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Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Em busca de soluções para a crise da água

    Postado por Carolina Nunes - 3 - dez - 2014 às 9:54 2 comentários

    Greenpeace realiza protesto na Rua Oscar Freire, em São Paulo (Imagem: Greenpeace/ Paulo Pereira)

    Assembleia Estadual da Água reúne sociedade civil neste sábado 6 para discutir crise hídrica em São Paulo e propor medidas para o próximo período de estiagem

    Todos os cidadãos paulistas já sabem que São Paulo enfrenta a pior crise hídrica da sua história. A informação que passa longe deles, entretanto, é a resposta sobre como e quando essa crise será solucionada. Tentando preencher essa lacuna, representantes de diversos movimentos sociais e ambientais da sociedade paulista se reúnem na Assembleia Estadual da Água, que acontece dia 06 de dezembro em Itu, uma das cidades mais afetadas pela insegurança no abastecimento.

     O objetivo da Assembleia Estadual da Água também é discutir e propor caminhos concretos para exigir das lideranças de governo um plano de contingência que garanta níveis seguros para o abastecimento à população a partir de março de 2015, quando começa o próximo período de estiagem, com foco em Itu e na Região Metropolitana de São Paulo.

    O evento é promovido pela mobilização dos cidadãos do Itu Vai Parar, um bloco de lutas que engajou a sociedade civil em uma rede de solidariedade e protestos neste ano, quando a cidade ficou completamente sem água, com o apoio do movimento de juventude Juntos!. A iniciativa conta ainda com o envolvimento de especialistas e da rede de organizações Aliança pela Água, da qual o Greenpeace faz parte.

    “O evento tem uma dimensão simbólica muito forte, tanto por criar um esfera transparente de discussão que nos é negada, quanto pela sua própria localização, já que Itu infelizmente é epicentro da situação caótica à qual a crise hídrica levou São Paulo”, explica Pedro Telles, representante do Greenpeace na Aliança pela Água.

    O programa de debates e rodas de conversa da Assembleia Estadual da Água vai abordar diversos aspectos da questão hídrica, para além do espectro político, entre eles, a relação dos recursos hídricos com agricultura, moradia e ocupação urbana, agricultura e os impactos das mudanças climáticas sobre o regime hidrológico.

    SERVIÇO:

    Dia 06 de dezembro, das 09hs às 18hs, na FADITU – Faculdade de Direito de Itu. Endereço:  Av. Tiradentes, 1817 - Parque Industrial, Itu - SP

    O evento será transmitido em tempo real pela internet através do canal www.postv.org .

    A inscrição deve ser feita neste link.

    Realização: Movimento Itu Vai Parar e Juntos!

    Apoios: Aliança Pela Água - http://aguasp.com.br/

                 FADITU – Faculdade de Direito de Itu                                            

                 SECOM – Sindicato dos Empregados do Comércio

                 APEOESP – Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de SP Leia mais >

  • Ruth Buendia e o calcanhar de Aquiles

    Postado por André Sampaio - 2 - dez - 2014 às 10:16 1 comentário

    No sexto e último episódio de Linhas, apresentamos a liderança indígena do Peru que conseguiu suspender projetos brasileiros de hidrelétricas no território de seu povo. 

    Ruth Buendía, importante liderança indígena no Peru, ficou conhecida mundialmente este ano após ter ganhado o prêmio Goldman, considerado o Nobel do meio ambiente. (© Greenpeace/Eliza Capai)

     

    Ruth Buendía, importante liderança indígena no Peru, ficou conhecida mundialmente este ano após ter ganhado o prêmio Goldman – considerado o Nobel do meio ambiente – devido a sua luta pela defesa dos direitos dos Ashaninka, a mais populosa etnia indígena da Amazônia peruana.

    E é ela, primeira mulher Ashaninka eleita presidente da Central Ashaninka do Rio Ene (CARE), a última personagem do Linhas, a minissérie em seis paradas que liga os pontos das energias no Brasil, produzida pelo Greenpeace Brasil nas últimas semanas. A vida de Ruth se entrelaça com a história da hidrelétrica de Pakitzapango. A liderança indígena, junto com a CARE, conseguiu suspender a construção da obra, prevista para acontecer nas cercanias de uma pequena comunidade indígena no Peru, Chiquireni. “Mas sabe para onde iria a energia?”, pergunta Buendía que logo emenda a resposta: “Para o Brasil.”

    Um dia após o começo da Conferência das Mudanças Climáticas das Nações Unidas em Lima, no Peru, o Greenpeace fortalece o debate, com este vídeo, sobre o modelo energético brasileiro. Mais que isso: questiona o modelo de um suposto desenvolvimento que é proposto. Inclusive, para além de suas fronteiras.

    Pakitzapango é apenas uma das hidrelétricas que fazem parte de um acordo energético entre os governos brasileiro e peruano. Este acordo tem duração de cinquenta anos e prevê a exportação pelo Peru de até 7200 MWh – o equivalente a metade da produção da usina hidrelétrica de Itaipu, a segunda maior do mundo – para o Brasil. Essa energia seria proveniente da construção de cinco grandes hidrelétricas na Amazônia peruana.

    “Ficamos sabendo da construção de Pakitzapango pela Odebrecht”, diz Buendía, “e, como não fomos consultados, a CARE optou por informar todas as comunidade sobre os impactos sociais e ambientais das obras e questionou se as populações locais queriam ou não a construção.”

    Com todos os vetos à construção reunidos, Buendía seguiu até a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, onde apresentou as demandas das populações indígenas. Ela se recorda de quando teve que ir até Washington, capital dos Estados Unidos, quando ouvia de diversos interlocutores que estava enfrentando uma empresa muito grande e se questionava a si mesma se conseguiria impedir as obras. “Tinha o respaldo do meu povo, portanto, segui confiante”, diz ela.

    “Em todas as batalhas, há um calcanhar de Aquiles. Temos que nos unir para buscar estratégias e somar forças, precisamos da união do povo e da lealdade do líder, assim conseguimos atingir o calcanhar de Aquiles e derrubar monstros”, concluiu Buendía.

    Assista o sexto e último episódio de Linhas aqui

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  • Hoje é Dia de Doar

    Postado por Roberta Ito - 2 - dez - 2014 às 0:05 1 comentário

    segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

    E finalmente chegou o Dia de Doar! Hoje é o dia de se tornar agente da mudança, um herói do planeta.

    Neste dia nós pedimos um especial junte-se a nós para que possamos tornar o mundo um lugar melhor para as futuras gerações. E por isso, que junto com esse apelo especial, também lançamos uma campanha diferente.

    São pequenos gestos que mudam o mundo, e foi pensando nisso que queremos marcar esse dia com uma recompensa especial. O uso das ecobags ajuda o planeta, e porque não usar uma que seja linda? Preparamos esse presente para você que começará a fazer parte do nosso time no dia de hoje.

    Como é uma ação única, ela acontecerá somente neste dia (02 de dezembro de 2014), deixando a lembrança de uma data bem importante para todos nós.

    Por isso, mais uma vez pedimos para que você venha fazer parte do nosso time. O time das florestas, do ártico, do planeta… do futuro. Seja responsável pelas mudanças e tenha histórias de um planeta que voltou a ser verde e justo para contar daqui muitos e muitos anos! Leia mais >

  • Lima : final positivo em ano decisivo para o clima?

    Postado por Daniel Mittler* - 1 - dez - 2014 às 8:00

    Durante Cúpula do Clima, em Nova Iorque, marcha reúne 400 mil pessoas que pedem ações mais ambiciosas aos políticos para que as mudanças climáticas sejam combatidas. (© Greenpeace/Michael Nagle)

     

    Não há dúvida alguma: 2014 já foi um ano muito importante para a política das mudanças climáticas mesmo que a última rodada de discussões do ano – a Conferência do Clima das Nações Unidas - esteja apenas começando hoje em Lima, no Peru.

    Este foi o ano em que você, e pessoas como você, transformaram as últimas novidades assustadores dos cientistas em uma mensagem de esperança e em um desafio. Mais de 400 mil pessoas marchando em Nova Iorque pedindo por ações rápidas e justas pelo clima foram um símbolo poderoso de que o movimento pelo clima está acordando novamente ao redor de todo o mundo.

    Tão histórico quanto a marcha em Nova Iorque foi o fim do pico de crescimento do carvão na China que foi responsável por fazer com que os dez primeiros anos do século 21 fossem os piores para o clima mundial. Os últimos dados mostram que o uso do carvão está diminuindo cada vez mais rápido do que o imaginado na China. Se isso se tornar uma tendência a longo prazo, as emissões chinesas podem parar de crescer vertiginosamente como vinham fazendo.

    A China e os Estados Unidos, pela primeira vez, concordaram em reduzir as emissões de carbono e em aumentar dramaticamente o uso de energia limpa. O acordo entre eles – assim como as novas metas que a União Europeia estabeleceu internamente – é extremamente inadequado diante do desafio urgente que encaramos. Mas, ao mesmo tempo, o acordo altera a dinâmica das conversas mundiais sobre clima.

    Durante anos, as reuniões de clima eram o local onde os países diziam uns para os outros: “não, você primeiro, você sabe que esse assunto é importante”. Agora estamos nos movendo em direção a um novo mundo. Agora, os países dizem: “Eu posso agir se você também agir”. Esta é uma mudança enorme que faz com que pensar em ações coletivas seja possível.

    No entanto, para propor ações que de fato podem prevenir o caos climático nós precisamos ir além. Precisamos de mais países que digam: “Eu quero agir mais rápido do que você porque isso será melhor para mim – e para você.” Este não é um sonho porque quando se trata de mudanças climáticas as ações tomadas trazem empregos e novas oportunidades. Os dias em que agir contra as mudanças climáticas era considerado negativo acabaram. Energia limpa e renovável é cada vez mais melhor e mais barata e pode providenciar as soluções que o mundo precisa. Renováveis são a solução mais econômica para atender a necessidade por mais energia em um número crescente de países.

    100% da energia adicionada nos Estados Unidos, em agosto, era renováveis e países como a Dinamarca e a Alemanha estão batendo recordes de energia limpa quase todo mês. A China está instalando este ano a mesma quantidade de energia solar que o Estados Unidos tem em toda sua história.

    Enquanto os avisos estão ficando cada vez mais sérios – a previsão é de que este ano seja o mais quente já registrado – as políticas nacionais de clima estão se consolidando, o que poderia significar ações climáticas muito mais decisivas – e um acordo significativo em Paris no ano que vem.

    Para que isso aconteça, os governos em Lima devem entrar em acordo em alguns pontos:

    • Eles devem se direcionar para o sentido correto e pedir 100% de energias renováveis para todos e o fim gradual dos combustíveis fósseis até 2050. Há uma frase no rascunho do texto de negociação sobre “uma meta de longo prazo alcançando zero emissões de carbono até 2050”. Isto precisa estar no texto final. Além disso, os governos precisam estar comprometidos com uma transição justa para as energias renováveis em todas as metas implicadas.
    • Em Lima, os governos não podem atrasar suas ações. Isto significa que todos os governos devem dizer com o que pretendem se comprometer em Paris antes de março de 2015. Isto também significa que devem acordar sobre metas de cinco anos que serão revisadas periodicamente a cada cinco anos. Todos os países devem dizer em Paris o que farão entre 2020 e 2025. As metas não podem ser travadas para 2030, isso significaria atrasar ações (afinal de contas, os políticos de vários países não estarão mais no poder em 2030).
    • Em Lima, os países também devem concordar que a equidade e a adequação do que os países apresentarão nos próximos meses (espera-se que até março de 2015) seja revisado antes que os países se encontrem novamente em Paris, em dezembro de 2015. O mundo merece saber em Paris quem está fazendo sua parte de forma justa e que deve ser culpado se ainda houver uma grande diferença entre o que os governos estão apresentando e um futuro climático seguro para as próximas gerações.

    Claro que não há nenhuma garantia de que estas importantes demandas sejam entregues em Lima. Durante as próximas duas semanas, os governos com certeza nos farão pensar no teatro absurdo que as negociações climáticas são. As vezes, isso até me faz pensar se tivemos algum progresso esse ano...especialmente quando escutamos os governos do Canadá e da Austrália, de quem era esperado que falassem em nome de suas populações e não em nome das indústrias do óleo e do carvão.

    Mas assim como Kumi Naidoo disse recentemente em apresentação no TEDxAmsterdam, “é apenas quando uma grande quantidade de pessoas começa a acreditar que mudanças são possíveis que elas de fato se tornam possíveis.”

    Quando se trata de mudanças climáticas, ainda estamos chegando lá. A urgência da ciência climática, o aumento cada vez maior da atratividade econômica das energias renováveis, o surgimento do movimento global pelo clima, tudo isso significa que progredir nas ações climáticas é inevitável. Os líderes em Lima podem fazer seus trabalho e acelerar a transição para um mundo que tenha energias renováveis para todos.

    Mas mesmo que eles hesitem, eles não serão capazes de mudar o fato de que este momento é favorável para nós em 2014. Junte-se a nós – para que a gente consiga fazer com que esse momento continue existindo!

    E mantenha-se atualizado com o que estamos fazendo em Lima aqui (site em inglês): http://www.greenpeace.org/international/cop20/

     *Daniel Mittler é diretor de política do Greenpeace Internacional Leia mais >

  • Black Friday do carvão

    Postado por Thiago Almeida - 28 - nov - 2014 às 18:17

    Em 2013, ativistas do Greenpeace protestam em frente ao Ministério de Minas e Energia, em Brasí­lia, contra o retorno das térmicas a carvão aos leilões de energia. (Imagem: Cristiano Costa/Greenpeace)

    Leilão de energia ocorrido hoje sinaliza a falta de prioridade dada às energias renováveis

    Esta sexta-feira 28 de novembro poderia ser de comemoração, mas acabou sendo sombria para a matriz energética brasileira. Realizado hoje, o último leilão de energia do ano contratou 4.936 megawatts (MW) de energia elétrica para abastecer o mercado a partir de 2019. Mais de 65% do total de energia à venda no leilão era de solar, eólica e biomassa. No entanto, o resultado foi decepcionante. De toda a energia contratada, somente 19% virá de fonte eólica e 12%, de biomassa. As fontes que tiveram destaque foram os poluentes carvão e gás natural, frustrando as expectativas de um horizonte renovável e sustentável.

    “O triste paradoxo é que, ao participar da COP no Peru, que começa na próxima semana, o governo brasileiro pretende referendar seu papel de líder global para redução de emissões de gases de efeito estufa. Mas não faz sua própria lição de casa”, diz Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil, a respeito da Conferência do Clima que se inicia em Lima no próximo 1º de dezembro.

    Mais de dois terços de toda a energia contratada foi de usinas térmicas a gás natural e carvão (equivalente a 3.399 MW). Já a energia eólica, infelizmente, teve somente 926 MW contratados, de um total ofertado de 14.155 MW. A energia solar, por sua vez, não teve um megawatt sequer contratado, resultado pífio para a mais promissora das fontes energéticas. Parte desse resultado deve-se ao preço definido pelo governo ser pouco atraente para investidores.

    A volta do carvão como energia “contratável” representa um grande retrocesso para o futuro energético do Brasil e revela a falta de visão e responsabilidade do setor com o futuro do planeta. O carvão é uma fonte de energia do século XVIII, com alto impacto socioambiental, além de ser o maior emissor de gases de efeito estufa. Assim como o gás natural, que também é uma fonte fóssil e poluente. Retomar a oferta e, pior, contratar térmicas a carvão ou gás natural não faz sentido em um momento no qual o mundo negocia ações e metas para combater o aquecimento global.

    A prioridade de investimento deve ser das energias renováveis e limpas. O Brasil precisa assumir compromissos globais em relação às suas emissões de gases de efeito estufa, inclusive no setor de energia. “É inaceitável que o Brasil, que, de acordo com o cenário traçado pelo Greenpeace, pode zerar a participação do carvão e de outros combustíveis fósseis até 2050, continue dando a mesma importância ou privilegiando fontes sujas de energia”, argumenta Baitelo. Leia mais >

  • Como a volta da CIDE afeta a mobilidade

    Postado por Pedro Telles e Bárbara Rubim - 28 - nov - 2014 às 11:36 1 comentário

    Em passarela da Radial Leste, em São Paulo, o Greenpeace cobrou a implementação de corredor de ônibus no local. (©Greenpeace/Otávio Almeida)

     
    Volta do tributo sobre combustíveis, em discussão pelo governo, ampliaria recursos disponíveis para o transporte público e ajudaria a reduzir uso do carro

    Como parte dos esforços para equilibrar as contas públicas, o governo federal está discutindo a retomada da CIDE-Combustíveis, tributo sobre combustíveis criado em 2001, cuja arrecadação é integralmente direcionada à melhoria da infraestrutura de transportes. Trata-se de um subsídio cruzado – cobra-se um valor sobre o combustível, cuja queima gera vários impactos ambientais e sociais negativos, e esse valor é destinado a um benefício coletivo (no caso, o transporte público).

    Visando controlar a inflação, entre 2008 e 2012 o governo foi reduzindo progressivamente a alíquota da CIDE até chegar a zero, patamar em que se encontra nos dias de hoje, abrindo mão de mais de R$20 bilhões. Cabe destacar que, quando em vigor, a CIDE era a única fonte permanente de financiamento para o transporte público no Brasil, com 71% do valor destinado ao governo federal e os demais 29% aos estados e municípios.

    A retomada da CIDE pode trazer importantes benefícios relacionados à mobilidade e à redução das emissões de gases de efeito estufa no país. Por um lado, ela tem o potencial de levantar bilhões de reais para a infraestrutura de transportes, também fortalecendo o financiamento dos serviços oferecidos à população. Se o percentual repassado aos municípios fosse mais alto, seria possível inclusive aumentar os subsídios às tarifas de transporte público, que pesam no bolso da população tanto ou mais que o preço dos combustíveis.

    Além do mais, uma das consequências negativas da redução da CIDE foi o sucateamento das usinas de etanol, já que o combustível perdeu muita competitividade frente aos combustíveis fósseis. Se o governo optar por manter o etanol isento de tributação, o combustível pode recuperar sua vantagem, o que também é relevante sob a perspectiva ambiental, já que seu ciclo de produção e consumo gera um nível muito menor de emissões do que a gasolina e o diesel.

    Porém, é importante destacar que não basta apenas ter mais recursos - é fundamental garantir que os recursos disponíveis sejam bem gastos, e tenham foco na infraestrutura de transporte público em detrimento da construção de grandes avenidas. Governos estaduais e municipais precisam ter sua capacidade de planejar e executar investimentos em mobilidade fortalecida - e o governo federal deve apoiá-los com atividades de capacitação e auxílio dotando órgãos como a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) de maior competência e capacidade técnica, humana e financeira para tal.

    Dilma, reeleita e com mais quatro anos de governo pela frente, tem todas as condições para fazer em seu segundo mandato o que não fez no primeiro: oferecer todo o apoio necessário para transformações estruturais na mobilidade dos estados e municípios brasileiros. Dentre os vários elementos que devem compor essa transformação das cidades brasileiras, a CIDE é um importante. De qualquer maneira é preciso que o Governo, sobretudo o Federal, tenha consciência de que a volta do tributo por si só não resolverá os problemas do país. Leia mais >

  • Você conhece o Dia de Doar?

    Postado por Roberta Ito - 25 - nov - 2014 às 21:00

    Doar é uma palavra bem curtinha, mas que representa algo muito grande. Doar não é apenas um verbo sinônimo de dar. Possui um significado maior, pois quem realiza o ato de doar o faz pensando em seus beneficiários. Não é algo individual, é um pensamento em coletivo. A doação é um compromisso que as pessoas assumem com a generosidade e o amor ao próximo.

    Porém, a cultura da doação ainda não é algo que se faz tão presente na sociedade hoje. Precisamos mostrar o sentimento expressado uma vez por Simone de Beauvoir: "Isso é o que eu considero a verdadeira generosidade: você dá tudo de si e ainda assim você sempre sente como se não tivesse te custado nada". É por isso que neste ano estamos fazendo parte do movimento #GivingTuesday. Promovido internacionalmente, ele chega ao Brasil para ser o contraponto às ações de Black Friday e Cyber Monday (promoções que incentivam o consumismo para aumentar as vendas nas lojas no final do ano).

    Então, com a bandeira do Dia de Doar aqui no Brasil, recebemos essa iniciativa de braços abertos! São mais de 10 mil instituições em países ao redor do mundo promovendo atividades para estimular e divulgar o ato de doar. A intenção da ação é espalhar ações inteligentes e criativas para chamar atenção da população e fazer com que as pessoas participem desse movimento. Esse dia vai ser muito diferente!

    Por isso, nós do Greenpeace estamos há meses preparando um dia super especial aqui no Brasil. No dia 02 de dezembro queremos a participação de todos nossos apoiadores: colaboradores, ciberativistas, voluntários e, claro, o próprio staff do escritório! Vamos promover um dia mega especial nas ruas e na rede. Fique de olho para a surpresa que preparamos.

    Precisamos fazer a mudança acontecer. Nosso mundo precisa de todos nós e atitudes diferentes que podem começar com essas quatro letras: D-O-A-R Você pode ser um agente da mudança para o nosso planeta e um herói para as futuras gerações. Fique de olho nas novidades que vamos trazer! Leia mais >

  • Tapajós: respeitem a forma da gente ser

    Postado por Luana Lila - 15 - nov - 2014 às 8:00 7 comentários

    Aluna assiste aula em Munduruku na aldeia Sawré Muybu (© Greenpeace/Carol Quintanilha)

     

    O Rio Tapajós corre em tom esverdeado cortando a floresta amazônica. Depois de cerca de uma hora de viagem, avista-se, no alto de sua margem direita, um conjunto de casas que forma a aldeia Sawré Muybu. O barco encosta na beira do rio, onde a trilha por um morro alto leva ao centro da aldeia. A subida é tão árdua que é difícil acreditar que essa aldeia pode ser alagada, caso a Usina Hidrelétrica de São Luiz do Tapajós venha a ser construída. 

    A obra seria a primeira do complexo hidrelétrico do Tapajós, o maior megaprojeto de energia do governo brasileiro após Belo Monte, com pelo menos cinco hidrelétricas previstas.

    Na aldeia, a vida corre tranquila. Crianças assistem aula na língua Munduruku e as mulheres circulam equilibrando sobre as cabeças bacias carregadas de utensílios que acabaram de lavar nas águas do igarapé mais próximo. 

    Todo o cotidiano é permeado pela relação com o rio. É nas águas que formam o Tapajós que as mulheres lavam roupas, banham as crianças e preparam os alimentos. Os homens saem para pescar à noite e retornam carregando diversas espécies de peixes. Até na cosmologia desse povo o rio está presente. 

    “A gente briga por todos, não só por mim”, diz Felicia Krixi Munduruku. “Não queremos a construção das usinas aqui no Rio Tapajós... Os brancos não estão respeitando a forma da gente ser”.

    Se as hidrelétricas forem construídas, tudo isso pode acabar.

    Conheça mais sobre essa história visitando o site da mini-série Linhas, que faz um mergulho no passado, presente e futuro da Energia no Brasil. 

    • Veja o vídeo:


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  • Chegou o Calendário 2015!

    Postado por Roberta Ito - 7 - nov - 2014 às 12:10 4 comentários

    Tivemos tanto trabalho em 2014, que o ano passou voando!

    A primeira vitória veio na campanha “Proteja o Paraíso”, quando conseguimos que a gigante Procter&Gamble, fabricante do xampu Head & Shoulders, assumisse o compromisso de não mais usar o óleo de palma em sua fórmula, já que o desmatamento estava destruindo as florestas da Indonésia. (“The number uãm em desmateichon!”)

    Nosso segundo gol foi um grande passo para o futuro do Ártico: demos fim à parceria da petroleira Shell com a LEGO. A conquista demonstra a nossa capacidade de mobilizar a opinião pública a ponto de desmascarar a brutal exploração de petróleo da região aliada a uma das mais famosas fábricas de brinquedo infantil. Deixem os ursos polares em paz!

    Em setembro, um tapa na cara do governo: rastreamos caminhões de madeira ilegal na floresta amazônica e revelamos a rota imunda que transforma toras extraídas na clandestinidade em madeira certificada. Tudo foi comprovado: só não vê quem não quer.

    Seguimos cobrando das maiores montadoras do Brasil a fabricação de veículos mais eficientes. Nossa ação no Salão do Automóvel, em São Paulo, expôs a urgente necessidade de eficiência energética veicular em nosso país.

    Mas... você sabe como tudo isso foi possível?

    Graças ao apoio de nossos colaboradores, ativistas, ciberativistas e voluntários, que dia após dia garantem um futuro melhor para todos.

    Por isso, viemos agradecer: muito obrigado!

    E, para marcar a transição de um ano fantástico para outro ainda melhor, o calendário Greenpeace 2015 acaba de ser lançado. Em cada página, imagens inspiradoras do que queremos preservar no mundo.

     

     Veja aqui como ele é lindo! Você pode adquirí-lo ao fazer uma doação. Isso irá nos ajudar a montar um 2015 com ainda mais ações e cobranças, para que o planeta melhore a cada dia!

    Faça parte da mudança. Junte-se a nós para começarmos este novo ano ainda mais fortes! Leia mais >

  • Pedestre não tem que pedir permissão

    Postado por Carolina Nunes - 6 - nov - 2014 às 18:15 2 comentários

    Ativistas do Greenpeace pintaram faixas tracejadas em lugares onde as faixas de pedestre haviam sido apagadas. (Imagem: Otávio Almeida/Greenpeace) Leia mais >

     

    Foi aprovado ontem no Senado e segue para sanção presidencial um projeto de lei que obriga pedestres a fazer sinal com a mão antes de atravessar na faixa. Apesar da aparente intenção (louvável) de proteger o pedestre, trata-se do tipo de proposta que joga a culpa sobre a vítima do problema. É a expressão de uma inversão de prioridades, que dá a entender que a rua é dos carros, e que quem ousar invadi-la deve “pedir permissão” aos nobres condutores para poder atravessar.

    Os pedestres podem e devem ser orientados a fazer a travessia segura, mas não podem ser responsabilizados por não fazerem um sinal quando, na maioria das vezes, são os motoristas que não os respeitam. “O problema dos atropelamentos é urgente e precisa ser enfrentado, mas impor a responsabilidade dessa solução ao pedestre é fugir da discussão maior, que é a necessidade de transformar nossas cidades em espaços para pessoas e não para carros”, explica Bárbara Rubim, coordenadora da campanha Clima e Energia do Greenpeace.

    O “sinal da vida”, como é conhecido no Distrito Federal, é uma iniciativa conhecida em algumas cidades brasileiras, que estimula o contato visual entre motoristas e pedestres. Ela pode ajudar bastante a reduzir os índices de atropelamento, mas tem pouco efeito se não é acompanhada de outras ações educativa e de fiscalização direcionadas ao motorista.

    Quem anda a pé em grandes cidades sabe o quanto é difícil atravessar a rua com segurança, ainda mais quando não há semáforos. O pedestre precisa ser bem paciente se quiser esperar os veículos pararem na faixa para que ele faça sua travessia. Ao contrário do que diz o próprio Código de Trânsito Brasileiro (CTB), não são raras as vezes em que o pedestre tem que esperar até 10 veículos passarem pela rua.

    O maior culpado pelos atropelamentos não é o pedestre distraído. Faixas mal posicionadas, velocidades máximas muito altas e imprudência dos motoristas são razões com muito mais peso para o alto índice de morte de pedestres. Vale lembrar que o CTB deixa bem claro que os veículos de maior porte são responsáveis pela segurança dos de menor porte. Ou seja, o pedestre deve ser o mais zelado de todos, justamente por estar em condição mais vulnerável que todos os outros veículos (carros, motos e bicicletas inclusive). Por tudo isso, fica aqui a dica para a Presidência: #vetaDilma!

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