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Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • No rastro das grandes obras da Amazônia

    Postado por Greenpeace - 11 - dez - 2013 às 9:03 1 comentário

    Perfuração de túnel para construção de hidrelétrica no Peru. (Divulgação/ Odebrecht)

    A agência Pública, organização sem fins lucrativos que incentiva trabalhos de jornalismo investigativo, lança neste sábado, dia 14 de dezembro, livro que reúne uma série de reportagens sobre Amazônia produzidas em 2012. O evento acontecerá na Praça Roosevelt, na região central de São Paulo, e exemplares serão distribuídos para o público presente.

    Para produzir a obra, que contou com o apoio da CLUA (Climate and Land Use Alliance), fundação internacional ligada às questões climáticas, 14 jornalistas investigaram, durante seis meses, como grandes aportes financeiros na região amazônica têm afetado a vida da população. Separados em três equipes, os profissionais viajaram por diversas áreas contempladas com grandes obras do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal.

    Além de elucidar o complicado processo de investimentos e financiamento destas obras de infraestrutura na Amazônia, as reportagens trazem informações de interesse público desconhecidas até então, obtidas via lei de acesso à informação.

    O evento terá também debate sobre “O projeto de desenvolvimento da Amazônia e seu impacto nas populações locais”, com a presença de especialistas e lideranças comunitárias, exibição de filmes e uma festa de encerramento.

    Serviço:

    Quando - 14 de dezembro, sábado.

    Local - Praça Franklin Roosevelt - área das salas de vidro (próxima à marquise) – Centro – São Paulo, SP

    Horário - das 16h30 às 22h

    (16h30 às 18h30: debate e exibição dos depoimentos)

    (18h30 às 19h: exibição dos vídeos do projeto “Amazônia Pública” e distribuição dos livros)

    (19h às 22h: sons e imagens da Amazônia com DJ Madruga e VJ Astronauta Mecânico)

    Gratuito Leia mais >

  • Cartão vermelho para a Gazprom

    Postado por Bernardo Camara - 9 - dez - 2013 às 21:05

    Surpresa: o cartaz começa a descer na frente do painel de patrocinadores. Foto: Greenpeace/Kajsa Sjölander

    "Salve o Ártico - Mostre o cartão vermelho para a Gazprom". Foto: Greenpeace/Kajsa Sjölander

     

    Na véspera do jogo entre Real Madrid e Copenhague, da Liga dos Campeões, o técnico do time espanhol, Carlo Ancelotti, e o zagueiro Pepe reuniram a imprensa para uma entrevista coletiva. Enquanto respondiam as perguntas, os fotógrafos começaram a apontar a câmera para cima deles. Olharam para trás e se depararam com um cartaz que surgiu na frente do tradicional painel de patrocinadores: “Salve o Ártico – Mostre o cartão vermelho para a Gazprom”.

    Os entrevistados acharam graça da situação, mas logo um segurança apareceu para tentar esconder a mensagem. O recado do Greenpeace para a petroleira russa Gazprom – uma das principais patrocinadoras da competição europeia – veio num momento em que 28 ativistas e dois jornalistas ainda são acusados de vandalismo por terem feito um protesto pacífico dois meses atrás contra a companhia, que pretende ser a primeira a explorar petróleo no Ártico.

    “A Gazprom deveria levar um cartão vermelho para ser banida de uma vez por todas do Ártico e dos campeonatos de futebol. A companhia está gastando bilhões de dólares para explorar economicamente o Ártico, expondo a região a enormes riscos. É uma afronta ao meio ambiente e ao esporte que ela ganhe os holofotes em um dos eventos esportivos mais importantes do mundo”, criticou o coordenador da campanha do Ártico na Dinamarca, Jon Burgwald. Leia mais >

  • Brasil mobilizado pelo Desmatamento Zero

    Postado por Alan Azevedo - 9 - dez - 2013 às 14:25 1 comentário

    Cinquenta cidades participaram do Dia de Mobilização Nacional pelo Desmatamento Zero, no último sábado. (©Greenpeace)

     

    Nada menos do que cinquenta cidades participaram do dia de Mobilização Nacional pelo Desmatamento Zero, no último sábado, dia 7 de dezembro. Cinquenta e dois grupos de colaboradores e apoiadores da causa foram às ruas de todo o Brasil para dialogar com a população e expor os impactos socioambientais causados pelo desmatamento de nossas florestas.

    Do Posto 6, no Rio de Janeiro, até a Praça da Bandeira, em Macapá, passando por Brasília, Campo Grande, Vitória, Manaus, Porto Alegre, Belém, São Luís, entre tantas outras cidades, a petição pelo Desmatamento Zero passou de mão em mão, somando assinaturas por todo o país.

    Denison Ferreira, professor pedagogo e voluntário pelo Desmatamento Zero, mobilizou um grupo de amigos e foi às ruas de São Luís do Maranhão angariar assinaturas. “Esse trabalho é importante porque as nossas florestas estão sendo fortemente agredidas. Isso precisa acabar, e só depende de nós”, explica Denison.

    Em São Paulo, o Greenpeace esteve no Parque do Ibirapuera e promoveu atividades aos participantes para intregrá-los melhor à questão. “Engajar a população é um passo importante para alcançarmos o Desmatamento Zero”, explica Cristiane Mazzetti, coordenadora de Mobilização do Greenpeace. “As verdadeiras mudanças só são possíveis quando a sociedade civil age de maneira integrada, como aconteceu no sábado”, completa.

    Já são milhares de assinaturas para o projeto de lei popular pelo Desmatamento Zero. Entretanto, precisamos do apoio de milhões de brasileiros como você. E assim encaminhar o projeto de lei popular ao Congresso Nacional.

     

      Leia mais >

  • Mobilização Nacional pelo Desmatamento Zero

    Postado por Cristiane Mazzetti - 6 - dez - 2013 às 15:00 9 comentários

    Em novembro, o governo anunciou o aumento de 28% do desmatamento. Não podemos ficar de braços cruzados enquanto vemos nossas florestas sendo destruídas, ano após ano. Já passou da hora de nos mobilizarmos para exigir o fim do desmatamento e seus impactos socioambientais.

    O Movimento Nacional pelo Desmatamento Zero vai às ruas no sábado, dia 7 de dezembro, informar os brasileiros sobre essa realidade e coletar assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular pelo Desmatamento Zero, que será submetido ao Congresso Nacional.

    Você também pode fazer parte dessa história organizando uma atividade para o dia de mobilização pelo Desmatamento Zero. Imagine quantas pessoas poderá alertar e quantas assinaturas poderá conseguir. Se você tem vontade de lutar por um mundo melhor, junte-se a nós e contribua para despertar milhares de brasileiros.

    Ajude a construir essa história. Saiba como se mobilizar:

    • Confira o evento do Facebook, veja quais cidades estão programando atividades e participe!

    Materiais de mobilização:

    • Dia de Mobilização Nacional pelo Desmatamento Zero. Veja o mapa para saber os locais que já têm atividades cadastradas:

    Dúvidas? Entre em contato pelo e-mail: Leia mais >

  • Papo Greenpeace sobre a Mobilização Nacional pelo Desmatamento Zero

    Postado por Juliana Costa - 5 - dez - 2013 às 16:18 4 comentários

    Veja como foi a transmissão:

     

    Quinta-feira, dia 05 às 20h, Cristiane Mazzetti, Carolina Marçal e Paula Collet, coordenadoras de mobilização do Greenpeace, participarão do #PapoGreenpeace sobre a Mobilização Nacional pelo Desmatamento Zero. O intuito da mobilização é conscientizar e coletar assinaturas para o projeto de lei pelo Desmatamento Zero. Elas responderão às dúvidas dos internautas relativas a mobilização e ao projeto de lei que pretende acabar com a destruição de nossas florestas. Esta é uma resposta da sociedade civil que não está de acordo com os rumos que vêm sendo adotados e as decisões que vêm sendo tomadas em relação a natureza e ao meio ambiente no Brasil.

    Até o momento já foram coletadas mais de 938 mil assinaturas online e mais de 155 mil no papel mas, para que o projeto de lei possa ser submetido no Congresso Nacional, é preciso alcançar o máximo possível de assinaturas. Sua participação é muito importante. Envie sua pergunta pelo Twitter com a hashtag #PapoGreenpeace ou deixe um comentário com a sua pergunta no evento do Facebook.

    Facebook Twitter

    Já é hora de o Brasil aprovar uma lei que proteja suas florestas. Assine pelo Desmatamento Zero. Clique aqui. Leia mais >

  • Voluntário, hoje é seu dia!

    Postado por Danielle Bambace - 5 - dez - 2013 às 14:17

    Hoje é Dia Internacional do Voluntário. O Greenpeace Brasil oferece o seu mais profundo agradecimento à quem torna nossas atividades possíveis e mais: colabora, por meio do seu trabalho, com a mudança positiva no mundo.

     Tornar o planeta um lugar melhor e mais justo está ao alcance de todos e nada mais interessante do que fazer parte desse movimento global. Os voluntários são pessoas que se dispõe de suas habilidades para transformar e colaborar com esforços coletivos de organizações e entidades, em causas variadas. Esse trabalho usualmente respeita sempre os talentos individuais e oferece oportunidade de aprendizado em níveis técnicos e humanos também. O que muitas vezes poderia se tornar uma atividade simples no mundo do trabalho remunerado, torna-se verdadeiro e apaixonado quando é feito voluntariamente. Isso só demonstra que a mudança positiva acontece em todos os sentidos: de dentro para fora e de fora para dentro. Confira no vídeo abaixo o depoimento de dois voluntários que fazem parte do Grupo de Voluntários de São Paulo do Greenpeace:

      

    A história do Greenpeace está absolutamente conectada com o trabalho voluntário, desde a primeira atividade contra os testes nucleares em Amchitka, em 1971. Hoje rememoramos e agradecemos cada um de nossos voluntários, que são parte fundamental em tudo o que fazemos. Obrigada!  Leia mais >

  • Gás de xisto em xeque no Congresso Nacional

    Postado por Nathália Clark - 5 - dez - 2013 às 13:32

    Audiência pública na Câmara dos Deputados reúne especialistas e representantes do governo para discutir a exploração do gás de xisto (©Greenpeace).

    A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados realizou, na manhã desta quinta-feira (5), uma audiência pública para discutir os efeitos do fraturamento hidráulico para exploração do gás de xisto – atividade também conhecida como fracking – em todo o território nacional.

    “Não temos segurança tecnológica suficiente para poder liberar a exploração no país. Temos o maior estoque de energia solar do mundo. Mas por que não damos a ênfase devida a essas fontes alternativas?”, questionou o deputado Sarney Filho (PV-MA). Ele avisou que o seu partido já entrou com um Projeto de Lei pedindo uma moratória para a exploração do gás.

    Foi chamada atenção para os problemas ambientais relacionados à exploração, como os riscos de vazamentos subterrâneos, danos aos reservatórios produtores de água e aquíferos, e a possibilidade de abalos sísmicos. Marcelo Medeiros, Secretário Substituto de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA) destacou que, a curto prazo, a exploração desse tipo de gás pode levar à contaminação de importantes lençóis freáticos com gás metano.

    “Reconhecemos a importância do gás de xisto na matriz energética, uma vez que ele vem como alternativa ao uso do carvão, mas temos ressalvas com relação ao processo. Questionamos a [falta de] tecnologia, o desrespeito aos direitos humanos, e pedimos mais transparência por parte da ANP. Também questionamos a contaminação das águas e dos lençóis freáticos em geral”, ressaltou Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace.

    Baitelo lembrou ainda que o Greenpeace tem uma atuação bastante específica na Amazônia, mas que o posicionamento se estende a todo o território nacional. “Somos contrários ao fraturamento hidráulico em todo o Brasil até que se tenham respostas a esses processos. O gás não é uma coisa imprescindível a ser utilizada nesse momento. Ainda que a demanda energética nacional aumente mais de duas vezes até 2050, temos fontes renováveis e reservas de gás convencionais suficientes para suprir a demanda dos setores industrial e elétrico.”

    A exploração do gás de xisto, agravada pela ausência de uma política de monitoramento e controle efetivo das contaminações de águas superficiais e subterrâneas, apresenta-se como um novo risco para a qualidade da água, para a biodiversidade, para a segurança alimentar e para a saúde humana. As apresentações demonstraram uma total insegurança diante dos riscos oferecidos por este tipo de tecnologia.

    “Se não tivermos conhecimento geológico suficiente das bacias a serem exploradas, a possibilidade de avançarmos na segurança fica comprometida”, frisou Fernando Roberto de Oliveira, gerente de Águas Subterrâneas da Superintendência de Implementação e Projetos da Agência Nacional de Águas (ANA).

    Luciano Silva Pinto Teixeira, da área de Segurança Operacional e Meio Ambiente da Agência Nacional do Petróleo (ANP), lembrou a sensibilidade do tema e afirmou ser imprescindível aproximar a população de discussões como essa. Ele reconheceu os riscos da atividade, mas defendeu que a regulamentação deve minimizá-los.

    O professor da Universidade Federal de Santa Catarina, Luiz Fernando Scheibe, fez graça ao agradecer ao papa Francisco, “que juntou-se aos anti-fracking”. Segundo ele, 40% do fluido que entra, como materiais radioativos e outros gases, como dióxido de carbono e principalmente metano, retorna ao curso d’água. “No entanto, não são só as águas que ficam comprometidas, mas toda a área onde há esse tipo de atividade”, defendeu.

    Além disso, ele lembrou também que o sistema de exploração é altamente negativo do ponto de vista ambiental e tampouco é sustentável no quesito durabilidade. “Um poço se esgota muito rapidamente. Há uma redução de rendimentos de 60 a 90% nos poços após o primeiro ano de exploração. Assim, abre-se e fecha-se poços o tempo inteiro. Mas a terra tem limites.” Leia mais >

  • Surpresa polar em conferência de energia

    Postado por Marina Yamaoka - 4 - dez - 2013 às 16:37 1 comentário

    Ativistas servem coquetel "Cisne Negro", termo que significa vazamento catastrófico de petróleo, durante Conferência Global de Energia. (©Greenpeace)

     

    Oito ativistas do Greenpeace apareceram na Conferência Global de Energia, em Genebra, na Suíça. Depois que alpinistas estenderam uma faixa com os dizeres:  “Arctic Spoil – trazido a você pela Gazprom”  - a mensagem misturou as palavras Spil e Oil, em inglês, que significam vazamento e óleo – uma elegante senhora começou a fazer um discurso.

    Disfarçada de representante da Gazprom, uma das maiores empresas petrolíferas no mundo e contra a qual os ’30 do Ártico’ protestaram, ela logo foi interrompida quando os seguranças perceberam que, na verdade, ela era uma ativista do Greenpeace. Após ter deixado a sala, seu discurso que havia sido gravado foi transmitido ao público em um equipamento que não podia ser parado.

    Em seu discurso, ela disse: “Olá, esta é uma mensagem do Greenpeace e precisamos avisá-los sobre o enorme risco de perfurar petróleo no Ártico. A organização e os milhões de defensores do Ártico em todo mundo não podem ser silenciados pela Gazprom ou por qualquer outra empresa – como a Shell – que quer explorar no Ártico. 

    Em meados de dezembro, a Gazprom pretende ser a primeira empresa a extrair petróleo comercialmente no Ártico. Justamente, uma empresa que tem um histórico de segurança e ambiental terríveis. Em 2011, uma de suas plataformas naufragou e matou 53 tripulantes. A empresa assumiu a responsabilidade por nada menos que 872 vazamentos de petróleo em terra, em 2011, quantidade superior à de qualquer outra empresa.

    Seu histórico de gestão também é péssimo. A Gazprom não possui técnicos experientes que saibam administrar a exploração de óleo em alto mar. Ela também ignora a regulamentação: não publicaram até agora um plano de contingência e de resposta à vazamentos. 

    Mas o mais importante é que o óleo do Ártico não pode ser queimado sem trazer ao mundo descontroladas mudanças climáticas. Explorar mais petróleo – combustível responsável pelo derretimento do Ártico – é simplesmente imprudente. Não é de se espantar que os “30 do Ártico” sentiram que precisavam agir e impedir os planos da Gazprom. Esse é o momento das empresas abandonarem as ideias de explorar no Ártico.

    Aproveitem essa oportunidade e discutam o assunto nesta Conferência.”

    Durante o evento, ativistas vestidos como garçons ofereceram ao público bebidas como ‘Cisne Negro’ – que possuíam a cor de petróleo bruto e com pequenos ursos polares afogados nos copos. “Cisne negro” é a expressão utilizada pela indústria do petróleo para catastróficos vazamentos de óleo. Os garçons serviram apenas alguns drinks e logo foram expulsos do evento.

    O Greenpeace pede que a Gazprom – e empresas como a Shell, acionistas e investidores na indústria do petróleo – parem de perfurar o Ártico, um ecossistema frágil e cujas dificuldades de exploração apresentam alto risco. Os participantes da Conferência Global de Energia devem explorar urgentemente formas de substituir combustíveis fósseis, óleo e gás por energias renováveis para que os impactos das mudanças climáticas não se espalhem de maneira catastrófica.  Leia mais >

  • Fora da cadeia, mas presos na Rússia

    Postado por Alan Azevedo - 4 - dez - 2013 às 15:16

    Durante visita do presidente russo, Vladimir Putin, ao Papa Francisco, ativistas pedem a liberdade dos '30 do Ártico'. (©Tommaso Galli/Greenpeace)

     

    Os advogados do Greenpeace entraram com pedidos de vistos de saída para todos os membros do grupo dos 30 do Ártico que não são de nacionalidade russa.  Caso o pedido seja aprovado pelo comitê de investigação, eles terão permissão de deixar o país antes da conclusão das investigações.

    Todos os estrangeiros, 26 pessoas de 17 nações, receberam seus passaportes de volta após habeas corpus mediante fiança. Entretanto, eles não têm o visto que permite deixar o território russo e por enquanto ficam hospedados num hotel em São Petersburgo.

    “Essa é uma situação ímpar onde os 30 do Ártico foram encriminhados e depois libertados provisoriamente sob fiança após serem detidos em águas internacionais. Estamos confiantes de que isso se resolverá logo”, explica Jasper Teulings, advogado do Greenpeace Internacional.

    Referente ao navio Arctic Sunrise, o Tribunal Internacional de Direito do Mar ordenou a liberação do barco de bandeira holandesa frente a um pagamento de 3,6 milhões de euros por parte da Holanda. Ben Ayliffe, coordenador de campanha do Ártico, declarou que “já pagamos um preço absurdo por um protesto pacífico e justificado contra a exploração de petróleo no Ártico”.

    A Holanda e a Rússia foram obrigadas a se manifestar perante ao Tribunal sobre a questão. O Ministro de Relações Exteriores holandês disse ter finalizado a operação bancária na última semana, e agora envia uma posição ao Tribunal.

    “Nós, do Greenpeace, reconhecemos os esforços da Holanda para cumprir sua parte frente ao Tribunal Internacional. A Rússia é obrigada a liberar tanto o navio quanto os ativistas, e acreditamos que esse seja o desfecho”, adicionou Teulings. Leia mais >

  • Índios protestam por demarcação de suas terras

    Postado por Nathália Clark - 4 - dez - 2013 às 15:00

    Lideranças indígenas protestam contra proposta que modifica e dificulta processo de demarcação de Terras Indígenas (© Greenpeace).

     

    Em Brasília para acompanhar a Conferência Nacional de Saúde Indígena, que acontece até o fim desta semana, cerca de 1,5 mil índios realizaram um protesto, hoje, contra a proposta do governo que altera os procedimentos de demarcação de Terras Indígenas no Brasil. Entoando cantos nas mais diversas línguas presentes, eles marcharam do centro de convenções até a Esplanada dos Ministérios. Após pararem na entrada do Palácio do Planalto, seguiram para o Ministério da Justiça, onde uma comitiva de 30 lideranças seria recebida pelo ministro José Eduardo Cardozo, que cancelou em cima da hora.

    A mobilização foi convocada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) após o movimento indígena ter tido acesso, no final da semana passada, à minuta do ministro Cardozo para a publicação de uma portaria que “estabelece instruções” ao procedimento de demarcação de Terras Indígenas, nos termos do Decreto 1775/96. Na prática, ela cria uma série de entraves burocráticos, que têm por objetivo impedir ou pelo menos dificultar novas demarcações.

    Veja também:

    O movimento indígena afirma não aceitar negociar o texto da proposta. “O posicionamento dos povos indígenas do Brasil é pela rejeição total da proposta da portaria. O que tem de se fazer é cumprir o que já está garantido pelo Decreto 1.775 [que regulamenta atualmente as demarcações]. A intenção da portaria é inviabilizar e impedir a demarcação de TIs no país”, criticou Sônia Guajajara.

    “A minuta proposta é mais uma fronta à política indigenista, principalmente no que diz respeito ao processo de demarcação de nossas terras. A portaria triplica o grau de complexidade do decreto, que já e por si só burocrático e torna os trâmites ainda mais demorados. Ela permite que fazendeiros, mineradores, madeireiros, gente que vai contra os interesses dos índios e do meio ambiente, possam contribuir com o processo de demarcação de Tis. Isso não vai nos ajudar. Pelo contrário, vai intensificar os conflitos, os assassinatos. O que o governo federal está fazendo é um absurdo. Essa é uma portaria suicida”, defendeu o cacique Marcos Xucuru.

    A passeata foi pacífica, mas dois manifestantes receberam spray de pimenta dos seguranças do Planalto e foram levados ao hospital. O protesto também pediu a revogação da Portaria 303, da Advocacia-Geral da União (AGU), o arquivamento da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215, e do Projeto de Lei Complementar (PLP) 227, que tramitam no Congresso e atentam contra o direito dos índios a seus territórios.

    “Na hora do voto, os índios servem, depois somos todos esquecidos”, bradou Anísio da Fonseca, liderança do povo indígena Guató, do Mato Grosso do Sul. As lideranças exigiram uma reunião com o ministro até sexta-feira. A assessoria responsável, porém, ainda não confirmou o encontro. Leia mais >

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