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Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Governo tem em mãos o documento para enviar ao Congresso e, assim, dar entrada na ratificação do acordo que irá diminuir as ameaças das mudanças climáticas

    Marcha Mundial pelo Clima, em São Paulo, dias antes do início da COP 21. A população foi às ruas pedir um acordo que garantisse um futuro seguro para todos nós. ( ©Zé Gabriel /Greenpeace) Leia mais >

    O Brasil está perto a dar um passo importante rumo à ratificação do Acordo de Paris, que regulamentará medidas de combate às mudanças climáticas. Está nas mãos da presidente Dilma Rousseff o início do processo que fará do acordo uma lei nacional, enviando-o para o Congresso Nacional.

    Esse acordo é resultado da Conferência do Clima, que aconteceu na França, em dezembro do ano passado. Mais de 190 chefes de estado de todo o mundo o assinaram em abril, em uma reunião das Nações Unidas. Agora, esses representantes de governo estão diante da responsabilidade de ratificá-los. Ou seja, de torná-los lei em suas nações.

    Segundo texto do Observatório do Clima, aqui no Brasil os documentos do Acordo de Paris foram preparados pelos ministérios do Meio Ambiente, das Relações Exteriores e da Ciência e Tecnologia e encaminhados à presidente Dilma Rousseff. Agora, cabe a ela enviá-los ao Congresso, onde o acordo irá tramitar em comissões especiais da Câmara e do Senado até ser votado como decreto legislativo. Em seguida, vai à sanção presidencial e é depositado formalmente na Convenção do Clima das Nações Unidas. Neste momento, o Brasil terá ratificado o acordo.

    A aprovação do governo brasileiro é essencial para o tratado climático entrar em vigor em todo o mundo ainda em 2016. Afinal, para isso, é preciso que o mesmo aconteça em pelo menos 55 países, que juntos representem 55% das emissões do planeta.

    O Acordo de Paris traz pontos importantes, como estabelecer o objetivo de não permitirmos um aquecimento superior à 1,5 graus Celsius. Também diz que devemos neutralizar as emissões dos gases que provocam o efeito estufa entre os anos de 2050 e 2100.

    O Brasil é o sexto maior emissor do planeta. E as duas principais causas para esse lugar no ranking são o desmatamento de florestas e nossa matriz energética – nos últimos anos, aumentou consideravelmente a porcentagem de térmicas a combustíveis fósseis, como carvão e gás natural, funcionando por aqui.

    “O Acordo de Paris é importantíssimo para barramos as mudanças climáticas. Transformá-lo em lei é um passo fundamental para que o governo firme, de uma vez por todas, o compromisso com um futuro mais seguro para todos nós”, diz Pedro Telles, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil. 

    “Se o governo está realmente comprometido em reduzir as emissões de gases que agravam o efeito estufa e tornar o acordo realidade, precisa aprovar logo a lei do Desmatamento Zero. E deve também parar de investir em energias sujas. Sabemos do grande potencial que o país tem para gerar energia limpa e renovável, com a solar e a eólica”, completa.

  • O Greenpeace e os ursos polares

    Postado por Asensio Rodrigues - 7 - mai - 2016 às 15:10 1 comentário

     

    Há mais de 40 anos, o Greenpeace vem lutando em todo o mundo, de forma independente, pela proteção do meio ambiente. No Brasil atuamos há 24 anos com importantes vitórias nas áreas de proteção à floresta, estímulo a fontes limpas e renováveis de energia e melhoria da qualidade de vida em nossas cidades. Uma parte disso pode ser vista no vídeo acima. Globalmente, entre as muitas vitórias que obtivemos em conjunto com nossos apoiadores e parceiros está a proibição à caça de baleias, decidida em 1986.

    Paul Watson, um dos primeiros membros do Greenpeace, recentemente escreveu um texto em sua página no Facebook com uma série de ataques injustos contra nós, acusando-nos de apoiar a caça esportiva e comercial de ursos polares.

    Vamos direto ao ponto: o Greenpeace não apoia e jamais apoiou a caça esportiva e comercial de ursos polares.

    Esta acusação é falsa, mas foi reproduzida por um website brasileiro que não nos procurou em momento nenhum para ouvir o nosso lado antes de publicar a história. Infelizmente, induzidas pelo texto com as falsas acusações de Paul Watson, muitas pessoas que se preocupam de forma justa com a preservação da vida animal estão questionando o trabalho sério que fazemos em favor do meio ambiente e até adotando atitudes extremamente agressivas contra o Greenpeace nas redes sociais.

    Uma busca no website do Greenpeace e em outros materiais institucionais mostra que jamais apoiamos a caça esportiva e comercial de ursos polares. É importante ter isto como referência antes de reproduzir as acusações de Paul Watson.

    O fato de ele ter sido uma das pessoas que esteve no Greenpeace desde os primeiros dias é usado como uma espécie de credencial para aumentar a credibilidade do que diz. Mas não deveria. Especialmente porque Paul Watson já saiu da liderança do Greenpeace há muitos anos, mais precisamente em 1977. Detalhes sobre esta história podem ser encontrados aqui. De nossa parte, respeitamos o seu passado, mas não podemos concordar com suas práticas atuais.

    No Greenpeace enfrentamos a todo momento muitos desafios para defender o ambiente e a vida. Lutamos diariamente com afinco e dedicação para manter nossa independência, que só é possível com o apoio direto das pessoas. Histórias falsas como esta são muito prejudiciais para os nossos esforços, mas acreditamos que o bom senso vai prevalecer.

    Estamos abertos para seguir conversando sobre isso. Qualquer dúvida que tiverem podem mandar diretamente para mim no email .

    Obrigado!

    Asensio Rodrigues
    Diretor Executivo
    Greenpeace Brasil Leia mais >

  • Ventos fracos no leilão de energia

    Postado por therrero - 29 - abr - 2016 às 19:11 1 comentário

    Retrato do setor energético do Brasil. De um lado, a maior usina solar do Brasil, em Tubarão (SC). Atrás dela está uma poluente usina térmica a carvão. (©Greenpeace/Otávio Almeida)

    O ano começou nesta sexta-feira, dia 29 de abril, para o setor energético no Brasil. Foi quando aconteceu primeiro leilão de energia de 2016. Participaram projetos de fonte eólica, hidrelétrica e de térmicas a biomassa, biogás, gás natural e carvão.

    Dos 528,87 MW transacionados, 58,7% vieram de hidrelétricas – em sua grande maioria pequenas centrais hidrelétricas (PCH) –, 40% de térmicas a biomassa e biogás e o restante de gás natural. Mais de 70% dos empreendimentos são localizados no Sudeste do país.

    Por um lado, o leilão foi positivo ao manter a tendência do Brasil no tocante à não contratação de novas termelétricas a carvão. Por outro, trouxe uma má notícia para a energia dos ventos: apesar de ter sido presença forte entre os projetos habilitados (dos 802 projetos, mais de 85% vieram das eólicas) e de ter sido ofertada com um dos preços mais baixos, passou pelo certame sem nenhuma contratação.

    A indústria eólica segue em expansão no Brasil e as perspectivas no médio e longo prazo são muito otimistas. Ainda assim, desde os últimos leilões, os projetos de energia dos ventos estão enfrentado dificuldades por conta de uma alteração na regra de contratação. Leia mais >

    A nova norma obriga que os projetos eólicos garantam o acesso às linhas de transmissão, hoje um gargalo no país. “O Governo precisa ajustar esse problema o quanto antes. Assim, a energia eólica poderá se expandir em ritmo mais acelerado e voltar aos padrões de contratação vistos em 2013 e 2014”, disse Bárbara Rubim, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil. Em 2015, a fonte contratou 50% do montante de 2014 e, agora em 2016, inicia o ano no zero a zero.

    “A energia eólica possui um papel essencial no país: o de ser o carro chefe que puxará a expansão da matriz elétrica brasileira, sem trazer sérios prejuízos socioambientais – como as grandes hidrelétricas – ou aumentar significativamente as emissões de gases de efeito estufa do Brasil”, continua Rubim.

    Vale lembrar que há exatamente uma semana, a Presidente Dilma Rousseff esteve em Nova Iorque para assinar o Acordo de Paris, resultado das negociações durante a COP 21, no final do ano passado. Nesse acordo, o Brasil se compromete a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa e unir forças para combater o aquecimento global. Se não apostar fortemente na energia eólica, o país estará perdendo uma boa oportunidade de cumprir o que está no acordo. E, estará colocando em risco o nosso futuro seguro por aqui.

  • Novos rumos para a mobilidade urbana

    Postado por Vitor Leal - 26 - abr - 2016 às 16:21

    terça-feira, 26 de abril de 2016

    Encontro promove o pensar coletivo em torno de soluções inovadoras de transporte para uma cidade que não flui

    São Paulo, Rio de Janeiro, Los Angeles ou Cidade do México. Essas grandes cidades tem algo em comum: grandes congestionamentos, alta poluição atmosférica e um crescimento periférico em que o automóvel foi um dos grandes vetores. Se governar já foi abrir estradas, hoje é preciso romper com os paradigmas que tornaram a vida e a mobilidade nas metrópoles quase inviável.

    Com o objetivo de colaborar na busca por soluções que repensem o sistema de mobilidade urbana, tornando o automóvel privado a última opção, o Greenpeace convida especialistas da sociedade civil, academia, poder público e empresas – que discutem tecnologias disruptivas e a questão das cidades – para promover um amplo debate.

    Nesse evento, a grande estrela é o coletivo. Em vez de um seminário tradicional, com apresentações e debate entre palestrantes, haverá uma discussão aberta, em forma de aquário, na qual os convidados e a plateia dialogam entre si. Além do debate principal, serão promovidas conversas livres em um espaço aberto, para que os participantes possam continuar suas conversas ou propor novas. E o evento será transmitido ao vivo pela internet.

    O deslocamento na cidade é sempre necessário? Como o compartilhamento pode mudar a mobilidade? Qual é o espaço do carro? Como big data e apps e podem mudar as cidades? Venha nos ajudar a repensar os rumos da mobilidade urbana e discutir questões que inquietam as pessoas que gostariam de viver em cidades mais humanas.

    Serviço

    Rumos - Discussões disruptivas em mobilidade urbana

    www.greenpeace.org.br/rumos

    Quando: 18 de maio de 2016

    Onde: Rua Lisboa, 445

    Inscrições gratuitas, limitadas a 100 participantes.

      Leia mais >

  • Greenpeace Brasil comemora 24 anos de luta pelo meio ambiente

    Postado por joliveir - 26 - abr - 2016 às 10:45

    Há exatos 24 anos, ativistas desembarcaram em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, para protestar contra usinas nucleares na região e iniciar oficialmente o trabalho do Greenpeace Brasil.

     
    Greenpeace protesta contra energia nuclear em Angra dos Reis (RJ). Foto: Greenpeace/Steve Morgan

    Desde 1992, não paramos de lutar pelo meio ambiente por aqui. Defendemos a preservação da floresta, lutando contra o desmatamento e a violação de direitos humanos na Amazônia. Também combatemos as mudanças climáticas, pressionamos governos a abandonarem fontes fósseis de geração de energia, propondo alternativas verdadeiramente limpas e renováveis, como eólica e solar.

    E temos muito o que comemorar nesses 24 anos de atuação no Brasil, confira nossas principais conquistas:

    1999 - Madeireiras asiáticas desistem de explorar a Amazônia após pressão do Greenpeace e da comunidade local.

    2002 - Suspensão do comércio de mogno, árvore ameaçada de extinção, resultado de campanha contra extração de madeira ilegal na Amazônia.

    2004 - Demarcação da Terra Indígena dos Deni. Desde então, a mineração e a exploração industrial de madeira no local estão proibidas.

    Criação da Reserva Extrativista Verde Para Sempre, em Porto de Moz. A região passou a ser de uso exclusivo das comunidades tradicionais para explorar os recursos naturais de forma sustentável.

    2006 - Aprovação da Moratória da Soja, que estabelece a não comercialização de grãos provenientes de áreas desmatadas da Amazônia. O compromisso continua em vigor e é considerado internacionalmente uma das mais importantes vitórias do Greenpeace no mundo.

    2009 - Assinatura do Compromisso Público da Pecuária, que conseguiu fazer com que os três maiores frigoríficos do Brasil deixassem de comercializar carne contaminada com desmatamento, trabalho escravo e invasão de áreas protegidas  na Amazônia.

    2009 - Realização do primeiro leilão exclusivo de energia eólica no país. O resultado é que essa fonte se tornou mais barata e acessível no Brasil.

    2012 - Aprovação da Resolução Normativa 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com isso, o consumidor brasileiro passou a poder gerar sua própria energia a partir de fontes renováveis, como a solar e a eólica.

    2014 - Realizado o primeiro leilão de energia exclusivo para a fonte solar fotovoltaica. Um passo essencial para o desenvolvimento da indústria nacional e barateamento da fonte.

    2015 - Cai a cobrança de ICMS sobre a eletricidade gerada pelo brasileiro que tem placas solares em casa. No início, apenas cinco estados adotaram a medida, mas hoje já são 14. Confira a lista atualizada aqui. No mesmo ano, caiu também o PIS-Cofins, tornando a microgeração de energia ainda mais barata.

    O PL do Sol, que, dentre outras coisas, libera o uso do FGTS para compra de sistemas fotovoltaicos, é aprovado na Comissão de Minas e Energia do Congresso Nacional.

    Pela primeira vez no país, o orçamento federal passou a incluir a destinação de recursos para a instalação de sistemas fotovoltaicos em unidades de ensino.

    Entrega do projeto de lei pelo Desmatamento Zero ao Congresso com 1,4 milhão de assinaturas.

    2016 - Entra em vigor a Resolução Normativa 687, que atualiza a resolução 482, tornando mais vantajoso gerar sua própria energia solar. Ela permite o rateio dos créditos gerados entre diferentes consumidores, como os moradores de um condomínio, por exemplo.

    Ainda temos muitos desafios pela frente, mas essas conquistas são resultado de muito trabalho e do apoio de milhares de colaboradores por todo Brasil. Também são reflexo da nossa independência: o Greenpeace não aceita dinheiro de empresas, governos e partidos políticos.

    Nosso trabalho é totalmente financiado por pessoas comprometidas com a preservação do meio ambiente. Participe e nos ajude a continuar lutando por um futuro mais verde.
  • Água não é mercadoria, é um bem comum

    Postado por joliveir - 25 - abr - 2016 às 14:59 1 comentário

    Organizações da sociedade civil pedem mudanças em contratos da Sabesp para priorizar o abastecimento da população e a cobrança justa, em vez do consumo de grandes empresas

     

    Desde março de 2015, o Greenpeace tem pedido pelo fim dos contratos de demanda firme que geram descontos para grandes consumidores de água. Esses acordos, entre Sabesp e grandes empresas, permitem que esses clientes  tenham tarifas cada vez mais baixas conforme utilizam  mais água.

    Nossa denúncia aos contratos de demanda firme significa um alerta para o uso da água como mercadoria por companhias como a Sabesp, controlada pelo governo do estado de São Paulo, que deveria priorizar a água como direito de todos. A continuação desses contratos, mesmo após a pressão dos cidadãos, que enviaram 27.592 cartas ao governo do estado e à Sabesp para que acabassem com os contratos, significa a continuidade de uma forma de gestão que pouco valoriza o direito das pessoas e pouco se preocupa em dar valor a um recurso escasso como a água.

    Recentemente, a Sabesp anunciou que revisará toda a estrutura tarifária de seus serviços. Tendo em vista a negativa reiterada da empresa em acabar com os contratos de demanda firme para a distribuição de água, o Greenpeace, junto a outras 23 organizações e movimentos, pede por mudanças nos contratos para que esse mecanismo não reflita em estímulo ao maior consumo de água por grandes empresas e tampouco ofereça níveis de desconto abusivos e injustos a seus beneficiários.  

    Enviadas por carta, ao presidente da Sabesp, Jerson Kelman, com cópia para o diretor da Arsesp José Bonifácio de Souza Amaral Filho, nossas demandas detalhadas de mudanças nos contratos de demanda firme são:

    1 – Criação de mecanismo permanente para inibir o desperdício de água. Elevação de tarifa ou multa para clientes que consumam água em volumes significativamente superiores (> 5%) ao mínimo previsto em seus contratos. A atual crise hídrica mostra a importância de medidas de estímulo ao uso planejado, consciente e eficiente da água, que são especialmente relevantes quando se trata de grandes consumidores.

    2 – Nenhum cliente com contrato de demanda firme deve pagar menos por água e esgoto do que o mínimo tabelado para clientes comerciais convencionais. Atualmente, de acordo com tabela publicada pela Agência Pública, 169 dos 537 clientes com contratos de demanda firme pagam menos que R$ 8,07 por metro cúbico de água e de esgoto, que é o valor mínimo pago por clientes comerciais comuns na cidade de São Paulo e diversos outros municípios do estado. Há clientes, como a Viscofan, que chegam a pagar menos que a tarifa residencial comum. Tal nível de desconto é abusivo e injusto. O fato de a maioria dos clientes com contratos de demanda firme não chegarem a preços tão baixos indica que é viável acabar com esses casos extremos.

    3 – Reformulação para que cobrança de água seja separada da cobrança de esgoto. Um modelo de cobrança que separe integralmente o consumo de água do uso de serviços de esgoto acabará com o estímulo que grandes consumidores têm para deixar de consumir água da Sabesp, mas continuar utilizando a rede de esgoto sem pagar adequadamente por isso. Esta medida é igualmente importante para que não haja cobranças indevidas na tarifa de esgoto para residências que não contam com esse serviço.

    Aguardamos uma resposta da Sabesp, já que nossa voz não é única e vem acompanhada da sociedade civil  e de diversos movimentos e organizações.

    Leia carta na íntegra aqui. Leia mais >

  • 15 fatos que você não sabia sobre o desastre de Chernobyl

    Postado por therrero - 25 - abr - 2016 às 11:44 1 comentário

    Na manhã de 26 de abril de 1986, um dos reatores da central nuclear de Chernobyl explodiu. E causou a maior catástrofe ambiental da História. Foi o acidente que a indústria nuclear dizia que nunca aconteceria.

    Vinte e cinco anos depois, o acidente nuclear de Fukushima no Japão nos lembrou que o risco de outra Chernobyl permanecerá sempre presente enquanto tivermos usinas nucleares ativas. Aqui estão 15 fatos que nem todo mundo conhece sobre Chernobyl.

    1. Mais de 5 milhões de pessoas ainda vivem em áreas contaminadas pela radiação, mesmo 30 anos depois do acidente.

    Família com uma carroça de batatas na Ucrânia. (©Denis Sinyakov/Greenpeace)

     

    2. A radiação liberada foi 200 vezes maior do que a soma das bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki, no Japão.

    Sala de uma escola de jardim de infância abandonado, em Pryat. (©Steve Morgan/Greenpeace)

     

    3. A cidade mais próxima, Pripyat, foi evacuada apenas dois dias depois do desastre. Nesse tempo, as pessoas que viviam ali ficaram expostas a altos níveis de radiação.

    Moradora da área de exclusão, onde tudo está contaminado por radiação (©Jan Grarup/ Noor/ Greenpeace)

     

    4. Ucrânia, Bielorrússia e Rússia foram os países mais afetados, recebendo 63% da contaminação. Mas até locais distantes, como a Irlanda, sofreram efeitos de uma chuva radioativa.

    Máquina para medir níveis de contaminação, em Pripyat (©Clive Shirley/ Signum/ Greenpeace)

     

    5. Abandonada pelas pessoas, a cidade de Pripyat passou a ser povoada por animais como lobos, cavalos selvagens, castores e javalis.

    Cavalos selvagens (©Vaclav Vasku/Greenpeace)

     

    6. Os animais que vivem na zona evacuada têm taxas de mortalidade mais elevadas, mais mutações genéticas e menor taxa de natalidade. 

    Cachorro que vive em Pripyat (©Vaclav Vasku/Greenpeace)

     

    7. Próximo ao local do desastre está a chamada “floresta vermelha”. Os altos níveis de radiação mataram as árvores e deixaram a vegetação com um tom avermelhado.

    Medição de radioatividade na Floresta Vermelha (©Vaclav Vasku/Greenpeace)

     

    8. Mesmo depois do desastre, os outros três reatores de Chernobyl operaram por mais de 13 anos.

    Reator 1 e 2 da usina nuclear de Chernobyl (©Stefan Füglister/ Greenpeace)

     

    9. Um sarcófago de cimento foi construído sobre o reator que explodiu para guardar material radioativo. Como já está em ruínas, uma nova cobertura maciça está sendo construída. Mas ela vai durar no máximo 100 anos.

    Sarcófago que impede dispersão de mais radioatividade (©Denis Sinyakov/Greenpeace)

     

    10. A indústria nuclear e os governos da Ucrânia, Rússia e Bielorússia têm planos para gastar mais milhões em outros projetos nucleares, ignorando sua responsabilidade em apoiar os sobreviventes de Chernobyl. Eles minimizam os impactos do desastre e ocultam a realidade do dia a dia de quem vive ali.

    Mãe e filho, na vila de Drosdyn, perto de Chernobyl (©Jan Grarup/ Noor/ Greenpeace)

     

    11. É possível, até mesmo reservar uma viagem para a zona de exclusão de Chernobyl! As agências de turismo organizam passeios de um dia em Pripyat.

    Visita do Greenpeace ao reator 4 (©Denis Sinyakov/Greenpeace)

     

    12. O futuro da cidade é permanecer abandonada e altamente contaminada. O plutônio precisa de 24 mil anos para reduzir pela metade seu nível de radioatividade.

    Cidade de Pripyat, abandonada. (©Denis Sinyakov/Greenpeace)

     

    13. A radiação liberada ali foi tão forte que mudou de castanho para azul a cor dos olhos do bombeiro Vladimir Pravik. Ele trabalhou para conter o fogo da explosão.

    Hospital abandonado, em Pripyat. (©Denis Sinyakov/Greenpeace)

     

    14. A Suécia foi o primeiro país a informar o mundo sobre o desastre de Chernobyl. A primeira decisão do governo soviético foi mantê-la em segredo.

    Cidade de Pripyat, deserta. (©Clive Shirley/ Signum/ Greenpeace)

     

    15. Até hoje, a radiação está em todos os cantos nas cidades contaminadas: nos alimentos, no leite e na água, no solo das escolas e parques que as crianças frequentam e na madeira que as famílias queimam para se manter aquecidos no inverno.

    Feira de alimentos locais, na Rússia (©Denis Sinyakov/Greenpeace) Leia mais >

     

    Leia mais: Veja no mapa a extensão da destruição de Chernobyl. E como ela afetaria outras partes do mundo.

  • Conheça o brasileiro que vai pagar 90% menos na conta de luz

    Postado por Thaís Herrero - 20 - abr - 2016 às 15:15

    Fernando da Mata é o grande vencedor do Solariza e como prêmio, levou um sistema de energia solar fotovoltaica para sua casa

    Fernando com sua esposa, filhos e cachorra antes da instalação das placas solares em sua casa. (©Antônio Stickel/Greenpeace)

    Fernando da Mata andava incomodado com o valor de suas contas de luz. Todos os meses, ele gastava entre R$ 200 e R$ 300. Sua casa fica em Aparecida de Goiânia (GO), e lá ele vive com sua esposa, os dois filhos, de 9 e 6 anos. Em agosto do ano passado, Fernando soube do jogo Solariza e viu ali uma chance única: se divertir e ainda concorrer a um sistema de energia solar fotovoltaica.

    Na plataforma do Solariza, o jogador acessa um mapa do Brasil e instala painéis fotovoltaicos virtuais em telhados de casas, prédios, galpões etc. Fernando solarizou o equivalente a 26 mil telhados! Ficou em primeiro lugar, ganhou o jogo e um sistema de energia solar para sua casa! Agora, a família da Mata tem em seu telhado a solução para as contas de luz ficarem mais baratas e sua energia, mais renovável. 

    O sistema que a família ganhou tem 1,8 kWp, e irá gerar energia suficiente para reduzir em até 90% as contas de luz (aproximadamente 195 kWh por mês). Fernando já tem planos de como usar o dinheiro economizado. “Meus filhos estão se interessando cada vez mais por esportes e querem fazer aulas de caratê. Eu acho bom que eles não fiquem só em casa, mas eu não tinha dinheiro para pagar uma escolinha”, diz.

    No ano passado, Fernando chegou a fazer o orçamento de um sistema fotovoltaico, mas infelizmente o valor estava acima de suas possibilidades. Ele acredita que o governo brasileiro deveria não só incentivar mais essa fonte, como também disseminar melhor as informações sobre ela. “Não é todo mundo que sabe como funciona a energia solar e que todos nós podemos gerá-la em casa”.

    O vencedor do Solariza diz que várias pessoas estão perguntando para ele sobre energia solar e isso o incentivou a estudar para entender mais sobre o assunto. “Antes, eu até sabia, mas não poderia explicar em detalhes. Agora, tenho tudo na ponta da língua porque eu pesquisei e li muito a respeito da fonte solar”.

    Com sua história, é fácil ver que Fernando representa duas grandes missões do Solariza: levar conhecimento sobre a energia do Sol e, também, mostrar que qualquer brasileiro pode gerar sua própria eletricidade em casa. Precisamos agora continuar esse movimento e levar cada vez mais energia solar para o Brasil!

    Enquanto o Governo não faz a parte dele, o Greenpeace convida todos os estudantes do Brasil a participar do Desafio Solar para Negócios Sociais.  Nosso objetivo é incentivar e ajudar os jovens a desenvolver modelos de negócios que democratizem a energia do Sol!

     

    Entidade solarizada

    Em fevereiro, o Greenpeace finalizou uma outra etapa do Solariza e doou um sistema de energia fotovoltaica à Associação Amarati, que cuida de pessoas com com lesões neurológicas ou com necessidades especiais. Conheça essa história aqui.   Leia mais >

  • Monitorando rios

    Postado por Bruno Pires, voluntário do Greenpeace RJ - 18 - abr - 2016 às 11:56

    segunda-feira, 18 de abril de 2016

    Movimento Rio Maravilha Sem Água, formado por voluntários do Greenpeace e da Rede Meu Rio, integra o projeto Observando Rios, da SOS Mata Atlântica  

    O coletivo voluntário responsável pela campanha Rio Maravilha Sem Água se reuniu no último sábado, dia 16.04, para fazer o monitoramento do Rio Carioca, conhecido pela sua importância para o Rio de Janeiro desde o período colonial, quando o rio passava por cima do Aqueduto da Carioca e abastecia grande parte da população. Sabendo do estado de poluição da água de diversos rios da cidade, o grupo juntou forças com a Fundação SOS Mata Atlântica para integrar o projeto Observando os Rios

    A foz do Rio Carioca foi o ponto de encontro para que o Rafael Pereira, coordenador do projeto, pudesse falar sobre a inciativa que já tem 252 grupos de monitoramento em mais de 140 rios de diversos estados do Brasil. Todos eles possuem um kit, que conta com pastilhas de reagentes e tubos de ensaios, que possibilita a avaliação da água. As cartilhas que vêm junto dão todas as instruções e deixam tudo mais fácil. Assim, o  grupo, que contava até com estudantes do primeiro ano do Ensino Médio, conseguiu medir os 16 parâmetros necessários – desde o nível de oxigênio e fósforo até aspectos visuais.

    segunda-feira, 18 de abril de 2016

    Todos os dados estão disponibilizados no site do projeto, e é possível acompanhar a qualidade da água de todos os outros grupos que também participam da iniciativa. O resultado da atividade vai sair em cinco dias, quando o último teste for finalizado. Mesmo que o ponto de coleta seja logo depois de uma Unidade de Tratamento de Rio, não se espera que a água tenha a qualidade que deveria ter.

    Grandes Cidades e a falta de água 

    O grupo de voluntários que formam a campanha Rio Maravilha sem Água, ao ingressar no Projeto da SOS Mata Atlântica, buscam ficar mais próximos das fontes hídricas que deveriam abastecer as casas dos cariocas, mas que, devido à poluição e o crescimento desordenado da cidade, não o fazem mais.  

    O Rio Carioca é um exemplo de corpo hídrico que foi desaparecendo até tornar-se um rio poluído que aparece em apenas algumas partes da cidade do Rio de Janeiro.

    A segurança hídrica passa principalmente pelo cuidado de rios e mananciais ao redor das grandes cidades, que não devem ser contaminados ou desmatados. A contaminação da água faz com que seja necessária a busca de água cada vez mais longe dos centros urbanos – assim, governos justificam obras de transposição de rios como solução para o abastecimento urbano.

    segunda-feira, 18 de abril de 2016

    Obras de infraestrutura no Brasil geram dinheiro para construtoras e soluções frágeis, já que modificam o curso natural da água e, portanto, seu ciclo, com consequências devastadoras para o meio ambiente. A solução para a falta de água é a recuperação dos mananciais superficiais e o monitoramento constante da sociedade civil, não apenas dos rios, mas também daqueles que detêm a governança da água, afinal, a população é o verdadeiro guardião das águas.

    Para isso que surgiu a Campanha Rio Maravilha Sem Água, para mostrar que é papel de todos monitorar nossas cidades. Faça parte dessa iniciativa.

     

     

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  • Uma revolução que brilha mais que o Sol

    Postado por Thaís Herrero - 13 - abr - 2016 às 15:30 4 comentários

    Desde que recebeu placas solares fotovoltaicas, a Escola Municipal Milton Porto já economizou o equivalente a R$ 15 mil. E, mais que isso, incorporou em seu ensino os temas do meio ambiente e da energia solar

    Alunos da E.M. Milton Porto, em Uberlândia, durante a comemoração de 1 ano de instalação de painéis solares (©Geraldo Pestalozzi/Greenpeace)

    Em abril de 2015, a Escola Municipal Professor Milton Magalhães Porto, em Uberlândia (MG), abria suas portas para receber o Greenpeace Brasil. Junto a um grupo de Multiplicadores Solares, levamos 48 placas fotovoltaicas que foram instaladas em seu telhado. Naquele momento, a escola passou a gerar energia por meio de um sistema fotovoltaico. A conta de luz, os professores, os alunos e o ensino por ali nunca mais foram os mesmos. 

    Um ano depois, é fácil ver a revolução que a energia solar proporcionou. Para celebrar a data, nós do Greenpeace voltamos à Uberlândia para um evento junto à comunidade e representantes da prefeitura. Uma das conquistas que merecem comemoração foi a redução de mais de 70% nas contas de luz. A outra, foi ver os professores e crianças falando em sala de aula sobre a importância da energia solar para o Brasil. Se não esses futuros adultos, quem mais deve propagar a mensagem sobre o país que queremos?

    “Num mundo em que a gente liga a tevê e só vê notícias ruins, é muito bom ver que o maior fruto da nossa ação é a transformação no ensino dessas crianças. Ver que elas estão aprendendo desde cedo como podemos construir um futuro mais renovável, socialmente justo e com a melhor utilização de nossos recursos”, disse Bárbara Rubim, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil, durante o evento.

    Durante esses doze meses gerando parte da eletricidade que consumiu, a Escola Municipal Milton Porto deixou de gastar o equivalente a R$ 15 mil. Até outubro de 2016, o valor deve chegar a R$ 20 mil. E todo esse dinheiro não será apenas registrado como uma economia. Será revertido em melhorias da estrutura e do ensino. É um acordo com o prefeito Gilmar Machado e uma das condições para que o projeto acontecesse. “Essa escola é um exemplo para toda a cidade de Uberlândia e para todo o Brasil. Precisamos levar isso para o máximo de escolas possíveis”, afirmou.

    Segundo a diretora pedagógica da Milton Porto, Isabel Carrijo, uma das ideias para aproveitar a verba que a escola receberá é fazer passeios e projetos de campo. “Fora da escola, os alunos poderão aprender muitas coisas novas com a vivência prática. Queremos, por exemplo, leva-los para conhecer a companhia de abastecimento de água do estado e falar ainda mais sobre a importância da economia de água e outras questões ambientais”, diz.

    Isabel descreve como a instalação das placas também foi incorporada na pedagogia da escola. Nas aulas de matemática, por exemplo, as contas de luz antes e depois da chegada do sistema fotovoltaico são um elemento extra. E com elas, as crianças aprendem a fazer contas de subtração, porcentagem e a entender gráficos. “Na aula de geografia, nós explicamos que nossa escola foi escolhida para receber as placas devido sua posição que favorece a incidência dos raios solares”. 

    Mas uma nova forma de se gerar energia não está só nas aulas da escola Milton Porto. Ou em seu telhado. Está nas paredes, na forma de cartazes que explicam o funcionamento de placas fotovoltaicas e falam sobre preservação da natureza. Estão em miniaturas de cidades dos sonhos ­– maquetes que simulam cidades inteiramente abastecidas pela luz do Sol. Cidades revolucionárias que poderão se tornar realidade se mais e mais pessoas apoiarem projetos que levem a energia solar para todos.

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