Greenblog

Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Metas de mobilidade em SP: como estamos?

    Postado por Bernardo Camara e Barbara Rubim - 26 - mar - 2014 às 16:13

    Os gritos das ruas estão chegando ao poder público. Foto: Greenpeace/Alexandre Cappi

     

    Há exato um ano, o recém-empossado prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, botou na rua seu Plano de Metas. O documento traz 123 ações para melhorar a cidade, que ele promete tirar do papel ao longo de sua gestão. Desse total, 13 medidas têm a ver com a mobilidade urbana.

    Fizemos um apanhado (logo abaixo) do que está sendo levado adiante e do que ficou na promessa no quesito mobilidade urbana. As notícias não são lá tão ruins: todas as ações planejadas já estão, pelo menos, em andamento. A voz do povo, portanto, está chegando onde deve.

    A onda de protestos que desde o ano passado vem tomando as ruas do Brasil deixou muita interrogação no ar. Mas trouxe também algumas certezas. Uma delas é de que as pessoas querem de volta o direito à cidade. Querem que os espaços públicos, ora, sejam públicos. E isso tem tudo a ver com mobilidade. Afinal, o acesso aos serviços que a cidade oferece só é possível se tivermos uma mobilidade que nos leve a eles.

    Mas a gente sabe que, além de reivindicar, é preciso acompanhar o poder público para que os processos tenham participação popular efetiva. E, claro, para que nossas demandas não sejam deixadas de lado. A cada seis meses, a prefeitura de São Paulo deve apresentar um balanço do Plano de Metas. O primeiro deles veio com atraso de quatro meses, vindo a público só no último mês de janeiro. Estamos de olho. Porque transparência também tem a ver com a cidade que a gente quer.

    Vamos às metas:

    Meta 50: Tornar acessíveis 850 mil m² de passeios públicos.
    Status: Em andamento: 150,5 mil m² implementados, sendo 4,5 mil m² nas rotas turísticas e 108 mil m² em passeios públicos da cidade.

    Meta 51: Ampliar a acessibilidade para as pessoas com mobilidade reduzida, garantindo 100% da frota acessível.
    Status: Em andamento: A reposição da frota atual de ônibus e micro-ônibus permitiu que a acessibilidade física alcançasse 71% do total da frota.

    Meta 93: Projetar, licitar, licenciar, garantir a fonte de financiamento e construir 150km de corredores de ônibus
    Status: Em andamento: 1) Obras iniciadas em 36,6 km de corredores (Inajar de Souza, M Boi/Santo Amaro, Berrini) e no Terminal Itaquera; 2) 44 km licitados (Capão, Leste Radial trechos 1 e 2, Leste Itaquera e Viário Jd. Ângela);  3) 138km em licitação; 4) Assinados os termos de compromisso para o programa de Mobilidade Urbana, viabilizando financiamento federal para 126 km de corredores nas zonas sul, leste e norte, além do Terminal Itaquera

    Meta 94: Implantar as novas modalidades temporais de Bilhete Único (Diária, Semanal e Mensal).
    Status: Em andamento: Entregue bilhete único mensal, incluindo integração com metrô e CPTM, com 201.314 mil pessoas cadastradas em 2013.
    OBS.: As modalidades semanal e diária não foram entregues. No entanto, constam como ‘Concluídas’ no relatório da Prefeitura.

    Meta 95: Implantar funcionamento 24h no transporte público municipal;
    Status: Em andamento: Finalizado diagnóstico e a concepção de linhas do transporte 24h.

    Meta 96: Implantar 150 km de faixas exclusivas de ônibus
    Status: Concluída: Cerca de 300km de faixas já foram implantadas, distribuídas entre as várias regiões da cidade.

    Meta 97: Implantar uma rede de 400km de vias cicláveis.
    Status: Em andamento: 49,3km de ciclovias em obras (conclusão prevista entre fevereiro e setembro de 2014).

    Meta 98: Modernizar a rede semafórica.
    Status: Em andamento: Redução da possibilidade de queima dos semáforos em períodos de chuva em 2 mil cruzamentos reformados, com 440 nobreaks instalados.

    Meta 99: Projetar, licitar, licenciar e garantir a fonte de financiamento para a execução do Plano Viário Sul.
    Status: Em andamento: Viabilização financeira, através de recursos federais, de 26km de corredores do Viário Sul, com obras de melhorias viárias. Em obras: Ponte do Rio Embu-Guaçu.

    Meta 100: Concluir as obras do complexo Nova Radial.
    Status: Em andamento: Viaduto Itaquera entregue em nov/2013; Passagem Inajar Guaçu em obras; Licenciamento ambiental concluído.

    Meta 101: Projetar, licitar, licenciar, garantir a fonte de financiamento e construir a ponte Raimundo Pereira de Magalhães.
    Status: Em andamento: Projeto funcional (estudo de alternativa) em andamento.

    Meta 102: Ampliar o Programa de Proteção ao Pedestre atingindo 18 novas grandes avenidas e 14 locais de intensa circulação de pedestres.
    Status: Em andamento: Ações preventivas realizadas durante 2013 em 14 grandes avenidas e 11 locais de concentração de pedestres, com 700 operadores/mês em média; Redução de 10% dos atropelamentos entre 2012 e 2013.

    Meta 103: Construir a Alça do Aricanduva.
    Status: Em andamento: Projeto Básico/ Executivo em andamento Leia mais >

  • Mais alguns recados diretos para a P&G: desmatar não é “sustentável”

    Postado por Areeba Hamid* - 26 - mar - 2014 às 14:50

    A P&G continua ignorando os cerca de 400 mil consumidores que enviaram mensagens para o presidente da companhia, Sr. Alan G. Lafley. E pior, segue alegando que é “comprometida com a produção sustentável do óleo de palma”.

    Mas hoje fizemos algo que eles não podem simplesmente ignorar. Levamos nossa mensagem para a porta da P&G. A empresa dona de marcas como Head & Shoulders foi confrontada hoje com protestos realizados em cinco diferentes países e novas evidências que escancaram o tamanho do precipício entre palavras e comunicados oficiais da empresa e a situação real da companhia e de seus fornecedores.

    Clique aqui para conferir o relatório com as novas evidências (em inglês).

    (© Ardiles Rante / Greenpeace)

     

    Na Indonésia 20 ativistas abriram um banner gigante do teto do escritório da P&G em Jacarta e outros ensaiaram uma performance com muita cor e explicações sobre a situação nas ruas da capital, para exigir produtos sem óleo de palma proveniente de desmatamento. Os diretores da companhia se recusaram a receber o Greenpeace.

    (© Jimmy Domingo / Greenpeace)

    Nas Filipinas, ativistas vestidos de tigres armaram um acampamento nos arredores de uma das instalações da P&G no sul de Manila. Eles arrumaram o local com tendas e tocos de árvores para mostrar que a P&G não tem condições de garantir que não está colaborando ativamente com a destruição do habitat natural de animais raros como os tigres-de-sumatra e outros.

    Na Índia um tapete vermelho batizado de “caminho da vergonha” foi desenrolado em frente aos estúdios Wella em Nova Déli, enquanto tigres explicavam para os transeuntes o que acontecia e de que forma a P&G (que também é dona dos shampoos Wella) está contribuindo com a destruição de florestas tropicais.

    (© Nick Hannes / Greenpeace)

     

    Na Bélgica, ativistas do Greenpeace tentaram abordar colaboradores do Centro de Inovação da companhia em Bruxelas. Novamente, a diretoria se recusou a nos receber.

    E em Manchester, no Reino Unido, cinco ativistas foram expulsos de uma conferência europeia sobre produtos de limpeza (acredite, existe uma conferência para isso) por questionar a palavra sustentabilidade impressa nos crachás de participantes da P&G no evento.

    Eles também presentearam com o “Machado de ouro” a diretora de sustentabilidade da empresa, que, surpreendente e graciosamente aceitou a homenagem.

    Mas depois disso tudo, a pergunta que fica é: até quando a P&G vai insistir no discurso velho e desgastado de que está comprometida com a “sustentabilidade” – qualquer que seja o significado desta palavra para eles?

    As evidências estão se acumulando e tomando corpo a cada dia. Não temos somente estudos de casos mostrando a destruição de habitat natural de orangotangos, por exemplo, mas lançamos hoje provas contundentes que documentam desmatamento de florestas primárias em larga escala dentro de uma concessão em Papua, na indonésia.

    Essa concessão é controlada pelo conglomerado RGE, grupo que trabalha com a Asian Agri no cultivo do óleo de palma. A Asian Agri, por sua vez, vende o óleo para a Cargill, que é um conhecido fornecedor da P&G.

    Mudas novas plantadas para cultivo de óleo de palma entre tocos de árvores derrubadas, área desmatada recentemente dentro de concessão na região de Papua, na Indonésia (© Oscar Siagian / Greenpeace).

     

    Papua é considerada a nova frente de expansão do óleo de palma na Indonésia. É uma vasta ilha com extensas áreas de florestas intactas e casa de animais raros e de beleza única como o pássaro do paraíso e tantos outros.

    Mas a não ser que empresas como a P&G se comprometam com uma política realista e progressiva de combate ao desmatamento, isso tudo está em risco. O grupo RGE possui uma história de destruição – também são donos da Abril, gigante do setor de papel e celulose que, sozinha, destrói mais florestas na Indonésia do que qualquer outra empresa.

    As práticas da RGE em regiões de alto risco como Riau, em Sumatra, por exemplo, estão ligadas ao desmatamento ilegal de florestas fazendo uso de artimanhas criminosas como queimadas intencionais. No parque nacional Tesso Nilo, o grupo negocia óleo de palma em plantações ilegais e financia a extinção dos tigres-de-sumatra ao reduzir dramaticamente o habitat natural da espécie. 

    A P&G já se omitiu por muito tempo.

    Mas você ainda pode ser parte da mudança que fará com que companhias como a P&G passem a proteger as últimas florestas da Indonésia, ao invés de destruí-las. Se você ainda não aderiu, faça como os 400 mil que já tomaram uma atitude aqui. E fique ligado nos próximos passos da campanha.

    * Areeba Hamid é da campanha de florestas do Greenpeace Internacional. Leia mais >

  • Encarando as mudanças climáticas

    Postado por Marina Yamaoka - 25 - mar - 2014 às 14:23

    Durante reunião do IPCC, no Japão, ativistas pedem atenção às mudanças climáticas e investimentos em energias renováveis (©Jeremie Souteyrat/Greenpeace)

     

    A expectativa para o resultado que virá da reunião dos principais cientistas do clima e do relatório do IPCC não é nada positiva. Do encontro que acontece no Japão essa semana, espera-se uma avaliação sombria sobre os perigos do aquecimento global e o aviso de que não é apenas a queima dos combustíveis fósseis que ameaça o mundo.

    Para além das consequências do aumento de CO2 na atmosfera, o documento que será lançado na próxima semana apontará quais são os impactos climáticos que já são esperados e que afetarão a vida das crianças – mesmo as que nascerem hoje -  dependendo das escolhas que fizermos agora e no futuro.

    A primeira parte do relatório do IPCC, publicado em setembro de 2013, focava em como as emissões de CO2 já estavam esquentando a atmosfera e os oceanos, derretendo geleiras, aumentando os níveis dos oceanos, alterando ciclos de água e piorando eventos que já eram extremos. Forneceu dados que mostravam que os impactos estavam se acelerando e, agora, a segunda parte do relatório trata sobre escolhas.

    Ou reduzimos e gerenciamos os riscos que temos pela frente e fazemos o que é necessário para manter o aquecimento abaixo de 2oC, ou continuamos fazendo muito pouco e indo de uma para outra crise.

    Hoje, estamos em uma situação em que os governos se comprometeram com a meta de manter o aquecimento abaixo de 2oC, mas estão se direcionando para um mundo de 4oC. Para piorar, não estão se preparando para um mundo mais quente em qualquer cenário e tentam ignorar a tendência das mudanças climáticas.

    Mas a verdade é que eles não podem ignorar o que está acontecendo. Em um mundo que já é atingido pelas mudanças climáticas, não é mais possível apenas falar e não agir. Nós ainda podemos prevenir mudanças climáticas catastróficas, mas precisamos agir, esse é o recado dos cientistas do clima. Leia mais >

  • Colgate fora da rota do desmatamento

    Postado por João Talocchi* - 24 - mar - 2014 às 16:57

    Ativista do Greenpeace segura um banner dentro de uma área de extração de óleo de palma de propriedade da PT MPG, subsidiária da empresa Musim Mas, uma das fornecedoras da P&G, em Kalimantan Central, Indonésia.

     

    Quase 400 mil pessoas escreveram para a diretoria da P&G. Dezenas de protestos ocorreram em cidades tão diversas como Jacarta, Cincinnati e Londres. E milhares de cidadãos foram ao Facebook, Twitter e até mesmo usaram seus próprios telefones para pedir à P&G que limpe sua cadeia de fornecimento.

    E mesmo que a P&G ainda seja uma compradora de óleo de palma proveniente da destruição das florestas da Indonésia, a voz de todas essas pessoas mundo afora se mostrou incrivelmente poderosa. Hoje, uma das maiores empresas de cuidados pessoais do mundo, a Colgate-Palmolive, prometeu limpar a sua imagem e garantir que seus produtos sejam livres do desmatamento.

    A nova política da Colgate é muito detalhada. Ele vai além dos fracos padrões de sustentabilidade nos quais a P&G continua a se basear. A política da Colgate menciona coisas críticas, como a biodiversidade, os estoques de carbono e a riqueza dos solos. Ela salienta a importância de se envolver com as comunidades locais, mapeando todo o caminho que o óleo de palma percorre, desde a origem das plantações até a finalização do produto na empresa.

    Ela ainda exige dos fornecedores que apliquem estes princípios em todas as suas operações, afirmando claramente que os contratos serão cancelados em caso de não cumprimento. O único ponto fraco da Política é que seu cronograma é pouco ambicioso, indo somente até 2020. Mas este é um ponto que continuaremos a pressionar.

    Enquanto isso, a política da P&G é, na melhor das hipóteses, vaga:

    “A P&G está comprometida com a obtenção sustentável de óleo de palma. Em 2015, temos a intenção de apenas comprar e usar óleo de palma cuja origem possamos confirmar que é de fontes responsáveis ​​e sustentáveis." E a empresa continua: "Nós incentivamos os fornecedores a adotar os Princípios e Critérios para uma produção sustentável de óleo de palma."

    Essencialmente, a P&G gostaria de imaginar que não contribui para o desmatamento, e, talvez no futuro, ela será capaz de dizer que não o faz... isso se realmente as coisas caminharem no rumo que ela está dizendo que deverão caminhar.

    Agora que a Colgate se juntou ao grupo de empresas que se comprometeram a uma política Sem Desmatamento – incluindo a Nestlé, L'Oréal, Mars, Ferrero e Unilever – a P&G está cada vez mais isolada.

    E agora não tem mais desculpas. Ela não pode continuar a se esconder atrás de anúncios vagos, apoiando iniciativas que já porvaram não render resultados sólidos. Tome uma atitude e diga também à P&G para seguir o exemplo da Colgate!

    *João Talocchi é coordenador da Campanha de Florestas do Greenpeace Estado Unidos. Leia mais >

    Assine a petição

  • Exxon Valdez: 25 anos do desastre

    Postado por André Sampaio - 24 - mar - 2014 às 15:38

    Faixa erguida no protesto contra a exploração do Ártico. Foto: © Will Rose / Greenpeace

     

    Para relembrar o aniversário de 25 anos do vazamento do petroleiro Exxon Valdez no Alasca, ativistas do Greenpeace de sete países diferentes se reuniram na Noruega para protestar contra a exploração de petróleo no Ártico. O acidente foi um dos maiores já registrados na região. Cinco dos ativistas escalaram uma plataforma da ExxonMobil  e estenderam uma faixa com a seguinte mensagem: “ExxonMobil, Fora do Ártico Russo”. A empresa é uma das mais interessadas em explorar o petróleo na área.

    “Estamos reunidos no aniversário de 25 anos do vazamento de petróleo do Exxon Valdez, para protestar contra os planos da ExxonMobil em explorar o Ártico. Eu era criança quando o desastre aconteceu e mesmo após anos, os efeitos continuam atingindo as pessoas e o meio ambiente”, diz Ethan Gilbert, ativista americano que morava no Alasca quando ocorreu o vazamento.

    Parte da  área que a ExxonMobil pretende explorar faz parte do"Parque Nacional do Ártico Russo", habitat de ursos polares e raras espécies de baleias, além de abrigar a maior colônia de pássaros do hemisfério norte. As condições climáticas são hostis, com temperaturas que chegam á -45°C, fortes tempestades e meses de escuridão no inverno. O Ártico é, sem dúvida, uma das áreas mais improprias para exploração de petróleo no mundo.

    O projeto que está sendo desenvolvido em conjunto pela ExxonMobil (maior empresas de petróleo do mundo) e a Rosneft (petroleira russa bilionária) viola a legislação russa e contradiz as declarações do país, de que o desenvolvimento dos recursos vai "respeitar as mais rigorosas exigências ecológicas" do Ártico. No projeto, parte da área que pretende ser explorada está dentro do Parque Nacional do Ártico Russo.

    “Nós estamos aqui representando mais de cinco milhões de pessoas que aderiram ao movimento para salvar o Ártico da exploração de petróleo”, completa Ethan Gilbert.

    Para proteger o Ártico dessa exploração, assine a petição:

    http://www.salveoartico.org.br/pt

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  • Debate: Rumo ao consumo sustentável

    Postado por Marina Yamaoka - 20 - mar - 2014 às 11:21 1 comentário

    Kumi Naidoo, diretor-executivo do Greenpeace Internacional, participará de debate no Instituto Alana sobre consumo sustentável. (©Greenpeace)

    Na próxima quinta-feira, dia 27 de março, Kumi Naidoo, diretor-executivo do Greenpeace Internacional, irá debater consumo sustentável e possíveis soluções para esse desafio, no Instituto Alana junto com Marcelo Sodré, membro do Conselho do Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana.

    Hoje, a sociedade brasileira se depara com um momento crítico de escolhas: como fomentar a economia sem estimular o consumo desenfreado, que traz sérias consequências tanto para as próprias pessoas como para o meio ambiente? Será abordada durante a conversa a oposição entre a necessidade de mudança de comportamento dos consumidores ou a existência de uma alternativa tecnológica que evitaria mudanças de padrões de consumo.

    Para participar do evento basta se inscrever pelo e-mail: 

    O evento também contará com transmissão ao vivo (clique aqui).

    Saiba mais: 

    Data e horário: 27 de março - a partir de 8h30

    Local: Auditório do Instituto Alana - Rua Fradique Coutinho, 50 – 11 andar – Pinheiros – São Paulo Leia mais >

  • E o campeão do desmatamento é...

    Postado por Germano Assad - 19 - mar - 2014 às 8:50 8 comentários

    Head & Shoulders!

     

    Ao lançar uma campanha publicitária para o shampoo Head & Shoulders, com super produções e personagens icônicos da vida real do brasileiro, a Procter & Gamble segue firme com sua indiferença com relação à exploração predatória e destrutiva das florestas tropicais.

    Nós gostamos tanto das propagandas que fizemos nossa própria versão, homenageando o produto 3 em 1 da companhia: que traz desmatamento, destruição e extinção de animais raros, tudo de uma vez só, diretamente para o seu chuveiro.

    Clique aqui para assistir ao clipe paródia do Head & Shoulders, “The namber uãm em desmateichon in de uordi”.

    Você já sabe que a P&G compra óleo de palma de fornecedores e produtoras reincidentes em crimes contra o meio ambiente. Sabe também que milhares de pessoas assinaram o manifesto pelas florestas da Indonésia e enviaram mensagens diretamente para o presidente da P&G pedindo produtos livres desse óleo de palma sujo.

    Mas apesar da grande mobilização, acredite: eles continuam ignorando, solenemente, os próprios consumidores e o que acontece ao redor. Enquanto concorrentes como Nestlé, Unilever, Kellog’s, Ferrero e mais recentemente a Mars lideram uma transformação no setor, adotando políticas realistas e eficazes para evitar óleo de palma que desmata em suas linhas de produção, a P&G insiste no velho e inconsistente discurso das ‘práticas sustentáveis’.

    Equipe de voluntários arma as duas entradas no escritório da agência Saatchi and Saatchi’s em Londres. Eles criaram a campanha publicitária do Head & Shoulders, shampoo da linha de produtos Procter & Gamble. (© Jiri Rezac / Greenpeace)

     

    Duas semanas atrás, ativistas do Greenpeace colocaram uma instalação com duas divisórias na entrada da agência Saatchi and Saatchi’s, responsável pelo marketing da P&G. Os profissionais, ao entrarem no escritório, tinham que escolher entre duas ‘portas’: “salve as florestas” ou “destrua as florestas”. A preferência pela proteção foi esmagadora, ou seja: até os criadores das campanhas do Head & Shoulders estão preocupados com a situação crítica do óleo de palma e das florestas tropicais na Indonésia.

    Por isso produzimos esta singela homenagem, para acordar de vez os executivos que ainda estão ‘dormindo no ponto’. Nossa paródia não foi produzida por agência e nem contou com a participação de celebridades, mas nós garantimos: nada desta produção é proveniente de desmatamento! Leia mais >

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  • Planeta consumível

    Postado por Danielle Bambace - 15 - mar - 2014 às 8:22

    A decisão de compra é a melhor ferramenta do consumidor.

    Hoje, Dia do Consumidor, o Greenpeace relembra a importância do ato de consumir realizado de forma responsável. A história remonta à década de 60 nos Estados Unidos: no ano de 1962 o então presidente John F. Kennedy instituiu a data, no advento da criação do primeiro código do consumidor do país.  Em 2001, a ONU (Organização das Nações Unidas) assumiu também a data, colocando as diretrizes propostas como internacionais.

    Na contramão das datas comerciais, o Dia do Consumidor convoca cada um dos cidadãos para uma reflexão que vai muito além das vitrines. O consumo humano é o vetor fundamental dos mais graves ataques ao meio ambiente. Quando realizado de forma exagerada (o chamado “hiperconsumo”) colabora com o desenho de um cenário do caos não só ambiental, mas também social: aumento das emissões de CO2, injustiças e violações de direitos provocadas pelo desestímulo à pequena produção, familiar e local, perda de biodiversidade e deterioração do meio ambiente de forma ampla e irreparável.

     O Greenpeace possui entre suas formas de trabalho a sensibilização do consumidor final e suas escolhas para a ação contra sistemas de produção e empresas que operem de forma irresponsável. Exemplos disso estão em campanhas como a de oceanos, que, ao condenar a pesca predatória, oferece informações e convida o consumidor a não consumir espécies de peixe previamente identificadas.

    Nesse exato momento o Greenpeace realiza este trabalho na campanha de florestas, expondo o desmatamento na Indonésia provocado pela extração de óleo de palma e sua direta relação com a marca Head & Shoulders, da gigante P&G. A escolha do consumidor é sim uma ferramenta fundamental para a condução de melhores práticas de mercado, que considerem amplamente seus impactos sociais e ambientais, relacionando-se não somente com o consumo exagerado, mas também com o consumo “desavisado”.

    Seja parte da mudança e traga para o seu cotidiano mais decisões no seu consumo. Há, sem dúvida, desafios inerentes a essa tarefa, ainda mais em países como o Brasil, onde a falta de informação e a ausência de alternativas sustentáveis fecham o cerco ao consumidor. Mas é hora de cruzar as barreiras e colocar-se firmemente frente ao consumo daquilo que é seu de forma inegável: o próprio planeta.

     

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  • K, a linha do caos

    Postado por Bárbara Rubim* - 14 - mar - 2014 às 17:12 1 comentário

     

    Depois das constantes falhas no metrô de São Paulo, muito se falou que, na Linha 3 – Vermelha, a frota de trens que mais registrava problemas era a frota K, que coincidência ou não, teve sua última reforma feita pela Empresa Alstom, uma das protagonistas nas investigações sobre o cartel no metrô de SP. Para que se tenha uma ideia, um trem da frota K apresenta em média 4,17 vezes mais falhas por dia que os de outras frotas: entre outubro e novembro do ano passado, foram 696 panes no período de um mês.

    A situação é tão grave que quando o sindicato dos metroviários de SP trouxe esses dados à tona, alegando que o Governo de São Paulo conhece os riscos de operar a frota, seu acesso ao relatório de falhas foi suspenso, conforme denunciado por eles em nota no site. Depois das falhas ocorridas em fevereiro e buscando saber o que acontecia, nos valemos da Lei de Acesso à Informação e solicitamos acesso ao relatório de falhas da Frota K da L3 – Vermelha do metrô SP. Um mês após o pedido ter sido feito, recebemos a resposta, hoje, de que nossa solicitação foi negada, pois o Metrô SP avalia que as informações ali presentes são sigilosas e sua abertura pode causar danos aos usuários do metrô.

    Entendemos que, de fato, algumas informações relativas à segurança do sistema sejam mantidas em sigilo. No entanto, a negativa de acesso a um relatório contendo o número e o tipo de falhas, sobretudo logo após tal acesso ser retirado também dos próprios funcionários, faz parecer muito mais uma medida do Metrô que cerceia o acesso dos cidadãos aos seus dados (ainda mais quando polêmicos), indo contra a política de transparência do Governo e gerando ainda mais dúvidas sobre o que os referidos relatórios guardam. Infelizmente, não tem sido raros no país os casos em que as liberdades têm sido restringidas em nome de uma segurança que, em verdade, não se dirige e nem beneficia os cidadãos.

    *Bárbara Rubim é coordenadora da campanha de Clima e Energia do Greenpeace. Leia mais >

  • Usinas do Madeira terão que refazer estudos

    Postado por Luana Lila - 13 - mar - 2014 às 16:50 1 comentário

    Usina hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira (© Greenpeace/Lunae Parracho)

     

    Uma liminar da Justiça Federal de Rondônia determinou que as usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau e o Ibama refaçam os estudos sobre as barragens para verificar a influência das usinas nos impactos causados pela cheia que atinge o estado. A Justiça também determinou que os consórcios atendam as necessidades básicas das famílias atingidas, como moradia, alimentação, transporte, saúde e educação.

    Na quarta-feira, o rio Madeira atingiu 19,07 metros, 2,39 metros acima da cota de emergência. No mesmo dia, um mês depois que o rio Madeira atingiu a cota de emergência pela primeira vez, a presidente Dilma Rousseff anunciou apoio ao estado de Rondônia para prestar socorro aos atingidos.

    Mas não é só Rondônia que está sofrendo com a cheia dos rios. No total, cerca de 20 mil famílias tiveram que deixar suas casas em toda a região Norte. Na Bolívia a situação é ainda mais grave, com 60 mortes e 100 mil cabeças de gado perdidas. E o rio Xingu, onde está sendo construída a hidrelétrica de Belo Monte, também tem mostrado sinais de elevação acima do esperado pelos moradores.

    “Eventos extremos como o que estão acontecendo no rio Madeira devem se tornar cada vez mais frequentes. Com as mudanças climáticas, os padrões de chuva podem ser imprevisíveis. Continuar apostando  num modelo de grandes hidrelétricas na Amazônia representa um grave risco”, disse Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace.

    Inviabilidade econômica de grandes  hidrelétricas

    Um artigo recente da Energy Policy, escrito por pesquisadores da Universidade de Oxford (Should we build more large dams? The actual costs of hydropower megaproject development) analisou 245 hidrelétricas construídas em 65 países entre 1934 e 2007 e afirmou que, na maioria dos casos, as grandes usinas hidrelétricas não são viáveis economicamente. Foi concluído que elas ultrapassam os orçamentos, afogam a economia dos países e não entregam os benefícios prometidos.

    O estudo apontou que as grandes hidrelétricas em geral sofreram aumento de custo de 96%, em média, e os atrasos foram 44% maiores do que o estimado. Além de fatores técnicos e econômicos, riscos relacionados à segurança das barragens, meio ambiente e sociedade afetam a viabilidade desses projetos.

    Mesmo assim, no Brasil, hidrelétricas voltaram a ser vistas como a principal alternativa para suprir a demanda energética da população. Segundo o Plano Decenal de Energia 2013-2022, a previsão é que a demanda por energia cresça 53% nos próximos dez anos no país. E o governo pretende atender metade dessa demanda com hidrelétricas.

    Mas, as usinas que estão sendo construídas por aqui são perfeitas para referendar o estudo dos pesquisadores de Oxford. Jirau é apenas um dos exemplos. Orçada em R$ 9 bilhões, seu custo total foi revisto no fim do ano passado para R$ 17, 4 bilhões, quase o dobro do previsto. Além disso, sofre com atraso de quase um ano. A hidrelétrica de Belo Monte segue o mesmo caminho: foi leiloada por R$ 19 bilhões e cerca de dois anos depois, em 2013, já ultrapassava os R$ 30 bilhões.

    As grandes hidrelétricas que saíram do papel recentemente no país, como o complexo do rio Madeira e Belo Monte, demonstraram dificuldade de diálogo do governo com as populações atingidas, diversos erros na condução dos projetos e a escalada do orçamento previsto. No rio Tapajós, no Pará, estão previstas sete grandes barragens.

    Segundo os autores do estudo, apesar de serem consideradas energias renováveis, as grandes hidrelétricas não são tão limpas quanto parecem. A enorme quantidade de concreto utilizada para a construção é responsável por uma pegada de carbono gigante. Além disso, as áreas de vegetação inundada nos reservatórios produzem gás metano, um poderoso causador do efeito estufa.

    O estudo conclui  ainda que grandes hidrelétricas consomem recursos que poderiam ser utilizados de forma mais eficiente. E sugere técnicas de gerenciamento de risco para auxiliar a seleção de alternativas energéticas. “Se tivéssemos seguido esse tipo de processo, teríamos optado por mais eólicas e usinas de biomassa ao invés de construir Belo Monte”, completou Baitelo.

    Denúncia na ONU

    No dia 10, entidades e lideranças sociais denunciaram o governo brasileiro no Conselho de Direitos Humanos da ONU por violações de direitos indígenas durante a construção de grandes hidrelétricas na Amazônia. Segundo a denúncia, o artigo 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que prevê a consulta aos povos indígenas, não está sendo aplicado pelo Brasil e isso está pondo em risco a sobrevivência da população indígena.

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