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Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Mobilidade urbana em debate

    Postado por Bernardo Camara - 18 - jun - 2014 às 10:38 1 comentário

     

    No dia 27/06, sexta-feira, um time da pesada vai se reunir em São Paulo para discutir os problemas e as soluções para a mobilidade urbana no Brasil. E o melhor: o evento é aberto ao público, que está convidado não só a assistir os debates, mas entrar na roda com perguntas e comentários. Não é necessário fazer inscrição. É só chegar. Quem não estiver em SP, poderá acompanhar a transmissão ao vivo por este link.

    Organizado pelo Greenpeace, o seminário vai colocar na mesa ciclistas, pesquisadores e gestores públicos para engrossar as discussões sobre um assunto que, há muito, transbordou da política institucional e ganhou as ruas. Afinal, o direito a uma mobilidade democrática e eficiente é uma das formas de garantir, sobretudo, o nosso direito à cidade.

    O secretário municipal de Transporte de São Paulo, Jilmar Tatto, a presidente do conselho do Greenpeace, Laura Valente, e um dos diretores do Ciclocidade (a Associação de Ciclistas Urbanos de São Paulo), Daniel Guth, são alguns dos nomes que estarão presentes. Colunista do Planeta Sustentável, o jornalista Julio Lamas vai dividir a mediação das mesas com Natália Garcia, do projeto Cidade para Pessoas.

    Enquanto isso, dá uma olhada na programação aqui embaixo.

    OBS: Quem chegar de bicicleta no dia do evento poderá estacioná-la em uma sala dentro do próprio centro cultural.

    Serviço
    Data: 27/06, sexta-feira
    Horário: 9h às 17h
    Local: b_arco Centro Cutural – Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426, Pinheiros
    Confirme sua presença no Facebook e receba atualizações em tempo real.


    Programação

    09h00 às 09h15
    Apresentação
    Sérgio Leitão, diretor de políticas públicas do Greenpeace

    09h15 às 10h00
    Palestra - Os impactos ambientais do setor de transporte: por que precisamos de melhorias na mobilidade urbana e de carros mais limpos?
    Márcio D’Agosto, especialista em Transporte, Professor da COPPE/UFRJ e Presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Ensino em Transportes (ANPET)

    10h00 às 10h15
    Cofffee-break

    10h15 às 12h15
    Mesa de Debate - Desafios da mobilidade urbana em São Paulo
    Laura Valente - Presidente do Conselho do Greenpeace Brasil
    Jilmar Tatto - Secretário Municipal de Transporte de São Paulo
    Daniel Guth - Ciclocidade (Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo)
    Eduardo Vasconcellos - ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos)

    Moderação: Natália Garcia, jornalista responsável pelo projeto Cidades para Pessoas

    12h15 às 14h00
    Intervalo para almoço

    14h00 às 16h00
    Mesa de Debate - Oportunidades para melhorias na mobilidade urbana
    Bárbara Rubim – Greenpeace Brasil
    André Ferreira – IEMA (Instituto de Energia e Meio Ambiente)
    Clarisse Linke – ITDP (Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento)
    Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho – IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada)

    Moderação: Julio Lamas – Colunista do Planeta Sustentável Leia mais >

  • 1 milhão pelas florestas

    Postado por Alan Azevedo - 16 - jun - 2014 às 11:18 1 comentário

    Vista aérea do rio Araguari no Amapá. (© Greenpeace/Rogério Reis/Tyba)

    Hoje a sociedade civil alcançou uma marca muito importante: 1 milhão de assinaturas pedindo o fim do desmatamento no Brasil. Esse marco é um sinal de que o povo quer mudanças, inclusive no que diz respeito às questões ambientais. 

    Há cerca de 2 anos, dentro do navio Rainbow Warrior, no coração da floresta Amazônica, a campanha era lançada. Estavam presentes políticos, organizações não governamentais, representantes da sociedade civil e lideranças que lutam contra o desmatamento das nossas florestas.

    A partir de então o movimento pela aprovação de uma lei de iniciativa popular pelo fim do desmatamento vem crescendo significativamente.

    Se fosse um país, a Amazônia Legal seria o 6º maior do mundo em extensão territorial – para se ter uma ideia, seus rios representam cerca de 20% da água doce do planeta. Porém, infelizmente essa importante floresta sofre diversos tipos de pressão. Perdemos nos últimos 50 anos uma área de mais de 720.000 km² de floresta, o que equivale aos estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul juntos.

    Apesar da queda recente do desmatamento na Amazônia legal, ainda se derruba cerca de 500 mil hectares de floresta por ano. Esses números são inaceitáveis, mesmo porque já existem muitas terras abertas que podem e devem ser melhor aproveitadas. Além disso, não se pode esquecer que as florestas prestam diversos serviços ambientais que contribuem para o equilíbrio natural do planeta, ou seja, ao desmatar também colocamos nosso futuro em risco.

    Ou seja, o caminho a trilhar para zerar essa conta e acabar com os problemas na floresta ainda não acabou.

    Por isso, é importante que todos continuem ajudando a somar mais assinaturas pelo projeto de lei de iniciativa popular para que a proposta ganhe cada vez mais força. 

    Quem ainda não se mobilizou pode começar agora, divulgando a campanha nas redes sociais e fazendo a coleta de assinaturas off-line. Quanto mais gente no movimento pelo Desmatamento Zero mais rápido o transformaremos em realidade.  

    Saiba como se mobilizar aqui.

    Compartilhe a petição: www.ligadasflorestas.org.br

    Cobre do seu candidato a presidência uma posição sobre o projeto de lei pelo Desmatamento Zero: Leia mais >

    1 MILHÃO de brasileiros assinaram pelo #DesmatamentoZero. E você, @aecioneves, já assinou? http://bit.ly/1xcVheR
    1 MILHÃO de brasileiros assinaram pelo #DesmatamentoZero. E você, @dilmabr, já assinou? http://bit.ly/1xcVheR
    1 MILHÃO de brasileiros assinaram pelo #DesmatamentoZero. E você, @eduardocampos40, já assinou? http://bit.ly/1xcVheR
    1 MILHÃO de brasileiros assinaram pelo #DesmatamentoZero. E você, @EduardoJorgeBR, já assinou? http://bit.ly/1xcVheR
     
  • Os satélites e a degradação na Amazônia

    Postado por Luana Lila - 13 - jun - 2014 às 17:17 2 comentários

    Estrada aberta para extração de madeira. Foto: Greenpeace/Marizilda Cruppe

     

    A campanha Chega de madeira ilegal mostrou como os sistemas de controle e fiscalização da exploração madeireira adotados na Amazônia brasileira são falhos e permitem fraudes que resultam na contaminação do mercado com madeira de origem desconhecida e ilegal.

    Identificar na floresta quais são os locais de exploração ilegal é fundamental para frear a contaminação da produção sustentável de madeira e impedir o desmatamento na sua origem. Porém, a exploração ilegal que busca os melhores exemplares de cada espécie, semelhante a um garimpo, é mais difícil de ser detectada, já que ela mantém algumas árvores que têm valor comercial baixo, e não provoca aquela destruição generalizada que é conhecida como corte raso.

    Durante a pesquisa sobre madeira ilegal, o Greenpeace analisou imagens do satélite Radarsat-2, fornecidas pela MacDonald Dettwiler and Associates Ltd (MDA), com o objetivo de detectar e mapear mudanças na cobertura florestal relacionadas à exploração de madeira.

    As expedições terrestres e sobrevoos  realizados nas aéreas apontadas pelo Radarsat-2 confirmaram os alertas gerados e mostraram que a utilização de imagens desse satélite para o monitoramento da exploração madeireira pode contribuir com a fiscalização dos Planos de Manejo Florestais e como sistema de alerta para identificar locais de exploração ilegal.

    O Radarsat-2 se diferencia dos demais por estar equipado com um sensor de radar em que não existem interferências significativas de condições atmosféricas, ou seja, que mesmo com nuvens consegue gerar imagens de alta qualidade.

    As imagens de satélite utilizadas pelo Deter – o sistema oficial de detecção em tempo real do desmatamento do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) –, por exemplo,  não conseguem identificar os desmatamentos em áreas cobertas por nuvens.

    Para se ter uma idéia, no estado do Pará, que na medição mais recente do Deter apresentou um alerta expressivo no desmatamento, 86% da área do estado estava impossibilitada de qualquer análise por conta da cobertura de nuvens. Já no Amazonas, a cobertura de nuvens atingia 89% do estado.

    Além disso, os satélites comuns também não conseguem identificar desmatamentos menores do que 26 hectares, o que é um problema, pois houve uma mudança na dinâmica do desmatamento: no lugar de grandes áreas, como acontecia antigamente, hoje ele costuma ocorrer em áreas pequenas e em faixas intercaladas de florestas, buscando justamente burlar a detecção pelos satélites.

    O Deter continua sendo importante para que os órgãos federais de fiscalização saibam onde o desmatamento está ocorrendo e assim consigam agir mais rapidamente. No entanto, essas limitações acabam sendo um impeditivo para uma maior efetividade das ações de combate à degradação causada para exploração ilegal de madeira, que é o primeiro passo para a destruição total da floresta.

    Desde 2010 que o Ministério do Meio Ambiente parou de monitorar a degradação. Apesar da existência de tecnologia, até agora as imagens de satélites equipados com radar não têm sido utilizadas pelos órgãos de fiscalização. É hora de dar um salto para enfrentar o forte ressurgimento do “garimpo” florestal, que cada vez mais vai longe dentro da floresta em busca de espécies raras, como o Ipê, comprometendo a floresta. Leia mais >

  • Brasil entra em campo

    Postado por Marina Yamaoka - 13 - jun - 2014 às 9:42

    Ativistas protestam em Bonn e pedem comprometimento de ministros de Meio Ambiente com energias renováveis e redução de gases do efeito estufa (©Bern Arnold/Greenpeace)

     

    O evento mais esperado do ano – obviamente, depois das reuniões dos Órgãos Subsidiários de Implementação da Conferência do Clima da ONU em Bonn, na Alemanha – finalmente chegou. Ontem tivemos a abertura da Copa do Mundo e a primeira vitória do Brasil em campo.

    É inegável que este é um momento em que grande parte dos olhos do mundo se voltam para o Brasil e para uma das mais conhecidas seleções. No entanto, não é apenas o que rola em campo que interessa. Em Bonn, os negociadores que vem discutindo o tema das mudanças climáticas desde a semana passada desejam saber o que o país tem feito para controlar suas emissões de gases do efeito estufa.

    Historicamente, o desmatamento foi a principal fonte de emissões, mas o cenário brasileiro mudou. Setores como energia e agropecuária estão aumentando sua participação no total de emissões, demonstrando que não basta se comprometer com apenas uma das fontes, mas, sim, que o Brasil precisa de metas ambiciosas para diminuir as emissões em todos os setores.

    Voltando ao futebol: assim como apenas um jogador excepcional não fará o Brasil ganhar a Copa do Mundo, não basta diminuir o desmatamento na última década para se tornar um ‘campeão do clima’. Entre 1990 e 2012, as emissões do setor de energia além de terem mais do que dobrado também foram as que mais cresceram. E enquanto isso, o país continua privilegiando fontes fósseis e sujas de energia que recebem a maior parte dos investimentos no setor ao invés de direcionar seus esforços para um futuro limpo e renovável.

    O trabalho para combater o desmatamento precisa continuar sendo feito, mas ao mesmo tempo em que outras medidas são tomadas em todos os setores. Como a sétima maior economia do mundo, o Brasil pode e deve assumir um compromisso ambicioso e liderar as discussões sobre as mudanças climáticas. Leia mais >

  • Começa a Copa das Tropas

    Postado por Gabriela Vuolo - 12 - jun - 2014 às 15:37 2 comentários

    A Copa do Mundo no Brasil começou com a repressão de uma manifestação pacífica na Zona Leste de São Paulo com o uso desproporcional de força pela Polícia Militar de São Paulo. Diversos manifestantes e jornalistas, incluindo uma repórter da CNN, ficaram feridos e pessoas foram detidas. O Brasil nem entrou em campo contra a Croácia e o brasileiro que vai a rua reivindicar direitos de forma pacífica já ganhou bala de borracha, bomba de gás lacrimogêneo, tapa na orelha e demissões massivas de grevistas. Ao que tudo indica, esta não será a Copa das Copas, e sim a Copa das Tropas.

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    Manifestantes foram dispersados antes mesmo do início do ato marcado para ocorrer no metrô Carrão, em São Paulo. Na sequência, a mesma força policial encurralou manifestantes e trabalhadores dentro do Sindicato dos Metroviários, perto dali, no Tatuapé. A polícia lançou bombas de efeito moral no interior do prédio. Segundo os socorristas do GAPP (Grupo de Apoio a Protestos Populares), vinte e oito pessoas foram atendidas com ferimentos causados em decorrência do confronto, incluindo três socorristas.

    No Rio de Janeiro, manifestantes foram fortemente reprimidos na região central da cidade. Metroviários e professores que entraram em greve nos últimos dias, além de serem reprimidos fisicamente pela polícia, foram também demitidos por decisão judicial.

    Desde junho de 2013, e principalmente desde o início deste ano, temos vivenciado um recrudescimento da violência estatal contra as manifestações – sejam elas feitas por trabalhadores, estudantes ou indivíduos que decidiram exercer seu direito constitucional de livre expressão.

    É inaceitável que o Estado continue usando seu aparato repressivo e meios judiciais para silenciar as vozes dissonantes. É lamentável que o governo insista em fechar os olhos e não estabeleça um canal de diálogo efetivo com os manifestantes que estão nas ruas buscando construir uma sociedade mais justa e democrática.

    O Greenpeace repudia toda e qualquer forma de violência e repressão contra manifestantes. O direito de se manifestar é garantido pela Constituição, e o medo da truculência estatal não pode ser o motivo pelo qual brasileiras e brasileiros deixam de ocupar as ruas para demandar direitos básicos que lhes vem sendo negados: direito a transporte, moradia, educação, saúde, saneamento e um meio ambiente cuidado e equilibrado. Leia mais >

  • Adidas promete limpar a casa

    Postado por Alan Azevedo - 11 - jun - 2014 às 11:52

     

    A alemã Adidas anunciou um plano para a eliminação de produtos químicos perigosos de seus artigos esportivos. Em colaboração com a campanha Detox, do Greenpeace, o patrocinador oficial da Copa do Mundo Fifa 2014 apresentou um plano concreto que visa erradicar os PFCs (compostos perfluorados e polifluorados) e estabelece metas para total transparência de sua linha de produção.

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    Como parte do acordo, a empresa assegurou que 99% dos seus produtos serão livres de PFC até 2017, sendo a meta para 2020 a total eliminação desses compostos. Os perfluorados são usados em roupas e sapatos para deixá-los resistentes a terra e água. No entanto, uma vez liberados, esses químicos se acumulam no ambiente e podem impactar a nossa saúde e de outros organismos vivos, afetando os sistemas imunológico e reprodutivo e levando à tireoide.

    Protesto contra Adidas no México, em amistoso da seleção mexicana com Israel, em maio de 2014. (© Alonso Crespo / Greenpeace)

    A Adidas também propôs metas ambiciosas para a total limpeza de sua linha de produção: ela pretende publicar os dados de 99% dos seus fornecedores chineses até 2014 e globalmente de 80% dos fornecedores até o meio de 2016. A indústria têxtil chinesa é um dos setores mais poluentes do país. Estima-se que metade da população rural não tenha acesso a àgua potável dentro dos padrões internacionais de saúde.

    “Essa é uma vitória para os clientes da Adidas, para as comunidades locais forçadas a viver com água intoxicada e para as futuras gerações. Multinacionais como a Adidas têm a responsabilidade – e o poder – de eliminar compostos tóxicos de seus produtos”, defende Manfred Santen, coordenador da campanha de Detox do Greenpeace.

    Segunda chance

    Após se comprometer em 2011 a desitoxicar sua linha de produção, a Adidas não mostrou esforços para alcançar as metas de 2020. Nas últimas três semanas milhares de fans de esporte se uniram ao Greenpeace pedindo que a empresa focasse seriamente na erradicação de produtos químicos nocivos à saúde e ao meio ambiente. Foram pessoas de mais de 30 cidades enviando cartas a Herbert Hainer, presidente da Adidas.

    “Mais uma vez vimos a força que a população exerce sobre grandes empresas e o próprio governo. Esperamos que a Adidas se torne um exemplo de linha de produção limpa e transparente para outras empresas como a Nike e Puma, que também precisam acompanhar essas mudanças”, completa Santen. Leia mais >

  • Papo Greenpeace sobre a Copa do Mundo

    Postado por Juliana Costa - 9 - jun - 2014 às 11:02

    Veja como foi:

      

     

    O que o Greenpeace tem a ver com a Copa do Mundo? O que a mobilidade urbana tem a ver com Greenpeace que tem a ver com a Copa? Tire todas essas dúvidas e muitas outras.

    Terça-feira, dia 10, acontece o #PapoGreenpeace com a Barbara Rubim, da campanha de Clima & Energia e com a Gabriela Vuolo, ativista do Greenpeace Brasil, elas vão bater um papo com os internautas sobre as questões das manifestações e da mobilidade urbana. Participe e tire suas dúvidas.

    Facebook Twitter

    Envie sua pergunta no mural do evento do Facebook ou pelo Twitter com a hashtag #PapoGreenpeace Leia mais >

  • Arte e denúncia: chega de madeira ilegal!

    Postado por Alan Azevedo - 7 - jun - 2014 às 16:23

     

    Antes: “Mas o que é isso? Pode pisar?”. Depois: “Que legal! Pode ir de novo?”. Esse foi o clima da intervenção artística Pegada verde contra a madeira ilegal, proposta pelo Greenpeace para denunciar a retirada de madeira ilegal da Amazônia. A ideia era fazer com que a própria sociedade civil transformasse um tronco numa árvore ao pintar, enquanto caminha, uma esverdeada copa de árvore.

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    “Com o espaço da copa sobre a faixa de pedestre, ficava quase impossível para o pedestre que atravessava não interagir com a pintura” falou Stecy de Almeida, de 22 anos e voluntária do Greenpeace em São Paulo, onde a intervenção foi realizada no cruzamento da Av. Paulista com a R. Padre João Manuel.

    Debora Ota, de 29 anos, acredita que é difícil uma pessoa morando numa grande metrópole como São Paulo entender a importância da Amazônia. “Fazer essa denúncia aqui, ainda mais sendo tão visual e interativa, é uma ótima maneira de espalhar essa mensagem”, completa ela.

    As pegadas verdes se espalharam por oito capitais do Brasil: Manaus, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília. No Rio de Janeiro, o voluntário Rafael Gomes aproveitava o semáforo para conversar com as pessoas: “Não tinha como não ver a árvore estendida ali no asfalto, então elas mesmo perguntavam. Esse foi o momento de discutir a campanha e ouvir o cidadão”.

    Já são quase um milhão de assinaturas pelo Desmatamento Zero no Brasil. Entre no site e assine também. Já assinou? Então que tal compartilhar com os amigos, a família e nas redes sociais? É isso que queremos: assim como foi na atividade desse sábado, precisamos de um gesto de toda a sociedade contra os abusos do governo e das empresas sobre a Amazônia.

    Árvore colocada nas ruas do Rio de Janeiro pelos voluntários do Greenpeace (©Greenpeace)

     

    Denúncia

    Uma investigação de dois anos do Greenpeace no estado do Pará revelou que o atual sistema de controle ambiental brasileiro não é apenas falho, mas alimenta a degradação florestal e o desmatamento.

    Frequentemente, em vez de conter o crime, esse sistema é usado para ‘lavar’ madeira produzida de forma predatória e ilegal. Mais tarde, ela será vendida a consumidores do Brasil e do mundo como produto fiscalizado e legalizado.

    Entre agosto de 2011 e julho de 2012, estima-se que 78% das áreas com atividades madeireiras no Pará, maior produtor e exportador de madeira da Amazônia, não tinham autorização de exploração. No Mato Grosso, segundo maior produtor, esse índice é de 54%.

    Para ver a denúncia completa, clique aqui e veja o site animado.

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  • Falando sério sobre mudanças climáticas

    Postado por Marina Yamaoka - 6 - jun - 2014 às 17:56 1 comentário

    Ativistas protestam em Bonn e pedem comprometimento de ministros de Meio Ambiente com energias renováveis e redução de gases do efeito estufa (©Greenpeace)

    Mais de 100 pessoas se manifestaram hoje em Bonn, na Alemanha, em frente ao hotel onde os Ministros do Meio Ambiente dos governos que participam das reuniões dos SBI (Órgão Subsidiário de Implementação) da Conferência do Clima da ONU.

    Com a mensagem “Nós escolhemos: energias renováveis. Poder popular agora!”, organizações de todos os continentes - incluindo sindicatos, movimentos sociais, grupos ambientais, de gênero e grupos de jovens, grupos indígenas e ONG’s – exigiram ação dos 198 países-membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.

    Uma declaração foi entregue ao ministro do Ambiente do Peru, Manual Pulgar-Vidal, para o ministro das Relações Exteriores da França, Laurence Tubiana, e para a vice-ministra de Relações Exteriores da Venezuela, Claudia Caldera, com demandas urgentes de redução de emissões de gases do efeito estufa e o comprometimento de fato com mudanças globais.

    A manifestação em Bonn mostrou o crescente apoio público para que atitudes sejam tomadas para evitar as mudanças climáticas e por uma transformação justa das matrizes energéticas. Para Martin Kaiser, chefe da delegação do Greenpeace nas negociações, “ao não se mover para eliminar progressivamente o carvão e o petróleo, os ministros aqui reunidos deixam claro que não estão falando sério sobre limitar o aquecimento global.”

    O Brasil também precisa fazer sua parte quando a discussão é mudança climática. Se o país quiser ser um bom exemplo dentro do contexto do novo acordo global de mudanças climáticas – que será firmado em 2015, na COP (Conferência das Nações unidas sobre Mudanças do Clima) de Paris – também terá que cumprir sua parte apresentando metas apresentar metas concretas e ambiciosas de redução de emissões para o período pós-2020 ainda neste ano. Leia mais >

  • Um elogio, muito a ser feito

    Postado por Marcio Astrini - 6 - jun - 2014 às 10:02

    Vista aérea da floresta amazônica (© Greenpeace/Marizilda Cruppe)

     

    Ontem, a ONG americana UCS (Union of Concerned Scientists) divulgou um relatório classificando o Brasil como exemplo mundial no combate ao desmatamento e, portanto, de diminuição de emissão de gases que causam o aquecimento do planeta, uma vez que o desmatamento é nossa maior fonte de emissões desses gases.  

    O elogio feito ao Brasil é bom e bem-vindo, afinal diminuir a perda florestal é um dos maiores objetivos de nossa atuação ao redor do mundo. Experiências bem sucedidas como a moratória da soja e o compromisso da pecuária, que nasceram e se concretizaram a partir da atuação da sociedade civil, foram absolutamente fundamentais para essa conquista, e demonstram que nem só de governos e governantes dependem as soluções climáticas.

    Porém,  o momento atual não pode ser encarado como um sinal de que está tudo bem. Apesar da diminuição nas taxas do desmate, a quantidade de floresta perdida anualmente ainda é vergonhosa e não pode acobertar os gravíssimos problemas que ocorrem no país e que hoje colocam em risco as conquistas alcançadas.  

    Um exemplo disso é o Código Florestal, aprovado em 2012, que afrouxou as regras de proteção às nossas florestas e deu anistia a criminosos ambientais. Não à toa, tivemos 28% de aumento do desmatamento na Amazônia após sua aprovação. Não contentes, os setores mais atrasados do agronegócio tentam, no Congresso Nacional, suprimir direitos indígenas e diminuir as áreas protegidas do país, territórios que são, comprovadamente, as maneiras mais eficazes de se combater a derrubada de florestas.  Outra grave situação ocorre no setor madeireiro, um grande vetor de destruição florestal que está fora de controle e dominado pela ilegalidade.

    As metas de redução de gases estufa assumidas pelo governo brasileiro e seus resultados foram fruto de uma grande mobilização da sociedade civil. O feito foi e continua sendo extremamente importante para pressionar outros países a fazerem o mesmo. Seus avanços, porém, não podem funcionar com uma cortina de fumaça para esconder os graves e urgentes problemas ambientais e sociais que ainda temos que enfrentar no país.  

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