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Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • As causas do Rainbow Warrior III pelo mundo

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 18 - abr - 2017 às 12:00

    Com apenas cinco anos de idade, o mais novo Guerreiro do Arco-Íris mantém o espírito dos seus antepassados: defender o planeta através de seus mares e oceanos. Veja algumas ações que ele já realizou 

    Pela agricultura ecológica

    Em janeiro deste ano o barco esteve pela primeira vez em Cuba com um time de cientistas e agricultores mexicanos para promover um encontro com seus pares cubanos, responsáveis por pesquisar e praticar a agroecologia em grande escala na ilha por mais de duas décadas. Embora Cuba seja conhecida pelo seu sistema de saúde eficiente, poucos sabem que 65% da produção de alimentos da ilha, em pelo menos 25% de suas terras agrícolas, é sem o uso de pesticidas e fertilizantes químicos ou culturas geneticamente modificadas (transgênicos).

     

     

    Unidos pela energia do sol

    Nosso Guerreiro do Arco-Íris é também um grande embaixador do astro-rei, o sol. Em agosto de 2016, ele iniciou em Beirute, no Líbano, um tour pelo Mediterrâneo, passando por vários países até a Turquia para promover a campanha “O Sol nos Une”, que destaca o enorme potencial da energia solar em toda a região árabe. Em cada local, mensagens de apoio da população a mais investimentos nesse tipo de energia limpa a renovável foram recolhidas e entregues aos líderes das negociações climáticas na COP22, no Marrocos.

     

    Pela pesca sustentável

    Esta é uma causa permanente do Rainbow Warrior. Em agosto de 2015 o barco dedicou uma expedição pelo Oceano Pacífico para confrontar a indústria pesqueira e denunciar o comércio imoral de barbatana de tubarão e a prática do transbordo, considerada um buraco negro na cadeia de abastecimento. Grandes navios-mãe suprem os pequenos barcos pesqueiros com provisões e combustível e recolhem suas cargas em compartimentos refrigerados, sobretudo atum, sempre em águas internacionais. Isso permite que fiquem com suas tripulações sendo exploradas meses e até anos em áreas remotas, e longe dos portos e da fiscalização.

     

    Em defesa do clima

    Em 2014, o Rainbow Warrior realizou uma intensa campanha contra os combustíveis fósseis pelo Mediterrâneo.  Em Veneza, na Itália, o barco exibiu uma mensagem "Salve o clima! Não há planeta B", que podia ser vista da Praça San Marco. No Canal da Sicília, semanas depois, ativistas ocuparam a plataforma petrolífera "Prezioso", operada pela companhia italiana ENI, de onde desdobraram uma faixa de 120 metros quadrados, confrontando o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi.

     

     

    Alerta contra a energia nuclear

    Em julho de 2013, o Rainbow Warrior foi até o porto de Busan, na Coreia do Sul, pedir que o governo ampliasse a zona nuclear oficial de evacuação para um raio de 30 km do reator Kori 1, o mais antigo do país. Em março de 2016, foi a vez de protestar contra a Usina de Fukushima, próximo aos cinco anos do desastre muclear.

     

    Agora, o Rainbow Warrior chega ao Rio de Janeiro no fim deste mês para chamar a atenção dos brasileiros para a importância de se defender os Corais da Amazônia, que já são considerados o maior bioma marinho do país. No entanto, também já estão ameaçados pela exploração de petróleo a poucos quilômetros dos recifes.  Leia mais >

  • Conheça a origem do nome Rainbow Warrior

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 17 - abr - 2017 às 8:00

    O barco que chega ao Rio de Janeiro é o terceiro Guerreiro do Arco-Íris, que como um espírito imortal, revive graças à esperança de milhares de pessoas e o seu amor pelo planeta

    O combate à caça de focas foi uma das grandes causas do primeiro Rainbow Warrior

     Durante a primeira viagem dos fundadores do Greenpeace, o jornalista canadense Robert Hunter leu um livro sobre mitos e lendas indígenas. Um trecho impressionou a tripulação: ele narrava a previsão feita 200 anos antes por uma velha índia Cree, da América do Norte, chamada Olhos de Fogo, sobre o futuro do planeta:

    “Um dia a terra vai adoecer. Os pássaros cairão do céu, os mares vão escurecer e os peixes aparecerão mortos nas correntezas dos rios. Quando esse dia chegar, os índios perderão seu espírito. Mas vão recuperá-lo para ensinar ao homem branco a reverência sagrada pela Terra. Aí, então, todas as raças vão se unir sob o símbolo do arco-íris para terminar com a destruição. Será o tempo dos Guerreiros do Arco-Íris.”

     Foi assim que, alguns anos depois, o nome Rainbow Warrior (Guerreiro do Arco-Íris, em inglês) foi pintado no casco do primeiro barco do Greenpeace, se tornando sinônimo do ativismo ambiental e de uma defesa incansável por um mundo melhor.

    O primeiro Rainbow Warrior era um velho barco pesqueiro de arrasto inglês, construído em 1955 e adquirido pelo Greenpeace em 1978, para ser usado nas campanhas contra a caça a baleias, focas e golfinhos, além de confrontar testes nucleares nos oceanos. Um atentado com bombas promovido por espiões do governo francês antes de um desses testes o afundou em 1985. Hoje esse velho guerreiro descansa no fundo de uma baía, na Nova Zelândia, cercado pela vida que tanto defendeu – foi transformado em um recife artificial.

    Transformado em recife artificial, há mais de 30 anos o primeiro Rainbow Warrior repousa no fundo do mar, coberto de vida.

     

    O segundo Rainbow Warrior foi adquirido em 1989 com recursos da indenização recebida do governo francês, condenado pelo atentado em um tribunal internacional. Assim como o anterior, o barco pesqueiro de arrasto navegou  por todos os mares do mundo com o Greenpeace por 22 anos, defendendo inúmeras causas pelo planeta. Em 2011, ele foi doado para uma ONG de Bangladesh para ser usado como um navio-hospital.

    O Rainbow Warrior II em sua rota para o Atol de Moruroa para protestar contra os testes nucleares franceses.

     

    Seu espírito, no entanto, nunca esteve tão forte. Ele habita hoje  o terceiro Rainbow Warrior, um jovem guerreiro cheio de energia, construído do zero com doações de mais de 100 mil pessoas ao redor do mundo, e que vem cruzando os oceanos impulsionado pelos ventos graças às suas enormes velas de 50 metros de altura.

    Com quase 6 anos de idade, o Rainbow Warrior III foi criado especialmente para ser um barco de campanha Leia mais >

     É com este guerreiro que você tem um encontro marcado a partir do final deste mês – ele estará no Rio de Janeiro, de portas abertas para recebê-lo e contar um pouco dessas aventuras. Clique aqui para saber mais sobre essa visita.
  • Rainbow Warrior vem para o Rio de Janeiro

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 13 - abr - 2017 às 11:50

    O mais emblemático barco do Greenpeace estará aberto à visitação do público para comemorarmos juntos os nossos 25 anos de atuação no Brasil

     

    Sim, é verdade. Depois de passar pelo Chile e pela Argentina, o nosso Guerreiro do Arco-Íris chega em águas cariocas no dia 27 de abril. Será uma grande oportunidade para conhecê-lo de perto. Ele ficará aberto para a visitação do público, enquanto permanece atracado no Píer Mauá, ao lado do Museu do Amanhã. Sua vinda tem dois motivos bem especiais:

    - O primeiro deles é apoiar a campanha pela defesa dos Corais da Amazônia, que estão sob a ameaça de exploração de petróleo pela companhia francesa Total. Um vazamento de óleo pode ser mortal para a vida do recife, e o navio se juntará à resistência de 1 milhão de pessoas que já se posicionaram contra esse projeto absurdo.

    - O segundo motivo é de muita alegria: celebrar os 25 anos de Greenpeace no Brasil. Em todos esses anos, o Rainbow Warrior navegou por águas brasileiras tanto na nossa costa quanto na Amazônia, se considerarmos também as duas versões anteriores do barco. A última foi também no Rio de Janeiro, durante a Rio+20, em junho de 2012.

    Se você quiser vê-lo de pertinho, entrar na ponte de comando, conhecer nossa tripulação e saber das causas que defendemos, então não perca essa chance!

    PROGRAME-SE:

    A visita ao Rainbow Warrior 3 é gratuita e estará aberta ao público em dois períodos:

    - De 29 de abril a 1 de maio;

    - De 4 a 6 de maio.

     Local: Píer Mauá, próximo ao Museu do Amanhã.

      

     Em breve divulgaremos mais detalhes sobre a visitação, mas para que ela ocorra da melhor forma possível, clique na imagem abaixo e preencha o formulário:

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  • Somos 1 milhão de defensores dos Corais da Amazônia

    Postado por Thaís Herrero - 13 - abr - 2017 às 11:34

    Pessoas do mundo todo já assinaram a petição para que as petrolíferas Total e BP desistam dos planos de perfurar o fundo do mar perto dos Corais

    Há quatro meses, começamos a campanha Defenda os Corais da Amazônia, fomos até a foz do rio Amazonas e gravamos as primeiras imagens submarinas desse bioma único e especial que temos no Brasil. Ao mostrá-lo ao mundo todo, ficou mais clara a importância de preservar esse tesouro natural brasileiro. E ficou evidente porque temos que protegê-lo dos planos absurdos de empresas que querem explorar petróleo bem próximo dos onde os corais estão.

    Ao longo desse tempo, pessoas do mundo todo se uniram à causa. Hoje, somos mais de 1 milhão de defensores e defensoras dos Corais da Amazônia, espalhados por países como Brasil, França, Inglaterra, Argentina, Bélgica, Holanda e Coreia do Sul. 

    Essas pessoas assinaram a petição e estão pressionando as petrolíferas Total (que é francesa) e a BP (que é britânica) a cancelarem seus planos de perfurar o fundo do mar na foz do Rio Amazonas, em busca por petróleo. A exploração de petróleo irá trazer o risco iminente de um vazamento no mar, que colocará em risco o bem-estar dos Corais da Amazônia e dos animais que vivem ali e dependem desse ecossistema. Um derramamento pode, até mesmo, alcançar a costa do Amapá e impactar quem vive lá.

    O número de defensores e defensoras é grande, mas temos continuar aumentando nosso time! Quanto mais gente apoiando a campanha, mais chances temos de garantir o bem estar dos corais e do nosso oceano! Se você ainda não é um desses 1 milhão, assine já a petição!



    A surfista Maya Gabeira é uma das 1 milhão de pessoas que defendem os Corais da Amazônia! (Foto: Barbara Veiga/Greenpeace) Leia mais >

     Um desafio para os defensores
    Para celebrar esse momento, estamos lançando um desafio! Envie uma foto ou vídeo mostrando o seu apoio aos Corais da Amazônia. Os 3 conteúdos mais criativos ganharão uma camiseta exclusiva da campanha! Curtiu? Poste seu conteúdo com a hashtag #DefendaOsCorais no Facebook, Twitter, Instagram (Importante: Certifique-se que a sua postagem seja pública, caso contrário não conseguiremos ver e escolher sua ideia) ou pelo email .

    Você também estará dando mais visibilidade e força à campanha. Vamos mostrar ao mundo os planos gananciosos da petrolífera britânica BP e da francesa Total, que querem explorar petróleo na região e, com isso, podem colocar em risco os Corais da Amazônia.

  • O Bugio chegou para você defender a causa em que acredita

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 12 - abr - 2017 às 11:16

    A mais nova plataforma de campanhas online do Greenpeace é a oportunidade para aqueles que querem fazer a diferença no mundo a partir do local onde vivem. Suas causas por um meio ambiente mais justo e saudável terão força e ganharão voz com esta ferramenta de mobilização. Conheça agora!

     Clique na imagem acima para acessar O Bugio

    O rugido do bugio não passa indiferente na floresta. O som mais alto emitido por um animal da América Latina é usado para convocar, alertar ou mostrar força ao grupo. Inspirado nele, lançamos a nossa plataforma online para campanhas de indivíduos não conformados que se preocupam com o meio ambiente e a qualidade de vida, sobretudo nas cidades. Com O Bugio, as pessoas poderão amplificar sua voz e mostrar sua força na defesa de uma causa que acreditam ou para lidar com uma questão que precise ser combatida ou resolvida.

    A plataforma é aberta e gratuita. Com poucos passos, qualquer pessoa pode começar uma campanha, a partir da criação de uma petição online. Todos os assuntos serão bem-vindos, desde que não promovam o ódio, violência, bullying ou discriminação. Algumas campanhas poderão receber o suporte do time de Mobilização do Greenpeace para crescer e ganhar as ruas.

    Essa ferramenta está em uso em outros países e já registra várias vitórias. No Brasil, ela já começa com campanhas bem interessantes e de impacto, como o pedido de ciclovias para Belo Horizonte (MG); contra a instalação de um aterro numa área repleta de nascentes em Presidente Prudente (SP); pela proteção da Serra do Curral, importante área natural próxima à Belo Horizonte (MG), contra a poluição de uma fábrica de papel e celulose na cidade de Guaíba (RS), entre outras. 

    O que está esperando para fazer parte desta comunidade de transformadores? A coragem é contagiosa, ao dar o primeiro passo, você inspira outros. Crie sua petição, compartilhe e passe da intenção para a ação. Ao mobilizar pessoas, transformamos o nosso redor para termos um planeta melhor, mais saudável e mais feliz!

    Seja o líder ou o apoiador de uma campanha local e faça uma revolução urbana."

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  • Rio Doce: águas subterrâneas também estão contaminadas

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 11 - abr - 2017 às 18:20

    Estudo revela que mesmo os poços artesianos estão com níveis de metais pesados na água acima do permitido pelo governo brasileiro; pequenos agricultores são os mais prejudicados

    A várzea do rio Doce é porosa, permitindo o contato da água contaminada com os aquíferos. A escavação de poços em meio à lama também é responsável pela água com altos níveis de ferro e manganês no subsolo

     

    Após o desastre criminoso causado pela mineradora Samarco no Rio Doce, agricultores familiares se socorreram em poços da região para irrigar suas plantações e ter água para beber. O que o estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro revela agora é que, meses depois, além do rio, a água subterrânea também está contaminada por altos níveis de metais pesados, que prejudicam o desenvolvimento das plantações e entram na cadeia alimentar, oferecendo riscos à saúde no longo prazo.

    O estudo "Contaminação por metais pesados na água utilizada por agricultores familiares na Região do Rio Doce", coordenado pelo professor João Paulo Machado Torres, do Instituto de Biofísica da UFRJ, é fruto da parceria entre o projeto Rio de Gente e o Greenpeace. O objetivo foi avaliar se os agricultores ainda têm condições de plantar com água limpa. As margens de rios em Minas Gerais e Espírito Santo sempre foram usadas para a agricultura, onde os produtores coletam a água diretamente do rio. Em casos de desastres como o do Rio Doce, a procura imediata são pelos poços artesianos para manter as plantações. A pesquisa, portanto, é também de segurança alimentar.

    Em Colatina, muitas plantações estão ao lado do Rio Doce, e os produtores continuam usando essa água para irrigação, por falta de alternativa.

     

    Um time de pesquisadores analisou a presença de metais pesados na água em três regiões diferentes da bacia do Rio Doce. As coletas foram feitas em Belo Oriente (MG), com amostras de poços, da água cedida pela prefeitura ou pela Samarco à população, do rio em Cachoeira Escura e nos distritos de Bugre e Naque; em Governador Valadares (MG), foram 16 pontos no distrito de Baguari, além das Ilhas Fortaleza e Pimenta; e Colatina (ES), na parte sul do Rio Doce, a cerca de 427 km de Mariana.

    A realidade encontrada foi de agricultores usando água sem saber que estão com altos níveis de ferro e manganês. Em geral, a mesma para a irrigação é usada também para beber.

    Belo Oriente apresentou 5 pontos de coleta com valores de ferro e manganês acima do permitido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Em Governador Valadares houve 12 pontos e, em Colatina, 10 pontos com os valores acima do permitido. De acordo com o estudo, a água desses locais não é adequada para consumo humano, e em alguns casos, também não se recomenda a irrigação das plantas – situação de alguns pontos de Governador Valadares e Colatina. “Os resultados não são animadores. É preocupante a falta de informação das autoridades em relação a questões fundamentais para a saúde da população”, afirma Fabiana Alves, da Campanha de Água do Greenpeace.

    Pesquisadores coletam amostras da água do Rio Doce em Belo Oriente (MG).

     

    Para saúde, o risco é de acumulação desses metais no organismo ao longo do tempo, considerando as altas doses a que as pessoas estão expostas. O manganês pode causar problemas neurológicos, com sintomas da Síndrome de Parkinson. Já o ferro, em quantidades acima das permitidas, está relacionado a problemas enzimáticos que danificam rins, fígado e o sistema digestivo. “Após o desastre, a lama se transformou numa poeira muito fina, que também pode ser inalada. A absorção pulmonar acaba sendo mais eficiente para o manganês”, diz o pesquisador André Pinheiro de Almeida.

    “O quadro dessa tragédia deixa uma cicatriz. As questões de água e saneamento precisam ser levadas a sério. Será que essas pessoas não se envergonham do que fizeram?”, questiona o coordenador do estudo, João Paulo Machado Torres.

    Agricultura comprometida

    A curto prazo, o grande impacto tem sido na agricultura. Os pesquisadores aplicaram questionários com os pequenos produtores rurais dessas localidades para analisar como seus modos de vida foram atingidos pela lama. Segundo o relatório, “88% dos entrevistados afirmaram terem alterado o tipo de cultivo e/ou criação realizada pela família após o incidente.” A produção, principalmente de peixes e cabras, foi extremamente afetada pelo desastre, sendo que a criação de peixes ou pesca praticamente desapareceram na Bacia. As culturas e produções afetadas necessitam de altas concentrações de água. “O rio foi ferido de morte”, diz Torres.

    A camada de lama destruiu plantações e hoje, seca, continua afetando a vida e a saúde dos pequenos produtores.

     

    O estudo ainda demonstra que antes de romper a barragem, 98% dos entrevistados utilizavam água do Rio Doce para atividade econômicas do dia-a-dia. Após o desastre, apenas 36% continuam utilizando a mesma água. Destes, 87% utilizam a água para irrigação. Quase 60% dos entrevistados considera a água imprópria para uso, o que demonstra as incertezas e falta de informação que ameaça o direito das populações que vivem à beira do rio.

    “É uma água de péssima qualidade, com gosto e cheiro ruins, que inviabiliza o plantio de muitas espécies. Elas morrem logo após as regas ou não se desenvolvem bem”, informa Almeida. Segundo ele, muitos agricultores entrevistados têm passado dificuldades financeiras, quando não abandonaram suas terras, porque não conseguem mais produzir com o solo e a água que têm. Os mais afetados são aqueles localizados nas ilhas da região.

    A água contaminada na irrigação prejudica o desenvolvimento das plantas, afetando a sobrevivência de muitos produtores.

     

    Fica constatado, portanto, que a empresa Samarco e suas controladoras Vale e BHP necessitam arcar de maneira responsável com os estragos feitos. Ainda que a barragem tenha se rompido em novembro de 2015, os danos continuam afetando a população até hoje. Deve haver um esforço conjunto entre municípios e a empresa responsável para monitorar o nível de contaminação da água e a saúde das pessoas que dependem do Rio Doce.

    Afinal, numa tragédia desse tamanho, não é possível imaginar que tudo estará normal em cinco ou dez anos. O metal não vai deixar de ser metal nem sair do rio sozinho. A cada chuva, mais desses contaminantes que estão acumulados nas margens vão parar nas águas.

    “A contaminação por metais pesados pode ter consequências futuras graves para as populações do entorno, que necessitam de suporte e apoio pós-desastre. Isso deve ser arcado pela empresa e monitorado pelo governo brasileiro”, defende Fabiana Alves, da Campanha de Água do Greenpeace Brasil.

    Clique na imagem abaixo para baixar o estudo:

     

    Enquanto isso, no Congresso brasileiro

    Tramitam diversas proposições que objetivam enfraquecer as legislações de proteção ambiental no país. Dentre as mais graves, está a tentativa de flexibilizar o licenciamento ambiental. O interesse não é tornar o processo mais efetivo e responsável, apenas mais rápido.

    Caso a lei seja mudada para pior, como querem nossos deputados e senadores e boa parte do governo, todos nós estaremos expostos a maiores riscos, afetando de forma direta populações mais vulneráveis e alimentando a possibilidade de ocorrência de novos desastres ambientais, como foi o de Mariana (MG), onde a empresa Samarco, formada por Vale e BHP Billiton varreu do mapa cidades e populações e destruiu por completo a Bacia do Rio Doce. O maior desastre socioambiental brasileiro deixou um rastro de 21 mortos e arrasou com as esperanças e a vida de centenas de famílias.

    Do ponto de vista econômico, o enfraquecimento do licenciamento também poderá trazer efeitos negativos, alimentando conflitos sociais e aumentando o número de contestações legais contra empreendimentos, diminuindo a segurança jurídica para investimentos no país.

     

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  • Voluntários mostram quão absurdos são os planos da Total

    Postado por Heloísa Mota - 1 - abr - 2017 às 18:00 1 comentário

    Voluntários aproveitam o Dia da Mentira para chamar atenção para uma notícia surreal, mas que é verdadeira: a empresa francesa Total quer explorar petróleo próximo aos corais da Amazônia. 

    Os voluntários de Salvador (BA), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Florianópolis (SC), São Luís (MA), Manaus (AM), e Belo Horizonte (MG), Porto Alegre e Imbé (RS)  estão nas ruas, neste Primeiro de Abril,  realizando uma intervenção criativa que convida as pessoas a se questionarem: e se a empresa francesa Total explorasse petróleo em alguns dos lugares mais bonitos e turísticos da sua cidade?

     

    Voluntários de Manaus em frente ao Teatro Amazonas

    Em frente ao Teatro Amazonas, voluntários expõem os planos absurdos da empresa francesa

    Petróleo no Farol da Barra? Na Lagoa Rodrigo de Freitas? A intervenção causou estranhamento e risos do público em várias capitais

    e rendeu fotos excelentes. 

    Possível exploração de petróleo no Farol da Barra causa estranhamento em Salvador

    Acima, voluntários no Farol da Barra, em Salvador. Abaixo, a suposta exploração de petróleo na famosa Lagoa Rodrigo de Freitas, na capital carioca. 

    Voluntários realizam atividade do Dia da Mentira na Lagoa Rodrigo de Freitas

    Consideramos os planos da Total de explorar petróleo nos Corais da Amazônia tão absurdos quanto essa possibilidade. 

     Em Porto Alegre, voluntários simulam encontra petróleo na prefeitura

    Acima, voluntários de Porto Alegre simulam encontrar petróleo em frente à prefeitura da cidade. 

     

    Vestidos de executivos, voluntários comemoram Petróleo  na Paulista

    Acima, vestidos de executivos, voluntários comemoram encontrar petróleo na Av. Paulista.  

     

    Em Imbé, voluntários simulam o vazamento próximo ao Lago na Praça Braço Morto

    Acima, no litoral do Rio Grande do Sul, em Imbé, voluntários montaram um cenário de vazamento de petróleo. Abaixo, intervenção em São Luís chama atenção de maranhenses que passam pela Praça Deodoro

    Voluntários de São Luís do Maranhão fazem intervenção em praça da cidade

    Os voluntários do Brasil e da França foram para  as ruas hoje, com bom humor, ridicularizando os planos de exploração de petróleo próximo aos recém revelados corais da Amazônia. 

    Voluntário de Belo Horizonte comemora petróleo na Praça da Liberdade

    Na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, voluntário vestido de executivo comemora a descoberta de petróleo 

    No início desta semana, ativistas do Greenpeace fizeram ações na França e Bélgica, protestando contra os planos da empresa francesa em explorar petróleo na foz do Amazonas. Dia 29/03, cerca de 1000 pessoas formaram uma imagem gigante com os dizeres: Defenda os Corais da Amazônia! e Petróleo Não!

    Este é o momento de você se posicionar. Junte-se a mais de 800 mil pessoas pessoas ao redor do mundo que já estão defendendo esse tesouro natural e assine a petição!

    Saiba mais sobre a Total e os protestos do Greenpeace no mundo todo.

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  • Da lama ao pó: o impacto da tragédia do Rio Doce para a saúde

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 30 - mar - 2017 às 12:30

    Estudo inédito investiga os principais problemas físicos e psicológicos de quem, até hoje, continua sendo atingido pelo crime da mineradora Samarco

    Fonte: Instituto Saúde e Sustentabilidade

     A imagem acima é o grito dos problemas enfrentados hoje no corpo e na alma por quem ainda vivencia, direta ou indiretamente, o maior desastre socioambiental do país – a destruição da bacia do Rio Doce pelo rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora Samarco, que é controlada pelas empresas Vale e BHP Billiton. No diagrama, feito  a partir dos resultados de pesquisas  junto à população, problemas respiratórios, de pele, dengue e emocionais se destacam entre os males mais recorrentes ou percebidos. Porém, os danos podem ir além, quando levado em conta as doenças crônicas que poderão vir a se desenvolver ou se agravar, sem que a Samarco ou o sistema público de saúde estejam se preparando para isso.

     O estudo “Avaliação dos Riscos em Saúde da População afetada pelo Desastre de Mariana”, realizado pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade (ISS), é o primeiro a ser divulgado de uma série de pesquisas que contemplam mais outras cinco áreas: Água, Fauna, Flora, Impactos Sociais e Direitos Humanos. Todos conduzidos por pesquisadores independentes de universidades e institutos brasileiros, e financiados com doações captadas pelo coletivo Rio de Gente e gerenciadas pelo Greenpeace.

    Segundo a médica e diretora do ISS, Evangelina Vormmitag, que coordenou o estudo, não existe nenhum outro desastre na literatura científica com essa magnitude e essas características, envolvendo tantos fatores – água, ar, solo e animais contaminados, danos emocionais e mentais –, na proporção que foi o Rio Doce. "Por isso os efeitos para a saúde são tão abrangentes”, explica.

    Para avaliar o impacto, os pesquisadores consideram os efeitos na saúde decorrentes de um desastre em três fases:

    - Resgate, com os efeitos mais agudos, momentâneos e entre minutos, horas e dias, como acidentes, afogamentos, lesões ou óbitos;

    - Recuperação, entre semanas e meses, como as doenças infecciosas, transmissíveis por vetores ou não, como dengue, hepatite A, diarreia, intoxicações, lesões de pele, doenças respiratórias, exacerbação de doenças crônicas;

    -  Reconstrução, sintomas que surgem entre meses e anos, como as doenças comportamentais, psicológicas e mentais. Soma-se a estes efeitos, a preocupação adicional da exposição à lama tóxica, seja por inalação, contato com a pele ou até por ingestão.

    Moradores de Barra Longa fazem a limpeza da cidade coberta pela lama de rejeitos, após o desastre - Foto: Caio Santos Leia mais >

     

    Cidade perdida na poeira

    Moradores de Barra Longa (MG) foram escolhidos para a pesquisa em função do município ser considerado um dos piores em situação. “Em Bento Rodrigues, onde a lama destruiu tudo, não se mexeu mais e ninguém ficou por lá para ser afetado. Em Barra Longa, o pó da lama seca chegou aos quarteirões mais altos em função do trânsito de veículos e da própria reconstrução da cidade, atingindo todo mundo”, conta a médica.

    A poluição do ar pode ter sido agravada ainda pelos blocos de lama seca produzidos pela Samarco para serem usados na repavimentação das ruas destruídas. Com o tráfego de caminhões, isso levanta ainda mais poeira.

    De uma população de quase 6 mil habitantes, a pesquisa ouviu 289 famílias e seus 576 membros, calculados de forma estatística e sorteados a partir da lista das famílias do Programa Social de Família da Secretaria Municipal de Saúde de Barra Longa. Dos entrevistados, 35% afirmaram que a saúde piorou após o desastre. Para realizar a pesquisa, eles responderam um questionário e entrevistas sobre os sintomas que vêm sentindo após o desastre da Samarco. Esse estudo é o início de uma verificação mais profunda sobre as responsabilidades que a empresa deverá arcar quanto ao adoecimento da população de Barra Longa.

    Dentre os problemas relatados, 40% são respiratórios; 15,8% afecções de pele; 11% transtornos mentais e comportamentais; 6,8% doenças infecciosas; 6,3% de doenças do olho; e 3,1% problemas gástricos e intestinais. Para crianças de até 13 anos completos, as doenças respiratórias são 60% das queixas.

    Desde o desastre, 56% dos respondentes afirmaram terem deixado de realizar alguma de suas atividades habituais e domésticas, e 49,5% chegaram a ficar acamados. Também houve a preocupação de inquirir sintomas, uma vez que os indivíduos poderiam não ter o diagnóstico da doença. Os prevalentes foram dor de cabeça, tosse e dor nas pernas, alergias de pele, febre e rinite. Vale ressaltar que dor nas pernas é um sintoma comum de intoxicação por minério.

    Como o próprio estudo conclui, “a saúde da população está comprometida e de diversas formas. Os dados levantados espelham o sofrimento da população a multivariadas queixas e doenças, e ao prejuízo da sua qualidade de vida”.

    Clique para baixar o estudo:

     

    "Angústia com o futuro"

    O que chamou a atenção dos pesquisadores na realização do estudo, no entanto, foi a escassez de dados de saúde contabilizados e monitorados desde o desastre pelo poder público. Uma pesquisa epidemiológica em saúde foi realizada pelo Ministério da Saúde em julho de 2016, em Barra Longa, e até hoje os resultados não foram divulgados.

    “Tenho angústia com o futuro, pois há a necessidade de avaliar as pessoas que foram afetadas em relação a doenças crônicas, que são as mais perversas, e não há dados oficiais de saúde. Barra Longa tem dados de mortalidade, morbidade, notificação compulsória. Daqui a 30 anos, como será a atribuição de casos de câncer ou doenças do sistema imunológico? 80% dos efeitos da poluição do ar são problemas cardiovasculares. É a primeira causa ambiental de morte no mundo, associada a doença crônica não transmissível”, alerta a médica.

    Ela defende que a empresa provesse as necessidades mínimas para a população, pois os efeitos são bastante específicos e necessitam de atendimento especializado. “A Samarco disponibilizou clínicos gerais na UPA da cidade, mas não há atendimento de especialistas, como dermatologista ou psiquiatra. Por conta dessas doenças, as pessoas têm que se deslocar pra outras cidades e comprar remédios, mas seus gastos não são ressarcidos pela Samarco. Há quem não receba nenhuma compensação”, alerta.

    Para Fabiana Alves, da Campanha de Água do Greenpeace Brasil, os impactos na saúde mostram a amplitude de um desastre ambiental e é apenas uma das consequências da negligência de empresas em seus projetos de infraestrutura exploratória. “A população atingida tem que ser monitorada para uma ampla análise e suporte real à saúde dos atingidos. O que resta nesse momento é demandar que os órgãos municipais se organizem para esse monitoramento necessário, já que a Samarco não interesse em fazê-lo", diz Fabiana.

    Nesta outra nuvem, entrevistados resumem a percepção do crime ambiental no Rio Doce em uma palavra. Fonte: ISS

     

    Enquanto isso, no Congresso brasileiro

    Tramitam diversas proposições que objetivam enfraquecer as legislações de proteção ambiental no país. Dentre as mais graves, está a tentativa de flexibilizar o licenciamento ambiental. O interesse não é tornar o processo mais efetivo e responsável, apenas mais rápido.

    Caso a lei seja mudada para pior, como querem nossos deputados e senadores e boa parte do governo, todos nós estaremos expostos a maiores riscos, afetando de forma direta populações mais vulneráveis e alimentando a possibilidade de ocorrência de novos desastres ambientais, como foi o de Mariana (MG), onde a empresa Samarco, formada por Vale e BHP Billiton varreu do mapa cidades e populações e destruiu por completo a Bacia do Rio Doce. O maior desastre socioambiental brasileiro deixou um rastro de 21 mortos e arrasou com as esperanças e a vida de centenas de famílias.

    Do ponto de vista econômico, o enfraquecimento do licenciamento também poderá trazer efeitos negativos, alimentando conflitos sociais e aumentando o número de contestações legais contra empreendimentos, diminuindo a segurança jurídica para investimentos no país.

  • Cerca de 600 pessoas, muitas delas estudantes de escolas públicas, estiveram em Copacabana para fazer ação junto ao artista norte-americano John Quigley

    Peixe-borboleta gigante na praia de Copacabana, Rio de Janeiro, em ação pela defesa dos Corais da Amazônia. Cerca de 600 pessoas estiveram no evento, organizado pelo Greenpeace e pelo artista John Quigley. (Foto: ©Fernanda Ligabue/Spectral Q/Greenpeace)

     
    As areias da praia de Copacabana ganharam cores e formas diferentes na manhã desta quarta-feira, 29 de março. Cerca de 600 pessoas estiveram lá em uma intervenção artística para a Campanha Defenda os Corais da Amazônia. A ação foi articulada pelo Greenpeace em parceria com o artista norte-americano John Quigley, famoso por suas instalações de proporções gigantes, para serem avistadas do céu. Na orla carioca, o desenho teve 100 metros de comprimento.

    Essas pessoas se somaram às mais de 800 mil que assinaram nossa petição pedindo que a empresa francesa Total e a britânica BP não perfurem o fundo do mar perto dos corais para buscar por petróleo. “Ao fazermos esse desenho pelos Corais da Amazônia, nós nos tornamos porta-vozes da vida. Pela vida dos peixes, dos corais e de todas as formas de vida que não falam a nossa língua humana”, disse John.

    Do grupo que participou da ação, cerca de 200 eram estudantes de escolas públicas do Rio de Janeiro. Para levá-las até lá, o Greenpeace passou semanas conversando com professores e diretores, contando a importância da proteção dos Corais da Amazônia.

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    John Quigley já fez várias intervenções com o Greenpeace, mas essa para ele foi especial. Quando soube que teríamos estudantes jovens para formar as letras da mensagem, John diz que ganhou um fôlego a mais para se inspirar e criar o desenho, que no final, foi um enorme peixe-borboleta.

    O artista norte-americano John Quigley manteve a animação das pessoas presentes. "Vocês são lindos", não parava de dizer. (Foto: © Barbara Veiga / Spectral Q / Greenpeace)

     
    O clima animado, mesmo debaixo de uma chuva que insistiu em cair, e de integração dominou boa parte da montagem da imagem. John falava inúmeras vezes “Vocês são lindos” para os jovens. Para ele, o momento em que esses estudantes participam de uma atividade que une arte, meio ambiente e ativismo pode mudar a vida deles para sempre. “Talvez muitos das pessoas aqui tenham ouvido pela primeira vez na vida como são lindos, como foram importantes ao fazer parte de uma obra de arte”, falou com emoção. “Se pudéssemos monitorar a vida futura deles, tenho certeza que muitos estarão envolvidos em causas ambientais.”

    A frase “Defenda os Corais da Amazônia” foi só uma das etapas. A segunda foi transformá-la em outra mensagem: “Petróleo Não!”, afinal, é um vazamento de petróleo a grande ameaça aos Corais.

    A segunda mensagem da ação foi um recado direto às duas empresas – Total e BP – que têm planos de perfurar o fundo do mar próximo aos Corais da Amazônia ( ©Rafael Rolim/Spectral Q/ Greenpeace)

     
    Esse também foi um recado direto à empresa francesa Total e à britânica BP – as duas  compraram o direito de explorar blocos de petróleo na costa do Amapá, perto dos corais. E já podem começar a fazer isso ainda esse ano.

    Segundo Thiago Almeida, da Campanha de Clima do Greenpeace Brasil, ver tantas pessoas engajadas pela defesa dos Corais da Amazônia mostra às petrolíferas que a população não quer arriscar a vida no fundo do mar. “A exploração de petróleo é uma atividade do passado. Diante de tantos acidentes que já ocorreram, muitos que destruíram a vida marinha e as comunidades costeiras, não podemos aceitar as perfurações próximas aos Corais da Amazônia”, disse Thiago Almeida.

    “O que o Greenpeace e a equipe do John Quigley fizeram hoje na praia de Copacabana foi histórico. Unimos a beleza dos corais com a força das pessoas para pedir por um futuro em que a ganância das empresas não fiquem à frente da natureza”, completou Thiago.

    Grupo posicionado, formando as letras da mensagem. Ao fundo, um navio petroleiro passando pelo mar de Copacabana. (©Foto: Marizilda Cruppe/Spectral Q/Greenpeace)

     

    Depois da chuva, o sol saiu e garantiu o sucesso da ação (Foto: © Barbara Veiga / Spectral Q / Greenpeace) Leia mais >

     

    A orla de Copacabana com a obra de arte de John Quigley, em parceria com o Greenpeace. (Foto: © Fernanda Ligabue / Spectral Q / Greenpeace

     

    ASSINE A PETIÇÃO E PRESSIONE A TOTAL

  • Nesta segunda-feira (27), ativistas do Greenpeace, incluindo a diretora executiva da organização, foram brevemente detidos após protesto pacífico realizado na maior refinaria da gigante petrolífera francesa Total, na Bélgica, contra exploração de petróleo nos Corais da Amazônia

    Ativistas escalaram a coluna de flare da refinaria para pedir que a Total não destrua o recife de Corais da Amazônia

     Logo cedo pela manhã, mais de 40 ativistas de sete países escalaram uma chamine e uma grande coluna de flare na maior refinaria da empresa, no porto da Antuérpia, o coração das suas operações na Bélgica. Eles desdobraram um banner com a mensagem: “Total, não destrua o recife”. Já em um dos tanques de combustível da companhia, os ativistas-escaladores colocaram uma grande imagem dos Corais da Amazônia. A ação foi transmitida ao vivo pelo Facebook – confira aqui.

     

    Ativistas-escaladores em ação na chaminé da refinaria da Total, na Bélgica.

      

    Eles também mostraram uma instalação de arte projetada pelo renomado artista de rua Bonom (nome verdadeiro Vincent Glowinski), antes de manchá-la com 'óleo'; o mesmo destino que poderia atingir os Corais da Amazônia, em caso de vazamento de petróleo.

    Ao deixar a delegacia, depois de ter sido detida por duas horas, a diretora executiva do Greenpeace Internacional, Bunny McDiarmid, comentou que a demonstração não-violenta pacífica é a única maneira de conectar publicamente a maior refinaria da Total, na Antuérpia, ao recife de corais, na costa da Amazônia, sob ameaça do projeto de exploração da Total. “Não é mais a distância de um mundo. Protesto não violento deve ser a norma para conter a implacável indústria de combustíveis fósseis, determinada a destruir o nosso planeta em prol do lucro. O movimento contra os combustíveis fósseis está crescendo em todo o mundo, se acostumem a ele”, afirmou.

    Os ativistas também escalaram um tanque de combustível da Total.

     

    A imagem dos Corais da Amazônia foi estampada no tanque de combustível da Total

     

    Sede da Total tingida de preto

    Simultaneamente à ação na Bélgica, nossos ativistas também fizeram uma ação na sede da empresa, em Paris. Eles derramaram oleo falso na frente do prédio e exibiram mensagens em defesa dos Corais da Amazônia.

    ASSINE A PETIÇÃO E PRESSIONE A TOTAL

    Óleo falso foi derramado na sede da Total para alertar sobre o risco de vazamento de petróleo na região dos Corais da Amazônia. Leia mais >

     

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