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Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Brasil para na década de 70

    Postado por Thiago Almeida* - 27 - jun - 2015 às 9:00

     

    Não são apenas hippies e amor livre que definem a década de 70 no Brasil. Há exatos 40 anos, o Brasil assinava um acordo com a Alemanha de cooperação para a construção de oito usinas nucleares. Também em 1975, foram adquiridos os reatores nucleares das usinas Angra 2 e Angra 3. De lá para cá, vimos acidentes nucleares como o de Chernobyl, na atual Ucrânia, e o de Fukushima, no Japão, e países como a própria Alemanha se comprometendo a desligar suas usinas nucleares e investindo em energias renováveis. Enquanto isso, o Brasil parece querer continuar na década de 70, parado no tempo, já que em declarações recentes, o ministro de Minas e Energia afirmou querer retomar os investimentos em energia nuclear no País. Justo o Brasil que tem Sol e vento para dar e vender.

    Tanto naquela época quanto hoje, o discurso da energia nuclear ancora-se em afirmar que esta é segura. Não é o que mostram os fatos. Entre 1952 e 2011, o mundo vivenciou 33 incidentes e acidentes nucleares considerados sérios. Entre os mais conhecidos, estão o de Three Mile Island, nos EUA, em 1979; Chernobyl, em 1986, tido como o pior acidente nuclear da história; e Fukushima, o mais recente, em 2011, resultado de um desastre natural, fenômeno que poderá ser cada vez mais frequente com as mudanças climáticas.

    Manejo e armazenamento de combustível nuclear, envelhecimento dos reatores e mudanças climáticas são alguns dos riscos que podem acabar em consequências catastróficas. De acordo com estudo publicado em abril, nos últimos 70 anos foram 174 acidentes no mundo sendo que há 50% de probabilidade de um novo acidente como o de Three Mile Island acontecer nos próximos 10 anos, um como o de Chernobyl nos próximos 27 anos e um como o de Fukushima nos próximos 50 anos.

    Outro forte argumento da indústria nuclear é que a energia nuclear é mais barata. No entanto, o cálculo que é feito não considera, por exemplo, o custo de descomissionamento – de ‘desligamento’ – da usina ao final do seu ciclo de vida, estimado em US$ 1 bilhão por usina. Tampouco calcula os custos de armazenagem do lixo nuclear produzido sendo que até hoje não existe, em todo o mundo, uma solução permanente para esses resíduos. 

    Mais recentemente há quem defenda a energia nuclear por esta ser uma fonte limpa e fundamental para combater as mudanças climáticas. Vale lembra que as fontes solar, eólica e de biomassa emitem menos gases de efeito estufa do que as usinas nucleares, além de serem implementadas mais rapidamente e estarem cada vez mais baratas. Energia eólica já é a segunda fonte mais barata no Brasil. 

    Angra 2 levou 26 anos para entrar em operação a um custo de R$ 11 bilhões. Angra 3, cuja construção começou em 1984, está prometida para 2018 a um custo de R$ 14,9 bilhões. São 40 anos e quase R$ 26 bilhões para termos uma capacidade instalada de menos de 3 GW. Com os mesmos recursos, seria possível instalar 5,5 GW de solar e 7 GW de eólica em apenas três anos. Não à toa, a participação dessa fonte na matriz mundial é cada vez menor. Em 2014, foi instalado quase 20 vezes mais de energias renováveis do que de energia nuclear.

    Fato é que a energia nuclear não faz sentido do ponto de vista econômico, ambiental e de segurança energética. Enquanto diversos países no mundo desligam suas usinas nucleares e investem em energias renováveis, o governo brasileiro volta a falar sobre retomar projetos nucleares. O Brasil precisa entrar no mercado de energia do século XXI, investindo em tecnologias como solar e eólica para aproveitar todo o Sol e vento com o qual foi abençoado.

    *Thiago Almeida é da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil Leia mais >

  • Metas brasileiras para o clima

    Postado por Marina Yamaoka - 24 - jun - 2015 às 11:27

    Veja como foi a apresentação:

     

    Nesta sexta-feira, a sociedade civil apresentará a meta de emissões de gases de efeito estufa - responsáveis pelas mudanças climáticas - para o Brasil. A menos de seis meses da próxima conferência internacional sobre o tema, a COP21, o governo brasileiro tem o compromisso de apresentar uma meta de quanto emitirá depois de 2020. Enquanto o governo não apresenta este número, o Observatório do Clima, rede de organizações que trabalham a questão das mudanças climáticas e da qual o Greenpeace é parte, fez o cálculo.

    Alguns países como Estados Unidos, Canadá, México e Rússia, já apresentaram suas metas e a soma de todas as contribuições indicará se será possível manter o aumento da temperatura global abaixo dos 2oC, limite considerado seguro pelos cientistas. O Brasil deve reduzir suas emissões se quer fazer sua parte no combate às mudanças climáticas.

    COP-19, INDC e COP-21

    Na COP-19, em 2013, em Varsóvia, os cerca de 200 países que participam da Conferência se comprometeram a enviar suas metas para corte de emissões de gases de efeito estufa visando a construção de um novo acordo global a ser assinado em 2015, em Paris, e que irá substituir o Protocolo de Kyoto e vigorar a partir de 2020. Estas metas são conhecidas como INDC, sigla em inglês para Contribuição Intencional Nacionalmente Determinada.

    Assista ao vivo o evento no qual os especialistas técnicos que construíram os números apresentarão e discutirão o papel que o Brasil deve ter na próxima conferência das mudanças climáticas.

    Confirme sua participação no evento do Facebook. Leia mais >

  • Cortar CO2 é ‘oportunidade do século’ em saúde

    Postado por do Observatório do Clima* - 23 - jun - 2015 às 11:56

    Em edição especial do periódico médico The Lancet, estudo sugere que profissionais de saúde liderem o enfrentamento das mudanças climáticas para resultados efetivos

    Facilidade no transporte ativo é uma solução proposta pelo The Lancet para lidar com a questão da saúde e das mudanças climáticas (©Otávio Almeida/Greenpeace)

     
    As consequências das mudanças climáticas sobre a saúde estão sendo subestimadas e os últimos 50 anos de avanços da medicina estão ameaçados. A conclusão é de um estudo publicado nesta terça-feira no periódico The Lancet, uma das principais revistas médicas do mundo. Isto porque, de acordo com os pesquisadores, com uma população de 9 bilhões em 2050, os problemas causados pelas alterações no clima podem ser drásticos, com grandes perdas econômicas e em saúde.

    “A mudança climática tem o potencial de reverter os ganhos em saúde a partir de desenvolvimento econômico nas últimas décadas – e não apenas pelos efeitos diretos sobre a saúde, mas por meios indiretos, como o aumento da migração e instabilidade social”, diz Anthony Costello, diretor do Instituto de Saúde Global da UCL (University College London) e membro da equipe de pesquisadores. “No entanto, nossa análise mostra claramente que, ao combater as mudanças climáticas, também é possível beneficiar a saúde”, afirma Costello.

    Os efeitos diretos incluem aumento das ondas de calor, inundações, secas e aumento frequência de tempestades intensas. Indiretamente, a saúde humana seria afetada por mudanças na qualidade do ar e da água, propagação de vetores de doenças, insegurança alimentar e subnutrição e até problemas de saúde mental.

    A maioria dos impactos do clima na saúde são processos complexos, que frequentemente se retroalimentam e cujo impacto é difícil de ser absorvido pela sociedade. Por exemplo, aumento de temperaturas e mudanças nos padrões de precipitação podem alterar a proliferação de vetores de doenças, como mosquitos transmissores da dengue ou da malária. Ondas extremas de calor podem afetar a produtividade e aumentar a procura por hospitais, além de agravar doenças cardiovasculares.

    Para os pesquisadores, combater as mudanças climáticas pode ser a maior oportunidade em saúde deste século. Eles sugerem que profissionais de saúde liderem a resposta às ameaças das mudanças climáticas. “Os profissionais de saúde têm trabalhado para proteger contra ameaças para a saúde, como o tabaco, o HIV e poliomielite, muitas vezes confrontando poderosos interesses”, diz o artigo.

    De acordo com os pesquisadores, a perspectiva de saúde pública tem o potencial de envolver toda a sociedade em uma causa. Além disso, justificam os autores do estudo, esses conceitos são muito mais tangíveis do que toneladas de CO2 na atmosfera, e são entendidos e priorizados em todas as populações, independentemente da cultura ou estado de desenvolvimento.

    Alguns dos benefícios apontados pela pesquisa em uma economia de baixo carbono são a redução da poluição do ar e doenças respiratórias. O chamado “transporte ativo” – como caminhadas e uso da bicicleta – também poderia diminuir o tráfego e o número de acidentes de trânsito, além da redução de taxas de obesidade, diabetes, doença cardíaca coronariana e acidente vascular cerebral.

    “A mudança climática é uma emergência médica”, afirma Hugh Montgomery, da UCL. “Portanto, exige uma resposta emergencial, utilizando as tecnologias disponíveis no momento. Sob tais circunstâncias, nenhum médico iria considerar uma série anual de discussões de casos e metas adequadas, mas é exatamente assim que ocorre a resposta global à mudança climática.”

    IPCC da saúde

    O grupo de pesquisadores aponta linhas gerais de atuação dos governos em todo o mundo para enfrentar as mudanças climáticas e propõe a formação de um novo órgão global sobre mudança climática e saúde para monitorar e relatar a cada dois anos impactos das mudanças climáticas na saúde, além do progresso nas políticas de mitigação e sua interação com a saúde.

    Entre as medidas sugeridas para os próximos cinco anos estão investimentos em pesquisa em saúde pública, monitoramento e vigilância para assegurar uma melhor compreensão das necessidades de adaptação e os benefícios à saúde na adoção de medidas de mitigação e adaptação; ampliação de financiamento aos países em desenvolvimento, inclusive nos sistemas de saúde; transição para energias renováveis, abrindo mão de fontes poluentes, como o carvão; incentivos para cidades que promovem estilos de vida saudáveis para a população e para o planeta, como políticas de eficiência energética, facilidade no transporte ativo e acesso a espaços verdes. O estudo defende que a adoção dessas políticas reduziria a pressão sobre os sistemas de saúde, permitindo mais investimentos no setor.

    No campo político e econômico, as sugestões são estabelecer um mecanismo internacional de precificação do carbono, expandir o acesso à energia renovável, facilitar a colaboração entre ministérios da Saúde para o desenvolvimento de estratégias em saúde e clima e, por fim, estabelecer um acordo internacional ambicioso. Leia mais >

    *O Observatório do Clima é uma rede que reúne entidades da sociedade civil com o objetivo de discutir a questão das mudanças climáticas no contexto brasileiro e da qual o Greenpeace é parte.
  • Minuto Verde: entenda a PEC 215

    Postado por Alan Azevedo - 19 - jun - 2015 às 12:21

    Em mais uma edição do podcast Minuto Verde, abordamos a PEC 215, um dos ataques legislativos mais ferrenhos aos direitos dos povos tradicionais; Ouça aqui, são 2 minutinhos

     

    A PEC 215 é uma Proposta de Emenda Constitucional de iniciativa da bancada ruralista e tem como objetivo dar o poder aos parlamentares de criar e também anular demarcações de terras indígenas, quilombolas e unidades de conservação. Atualmente cabe ao Poder Executivo a tarefa demarcar Áreas Protegidas.

    Caso aprovada, a alteração na Constituição Federal de 1988 significaria, na prática, a paralisação de todos os processos de homologação de terra, uma vez que mais da metade de um total de 513 deputados defende os interesses do agronegócio.

    Por outro lado, 48 dos 81 senadores da República publicaram um manifesto contra a PEC 215. E como o Senado é encarregado de analisar os textos que vêm da Câmara, a proposta tem tudo para não passar.

    Chegou a vez dos deputados tomarem partido. Outro manifesto, agora assinado por mais de 70 organizações da sociedade civil, foi entregue a parlamentares que também rejeitam a proposta 215. Uma lista de assinatura de deputados em apoio ao manifesto está sendo elaborada.

    PEC 215: não passará!

    Ouça o podcast Minuto Verde: Leia mais >

  • Papa pelo clima

    Postado por Pedro Telles* - 16 - jun - 2015 às 15:11

    Na próxima quinta-feira (18), o Papa Francisco lançará sua primeira encíclica, um documento pontifício dirigido a todos os bispos e fiéis da Igreja Católica, e a dedicará ao maior desafio de nossos tempos: mudanças climáticas. A encíclica indicará importantes direcionamentos a serem seguidos por membros e seguidores da Igreja, e deve gerar grande impacto tanto na comunidade católica, quanto em governos de todo o mundo.

    A expectativa é de que a mensagem do Papa reafirme os aprendizados da ciência, que não deixa dúvidas de que a ação humana é responsável pelos crescentes desequilíbrios no clima hoje vistos em nosso planeta, e convoque todos a agir para evitar um aquecimento global que supere 2oC, limite considerado seguro pelos cientistas. O papa também deve discutir temas como a relação entre redução da pobreza e sustentabilidade, hábitos de consumo, e as responsabilidades de governantes e empresas.

    No final deste ano uma nova rodada de negociações da ONU sobre o tema das mudanças climáticas, a COP 21, deve gerar um acordo entre países sobre o qual há grande expectativa e que deve substitiur o Protocolo de Kyoto. A encíclica do Papa é mais uma entre diversas boas notícias que têm ajudado a construir um bom momento para levar a um acordo de fato relevante - unindo-se ao forte movimento de organizações que têm retirado seus investimentos em combustíveis fósseis ao redor do mundo e ao fato das emissões globais de gases de efeito estufa não terem crescido em 2014, por exemplo.

    A expectativa para a encíclica é alta, e o bem-humorado vídeo abaixo ajuda a preparar o terreno.

     

    *Pedro Telles é da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil

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  • O futuro das bacias hidrográficas

    Postado por Alan Azevedo - 13 - jun - 2015 às 14:00

     

    O nono e último vídeo sobre o seminário “ÁGUA & EDUCAÇÃO – Práticas e Reflexões", realizado em São Paulo em parceria com o Instituto 5 Elementos, Namu, Nace Pteca, OCA – Laboratório de Educação e Política Ambiental da Esalq e Sala Crisantempo, fala sobre o futuro das bacias hidrográficas. A região Sudeste sofre há mais de um ano com uma crise hídrica histórica, e as leis de proteção ambiental são importantes mecanismo que podem garantir o abastecimento de água.

    A convidada desse último bloco é a professora doutora Sueli Furlan, do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo. Atualmente desenvolvendo pesquisas socioambientais em Conservação de Florestas tropicais, Furlan adentra na questão de Áreas de Proteção Permanente (APP) de morro.

    A questão é sensível porque são os topos dos morros que cercam as bacias hidrográficas que garantem grande parte da preservação dos mananciais, mas a lei é inadequada e permite a silvicultura, por exemplo.

    “Precisamos mudar a narrativa, colocar a natureza no centro da política. Se assim acontecer, talvez a gente tenha a terá organizada de outra forma”, talvez, segundo ela, poderíamos assim ter um mundo mais protagonizado pelos povos e pelas comunidades e não pelos poderes organizados.

    Relembre os outros episódios e se eduque sobre Água. Saiba tudo sobre a crise assistindo aos outros oito capítulos:

    Assista também os outros episódios:



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  • Futebol para defender as geleiras do Chile

    Postado por Alan Azevedo - 12 - jun - 2015 às 15:33

    Em cima, foto tirada em 1928 de uma geleira chilena (©Archivo Museo Salesiano/De Agostini). Abaixo, foto comparativa do mesmo local, tirada em 2004 (©Greenpeace/Daniel Beltrá).

     

    Com a apresentação da equipe ontem, a seleção de futebol da República Glaciar, país fundado pelo Greenpeace para proteger as geleiras de todo o Chile, está preparada para jogar os jogos de sua vida – literalmente.

    Após um dia da estreia da Copa América, disputada no Chile, a seleção glaciar apresentou seus jogares, que irão a campo todas as quartas-feiras, quando a Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados do Chile se reúne para votar a Lei Glaciar. A votação pode aprovar uma de duas leis propostas: a primeira é do governo, que pretende proteger “algumas” geleiras, enquanto a outra, formulada pelo Greenpeace, estipula a proteção integral.

    Assista ao vídeo da seleção da República Glaciar:

     

    “Só um pode ganhar o duelo. Serão partidas difíceis”, diz Matías Asún, diretor do Greenpeace Chile. A seleção da República Glaciar formará o Conselho Sulamericano de Novas Federações (CSANF), representante aqui na América do Sul da Federação Internacional do Futebol (FIFA). “Vamos representar uma partida de futebol nessas ocasiões e convidar as pessoas para que torçam pela aprovação da lei indicada pelo Greenpeace”, explica Asún.

    O Greenpeace Chile fundou a República Glaciar em 5 de março de 2014. É um novo país sobre 23 mil km2 de geleiras na região dos Andes, criado a partir da falta de reconhecimento desse território pelo governo chileno.

    O famoso poeta chileno Nicanor Parra, a escritora Isabel Allende e diversas outras personalidades chilenas se juntaram à causa desse país. Uma grande vitória dessa seleção aconteceu em maio do ano passado, quando a presidente do Chile Michelle Bachelet se comprometeu com uma lei de proteção glaciar.

    Um ano depois, durante seu discurso presidencial, Bachellet disse: “já iniciamos a discussão sobre a moção parlamentar, tratando essa matéria [as geleiras] de maneira ampla com o mundo científico, social, econômico e político”. Com essas palavras, a presidente reafirmou seu compromisso de ter um projeto de lei sobre geleiras. Mas, para o Greenpeace, esta lei que o governo propõe não protege a região.

    “As geleiras do Chile representam 82% de todos os glaciares da América do Sul. Essas formações de gelo são as reservas de água natural mais importantes do país, e por isso devem permanecer intocadas”, observa Asún. “Por isso precisamos que as geleiras vençam, então convidamos os cidadãos a se tornarem fãs dessa seleção”.

    Torça pela seleção da República Glaciar. Estamos jogando as finais e precisamos do seu suporte. Clique aqui e apoie a proteção completa das geleiras. Leia mais >

  • "Crise hídrica anunciada"

    Postado por Alan Azevedo - 7 - jun - 2015 às 15:00 2 comentários

     

    Uma das últimas partes do seminário “ÁGUA & EDUCAÇÃO – Práticas e Reflexões", realizado em São Paulo pelo Greenpeace e organizações parceiras, o oitavo vídeo estuda o comportamento omisso da sociedade em relação aos governantes no contexto da crise hídrica.

    “Por que, apesar desse quadro que estamos vivenciando, é tão difícil mobilizar as pessoas?”. Esse é o questionamento do professor Pedro Jacobi, do Programa de Pós Graduação em Ciência Ambiental da Universidade de São Paulo (USP). “Dois pontos importantes: transparência e prestação de contas. Mas a sociedade brasileira não tem questionado pela falta de transparência”.

    Analisando o panorama político-social da crise, Jacobi debate desde a falta de participação do cidadão em cobrar transparência do poder público até a questão do passivo ambiental: “nós dispomos de fontes de recursos hídricos, mas as deterioramos em virtude da omissão e da irresponsabilidade do governo de não implementar sistemas adequados de tratamento e saneamento. É uma crise anunciada”.

    Assista também os outros episódios:

    -       1º vídeo: André Biazoti discute a percepção da sociedade sobre a água

    -       2º vídeo: Adriano Sampaio estuda os rios e nascentes esquecidos

    -       3º vídeo: Arpad Spalding comenta a importância da proteção dos mananciais

    -       4º vídeo: Claudia Visoni é do movimento Cisterna Já e mostra o que cada cidadão pode fazer para garantir água

    -       5º vídeo: Luis de Campos mostra uma São Paulo pouco conhecida, repleta de rios

    -       6º vídeo: Marussia Whately, da Aliança pela Água, debate sobre as responsabilidades e soluções

    -       7º vídeo: Eda Tassara explica que educar é socializar e mostra a dificuldade de lidar com a crise Leia mais >

  • Educar é socializar

    Postado por Alan Azevedo - 6 - jun - 2015 às 14:00

     

    A crise hídrica na região Sudeste não é mais novidade. Há mais de um ano ela insiste em nos perseguir, como uma sombra nos calcanhares. Por isso o Greenpeace entende que é prioridade debater a questão, e levar mais informações para toda a sociedade civil.

    Sendo assim, seguimos com a divulgação de nove vídeos sobre o seminário “ÁGUA & EDUCAÇÃO – Práticas e Reflexões", realizado em São Paulo em parceria com o Instituto 5 Elementos, Namu, Nace Pteca, OCA – Laboratório de Educação e Política Ambiental da Esalq e Sala Crisantempo

    Para o sétimo vídeo da série, separamos a fala de Eda Tassara, professora Titular do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) e presidente da Comissão Estadual de São Paulo do Instituto Brasileiro de Educação Ciência e Cultura (IBECC/ Unesco).

    Analisando o comportamento da sociedade em tempos de crise, a professora admite que educação é a principal arma para gerir esse quadro de emergência: “a educação é responsável pela socialização. Obviamente que estamos socializando as pessoas num campo de produção corroborando com a crise”.

    Veja esse vídeo e também os episódios anteriores:

    -       1º vídeo: André Biazoti discute a percepção da sociedade sobre a água

    -       2º vídeo: Adriano Sampaio estuda os rios e nascentes esquecidos

    -       3º vídeo: Arpad Spalding comenta a importância da proteção dos mananciais

    -       4º vídeo: Claudia Visoni é do movimento Cisterna Já e mostra o que cada cidadão pode fazer para garantir água

    -       5º vídeo: Luis de Campos mostra uma São Paulo pouco conhecida, repleta de rios

    -       6º vídeo: Marussia Whately, da Aliança pela Água, debate sobre as responsabilidades e soluções Leia mais >

  • A #SemanaDoMeioAmbiente chegou

    Postado por Juliana Costta - 2 - jun - 2015 às 16:13

    O Dia do Meio Ambiente é comemorado todos os anos. Mas, dessa vez, ele chega com um gostinho todo especial para nós. Pois, com pequenas e grandes conquistas, renovamos nossa esperança no futuro e a força de vontade para continuar lutando por um mundo melhor.

    Enquanto magnatas do petróleo continuam a sugar a vida do planeta, mostramos que não precisamos ser dependentes dos combustíveis fósseis e que existem outras formas de energia, que trazem menos impactos ao meio ambiente e mais benefícios à população, como a energia solar.

    E o sol brilha para todos! A energia fotovoltaica vem mostrando, a cada dia mais, que além de uma solução para a política energética do país, pode ser também uma ferramenta de mudança social e um mercado com capacidade para gerar centenas de “empregos verdes”, levando dignidade e renda para populações esquecidas pelo poder público.

    Provamos isso através do projeto Juventude Solar, que além de ensinar a jovens o poder dessa energia, levou a duas escolas públicas a energia solar como fonte de eletricidade e de renda, em forma de desconto na conta de luz.

    Esse é também o ano da “virada de mesa” para as florestas. Queremos levar ao Congresso Nacional o projeto de lei pelo Desmatamento Zero, que busca acabar de vez com a destruição das florestas nativas brasileiras e, para isso, contamos você! Estamos perto - bem perto - de alcançar a marca de 1,43 milhão de assinaturas e assim que atingirmos essa meta, bateremos na porta da Casa do Povo para pedir sua aprovação. Não apenas pela proteção das florestas, mas para assegurar a sobrevivência de nossa fauna e flora e da nossa própria existência. Pois você já deve saber que: sem floresta, não há água!

    Temos que comemorar, ainda, os avanços no transporte não-motorizado. Pela primeira vez no país, a questão das ciclovias vem sendo discutida a sério. Já pensou no avanço que isso representa? Antes, pautas como essa sequer chegavam ao público, as pessoas simplesmente não se importavam. Mas agora a bicicleta é apresentada como uma solução para o tráfego caótico e para o clima, já que não emite gases do efeito estufa. Na maior capital do país, e em muitas cidades pelo Brasil, diversas pessoas já aderiram ao pedal, seja para se locomover ou para garantir uma melhor qualidade de vida.

    Claro, nem tudo são flores. Ainda há muito a ser feito, o meio ambiente continua em risco. Mas hoje é um dia para comemorar! Celebrar porque ainda há esperança de que podemos construir juntos o mundo que queremos e que cada atitude conta nessa jornada. Leia mais >

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