Greenblog

Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Uma história para todos os nossos heróis

    Postado por Heloísa Mota - 18 - dez - 2014 às 11:30 1 comentário

    Voluntários e alunos na EMEF Mariante Soares Pacheco, em Gravataí - RS

     Há dois meses, o Grupo de Voluntários do Greenpeace de Porto Alegre recebeu um pedido de visita especial dos alunos da 3o série do Colégio Mariante Soares Pacheco, localizado em Gravataí (RS). Ele veio de uma forma rara hoje em dia: por cartas, dessas escritas a mão e com o coração. Partindo lá do extremo Sul do Brasil, as palavras da criançada viajaram as cinco regiões brasileiras e encantaram os oito grupos de voluntários do Greenpeace, os três escritórios nacionais e nossos colaboradores.

    quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

    “Vocês viraram nossos heróis! Vocês dão a vida para salvar a natureza. Gostaríamos muito de conhecer melhor o trabalho do Greenpeace, fazer perguntas e aprender como fazer estes cartazes enormes. Venham nos visitar.”

    Sem hesitar, os voluntários responsáveis pelo Projeto Escola em Porto Alegre aceitaram o desafio de falar sobre as campanhas da organização com este público tão jovem e especial. O Projeto Escola é um programa de visitas e palestras em escolas realizadas pelos grupos de voluntários do Greenpeace de Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Recife.

    Depois de muito planejamento com a professora Elemari, chegou o dia da visita, que contou com uma gincana animada falando sobre energia solar, sustentabilidade, coleta seletiva e a importância da proteção das nossas florestas para as 50 crianças matriculadas no colégio, seus pais e pessoas da comunidade.

    Depois de aprender com brincadeiras como palavra cruzada, jogo de tabuleiro gigante, futebol solar e pintura de estêncil em camisetas,  as crianças pintaram seus próprios cartazes pedindo a preservação da natureza e plantaram mudas de árvores, que vão crescer junto com as suas ideias de um mundo melhor. Com muita sensibilidade e carinho, elas comoveram mais uma vez os nossos voluntários cantando e dançando em agradecimento à visita*.

    No vídeo abaixo você pode conferir as lindas mensagens de esperança deixadas por essas pequenas grandes pessoas. Elas emocionaram centenas de voluntários, funcionários e colaboradores do Greenpeace com  suas palavras e, principalmente, sua atitude. Apesar de termos sido chamados de herois, é mais justo deixar esse título para os alunos de Gravataí, que não só resgataram a criança que existe em cada um de nós, mas também a nossa força e capacidade de fazer a diferença, qualquer que seja nosso papel nessa luta diária por um mundo melhor.

    Obrigada a todos os heróis que apoiam o Greenpeace, doando seu tempo, sua criatividade, sua torcida, seu trabalho, sua colaboração mensal, e principalmente, sua confiança de que, juntos, venceremos todas as batalhas que vierem pela frente. E sem dúvidas, o melhor da vitória será sempre saber que os teremos conosco ao longo dessa jornada.

     

    *Para saber detalhes, visite o blog dos voluntários de Porto Alegre. Leia mais >

  • Povos indígenas denunciam ameaças a direitos

    Postado por Carolina Nunes - 17 - dez - 2014 às 11:08 1 comentário

    Índios protestam em frente ao Ministério da Justiça (©Greenpeace/Wenderson Araújo)

    A Praça dos Três Poderes e a Esplanada dos Ministérios foram palco, ontem, de demonstrações de desrespeito aos direitos dos povos indígenas. Ao tentar se manifestar contra a PEC 215, indígenas e representantes da sociedade civil foram impedidos de entrar no Congresso e sofreram forte repressão policial. Alguns chegaram a ser presos de maneira arbitrária. Diante de tanta indignação, a Articulação de Povos Indígenas do Brasil escreveu uma carta em que denuncia as violações sofridas ontem, além de destacar que os direitos indígenas vêm sido sucessivamente atacados pelo Estado e seus representantes, ao contrário do que determina a Constituição. 

    Entenda o que está em jogo na PEC 215 e porque os ruralistas têm tanto interesse em aprová-la. Você também pode ajudar enviando um e-mail diretamente ao presidente da Câmara, solicitando a rejeição da proposta. 

    Denúncia contra a supressão de direitos e as tentativas de acabar com os povos indígenas do Brasil 

    Nós, lideranças de povos e organizações indígenas de todas as regiões do Brasil, reunidos em Brasília-DF, para manifestar o nosso repúdio ao processo de supressão dos nossos direitos fundamentais, coletivos e originários, operado ostensivamente, por distintas instituições do Estado Brasileiro, notadamente pelo Congresso da República, sob olhar omisso e conivente do Poder Executivo e setores do Poder Judiciário, viemos junto à opinião pública nacional e internacional denunciar: Leia mais >

    1. A truculenta atuação das forças policiais - Legislativa, Polícia Militar (PM) e Força Nacional-, que além de impedir o nosso acesso ao Congresso Nacional, considerado a casa do povo, agem contra o estado de direito, o regime democrático, com abuso de autoridade, reprimindo, intimidando, ameaçando e detendo arbitrariamente parentes nossos, como aconteceu na última terça-feira, 16 de dezembro, quando a PM capturou no acesso principal do Ministério da Justiça quatro lideranças e outras duas na BR-040 quando de noite voltávamos ao espaço onde nos alojávamos.

    2. A bancada ruralista, na sua maioria herdeiros dos invasores do território hoje chamado Brasil e dos algozes dos nossos povos no período da ditadura, quer de todas as formas suprimir os nossos direitos assegurados pela Constituição Federal de 1988, legalizando a usurpação, o esbulho e a espoliação que secularmente vem praticando contra as poucas terras que nos restaram nesses 514 anos de invasão.

    3. Os ruralistas, muitos deles financiados pelas corporações do agronegócio, frigoríficos, indústria armamentista e empreiteiras, entre outros, a partir de 2011, principalmente, têm feito de tudo para modificar, conforme seus interesses, o texto constitucional que garante os nossos direitos, por meio de iniciativas legislativas como a Proposta de Emenda Constitucional - PEC 215 de 2000, o PL sem número proposto pelo senador Romero Jucá que altera o Artigo 231, parágrafo sexto, a PEC 237 que trata do arrendamento das terras indígenas e o Projeto de Lei Complementar 227, que tem o mesmo propósito do PL do dito senador.

    4. O governo da Presidente Dilma, mesmo tendo se declarado contrário à PEC 215, pouco tem feito para conter esta temerosa ofensiva, que no atual momento se configura como um plano genocida, de extermínio dos nossos povos, pois com seu peculiar silêncio mostra concordar que os nossos direitos territoriais sejam suprimidos, apesar de que na “Carta aos Povos Indígenas do Brasil”, publicada pela então candidata nas últimas eleições, tenha afirmado trabalhar visando “novos avanços, particularmente na demarcação das terras indígenas, dentro dos marcos da nossa Constituição”.

    5. Declarações dessa natureza se tornam vazias quando o governo se omite de orientar a sua bancada de sustentação para conter os ataques sistemáticos aos direitos indígenas no Congresso Nacional e quando toma a determinação de suspender o processo de demarcação das terras indígenas, pois assim parece concordar com os objetivos dos ruralistas de invadir, explorar e mercantilizar os nossos territórios e suas riquezas, para o qual querem interferir nos processos de demarcação, reabrir processos concluídos e parar totalmente os processos de demarcação.

      Jamais a presidente Dilma diria para os povos indígenas o que falou para a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), na posse de sua presidente senadora Kátia Abreu: "Quero a CNA ao meu lado... Proponho mais que isso. Quero o produtor rural tomando decisões junto comigo, participando do governo e atuando diretamente na definição de novas políticas". Isso para uma entidade que considera os povos indígenas e quilombolas empecilhos ao “desenvolvimento”.

    6. Diante deste quadro de ameaças e ataques, reafirmamos a nossa determinação de continuar em luta para defender os nossos direitos, para o qual esperamos contar com o apoio de outros movimentos e organizações sociais e da opinião pública nacional e internacional, exigindo do Estado brasileiro a efetivação das seguintes reivindicações:
    • Demarcação de terras indígenas, com dotação orçamentária necessária. Há um passivo de mais de 60% de áreas não demarcadas.

    • Proteção, fiscalização e desintrusão das terras indígenas, assegurando condições de sustentabilidade aos nossos povos.

    • Inviabilizar iniciativas legislativas (PECs, PLs) que buscam suprimir os direitos indígenas assegurados pela Constituição Federal, em favor de uma agenda positiva.

    • Aprovação do projeto de lei e efetivação do Conselho Nacional de Política Indigenista, instância deliberativa, normativa e articuladora de políticas e ações atualmente dispersas nos distintos órgãos de governo.

    • Aplicação da Convenção 169 sobre Povos Indígenas e Tribais em Países Independentes da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em todos os assuntos de nosso interesse.

    • Implementação efetiva do Subsistema de Saúde Indígena, através do fortalecimento da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) para superar o atual quadro de caos e abandono.

    • Garantia de acesso à educação de qualidade, específica e diferenciada, nas aldeias, na terra indígena ou próxima a ela.

    • Garantir a participação de indígenas no Conselho Nacional de Incentivo à Cultura e a criação de instância específica para atender as demandas das nossas culturas.

    • Compromisso com o fim da criminalização, o assassinato e a prisão arbitrária de lideranças indígenas que lutam pela defesa dos direitos territoriais de seus povos. Nesse sentido exigimos a imediata soltura das nossas lideranças que foram presas, no dia de ontem, apenas por se manifestarem contra a inconstitucional PEC 215.

    Mobilização Indígena Nacional 

    Brasília – DF, 17 de dezembro de 2014.

  • Transporte público em SP: reformas à vista?

    Postado por Bárbara Rubim - 16 - dez - 2014 às 9:51 1 comentário

    Resultado de auditoria mostra que é possível reduzir custos e rever forma de remuneração das concessionárias de ônibus

    (Imagem: Wikimedia Commons)

     

    A caixa preta do transporte coletivo da cidade de São Paulo começou a ser aberta nos últimos dias, com a divulgação do resultado da auditoria realizada pela Ernst&Young sobre a atuação das empresas de ônibus da cidade.

    Contratada em dezembro de 2013, a consultoria entregou apenas nesta semana o relatório final de sua averiguação. A conclusão veio em boa hora: com os ajustes necessários seria possível reduzir os custos da operação do transporte em 7,4%, o suficiente para, por exemplo, impedir a alta prevista da tarifa em 2015.

    A auditoria trouxe à luz também uma das formas pelas quais as empresas mais lucram: não realizando todas as viagens programadas. Estima-se que uma a cada dez viagens não seja feita, levando a mais espera (e aperto) dos passageiros, e a mais dinheiro no bolso das concessionárias do sistema.

    A contratação da auditoria independente foi motivada pelas manifestações que tomaram a cidade em junho contra o aumento da tarifa, e que também levaram ao cancelamento da licitação para renovação do serviço de ônibus, que ocorreria em julho do mesmo ano. Leia mais >

    Esse adiamento do processo licitatório dá à Prefeitura a oportunidade de rever toda a forma de remuneração das empresas, iniciando, ainda que de forma gradativa, a mudança que o sistema de transporte sobre rodas da capital tanto precisa ter.

  • Habemus sol!

    Postado por Luciano Dantas - 15 - dez - 2014 às 16:55 1 comentário

    O ano de 2015 chega ensolarado para o escritório do Greenpeace Brasil em São Paulo. Isso porque está em andamento a instalação de um sistema fotovoltaico que será responsável por gerar 20% da eletricidade consumida em todo o prédio que, em junho deste ano, se tornou a nova casa da organização.

    Sistema fotovoltaico no antigo escritório do Greenpeace Brasil em São Paulo, em 2007. (© Greenpeace/Rodrigo Baleia)

     
    Na sede antiga, localizada no Butantã, contávamos com um sistema fotovoltaico desde 2007, cinco anos antes de a possibilidade de o brasileiro gerar sua própria eletricidade ser regulamentada pelo governo. Essa regulamentação veio em dezembro de 2012, por meio da  resolução 482 da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), segundo a qual todos podem ser micro ou minigeradores: produzir sua própria energia elétrica e receber descontos na conta de luz proporcionais ao valor gerado.

    “Essa é não só uma forma de economizar na conta de luz e ficar menos suscetível aos aumentos da tarifa, mas também de ajudar na construção de um futuro mais renovável e sustentável para o país”, afirma Bárbara Rubim, da campanha de Energias Renováveis do Greenpeace Brasil.

    Quer saber mais sobre como ter um sistema em sua casa? É só dar uma olhada na nossa cartilha!

      Leia mais >
  • O ano está acabando e nosso calendário também

    Postado por Roberta Ito - 15 - dez - 2014 às 9:30

    sexta-feira, 7 de novembro de 2014

    Começou a contagem regressiva para a campanha dos calendários 2015 do Greenpeace. Se você ainda não adquiriu o seu, agora é a hora! Para você que já tem o seu calendário, deu para ver como ele é bonito, não? Então que tal dar como presente para os amigos nesse final de ano?

    Corra e acesse o nosso site para fazer uma doação especial e receber seu calendário. Cada mês é marcado por uma linda imagem da nossa casa: o planeta Terra. Que este calendário sirva como um lembrete de como temos sorte em viver num mundo tão lindo e único.

    Com essa pequena contribuição, você ajudará a construir um futuro melhor e começará o ano com o pé direito!

    Faça como a Ana Cláudia Miranda Ayres, uma de nossas mais novas colaboradoras, que inclusive já adquiriu um calendário:

    "Tento de alguma forma construir um mundo melhor, mais justo para as gerações vindouras.
    E como somos todos um, sem os demais seres vivos nosso planeta mãe sucumbirá. Acredito que se cada um de nós doar um pouco, poderemos reverter o quadro desse mundo sem vida. A esperança é verde!!!"

    É graças a sua ajuda que conseguimos manter nossa independência de empresas, do governo e de partidos políticos. Juntos conseguiremos mudar o mundo!

    Seu gesto de solidariedade hoje será lembrado o ano todo.

    Participe e seja parte da mudança! Leia mais >

  • Em tempos de crise, gerar energia é a solução

    Postado por Luciano Dantas - 12 - dez - 2014 às 17:27

    Mesmo com o enorme potencial que o Brasil possui, ainda faltam políticas públicas que favoreçam o cenário energético no país. Leia mais >

     Há dois anos o brasileiro já pode gerar sua própria eletricidade e, com isso, receber descontos em sua conta de luz, fazendo com que a economia e parte dos benefícios sejam sentidos no bolso pelo consumidor. Essa possibilidade veio com a regulamentação da resolução 482 da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), que estabeleceu as condições gerais para a micro e minigeração renovável.

    Gerar sua própria energia é algo que ganha ainda mais importância em um ano marcado pela estiagem e pela crise do setor elétrico, que eleva os custos da eletricidade e faz com que o cidadão pague mais por ela: em média, as tarifas de energia já subiram 30%. E com a perspectiva de entrarmos no quarto ano seguido de uma das estiagens mais severas que o país já enfrentou, a única certeza dada é que os aumentos continuarão.

    No Brasil, já temos ao menos 289 sistemas instalados. Apesar de pequeno para o potencial do país, houve um crescimento de mais de 100% em relação ao número do ano anterior (131). O crescimento do número de sistemas confirma o interesse dos brasileiros nas energias renováveis. “Para que esse número seja ainda maior, é preciso que o governo melhore as condições da microgeração, com criação de linhas de crédito para a aquisição dos sistemas e desoneração do ICMS incidente na conta do microgerador”, afirma Bárbara Rubim, da campanha de Energias Renováveis do Greenpeace Brasil.

    Para ajudar a disseminar essa possibilidade ao consumidor, o Greenpeace publicou uma cartilha com os passos que devem ser tomados por aquele que deseja ter um sistema em uma casa.

     
  • As ruas também são para pedalar

    Postado por Carolina Nunes - 10 - dez - 2014 às 11:49

    Pedalada pelo Ártico na Tailândia (© Greenpeace/Callahan Chittagong Tuttle) Leia mais >

    Conforme a infraestrutura cicloviária avança nas cidades brasileiras, ganham destaque nos jornais e na internet as opiniões conservadoras de quem não se sente contemplado por essas mudanças. Nesse último final de semana, chamou a atenção uma matéria no jornal O Estado de S. Paulo que foi um pouco além e trouxe opiniões bastante ofensivas a respeito de ciclistas. Moradores da rua Honduras, localizada em um bairro nobre da cidade de São Paulo, se irritam com a pintura de uma ciclovia no local e proferem sua indignação à mudança usando argumentos que desqualificam os ciclistas – um senhor chega ao extremo de dizer que “quem anda de bicicleta não presta”.

    Ofensas à parte, relatos desse tipo são símbolo da mentalidade que uma cidade excludente produz. São décadas de políticas públicas que priorizam a propriedade e o transporte privados, que ao longo do tempo foram tornando a cidade inacessível a pedestres e ciclistas. Muitas pessoas têm resistência em entender a necessidade de criar essa lógica justamente por estarem inseridas nesse contexto de privilégio e exclusão.

    A boa notícia é que há tempo para promover uma virada nessa cultura de privilégio ao automóvel. Depoimentos como os dos moradores da rua Honduras provam que as ciclovias são necessárias não só pela segurança e incentivo ao transporte não-motorizado e pela dívida histórica do poder público com esse modo de transporte. Mas também para acelerar uma mudança pela qual, em algum momento, cidades como São Paulo devem passar.

    Apesar de o senso comum apregoar o contrário, as ruas são públicas e pertencem a todos os cidadãos, independente de seu meio de transporte. A criação de ciclovias, assim como a reforma de calçadas, são ações necessárias para democratizar o espaço público, que parece ter sido desenhado apenas para o uso do carro. Uma pesquisa do IPEA, por exemplo, mostra que 80% do espaço nas ruas das grandes cidades brasileiras é dedicado ao automóvel, apesar de apenas 30% das pessoas se locomoverem com eles.

    A cada faixa pintada nas cidades é dado o recado, outrora esquecido, de que as ruas são para o proveito de todos, e não de meia dúzia de pessoas privilegiadas por morarem em um bairro nobre ou terem um carro importado. Nessa fase de “redivisão” de espaços, as reações poderão ser agressivas, como aconteceu em outros lugares no mundo que passaram pelo mesmo processo. Nesse caminho, todos temos muito a aprender.
  • Papo Greenpeace: COP20

    Postado por Marina Yamaoka - 9 - dez - 2014 às 19:12 4 comentários

    Veja como foi o Papo Greenpeace:

     

    Se você quer entender o que significa INDC, LTG, ADP, “rascunho zero” e o que está sendo discutido em Lima, no Peru, durante a COP 20 – 20a Conferência de Mudanças Climáticas das Nações Unidas – participe do “Papo Greenpeace” na semana que vem.

    Para explicar sobre o que os políticos das delegações dos 194 países estão falando e para fazer um balanço da primeira semana de negociação, o Greenpeace realiza uma conversa com Márcio Astrini, coordenador de políticas públicas do Greenpeace Brasil, e Raquel Rosenberg, co-fundadora do Engajamundo e liderança jovem brasileira na negociação.

    O papo acontecerá no dia 9/12, terça-feira, às 20 horas (horário de Brasília), diretamente de Lima, no Peru. Os interessados poderão participar enviando perguntas para os convidados.

    Cada vez mais cientistas e especialistas trazem evidências sobre as mudanças climáticas e chamam a atenção para a necessidade urgente de ação para combatê-las. Você não vai querer ficar por fora deste debate! Confirme presença em nosso evento no Facebook e divulgue entre seus amigos. Leia mais >

  • Tufão Hagupit atinge Albay, no sul das Filipinas. O Greenpeace está lá para testemunhar os impactos e chamar atenção para as mudanças climáticas (© Greenpeace/Alanah Torralba)

     

    Enquanto o tufão Hagupit atinge as Filipinas, uma das maiores operações de evacuação em tempos de paz da história foi lançada para prevenir uma repetição das enormes perdas de vidas ocorridas quando o super tufão Haiyan atingiu a mesma área há apenas um ano.

    "Uma das maiores evacuações em tempos de paz” é o que tem sido dito sobre esse fato. Mas pergunto: é tempo de paz ou estamos em guerra com a natureza?

    Eu estava prestes a ir para Lima, no Peru, quando recebi um telefonema para vir para as Filipinas para apoiar o nosso escritório e seu trabalho em torno do tufão Hagupit (cujo nome significa chicote). Em Lima está em andamento a COP 20, mais uma rodada de reuniões da ONU sobre o clima, com o objetivo de negociar um tratado global para evitar uma mudança climática catastrófica.

    Mas essas negociações já acontecem há muito tempo, com urgência insuficiente e nos bastidores. E, não tanto nos bastidores, também ocorre a influência do lobby dos combustíveis fósseis.

    Este ano, como no ano passado e no ano anterior, essas negociações ocorrem em um cenário devastador de um chamado "evento climático extremo", sobre o qual os cientistas do clima há tempos vêm alertando.

    Tragicamente, não estamos tomando medidas urgentes. Mas a natureza não negocia, ela responde à nossa intransigência. Para o povo das Filipinas, e em muitas outras partes do mundo, a mudança climática já é uma catástrofe.

    Há apenas um ano, o super tufão Haiyan matou milhares de pessoas nas Filipinas, deixou as comunidades destruídas e causou bilhões de dólares em danos. Agora, muitos sobreviventes que ainda estão deslocados tiveram que novamente evacuar as tendas onde vivem enquanto o tufão Hagupit esculpe um caminho por todo o país.

    É muito cedo para avaliar o impacto até agora - estamos todos esperando que ele poupará as Filipinas da mesma dor que foi vivida após Haiyan.

    Aqui em Manila, nos preparamos para viajar para as áreas impactadas, na esteira do tufão Hagupit, ou Ruby, como tem sido chamado. Vamos oferecer a assistência que pudermos e vamos prestar solidariedade ao povo filipino. Queremos chamar a atenção daqueles que são responsáveis pelas mudanças climáticas, aqueles que são responsáveis pela devastação e que deveriam estar ajudando a pagar pela limpeza e pela a adaptação a um mundo em que o nosso clima está se tornando uma fonte crescente de destruição em massa.

    É com o coração pesado que nos preparamos para esse testemunho. Nós desafiamos aqueles em Lima a voltar sua atenção da letargia do processo das negociações e prestar atenção ao que está acontecendo no mundo real.

    Os chamamos para entender que a mudança climática não é uma ameaça futura a ser negociada, mas um perigo claro e presente que requer ação urgente agora!

    Todos os anos, o povo das Filipinas aprende da maneira mais difícil o que a inação sobre as emissões quer dizer. Eles podem estar um pouco mais bem preparados e mais resistentes, mas eles também estão mais horrorizados com o fato de que, a cada ano - ao mesmo tempo -, as reuniões sobre o clima parecem continuar no vácuo. Não estão preparados para tomar medidas significativas, não são capazes de responder à urgência do nosso tempo e não responsabilizam os grandes poluidores que estão causando a mudança do clima com ritmo feroz.

    Antes de sair para Manila também recebi uma mensagem do Yeb Sano, comissário do clima para as Filipinas: "Eu espero que você possa se juntar a nós quando dermos o testemunho sobre o impacto deste novo super-tufão. Sua ajuda seria muito valiosa para entregar uma mensagem clara e em bom som para Lima."

    Yeb foi o negociador-chefe Filipino por três anos nas negociações climáticas da ONU e recentemente visitou o Ártico em um navio do Greenpeace para testemunhar o degelo do mar. Dois anos atrás, em Doha, quando o tufão Pablo tirou a vida de muitos, ele rompeu o protocolo normalmente reservado e desapaixonado da diplomacia que domina as negociações do tratado do clima da ONU falando:

    "Por favor, deixem que 2012 seja lembrado como o ano em que o mundo encontrou a coragem de assumir a responsabilidade para o futuro que queremos. Eu peço a todos nós aqui, se não formos nós, quem? Se não for agora, então quando? Se não aqui, então onde? "

    Estou reunindo o Greenpeace Filipinas e Yeb para visitar as áreas mais atingidas, documentar a devastação e enviar uma mensagem clara de mudança climática para Lima e o resto do mundo. Os que são responsáveis pela maioria das emissões serão responsabilizados pelas comunidades que estão sofrendo os impactos de eventos climáticos extremos associados às mudanças climáticas.

    Vamos chamar os chefes das companhias de combustíveis fósseis que são culpados pela tragédia que se desenrola para que realizem um exame de consciência e aceitem a sua responsabilidade histórica. Diz-se que a verdade é a primeira vítima da guerra e, nesta guerra contra a natureza, a verdade da ciência do clima é inquestionável.

    *Kumi Naidoo é diretor-executivo do Greenpeace Internacional Leia mais >

  • De volta da estrada

    Postado por Bruno Weis - 5 - dez - 2014 às 10:00

    Estão no ar os seis episódios da minissérie Linhas, que discute o passado, o presente e o futuro da Energia no Brasil a partir da vida de cinco brasileiros – e uma peruana.

    Ilha Solteira, interior de São Paulo, divisa com o Mato Grosso do Sul; Altamira, às margens do Rio Xingu, no sudoeste do Pará; aldeia Sawré Muybu, do povo Munduruku, na beira do Rio Tapajós; comunidade de Sobrado, no arquipélago das Anavilhanas, no Rio Negro, Amazonas; município de Juazeiro, interior baiano, por onde passa o Rio São Francisco. Comunidade Ashaninka, na Amazônia Peruana. Estas seis paradas compõem o roteiro percorrido pelo projeto documental “Linhas – ligando os pontos das energias do Brasil”, que o Greenpeace Brasil produziu em parceria com a cineasta Eliza Capai e a fotógrafa Carol Quintanilha.

    Em cada parada da minissérie – publicada semanalmente nas últimas seis semanas -, apresentamos a história e a vida de um morador local e sua relação com a Energia. Em Ilha Solteira, “Seu” Dirso Souza lembra dos tempos em que participou da construção da hidrelétrica homônima e reflete sobre como a atual estiagem reduz a eficiência da usina. Em Altamira, o jornalista Felype Adms testemunha os impactos socioambientais da obra de Belo Monte na cidade e região. Diante do crescimento da violência, poluição e outras mazelas sociais, o jornalista admite se arrepender de ter sido um dos defensores do empreendimento.

    Entre um episódio e outro, o site do projeto publicou composições fotográficas assinadas por Carol Quintanilha, mesclando dimensões técnicas, naturais e humanas das localidades e suas respectivas questões energéticas. O objetivo do projeto é ampliar a discussão sobre o modelo energético adotado pelo Brasil, seus impactos e custos, e quais alternativas devem ser adotadas para garantir um futuro mais limpo e sustentável.

    Na aldeia Munduruku, a equipe do Linhas documentou a preocupação de Felícia Krixi com a sobrevivência de sua cultura e modo de vida, bem como o destino de seus filhos e netos, diante dos planos do governo federal em construir cinco barragens no Tapajós. A resistência Munduruku para evitar a destruição do Tapajós é um dos pontos altos de toda a narrativa do Linhas. Na comunidade Sobrado, no Rio Negro, a estudante Wemelly Barroso Souza, 13 anos, relata como a geração de energia por placas fotovoltaicas mudou a vida do vilarejo isolado no meio da floresta, impactando diretamente na inclusão digital dos jovens dali.

    Desta comunidade isolada, o projeto seguiu viagem para a cidade baiana de Juazeiro, onde mil casas estão sendo abastecidas por energia solar. Ali, os moradores recebem uma renda complementar a partir da venda do volume excedido da energia gerada pelos painéis fotovoltaicos. Quem conta a história de transformação local é Lucineide Silva, responsável pela limpeza dos aparelhos.

    O sexto e derradeiro episódio de Linhas, lançado na última terça-feira, levou a narrativa para além das nossas fronteiras. Em plena Amazônia Peruana, conhecemos Ruth Buendía, liderança Ashaninka premiada por sua luta pela defesa dos direitos de seu povo. Nas comunidades no Rio Ene, Ruth é uma heroína. Ela liderou a mobilização vitoriosa contra a construção de uma hidrelétrica prevista para ser construída da região – para gerar energia para o Brasil. Os impactos socioambientais, claro, ficariam todos do lado de lá da fronteira. Uma história que insiste em se repetir em vários pontos da Amazônia, comprometendo a sobrevivência de comunidade indígenas e a manutenção da floresta em pé. Com projetos com a minissérie Linhas, o Greenpeace Brasil espera fortalecer as alternativas para que o futuro seja diferente. Leia mais >

1 - 10 de 2770 resultados.