Greenblog

Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Carros velhos com novos benefícios

    Postado por Fabiana Alves - 29 - out - 2014 às 15:09 1 comentário

    quarta-feira, 29 de outubro de 2014

    Ativistas do Greenpeace protestam na portaria da Volkswagen

    Foi com essa frase que a jornalista especializada em economia Miriam Leitão definiu, na manhã de hoje na rádio CBN (clique abaixo para ouvir), os benefícios que o governo concede a montadoras sem qualquer contrapartida da indústria. Miriam afirmou o mesmo que o Greenpeace tem mostrado desde o começo da campanha por eficiência dos carros: a indústria precisa se modernizar e produzir automóveis que consumam menos energia e emitam menos gases de efeito estufa. 

     

    O governo brasileiro, por meio do programa Inovar-Auto, deu continuidade à redução do imposto sobre produtos industrializados à indústria automobilística, sob a condição de que as beneficiárias aumentassem a eficiência energética da frota veicular e tivessem porcentagem mínima de produtos nacionais na fabricação de veículos. Apesar de ter forte adesão das empresas, o programa não é obrigatório e chegará ao fim em 2017.

    Com a reeleição de Dilma Rousseff, o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos), Luiz Moan, já correu ao Planalto para pedir ajuda ao governo federal. Contudo não haverá desenvolvimento industrial se o governo continuar tratando o setor como a um filho que não saiu de casa, concedendo benefícios intermináveis mas sem exigir melhor tecnologia – e consequentemente, menores emissões para o clima.

    A frota veicular brasileira ainda está dois anos atrasada em relação à europeia, como comprova o estudo desenvolvido pela COPPE/UFRJ em parceria com o Greenpeace, mesmo com a adesão ao Inovar-Auto. É uma constatação grave, se levarmos em conta que as mesmas montadoras que atuam no Brasil também estão na Europa. A conclusão é simples e pode ser resumida nas mesmas palavras de Miriam Leitão: temos carros velhos com novos benefícios.

    Por isso pedimos para as três maiores montadoras do Brasil, Fiat, Chevrolet e Volkswagen se comprometerem com níveis mais ambiciosos de eficiência energética no país. Elas falam em carros modernos nas publicidades, mas a realidade é que o que temos no Brasil são carros velhos e de menor qualidade, por vontade das empresas, porque a tecnologia já existe lá fora.

    As montadoras vivem a chorar para que o governo as ajude, mas não se interessam em dar ao consumidor o que prometem em seus comerciais. E nesse caso não é apenas o consumidor que paga o pato, mas o planeta e toda a população, que sofrerão as consequências do agravamento das mudanças climáticas, causado pelo aumento crescente das emissões de gases de efeito estufa. E em tempos de falta de água na terra da garoa, não tem como dizer que elas não existem. Leia mais >

  • As sete usinas mais bonitas

    Postado por André Sampaio - 29 - out - 2014 às 9:58

    As energias renováveis são a melhor alternativa para substituir os combustíveis fósseis. Limpas, seguras e eficientes, ainda podem ser interessantíssimas e bonitas. Com o aumento da emissão de gases poluentes, as energias renováveis se tornam uma solução para construirmos um mundo mais limpo e verde, utilizando recursos que estão presentes no nosso dia-dia, como o sol e o vento.

    Confira a galeria abaixo que apresenta as usinas solares mais legais do mundo. 

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  • A questão energética no debate presidencial

    Postado por Alan Azevedo - 24 - out - 2014 às 10:07

    O Greenpeace, em parceria com o Fluxo, debate os desafios dos próximos 4 anos no setor

    No seu último episódio, o programa Sujeito Oculto: política e meio ambiente discutiu sobre a política energética brasileira, em contexto de crise pelo aumento da conta de luz e ameaças de racionamento.

    A centralização da produção de energia, as grandes obras que causam enormes impactos socioambientais, a diversificação da matriz energética e as fontes alternativas foram algumas das pautas discutidas por Célio Bermann (USP), Rodrigo Sauaia (Absolar) e Ricardo Baitelo (Greenpeace). A mediação ficou à cargo do jornalista Bruno Torturra, do Fluxo.

    A seguir, confira os melhores momentos do debate:

    Energia Fotovoltaica
     
    Análise do mercado de energia solar fotovoltaica por Rodrigo Sauaia. Veja como funciona o sistema, sua viabilidade e incentivos – ou desincentivos – para a microgeração. “O preço do painel solar já caiu 80% nos últimos 4 anos”, explica ele.

    Diversificação da matriz energética
     
    Hoje não existem leilões híbridos de energia, apenas fontes únicas. Rodrigo Sauaia lembra que é preciso pensar em modelos complementares. Célio Bermann questiona a matriz energética brasileira, que é centralizada e resulta em grandes impactos ambientais. Ricardo Baitelo chama atenção para os benefícios econômicos – emprego e geração de renda – das fontes alternativas. “É um tendencioso atrelarmos o desenvolvimento ao petróleo”, diz Baitelo.

    Assista aos vídeos e compartilhe. Vamos discutir meio ambiente e cobrar os candidatos. A hora é agora! Leia mais >

  • Vídeos discutem política ambiental

    Postado por Alan Azevedo - 22 - out - 2014 às 11:45

    Episódios de Sujeito Oculto: política e meio ambiente viram pequenas pílulas para esquentar o debate ambiental na reta final das eleições

    Em seu segundo episódio, Sujeito Oculto: política e meio ambiente deu um panorama geral sobre como o meio ambiente é um sujeito oculto no debate político. Ele conta com a participação de Ricardo Abramovay (USP), Ricardo Sennes (PUC-SP), Adriana Ramos (Instituto Socioambiental - ISA) e Sérgio Leitão (Greenpeace). A mediação foi feita pelo jornalista Bruno Torturra, do Fluxo.

    O programa foi dividido em três pequenos vídeos, que resumem bem o debate e as colocações dos convidados:

    Política e Energia
     
    Ricardo Sennes analisa o papel da política energética brasileira interna e externa, e a necessidade de se adicionar a questão ambiental nessa equação. Segundo ele, “o tema deixou de ser uma moeda de troca do Brasil com outros países e passou a ser claramente de estratégia nacional”.

    Energia na Amazônia
     
    O modelo de desenvolvimento brasileiro ameaça a Amazônia. Adriana Ramos, Sérgio Leitão e Ricarmo Abramovay comentam como a hidroeletricidade é abordada no debate eleitoral e de que maneira a política atual garante subsídios e licenciamento para as grandes obras de infraestrutura com altos impactos ambientais na floresta.

    Combustíveis do passado
     
    Ricardo Abramovay fala sobre o massivo investimento brasileiro no pré-sal e a bolha de carbono. “O Brasil optou em investir quase meio trilhão de reais num projeto chamado pré-sal. É muito difícil ver o país investindo isso em educação”.

    Assista e divulgue. O debate ambiental precisa ser levado a sério e o momento é agora. Leia mais >

  • Linhas, ligando pontos de energia

    Postado por Marina Yamaoka - 22 - out - 2014 às 11:40

    Linhas de transmissão próximo a Ilha Solteira, São Paulo, município no qual há duas hidrelétricas. (©Carol Quintanilha/Greenpeace)

     

    Estreia na semana que vem o projeto Linhas. Esta minissérie em seis paradas ligará os pontos entre as diferentes energias do Brasil e contará de onde vem a energia do país hoje e de onde ela poderia vir.

    • Enquanto o site não está pronto, que tal conhecer os bastidores do projeto? Siga o perfil do Instagram @_linhas_

    Tudo isso e muito mais vocês ficarão sabendo quando o site Linhas for ao ar com o primeiro episódio sobre as hidrelétricas que, hoje, são responsáveis por quase 80% da energia brasileira e a seca que fez com que o Brasil acionasse termelétricas caras e poluentes.

    Além de visitar o site, você pode seguir o perfil do projeto no Instagram @_linhas_ para saber onde está o time em campo – a fotografa Carol Quintanilha, a videomaker Eliza Capai e os jornalistas do Greenpeace – o que estão investigando, com quem estão conversando e muito mais. Viaje junto com a gente nessas Linhas! Leia mais >

  • Bons ventos e a garantia de um futuro limpo

    Postado por Luciano Dantas - 21 - out - 2014 às 13:37

    A produção global de energia eólica pode atingir 2.000GW (gigawatts) até 2030, suprir entre 17 e 19% da necessidade elétrica mundial, gerar dois milhões de empregos e reduzir a emissão de dióxido de carbono em três bilhões de barris por ano. Esses são dados obtidos a partir de uma análise divulgada hoje pelo GWEC (Conselho Global de Energia Eólica na sigla em inglês) e o Greenpeace Internacional. Para 2050, estima-se que a energia eólica seja responsável por 25 a 30% do abastecimento mundial.

    A análise leva em consideração dados apresentados pela AIE (Agência Internacional de Energia), levantados especialmente para este relatório. A ideia é mostrar como a geração de energia eólica pode oferecer, em nível de produção global, redução das emissões de CO2, geração de empregos e redução de custos e investimentos.

    Instalações de energia eólica totalizaram 318GW no mundo todo até o final de 2013. (©Karuna Ang/Greenpeace) Leia mais >

    “A partir da urgência em reduzir as emissões de CO2, a energia eólica surgiu como a opção de melhor custo-benefício, barateando a produção, reduzindo o nível de poluição global e garantindo o fornecimento de energia em todo o mundo”, afirma Steve Sawyer, diretor executivo do Conselho Global de Energia Eólica.

    A queima de combustíveis fósseis faz o setor energético responsável por mais de 40% das emissões de CO2 e 25% das emissões totais de gases que causam o efeito estufa. Para cumprir as metas de proteção climática, um dos principais focos deve ser a produção de energia. O potencial energético que a geração eólica apresenta é ideal para iniciarmos o processo de redução das emissões de carbono para manter o aumento da temperatura global a 2ºC ou menos.

    “As políticas de incentivo e as lideranças devem estar alinhadas nesse processo para que a produção de energia a partir de fontes limpas se fortaleça cada vez mais, visando alcançar um acordo climático na Conferência do Clima em 2015, em Paris”, disse Sven Teske, da campanha de energia do Greenpeace Internacional.

    Instalações de energia eólica totalizaram 318GW no mundo todo até o final de 2013 e a indústria está preparada para crescer mais 45GW até o fim de 2014.

    “Investir em novas renováveis, como a energia eólica e a solar, é o único caminho que temos para garantir que nossa crescente demanda por energia vá ser atendida sem que isso cause danos socioambientais, como as grandes hidrelétricas, ou pese no bolso do consumidor, como as térmicas”, afirma Barbara Rubim, da campanha de energia do Greenpeace Brasil.

    No Brasil, estima-se que a energia eólica seja responsável por 11,6% da produção energética e pela criação de 17 mil empregos em 2030. O caminho para chegar a esses números começou a ser traçado em 2009, com o primeiro leilão exclusivo para a fonte. Os frutos desse leilão já começaram a ser colhidos em 2013, quando a fonte eólica teve contratação recorde de 4,7GW, e um preço médio que desbancou as térmicas.

  • Amazônia em debate

    Postado por Alan Azevedo - 20 - out - 2014 às 12:45

    As ameaças à maior floresta tropical do mundo e os desafios do próximo governante para protegê-la 

    A parceria entre Greenpeace e Estúdio Fluxo promove uma série de debates para discutir como o Meio Ambiente é inserido no contexto eleitoral. Sujeito Oculto: política e meio ambiente reune especialistas para falar dos principais desafios socioambientais que o próximo governo enfrentará.

    Em seu episódio mais polêmico, a série aborda a Amazônia, centro de eterna disputa entre poder, direitos e desenvolvimento.

    Com a mediação do jornalista Bruno Weis, (Greenpeace), os convidados André Villas-Bôas (Instituto Socioambiental – ISA), Marcio Astrini (Greenpeace) e o cineasta Daniel Augusto (diretor de Amazônia Desconhecida) conversam sobre os riscos que cercam a Amazônia.

    O programa ao vivo, transmitido via streaming, trouxe ainda o depoimento gravado de Claudelice Santos e Cosme Capistrano, líderes rurais ameaçados de morte, assim como a opinião do procurador da República Camões Boaventura, um dos responsáveis por garantir a consulta dos povos da floresta no caso das hidrelétricas previstas para o rio Tapajós.

    Um dos assuntos mais em voga foi o ciclo da madeira ilegal na região, uma vez que 80% da exploração é feita de maneira ilícita no Brasil. O Greenpeace acaba de confirmar essa atividade em recente rastreamento de caminhões. Confira no site da campanha Chega de Madeira Ilegal!

    Abaixo, os melhores momentos do debate:

    Amazônia desgovernada

      

    Análise da gestão do governo em relação à preservação da floresta e de sua população tradicional. Marcio Astrini fala da PEC 215 e André Villas-Bôas ressalta a inoperância do Estado para mediar os conflitos no campo e o desmatamento.

    Amazônia, terra da grilagem
     
    A grilagem é uma forma subversiva de requisitar posse de terras da União. “A grilagem no Brasil vem desde 1500, e é um dos maiores problemas da Amazônia”, atesta André Villas-Boas. Marcio Astrini explica como o grileiro atua e as consequências de suas ações para a floresta e o País.

    Conflitos no Campo
     
    O depoimento de Claudelice Santos e Cosme Capistrano, lideranças rurais ameaçadas de morte no interior do Pará. A maioria dos conflitos são consequências da grilagem de terra, do avanço do agronegócio e do desmatamento. “São quase 450 pessoas assassinadas – ou melhor, abatidas – na Amazônia”, conta Marcio Astrini.

    Madeira Ilegal
     
    “Não existe um esquema de crime e fraude no País como o da Amazônia”, revela Marcio Astrini. 80% da exploração de madeira no País é ilegal, e essa questão merece mais atenção do governo brasileiro. André Villas- Bôas questiona: “É uma exploração consentida. Uma quantidade gigante de toras de madeira e ninguém vê?"

    Sem floresta, sem água
     
    A relação da Floresta Amazônica com a chuva no resto do Brasil. A Amazônia é responsável por grande parte das precipitações na região sudeste do Brasil, que hoje sofre com histórica crise hídrica. Se desmatar a floresta, a água acaba junto.

     Compartilhe o vídeo nas redes sociais e mostre aos seus amigos e familiares. Esse debate, tão importante para o futuro do país, deve ser cada vez mais pluralizado, para que a cobrança sobre nossos governantes seja efetiva. Leia mais >

  • Serraria denunciada pelo Greenpeace sofre apreensão

    Postado por Luana Lila - 16 - out - 2014 às 21:53 5 comentários

    Secretaria de Meio Ambiente do Pará realiza fiscalização em serrarias no oeste do Pará após denúncia contra exploração de madeira ilegal

    Serraria Odani, em Santarém, Oeste do Pará (Greenpeace/Lunaé Parracho)

     

    Agentes da Secretaria de Meio Ambiente do Pará (Sema-PA) apreenderam hoje madeira ilegal flagrada no pátio da serraria Comercial de Madeiras Odani Ltda, localizada em Placas, na região de Santarém, oeste do Pará. A empresa foi multada e pode sofrer ainda outras medidas administrativas.

    O órgão ambiental deflagrou uma operação de fiscalização na região com base em investigação do Greenpeace divulgada ontem, dia 15. Segundo informações da Sema, a operação pretende vistoriar serrarias e planos de manejo denunciados pelo Greenpeace por seu envolvimento com a exploração ilegal de madeira

    No início da semana, o Greenpeace sobrevoou, em conjunto com a Sema, áreas de planos de manejo suspeitos de estarem sendo utilizados para 'esquentar' a madeira ilegal. O sobrevoo de reconhecimento confirmou a denúncia dos ativistas de que muitos planos de manejo estão sendo usados apenas para gerar créditos para acobertar madeira retirada ilegalmente de outras áreas de floresta.

    A área sobrevoada, licenciada pela Sema, não apresentou sinais de exploração apesar dos documentos oficiais mostrarem que eles movimentaram madeira. Em matéria publicada no programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, Adonias Leite, gerente da serraria, afirma que não conhece a origem da madeira comprada por eles: “a madeira a gente recebe, mas a gente não sabe se eles tiram ou não. Se eles tiram do projeto ou se tiram dos arredores a gente não sabe porque a gente não vai lá ver”, afirmou ele.

    "A operação de fiscalização da Sema confirma a nossa denúncia sobre a fragilidade do sistema de controle da madeira que tem permitido 'esquentar' madeira ilegal e coloca-la no mercado. O Estado precisa assumir sua responsabilidade para garantir que a exploração de madeira não destrua a floresta. Para isso, os órgãos ambientais responsáveis devem realizar uma revisão de todos os planos de manejo aprovados desde 2006. No entanto, o governo federal deve assumir com vigor sua responsabilidade – negligenciada desde que a gestão das nossas florestas foi compartilhada com os Estados – de garantir as condições necessárias para que os Estados possam assumir essa tarefa", disse Marina Lacôrte, da Campanha Amazônia do Greenpeace. Leia mais >

  • Guarani-Kaiowás reagem à decisão do STF

    Postado por Clarissa Beretz - 15 - out - 2014 às 16:20 2 comentários

    Índio Guarani-Kaiowá protesta em Brasília. (©Egon Heck/CIMI)

     

    Diante de mais um episódio de violação de seus direitos constitucionais, lideranças Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul se mobilizaram em Brasília ontem e hoje em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF).

    A reação do povo indígena – vítima do maior genocídio étnico em curso no País e que há décadas luta pela demarcação de suas terras – se dá pela recente anulação do STF da Portaria 3219 que, em 2009, reconheceu a Terra Indígena Guyraroká como de ocupação tradicional. “Ou o governo e a Justiça demarcam nossas terras ou que nos enterrem de vez nelas”, declarou a liderança Ava Jeguaka Rendy’ju. A homologação pela presidente da República, Dilma Rousseff, é o único procedimento administrativo que faltava para finalizar o a demarcação da TI Guyraroká.

    “A coisa está tão absurda que hoje querem nos penalizar por termos sido expulsos de nossos territórios. Nos expulsaram de nossa terra à força e agora dizem que não estávamos lá em 1988 e por isso não podemos acessar nossos territórios?”, questiona a liderança Ava Kaaguy Rete.

    Vítimas dos projetos de colonização, os Guarani Kaiowá de Mato Grosso do Sul foram expulsos de suas terras tradicionais e confinados em oito pequenas reservas. Desse processo resultam os graves conflitos com fazendeiros armados, mortalidade infantil, saúde precária e uma altíssima taxa de suicídios (73 casos em 2013, de acordo com dados da Secretaria Especial de Saúde Indígena) e homicídios (62% dos casos de assassinatos de indígenas no Brasil ocorreram em MS).

    As lideranças Guarani protocolaram nesta quarta um memorial sobre o contexto histórico e a situação de extrema vulnerabilidade a que está submetido seu povo no Mato Grosso do Sul (MS).

     Na terça-feira, elas entregaram duas cartas – uma da Aty Guasu (Grande Assembleia Guarani-Kaiowá) e outra da comunidade Kurusu Ambá - nos gabinetes dos 10 ministros do STF a fim de reivindicar a garantia do direito às suas terras tradicionais.

     

    Entenda o caso.

    Saiba mais sobre os Guarani Kaiowá 

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  • Participantes do Green Move Festival votam pelo Desmatamento Zero

    Postado por Heloísa Mota - 15 - out - 2014 às 10:42

     

    Há algumas semanas recebemos um convite para participar, pelo segundo ano consecutivo, do Green Move Festival, um evento gratuito que trouxe diversas oficinas, exposições e atrações musicais, com o intuito de conscientizar o público sobre a importância da manutenção das florestas para a preservação ambiental e contra as mudanças climáticas.

    Para participar do evento, o Grupo de Voluntários de Brasília aproveitou o clima de descontração e diversão para realizar ações criativas sobre o Projeto de Lei do Desmatamento Zero.

    Reforçando o conceito de que, juntas, as pessoas têm o poder de fazer a mudança, o Grupo pediu que os participantes do evento ajudassem a desenhar a copa de uma árvore usando suas mãos e tinta verde. O resultado final foi uma obra de arte construída coletivamente, e que dispensa explicações mesmo para os mais leigos no assunto.

    Mas criatividade pouca é bobagem. Em meio às fervorosas discussões neste segundo turno das Eleições 2014, os voluntários deram a oportunidade para o público votar em alguém especial: O Candidato Desmatamento Zero. Todos que passaram pelo estande do Grupo tiveram o prazer de ouvir a proposta de um jovem candidato, muito sorridente e simpático, que pedia a preservação das florestas brasileiras; proposta essa que os atuais candidatos à presidência nos deixaram a desejar.

    O resultado? Ao longo do dia, 674 pessoas votaram e assinaram pelo Desmatamento Zero.  “Foi lindo, as pessoas faziam fila para assinar, gente de todas as idades”, relatou contente Stephania Rodrigues, voluntária de Brasília. “É importante batermos nessa tecla, muita gente ainda tem a opinião equivocada sobre o projeto Desmatamento Zero, e essas atividades ajudam a mobilizar as pessoas pela nossa causa, e trazê-las para nosso lado”, completou.

    Mais do que a mobilização pela causa, o processo de planejamento e execução das ações foi igualmente importante para a integração dos integrantes do grupo, que comemoraram satisfeitos. “Trazer para as ruas neste período de corrida eleitoral soluções para as pautas ambientais, como o Projeto de Lei do Desmatamento Zero, despertou interesse por parte da população e motivou ainda, o Grupo de Voluntários do Greenpeace Brasília a continuar trabalhando com mais força nesta importante campanha” explicou Deivison Ferreira, voluntário de Brasília e Candidato Desmatamento Zero nas horas vagas.  Leia mais >

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