Greenblog

Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • 5 razões para comemorar o “não” que o Ibama disse à Total

    Postado por Thaís Herrero - 31 - ago - 2017 às 9:00

    Lucrar com o petróleo de perto dos Corais da Amazônia é um sonho cada vez mais distante para a empresa francesa.

    Dias atrás, nós celebramos a notícia de que o Ibama rejeitou o estudo da empresa Total, que quer explorar petróleo perto dos Corais da Amazônia. Isso significa que os planos (absurdos) dessa petrolífera francesa estão um pouco mais difíceis de se realizarem. E que nós, defensores dos Corais, estamos ganhando nossa luta!

    Temos motivos para comemorar com todo mundo que também quer que o petróleo fique longe desse ecossistema único. Cinco razões para comemorar o “não” que o Ibama disse à Total:

    1. Mais de 1,2 milhão de pessoas foram ouvidas

    via GIPHY

    Quando o Ibama diz “não” à Total está lado a lado com o desejo dos milhares de defensores dos Corais da Amazônia que assinaram a petição. Nós dizemos “não” à ganância das petrolíferas e “sim” à vida submarina preservada!

    2. A carta que cientistas assinaram surtiu efeito

    via GIPHY

     
    Pouco tempo atrás, cientistas renomados assinaram esta Carta Aberta. Eles destacam que o recife recém-revelado significam muito para a biologia marinha. E expressando sua preocupação com os riscos que a exploração petrolífera representa para a região.  

    3. O Ibama considerou os (muitos) defeitos do estudo da Total

    via GIPHY

    Os documentos que a empresa entregou ao Ibama são cheios de falhas e dados insuficientes, segundo o próprio órgão ambiental. O Greenpeace já tinha destacado alguns desses problemas. Por exemplo, em caso de um vazamento, há uma chance de 30% do óleo atingir a região dos recifes. Isso  já é inaceitável em qualquer caso. É ainda pior quando estamos falando de um bioma único no mundo e pouco estudado.  

    4. O “não” definitivo está próximo

    via GIPHY

     A Total tem uma última chance para dar ao Ibama novos dados e tentar a licença. Mas acreditamos que o Ibama vai manter sua postura e defender os Corais da Amazônia. Funcionários do órgão inclusive  apoiaram nosso protesto pacífico semanas atrás.

    5. Isso nos dá mais forças para continuar nossa campanha

    via GIPHY

     Começamos a defender os Corais da Amazônia em janeiro e o movimento só cresce. Agora, vemos que tudo valeu a pena.

    A rejeição da licença é uma importante vitória de todos que se mobilizaram pela defesa dos Corais da Amazônia. Mas ainda precisamos manter a pressão para que a Total não continue tentando emplacar seu projeto de explorar petróleo ali. Ajude-nos a continuar esse trabalho entre para o nosso time de doadores e vista a camisa em nome dos Corais da Amazônia. Leia mais >

    JUNTE-SE A NÓS

  • A semana do Greenpeace em fotos:

    Postado por Greenpeace - 21 - ago - 2017 às 15:35 1 comentário

    Todos os dias pessoas de todo o mundo lutam para garantir um futuro verde e pacífico para o nosso planeta. Do Brasil a Noruega, aqui está um olhar sobre algumas das principais imagens do Greenpeace na semana passada

    Ação global contra a exploração de petróleo no Ártico

    O navio Arctic Sunrise está no Ártico expondo o governo norueguês contra a exploração de petróleo. Ativistas de todo mundo estão a bordo participando da ação.

     

    Ação contra a construção do parque temático da Nickelodeon nas Filipinas

    Grupos ambientais e da sociedade civil se opõem ao parque temático que Nickelodeon pretende construir. Para os estudiosos, a construção do parque poderá prejudicar o ecossistema marinho da região.

     

    Não ao plástico! ação na Bulgária

    Ativistas de 13 países diferentes abriram um banner com a mensagem “não ao plástico” na ponte de Asparuhov, Bulgária.

     

    Protesto em frente à sede do Ibama, no Rio de Janeiro, contra a exploração de petróleo nos Corais da Amazônia

    Ativistas do Greenpeace realizam manifestação em frente ao Ibama para que o órgão resista à pressão das empresas Total e BP e negue a licença ambiental de exploração petrolífera próxima aos Corais da Amazônia.

      

    Eternit, a "Casa do Câncer" no centro de Bogotá

    Em ação criativa, o Greenpeace apresentou a "casa do câncer" no parque nacional de Bogotá. A Organização chamou atenção para que a empresa Eternit abandone definitivamente a produção de materiais que contenham amianto. O processo será discutido nos próximos dias pelo Senado Colombiano.

     

    Protesto para salvar a floresta de Białowieża, na Polônia

    Aproximadamente 150 pessoas protestaram na praça perto da embaixada polonesa em Praga contra a desmatamento na floresta de Bialowieža.

     

    Rainbow Warrior  aberto à visitação em Varna, Bulgária

    Em apoio a campanha para redução do uso plástico, o Rainbow Warrior fez sua parada em Varna, na Bulgária, e abriu as portas para que os visitantes adentrassem no interior do navio.

     

    Show da banda Mashrou Leila no Líbano

    A banda fez um show para conscientizar seu público sobre a questão do plástico no Líbano.

     

    Ação na sede da Commbank na Austrália

    Voluntários entregaram carvão em frente à sede da CommBank, em Sydney, depois que o banco falhou ao liberar uma política climática fraca que não tem uma única menção ao uso de combustíveis de carvão ou fósseis.

      

    “Ação plástica” em Jerusálem

    Atividade voluntária em frente ao Ministério do Meio Ambiente, em Jerusalém, pedindo que o Governo amplie a lei de reciclagem. Na foto, uma baleia de garrafas pet, em frente ao Ministério Público.

     

    Mobilidade Urbana na Holanda

    Garagem com capacidade para mais de 4.500 bicicletas Leia mais >

      

  • Criaturas gigantes do mar protestam em Londres contra a BP

    Postado por Greenpeace - 21 - ago - 2017 às 11:11

    Peixes e medusas foram para a frente da sede da companhia petrolífera pedir que ela abandone seus planos de perfuração próximo aos Corais da Amazônia

      

    Nesta segunda-feira (20), 30 voluntários do Greenpeace realizaram um desfile com 12 criaturas gigantes do mar tropical em frente à sede da BP, em Londres, para protestar contra os planos de perfuração de petróleo perto dos Corais da Amazônia.

    O desfile “nadou” em torno da praça Trafalgar Square, um dos pontos turísticos da capital britânica, e em seguida seguiu para St James Square, onde a companhia de petróleo está localizada. Os ativistas entregaram a petição com mais de um milhão de assinaturas pedindo que a BP não perfure perto do recife, juntamente com um mapa para mostrar onde está esse ecossistema. O desfile contou com peixes e medusas tropicais de quatro metros de comprimento, incluindo o colorido "Kylie Minnow".

    Em desfile, os ativistas seguiram do centro da cidade em direção à sede da BP. Foto: Chris J Ratcliffe

     

    "Todos no Greenpeace ficaram incrivelmente entusiasmados por capturar as primeiras imagens dos Corais da Amazônia, e não podemos deixar agora a BP destruir essa maravilha natural antes mesmo de ser conhecida. Trouxemos essas incríveis criaturas como embaixadores do recife. É um gostinho dessa beleza que está ameaçada pelos planos da BP”, afirma Sara Ayech, ativista de petróleo do Greenpeace no Reino Unido.

    Agora, a BP não pode mais continuar fingir ignorar a existência dos Corais da Amazônia. Foto: Chris J Ratcliffe

     

    Como os estudos da empresa ignoraram completamente essa área, apesar dela ser três vezes maior que Londres, os ativistas entregaram um mapa da região onde está o recife e as mais de um milhão de assinaturas das pessoas na petição pela proteção dessa riqueza natural única. “Por mais forte que eles tentem - e eles parecem estar tentando bastante - não vamos deixar a BP ignorar os Corais da Amazônia", completa Sara.

    A petição com mais de 1,3 milhão de assinaturas de pessoas pedindo pela proteção dos Corais da Amazônia foi entregue para a BP. Foto: Chris J Ratcliffe

     

    Os Corais da Amazônia são um recife de coral de 5.000 quilômetros quadrados na bacia da faz do Amazonas, ao largo da costa do Brasil. Foi filmado e fotografado pela primeira vez em uma expedição do Greenpeace em fevereiro deste ano e é um ecossistema único, rico em biodiversidade e amplamente inexplorado. A BP e a empresa francesa de petróleo Total pretendem perfurar petróleo na área, com seus blocos compartilhados a partir de apenas 8 km do recife. Muitos cientistas marinhos expressaram sua consternação sob o risco de um derramamento de óleo devastar o recife antes mesmo dele ter sido estudado.

    No caminho, os ativistas passaram em frente à embaixada brasileira e deixaram uma carta com o pedido da petição para que o governo brasileiro proteja o recife. Foto: Chris J Ratcliffe

     

    O Estudo de Impacto Ambiental da BP para a área, um documento enorme com centenas de páginas, evita mencionar o recife de 5.000 km2 sequer uma vez. O plano de resposta do derramamento de óleo da empresa inclui o uso do dispersante químico 'Corexit', que é tóxico para os corais, e depende de veículos operados remotamente que podem não funcionar nessas águas. Leia mais >

  • Estátuas de São Paulo usam máscaras contra a poluição do ar

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 17 - ago - 2017 às 16:15

    A intervenção foi um protesto contra o projeto de lei do vereador Milton Leite para prorrogar os ônibus a diesel na cidade por mais 20 anos, e assim, a poluição que mata 4 mil pessoas a cada ano

     

    As estátuas não respiram, mas 13 mil vidas poderão ser salvas até 2050 com a adoção de combustíveis limpos nos ônibus de São Paulo. Foto: Paulo Pereira

     

    Nesta quinta-feira (17), diversas “personalidades” da cidade de São Paulo, como Adoniram Barbosa, no Bixiga; Francisco de Miranda, na Av. Paulista; Afonso Taunay, no Largo do Arouche; Alexander Flamming, na Mooca; Nicolau Scarpa,  nos Jardins; e Luiz Lázaro, na Praça da República, amanheceram com máscaras, protegidas contra a poluição do ar.

     

    A Lei do Clima determina toda a frota de ônibus com combustíveis renováveis a partir de 2018 - esta transição não pode nem precisa durar 20 anos. Foto: Paulo Pereira

     

    O protesto, realizado pelo Greenpeace, Minha Sampa e Cidade dos Sonhos, foi para chamar a atenção para o projeto de lei do vereador e presidente da Câmara Municipal Milton Leite (DEM) que pretende adiar por 20 anos o prazo para que as empresas de ônibus adotem combustíveis mais limpos na frota municipal.

    Ou seja, se isso passar, teremos que conviver até 2037 com essa fumaça tóxica que mata mais que o trânsito: são 11 mil mortes por ano na cidade, sendo 4 mil delas apenas em função do que é emitido pelos ônibus a diesel.

     

    Nem o Monumento às Bandeiras escapou. Foto: Paulo Pereira

     

    “Estas mortes anuais recaem hoje nas mão do vereador Milton Leite. A solução para salvar vidas é garantir ônibus que não poluem. A cidade de São Paulo não pode mais prejudicar a saúde de seus cidadãos e desperdiçar bilhões de reais em perda de produtividade e gastos com saúde pública”, disse Davi Martins, do Greenpeace. 

    Durante a manhã, em terminais de ônibus e hospitais públicos, as pessoas também receberam as máscaras e folhetos explicando os riscos deste projeto de lei para a saúde. Foto: Barbara Veiga/Greenpeace

     

    Também conhecido como “PL da Poluição”, o projeto, que só atende aos interesses das empresas de ônibus, terá sua primeira audiência pública hoje na Câmara dos Vereadores. Por isso, para que todos nós não tenhamos que andar com máscaras pela cidade, é preciso pressionar os vereadores a barrar essa irresponsabilidade, que custa vidas, saúde, dinheiro e representa um enorme atraso tecnológico.

    Clique na imagem abaixo e envie sua mensagem aos vereadores.

    Leia mais >

  • 16 de agosto: dia decisivo para meio ambiente e povos indígenas e quilombolas

    Postado por Camila Rossi - 15 - ago - 2017 às 21:33

    STF julgará três ações que podem decidir o futuro das áreas protegidas no Brasil e das demarcações de terras indígenas e quilombolas. Para agravar, deputados devem votar projeto de lei que propõe alterar regras de licenciamento ambiental para grandes obras.

    Floresta Nacional do Jamanxim, uma das unidades de conservação mais desmatadas recentemente, poderá ter 354 mil hectares de área protegida reduzida por projeto de lei (Foto Daniel Beltrá/Greenpeace).

    O dia 16 de agosto de 2017 pode ser um dia histórico para o meio ambiente e para as populações tradicionais do Brasil. Nesta quarta-feira, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidirão o futuro das áreas protegidas e dos povos indígenas e quilombolas. Já os deputados votarão o projeto de lei que propõe enfraquecer o licenciamento ambiental. Em apenas um dia, décadas de conquistas socioambientais podem ser perdidas. Definitivamente, um dia para ficar na história, para o bem ou para o mal.

    STF: Redução de Unidades de Conservação (UCs) 

    Duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) – 4717 e 3646 – que tratam dos atos de criação, recategorização, ampliação, redução e desafetação dessas áreas protegidas serão analisadas pelo STF. Dependendo da decisão final, os julgamentos dessas ações podem resultar na anulação de praticamente todas as unidades de conservação (UCs) do país, bem como abrir caminho para que essas áreas protegidas sejam reduzidas ou desafetadas por medida provisória.

    Atualmente, a redução de UCs pode ser feita apenas por projeto de lei. Se for aprovada que a alteração poderá ser via medidas provisórias, será criado um precedente e as medidas provisórias serão largamente utilizadas por presidentes para reduzir as áreas que hoje estão protegidas. 

    STF: Demarcação de Terras Indígenas  

    As decisões dos ministros sobre o Parque Indígena do Xingu (MT), a Terra Indígena Ventarra (RS) e terras indígenas dos povos Nambikwara e Pareci poderão gerar consequências para as demarcações de terras indígenas em todo o país.

    Em julho, Temer assinou um parecer da Advocacia Geral da União (AGU) obrigando todos os órgãos do Executivo a aplicar o “marco temporal” e a vedação à revisão dos limites de terras já demarcadas - inclusive visando influenciar o STF.

    Segundo a tese do chamado “marco temporal”, considerada político-jurídica inconstitucional, os povos indígenas só teriam direito às terras que estavam sob sua posse em 5 de outubro de 1988. Os ruralistas querem que o ‘marco temporal’ seja utilizado como critério para todos os processos envolvendo TIs, o que inviabilizaria a demarcação de terras que ainda não tiveram seus processos finalizados.

    STF: Demarcação de Quilombos 

    Será retomado também neste dia o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3.239, proposta, em 2004, pelo então PFL, hoje DEM, contra o Decreto 4.887/2003, que regulamenta a demarcação dos quilombos. Procedimentos de demarcação em andamento e futuros podem ser prejudicados.  

    O Decreto 4.887 não estabelece um marco temporal para a comprovação da posse da terra, prevê títulos coletivos inalienáveis e a delimitação de um território que garanta a reprodução física e cultural dos quilombolas.

    O principal ponto do Decreto 4.887 questionado pelo DEM é o critério de “auto-atribuição”, pelo qual a própria comunidade decide quem são e onde estão os quilombolas. De acordo com o partido, ele abriria brechas para arbitrariedades e o desrespeito aos direitos de ocupantes das terras não quilombolas.

    A advogada do ISA Juliana de Paula Batista nega que os processos só levem em conta a “auto-atribuição” e assinala que, segundo as normas vigentes, dificilmente um não quilombola poderia simplesmente se auto-atribuir a condição quilombola e ter reconhecidos direitos territoriais. 

    Câmara: votação PL de licenciamento ambiental 

    A Câmara dos Deputados vota a Lei Geral de Licenciamento - PL 3729/2004, que pode alterar as regras do licenciamento ambiental no Brasil.

    O texto proposto pela bancada ruralista contém diversos pontos polêmicos, como a dispensa de licenciamento para atividades agropecuárias, criação do licenciamento autodeclaratório e flexibilização de exigências ambientais. Se o PL for aprovado, grandes obras poderão ser  autorizadas sem que se saiba exatamente seu impacto ambiental. Hoje, a decisão para a liberação de uma obra ou atividade é baseada na análise de seus impactos e em um plano que garanta compensações em áreas como a social e ambiental.

    O texto também joga para os estados a decisão de que tipo de obra precisará de licenciamento e como este se dará, podendo ocasionar uma verdadeira guerra entre estes estados para ver quem oferece maiores facilidades em termos de proteção ambiental.

    O conjunto da obra, escrita pelo Dep. Mauro Pereira e apoiada por setores como a bancada ruralista e a CNI, pode ainda gerar uma grande insegurança jurídica para novos licenciamentos, aumentando a quantidade de questionamentos jurídicos e afetando negativamente os investimentos no país.  

     

      Leia mais >

  • A semana do Greenpeace em fotos

    Postado por Greenpeace - 14 - ago - 2017 às 13:31

    Todos os dias pessoas de todo o mundo lutam para garantir um futuro verde e pacífico para o nosso planeta. De Beirute à Buenos Aires, aqui está um olhar sobre algumas das principais imagens do Greenpeace na semana passada.

    Parem de extrair água do rio Rakaia

     
    Ativistas do Greenpeace entraram dentro de tubos de irrigação para protestar contra uma construção que extraí água do rio Rakaia em Canterbury, Nova Zelândia.

    Pescadores protestam contra usina de carvão em Java, Indonésia

     
    Greenpeace Indonésia em apoio à centenas de pescadores em manifestação contra a usina de carvão.

    Sprite espreme florestas na Argentina para produção de limão

     
    Três mil hectares de florestas foram desmatados ilegalmente para plantação de limão para fabricação do refrigerante. No centro de Buenos Aires, ativistas do Greenpeace escalaram mais de 30 metros de um prédio para lançarem banners com a seguinte pergunta: “Sprite, quando irá reflorestar?”.

    "Mudanças Climáticas" mandam o Commonwealth Bank para a justiça 

     
    O maior banco da Austrália, o Commonwealth Bank foi parar na justiça por descomprir com os tratados de sustentabilidade.

    Desenho humana com a frase “Não ao plástico”

     

    Limpeza da Praia Beirut no Líbano

     
    Voluntários se reuniram para o dia de limpeza na praia.

    Mel direto do estádio em Hamburgo

     
    A equipe de futebol de Hamburgo, St.Pauli apresentou para a imprensa o mel de uma colméia de abelhas mantida próxima ao estádio.

    Treinamento para utilizar o "fogão solar"

     

     
    Os idealizadores do cozinha solar promoveram um treinamento para as pessoas do projeto "Jovem Solar Marroquino".

    Policultura ecológica e gado misto na França

     
    O GAEC (Groupement Agricole d'Exploitation en Commun) é um grupo agrícola coletivo na Vendée, na França, eles utilizam práticas de cultivo ecológico no cultivo de grãos, sementes e vegetais em combinação com a criação de gado leiteiro, galinhas e patos.

    "Muitas vacas"

     
    Ativistas do Greenpeace protestaram em frente ao parlamento em Wellington, Nova Zelândia, com recortes de vacas leiteiras e lançaram um novo relatório que liga a intensificação da pecuária com a segurança da água potável.

  • Sprite espreme florestas na Argentina para produção de limão

    Postado por Camila Rossi - 12 - ago - 2017 às 10:58

    "Sprite, quando irá reflorestar?" dizem os banners. Ação foi realizada no centro de Buenos Aires, capital da Argentina (Foto © Greenpeace)

     

     Três mil hectares de florestas foram desmatados ilegalmente para plantação de limão para fabricação do refrigerante. No centro de Buenos Aires, ativistas do Greenpeace escalaram mais de 30 metros de um prédio para lançarem banners com a seguinte pergunta: “Sprite, quando irá reflorestar?”

     >> Veja o vídeo e as fotos da ação.

    Na manhã do último dia 13, pessoas que passavam pela Avenida 9 de Julho da capital argentina, uma das importantes do centro de Buenos Aires, foram surpreendidas por uma ação do Greenpeace. Ativistas escalaram mais de 30 metros de um prédio para questionar a Sprite, da gigante Coca-Cola, quando a companhia irá reflorestar uma área de três mil hectares de florestas que foram derrubadas para plantação de limão, que servem para a fabricação do refrigerante.

    A empresa tem um contrato de 20 anos com a La Moraleja SA, proprietária de uma fazenda na cidade de Salta, no norte da Argentina, que destruiu áreas protegidas de floresta.

    "A Sprite afirma ser uma empresa sustentável. É por isso que queremos saber quando irão reflorestar os três mil hectares de florestas que o seu fornecedor derrubou ilegalmente em Salta", explicou Hernán Giardini, coordenador da Campanha de Florestas do Greenpeace Argentina.

    Com base em seus padrões de sustentabilidade, o Greenpeace exige que a Sprite interrompa suas relações comerciais com a La Moraleja e refloreste as áreas ilegalmente desmatadas e adote uma política de Desmatamento Zero. Isso implica em comprometer-se a garantir que seus fornecedores não desmatem em nenhum lugar no planeta e a restaurar as florestas que foram desmatadas para o desenvolvimento de seus negócios.

    "A Sprite deve agir para que essa mesma situação não aconteça em outras partes do mundo e deve adotar uma política de Desmatamento Zero como parte de sua responsabilidade ambiental. As empresas que destroem as florestas e os governos que as autorizam devem ser responsabilizados pelas consequências", resume Giardini.

    A Argentina está entre os dez países que mais destroem suas florestas e quase metade dos desmatamentos são ilegais. O Greenpeace Argentina apresentou um projeto de lei de crimes florestais para que a destruição de florestas no país implique sanções aos responsáveis com sentenças de 2 a 10 anos de prisão. Leia mais >

  • Um pequeno passo em direção aos ônibus limpos

    Postado por Davi Martins - 10 - ago - 2017 às 15:53 1 comentário

    Prefeitura informa que edital da licitação dos ônibus de São Paulo terá metas de redução de poluentes mas, nos bastidores do poder, elas ainda correm risco

    Após a pressão pública, o secretário municipal de Transportes de São Paulo, Sérgio Avelleda, informou que o novo edital de licitação das linhas de ônibus terá metas claras que garantam o fim do uso do diesel no transporte público da capital. A declaração inédita, registrada em ata, ocorreu durante a audiência com a 5° Promotoria de Justiça do Meio Ambiente da Capital, na qual participaram o Greenpeace e a Secretaria do Verde e Meio Ambiente. 

    ©Rogério Assis/Greenpeace Leia mais >

     
    Sem dúvida é um avanço, pois a licitação é determinante para apontar os tipos de veículos que vão circular nas ruas nos próximos 20 anos. Mas é preciso vigilância: as metas correm o risco de serem insuficientes em função de lobby e de interesses privados que serão contrariados.

    Um exemplo é o projeto de lei do vereador Milton Leite (DEM) que está para ser votado em breve na Câmara Municipal. Apesar de a Lei do Clima de Sao Paulo determinar, desde 2009, que toda a frota de ônibus rode apenas com combustível 100% renovável a partir de 2018, o vereador quer nos manter amarrados ao diesel até 2037, ou seja, por mais 20 anos, atropelando a Lei do Clima, e indo na contramão de países como Noruega, França, Alemanha e Reino Unido, que já estabeleceram o fim dos veículos a diesel para a próxima década.

     O Greenpeace vem mostrando que a transição para combustíveis renováveis é necessária e urgente, uma vez que cerca de 4 mil pessoas morrem todos os anos  na cidade de São Paulo em decorrência da poluição gerada pelos ônibus. Além disso, a adoção dos veículos elétricos é viável e um grande estímulo econômico e tecnológico para a cidade, como já demonstramos.

     Continuamos monitorando as ações das secretarias e da Prefeitura a fim de garantir uma cidade livre de poluentes e mais saudável para a população. Apoiamos uma transição eficiente e rápida, dada a urgência do tema e já demonstramos que ela pode ser feita num curto espaço de tempo. 

  • O futuro está no prato

    Postado por Felipe Souza - 9 - ago - 2017 às 16:20

    Documentário aborda questões sobre consumo, fome no mundo, obesidade, desperdício de alimentos e traz a mensagem de que podemos salvar o planeta através da comida

    Nesta terça-feira (8), no Cine Sala São Paulo, foi exibido o documentário “Fonte da Juventude”, do diretor Estevão Ciavatta. O filme questiona a forma de consumo dos alimentos e aborda exemplos de que é possível começar uma mudança significativa no mundo por meio da alimentação.

    Segundo relatório feito pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o número de pessoas afetadas pela fome no mundo é de 108 milhões, enquanto 41 mil toneladas de alimento são desperdiçada por ano só no Brasil.

    Para o diretor, o longa tenta mostrar para o mundo que é possível comer bem. “É para sensibilizar, um filme propositivo, que complexifica os desafios do ambiente alimentar do Brasil e traz soluções encontradas por brasileiros de diferentes classes sociais”, disse Ciavatta em debate após a exibição.

    Cena do documentário "Fonte da Juventude"

     
    Para a apresentadora e chef de cozinha Bel Coelho, o maior desafio está na educação. “O movimento de mudar a alimentação no Brasil está com as crianças. São elas elas que vão aprender e levar para casa e para seus familiares”, defendeu ela.

    No Brasil, mais da metade da população está com sobrepeso. Um estudo divulgado pelo Ministério da Saúde revelou que o número de pessoas acima do peso no país cresceu 26,3% nos últimos dez anos. Em 2016, os obesos representavam 53,8% da população.

    Gerd Sparovek (ESALQ/USP), também presente no debate, acrescentou que a abordagem do cineasta é muito necessária e sincera: “O filme fez a mágica de mostrar tudo. Mostrou a aldeia, quem produz e o pequeno produtor”.

    Há vinte anos o Greenpeace questiona o modelo agrícola praticado no Brasil. Para Marina Lacôrte, da campanha de Agricultura e Alimentação, o documentário instiga a população a continuar cobrando do governo e seus representantes. “O filme mostra o quão sério é a questão da alimentação no Brasil e o quanto estamos colocando em risco a saúde das nossas crianças”.

    © Agência Brazil News - Manuela e Rodrigo

     
    O filme estará disponível para estudo e pode ser solicitado para uso acadêmico. Acesse o site e veja como solicitar o documentário. Aproveite e veja o trailer abaixo:

    Leia mais >

  •  

    Documento foi entregue na véspera do Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado em 9 de agosto. No Brasil, indígenas nada têm para celebrar, pelo contrário, julho foi marcado por novas medidas de Temer e da bancada ruralista que violam seus direitos Leia mais >

    A última investida de Michel Temer e da bancada ruralista para diminuir os direitos os povos indígenas foi a assinatura do parecer da Advocacia Geral da União (AGU) que muda a forma como a administração pública lida com a questão das demarcações de terras indígenas em todo o país. O parecer da AGU proíbe a revisão de territórios indígenas já demarcados e estabelece o marco temporal, permitindo a revisão da demarcação de terras já feitas ou dificultando a demarcação de novas terras.

    Na prática, o marco temporal anistia as violências cometidas contra os povos até o dia 4 de outubro de 1988, incluindo políticas de confinamento em reservas diminutas, remoções forçadas em massa, tortura, assassinatos e até a criação de prisões especiais. Sua consolidação significaria aos invasores um sinal de que o Estado brasileiro não pune o espólio de terras indígenas.

    Para denunciar à Organização das Nações Unidas (ONU) e à Organização dos Estados Americanos (OEA) os acontecimentos recentes que agravam as violações aos direitos dos povos indígenas no Brasil, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e cerca de 50 organizações encaminharam uma atualização da carta enviada em março, quando foi apresentado o panorama de violações aos direitos indígenas no Brasil. O objetivo é que a ONU e a OEA cobrem o governo brasileiro, na próxima sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, pelo cumprimento dos direitos indígenas nos níveis internacional e nacional e pela revogação dos vários atos e medidas adotadas que comprometem o futuro, a dignidade e a integridade física e cultural dos povos indígenas.

    O documento atual propõe que sejam feitas as seguintes recomendações ao governo brasileiro:

    1) Suspensão de ações que criminalizam lideranças indígenas, comunidades e entidades parceiras e, simultaneamente, o reforço de programas e estratégias de proteção a defensores de direitos humanos;

    2)  Restabelecer canais democráticos de diálogo com povos indígenas e suspender abordagens militares ou integracionistas em relação a populações e cultura indígenas;

    3) Revogar atos administrativos que violam o direito de povos indígenas à terra, à consulta livre, prévia e informada e à cultura;

    4) Assegurar o acesso à justiça para os povos indígenas sem nenhum tipo de discriminação.

    >>> Leia a carta completa aqui.

    Em maio, o Brasil recebeu mais de 240 recomendações de direitos humanos da ONU. Em junho, três relatores especiais das Nações Unidas e um relator da Comissão Interamericana de Direitos Humanos se uniram para denunciar ataques contra direitos dos povos indígenas e contra a proteção ambiental no Brasil.

    “Exemplos clássicos dessas violações estavam e continuam presentes no licenciamento e instalação de obras de infraestrutura energética na Amazônia, especialmente na construção de hidrelétricas, a exemplo de Belo Monte, Jirau e Santo Antônio, que ignoraram o direito à Consulta Livre, Prévia e Informada dos povos indígenas da região”, afirma Danicley de Aguiar, da Campanha Amazônia do Greenpeace Brasil.

    A atual administração federal anunciou o desejo de construir mais duas grandes hidrelétricas na Amazônia e confirmou a manutenção dos planos para erguer a polêmica hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, que alagaria aldeias  e ecossistemas relevantes da terra indígena Sawré Muybu, bem como lugares considerados sagrados pelo povo Munduruku. Em 2016, a luta dos Munduruku pelo arquivamento dos planos de construção dessa hidrelétrica e pela demarcação de seu território recebeu o apoio de mais de um milhão e duzentas mil pessoas do Brasil e do mundo.

11 - 20 de 3075 resultados.