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Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Vocalista do Detonautas apóia Greenpeace

    Postado por Luana Lila - 28 - out - 2013 às 15:22

    Tico Santa Cruz, com a camiseta do Desmatamento Zero, mostra a placa pela libertação dos ativistas presos na Rússia (© Greenpeace)

     

    No último domingo, 27, o vocalista da banda Detonautas Roque Clube, Tico Santa Cruz, participou da 1ª Feira do Livro de Manaus e conversou com os voluntários do Greenpeace sobre o Desmatamento Zero.

    Atencioso, o músico vestiu a camiseta e assinou a petição da proposta de lei de iniciativa popular pelo Desmatamento Zero. Também apoiou a libertação dos ativistas do Greenpeace presos na Rússia. Em post publicado mais tarde em sua página no Facebook, ele demonstrou solidariedade à brasileira Ana Paula Maciel e aos outros ativistas: "O que está em jogo não é apenas o direito ao protesto pacífico. Mas principalmente, o direito de poder lutar por um mundo melhor", escreveu ele.

    Tico estava na feira para um bate-papo sobre os livros “Clube da Insônia” e “Tesão”, de sua autoria. O evento ocorre em Manaus desde o dia 25 e vai até o dia 3 de novembro. Os voluntários do Greenpeace estão presentes no local coletando assinaturas, realizando oficinas e informando o público sobre a situação dos 30 presos em Murmansk. 

    Tico Santa Cruz assina a petição pelo desmatamento zero (© Greenpeace) Leia mais >

     

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  • Chimarrão e solidariedade a Ana Paula

    Postado por Leonardo Medeiros - 27 - out - 2013 às 12:35

    Rosangela Maciel, mãe da ativista Ana Paula Maciel, no Parque da Redenção, em Porto Alegre, em roda de chimarrão da família. (©Greenpeace/Livia Pasqual)

    A chuva em Porto Alegre deu uma trégua na manhã de domingo e encheu com as cores da primavera o Parque da Redenção, o mais importante da capital gaúcha e o preferido de Ana Paula Maciel.

    A ativista de 31 anos, presa há mais de um mês na Rússia após protesto pacífico do Greenpeace, tinha como hábito tomar chimarrão aos domingos no local enquanto passeava pela tradicional feira de artesanatos.

    Para demonstrar seu apoio e amor a Ana Paula, a família decidiu organizar hoje uma roda de chimarrão no parque que a gaúcha costumava frequentar.

    “Convidamos amigos, tios e primos para transmitir nosso amor e mensagem de esperança a Ana Paula”, disse Rosângela Maciel, mãe da ativista. “Tomar chimarrão neste parque é uma das coisas que ela adora fazer quando está em Porto Alegre. Tenho certeza que, da próxima vez que nos reunirmos aqui, ela estará conosco.”

    Ana Paula está presa na cidade de Murmansk, noroeste da Rússia, com mais vinte e sete ativistas e dois jornalistas desde o dia 19 de setembro. O grupo participou de um protesto pacífico contra uma plataforma de petróleo da estatal russa Gazprom, no mar de Pechora, região do Ártico.

    Semana passada, Ana Paula teve negado o pedido de liberdade provisória –mediante fiança – para responder o processo em liberdade. Também semana passada, o comitê de investigação russo decidiu mudar as acusações de pirataria para vandalismo, um crime que pode render até sete anos de prisão.

    “A acusação de vandalismo é tão absurda quanto a de pirataria. Está claro que nossos ativistas não são nem uma coisa, nem outra. Eles são jovens que sonham e lutam de modo pacífico por uma mundo melhor, em que o meio ambiente seja preservado”, disse Sérgio Leitão, diretor de políticas públicas do Greenpeace Brasil. Leia mais >

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  • "E os outros ameaçados, como ficam?"

    Postado por Luana Lila - 25 - out - 2013 às 19:13 1 comentário

    Joelma, viúva de Dezinho, assumiu a luta do marido e também é ameaçada (© Greenpeace)

     

    Quem faz a pergunta acima é Maria Joel Dias da Costa, conhecida como Joelma, indignada com a absolvição dos apontados como responsáveis pelo assassinato de seu marido, José Dutra da Costa, o Dezinho. Líder sindical, Dezinho foi morto em 2000, em Rondon do Pará, por atuar na luta pela terra e pelos direitos dos trabalhadores rurais. 

    No julgamento que ocorreu na última quinta-feira, dia 24, o fazendeiro Lourival de Sousa Costa, acusado de ser um dos mandantes do crime, e Domício de Souza Neto, acusado como intermediário, foram absolvidos pelo júri, que considerou faltarem provas concretas do envolvimento dos réus.

    “Ontem, a grilagem, o latifúndio, o crime e a impunidade tiveram uma grande conquista, pois o resultado do julgamento é um incentivo à matança de trabalhadores rurais. A família que luta por justiça fica presa, ameaçada, enquanto quem assassina fica livre”, afirmou Francisco de Assis Solidade, presidente da Fetagri-PA (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Pará).

    “Como viúva, eu vejo esse resultado com muita tristeza. Depois de 13 anos, só agora a gente conseguiu colocar um dos mandantes no banco dos réus. Mas mais uma vez a justiça do Pará mostrou que quem tem o poder de comando é quem mata, enquanto quem morre é o verdadeiro condenado”, afirma Joelma.

    Maria Joel Dias da Costa, a Joelma, assumiu a luta do marido após o assassinato, mas hoje ela está entre as 38 pessoas ameaçadas de morte no sul e sudeste do Pará e vive com escolta policial. Sua história foi contada no site da Pública junto com a de outras nove mulheres ameaçadas devido a conflitos agrários.

     “Em um Estado incapaz de combater ilegalidades como a grilagem de terras e a destruição da floresta, as lideranças comunitárias rurais cumprem um importante e corajoso papel na proteção do meio ambiente e dos direitos das minorias. Mas a impunidade vista em crimes como esse contribui para deixar a situação dessas pessoas ainda mais vulnerável” afirma Danicley de Aguiar, da Campanha Amazônia do Greenpeace.

    De fato, um levantamento realizado pela CPT mostrou a dificuldade que o país tem para punir os crimes no campo. De 1985 a 2012, foram 679 casos de assassinatos na Amazônia Legal, com 961 vítimas no total. Desses casos, apenas 34 foram julgados, condenando 19 mandantes e 26 executores.

    O assassinato de Dezinho foi denunciado na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos), em 2007, apontando a morosidade da justiça do Pará, a omissão do Estado brasileiro para proteger a vítima e o descaso na apuração do crime. Em 2008, a Comissão reconheceu indícios de que as autoridades brasileiras não empreenderam esforços suficientes para prevenir e investigar o caso. Leia mais >

  • Plano Nacional de Contingência sai da gaveta

    Postado por Marina Yamaoka - 22 - out - 2013 às 18:39 2 comentários

    Plataformas exploram petróleo na Bacia de Santos (©Greenpeace/Rodrigo Paiva/RPCI)

     

    Após um dia da realização do Leilão do Campo de Libra, o Ministério de Minas e Energia publicou notícia afirmando que a presidenta Dilma Rousseff aprovou o Decreto que institui o Plano Nacional de Contingência para acidentes em caso de vazamento de petróleo em águas nacionais.

    Desde 2010, o governo brasileiro prometia tirar o Plano da gaveta e após o primeiro leilão do pré-sal, o fez. O conteúdo detalhado será publicado amanhã no Diário Oficial, mas o ministro Edison Lobão e a ministra Isabella Teixeira apresentaram algumas das instâncias que devem ser criadas para comandar as ações imediatas em caso de acidente. 

    Haverá, por exemplo, um Comitê Executivo responsável pela proposição das diretrizes para a implementação do Plano, mas a notícia não define exatamente quais são estas. Espera-se que um instrumento tão importante como este traga as definições exatas e necessárias para a proteção e defesa dos recursos naturais brasileiros.  Leia mais >

  • Chimarrão para Ana Paula

    Postado por Bernardo Camara - 22 - out - 2013 às 14:49 3 comentários

    Ana Paula já está presa há mais de um mês, após protesto pacífico. Foto © Dmitri Sharomov / Greenpeace

    No próximo domingo, a família de Ana Paula Maciel, a ativista gaúcha que está presa na Rússia, vai se reunir em peso no Parque da Redenção, em Porto Alegre. Com chimarrão à vontade, eles vão fazer um ato de solidariedade pedindo a liberdade de Ana e de seus 29 colegas que também estão em prisão preventiva, acusados de pirataria. Os ativistas foram presos no dia 19 de setembro, após um protesto pacífico contra a exploração de petróleo no Ártico.

    “Vamos reunir amigos, parentes, tios, primos, avós, todo mundo”, disse Rosangela Maciel, mãe da bióloga Ana Paula. “Ela gostava muito de ir pra lá tomar chimarrão, ver a feira de artesanato. Às vezes passava o dia inteiro no parque, que tem muita grama, sombra, árvores. Então é até uma homenagem a ela”, explicou.

    Apesar de o ato ser organizado pela família, dona Rosangela ressalta que todos são bem vindos. É só levar um chimarrão e se juntar ao coro pela libertação de Ana Paula e dos demais ativistas.

    Local: Porto Alegre - Parque da Redenção (ao lado Monumento aos Expedicionários)
    Horário: 10h às 14h

    Confirme sua presença no evento que criamos no Facebook.

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  • "Estar preso é como uma morte lenta"

    Postado por Alan Azevedo - 21 - out - 2013 às 11:34 6 comentários

    Alexandra Harris em audiência na corte de Murmansk, na Rússia. Na ocasião, sua fiança foi negada pela justiça russa. (© Dmitri Sharomov / Greenpeace)

     
    A vida na cadeia não é fácil, ainda mais para aqueles que têm a natureza e a liberdade como ingredientes essenciais para viver. Os vinte e oito ativistas do Greenpeace e os dois jornalistas freelancers tentam driblar as circuntâncias e encontram nas cartas um certo refúgio.

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    Os ativistas rebem algumas correspondências e escrevem também, exercício que alguns reconhecem como “primordial” para lidar com a solidão da cadeia. Alexandra Harris, uma das ativistas do Greenpeace presa em Murmansk, na Rússia, escreve uma carta emocionada aos familiares contando de seu dia-a-dia na prisão.

    “Sábado, 13 de outubro

    Queridos mãe, pai e Georgie,

    Está muito frio agora. Nevou noite passada. A nevasca soprou na minha janela quase sem vedação, e eu tive de dormir vestida com meu chapéu. Estou nervosa de passar o inverno aqui. Eu tenho um aquecedor na minha cela, mas é a brisa do Ártico que deixa esse lugar tão gelado. Ouvi dizer que em dezembro, Murmansk fica escura por seis semanas. Deus, espero estar fora daqui até lá.

    Nada de mais acontece nos finais de semana na prisão. São, definitivamente, os piores dois dias da semana. Ao menos, durante a semana, eu vejo meu advogado e tenho algumas notícias. Na quinta-feira eu finalmente vi algumas cartas que as pessoas me enviaram. Foi tão legal que chorei. Tem uma de vocês no meio. Georgie me fez rir ao assinar na carta a mensagem “Chin up” (ou “cabeça erguida”). Ha ha! Estou na prisão mas tentarei manter minha cabeça erguida.

    Aos sábados, temos a revoltante noite das almondêgas. Eca! As meninas riram que eu já sabia o cardápio de cor. Mas hoje tem banho, o que é muito bom. O chuveiro é como uma cachoeira, o que é ótimo.

    Semana que vem volto à corte para apelar, o que é algo sem sentido porque eles já negaram minha fiança uma vez. Mas qualquer coisa para sair da minha cela! E se eu tiver sorte, talvez possa ver alguns dos outros.

    Estou preocupada com o que pode acontecer. Tenho momentos de pânico, mas então tento dizer a mim mesma que não tem nada que eu possa fazer aqui, então não há razão para me preocupar. Mas é difícil. Será que o meu futuro é apodrecer numa prisão em Murmansk? Bom, eu realmente espero que não.

    Estar preso é a mesma coisa que uma morte lenta: você literalmente perde a vontade de viver e passa apenas a contar os dias. São dois meses desperdiçados e eu espero que esse tempo não se prolongue. Dito isto, estou me acostumando, fazendo um pouco de yoga. Acho difícil meditar, muitas preocupações na minha mente, acredito que vocês compreendam. O canal de música ajuda muito. Toda noite toca “I Will Survive”, e a Camila [Speziale, ativista argentina também em detenção] e eu batucamos na parede o ritmo da canção. Conversar com as meninas diariamente ajuda também. Ainda conseguimos dar umas risadas, o que é ótimo sob as atuais curcunstâncias. Recebemos também um aparelho para aquecer a água – por dias acreditei que fosse para cachear os cabelos. Quando reclamei para as garotas que a equipe de suporte poderia ter enviado coisas mais práticas que um cacheador de cabelo, as meninas cairam na risada.

    A cama também não facilita muito as coisas. Aguardo uma massagem quando eu sair.

    Sou uma pessoa diferente agora; mais forte, eu choro menos, o que é bom. E eu estou tão agradecida à vida, não tomarei mais nada como certeza daqui para frente.

    Espero que vocês estejam todos bem. Espero também que as notícias estejam morrendo lentamente. Estou tentando muito não perder as esperanças.

    Amo vocês, Alex”

    Mais de um milhão e meio de pessoas já enviaram mensagens às embaixadas russas do mundo inteiro. A cada dia, crescem as manifestações não só da sociedade civil, mas de autoridades - como a presidenta do Brasil Dilma Rousseff e a chanceler alemã Angela Merkel - e organizações que querem a liberdade do grupo. Ajude você também, assine a petição para pressionar o governo russo a libertar os 30.

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  • 30 coisas para fazer pelos 30 do Ártico

    Postado por Juliana Costa - 18 - out - 2013 às 14:33 4 comentários

    Muitas pessoas tem nos perguntado o que fazer para ajudar os ativistas presos, principalmente quando estão distantes das cidades que organizamos atos de solidariedade. Por isso fizemos essa lista de 30 coisas a se fazer:

    1. Enviar email à embaixada russa e à Presidenta Dilma
    2. Ligar na embaixada russa: (61) 3223.3094/4094
    3. Compartilhar no seu Facebook a página para enviar o email à embaixada
    4. Tweetar em seu perfil do Twitter a página para enviar o email à embaixada
    5. Ver e compartilhar o vídeo do momento da ação
    6. Trocar a capa do seu perfil do Facebook para a capa de apoio aos ativistas
    7. Tweetar para que as grandes personalidades do Twitter apoiem os ativistas presos
    8. Colocar em seu blog o banner que convida as pessoas a mandarem e-mails à embaixada
    9. Colocar em sua foto dos perfis das redes sociais o Twibbon
    10. Enviar um email aos seus amigos pedindo para que eles também enviem o email à embaixada russa
    11. Ver e compartilhar o vídeo da parceria entre Shell e Gazprom.
    12. Doar um tweet por dia para nós.
    13. Acessar a página da Shell e da Gazprom no Facebook e questioná-los sobre essa perigosa parceria.
    14. Acessar a página da Gazprom no Facebook e questioná-los sobre os ativistas do Greenpeace
    15. Escrever um post para seu blog com o que está acontecendo com nossos ativistas
    16. Organizar uma pequena vigília em apoio aos ativistas em algum parque ou praça de sua cidade
    17. Escrever uma carta ou email para o jornal principal da sua cidade contando para ele o que está acontecendo com os ativistas e pedindo para que eles divulguem.
    18. Escrever comentários positivos em matérias publicadas em jornais online e convidando as pessoas à enviarem o email à embaixada russa
    19. Criar e compartilhar imagens ou memes da situação na Rússia
    20. Imprimir essas placas, juntar alguns amigos e tirar uma foto em apoio aos ativistas. E não se esqueça de nos enviar ;)
    21. Faça uma arte (grafite, desenho, ilustração) e mande para nós divulgarmos.
    22. Mande uma carta de apoio aos nossos ativistas
          Rua Alvarenga, 2331 – Butantã
          05509-006
          São Paulo - SP
    23. Componha uma música para os ativistas
    24. Escreva uma poesia para os ativistas
    25. Envie fotos de apoio aos ativistas com a hashtag #LibertemOs30
    26. Criar um twitaço com seus amigos para promover a hashtag #LibertemOs30
    27. Enviar uma carta à seu deputado, governador ou senador mostrando seu apoio e pedindo para que apoie também
    28. Imprimir folhetos sobre o que está acontecendo na Rússia e deixar em comércios da sua cidade
    29. Fazer um vídeo de apoio aos ativistas e divulgá-lo
    30. Se você estuda converse com seus colegas a respeito e peça para eles participarem também do movimento pela libertação dos ativistas. Leia mais >

  • Escritório do Greenpeace é invadido

    Postado por Alan Azevedo - 18 - out - 2013 às 11:46 4 comentários

     
    No dia em que se completa um mês do protesto pacífico que resultou na prisão de 28 ativistas e de dois jornalistas, a parte exterior do escritório do Greenpeace na cidade de Murmansk, noroeste da Rússia, foi invadida durante a noite.

    Imagens do circuito interno de segurança mostram seis homens de rostos cobertos invadindo a parte exterior do escritório. Uma jaula que seria utilizada para um ato de solidariedade aos ativistas foi levada, mas não se sabe se foram os seis homens. O interior do escritório não foi invadido.

    O escritório foi montado provisoriamente pelo Greenpeace na cidade para prestar assistência institucional e jurídica aos ativistas e jornalistas presos pelo governo russo.

    Abaixo as fotos e um vídeo com as imagens completas do sistema de segurança.

     

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  • Prêmio, reconhecimento e homenagens

    Postado por Alan Azevedo - 17 - out - 2013 às 11:09

     
    A noite de ontem foi muito especial para o fotógrafo espanhol Daniel Beltrá, que ficou em segundo lugar no prestigiado concurso “Wildlife Photojournalist of the Year” (ou fotojornalista de vida animal do ano, em tradução livre). O prêmio veio graças a uma série de fotografias da construção da usina de Belo Monte, em plena floresta amazônica, e suas consequências.

    Beltrá recebeu o prêmio numa cerimônia realizada no Museu de História Nacional de Londres, dia 15. Entretanto, o fotógrafo diz não conseguir comemorar, se referindo ao ativistas presos em Murmansk: “Como eu poderia celebrar enquanto pessoas que eu conheço estão presas há semanas na Rússia por protestos pacíficos?”.

    Por duas décadas, Beltrá trabalhou como fotógrafo freelancer, segundo ele, ao lado de inúmeros talentos, pessoas corajosas e dedicadas, que davam seu tempo para criar um mundo melhor. Já havia viajado pelos quatro cantos do mundo quando, em 2012, integrou o Greenpeace Internacional, também como freelancer, para capturar imagens do degelo no Ártico.

    O fotógrafo é atento a constante degradação de diferentes biomas espalhados pelo globo: “Nosso mundo está derretendo na frente dos nossos olhos, mas parece que ainda não compreendemos a urgência dessa crise”. E completa: “Depois de fotografar o vazamento de óleo no Golfo do México, fico estarrecido com qualquer um que tente justificar a exploração de petróleo em áreas frágeis”.

    Analisando os fatos, Beltrá reconhece que poderia estar no lugar do amigo Denis Sinyakov, fotógrafo freelancer que acompanhava o protesto contra a Gazprom. Humildemente, o fotógrafo homenageia os colegas: “Eu quero dedicar esse prêmio ao Denis, ao ativistas do Arctic Sunrise, ao cinegrafista freelancer Kieron Bryan e especialmente ao meu amigo Peter Willcox, capitão do navio”. Leia mais >

  • Mais apoio na Câmara dos Deputados

    Postado por Marina Yamaoka - 16 - out - 2013 às 11:48 1 comentário

    A Frente Parlamentar de Defesa dos Direitos Humanos (FPDDH) se reúne hoje, 18h, no Plenário 14 da Câmara dos Deputados, em ato pela libertação de Ana Paula Maciel. A ativista brasileira estava a bordo do navio Arctic Sunrise e foi presa com outras 29 pessoas. A Guarda Costeira Russa invadiu ilegalmente o navio após protesto pacífico do Greenpeace realizado na plataforma da petroleira estatal russa Gazprom, no mar de Pécora.

    Os ativistas e os jornalistas foram levados à Murmansk, onde estão detidos e são acusados de pirataria, podendo ficar presos por até 15 anos. Na semana passada, a Frente Parlamentar fez um ato no Hall da Taquigrafia, também na Câmara dos Deputados, no qual coletou assinaturas em apoio à Ana Paula. A deputada Erika Kokay (PT-DF) definiu o ato como uma forma de defender a liberdade de expressão do povo, “é uma questão de direitos humanos.”

    O apoio pela libertação de Ana Paula e dos outros ativistas também veio da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa e da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, ambas do Senado Federal.

    Este apoio que chega de diversas frentes é importante para ajudar na libertação de Ana Paula e é por isso que a Frente Parlamentar convida todos para que participem do ato solidário.

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