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Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Voluntários lembrarão acidente com césio-137

    Postado por Pedro Torres* - 11 - set - 2012 às 11:43 1 comentário

    Voluntários vão às ruas lembrar acidente com césio-137

    © Greenpeace - Brigida Rodrigues

     

    Na próxima quinta-feira, 13 de setembro, o Brasil rememora uma triste data: há 25 anos acontecia o maior acidente radiológico fora de uma usina nuclear, ocorrido nas ruas de Goiânia. A contaminação, causada pelo descarte incorreto de uma cápsula de césio-137, gerou um número terrível: 64 vítimas fatais e outras 6 mil pessoas contaminadas.

    Em memória dessas vítimas, vamos para as ruas com nossos voluntários informar a população sobre os riscos que a energia nuclear traz. Serão coletadas assinaturas para o Projeto de Iniciativa Popular da Coalizão por um Brasil Livre de Usinas Nucleares. Para mais informações sobre o movimento acesse: http://www.brasilcontrausinanuclear.com.br/

    O Greenpeace acredita que um mundo baseado em fontes de energias renováveis é possível. Acesse aqui e conheça o cenário energético alternativo que demonstra que o Brasil tem potencial de sobra para tornar-se um país verde e limpo.

    Confira datas e locais dos eventos:

    1) Belo Horizonte
    Local: Praça da Liberdade
    Horário: 19h30-21h30

    2) Manaus:
    Local: Largo de São Sebastião
    Hora: 17h-18h30

    3) Porto Alegre
    Local: Esquina Democrática (Rua dos Andradas x Av. Borges de Medeiros)
    Horário: 17h-20h

    4) Salvador:
    Local: Local praça Newton Rique em frente ao Shopping Iguatemi
    Horário: 17h-18h

    5) São Paulo:
    Local: Avenida Paulista, vão do MASP
    Horário: 15h-18h

    6) Rio de Janeiro:
    Local: Largo do Carioca
    Horário: 13h-17h

    *Pedro Torres é da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil Leia mais >

  • 500 mil apoiam o Desmatamento Zero

    Postado por Ximena Leiva - 7 - set - 2012 às 12:55

    O Greenpeace, ONGs e  movimentos sociais estão desde março nas ruas e na web coletando assinaturas para a lei do Desmatamento Zero. Ao engajar tanto quem depende do bioma amazônico para sobreviver como o estudante universitário de uma grande capital, batemos a marca de 500 mil eleitores apoiando o movimento. Agradecemos a todos que assinaram e compartilharam a petição. Ainda é preciso coletar 900 mil de assinaturas. Dessa forma, a mobilização para conquistar mais brasileiros e brasileiras continua.

    As leis de iniciativa popular, como a do Desmatamento Zero, são importantes instrumentos de exercício direto da democracia. É quando o povo se une para aprovar medidas que podem transformar uma realidade. Exemplo disso é a Lei da Ficha Limpa, que será aplicada nestas eleições municipais de outubro.

    É fato de que o Brasil possui meios de duplicar sua produção de alimentos sem precisar derrubar mais nenhum hectare de mata. É hora de se implementar um modelo econômico que respeite o meio ambiente. Equilibrar esta relação pode nos diferenciar de demais nações.

    A manutenção dos 60% de floresta que há atualmente no país é estratégica para que a crise climática não se agrave. As queimadas na Amazônia e no Cerrado colocam o Brasil entre os maiores emissores de gases-estufa. Por outro lado, a região amazônica regula o regime das chuvas de diversas regiões do planeta.

    Mesmo que o governo diga que o desmatamento venha caindo ano a ano, ainda é muita coisa registrar que 6 mil km2 foram derrubados em 2011 no arco do desmatamento amazônico. A única saída viável e aceitável é zerar por completo esse número.

    Uma área equivalente a cinco estados brasileiros, que representa 720 mil km2, foi desmatada nos últimos 40 anos na Amazônia. É determinante mobilizar os cidadãos para apoiar uma lei que tem como meta proteger as florestas da ação de madeireiros, grileiros, pistoleiros, fazendeiros e ruralistas.

    Assine a petição do Desmatamento Zero, compartilhe e ajude-nos a alcançar 1,4 milhão de assinaturas para que o texto possa ser votado em Brasília. 

    Assine a petição.
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  • Desmatamento Zero conquista mais pessoas

    Postado por Ximena Leiva - 6 - set - 2012 às 13:18 3 comentários

    Crianças e professores da Escola Bosque do Arquipélago do Bailique, situado no Estado de Amapá, junto com Paulo Adario, mandam seu recado à Dilma: Desmatamento Zero Já (©Greenpeace/Marizilda Cruppe)

     

    Acabou não ocorrendo a votação da Medida Provisória (MP) do Código Florestal ontem, na Câmara dos Deputados, por falta de quórum devido ao impasse entre oposição, bancada ruralista e governo em relação ao que foi aprovado na Comissão Especial.

    O presidente da Casa, Marco Maia, afirmou que manterá a MP na pauta mesmo que não haja garantia de o texto ser votado, já que os líderes ainda não chegaram a um acordo. Dessa forma, está previsto que a MP volte a ser apreciada no plenário no dia 18 de setembro. Porém, ainda corre-se o risco de que a medida perca validade em 8 de outubro caso não haja tempo de se realizar a votação no Senado.

    No entanto, enquanto em Brasília se discutia se haveria deputados suficientes para votar uma lei que trará mais destruição para as florestas brasileiras, o Greenpeace convidou os brasileiros e brasileiras a assinar e compartilhar a petição da lei do Desmatamento Zero nas redes sociais em comemoração ao Dia da Amazônia.

    Durante todo o dia, foram recolhidas 5.900 assinaturas. “Esta é a resposta das pessoas que são contra o que está sendo feito com o Código Florestal. Todos nós queremos um Brasil com florestas”, disse Caroline Donatti, coordenadora da Campanha da Amazônia da Greenpeace.

    Em breve vamos alcançar a marca de 500 mil assinaturas. Mas precisamos de 1,4 milhão de eleitores apoiando a petição para que o projeto de lei seja votado no Congresso Nacional. Junte-se você também ao movimento para acabar com o desmatamento no Brasil.

    Assine a petição.
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  • Carta à presidenta sobre tarifas no setor elétrico

    Postado por Danielle Bambace - 6 - set - 2012 às 11:07

    Recentemente, tem repercutido nos setores elétrico e industrial a intenção do governo brasileiro em reduzir o valor da conta de luz. As tarifas, notoriamente altas em relação às médias internacionais, impactam o bolso dos brasileiros e a competitividade da indústria. 

    Além disso, embutem encargos que misturam incentivos a fontes renováveis com subsídios a combustíveis fósseis. Às vésperas do anúncio oficial, o Greenpeace apresentou sua posição em carta à Presidenta Dilma Rousseff enviada ontem com trechos replicados abaixo.
    Confira a carta completa aqui.

     

    “Excelentíssima Sra. Dilma Rousseff,

    Presidenta da República Federativa do Brasil

     Entendemos que na próxima semana o Planalto deverá anunciar um pacote de desoneração do setor elétrico. Acreditamos que a medida é correta e vem em bom momento para aumentar a competitividade da indústria nacional e desonerar as despesas da população com a sua conta de luz.

     Entretanto, pedimos atenção para que esse processo de desoneração seja conduzido de modo que não impacte negativamente o desenvolvimento de uma matriz elétrica limpa e sustentável. O Brasil verde e limpo só será possível com a ampliação da participação das novas fontes renováveis de energia como a eólica, solar, biomassa e pequenos aproveitamentos hidroelétricos. (...) “

     

    *Atualizado 06/07/2012 às 21:40h:

    Em anúncio em rede nacional, a Presidenta Dilma Rousseff anunciou uma redução de 16,2% nas tarifas residenciais de eletricidade e de 28% no setor industrial. A medida é positiva para o bolso dos consumidores residenciais e para as indústrias, mas é importante frisar que a tarifa brasileira ainda permanece em valores muito acima da média mundial. De acordo com estudo da Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) de 2011, a média de tarifas residenciais no mundo é de R$ 215,50/MWh e a média dos Brics é de R$ 140,70/MWh. Com a redução, as tarifas brasileiras, cuja média nacional é de R$329/MWh, cairiam para R$275,70/MWh e ainda permanecem 27,9% superiores à média mundial e 95,9% superiores à média dos Brics.

     As tarifas de eletricidade compõe-se entre parcelas de geração (25%), encargos (45%) e atividades de transmissão e distribuição (30%). Dilma reduziu a proporção dos encargos, mas ainda não mexeu na parcela de transmissão e distribuição. Esta será menos custosa apenas quando o modelo de obras distantes dos centros consumidores - como hidrelétricas na região Amazônica - der lugar ~a ampliação de usinas mais próximas dos consumidores, como parques eólicos e sistemas solares. 
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  • Votação do Código Florestal no Dia da Amazônia

    Postado por Ximena Leiva - 5 - set - 2012 às 15:59 1 comentário

    No Dia da Amazônia, Greenpeace mobiliza as redes sociais para que a floresta seja protegida de uma vez por todas (©Greenpeace/Rogério Reis/Tyba)

     

    Acabou de começar a votação da MP do Código Florestal na Câmara dos Deputados. Após apreciação dos destaques na Comissão Especial, o texto ficou pior do que estava antes de ser parcialmente vetado pela presidente Dilma Rousseff.

    Totalmente desprovidos de fundamento técnico-científico, foram aprovados destaques que abrem mais brechas para desmatamento e concedem anistia para quem lucra com a destruição de biomas que são caros ao país.

    A presidente Dilma determinará à sua base de apoio que não permita a aprovação de tais retrocessos nas próximas votações da Câmara e do Senado?

    Vamos acompanhar como os deputados no Congresso Nacional votarão nesta tarde. Ao mesmo tempo, o Greenpeace mobiliza os brasileiros para comemorar o Dia da Amazônia. Assine você também pelo Desmatamento Zero e junte-se aos mais de 491 mil eleitores que deram seu apoio. Mostre que você quer um Brasil com florestas. Assine e compartilhe a lei do Desmatamento Zero com seus amigos.

    Até às 22 horas você pode doar por uns instantes suas contas de Twitter, Facebook, Google + e Orkut para mandar um recado à Brasília: é crucial aprovar a lei do Desmatamento Zero. Participe com as hastags #DiadaAmazônia e #DesmatamentoZero.

    Assine a petição.
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  • Unanimidade contra as florestas

    Postado por Nathália Clark - 29 - ago - 2012 às 16:50

    Medida Provisória do Código Florestal aprovada nesta quarta-feira libera mais 44 milhões de hectares de floresta para o agronegócio (©Greenpeace/Daniel Beltrá).

    O governo comandou mais um tratoraço no debate do Código Florestal no Congresso. Em nome de um “entendimento possível”, fez concessões graves à bancada ruralista durante a votação da Medida Provisória editada pela presidente Dilma Rousseff. O Planalto vem negociando tudo em nome de um equilíbrio que na prática não existe, mas na verdade aprovaram um texto que corrobora com a possibilidade de novos desmatamentos, com a redução de áreas hoje protegidas e com a anistia a quem cometeu crimes ambientais.

    No jogo de cena desta quarta-feira, a senadora Kátia Abreu (PSD-TO) brilhou como o nome que conseguiu o consenso entre os parlamentares. Em uma postura declaradamente contraditória e ardilosa, depois de ter ido contra a posição do governo na votação da emenda que retirava proteção de rios intermitentes (que secam durante sete meses), o lobo vestiu a pele de cordeiro e convenceu a ala ruralista mais radical a ceder “em nome da unanimidade”.

    O grupo liderado pelos deputados Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Abelardo Lupion (DEM-PR) estava irredutível e desfavorável à proposta do governo de abrir nova votação para a desastrosa emenda dos rios temporários, aprovada no último dia 8.

    Com a máscara de salvadora da pátria - ou melhor, da lavoura -, Kátia Abreu, numa jogada orquestrada com outros parlamentares, sugeriu uma troca traiçoeira, que compromete mais de 40 milhões de hectares de matas. O governo conseguiria a unanimidade necessária para reverter a votação da emenda, mas para isso extenderia benefícios para as médias propriedades, que antes eram exclusivos das pequenas propriedades.

    E assim se deu. O limite mínimo de 20 metros para recuperação das Áreas de Preservação Permanente em beiras de rios com até dez metros de largura para propriedades com mais de 15 módulos rurais foi diminuído para 15 metros. Isso quer dizer que, agora, fazendas de quatro a quinze módulos – ou seja, pequenos e médios produtores – têm o mesmo tratamento.

    De acordo com um cálculo do Ministério do Meio Ambiente, presente na sessão, com essa nova norma, pelo menos mais 44 milhões de hectares ficarão sem recuperação. Além disso, para propriedades acima de 15 módulos, o limite mínimo de recomposição passa de 30 para 20 metros. Essas foram apenas algumas das principais maldades da conta que o governo se propôs a pagar.

    Encerrada a votação na Comissão Mista, agora o texto será levado aos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado. Mas o destino das florestas já está traçado. Resta à sociedade mostrar que não concorda com o Congresso e não partilha do “consenso” que o governo acredita ter conquistado. Os políticos mostraram que não há diálogo possível. A única chance para reverter esse cenário é a lei do Desmatamento Zero. No Dia da Amazônia, não deixe de mandar seu recado.

    Assine a petição.
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  • Amazônia por um dia, Brasil verde para sempre

    Postado por Nathália Clark - 28 - ago - 2012 às 17:53 1 comentário

    No Dia da Amazônia, faça sua parte e proteja a maior floresta tropical do planeta.

     

    O dia 5 de setembro foi escolhido para homenagear a maior floresta tropical do mundo. O Dia da Amazônia continua o mesmo, mas ela não. Há 40 anos, a floresta estava praticamente intacta, soberana, cobrindo com um tapete verde metade do território brasileiro, concentrando-se na região norte do país. Hoje, 18% do bioma já foi perdido em nome de um modelo predatório de desenvolvimento.

    Não é só o tamanho da floresta que impressiona. Abrangendo os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e parte do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso, ela também possui a maior biodiversidade do planeta. Ela é rica em minerais, espécies vegetais e animais, e guarda cerca de um quinto das reservas de água doce do mundo.

    Com absorção de carbono, suas árvores também contribuem para o equilíbrio do clima global. A cada árvore que vai para o chão, uma parcela do gás vai para a atmosfera, aumentando o aquecimento da Terra.

    Além desse serviço ambiental, a variedade dos solos, as altas temperaturas e a grande quantidade de chuvas fazem com que a Amazônia seja um dos patrimônios naturais mais valiosos de toda a humanidade.

    Pela sua imensa extensão territorial, a Amazônia aguçou os interesses dos grandes desmatadores. Hoje, o desmatamento e a disputa por terras, principalmente, ameaçam a sobrevivência da floresta e impedem a utilização correta de seus recursos para o bem-estar de suas comunidades tradicionais.

    Mas esse cenário ainda pode ser revertido. No Dia da Amazônia, dê às florestas o que elas merecem. Exerça seu dever cidadão e assine pela proteção do maior patrimônio natural do Brasil: as matas nativas. Ajude a levar ao Congresso a proposta de lei do Desmatamento Zero. Nas redes sociais, use a hashtag #DiadaAmazônia e participe da campanha por um Brasil verde e limpo.

    Assine a petição.

    Materiais de divulgação

    1) Banners para internet

    Formato: Arranha-céu (120 x 600) Formato: Arranha-céu (160 x 600)

     

    Arranha-céu (120 x 600)

     

    Arranha-céu largo (160 x 600)

       

     

    Formato: Banner (468 x 60)

    Banner (468 x 60)

     

     

    Formato: Cabeçalho (728 x 90)

    Cabeçalho (728 x 90)

     

     

     

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    Horizontal (750 x 400)

     

     

    Horizontal (750 x 400)

     

     

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    Vertical (500 x 750)

     

     

     

    2) Imagens para publicar no Facebook

     

     

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  • Mãos geladas, corações firmes

    Postado por Kumi Naidoo - 28 - ago - 2012 às 17:23 3 comentários

    Kumi Naidoo, diretor executivo do Greenpeace Internacional, faz parte de uma equipe de seis ativistas do Greenpeace que participaram do protesto no Ártico (©Denis Sinyakov/Greenpeace)

     

    Quando conversei com meus amigos e família no final de semana fui repreendido por todos. Depois da ocupação que durou 15 horas na sexta-feira, dia 24, na plataforma Prirazlomnaya da Gazprom no mar Pechora, todos me disseram “você está ficando muito velho para isso!”.

    Com as mãos e pés azuis de tanto frio e enquanto era tratado de hipotermia pelo Marcelo, o médico a bordo, pensei por um momento que eles poderiam estar certos.

    No entanto, quando eu voltei para o ânimo do navio vi os rostos ansiosos dos meus companheiros ativistas Sini, Jens, Lars, Basil e Terry, a determinação do Capitão Vlad, e o comprometimento de todos da tripulação que estavam defendendo o que eles acreditam ser certo.

    Pensando nisso eu soube que os riscos tinham valido a pena.

    Para mim, uma ação como a que nós acabamos de fazer no Ártico é o que melhor define o Greenpeace. Times unidos com um único objetivo, tomando riscos para confrontar as perigosas indústrias que agem na linha de frente da destruição e mostrando ao mundo os crimes ambientais que acontecem longe das vistas da maior parte das pessoas normais.

    Eu tenho sido um ativista desde os 15 anos. Eu já vi o interior de uma cela de prisão por defender causas, mas ninguém – mesmo com experiência – pode dizer honestamente que não sente medo quando você está em uma ação que envolve riscos para sua segurança pessoal ou o risco de ser preso.

    Nós estávamos nos sentindo assim nos dias que precederam a ação enquanto traçávamos diferentes cenários e planos. Mas eu me sentia encorajado, nós nos dávamos confiança.

    E então o momento chegou. Nós velejamos cedo pela manhã em direção à plataforma da Gazprom e logo um dos meus piores medos se tornou realidade. Durante a minha primeira tentativa de escalar, eu fui derrubado por uma onda gigantesca e não consegui subir. Passei vários minutos na água congelante lutando com a corda. Derrotado e lutando contra o frio, tive que retornar ao barco.

    Meus companheiros ativistas estavam agora 15 metros acima de mim e eu sentando ali, com a confiança abalada. Jono, um escalador experiente e membro do Arctic Sunrise, veio ao bote para conversar comigo. Ele checou todo meu equipamento e garantiu que tudo estava em seu devido lugar e disse: “Não tenha pressa. Leve o tempo que precisar, você vai ficar bem”.

    E enquanto conversávamos eu pensei sobre a tarefa que tinha que executar e retomei forças.

    A tripulação da plataforma já havia começado a chacoalhar as cordas e a jogar jatos d’água gelados, mas eu tinha que chegar lá. Enquanto escalava, eu mantinha meus olhos fixos em Basil e Terry, eles ficavam dizendo “Você está quase lá. Um passo de cada vez, é isso aí”.

    Finalmente, eu consegui. Eu olhei em direção ao Arctic Sunrie, há umas três milhas de distância, depois olhei para cima de mim e enxerguei a monstruosa plataforma. De repente, fui surpreendido pelo objetivo do que estava fazendo ali, a razão pela qual estávamos lá.

    O futuro das nossas crianças está em jogo. Nós temos a responsabilidade das futuras gerações em nossas mãos. Nós precisamos de pessoas que assumam a responsabilidade pelo nosso planeta.

    Eu pensei nos povos indígenas ao norte da Rússia, com quem eu conversei na semana anterior. Pensei em como suas terras, cultura e modo de vida já haviam sido afetados negativamente pela indústria do petróleo. Isso me motivou a falar com eles e pude sentir o desamparo que eles devem sentir.

    Em muitas maneiras, já é tarde demais, especialmente com a notícias de ontem sobre a taxa de degelo no Ártico. O tempo está realmente correndo.

    Outra coisa sobre encarar uma monstruosa plataforma de petróleo é perceber a força humana. Antes de mais nada, essas construções são incríveis façanhas da engenharia e se você parar para pensar nos recursos humanos e financeiros que são direcionados para elas não podemos parar de pensar no que poderia ser feito caso essa energia fosse utilizada em um empreendimento limpo, como energias renováveis.  

    Olhando para os operários na plataforma, ficou claro que muitos deles concordavam conosco. Muitos deles passam semanas longe de suas famílias e entes queridos fazendo um trabalho arriscado apenas para poder ganhar seus salários e sobreviver. Eles nos mostraram muitos sinais de ‘positivo’ e de paz. Um deles, que (provavelmente) recebeu a ordem para jogar água nos ativistas, parou em um determinado momento para perguntarmos se estávamos bem. Alguns jogaram objetos, mas eles não eram a maioria.

    Assim como nós, eles também são reféns da indústria de combustíveis fósseis. Assim como nós, eles não têm outras opções e é isso que nós queremos mudar. O nível de arrogância e a negação da ciência por parte do governo e da indústria me surpreenderam.

    E então eu escrevo para vocês, não como o dietor-executivo do Greenpeace Internacional, mas como um dos ativistas do time que agiu para dizer ‘não’ para a Gazprom, gigante do petróleo que está determinada a destruir o frágil Ártico.

    A nossa campanha está longe de terminar e nós nos fortalecemos depois dessa experiência. Eu fui inspirado pela tenacidade que me cercou esta semana, a resistência em face da adversidade, e a vontade de pessoas decentes para colocar seus corpos no caminho da destruição como um ato de rebeldia.

    A próxima parada do Arctic Sunrise será o topo do mar do Ártico para documentar o desaparecimento do gelo. Lá, vamos continuar a testemunhar as injustiças ambientais enquanto mobilizamos o mundo para que se juntem a nós.

    Até o momento, cerca de 2 milhões de pessoas se comprometeram a lutar a batalha do Ártico conosco e nós encorajamos muitos outros milhões a fazerem o mesmo. Eu agradeço o apoio contínuo que recebemos. Sem vocês nós não poderíamos fazer nosso trabalho e estou ansioso para trabalhar novamente com vocês no futuro, juntos. Se vocês tem dúvidas ou comentários sobre esta ação, o Greenpeace adoraria ouvir. O que você faria para proteger o Ártico?

    Junte-se a nós com seus amigos e família em www.salveoartico.org.br Leia mais >

  • Fim do protesto no Ártico

    Postado por Marina Yamaoka - 28 - ago - 2012 às 16:01 1 comentário

    Ativistas do Greenpeace tentam impedir a ancoragem do navio Anna Akhmatova à plataforma Prirazlomnaya para impedir que os operários dessem continuidade a construção da plataforma (©Denis Sinyakov/Greenpeace)

     

    O protesto no Ártico chegou ao fim depois do anúncio sobre o recorde do maior degelo da história. Ainda pela manhã de hoje, os ativistas do Greenpeace Internacional continuaram o protesto pacífico para impedir que os trabalhadores a bordo do navio Anna Akhmatova terminassem a construção da plataforma Prirazlomnaya que pretende começar a perfurar na região em busca de petróleo.

    Veja as fotos da atividade: 

     

    Dois ativistas da Finlândia e da Alemanha prenderam um bote inflável nas linhas de ancoragem que ligavam o navio Akhmatova à plataforma, mas mesmo assim a embarcação prosseguiu com a ancoragem e derrubou os ativistas nas águas geladas.

    Kumi Naidoo, diretor-executivo do Greenpeace Internacional, afirmou que “estar na plataforma ao mesmo tempo em que é noticiado que o gelo do Ártico atingiu seu menor tamanho é assustador. A arrogância das empresas para explorar a região em um momento tão precário é impressionante.”

    Cientistas do Centro Nacional de Dados sobre Gelo e Neve dos Estados Unidos anunciaram, ontem, que o gelo do polo norte se reduziu neste ano a 4,1 milhões quilômetros quadrados, uma área 70.000 quilômetros quadrados menor que a do recorde histórico de 2007.

    Enquanto isso, a Gazprom dá os retoques finais na plataforma que irá prejudicar ainda mais o equilíbrio climático mundial.

    Naidoo ainda disse que "nossa campanha contra a Gazprom, a Shell, e todas as outras empresas de petróleo que planejam ir para o Ártico continua. Nós vamos confrontar as perfurações imprudentes na região e inspirar ainda mais pessoas a aderir à ideia da construção de um santuário global no Ártico."

    Se você quiser participar da petição, acesse: www.salveoartico.org.br 

    Assine a petição Leia mais >

  • Pouco gelo, muita água

    Postado por Marina Yamaoka - 27 - ago - 2012 às 16:57 3 comentários

    A criação de um santuário internacional no Ártico é necessário para proteger o ecossistema e a vida animal local (©Sandra Walser/Greenpeace)

     

    As previsões acabam de se confirmar. O gelo do Ártico atingiu sua extensão mínima no dia de hoje. Dados preliminares divulgados pelo Centro Nacional de Dados sobre Gelo e Neve dos Estados Unidos revelam que o gelo do polo norte se reduziu neste ano a 4,1 milhões quilômetros quadrados, uma área 70.000 quilômetros quadrados menor que a do recorde histórico de 2007.

    Ao mesmo tempo em que a queima indiscriminada de combustíveis fósseis apresenta seus efeitos colaterais contra o clima do planeta e, em especial, contra o frágil ecossistema do Ártico, ativistas do Greenpeace Internacional retomaram seus protestos contra o início da exploração comercial offshore de óleo nesta remota região.

    Leia mais:

    “Sejamos claros sobre o que o dia de hoje significa. Nosso planeta está aquecendo a um ritmo que coloca o futuro de bilhões de pessoas sob ameaça, disse Kumi Naidoo, diretor-executivo do Greenpeace internacional e um dos ativistas que participam dos protestos no Ártico. “Estes números não são resultado de uma ação irregular da natureza, mas o efeito do aquecimento global causado pela ação humana em razão do uso de combustíveis fósseis.”

    Esses números preliminares são uma prova irrefutável que a emissão de gases de efeito estufa contribuem para o aquecimento global e prejudicam um dos ecossistemas mais importantes. O Ártico é responsável por ajudar a manter o equilíbrio climático mundial.

    Em algumas semanas, políticos de todos os países vão se encontrar na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, e devem chegar com a imagem do Ártico derretendo impregnada em suas mentes.

    A notícia de hoje deve exige um plano de emergência para salvar o Ártico incluindo investimentos em energias renováveis e eficiência energética. Em junho, o Greenpeace lançou uma campanha pela proteção deste frágil ecossistema. Até agora um milhão e meio de pessoas no mundo inteiro já assinaram a petição que pede a criação de um santuário internacional no polo norte.

    Assine e divulgue você também em www.salveoartico.org.br

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