Greenblog

Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Uberlândia ensolarada

    Postado por Marina Yamaoka - 11 - abr - 2015 às 16:26

    Painéis solares são instalados na Escola Municipal Milton Magalhães Porto, em Uberlândia, Minas Gerais (©Alsol)

     

    O dia começou animado e ainda mais ensolarado do que de costume em Uberlândia. Isso porque, como diriam os mineiros, o “trem” começou: deu-se início à instalação de painéis solares no telhado da Escola Municipal Professor Milton Magalhães Porto. “Acreditamos no poder transformador da Educação, por isso a escolha de demonstrar que a energia solar já é viável em escolas públicas”, comenta Bárbara Rubim, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace.

    A instalação conta com a participação de parte dos Multiplicadores Solares, jovens que foram treinados em março pelo Greenpeace e que tem a missão de disseminar o conhecimento sobre energia solar em todo o Brasil.  Eles vieram colocar a mão nas placas e subir no telhado, como parte da capacitação que recebem da organização. A expectativa é a de que os painéis solares já estejam conectados à rede elétrica na terça-feira, 14, gerando eletricidade a partir do Sol e abastecendo parte do consumo da escola.

    A Escola Municipal Professor Milton Magalhães Porto é uma das duas escolas públicas que participam de um  crowdfunding (financiamento coletivo) para que seja possível arcar com os custos dos sistemas fotovoltaicos. Estamos na reta final do crowdfunding e precisamos de toda colaboração para poder concretizar as instalações e o sonho de ter um Brasil com mais energia limpa e renovável. Ajude-nos. Acesse, doe e compartilhe esta ideia!

    Outros Valores

    Mais de 2000 pessoas já apoiaram este projeto, inclusive, o ator Caio Blat e o diretor de cinema, Fernando Meirelles, que vai beneficiar estudantes que passarão a ter mais atividades extracurriculares com o valor da economia da conta de luz de suas escolas. Quer saber mais? Veja o recado do Fernando: Leia mais >

     

  • Convocatória para Semana Nacional de Mobilização Indígena

    Postado por MNI - 10 - abr - 2015 às 17:37

    Arte: Mobilização Nacional Indígena Leia mais >

     Mobilização Nacional Indígena reúne mais de mil lideranças em Brasília

    Para dar continuidade à luta pelos direitos indígenas, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) convocou a todos os povos, organizações e lideranças indígenas, seus aliados e parceiros da sociedade civil a participarem da Semana de Mobilização Nacional Indígena 2015, a ser realizada de 13 a 16 de abril. Estão previstas manifestações em Brasília (DF), onde ocorrerá o Acampamento Terra Livre (ATL), e, simultaneamente, acontecerão atividades em todas as regiões do país.

    Leia mais no blog da Mobilização Nacional Indígena.

  • 1º de Abril!

    Postado por Clarissa Beretz - 1 - abr - 2015 às 9:28 1 comentário

    Rá! Pegadinha do malandro! No dia da mentira publicamos um post falso, mas que poderia ser verdadeiro. Na avalanche de absurdos na gestão da crise hídrica e tantas falsas promessas, a gente já nem sabe em quê acreditar.

    Parece mesmo lorota: falta água na terra da garoa. O Governo do Estado foi incapaz de planejar o uso sustentável do recurso e de conservar os mananciais que abastecem a região. Além destes paradoxos que levaram à crise, mais um contra-senso ultrajante: contratos firmados entre a Sabesp e grandes empresas concedem desconto para quem consumir mais água. Mentira? Hahahahaha, parece, tamanha incoerência. Mas é verdade.

    Exigimos do governador Geraldo Alckmin e da Sabesp o fim dos descontos a grandes consumidores. São 537 instituições que pagam menos do que deviam pela água, recebendo incentivo para desperdiçarem, e não para economizarem. Juntas, consomem cerca de 2,25 bilhões de litros por mês, o suficiente para atender cerca de 400 mil pessoas.

    Enquanto a população deveria ser tratada com prioridade, o que vemos é uma política inversa, que trata a água como mercadoria, e não um recurso vital, direito de todos.

    Junte-se a nós para acabar com essa inconveniente verdade: pressione pelo fim dos contratos em www.aguaparaquem.org.br

    Faça o teste

     

     

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  • Um guerreiro no céu

    Postado por André F. Kishimoto - 31 - mar - 2015 às 12:28 1 comentário

    Fabiano Romero ObregónNo último final de semana, mais um guerreiro partiu deste mundo. O Greenpeace está em luto pelo falecimento do companheiro de ativismo Fabiano Romero Obregón, aos 39 anos, na madrugada deste domingo (29/03).

    A trajetória de Fabiano começou no Greenpeace em 1997, na área de captação de recursos e suporte aos colaboradores. Sempre muito engajado com a proteção ao meio ambiente e o trabalho da organização, participou de diversas atividades, expedições e ações diretas ao longo dos anos. Contribuiu muito para o crescimento do Greenpeace no Brasil. Em 2013, foi buscar novos desafios em outra ONG ambientalista, a WWF.

    Fica um grande vazio para todos aqueles que conheceram o Fabiano, mas temos certeza de que onde quer que eles esteja ele estará nos ajudando a construir o mundo melhor que tanto queremos.

    Fabiano deixa esposa e uma filha. Figura marcante e muito carismática, deixará muita saudade. Descanse em paz, guerreiro. Leia mais >

  • Dia de Sol na Benedito Calixto

    Postado por Marina Yamaoka - 28 - mar - 2015 às 19:33

    A tradicional feira de artesanato e antiguidades da Praça Benedito Calixto contou com  um expositor diferente hoje. Entre os mais de 300 participantes habituais, havia uma barraca verde que chamava a atenção de quem passava: eram os voluntários do Greenpeace que levaram carregadores solares de celular e tablets e, mais do que isso, conhecimento para compartilhar sobre a energia solar.

    Durante o sábado, eles falaram sobre os benefícios da energia solar, mostraram na prática o que os raios que nos iluminam podem fazer e ainda explicaram o projeto de instalação de painéis solares em duas escolas públicas.

     

    O Greenpeace quer mostrar que a energia solar já é uma realidade no Brasil e para isso vai instalar painéis solares em duas escolas públicas, uma em Uberlândia e outra em São Paulo. As escolas passarão a ser iluminadas por energia limpa e renovável e o desconto que terão em suas contas de luz ainda será revertido em atividades culturais para mais de 1800 estudantes.

    Para que este projeto se torne realidade, precisamos da sua ajuda! Acesse www.greenpeace.org.br/escolasolar e colabore para que o futuro do Brasil e dessas crianças seja mais renovável! 

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  • Educação para sobreviver à crise em SP

    Postado por Luciano Dantas - 24 - mar - 2015 às 15:23 1 comentário

    Especialistas apostam na Educação Ambiental para evitar o colapso hídrico em SP

    “São as águas de março fechando o verão”, é a seca que afeta cada cidadão. As chuvas do terceiro mês do ano elevam os níveis dos reservatórios que abastacem a região metropolitana de São Paulo, trazendo um falso alívio para a população, que por vezes, não se dá conta da chegada do outono e da estiagem típica da temporada.

    É no contexto de preparar a população sobre o uso da água para melhor atravessar o período de escassez do recurso, que o seminário “ÁGUA & EDUCAÇÃO – Práticas e Reflexões", reúne, nesta quinta-feira, um time de peso na capital paulista.

    Programação completa do seminário desta quinta-feira, 26/03, na Sala Crisantempo. Leia mais >

    Organizado pelo Greenpeace, Instituto 5 Elementos, Namu, Nace Pteca, OCA – Laboratório de Educação e Política Ambiental da Esalq e Sala Crisantempo, o evento traz especialistas hídricos e educadores ambientais, como Marussia Whately (Aliança pela Água e ISA), Pedro Roberto Jacobi (USP), a jornalista Paulina Chamorro, membros dos coletivos Cisterna Já, Rios e Ruas, Bora Plantar, entre outros, para elencar aspectos, ações coletivas e mudanças de comportamento que devem ser adotadas para garantir a segurança hídrica do estado.

    “O que todos deveriam saber sobre a água”, “Existe água em São Paulo”, a apresentação do painel de práticas “Cuidando das Águas”, reflexões e análises prometem uma tarde de troca de experiências para educar, transformar e mobilizar.

    Serviço: Seminário ÁGUA & EDUCAÇÃO – Práticas e Reflexões
    Data: 26 de março de 2015
    Horário: das 15h às 21h40
    Local: Sala Crisantempo - Rua Fidalga, 521 - V. Madalena
    $$$: Grátis.
    Lotação da sala: 100 vagas e serão distribuídas senhas a partir das 14h30 - com transmissão pelo site http://www.aguaparaquem.org.br/aovivo

    Veja como foi o seminário:

     

  • Pela defesa das ciclovias

    Postado por Fabiana Alves* - 24 - mar - 2015 às 13:39

    (©Steve Morgan/Greenpeace)

     

    A polêmica sobre as ciclofaixas corre solta desde que elas começaram a ser implementadas em 2014. Na semana passada, foi dado mais um passo em direção ao retrocesso quando o Ministério Público Estadual (MPE) entrou com uma ação civil pública contra a implementação de ciclovias em São Paulo, pedindo para que as construções de fossem suspensas e que o governo recomponha o pavimento utilizado pelas ciclovias já existentes. Um dos argumentos é que falta estudo prévio de impacto viário e projetos executivos para as obras, mas para além de criticar a forma de execução, a ação questiona o valor da política pública em si. Em uma cidade em que o carro sempre foi priorizado, mudar a ótica do transporte tornou-se um verdadeiro desafio.

    Não sem motivo, os ciclistas ocuparam as ruas de São Paulo na última sexta-feira, 19 de março, para protestarem contra a ação movida pelo MPE e ainda marcaram um novo Manisfesto a favor das Ciclovias marcado para sexta-feira, 27 de março. O Greenpeace assina embaixo a resposta dada ao MPE por mais de 20 organizações de ciclistas e da sociedade civil em favor às ciclovias e contra o parecer do MPE.

    As ciclovias representam segurança não apenas para o ciclista, como para todas as pessoas que utilizam os diferentes modais de transporte presentes no dia-a-dia paulistano. Garantir a segurança do ciclista é incentivar que cada vez mais pessoas deixem o carro e utilizem a bicicleta no seu dia-a-dia. O uso da bicicleta beneficia o indivíduo e o meio ambiente por ser um dos poucos meios de transporte completamente livre de emissões de gases de efeito estufa.

    Em pesquisa feita pela Rede Nossa São Paulo/Ibope, de 2014, 26% dos 519 entrevistados afirmaram que utilizariam a bicicleta como meio de transporte caso houvesse construção de ciclovias. Além disso, a mesma pesquisa mostra que houve aumento de 50% no número de usuários de bicicletas entre 2013 e 2014. Esses dados mostram a importância crescente da bicicleta como meio de transporte em São Paulo. Barrar a construção de ciclovias vai contra os próprios dados apresentados, que refletem a necessidade de trazer segurança para o ciclista.

    Parte da ação do MPE afirma que o carro é o modal de transporte que transporta o maior número de pessoas no município, o que não é verdadeiro, porque a maior parte dos paulistanos se desloca a pé e por meio do transporte público, de acordo com pesquisa Origem e Destino do Metro, de 2007. As políticas de mobilidade urbana deveriam aumentar a oferta de transporte coletivo e os meios de transporte alternativo, como a bicicleta, além de restringir o uso do carro, para que haja a migração necessária para salvar as cidades do caos urbano instalado pelo tráfego intenso.

    Cada paulistano que sai do carro e sobe na bike representa uma esperança de São Paulo voltar a ser uma cidade habitada por pessoas. Não podemos regredir em uma política que tanto benefício traz à cidade. As ciclovias representam o futuro de uma cidade que volta a ser movida por pessoas.

    *Fabiana Alves é da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil Leia mais >

  • Arte e bom humor contra a crise da água

    Postado por Luciano Dantas - 22 - mar - 2015 às 12:16

    Lambe-lambes pela cidade ajudam a disseminar dicas de adaptação e aumentar a pressão sobre o governo estadual. Manual de Sobrevivência também é lançado neste Dia Mundial da Água

    São Paulo enfrente a maior crise hídrica de sua história. (© Bruno Fernandes / Greenpeace).

    São Paulo amanheceu diferente nesse 22 de março, Dia Mundial da Água. Em todos os cantos da cidade, muros, ruas, avenidas e viadutos, lambe-lambes passam dicas e mensagens para nos adaptarmos à uma das maiores crises ambientais da história da cidade: a falta de água nas torneiras de milhões de paulistanos. Com bom humor, os lambes também querem que a população pressione o governo estadual - o maior responsável pela destruição dos mananciais que abastecem a cidade - para o enfrentamento responsável da crise.

    A ação tem o objetivo de informar, mobilizar e aumentar a consciência sobre formas de adaptação e de responsabilização em relação à crise. Trata-se de uma oportunidade da sociedade civil se mover em direção ao uso consciente do recurso consciente e cobrar pelo abastecimento prioritário da população e não apenas dos grandes consumidores.

      

    Além de espalharmos os lambes pela cidade, também queremos que você tenha autonomia de tomar essa iniciativa. Para isso, disponibilizamos o material para ser colado em espaços públicos. É uma forma de intervenção criativa e não-comercial na cidade, com o poder de despertar as pessoas para reflexões que em geral não estão presentes no nosso cotidiano. Vale ressaltar que lambe-lambe não é crime, mas é preciso cuidado sobre onde e como colar sua mensagem por aí.

    Neste link disponibilizamos um guia rápido de como preparar seu lambe-lambe. Imprima aqui as artes, reúna seus amigos e se manifeste, a cidade é nossa! Não se esqueça de fotografar seus lambe-lambes e espalhar pelas redes sociais usando a hashtag #ÁguaParaTodos. A mudança está nas nossas mãos.

     

    Como sobreviver à crise

    Neste domingo também é lançado o “Manual de Sobrevivência para a Crise”, publicação da Aliança pela Água (coalização da qual o Greenpeace é parte) que traz, em linguagem simples, dicas práticas de economia de água no dia-a-dia, como reutilizar água com segurança e como sobreviver se a torneira secar de fato. “Nosso público-alvo são as populações mais carentes, que geralmente não têm caixa-d’água e têm sido as mais afetadas pelos cortes no fornecimento resultantes da redução na pressão da rede de distribuição da Sabesp”, explica a jornalista Claudia Visoni, que coordenou a redação do manual. “Mas as dicas servem para todo mundo. Procuramos compilar soluções caseiras, baratas e fáceis de fazer”. Leia mais >

  • Desinvestimento em combustíveis fósseis ganha apoio da ONU

    Postado por do Observatório do Clima - 19 - mar - 2015 às 14:57

    Manifestantes protestam em Sydney, na Austrália, para pedir o fim dos investimentos em combustíveis fósseis (©Greenpeace/Abram Powell)

     

    A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) aderiu às mobilizações globais pelo desinvestimento em combustíveis fósseis. De acordo com o jornal britânico The Guardian, a UNFCCC afirmou estar emprestando a sua "autoridade moral" para a campanha de desinvestimento porque compartilha da ambição por um acordo forte para combater o aquecimento global na Conferência do Clima de Paris, em dezembro.

    A campanha pelo desinvestimento cobra de governos, empresas e instituições a retirada de recursos de combustíveis fósseis. Os ativistas argumentam que o investimento no setor é um perigo tanto para o clima quanto para o capital dos investidores.

    Em 15 de fevereiro, a ação no chamado “Dia Mundial do Desinvestimento” contou com manifestações em países como Estados Unidos, Inglaterra, Suécia, Vietnã, Austrália, Nova Zelândia e Noruega. Os responsáveis pela mobilização são os membros da 350.org, organização que atua pela diminuição das mudanças climáticas e seus impactos. De acordo com a 350.org, a campanha de desinvestimento está em mais de 60 países. O Brasil não está entre eles.

    O porta-voz da UNFCCC, Nick Nuttall, falou ao Observatório do Clima sobre a importância da campanha. “Na verdade, a ciência é clara: é preciso encontrar o equilíbrio de como podemos gerar, produzir e utilizar energia, a fim de ter mais energia limpa e eficiência energética e menos combustíveis fósseis, especialmente o carvão.”

    Ele afirma que a campanha não é a única resposta, ou o que chamou de “bala de prata”, mas parte da compreensão de que medidas urgentes são necessárias para evitar consequências ainda mais trágicas das mudanças climáticas.

    Após os atos de 15 de fevereiro, a 350.org divulgou alguns resultados da campanha. De acordo com nota da equipe do Dia Mundial de Desinvestimento, em todo o mundo, mais de 200 cidades, universidades e instituições se comprometeram em desinvestir, retirando cerca de US$ 50 bilhões em recursos para os combustíveis fósseis.

    Nuttall comemora a o desinvestimento e adesão por parte das instituições e governos de algumas cidades pelo mundo. “É um sinal de que podemos mover o mundo em direção a um futuro de baixo carbono, com cada vez menos queima de combustíveis fósseis.”

    A campanha tem recebido respostas e críticas pontuais do setor que pode ser impactado com a diminuição de recursos. Ao Guardian, Benjamin Sporton, executivo-chefe da Associação Mundial do Carvão, argumentou que a demanda por carvão não vai desaparecer e que a campanha por desinvestimento preocupa. "O desinvestimento nos combustíveis fósseis – e em particular o carvão – vem com riscos significativos a outras dimensões econômicas e sociais não menos importantes, quando 1,3 bilhão de pessoas ainda estão sem acesso à eletricidade." Ele defende o incentivo a tecnologias de carvão limpo. Leia mais >

  • Água: em busca do tempo perdido

    Postado por Luciano Dantas - 16 - mar - 2015 às 16:08

    Aliança pela Água reúne especialistas hídricos para discutir soluções

    Captar água da chuva, fiscalizar valores cobrados pela indústria da água e recuperar áreas de mananciais. Essas são algumas das soluções apresentadas no Chamado à Ação, documento elaborado pela Aliança pela Água, lançado em encontro de especialistas hídricos realizado na última sexta-feira, 16/03/2015, na unidade Consolação do Sesc, na capital paulista.

    Em meio à maior crise hídrica que o estado de São Paulo enfrenta nos últimos 80 anos, a intenção do evento era contextualizar e buscar soluções para a falta d’água. ((©Greenpeace/Luciano Dantas) Leia mais >

    “2014 foi um ano perdido no enfrentamento da crise (hídrica)”. A frase de Marussia Whately, coordenadora da Aliança pela Água e do Instituto Socioambiental (ISA), abriu o encontro dando um claro parecer sobre a responsabilidade do Governo do Estado pela escassez de água nas torneiras paulistas.

    O debate “Garantir água em situação de emergência”, mediado pela jornalista ambientalista e integrante do coletivo Cisternas Já, Claudia Visoni, contou com a presença de Carlos Tadeu, do IDEC, a pesquisadora Renata Moreira e Ricardo Guterman, do Coletivo de Luta Pela Água. “Não se supera um momento como esse sem o apoio da população. A falta de transparência só atrapalha. É preciso enxergar que a escassez de água é permanente”, afirmou Carlos Tadeu.

    Já a mesa “Programas e ações para a recuperação imediata de áreas degradadas e Áreas de Preservação Permanente (APPs) nos mananciais”, mediada por Rebeca Lerer, coordenadora de comunicação da Aliança, contou com Eduardo Ditt, do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), Samuel Barreto, da The Nature Conservancy (TNC-Brasil), Luciana Travasso, bacharel em Planejamento Territorial pela UFABC e Maria Cecília Wey de Brito, da WWF Brasil.

    “Planos hídricos brasileiros correspondem a obras e mais obras, e todos sabemos que água não nasce em tubo. É preciso entender de uma vez por todas que a Lei das Águas precisa ser revisada e alterada”, afirmou Samuel Barreto, em meio a uma discussão que deixou evidente a necessidade de rever e alterar as políticas de proteção de áreas verdes em torno, ou não, de mananciais. “No Brasil, armazenamos, consumimos e descartamos água sem pensar em seu reuso. É preciso pensar num plano que integre a água, a floresta e o solo”, completa Barreto.

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