Greenblog

Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Bons ventos e a garantia de um futuro limpo

    Postado por Luciano Dantas - 21 - out - 2014 às 13:37

    A produção global de energia eólica pode atingir 2.000GW (gigawatts) até 2030, suprir entre 17 e 19% da necessidade elétrica mundial, gerar dois milhões de empregos e reduzir a emissão de dióxido de carbono em três bilhões de barris por ano. Esses são dados obtidos a partir de uma análise divulgada hoje pelo GWEC (Conselho Global de Energia Eólica na sigla em inglês) e o Greenpeace Internacional. Para 2050, estima-se que a energia eólica seja responsável por 25 a 30% do abastecimento mundial.

    A análise leva em consideração dados apresentados pela AIE (Agência Internacional de Energia), levantados especialmente para este relatório. A ideia é mostrar como a geração de energia eólica pode oferecer, em nível de produção global, redução das emissões de CO2, geração de empregos e redução de custos e investimentos.

    Instalações de energia eólica totalizaram 318GW no mundo todo até o final de 2013. (©Karuna Ang/Greenpeace) Leia mais >

    “A partir da urgência em reduzir as emissões de CO2, a energia eólica surgiu como a opção de melhor custo-benefício, barateando a produção, reduzindo o nível de poluição global e garantindo o fornecimento de energia em todo o mundo”, afirma Steve Sawyer, diretor executivo do Conselho Global de Energia Eólica.

    A queima de combustíveis fósseis faz o setor energético responsável por mais de 40% das emissões de CO2 e 25% das emissões totais de gases que causam o efeito estufa. Para cumprir as metas de proteção climática, um dos principais focos deve ser a produção de energia. O potencial energético que a geração eólica apresenta é ideal para iniciarmos o processo de redução das emissões de carbono para manter o aumento da temperatura global a 2ºC ou menos.

    “As políticas de incentivo e as lideranças devem estar alinhadas nesse processo para que a produção de energia a partir de fontes limpas se fortaleça cada vez mais, visando alcançar um acordo climático na Conferência do Clima em 2015, em Paris”, disse Sven Teske, da campanha de energia do Greenpeace Internacional.

    Instalações de energia eólica totalizaram 318GW no mundo todo até o final de 2013 e a indústria está preparada para crescer mais 45GW até o fim de 2014.

    “Investir em novas renováveis, como a energia eólica e a solar, é o único caminho que temos para garantir que nossa crescente demanda por energia vá ser atendida sem que isso cause danos socioambientais, como as grandes hidrelétricas, ou pese no bolso do consumidor, como as térmicas”, afirma Barbara Rubim, da campanha de energia do Greenpeace Brasil.

    No Brasil, estima-se que a energia eólica seja responsável por 11,6% da produção energética e pela criação de 17 mil empregos em 2030. O caminho para chegar a esses números começou a ser traçado em 2009, com o primeiro leilão exclusivo para a fonte. Os frutos desse leilão já começaram a ser colhidos em 2013, quando a fonte eólica teve contratação recorde de 4,7GW, e um preço médio que desbancou as térmicas.

  • Amazônia em debate

    Postado por Alan Azevedo - 20 - out - 2014 às 12:45

    As ameaças à maior floresta tropical do mundo e os desafios do próximo governante para protegê-la 

    A parceria entre Greenpeace e Estúdio Fluxo promove uma série de debates para discutir como o Meio Ambiente é inserido no contexto eleitoral. Sujeito Oculto: política e meio ambiente reune especialistas para falar dos principais desafios socioambientais que o próximo governo enfrentará.

    Em seu episódio mais polêmico, a série aborda a Amazônia, centro de eterna disputa entre poder, direitos e desenvolvimento.

    Com a mediação do jornalista Bruno Weis, (Greenpeace), os convidados André Villas-Bôas (Instituto Socioambiental – ISA), Marcio Astrini (Greenpeace) e o cineasta Daniel Augusto (diretor de Amazônia Desconhecida) conversam sobre os riscos que cercam a Amazônia.

    O programa ao vivo, transmitido via streaming, trouxe ainda o depoimento gravado de Claudelice Santos e Cosme Capistrano, líderes rurais ameaçados de morte, assim como a opinião do procurador da República Camões Boaventura, um dos responsáveis por garantir a consulta dos povos da floresta no caso das hidrelétricas previstas para o rio Tapajós.

    Um dos assuntos mais em voga foi o ciclo da madeira ilegal na região, uma vez que 80% da exploração é feita de maneira ilícita no Brasil. O Greenpeace acaba de confirmar essa atividade em recente rastreamento de caminhões. Confira no site da campanha Chega de Madeira Ilegal!

    Abaixo, os melhores momentos do debate:

    Amazônia desgovernada

      

    Análise da gestão do governo em relação à preservação da floresta e de sua população tradicional. Marcio Astrini fala da PEC 215 e André Villas-Bôas ressalta a inoperância do Estado para mediar os conflitos no campo e o desmatamento.

    Amazônia, terra da grilagem
     
    A grilagem é uma forma subversiva de requisitar posse de terras da União. “A grilagem no Brasil vem desde 1500, e é um dos maiores problemas da Amazônia”, atesta André Villas-Boas. Marcio Astrini explica como o grileiro atua e as consequências de suas ações para a floresta e o País.

    Conflitos no Campo
     
    O depoimento de Claudelice Santos e Cosme Capistrano, lideranças rurais ameaçadas de morte no interior do Pará. A maioria dos conflitos são consequências da grilagem de terra, do avanço do agronegócio e do desmatamento. “São quase 450 pessoas assassinadas – ou melhor, abatidas – na Amazônia”, conta Marcio Astrini.

    Madeira Ilegal
     
    “Não existe um esquema de crime e fraude no País como o da Amazônia”, revela Marcio Astrini. 80% da exploração de madeira no País é ilegal, e essa questão merece mais atenção do governo brasileiro. André Villas- Bôas questiona: “É uma exploração consentida. Uma quantidade gigante de toras de madeira e ninguém vê?"

    Sem floresta, sem água
     
    A relação da Floresta Amazônica com a chuva no resto do Brasil. A Amazônia é responsável por grande parte das precipitações na região sudeste do Brasil, que hoje sofre com histórica crise hídrica. Se desmatar a floresta, a água acaba junto.

     Compartilhe o vídeo nas redes sociais e mostre aos seus amigos e familiares. Esse debate, tão importante para o futuro do país, deve ser cada vez mais pluralizado, para que a cobrança sobre nossos governantes seja efetiva. Leia mais >

  • Serraria denunciada pelo Greenpeace sofre apreensão

    Postado por Luana Lila - 16 - out - 2014 às 21:53 5 comentários

    Secretaria de Meio Ambiente do Pará realiza fiscalização em serrarias no oeste do Pará após denúncia contra exploração de madeira ilegal

    Serraria Odani, em Santarém, Oeste do Pará (Greenpeace/Lunaé Parracho)

     

    Agentes da Secretaria de Meio Ambiente do Pará (Sema-PA) apreenderam hoje madeira ilegal flagrada no pátio da serraria Comercial de Madeiras Odani Ltda, localizada em Placas, na região de Santarém, oeste do Pará. A empresa foi multada e pode sofrer ainda outras medidas administrativas.

    O órgão ambiental deflagrou uma operação de fiscalização na região com base em investigação do Greenpeace divulgada ontem, dia 15. Segundo informações da Sema, a operação pretende vistoriar serrarias e planos de manejo denunciados pelo Greenpeace por seu envolvimento com a exploração ilegal de madeira

    No início da semana, o Greenpeace sobrevoou, em conjunto com a Sema, áreas de planos de manejo suspeitos de estarem sendo utilizados para 'esquentar' a madeira ilegal. O sobrevoo de reconhecimento confirmou a denúncia dos ativistas de que muitos planos de manejo estão sendo usados apenas para gerar créditos para acobertar madeira retirada ilegalmente de outras áreas de floresta.

    A área sobrevoada, licenciada pela Sema, não apresentou sinais de exploração apesar dos documentos oficiais mostrarem que eles movimentaram madeira. Em matéria publicada no programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, Adonias Leite, gerente da serraria, afirma que não conhece a origem da madeira comprada por eles: “a madeira a gente recebe, mas a gente não sabe se eles tiram ou não. Se eles tiram do projeto ou se tiram dos arredores a gente não sabe porque a gente não vai lá ver”, afirmou ele.

    "A operação de fiscalização da Sema confirma a nossa denúncia sobre a fragilidade do sistema de controle da madeira que tem permitido 'esquentar' madeira ilegal e coloca-la no mercado. O Estado precisa assumir sua responsabilidade para garantir que a exploração de madeira não destrua a floresta. Para isso, os órgãos ambientais responsáveis devem realizar uma revisão de todos os planos de manejo aprovados desde 2006. No entanto, o governo federal deve assumir com vigor sua responsabilidade – negligenciada desde que a gestão das nossas florestas foi compartilhada com os Estados – de garantir as condições necessárias para que os Estados possam assumir essa tarefa", disse Marina Lacôrte, da Campanha Amazônia do Greenpeace. Leia mais >

  • Guarani-Kaiowás reagem à decisão do STF

    Postado por Clarissa Beretz - 15 - out - 2014 às 16:20 2 comentários

    Índio Guarani-Kaiowá protesta em Brasília. (©Egon Heck/CIMI)

     

    Diante de mais um episódio de violação de seus direitos constitucionais, lideranças Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul se mobilizaram em Brasília ontem e hoje em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF).

    A reação do povo indígena – vítima do maior genocídio étnico em curso no País e que há décadas luta pela demarcação de suas terras – se dá pela recente anulação do STF da Portaria 3219 que, em 2009, reconheceu a Terra Indígena Guyraroká como de ocupação tradicional. “Ou o governo e a Justiça demarcam nossas terras ou que nos enterrem de vez nelas”, declarou a liderança Ava Jeguaka Rendy’ju. A homologação pela presidente da República, Dilma Rousseff, é o único procedimento administrativo que faltava para finalizar o a demarcação da TI Guyraroká.

    “A coisa está tão absurda que hoje querem nos penalizar por termos sido expulsos de nossos territórios. Nos expulsaram de nossa terra à força e agora dizem que não estávamos lá em 1988 e por isso não podemos acessar nossos territórios?”, questiona a liderança Ava Kaaguy Rete.

    Vítimas dos projetos de colonização, os Guarani Kaiowá de Mato Grosso do Sul foram expulsos de suas terras tradicionais e confinados em oito pequenas reservas. Desse processo resultam os graves conflitos com fazendeiros armados, mortalidade infantil, saúde precária e uma altíssima taxa de suicídios (73 casos em 2013, de acordo com dados da Secretaria Especial de Saúde Indígena) e homicídios (62% dos casos de assassinatos de indígenas no Brasil ocorreram em MS).

    As lideranças Guarani protocolaram nesta quarta um memorial sobre o contexto histórico e a situação de extrema vulnerabilidade a que está submetido seu povo no Mato Grosso do Sul (MS).

     Na terça-feira, elas entregaram duas cartas – uma da Aty Guasu (Grande Assembleia Guarani-Kaiowá) e outra da comunidade Kurusu Ambá - nos gabinetes dos 10 ministros do STF a fim de reivindicar a garantia do direito às suas terras tradicionais.

     

    Entenda o caso.

    Saiba mais sobre os Guarani Kaiowá 

      Leia mais >

  • Participantes do Green Move Festival votam pelo Desmatamento Zero

    Postado por Heloísa Mota - 15 - out - 2014 às 10:42

     

    Há algumas semanas recebemos um convite para participar, pelo segundo ano consecutivo, do Green Move Festival, um evento gratuito que trouxe diversas oficinas, exposições e atrações musicais, com o intuito de conscientizar o público sobre a importância da manutenção das florestas para a preservação ambiental e contra as mudanças climáticas.

    Para participar do evento, o Grupo de Voluntários de Brasília aproveitou o clima de descontração e diversão para realizar ações criativas sobre o Projeto de Lei do Desmatamento Zero.

    Reforçando o conceito de que, juntas, as pessoas têm o poder de fazer a mudança, o Grupo pediu que os participantes do evento ajudassem a desenhar a copa de uma árvore usando suas mãos e tinta verde. O resultado final foi uma obra de arte construída coletivamente, e que dispensa explicações mesmo para os mais leigos no assunto.

    Mas criatividade pouca é bobagem. Em meio às fervorosas discussões neste segundo turno das Eleições 2014, os voluntários deram a oportunidade para o público votar em alguém especial: O Candidato Desmatamento Zero. Todos que passaram pelo estande do Grupo tiveram o prazer de ouvir a proposta de um jovem candidato, muito sorridente e simpático, que pedia a preservação das florestas brasileiras; proposta essa que os atuais candidatos à presidência nos deixaram a desejar.

    O resultado? Ao longo do dia, 674 pessoas votaram e assinaram pelo Desmatamento Zero.  “Foi lindo, as pessoas faziam fila para assinar, gente de todas as idades”, relatou contente Stephania Rodrigues, voluntária de Brasília. “É importante batermos nessa tecla, muita gente ainda tem a opinião equivocada sobre o projeto Desmatamento Zero, e essas atividades ajudam a mobilizar as pessoas pela nossa causa, e trazê-las para nosso lado”, completou.

    Mais do que a mobilização pela causa, o processo de planejamento e execução das ações foi igualmente importante para a integração dos integrantes do grupo, que comemoraram satisfeitos. “Trazer para as ruas neste período de corrida eleitoral soluções para as pautas ambientais, como o Projeto de Lei do Desmatamento Zero, despertou interesse por parte da população e motivou ainda, o Grupo de Voluntários do Greenpeace Brasília a continuar trabalhando com mais força nesta importante campanha” explicou Deivison Ferreira, voluntário de Brasília e Candidato Desmatamento Zero nas horas vagas.  Leia mais >

  • O planeta que você vai deixar para seus filhos

    Postado por Roberta Ito - 10 - out - 2014 às 16:30 1 comentário

    Qual o futuro que estamos construindo? Qual planeta vamos deixar para as futuras gerações? No livro O Pequeno Príncipe, Antoine Saint-Exupéry retrata: “Que planeta engraçado! É todo seco, pontudo e salgado. E os homens não têm imaginação. Repetem o que a gente diz...”. E será que é isso mesmo que vamos ver?

    O futuro que lutamos todos os dias é aquele em que teremos nossas florestas íntegras, os santuários de gelo intactos, ar puro para respirar e lindas paisagens para nossos olhos. Você já pensou que seu filho pode não ter tudo isso? Você já pensou que um dia a Amazônia pode ser apenas só mais um capítulo dos livros de história, que foi destruída pela ganância do homem?

    Um dia espero poder mostrar para meus filhos as belas árvores, cada uma com sua imponência e aroma, sentada à sombra de suas folhas. Mostrar que nosso mundo é lindo e seus animais, que um dia podiam ter sumido, foram salvos por um grupo de pessoas que se importavam e lutaram juntas, por anos, defendendo a natureza.

    Hoje você pode dar um futuro melhor para seus filhos. Você pode dar o planeta de presente para eles. Seja responsável pelas belas histórias contadas para eles, junte-se a nós!

    Somos responsáveis por nossos atos e cada pai ou mãe, mesmo da menor forma possível, pode construir um futuro melhor para seus filhos. A natureza está aí para que possamos desfrutar de seus recursos, mas ao mesmo tempo preservá-la para que nossos filhos - e os filhos deles - não vejam esse planeta retratado pelo Pequeno Príncipe.

    Junte-se a nós e vamos construir um futuro melhor para as próximas gerações. Leia mais >

    Junte-se a nós

  • Em tempos de seca, o sol brilha na Califórnia

    Postado por Luciano Dantas - 8 - out - 2014 às 11:25

    Adentrando seu quarto ano seguido de seca, o estado da Califórnia acaba de sofrer uma redução de 50% na produção de energia proveniente das hidrelétricas.

    Durante muito tempo, a alternativa para momentos como esse foi a produção de energia a partir da queima de gás natural. Entretanto, a utilização dessa fonte é uma falsa solução por dois motivos: a alta demanda de água na geração de eletricidade pelas térmicas; e a alta emissão de gases de efeito estufa, que acabam tornando os períodos de chuva mais imprevisíveis.

    Diante da seca estabelecida, as fontes renováveis ganham fôlego na Califórnia. (©Robert Visser/Greenpeace) Leia mais >

    Diante dessa verdadeira crise, é nas energias limpas e renováveis que se concentram as esperanças dos californianos: "As barragens hidrelétricas destroem rios e causam emissões de metano, responsável pelas mudanças climáticas. Eólica e solar são as melhores maneiras de gerar eletricidade. Nossas águas devem fluir de maneira rápida e livre o quanto antes para que seres humanos e animais possam usufruir desse bem comum”, afirma Gary Wockner, porta-voz das ONGs Save the Poudre e Save the Colorado, que trabalham em prol da preservação dos rios homônimos.

    Atualmente, quase 60% do estado da Califórnia vivem sob a condição de seca severa ou extrema, de acordo com o último levantamento feito pelo California Nevada River Forecast Center, responsável pelo monitoramento hídrico dos estados da Califórnia e Nevada.

    Enquanto isso, enfrentando o terceiro ano seguido de estiagem rigorosa, o Brasil também sofre com uma crise hídrica que compromete a produção de energia por meio das hidrelétricas. Contudo, na contramão dos californianos, as autoridades brasileiras seguem ignorando o enorme potencial das fontes limpas de energia, e ao invés de investir fortemente no desenvolvimento da energia eólica e solar – que possibilitariam a diversificação da nossa matriz, o que se vê é intensificação do uso das termelétricas e a insistência na construção de grandes hidrelétricas, alagando regiões produtivas, desalojando tribos indígenas e cidades, a troco de aumentar a produção de energia suja – como o Xingu.

  • Bicicletada global pelo Ártico

    Postado por Thiago Almeida* - 6 - out - 2014 às 16:18

     

    Quem alguma vez pensou que pedalar poderia salvar o Ártico? Pois é, no último sábado, dia 04, o Greenpeace organizou uma bicicletada global pela proteção da região. Mais de 20 mil pessoas, de 30 países diferentes, saíram pelas ruas no chamado Ice Ride para pedir o fim da exploração de petróleo e da pesca industrial no Ártico, assim como a criação de um santuário no Polo Norte. Cidades de países como Tailândia, Canadá, Bulgária, Chile, Alemanha, entre outros, mostraram seu apoio à causa.

    Aqui no Brasil, voluntários vestidos de urso polar foram à Marcha dos Super Heróis, dia 22 de setembro, na cidade de São Paulo, para pedir apoio à causa. Ao todo, são mais de 6 milhões de pessoas do mundo todo que assinaram a petição pedindo a criação do santuário no Polo Norte.

    Dois voluntários na Marcha dos Super Heróis, em São Paulo. © Azurem Costa Lara / Greenpeace

     

    O Ártico tem um papel fundamental na regulação do clima global e perde cada vez mais gelo. Nos últimos oito anos, tivemos os oito recordes de gelo mínimo durante o verão, mostrando que o Ártico está derretendo. As consequências para esse ecossistema magnífico, com seus povos tradicionais e animais únicos, já são visíveis.

    As mudanças climáticas pelas quais o mundo passa hoje tendem a piorar, tornando o clima mais extremo, com mais períodos de forte seca e tempestades mais intensas. O que acontece no Ártico não fica só no Ártico.  

    Ajude-nos a salvar o Ártico e assine você também a petição: www.salveoartico.org.br

    *Thiago Almeida é coordenador da campanha Salve o Ártico do Greenpeace Brasil. Leia mais >

  • Contribuição ao PDE 2023

    Postado por Bernardo Camara - 3 - out - 2014 às 17:19

     

    Publicado no início de setembro pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e pela EPE, o Plano Decenal de Energia – que resume a rota que o setor vai tomar no Brasil pela próxima década – ainda está aberto para consulta pública. O prazo para enviar críticas e sugestões vai até este domingo, 5 de outubro. O Greenpeace também fez sua avaliação, que pode ser conferida em detalhe neste link.

    O PDE 2023 tem avanços em relação à versão anterior, como, a presença inédita da fonte solar. Mas ainda deixou a desejar sobretudo nos investimentos, que tiveram um tímido avanço: dos R$1,263 trilhões previstos até 2023, 71% vão para os combustíveis fósseis. As opções de menor impacto – como PCHs, eólica, solar e biomassa – ficaram apenas com 9,2% do montante.

    “Se compararmos com os 3% que estavam previstos no plano de 2013, há um aumento considerável das renováveis. Mesmo assim, o desequilíbrio ainda é enorme”, afirmou Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de Clima e Energia do Greenpeace.

    Para além do conteúdo, chama também a atenção o curto tempo de consulta pública, que foi reduzido progressivamente. Se o plano do ano passado concedeu um prazo de mais de um mês para receber contribuições, dessa vez foram pouco mais de três semanas. O tempo dificulta – para não dizer que inviabiliza – a participação da sociedade civil no processo.

    Ainda assim, quem conseguir fazer sua avaliação, pode enviá-la para o email . Ou pelo endereço PDE 2023 Consulta Pública - SPE/MME - Esplanada dos Ministérios, Bloco "U", 5o andar, CEP 70065-900, Brasília-DF. Leia mais >

  • O futuro é renovável

    Postado por Luciano Dantas - 1 - out - 2014 às 16:25 2 comentários

    O Partido Operário Socialdemocrata da Suécia (Sveriges Socialdemokratiska Arbetarparti), anunciou hoje um novo plano para a política energética do país. O plano, que foi elaborado junto ao Partido Verde Sueco (Miljöpartiet de Gröna), tem como principal objetivo tornar a Suécia um país totalmente renovável, que explora cada vez mais energias como a solar e eólica e outras renováveis e abandona de vez a energia nuclear.

    O objetivo é que até 2020 sejam produzidos pelo menos 30 TWh (terawatt-hora) de eletricidade a partir de fontes renováveis. Outra meta está sendo desenvolvida para 2030. Um sistema independente de certificação deverá ser utilizado para fazer a medição da produção de energia limpa. O governo se compromete a criar condições para que a transição para uma matriz energética 100% renovável ocorra da melhor maneira possível e parte da premissa de que produzir sua própria energia é fácil e, sobretudo, rentável.

    O futuro é renovável (© Greenpeace).

    Durante o processo de transição, as empresas terão um custo maior para continuar explorando energia nuclear, já que os requisitos de segurança serão reforçados levando ao pagamento de uma taxa maior sobre os resíduos nucleares. Além disso, a Vattenfall, empresa estatal de energia, teve seus planos de exploração nuclear interrompidos.

    Se na Suécia os planos do setor estão cada vez mais claros e positivos, no Brasil a situação é problemática. A quatro dias do primeiro turno de votação para Presidência da República, a atual presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, ainda não se posicionou sobre a questão energética nacional, tampouco sobre qual será o futuro das nucleares no país. Enquanto isso, outros candidatos com grande expressão no cenário eleitoral já manifestaram sua rejeição à presença da fonte no país.

    “O potencial de fontes renováveis como eólica, biomassa e energia dos oceanos pode atender a mais de cinco vezes a demanda brasileira por eletricidade. E quando o assunto é energia solar, uma área de apenas 400 km2 de painéis solares seria capaz de atender à demanda atual nacional. Para efeito de comparação, esse tamanho é menos de 1% da área total do estado de Pernambuco”, diz Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de Clima e Energia do Greenpeace.

    Com um plano de governo bem estabelecido, o Brasil tem totais condições de seguir os mesmos passos da Suécia para atingir uma matriz energética integralmente renovável. Entretanto, para isso, é preciso abrir olhos dos nossos governantes, que insistem em se manter, e manter o país, na pré-história. Leia mais >

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