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Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Emma Thompson em defesa do Ártico

    Postado por Fabiana Alves - 1 - ago - 2014 às 16:15

    A atriz se junta à campanha para alertar sobre o derretimento do Ártico. Foto: Greenpeace/John Cobb

    A atriz Emma Thompson e sua filha de 14 anos, Gaia Wise, viajarão nos próximos dias com o navio do Greenpeace para chamar a atenção do mundo para o derretimento do Ártico. A estrela da franquia Harry Potterse juntará à tripulação do navio Esperanza para visitar o habitat dos ursos polares e uma estação de pesquisa científica, além de conhecer o local onde será filmada uma série da BBC. Com elas, estará a bordo a premiada atriz canadense e ativista pelos direitos indígenas, Michelle Thrush, que também viajará com a filha de 14 anos, Imajyn.

    A viagem começa em Longyearbyen, Svalbard (Noruega), neste 2 de agosto. “Eu estou realmente empolgada para essa viagem porque sempre quis ir para o Ártico. Também estou preocupada com o que posso encontrar”, pontua Emma Thopson. “O Ártico está aquecendo mais rápido do que qualquer outro lugar, e isso não é um problema apenas para os ursos polares. Está afetando o clima em lugares tão longe quanto a Índia, enquanto que o aumento do nível do mar está causando destruição para pessoas ao redor do mundo. O aquecimento no Ártico é uma forte ameaça para nossa sobrevivência”, afirma a atriz.

    “Minha filha e sua geração herdarão o mundo pelo qual somos responsáveis, e eu quero ter certeza que vamos deixar o Ártico a salvo de petroleiras. Estou fazendo essa viagem porque quero que a geração de Gaia cresça em um mundo melhor.” Leia mais >

  • Arctic Sunrise é libertado hoje na Rússia

    Postado por Bruno Weis - 1 - ago - 2014 às 10:20

    Após dez meses detido sem manutenção no porto de Murmansk, nosso navio foi liberado nesta manhã. Agora precisamos deixá-lo pronto para retomar sua missão. (©Vladimir Baryshev/ Greenpeace)

     Esta sexta-feira 1 de agosto começa com uma grande notícia! Após dez meses detido, nosso navio Arctic Sunrise deixou o porto russo de Murmansk no início da manhã. “Nós navegamos de volta para casa com a voz de cinco milhões de defensores do Ártico. Esse é um novo começo”, comemorou o Capitão Daniel Rizzotti.

     

    A história de sua detenção é bastante conhecida: começou em setembro de 2013, quando um grupo de 28 ativistas do Greenpeace e 2 jornalistas foi detido pela marinha russa após um protesto pacífico contra a exploração de petróleo no Ártico, em uma das plataformas da petrolífera russa Gazprom. A prisão do grupo mobilizou a opinião pública global, que pressionou fortemente o governo russo a libertá-lo, o que finalmente aconteceu dois meses depois. Mas o Arctic Sunrise continuou preso.

    Nesse período, o navio ficou abandonado em um canto naquele remoto porto da região ártica, sem receber cuidados básicos para seu funcionamento. Agora, dez meses depois – um tempo demasiadamente longo para um quebra-gelo permanecer sem manutenção -, um dos maiores símbolos da luta pela preservação de nosso planeta voltará a navegar para cumprir sua missão.

    O Arctic Sunrise é filho de uma linhagem de lendários navios que, além de maravilhosos instrumentos de ativismo e mobilização, são os maiores ícones da atuação do Greenpeace pela preservação ambiental e fortalecimento da paz em todo o mundo. A linhagem começou com o Phylis Cormack em 1970 e com o Rainbow Warrior em 1977 e inclui hoje três embarcações, entre elas o Arctic Sunrise que, desde 1995, navega para denunciar à população global diversos crimes contra a natureza. Foi ele, por exemplo, quem bloqueou o Porto de Paranaguá em 2004 para impedir a entrada no Brasil de uma carga de soja transgênica.

    Agora, precisamos deixar o Arctic Sunrise pronto para navegar novamente e seguir com sua missão. Para isso, precisamos da sua ajuda! Doe o que puder, toda ajuda é bem-vinda. Ao doar para deixar o Arctic Sunrise apto a voltar aos mares seu nome será gravado para sempre no navio, levando consigo a mensagem de respeito à vida que todos nós compartilhamos! 

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  • Etiquetagem na LEGO

    Postado por Alan Azevedo - 28 - jul - 2014 às 11:28

    Voluntários do Greenpeace etiquetam brinquedos da LEGO com avisos sobre sua perigosa parceria com a Shell. ©Greenpeace

     

    Seis grupos de voluntários do Greenpeace Brasil foram até lojas revendedoras de produtos da LEGO para deixar um recado aos seus consumidores: “Desmonte sua parceria com a Shell”. Etiquetas foram inseridas nas caixas de brinquedo alertando sobre a perigosa parceria da LEGO com a petrolífera Shell, que visa explorar petróleo na região do Ártico.

    A atividade aconteceu em seis capitais do país: Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Brasília, São Paulo e Belo Horizonte. Essa é a segunda atividade realizada pelos voluntários da organização, que já foram às ruas com um LEGO gigante onde as pessoas podiam deixar o seu recado contra a perigosa parceria.

    O contrato entre as duas promoveu a distribuição de milhares de brinquedos com a logomarca da Shell em mais de 28 países. A petrolífera usa dessa parceria para desviar a atenção da sociedade de suas controversas operações de exploração no Ártico, que não contam ao menos com um plano de contingência adequado.

    “Enquanto a Shell coloca essa região sob risco de colapaso, já que um vazamento seria praticamente irreversível nas águas geladas do Ártico, nossas crianças brincam com a sua marca dentro de casa. Qual imagem eles terão da Shell?”, questiona Fabiana Alves, coordenadora da campanha Salve o Ártico.

    Para ajudar, entre no site e assine a petição pedindo que a LEGO desmonte sua parceria com a Shell.

    LEGO, desmonte sua parceria com a Shell e pare de brincar com o Ártico. Assine: www.legodesencaixedashell.org.br Leia mais >

  • Greenpeace entrega propostas para Luciana Genro

    Postado por Bruno Weis - 25 - jul - 2014 às 18:22

    Marcio Astrini da Campanha Amazônia do Greenpeace em encontro com Luciana Genro. Foto: ©Greenpeace

     Hoje recebemos a visita da candidata a presidência da República pelo PSOL, Luciana Genro.  No encontro, apresentamos propostas elaboradas pela organização para a área socioambiental que julgamos essenciais no debate eleitoral e a agenda de atividades que serão desenvolvidas pelo Greenpeace no período eleitoral.

    Entre os assuntos abordados tratamos com a candidata de energia e os investimentos estratégicos do País na área (que deveriam priorizar investimentos em novas fontes renováveis, tendência mundial de desenvolvimento na área e que tem ainda espaço muito tímido por aqui); outro tema foi a mobilidade urbana, cujos tímidos investimentos do governo federal deveriam ser intensificados, trazendo como recompensa: a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, a diminuição das emissões crescente de gases do setor, dos problemas de saúde e do desperdício econômico associado ao caos urbano.

    No debate sobre a Amazônia, destacamos a questão do desmatamento, cujos níveis de derrubada de floresta continuam inaceitáveis e trazem graves consequências socioambientais. Como solução, as propostas do Greenpeace entregues e discutidas com a ex-deputada vão da adoção imediata de uma política de desmatamento zero para as florestas do país, passando pela regularização fundiária e terminando por garantir pesados investimentos em tecnologia e novos modelos de controle de produtos florestais, como a extração madeireira.

    O encontro de hoje faz parte de um projeto desenvolvido pela nossa organização para tentar influenciar o debate de temas socioambientais durante o período eleitoral, com o intuito de provocar os candidatos a assumir compromissos que garantam ao País uma agenda ambiental mais moderna e ousada.

    Nesta mesma semana já havíamos nos encontrado com o candidato à presidência pelo PV Eduardo Jorge. Outros candidatos já tiveram agenda solicitada, como Aécio Neves, que  manifestou interesse através de sua assessoria e Eduardo Campos. A solicitação à presidente Dilma Roussef será encaminhada na próxima semana.  Leia mais >

  • Voluntários reforçam pressão sobre a LEGO

    Postado por André Sampaio - 18 - jul - 2014 às 11:40 1 comentário

    Grupos de voluntários do Greenpeace Brasil realizaram atividades em sete capitais do país para alertar a população sobre os perigos da parceria feita entre a LEGO e a Shell.

     

    Durante essa semana, grupos de voluntários do Greenpeace Brasil realizaram atividades em sete capitais do país para alertar a população sobre os perigos da parceria feita entre a LEGO e a Shell. A petrolífera veicula sua marca com brinquedos infantis para desviar atenção de suas atividades controversas de exploração no Ártico e passar uma imagem positiva às crianças. As cidades que participaram foram São Paulo, Manaus, Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília.

    Os grupos levaram um boneco LEGO gigante segurando uma lousa às ruas e pediram para as pessoas escreverem mensagens para a LEGO pedindo o fim da parceria com a Shell. Os voluntários levaram camisetas, máscaras e um vídeo feito pelo Greenpeace para explicar os perigos dessa parceria. Eles também montaram pequenos protestos com bonecos da LEGO, nos quais os personagens protestavam contra a exploração de petróleo no Ártico.

    “A atividade foi muito importante para conscientizar as crianças sobre a gravidade dessa parceria”, afirma Rafaela Araújo, voluntária do Greenpeace. “Conseguimos explicar a ideia de forma simples e clara,  para que ela seja difundida nas escolas e em outro ambientes de convivência” completa Rafaela.  

    Para entender mais sobre a campanha, assista ao vídeo e assine a petição, para pedir à LEGO que desencaixe da Shell.

    Assine a petição da campanha para que a Lego desmonte essa parceria com a Shell. Acesse.

    LEGO, desmonte sua parceria com a Shell e pare de brincar com o Ártico. Assine: www.legodesencaixedashell.org.br Leia mais >

  • LEGO, receba nossas assinaturas!

    Postado por Danielle Bambace - 17 - jul - 2014 às 11:50 3 comentários

     

    Em pouco mais de duas semanas, meio milhão de pessoas escreveram para a LEGO, pedindo que a empresa de brinquedos corte suas relações com a Shell. Envolvida com a corrida da exploração de petróleo no Ártico, a Shell encontrou na LEGO uma ótima oportunidade de melhorar a imagem negativa que possui hoje. O silêncio da grande empresa de brinquedos prevaleceu desde o início dos protestos e por isso ativistas do Greenpeace foram até a sede em Billund, na Dinamarca, com um bloco gigante de LEGO contendo 50 blocos menores: cada um deles representava 10 mil assinaturas.

    “Pedimos ao presidente da LEGO, Jørgen Vig Knudstorp que recebesse essas assinaturas. Ele é responsável tanto pela política ambiental pró-ativa da LEGO, como pela promoção publicitária com a Shell. Pedimos que ele escute esse meio milhão de pessoas e tome uma postura ativa contra a destruição do Ártico – assim serão tão bons e socialmente responsáveis quanto as pessoas esperam que a LEGO seja”, afirmou disse Birgitte Lesanner, do Greenpeace Dinamarca.

    Ao todo, dez ativistas chegaram às 7h30 da manhã com novas bandeiras decorativas para a entrada do escritório central. Um velho container virou um bloco de LEGO gigante. Do lado de fora dele, um relógio contabiliza assinaturas pedindo à LEGO que desmonte sua parceria com a Shell. Leia mais >


    Assine a petição da campanha para que a Lego desmonte essa parceria com a Shell. Acesse.

    LEGO, desmonte sua parceria com a Shell e pare de brincar com o Ártico. Assine: www.legodesencaixedashell.org.br

  • Reunião cancelada, nem por isso esquecida

    Postado por Marina Yamaoka - 15 - jul - 2014 às 12:51

     

    A reunião da Comissão Mista Especial do Congresso Nacional que discutiria o parecer proposto pelo relator e senador Romero Jucá (PMDB-RR) ao projeto que regulamentará a recém-aprovada PEC do Trabalho Escravo (Projeto de Emenda à Constituição) foi cancelada. A reunião constava na pauta no site do Portal do Senado até 10h30, quando foi cancelada.

    Após ligações para a Secretaria da Comissão, ainda não há resposta oficial para o cancelamento. O Greenpeace tem chamado atenção para o parecer de Jucá que tenta, entre outras coisas, enfraquecer o conceito de trabalho escravo. Tanto fez que, ontem, a assessoria do Senador entrou em contato com a organização para “evitar distorções sobre seu relatório.”

    A PEC do Trabalho Escravo, aprovada em maio deste ano, prevê o confisco de imóveis flagrados com trabalho escravo. Celebrada como um avanço nos direitos humanos, agora, corre o risco de ser enfraquecida e de se tornar um marco de retrocesso.

    Jucá e outros congressistas – principalmente da bancada ruralista – propõe alterar o conceito de trabalho escravo alegando que este é muito vago. “Na verdade, essa proposta da bancada ruralista desmonta uma legislação que protege a dignidade dos trabalhadores e isso é inaceitável”, disse Adriana Charoux, da Campanha da Amazônia do Greenpeace Brasil.

    Outra alteração proposta é a de proibir a inclusão de nomes na ‘Lista Suja’ – cadastro de empregadores flagrados com mão de obra análoga à escrava mantida pelo Ministério do Trabalho – antes de condenação judicial final sem mais direito a recurso, o que pode levar até 20 anos de tramitação. Se isso acontecer, o cadastro que é uma importante ferramenta que dá transparência aos 609 nomes de empregadores ‘sujos’ será esvaziado.

    Na última atualização da ‘Lista Suja’, 380 dos empregadores registrados eram de Estados da Amazônia Legal sendo que 10% destes foram multados por desmatamento ilegal nos últimos cinco anos. Segundo Charoux, “não podemos permitir esse retrocesso na legislação brasileira que visa beneficiar atividades como pecuária e extração de madeira ilegal, dois dos principais vetores de desmatamento no Brasil.”

    A reunião da Comissão foi cancelada e não há previsão de quando será remarcada. Enquanto isso, o conceito de trabalho escravo continua sob ameaça de ser alterado por iniciativas como a de Jucá. Você pode ajudar a evitar que a PEC seja transformada em marco de retrocesso assinando a petição da Walk Free - em parceria com a Repórter Brasil e a Comissão Pastoral da Terra - que é enviada a bancada ruralista e que pede que a definição legal de trabalho escravo não seja alterada. Assine e compartilhe! Leia mais >

  • Mobilização pelo Ártico continua

    Postado por Alan Azevedo - 14 - jul - 2014 às 17:59

    A Declaração Internacional pelo Futuro do Ártico ganha novos signatários. 

    O Instituto Akatu e a ONG SOS Mata Atlântica se posicionaram a favor da proteção do Ártico assinando o documento que já passou pelas mãos de importantes figuras no mundo inteiro. O apoio é reforçado pela aderência do ativista sócioambiental Chico Whitaker, co-fundador do Fórum Social Mundial, e do ex-vice-ministro de Produção Nacional do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Helio Mattar – hoje presidente do Instituto Akatu.

    Chico Whitaker, ativista co-fundador do Fórum Social Mundial. © Greenpeace

    O documento foi formulado com o propósito de pressionar as nações que possuem território no Ártico (Noruega, Canadá, Rússia, entre outros) a vetarem qualquer tipo de exploração na região. A Declaração é voltada para pessoas influentes como políticos, empresários e artistas que possam engrossar o movimento e o lobby pela criação de um Santuário Protegido no Polo Norte.

    No Brasil, já assinaram Marina Silva (PSB), Alfredo Syrkis (PSB-RJ), Sergio Xavier (ex-ministro do meio ambiente), Ricardo Abramovay (Instituto de Relações Inernacionais - USP e FEA-USP), Oded Grajew (fundador da Grow Jogos e Brinquedos), José Eli da Veiga (Instituto de Energia e Ambiente - USP), João Paulo Capobianco (Conama, ICMbio, SOS Mata Atlântica, ISA e ex-diretor executivo do Ministério do Meio Ambiente), entre outros.

    Leia mais:

    A ideia é que todos possam ajudar. Por isso criamos três passos simples para que qualquer pessoa mobilize quem ela julga importante a defender o Ártico. Entre no site e saiba mais. Leia a Declaração pelo Futuro do Ártico na íntegra aqui e veja a lista completa de signatários aqui. Leia mais >

  • Merkel, é hora de agir pelo clima

    Postado por Marina Yamaoka - 14 - jul - 2014 às 12:45

    Durante Diálogo do Clima, em Berlim, na Alemanha, ativistas protestaram pedindo mais ação e comprometimento por parte da União Europeia em relação às mudanças climáticas (© Gordon Welters/Greenpeace)

     

    Em Berlim, durante o Diálogo do Clima de Petersburg, ativistas do Greenpeace protestaram no portão de Bradenburg para pedir que a Alemanha e a Europa se comprometam com a proteção do clima. Enquanto Angela Merkel, chanceler da Alemanha, falava com representantes de 45 países sobre mitigação de emissões de gases do efeito estufa, os ativistas carregavam a mensagem “Proteção do clima: o mundo está esperando a Europa” do lado de fora do local da reunião.

    Enquanto os Estados Unidos anunciou, no início de junho, regulamentação para reduzir suas emissões e a China entrou na discussão para ver como reduzir suas emissões a partir do carvão, o debate climático está parado na União Europeia. Os objetivos atuais da Comissão Europeia para 2030 estão longe de ser ambiciosos. “Merkel deve se comprometer e lutar pela expansão das energias renováveis e eficiência energética”, disse Martin Kaiser, especialista em mudanças climáticas do Greenpeace Internacional.

    A chanceler alemã anunciou, no início de julho, que o tema das mudanças climáticas seria uma questão central de sua presidência no G7, grupo dos sete países mais desenvolvidos. No entanto, segundo Kaiser, “a Alemanha ainda financia a construção de termelétricas a carvão no exterior. É inaceitável que o país da transição energética continue incentivando energia suja em outros países e afirmando que se importa com a proteção do clima.”

    O Diálogo do Clima de Petersburg é uma etapa importante no caminho para um tratado global de proteção climática que deve ser assinado em Paris, no final de 2015, e que deverá estabelecer medidas para conter as consequências das mudanças climáticas. Daqui até 2015, o Brasil também tem que fazer sua parte na discussão global sobre o clima.

    Ainda este ano, o país terá que apresentar metas ambiciosas e concretas para redução de emissões para o período pós-2020. Historicamente, o desmatamento foi a principal fonte de emissões, mas o cenário brasileiro mudou. Setores como energia e agropecuária estão aumentando sua participação, demonstrando que não basta se comprometer com apenas uma das fontes, mas, sim, que o Brasil precisa de metas para todos os setores.  Leia mais >

  • Legislação do futuro. Ou do passado?

    Postado por Marina Yamaoka - 14 - jul - 2014 às 10:02 1 comentário

    Trabalhadores rurais de Açailândia, resgatados de carvoarias que destroem a floresta amazônica no Maranhão (©Greenpeace/Ismar Ingber).

     

    A comemoração durou pouco. Depois de tramitar durante 19 anos no Legislativo brasileiro, a PEC do Trabalho Escravo (Proposta de Emenda à Constituição), que prevê o confisco de imóveis flagrados com trabalho escravo, finalmente aprovada em maio de 2014, corre o risco de ser enfraquecida e de se tornar, na verdade, um marco de retrocesso.

    Está marcada para esta terça-feira, 15 de julho, a votação do parecer do texto que regulamentará a PEC e que detalhará como ela será colocada, de fato, em prática. A manobra de alguns congressistas, liderados pelo senador e relator da proposta de regulamentação da PEC, Romero Jucá (PMDB-RR), é a de tentar enfraquecer o conceito de trabalho escravo.

    A proposta de Jucá também quer alterar o funcionamento da ‘Lista Suja’, cadastro de empregadores flagrados com mão de obra análoga à escrava mantida pelo Ministério do Trabalho que constitui importante instrumento de transparência e combate a esse crime. Pelo relatório proposto pelo senador será proibido incluir nomes nos cadastros antes de condenação judicial final sem mais direito a recurso, o que pode levar até 20 anos de tramitação. Ou seja, na prática, o cadastro que dá transparência aos 609 nomes de empregadores ‘sujos’ deverá ser esvaziado se a proposta de Jucá vingar.

    Embora digam que defendem o combate ao trabalho escravo, não é de hoje que a bancada ruralista luta para enfraquecer iniciativas como a PEC. Em abril de 2014 a CNA - Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária-  presidida até junho pela Senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), fez sua tentativa de anular a lista suja do trabalho escravo, entrando com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) no Supremo Tribunal Federal (STF). 

    “Katia é uma das principais defensoras desse projeto de Jucá usando como desculpa que o conceito é muito vago. Defende o fim do trabalho escravo desde que a bancada ruralista decida o que é trabalho escravo. Contudo, os trabalhadores escravizados não concordam com isso”, afirmou Adriana Charoux, da Campanha da Amazônia do Greenpeace Brasil.

    Coincidentemente dois irmãos da senadora Kátia Abreu tiveram seus nomes envolvidos com flagrantes de escravidão em 2012 e 2013. A senadora preside a CNA e atualmente está afastada por causa de sua campanha eleitoral.

    "É mais uma tentativa da bancada ruralista de desmontar a legislação que protege os direitos humanos e o governo federal tem a obrigação de atuar para pressionar e impedir que essa aberração seja aprovada”, continuou Charoux. O Brasil é reconhecido como uma referência na luta contra a escravidão contemporânea pelas Nações Unidas.

    Mais de 46 mil trabalhadores foram resgatados da escravidão no Brasil desde 1995, principalmente na pecuária e na extração de madeira, atividades que se consolidaram como principais  vetores de desmatamento e degradação florestal na Amazônia. Aliás, o Pará é ao mesmo tempo o Estado campeão de desmatamento e em número de empregadores na lista suja do trabalho escravo.

    “Se queremos continuar defendendo os trabalhadores brasileiros, precisamos impedir qualquer tipo de flexibilização do conceito de trabalho escravo e da ‘Lista Suja’. É inaceitável que uma emenda progressista se transforme em legislação do passado”, completou Charoux. Leia mais >

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