Greenblog

Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Papo Greenpeace sobre a COP-19

    Postado por Juliana Costa - 12 - nov - 2013 às 16:53 5 comentários

    Acompanhe como foi a transmissão:

     

    Nesta quinta-feira (14/11), às 16 horas, acontece o Papo Greenpeace com Renata Camargo, coordenadora de políticas públicas do Greenpeace Brasil. Ela contará sobre tudo o que está acontecendo na COP-19 (19a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima).


    O papo será transmitido ao vivo e sua participação é muito importante. Envie sua pergunta pelo Twitter com a hashtag #PapoGreenpeace ou deixe um comentário com a sua pergunta aqui no evento do Facebook.

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    A COP-19 teve início nesta segunda-feira (11), em Varsóvia. Em meio ao frio inverno europeu, as discussões em torno das mudanças climáticas e seus impactos globais começam a esquentar os corredores do centro de convenções e de toda a capital polonesa. A reunião, que conta com a participação de representantes de 190 países, dará sequência às negociações sobre um novo acordo climático, que tem até 2015 para ser finalizado e passará a vigorar em 2020, substituindo o Protocolo de Kyoto.


    Venha participar do #PapoGreenpeace, sua participação é muito importante. Envie sua pergunta peloTwitter com a hashtag #PapoGreenpeace ou deixe um comentário com a sua pergunta aqui no evento do Facebook. Leia mais >

  • Bicicletas feitas de impostos

    Postado por Danielle Bambace - 12 - nov - 2013 às 16:22 3 comentários

    Você sabia que 72,3% do valor da sua bicicleta é imposto? Esse dado assustador é parte de um estudo realizado por uma consultoria para a rede Bicicleta para Todos. Foi assim dada a largada em uma corrida contra os altos impostos aplicados sobre esse tipo de modal: a rede Bicicleta para Todos conta, já no início de sua operação, com mais de 120 entidades e empresas que buscam ampliar o acesso de brasileiros à bicicleta, seja como meio de transporte, lazer ou prática esportiva.

    Os números falam por si: o Brasil é o 3º maior produtor de bicicletas no mundo, perdendo apenas para a China e para a Índia. Mas quando os dados vão para o consumo per capita, a queda é brusca. Vamos para a 22ª colocação, o que significa um mercado emergente e um potencial de crescimento enorme. Mas esse crescimento é claramente prejudicado pela alta incidência de impostos, que recai principalmente em brasileiros que têm renda familiar de até R$600 - um terço dos que utilizam a bicicleta como meio de transporte no Brasil..

     As saídas existem e não são tão distante daquelas que já são aplicadas aos automóveis, por exemplo. A isenção do IPI (Imposto sobre produtos industrializados) para bicicletas, elevaria o consumo formal de bicicleta em 11%. Isto significaria mais bicicletas nas ruas, mais qualidade de vida, menos congestionamentos e, ainda, maior arrecadação para os cofres públicos. Leia mais >

    Colabore com a mobilidade urbana de sua cidade: repense seus hábitos, cobre seus direitos e saia pedalando por aí!
    Bicicleta para todos
  • Haiyan: destruição e necessidade de ação

    Postado por Marina Yamaoka - 11 - nov - 2013 às 11:19 1 comentário

    Imagens feitas pela NASA mostram o tufão Haiyan se aproximando das Filipinas (©NASA Goddard MODIS Rapid Response Team)

     “Há apenas 11 meses, eu estive em Doha com minha delegação e pedimos que o mundo abrisse seus olhos e encarasse a realidade. Naquela época, a República das Filipinas tinha sido atingida por uma tempestade catastrófica. Menos de um ano depois, não podia imaginar que um desastre muito maior viria”, disse Naderev Yeb Saño, chefe da delegação Filipina na COP -19 (19a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), que começou hoje. O desastre ao qual Saño se refere é o tufão Haiyan, o mais intenso que já atingiu as Filipinas.

    Com ventos que atingiram a velocidade de 275 km/h e ondas de 6 metros, o tufão atingiu a costa leste das Filipinas na sexta-feira. A ilha de Leyte foi a mais atingida e a estimativa é de que cerca de 10 mil pessoas tenham morrido devido aos impactos devastadores do tufão. A maioria estava em Tacloban, a maior cidade de Leyte e capital da província com cerca de 200 mil pessoas.

    “As Filipinas têm um histórico de tufões e de desastres naturais, no entanto, eventos climáticos extremos tem sido cada vez mais frequentes e mais devastadores do que na última década devido às mudanças climáticas. Hayian foi o 24o tufão a atingir o país neste ano e é o mais devastador em toda a história filipina”, afirmou Amalie Obusan, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace do Sudeste da Ásia.

    Além do número assustador de mortes, calcula-se que mais de 750 mil pessoas tenham sido removidas e deslocadas de suas cidades nas últimas 48 horas. “Agora, mais do que nunca, é o momento de agir. Os países precisam tomar decisões conjuntas para mitigar as mudanças climáticas e amenizar seus impactos negativos”, continuou Obusan.

    A fala do chefe da delegação Filipina também reforça a necessidade de ação. Segundo Sanõ, “para aqueles que continuam negando e ignorando a realidade das mudanças climáticos, eu os desafio a saírem de suas confortáveis poltronas. Eles devem ir para as ilhas do Pacífico, do Oceano Índico e do Caribe para enxergar os impactos do aumento do nível do mar, devem ir até o Ártico onde comunidades locais estão tendo que lidar com camadas de gelo que derretem cada vez mais rápido.”

    À primeira vista, as Filipinas e o Ártico podem parecer realidades distintas, no entanto, o que acontece em ambos lugares é a prova de que as mudanças climáticas já são realidade. Os tufões que atingem o Pacífico e a perda de gelo em extensão e volume no Ártico demandam ação imediata. Foi para chamar a atenção do mundo para a urgência do aquecimento global que 28 ativistas do Greenpeace protestaram pacificamente contra a exploração de petróleo no Ártico no dia 18 de setembro.

    Desde então, os ativistas e dois jornalistas foram presos pela Guarda Costeira Russa, estão detidos na Rússia e são sendo acusados de pirataria e de vandalismo. Se você também quer defender o frágil ecossistema Ártico e apoia a atitude dos nossos ativistas, clique no botão abaixo e envie uma mensagem à embaixada russa para que libertem nossos ativistas.

    Libertem nossos ativistas Leia mais >

  • Novos horizontes para as negociações do clima

    Postado por Nathália Clark - 11 - nov - 2013 às 9:05

    Os países presentes em Varsóvia, na Polônia, para a COP-19, tem o dever e o desafio de assumir compromissos ambiciosos e urgentes para controlar o aquecimento global.

     

    Teve início nesta segunda-feira (11), em Varsóvia, a 19a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-19). Em meio ao frio inverno europeu, as discussões em torno das mudanças climáticas e seus impactos globais começam a esquentar os corredores do centro de convenções e de toda a capital polonesa. A reunião, que conta com a participação de representantes de 190 países, dará sequência às negociações sobre um novo acordo climático, que tem até 2015 para ser finalizado e passará a vigorar em 2020, substituindo o Protocolo de Kyoto.

    Apesar de os pensamentos já estarem direcionados ao novo tratado, Kyoto ainda está de pé e os países desenvolvidos precisam apresentar metas mais ambiciosas e concretas para esta segunda fase, acordada na COP-18, em Doha, Qatar. Para garantir que a temperatura global fique abaixo dos 2 graus Celsius, é crucial que a distância entre o nível que as emissões precisam atingir até 2020 e o que elas se encontram hoje seja drasticamente diminuída. Além disso, os países ricos devem trazer investimentos para o Fundo Verde para o Clima, mecanismo financeiro criado para mobilizar recursos que ajudem os países em desenvolvimento a atenuar os impactos do aquecimento global.

    A proposta que o governo brasileiro apresentou para esta conferência inclui a cobrança de ações mais efetivas e urgentes de redução das emissões de gases causadores do efeito estufa por parte dos países desenvolvidos até 2020. “Devemos romper com o imobilismo em que os países ricos estão imersos diante dos compromissos para conter a elevação da temperatura global”, afirmou em audiência pública em Brasília o novo negociador-chefe da delegação brasileira, embaixador José Marcondes de Carvalho.

    Também foi sugerida, e será colocada em debate, a realização de uma ampla consulta pública sobre o tema em cada país, além de um pedido oficial, endereçado ao Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), de criação de uma metodologia para que cada país possa calcular sua responsabilidade histórica sobre o aumento da temperatura global.

    Em Doha, o governo brasileiro apresentou o menor índice histórico do desmatamento na Amazônia – 4.656 quilômetros quadrados entre agosto de 2011 e julho de 2012. Entretanto, em 2013, os alertas de degradação florestal e desmatamento na Amazônia Legal voltaram a apresentar sinais de crescimento. Os dados do Deter (Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real) para agosto de 2012 a julho de 2013 apontaram um aumento de 35% com relação ao período anterior. Além disso, os setores de energia e agropecuária têm apresentado um aumento exponencial de emissões.

    “O desafio que o Brasil tem pela frente ainda é maior do que as conquistas realizadas na área de florestas. O governo brasileiro deve ser reconhecido internacionalmente por seus esforços, mas o desmatamento ainda é uma ameaça presente e o país precisa zerá-lo para provar que está fazendo de fato o seu dever de casa. É necessário também que a Política Nacional sobre Mudança do Clima seja plenamente implementada para controlar as emissões crescentes dos demais setores e garantir a redução prevista na meta internacional”, defendeu Renata Camargo, coordenadora de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil.

    A participação do setor de energia no escopo total de emissões brasileiras dobrou de 16% para 32% de 2005 a 2010. E o setor tende a continuar aumentando sua participação no aumento do clima global, uma vez que políticas mais rigorosas de eficiência energética estão fora das prioridades do governo e os combustíveis fósseis continuam a ter a parcela mais gorda dos investimentos na área – 72%, segundo o Plano Decenal de Energia 2022. Leia mais >

    No novo tratado, todos os países, incluindo os do Anexo II do Protocolo de Kyoto (grupo das nações em desenvolvimento) deverão adotar metas obrigatórias de redução de emissões, que serão legalmente cobradas no âmbito das Nações Unidas. “O Brasil ainda figura na lista dos seis maiores emissores de gases-estufa do mundo. O país tem o potencial de ser um verdadeiro líder nas negociações climáticas, mas precisa de fato assumir este papel, implementando uma política climática coerente e consistente com o seu nível de emissões”, frisou Renata Camargo.

  • Dia global pelos 30 do Ártico

    Postado por Bernardo Camara - 8 - nov - 2013 às 16:11 4 comentários

    Uma cela será levada ao parque da Redenção representando a prisão dos ativistas. Foto: Greenpeace/Dmitri Sharomov

     

    No dia 16 de novembro, sábado, dezenas de países de todos os continentes vão realizar o terceiro dia global em solidariedade aos ativistas do Greenpeace que estão presos na Rússia. No Brasil, o ato acontece em Porto Alegre, cidade natal da ativista Ana Paula Maciel. Ela está entre os 28 ativistas e dois jornalistas que foram detidos e acusados de pirataria e vandalismo após um protesto absolutamente pacífico contra a exploração de petróleo no Ártico.

    O encontro vai acontecer no Parque da Redenção, o mais importante da capital gaúcha e o preferido de Ana Paula. “Tomar chimarrão neste parque é uma das coisas que ela adora fazer quando está em Porto Alegre. Tenho certeza que, da próxima vez que nos reunirmos aqui, ela estará conosco”, disse Rosangela Maciel, mãe de Ana, no último ato que aconteceu no mesmo lugar.

    O ato é aberto: todos estão convidados a comparecer e dar apoio. Além da presença de voluntários do Greenpeace e da família de Ana, haverá uma cela de 2x2m representando a prisão dos ativistas. As pessoas poderão também deixar mensagens que serão encaminhadas para a ativista. 

    Serviço

    O quê: Dia Global pelos ativistas
    Onde:
    Parque da Redenção
    Horário:
    10h às 16h Leia mais >

  • Cartas da prisão

    Postado por Bernardo Camara - 7 - nov - 2013 às 18:47 1 comentário

    Hoje fez 50 dias que 28 ativistas e dois jornalistas estão presos numa cadeia gelada na Rússia. O motivo? Um protesto absolutamente pacífico contra a exploração de petróleo no Ártico.

    A vida lá não está sido fácil. Mas papel e caneta têm sido companheiros fundamentais para que cada um deles tenha uma conexão com o lado de cá do mundo. Em cartas, além de contar como tem sido o cotidiano longe de casa, os ativistas demonstram uma força interior e uma esperança que não se apagam. Tampouco seus ideais. É o que mostra o vídeo Cartas da Prisão, que o Greenpeace divulgou hoje. 

    Leia mais >

  • Papo Greenpeace sobre os ativistas presos na Rússia

    Postado por Juliana Costa - 7 - nov - 2013 às 18:13 2 comentários

    Nesta quinta-feira (07/11), às 20 horas, acontece o Papo Greenpeace com Fabiana Alves, coordenadora da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil. Ela contará sobre tudo o que está acontecendo com os nossos ativistas presos na Rússia e também sobre a exploração de petróleo na região.

    O papo será transmitido ao vivo e sua participação é muito importante. Envie sua pergunta pelo Twitter com a hashtag #PapoGreenpeace ou deixe um comentário com a sua pergunta aqui no evento do Facebook.

    Facebook Twitter

    Até o momento, mais de 2 milhões de e-mails foram enviados às embaixadas russas no mundo inteiro. Os e-mails são para pressionar as embaixadas a agirem para que os ativistas sejam libertados. 

    Venha participar do #PapoGreenpeace, sua participação é muito importante. Envie sua pergunta peloTwitter com a hashtag #PapoGreenpeace ou deixe um comentário com a sua pergunta aqui no evento do Facebook. Leia mais >

  • Controlar as emissões brasileiras

    Postado por Marina Yamaoka - 7 - nov - 2013 às 15:34 1 comentário

    Um dos setores que teve suas emissões analisadas pelo Observatório do Clima foi o de energia.

    O Observatório do Clima, do qual o Greenpeace faz parte, lançou hoje o Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG). Trata-se de um site que permite consultar dados sobre diferentes setores e sobre as emissões totais no Brasil, de 1990 a 2012.

    O Brasil teve seu primeiro inventário de emissões em 2005, no qual foi feita uma retrospectiva até 1994 e depois foi lançado um segundo inventário em 2010. O objetivo do SEEG é disponibilizar anualmente as estimativas das emissões de forma consistente e acessível. Dessa forma, a sociedade civil pode compreender cada vez mais as mudanças climáticas e as implicações das tendências das emissões nas políticas públicas.

    Segundo o relatório do IPCC (Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas) publicado em setembro deste ano, há 95% de certeza de que os seres humanos são responsáveis pelas mudanças do clima e pelo aumento da temperatura global, pelo menos nas últimas três décadas. É neste sentido que é importante que cada país compreenda como e de qual forma contribui para as emissões globais para que possa tomar medidas efetivas para diminui-las. 

    “O desafio é como incorporar medidas de baixo carbono na economia do país sem gerar entraves ao desenvolvimento. É necessário que cada país atue conforme sua responsabilidade”, afirmou o ministro Everton Lucero. Durante a apresentação do SEEG, foram apresentadas as emissões dos diferentes setores brasileiros e o que espera-se que o Brasil alcance para ser considerar uma economia de baixo carbono. 

    Para que haja chance de limitar o aumento da temperatura média global em 2oC, valor considerado limite pelo IPCC para evitar mudanças catastróficas, há o limite de emissão de 1000 Gton (gigatoneladas) de 1880 até 2100. Considerando que o Brasil continuará contribuindo com 3% das emissões mundiais, o país teria que chegar em 2050 emitindo apenas 0,3 Gton ao ano, apenas um quinto do que emite hoje.

    Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de Clima e Energia, participou de debate sobre as emissões de energia, no qual foram discutidas questões e propostas em relação ao setor de transportes e de eletricidade. “O Plano Decenal de Energia prevê o esgotamento das reservas das hidrelétricas até 2030, como solucionaremos o desafio de fornecer eletricidade sem sujar a matriz e diminuindo as emissões?”, questionou Baitelo. Leia mais >

  • Forte apoio político a Ana Paula no Brasil

    Postado por Nathália Clark - 6 - nov - 2013 às 15:44 1 comentário

    Renan Calheiros em reunião com representantes do Greenpeace e parlamentares. Foto: Presidência do Senado Federal.

     

    Presa desde o dia 19 de setembro após um protesto pacífico no Mar de Barents, a ativista brasileira Ana Paula Maciel já recebeu apoio político de diversas frentes em seu país natal. O maior deles veio da instância mais alta do Poder Executivo. No dia 10 de outubro, após grande mobilização nacional, a presidente Dilma Rousseff se manifestou em sua conta do Twitter, dizendo ter solicitado assistência direta do Ministério das Relações Exteriores, uma vez que o caso está sendo tratado no âmbio diplomático.

    Além de Dilma, o Ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, instruiu, no dia primeiro de outubro, o embaixador do Brasil em Moscou, Fernando Barreto, a assinar uma “carta de garantia” pela ativista gaúcha. Pelo documento, o governo brasileiro pede que Ana Paula aguarde as investigações em liberdade, garantindo às autoridades russas que ela teria bom comportamento e que se apresentaria à Justiça quando fosse requisitada.

    Ainda no alto escalão, o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), também manifestou apoio e preocupação, em nome de todo o Parlamento brasileiro, com relação à situação de Ana Paula. No dia 23 de outubro, em reunião com representantes do Greenpeace e parlamentares, Calheiros anunciou que enviaria um pedido oficial de libertação da ativista. A carta, direcionada ao Parlamento russo, deverá ser entregue pessoalmente por uma comitiva de deputados e senadores.

    A decisão foi resultado de uma reunião organizada pelas Frentes Parlamentares Ambientalista e em Defesa dos Direitos Humanos. Ambas também já haviam manifestado publicamente seu apoio à libertação da bióloga e dos demais ativistas. A Frente de Direitos Humanos realizou, no dia 16 de outubro, um ato pela libertação de Ana Paula Maciel, que resultou na coleta de cerca de 70 assinaturas de parlamentares em solidariedade.

    No dia 10 de outubro, os senadores Ana Rita (PT-ES) e João Capiberibe (PSB-AP) – respectivamente presidente e vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal – também já tinham apresentado um ofício direcionado ao presidente da Casa, Renan Calheiros, para que o Senado se manifestasse a favor da libertação da ativista do Greenpeace.

    No Congresso, aliás, a comoção foi em peso. Parlamentares da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovaram uma moção de apoio, apresentada pelo deputado Henrique Fontana (PT-RS) e aprovada no dia 9 de outubro, que depois foi entregue em mãos ao embaixador da Rússia no Brasil, Sergey Pogóssovitch Akopov.

    A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal, por sua vez, também aprovou dois requerimentos de apoio à brasileira presa. Um deles, apresentado pelos senadores Paulo Paim (PT-RS), Pedro Simon (PMDB-RS) e Ana Amélia (PP-RS), afirma que a comissão se colocava como “fiadora convicta” de que o processo de julgamento da brasileira ocorreria dentro dos limites legais. O documento, portanto, reafirmava a “carta de garantia” que o governo federal enviou ao governo russo no dia primeiro de outubro.

    Governador do Rio Grande do Sul, estado onde Ana Paula nasceu e foi criada, Tarso Genro (PT-RS) também manifestou apoio no início de outubro. Ele afirmou que pediria pessoalmente à presidente Dilma Rousseff que interviesse diplomaticamente, e prometeu acionar a secretaria de Justiça do estado para acompanhar o caso.

    Ana Paula está entre os 28 ativistas e dois jornalistas presos após um protesto pacífico contra a exploração de petróleo no Ártico. Se você também é contra os impactos que podem ser causados nesse frágil ecossistema e apoia a atitude dos nossos ativistas, clique no botão abaixo e envie uma mensagem à embaixada russa.


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  • Caso de ativistas vai a tribunal internacional

    Postado por Bernardo Camara - 5 - nov - 2013 às 18:31 1 comentário

    A brasileira Ana Paula é uma das 30 pessoas presas na Rússia após protesto pacífico contra exploração de petróleo no Ártico. Foto: © Dmitri Sharomov / Greenpeace

     

    Nesta quarta-feira, 6, acontece em Hamburgo, na Alemanha, uma audiência do Tribunal Internacional de Direito Marítimo (ITLOS, na sigla em inglês) sobre o caso dos ativistas do Greenpeace presos na Rússia. O pedido de audiência veio do governo holandês, que quer a libertação do navio Arctic Sunrise – de bandeira holandesa – e de toda a tripulação que estava a bordo da embarcação. O advogado Jasper Teullings, do Greenpeace Internacional, comentou o caso:

    “Nós apreciamos o fato de o governo holandês ter apresentado o caso e agradecemos ao Tribunal Internacional de Direito Marítimo por levá-lo em consideração.

    O Greenpeace Internacional está confiante que o tribunal levará em conta, em sua decisão, os direitos fundamentais das 30 pessoas que estão presas – e a ameaça que essa prisão representa sobre esses direitos.

    Nós, no Greenpeace, acreditamos na legislação internacional – afinal, a Convenção de Direito Marítimo da ONU existe principalmente para proteger o ambiente marinho”.

    ITLOS é um órgão judicial independente com sede em Hamburgo, Alemanha, e foi criado para resolver disputas sobre interpretação e aplicação da Convenção de Direito Marítimo da ONU (UNCLOS). 

    No dia 4 de outubro, a Holanda iniciou um procedimento judicial no Tribunal Internacional de Direito Marítimo conhecido por arbitragem, no qual as autoridades russas têm que prestar esclarecimentos sobre suas ações a este tribunal. E no dia 21 do mesmo mês, solicitou como medida provisória a libertação imediata do navio e da tripulação, enquanto não sai o resultado da arbitragem. Leia mais >

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