríamos de amostras dos DNA desses bichos.

    - Cientistas estão estudando as bactérias encontradas na água e nos Corais. É possível que ali existam novas espécies que podem, inclusive, ser usadas na fabricação de remédios. Por isso, os cientistas estão chamando os Corais da Amazônia de "farmácia submarina". 

    - A riqueza de vida também é provada pelas 73 espécies de peixes típicos de recifes, além de lagostas e estrelas-do-mar.

    Lagosta encontrada nos Corais da Amazônia durante a primeira expedição do Greenpeace à região, em 2017. (Foto: ©Greenpeace)


    - Toda essa vida marinha habita uma região que era considerada inóspita e improvável permitir a existência de um recife. Por isso, os Corais da Amazônia são verdadeiros vencedores e muito especias.

    Só que, infelizmente, toda essa riqueza está ameaçada pela exploração de petróleo. A empresa francesa Total pretende perfurar a região próxima aos Corais da Amazônia para buscar petróleo. Por isso, estamos há mais de um ano defendendo esse ecossistema e exigindo que a Total desista desse plano e fique longe dos Corais da Amazônia.

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  • 5 coisas que você precisa saber sobre os Corais da Amazônia

    Postado por Diego Gonzaga - 21 - mai - 2018 às 14:30

    Depois de 40 dias de expedição científica, o que descobrimos sobre esse ecossistema que não para de nos supreender.

    Já faz tempo que assumimos aqui nosso crush pelos Corais da Amazônia. E nossa segunda expedição para estudá-los e vê-los debaixo d'água acabou há alguns dias. A conclusão é que esse caso de amor só aumenta conforme conhecemos esse ecossistema mais e mais. 

    No começo de abril, o navio Esperanza chegou ao Brasil e nosso time embarcou com muitas perguntas sobre os Corais da Amazônia. Por 40 dias, navegamos em um mar agitado e enfrentamos um clima hostil na costa norte do Brasil e da Guiana Francesa. Todo o esforço valeu a pena. Voltamos para casa sabendo muitos segredos dos Corais.

    1. Os Corais da Amazônia são maiores do que imaginávamos

    Imagem dos Corais da Amazônia na Guiana Francesa (©Greenpeace)


    Os primeiros estudos sobre o ecossistema estimavam que sua área era de 9,5 mil quilômetros quadrados. Mas o artigo publicado em abril, e fruto da nossa expedição de 2017, mostra que estávamos subestimando esse tamanho: Os Corais da Amazônia podem ter 56 mil quilômetros quadrados – o tamanho do estado do Rio de Janeiro. Isso é seis vezes mais do que a primeira estimativa.

    2. Há Corais da Amazônia dentro de um dos blocos da Total

    Imagem dos Corais da Amazônia dentro de um dos blocos de exploração da empresa Total (©Greenpeace)


    O plano da petrolífera francesa Total, de explorar petróleo perto dos Corais da Amazônia, sempre foi um absurdo. E agora que sabemos que o recife é maior do que imaginávamos, a ameaça também cresceu. Com o navio Esperanza, fomos até um dos blocos em que a empresa pretende perfurar e descobrimos que ali existe uma formação recifal. Nosso achado invalida o Estudo de Impacto Ambiental da empresa, que afirmava que a distância do recife mais próximo até a área de perfuração era de 8 quilômetros. Até o Ministério Público Federal do Amapá recomendou que o Ibama não deixe a Total começar a explorar petróleo ali.

    3. Os Corais da Amazônia se estendem até a Guiana Francesa

    Recife similar aos Corais da Amazônia encontrado na Guiana Francesa (©Greenpeace)


    Nós também não sabíamos até agora que os Corais da Amazônia iam tão longe! Provamos que há uma formação de recifes similar aos Corais da Amazônia no nosso país vizinho Guiana Francesa. Quando mergulhamos com nossas câmeras ali, descobrimos um fundo do mar cheio de vida! Isso mostra o quão especial é esse ecossistema. Se a Total explorar petróleo na costa do Brasil e um vazamento acontecer, há chances de que o óleo alcance as águas da Guiana Francesa, ameaçando uma parte do recife que ainda mal conhecemos.

    4. Um vazamento de petróleo na região seria devastador

    Várias esponjas encontradas na área norte do recife dos Corais da Amazônia. (Foto: ©Marizilda Cruppe/Greenpeace).

    Descobrir tudo isso não foi fácil. As condições climáticas na região dos Corais e as fortes correntes do mar ali foram grandes desafios de nossa expedição. Demoramos dias para conseguir usar nossas ferramentas e registrar o setor norte do recife. Se estar com um grande navio e fazer imagens é difícil naquela região, imagine conter uma mancha de petróleo vazando no meio do oceano?

    5. O número de defensores dos Corais da Amazônia só aumenta

    Equipe a bordo do navio Esperanza para a expedição aos Corais da Amazônia, na costa norte do Brasil. (Foto: ©Marizilda Cruppe/Greenpeace)

    A melhor parte dessa nossa incrível jornada é saber que não estamos sozinhos. Mais de 2 milhões de pessoas ao redor do mundo estão falando para a Total ficar longe desse lugar incrível. E não vão desistir até que os planos de perfuração ali sejam finalmente cancelados. Nossa petição continua se disseminando e, se você já assinou, compartilhe com seus amigos.  Leia mais >

  • 5 curiosidades sobre o Esperanza...

    Postado por Juliana Costta - 15 - mai - 2018 às 16:34 1 comentário

    ...e bastidores da expedição pelos Corais da Amazônia.

    O navio Esperanza é o maior e mais veloz navio do Greenpeace. Ele está chegando em Belém para abrir suas portas para a população da cidade, e esse navio traz curiosidades a bordo.

    1. Você sabia que o nome original era Echo Fighter? 

    Echo Fighters, que até dá para traduzir como lutadores do eco (Hã?), era o nome do navio quando o compramos, no início dos anos 2000. Até decidir o nome que teria, as pessoas a bordo pintaram por cima do H e ficou Eco Fighters (Lutadores do Meio Ambiente, em tradução completamente livre, tá?). Enquanto isso, no mundo acontecia uma enquete com cyberativistas do Greenpeace para definir o novo nome. O escolhido é o que desde 2002 percorre os 7 mares. Vai que vai, Esperanza!

    2. É um navio cheio de aventuras

    Para além das diversas campanhas que fez pelo Greenpeace ao redor do mundo - como protestos contra agrotóxicos, campanha em defesa pelas baleias e contra a destruição florestas - antes o navio era usado pela Marinha Soviética para combater incêndios.

    3. Moana: dá sorte ou azar?

    Moana é essa boneca. Ela foi resgatada do mar pela tripulação quando o navio esteve na costa de Serra Leoa, no ano passado. Hoje ela vive no Poop Deck, também conhecido como convés da Polpa. Algumas pessoas têm medo dela, outras acreditam que ela dá sorte – é meu caso. Tanto, que até fiz esse vestido com uns panos que achei no navio.

    O que você acha? Ela dá sorte ou azar?

    4. Trabalho duro mas com momentos divertidos

    Na expedição pelos Corais da Amazônia que acabamos de fazer, acordávamos cedo e dormíamos tarde para dar conta de todas as tarefas a bordo. Mesmo cansados, ainda conseguíamos dar risadas dos nossos erros. Gravamos muitos vídeos com o porta voz da campanha, o Thiago Almeida. Em um dos vídeos, combinamos de começar diferente. E esse foi o resultado

    5. Fazer uma foto não é tão fácil quanto parece

    Foto: Marizilda Cruppe/Greenpeace

    Queríamos fazer uma foto especial na proa do navio com todo mundo a bordo, mas a previsão do tempo parecia discordar do nosso desejo. As ondas altas não deixavam que ninguém ficasse parado ali nem por 10 segundos, imagina por 10 minutos. Conseguimos só no quarto dia de tentativas! Para subir no mastro, ativistas precisaram de um empurrãozinho. Eu e mais 2 ativistas subindo no ombro de dois marinheiros, que nos içaram e nos ajudaram a alcançar o apoio no mastro (Corta cena). Afinal, mesmo com ondas menores, o navio ainda balançava demais.  Leia mais >

  • Descobrimos Corais da Amazônia na Guiana Francesa

    Postado por Thaís Herrero - 11 - mai - 2018 às 11:00 1 comentário

    Cientistas a bordo do navio Esperanza descobriram que os Corais da Amazônia se estendem até a Guiana Francesa! É hora de o Brasil e a França unirem forças para defender esse ecossistema único.

    Depois de uma semana de intensa “caça ao recife”, no agitado mar da Guiana Francesa, a tripulação e os cientistas a bordo do nosso navio Esperanza estão felizes em anunciar o fim da investigação. E eles têm uma notícia maravilhosa:

    Nas águas da Guiana Francesa existe uma estrutura recifal semelhante ao que conhecemos no Brasil e chamamos de Corais da Amazônia!

    Imagem dos Corais da Amazônia na Guiana Francesa, feita durante expedição com o navio Esperanza (Foto: ©Greenpeace)

    Durante o mês de abril, o Esperanza esteve na costa norte do Brasil para documentar o recife dos Corais da Amazônia. Esse ecossistema é único no mundo e foi descoberto há pouco tempo. Os Corais da Amazônia ainda são um mistério para a ciência: eles sobrevivem em condições bem adversas, perto do encontro do oceano Atlântico com o rio Amazonas.

    Como a mãe natureza não conhece fronteiras, o Greenpeace quis verificar se esse tesouro natural se estende até águas vizinhas ao Brasil, como as da Guiana Francesa.

    Apesar do clima desfavorável e das correntes muito fortes, a tripulação e os cientistas a bordo trabalharam incansavelmente para enviar intrigantes instrumentos para espionar e dragar o fundo do mar.

    Marinheira prepara instrumento que faz imagens no fundo no mar, na Guiana Francesa, durante expedição do Greenpeace. (Foto: ©Marizilda Cruppe/Greenpeace)

     Todos os dados coletados foram cuidadosamente analisados. E eles concluíram que tinham evidências suficientes para confirmar a presença de um recife que faz parte dos Corais da Amazônia.

    Essa é uma bela descoberta para a ciência, para a biodiversidade e para a herança ambiental da Guiana Francesa. E é uma má notícia para a Total, a empresa francesa que quer buscar petróleo perto do recife no Brasil.

    Outras descobertas

    A expedição do Esperanza no Brasil também provou a existência de uma formação recifal dentro da área onde a Total pretende perfurar.  A empresa falhou (consciente ou inconscientemente) em fornecer ao governo brasileiro essas informações antes.

    Em caso de um derramamento de óleo em águas brasileiras, o recife pode ser afetado, bem como as comunidades costeiras cuja sobrevivência depende de um oceano saudável. Além disso, as correntes marinhas da região podem levar o petróleo até a costa e as águas da Guiana Francesa, afetando também as águas, o recife e a costa da Guiana.

    >> Relembre a jornada em defesa dos Corais da Amazônia 

    Esperamos que essas revelações convençam o governo brasileiro a negar a licença para a Total buscar petróleo na região. E que os governos francês e brasileiro unam forças para defender esse ecossistema único. Mais de 2 milhões de pessoas já assinaram a petição exigindo que não haja exploração de petróleo perto dos Corais da Amazônia.

    Agora, é hora de os Corais da Amazônia serem estudados, não ameaçados pelo petróleo! 

    Na Guiana Francesa, peixes nadam na região onde estão recifes similares aos dos Corais da Amazônia (Foto: ©Greenpeace) Leia mais >

     
  • Quer conhecer o navio Esperanza?

    Postado por Juliana Costta - 9 - mai - 2018 às 15:28

    Nos dias 19 e 20 de maio, suba a bordo do maior navio do Greenpeace e conheça mais sobre os Corais da Amazônia, ecossistema único e já ameaçado pelo petróleo.

    Com seus 72 metros de comprimento e mais de duas mil toneladas, nosso grande navio abrirá as portas para te receber na Estação das Docas, em Belém – PA. Você fará parte de uma experiência única na qual aprenderá mais sobre os Corais da Amazônia, desde quando eles foram revelados até agora. Nosso navio acabou de voltar de uma expedição científica no norte do Brasil e na Guiana Francesa e você terá a chance de visitá-lo e saber como foi essa aventura.

    A visitação é gratuita. Para conhecer o navio, realize o pré-cadastro aqui para podermos recebê-lo melhor: Leia mais >

     

    Este é o mesmo navio que, no ano passado, fez as primeiras imagens dos Corais com a ajuda de um submarino. Neste ano, o Esperanza estremeceu os planos da Total ao revelar que há estruturas recifais em uma das áreas de interesse de perfuração da petrolífera.

    Já somos 2 milhões de defensoras e defensores dos Corais da Amazônia que dizem não aos planos de exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas. Obrigado por se juntar a nós. Aproveite a oportunidade agora e traga novas pessoas para conhecer o nosso trabalho. Te esperamos em Belém!

  • A cada dia que passa, fica mais constrangedor para a Total manter seus planos de perfurar perto dos Corais da Amazônia. Mas a petrolifera francesa já foi longe demais, e precisamos detê-la antes que seja tarde. Por isso, é preciso que o mundo todo conheça os 5 principais fatos da empresa, que provam ser:

    #VergonhaTotal

    1. Dois milhões de defensores contra os planos da Total 

    Sim! Dois milhões de pessoas aderiram a este movimento global pedindo a proteção do recife na bacia da foz do rio Amazonas. Elas estão dizendo à Total para cair fora dos Corais da Amazônia. Isso é mais do que OITO vezes a população da Guiana Francesa! Não é algo que possa ser ignorado por uma empresa que presa  por sua reputação, certo?

    Falando da Guiana Francesa, a região pode sofrer as conseqüências de um derramamento de óleo se a Total continuar com seus planos de perfuração próximo ao recife. Nosso navio Esperanza está agora a caminho deste território que pertence à França para revelar mais segredos sobre os Corais da Amazônia... fique ligado!

     

    Mais de 500 pessoas, coordenadas pelo artista John Quigley, formam uma imagem de 100 metros na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Foto: Fernanda Ligabue/Spectral Q/Greenpeace

     

    Mensagem ao Ibama e à Total em atividade realizada em São Luís, no Maranhão © Cynthia Carvalho / Greenpeace

     

    2. A ciência, as comunidades locais e o MPF também estão contra

    A comunidade científica, as comunidades locais e até mesmo o Ministério Público Federal (MPF) recomendaram a interrupção de qualquer plano de perfuração de petróleo perto dos Corais da Amazônia.

    E eles sabem do que estão falando. Grandes nomes como a oceanógrafa americana Silvia Earle, o climatologista brasileiro Carlos Nobre e o economista indiano Pavan Sukhdev assinaram uma carta no ano passado expressando sua preocupação com os riscos da exploração de petróleo perto dos Corais.

    O professor doutor em Biologia Marinha da Universidade Federal Fluminense, Carlos Eduardo Leite Ferreira, entregou aos técnicos do Ibama a carta aberta em defesa dos Corais da Amazônia, como representante dos cientistas do mundo todo que assinaram o manifesto pedindo a proteção deste novo e único bioma. Foto: João Laet / Greenpeace

     

    As comunidades locais e lideranças indígenas de Oiapoque, Suriname e Guiana Francesa também levantaram a voz e se opuseram publicamente aos projetos de exploração de petróleo na bacia da foz do Amazonas. E sim Total, isso inclui seu projeto. Daremos mais notícias sobre isso em breve...

    E por último, mas não menos importante, algumas semanas atrás, um promotor do Ministério Público Federal no Amapá recomendou ao Ibama que a licença de perfuração para a Total fosse negada.

    É uma #VergonhaTotal que todos os especialistas se oponham aos seus planos. Total, agora é hora de recuar dos Corais da Amazônia!

    Ativistas do Greenpeace protestam com uma mancha de óleo gigante em frente ao escritório da Total, no Rio de Janeiro. Foto: Fernanda Ligabue/Greenpeace

     

    3. A Total não tinha ideia do tamanho dos Corais da Amazônia 

    Estudos recentes sugerem que o recife pode ter até 56.000 km2,, maior que o estado do Rio de Janeiro e quase 6 vezes mais que a estimative inicial de 9.500 km2... e a Total não sabia disso, não incluiu o tamanho em sua avaliação de impacto ambiental. Mas de alguma forma, eles ainda pretendem perfurar petróleo.

    Pode me chamar de louca, mas para mim é uma #VergonhaTotal pretender perfurar em um lugar que você conhece tão pouco.

     

     

    4. Há corais em um dos blocos de perfuração de petróleo da Total!

    A notícia ganhou o mundo! Mais de 30 países estão falando sobre isso, um fato que pode mudar tudo. O Ibama está prestes a tomar uma decisão em breve. A Total deve lembrar que esta é a última chance de conseguir a licença ambiental para perfurar perto dos Corais e o fato de a petrolífera ignorar a existência do recife na sua area de exploração invalida o processo de iniciar suas operações.

    Ok Total, entendemos, você é uma especialista em aplicar o princípio da precaução, só que não. Ninguém confia mais em você! #VergonhaTotal

    Banco de rodolitos coberto por algumas esponjas-do-mar dentro do bloco FZA-M-86, onde a empresa Total quer buscar petróleo. ©Greenpeace

      

    5. A ganância pelos lucros acima da proteção dos Corais da Amazônia

    Apesar de passar a saber de todas essas novas informações, a Total não desiste de seus planos. A empresa não se importa com a incrível beleza dos Corais da Amazônia, nem com quão especial, único e sensível esse ecossistema é. Ela só se preocupa com seus lucros.

    Mas cada passo que fazemos para conhecer e mostrar esse tesouro natural para o mundo está dificultando os planos da petrolífera. 

    Essas imagens agora são conhecidas em todo o mundo e a beleza dos Corais da Amazônia é a maior #VergonhaTotal de todos os tempos!

    Coral-mole e ao menos seis tipos de esponjas-do-mar são observados a 90 metros de profundidade, na área norte do recife dos Corais da Amazônia. ©Greenpeace

     

    Conjunto de esponjas-do-mar, estrela cesto e um peixe mariquita (Holocentrus adscencionis) ©Greenpeace

     

    Formação de rodolitos (algas calcárias) na região sul dos Corais. Leia mais >

     

    Ajude a defender os Corais da Amazônia! Divulgue esses fatos vergonhosos para tornar essa #VergonhaTotal algo impossível de ser ignorado! 

  • Diário de bordo: Guardiã do Esperanza

    Postado por Juliana Costta - 29 - abr - 2018 às 12:10

    A emocionante experiência de estar atenta a todos os detalhes dentro de um navio de expedição

     

    Foto ©Marizilda Cruppe / Greenpeace

     

    A tripulação do navio Esperanza se desdobra para manter o navio funcionando: limpar, colocar botes e equipamentos na água, como o robô submarino e o sonar, e fazer rondas e guardas noturnas para averiguar que está tudo seguro. Tudo isso garante que a expedição científica, que já revelou Corais da Amazônia em um bloco de exploração de petróleo da Total, e fez novas imagens, continue seguindo com suas descobertas. 

    O navio Esperanza está em clima de pesquisa científica e a equipe do escritório entrou no clima do navio. Para ajudar em todo o trabalho por aqui, eu e Thais, da comunicação do Greenpeace, nos voluntariamos a fazer as guardas. 

    Eu escolhi o horário das 20h às 24h e das 8h às 12h. A Thaís, das 4h às 8h e das 16h às 20h. Durante a manhã, damos apoio aos oficiais na ponte de comando e ajudamos no que for necessário no convés, como fazem os marinheiros e marinheiras. 

    À noite, nosso trabalho muda bastante. De hora em hora, temos que fazer rondas de segurança por todos os lugares do navio. Checamos se os botes estão bem amarrados no convés; se nada na sala de máquinas está pegando fogo; ou se existe algum vazamento de água ou combustível; se as portas estão fechadas e luzes apagadas. Também temos que checar se as baterias que geram eletricidade estão funcionando e se dentro das salas de estocagem de comida e materiais o balanço do navio não espalhou caixas e objetos pelo caminho.  

    Meu turno poderia ter sido um dia normal, mas – graças às deusas – foi bem emocionante. Dois botes (o Rhyno e a African Queen) estavam operando no mar e chegariam antes do anoitecer. Era colocá-los de volta no barco e pronto.

     

    Foto ©Marizilda Cruppe / Greenpeace

     

    Mas você sabe como são os planos a bordo? Eles sempre mudam. Um dos botes teve uma pequena falha elétrica, e os dois que estavam nor mar tiveram que aguardar outros dois irem a seu encontro com engenheiros, eletricista, marinheiros e oficiais. 

    Horas depois, os engenheiros consertaram o bote. SIM, consertaram o bote no meio do oceano, com o balanço das águas e sol se pondo.

    Enquanto isso, eu estava na ponte de comando fazendo a guarda com o capitão e acompanhando toda a situação. Parecia filme, juro! Botes se comunicando entre eles via rádio. “RHYNO, AFRICAN QUEEN estamos finalizando o concerto, se preparem para o retorno” disse uma voz. E se comunicando com a ponte. “Ponte, aqui é o African Queen. Estamos prontos para voltar ao Esperanza”. 

    Mal vi o tempo passar e já era hora de fazer a ronda e checar se tudo estava dentro dos conformes. Vinte minutos de inspeção e, sim, tudo certo. Voltei para a ponte.

    Os quatro botes estavam retornando, mas ainda distantes a cerca de 8 milhas. O Esperanza não poderia chegar perto sem encalhar porque estávamos próximos do rio Oiapoque. Luzes foram acesas por todo o navio para ajudar a guiar os botes até nós. Quando vimos todos voltando, respiramos alíviados por mais uma missão cumprida. Todos se abraçaram felizes de que tudo tinha ocorrido com tranquilidade e estava resolvido. Depois de mais de dez horas na água, a equipe estava faminta e cansada. E foram recebidos com um jantar delicioso preparado especialmente para eles.

    A vida voltou ao normal e já eram 23h30. Hora de acordar a Thaís e entregar o meu posto a ela: passar o radio para se comunicar com a ponte durante as rondas e explicar o que aconteceu no meu turno. Boa sorte, Thaís. E bom dia a todos, são 00:01 e amanhã recomeço às 8h meu outro turno. Eu vou dormir.

    Juliana Costta é do time de comunicação do Greenpeace e está a bordo do navio Esperanza Leia mais >

  • Um mundo de bactérias no fundo do oceano

    Postado por Juliana Costta - 27 - abr - 2018 às 14:30

    A bordo do navio Esperanza, cientistas estão estudando até mesmo os micro-organismos que habitam a região dos Corais da Amazônia

     

    Cultivo de colônias de bactérias feito a partir da água coletada na região dos Corais da Amazônia. Cientistas estudam as espécies e seu potencial aproveitamento para a biotecnologia. Foto: Marizilda Cruppe/ Greenpeace

     

    Esta foto aí em acima pode ser a de uma nova espécie de bactéria. E, quem sabe, a chave para algum remédio que a humanidade ainda busca.  As bactérias habitam este mundo há mais de 4 bilhões de anos – surgiram depois que o nosso planeta esfriou. Elas estão por toda a parte – dentro do seu estômago até em cada folha de árvore da floresta amazônia. E de toda essa diversidade de micro-organismos, conhecemos menos de 1%. 

    Esta colônia de bactérias foi coletada nas águas que banham o recife dos Corais da Amazônia, durante nossa expedição a bordo do navio Esperanza. A bordo temos marinheiros, ativistas e cientistas. Entre os cientistas, três trabalham com microbiologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro: o professor e doutor Fabiano Thompson, a mestre Maria Nóbrega e a estudante de graduação Thamyres Freitas.  A missão deles é analisar as bactérias presentes nas águas da região dos Corais da Amazônia, nas mais diversas profundidades e áreas.

    Identificar e analisar o potencial biotecnológico de cada espécie ou tipo de bactéria é um trabalho minucioso e os resultados podem demorar até dois anos. Foto: Marizilda Cruppe/ Greenpeace

     

    Em uma rápida conversa com Maria, ela me contou porque está aqui: “Vim estudar a comunidade de micróbios que vivem tanto da água quanto associada nos seres marinhos aqui da região. Maria e a estudante Thamyres prepararam as placas de petri no início da expedição e os resultados são essas fotos das bactérias.

    Essas bonitezas serão levadas para o laboratório da UFRJ. Lá elas serão separadas, porque pode haver mais de um tipo de bactéria na placa, e serão identificadas. 

    Maria Nóbrega, microbiologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro, prepara amostras de água para cultura de bactérias. Foto: Marizilda Cruppe/ Greenpeace

     

    Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, o professor Fabiano falou sobre a riqueza que existe nesse fundo do mar. “Os Corais da Amazônia podem ser uma grande farmácia debaixo d’água” afirma. 

    É por isso que o Greenpeace apoia a pesquisa científica. Esta expedição mostra a importância da ciência para o Brasil e o quanto ela pode trazer benefícios para todos. Precisamos defender os Corais da Amazônia da ganância das petrolíferas! Leia mais >

    Seja uma defensora ou defensor dos Corais!

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