Greenblog

Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Rios e nascentes esquecidos

    Postado por Alan Azevedo - 23 - mai - 2015 às 17:00

     

    O segundo vídeo da série de nove do seminário “ÁGUA & EDUCAÇÃO – Práticas e Reflexões", realizado em São Paulo pelo Greenpeace e organizações parceiras, vai debater o processo de empoderamento do cidadão em relação às questões públicas da cidade.  

    Quem fala é Adriano Sampaio, ativista ambiental que estuda as nascentes e rios de São Paulo através da sobreposição de mapas antigos dos percursos originais dos rios com o mapa da cidade hoje.

    Ele explora diariamente a cidade para (re)descobrir esses caminhos fluviais e registra o trabalho por meio de curtas e fotos publicados na página Existe água em SP.

    “A gente não tem que esperar o poder público. Todo dia que eu saio para ver os rios, eu vejo os canos contaminando as águas. Se eles quisessem parar, já teriam feito”, afirma Sampaio.

    São só três minutos. Assista, eduque-se em relação à água e mude a realidade de sua cidade.

    Assista também: Leia mais >

  • Água e Educação: nove vídeos para refletir

    Postado por Alan Azevedo - 23 - mai - 2015 às 14:00 1 comentário

     

    O seminário “ÁGUA & EDUCAÇÃO – Práticas e Reflexões", realizado em São Paulo pelo Greenpeace, Instituto 5 Elementos, Namu, Nace Pteca, OCA – Laboratório de Educação e Política Ambiental da Esalq e Sala Crisantempo, foi divido em nove partes, cada uma referente a um palestrante convidado.

    A programação, que tinha como objetivo dar visibilidade as práticas educativas com foco na temática da água e apresentar conhecimentos básicos sobre a questão, foi além ao analisar as ações socioeducativas e de mobilização possíveis para lidar com a crise. O seminário ofereceu um novo ponto de vista sobre participação e educação em relação à gestão e consumo de água pela sociedade, a fim de avançar no debate da crise hídrica.

    Para abrir a sequência de vídeos, começamos com André Biazoti. Formado em Gestão Ambiental pela ESALQ/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), atua na área de desenvolvimento local sustentável, agroecologia, agricultura urbana e gestão ambiental. Ele é Coordenador de Projetos no Instituto 5 Elementos e conselheiro no Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional de São Paulo.

    “A água é um recurso hídrico ou um bem comum? Como que a nossa sociedade enxerga a água dentro do nosso paradigma de desenvolvimento?”. Esse é o tema que Biazoti aprofunda por cerca de 3 minutos. “A crise pode ser uma oportunidade para a gente resignificar a nossa relação com a água, e deixar de usá-la de maneira muito utilitarista”.

    Assista ao vídeo e compreenda melhor a questão da água e seu papel de cidadão no combate à crise hídrica. Leia mais >

  • A verdade sobre a Sabesp e os descontos para grandes consumidores

    Postado por Pedro Telles* - 22 - mai - 2015 às 17:24 1 comentário

    Em um importante passo rumo à transparência na crise hídrica que o estado de São Paulo enfrenta, a Pública e a Artigo 19 divulgam, na íntegra, 537 contratos firmados entre a Sabesp e grandes consumidores de água. Por meio dos contratos, a Sabesp dá a empresas e organizações que consomem mais de 500 mil litros de água por mês descontos especiais: quanto mais água usam, menos pagam por litro.

     

    Desde março o Greenpeace e milhares de cidadãos têm pedido o fim desses descontos, que são injustos por beneficiarem atores de grande poder econômico enquanto a população sofre com falta de água e aumentos na conta. Também trata-se de uma medida insustentável, que estimula o desperdício.

     

    O conteúdo dos contratos, que vinha sendo escondido pela Sabesp há seis meses, traz graves revelações: empresas que lucram bilhões de reais por ano acumulam milhões em descontos, enquanto cidadãos sofrem com aumentos em suas contas de água que já somam 22,7% desde dezembro de 2014. Ao longo de 2014, quando a crise já estava instalada, 36 novos contratos foram firmados, com nove deles tendo vigência até 2019.

    Nesta semana, o Ministério Público Estadual (MPE) também abriu uma investigação sobre o assunto, reforçando a necessidade de se questionar o planejamento hídrico da Sabesp.

    Assinem pelo fim dos descontos para grandes consumidores em nossa página www.aguaparaquem.org.br.

    Pedro Telles é da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil. Leia mais >

  • Governadores: acabem com o ICMS solar já!

    Postado por Marina Yamaoka - 20 - mai - 2015 às 15:41

    Desde fevereiro de 2014 as placas solares do Minha Casa, Minha Vida, em Juazeiro, já gerou cerca de 2.000.000 kWh de energia limpa, comercializada no mercado livre. O dinheiro desta venda é depositado na conta das famílias. Ao promover a capacitação de moradores na instalação das placas, a iniciativa também promoveu a união entre as pessoas e a inclusão social, já que aumentou a renda da população local., (©Greenpeace/Carol Quintanilha)

     

    Está no ar um abaixo assinado da Avaaz para pressionar os governadores a assinarem o convênio nº 16 do CONFAZ (Conselho Nacional de Política Fazendária), que permite aos Estados eliminar o imposto ICMS que incide na geração de eletricidade por meio de painéis solares, tornando essa energia mais barata e contribuindo para sua popularização. 

    Ajude a fazer com que o Sol brilhe mais forte em todos os cantos do Brasil! Assine e divulgue a petição.

    O Brasil é, sem dúvida, um dos países mais ensolarados no mundo. Tanto Sol serve para muito mais do que bronzear os brasileiros no verão, toda a irradiação solar poderia ser aproveitada para gerar energia limpa e renovável e ainda aliviar a rede elétrica em tempos de crise.

    Até agora quatro Estados interessados em incentivar a energia solar isentaram seus cidadãos que optam por gerar sua própria energia de pagar o tributo: São Paulo, Pernambuco, Goiás e Minas Gerais. Eles representam 40% da população brasileira, que passa a ter a possibilidade de gerar sua própria energia de forma mais barata, sustentável e democrática. Vamos pedir que todos os governadores incentivem a energia solar no Brasil e, juntos, fazer a revolução solar!

    Segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a desoneração do ICMS em todos os estados faria com que o país tivesse 55% a mais de sistemas instalados em 2023 do que o que seria alcançado se o cenário permanecesse o mesmo.

    Se você também quer um Brasil solar assine e compartilhe a petição! Leia mais >

    Ajude a derrubar o ICMS, assine a petição

  • Mais de mil sorrisos iluminados pelo Sol

    Postado por Marina Yamaoka - 11 - mai - 2015 às 23:02 1 comentário

    Hoje, mil e duzentas estudantes chegaram na Escola Estadual Oswaldo Aranha, no bairro de Artur Alvim, em São Paulo, e saíram de lá transformadas, com a certeza de que nunca mais olharão o Sol como antes. Durante a sexta-feira e o sábado - 8 e 9 de maio - foram instaladas 48 placas solares no telhado da escola que permitirão uma economia de 25% do gasto da escola com eletricidade. As placas e o Sol não foram os únicos que brilharam durante os dias de instalação, ainda tivemos diversão e muito conhecimento com os alunos que participaram de oficinas sobre energia solar.

     

    Contamos com a presença ilustre de 14 Multiplicadores Solares, jovens selecionados e treinados pelo Greenpeace para espalhar e multiplicar a mensagem de que a energia solar é a solução que o Brasil precisa em todos os cantos do País. Foram eles que subiram no telhado, botaram a mão na massa e nas placas e após terem concluído a instalação do sistema fotovoltaico, ainda realizaram oficinas e workshops com os estudantes que puderam entender como as placas, agora no telhado da escola Oswaldo Aranha, funcionam e aproveitam o potencial do Sol para gerar eletricidade limpa e renovável.

    A energia solar vai permitir mais atividades extracurriculares aos alunos da escola Oswaldo Aranha já que o valor economizado na conta de luz será revertido em mais Educação e Cultura. Aprendizado, multiplicação de conhecimento, sorrisos nos rostos de crianças, economia na conta de luz, energia limpa e renovável, tudo isso e muito mais, só foi possível graças a todas as pessoas que acreditaram neste projeto e que acreditam no potencial que a energia solar tem para transformar vidas e o Brasil.

    As instalações em duas escolas públicas - em Uberlândia e em São Paulo - as duas mil pessoas que financiaram coletivamente o projeto, os mais de mil inscritos para o projeto de Multiplicadores Solares e os 30 selecionados que já passaram conhecimento para, pelo menos, 1800 estudantes, todos esses números mostram que a energia solar quer e tem que ganhar espaço no Brasil. E nós, junto com vocês, vamos continuar trabalhando para que isso aconteça. Leia mais >

  • A partidarização das ciclovias e a proteção da vida

    Postado por Vitor Leal* - 8 - mai - 2015 às 16:52 1 comentário

    Sete anos atrás, quando comecei a ir de bike ao trabalho – e também para a feira, para a balada e até para casamentos – São Paulo não tinha ciclovias. Minto! Tinham alguns quilômetros dentro de parques e alguns pontos de ônibus dentro de ciclovias. A saga começa num dia de greve no Metrô quando eu, dentro de uma van com colegas do trabalho, num trânsito impossível, olhei para os carros que me cercavam e percebi algo confirmado pelas estatísticas: em quase todos, só havia uma pessoa. Ali mesmo decidi: não seria parte do problema. Renunciei a um direito-quase-dever: o de possuir um automóvel.

    Ponto de ônibus exatamente sobre uma ciclovia. (©Rachel Schein/Vá de Bike)

    O processo de ir pra rua foi parecido com o de muitas outras pessoas que usam a bicicleta como transporte. Conversei com amigos que já pedalavam e busquei informações na Internet (este, este e este são essenciais, e sempre dá para pedir uma ajuda ao Bike Anjo). Finalmente comprei uma bicicleta, que me acompanha até hoje, e fui para a rua pela primeira vez.

    Comecei a participar da Bicicletada e aprendi muito sobre a cidade. Mudei minha perspectiva sobre o tecido urbano. Tornei-me um melhor motorista e um melhor pedestre porque passei a entender o essencial: todo mundo está indo para algum lugar, todo mundo é trânsito, todo mundo tem o mesmo direito à cidade, seja passeando, seja trabalhando, seja de ônibus, à pé, de bicicleta, moto ou de carro. Entendi, pela primeira vez, que o outro não é um obstáculo e o trânsito não precisa ser competitivo – não somos pilotos de Fórmula 1. 

    Sozinhos éramos invisíveis, mas juntos, pedalávamos por respeito nas ruas. Não pedíamos ciclovias porque ciclovias são importantes, mas não o mais importante. O que traz a segurança é mais ciclista na rua, é respeito à vida. O que traz segurança é entender que somos todos responsáveis pelas vidas uns dos outros. Que o maior protege o menor. Assim como irei cuidar dos pedestres ao pedalar, também o motorista deve cuidar do ciclista ao dirigir. O que traz a segurança não são capacetes e afins .

    O que traz segurança, repito, não são as ciclovias. Até porque os 400 km prometidos pelo Haddad, ou mesmo os 1.500 km que definidos no novo Plano de Mobilidade de São Paulo, construído com a participação ativa da sociedade, não chega a 10% dos 17 mil quilômetros de vias da cidade. Eventualmente, o ciclista irá sair da ciclovia e, aí, só o respeito à vida, a legitimidade e o cuidado de todos com todos irá garantir a segurança.

    Willian Cruz e Priscila Cruz foram casar de bicicleta (©Vitor Leal)

    Mas ciclovias são importantes. Ciclovias são celeiros de novos ciclistas. É pela sensação de proteção nesses espaços segregados que pessoas que sempre quiseram pedalar e nunca se sentiram à vontade começam a transitar pela cidade. É com essa afluência de novos ciclistas, que são também pedestres, motoristas, usuários de táxi e de transporte público, que a segurança se dá. Eu, como motorista, tomarei mais cuidado com aquela pessoa na bike porque me identifico. Porque tenho uma amiga, um colega de trabalho, minha mãe, meu namorado, alguém que eu conheço e amo, pedala. E podia ser essa ciclista que está ali, pedalando na minha frente. Mais ciclistas na rua significa mais amor e cuidado no trânsito.

    Corta para 2015

    Já são 318,2 km de ciclovias entregues e novos trechos inaugurados a cada dia. E, enquanto uns fazem, outros tentam destruir. Ao mesmo tempo em que o atual prefeito trabalha para cumprir seu compromisso de 400km de ciclovias, vereadores, promotoras públicas e pré-candidatos à prefeitura, encastelados no discurso demagógico e falacioso de “sou a favor de ciclovias, mas tem que ter planejamento”, ignoram que São Paulo passou 30 anos fazendo planos cicloviários sem fazer de fato as ciclovias.

    Na tentativa de enfraquecer um adversário político, acabam minando uma política pública que salva vidas. Aquilo que é uma conquista para a humanização das cidades, para a proteção da vida, para a redução da poluição, aumento da saúde e qualidade de vida das pessoas e, acima de tudo, uma reivindicação de décadas do movimentos de ciclistas, acaba sendo partidarizada e jogada dentro de uma lógica política das mais mesquinhas. Pior: dizem falar em nome dos ciclistas, na pretensa intenção de defendê-los. Negligenciam o fato de que os ciclistas estão representados, discutem e influenciam o formato e os locais a receberem ciclovias. Daí as ciclovias tanto pedidas e finalmente entregues são taxadas de “Ciclovias do Haddad” quando, na verdade, elas são Ciclovias da Cidade. Da cidade que queremos.

    O que esses críticos das ciclovias, autoproclamados defensores dos ciclistas e do bom planejamento, ignoram – por negligência ou má fé – que, ao construir esse discurso, estão colocando vidas em risco. O discurso de ódio e inflamação da opinião pública, com pitadas de mentira (veja aqui) e desinformação, faz com que motoristas, já cansados e estressados de um trânsito que, sinto informar, só vai piorar, passem dos limites e ataquem quem não deveria ter que se defender.

    Ontem isso aconteceu comigo. Ontem, ao subir a rua dos Pinheiros, completamente parada pelo trânsito motorizado, deixando para trás carros e mais carros ansiosos por acelerar, tive uma conversa bizarra com uma motorista. Quando, mais para cima, o trânsito fluiu, ela passou ao meu lado buzinando loucamente, como se fosse eu o culpado por todo o estresse que ela estava vivendo. Logo à frente, parou no farol. Encostei ao seu lado e, calmo, perguntei se era ela quem havia buzinado. Ela abriu o vidro de seu carro de luxo e vociferou que eu não devia estar na rua: “devia ir para as ciclovias superfaturadas do PT”.

    Ouvi outro relato, do mesmo dia, de um motorista que, depois de colidir com uma bicicleta dentro da ciclovia, disse: “tem que morrer mesmo, esse povo de bicicleta”, “se não sair da frente, vou matar”. O discurso de ódio, da partidarização de uma política pública benéfica para a cidade, coloca em risco a vida das pessoas.

    Devemos sim discutir as ciclovias de São Paulo. Devemos sim falar sobre os problemas que nelas existem. Mas devemos fazer essa discussão sob a ótica da melhoria, transformando-as em política de Estado e não de um partido. Porque prefeitos se vão, mas a cidade fica. Porque mais bicicletas nas ruas significa um trânsito mais humano para todos, do pedestre ao motorista. Porque, pode parecer bobagem, mas ciclovias trazem  benefícios até para os motoristas, já que melhoram o fluxo dos automóveis. E, finalmente, porque devemos proteger a vida.

    Aproveito para desafiar você, que lê este texto, a parar por dez minutos ao lado de uma ciclovia e observar os rostos das pessoas nas bicicletas e das pessoas nos carros e responder o que é melhor para a cidade.

    *Vitor Leal é da campanha de clima e energia do Greenpeace Brasil Leia mais >

  • A revolução das baterias Tesla

    Postado por Larissa Rodrigues* - 6 - mai - 2015 às 9:47 2 comentários

    Novas baterias Tesla prometem revolucionar armazenamento de eletricidade em residências e incentivar indivíduos a gerar sua própria energia (©divulgação)

     
    A empresa norte-americana Tesla, conhecida por fabricar carros elétricos, lançou uma nova super bateria que promete revolucionar o armazenamento de eletricidade em residências com um custo competitivo. A Tesla Powerwall já pode ser reservada online e nos próximos meses as baterias nos formatos de 7 kWh e 10 kWh já estarão disponíveis nos Estados Unidos por $ 3.000 e $ 3.500 dólares, respectivamente, sendo que o preço deve diminuir ao longo dos anos. Para se ter uma ideia, uma residência de duas pessoas no Brasil consome, em média, 2,5 kWh por dia.

    A bateria é alvo de atenção do mundo inteiro já que pode significar o fim do argumento de que combustíveis fósseis como petróleo e carvão são necessários para garantir segurança energética. “Além disso, baterias com grande capacidade de armazenamento dão mais independência para os cidadãos e consumidores gerarem sua própria energia a partir de fontes renováveis e decidirem usá-la quando for mais conveniente”, comenta Larissa Rodrigues, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.

    Dessa forma, é possível guardar a eletricidade gerada a partir do Sol para usar à noite, por exemplo. A Tesla Powerwall também pode viabilizar sistemas de eletricidade aos brasileiros que hoje não tem acesso à rede. O uso de baterias em larga escala traz a preocupação sobre descarte e reciclagem de componentes e de acordo com a empresa norte-americana isso já está previsto para suas baterias reduzindo em grande medida possíveis impactos.

    “Antes de pensar na utilização em larga escala destas baterias, o Brasil ainda tem muita lição de casa para fazer no sentido de incentivar o uso das energias renováveis”, comenta Rodrigues. Para que o potencial do Sol e dos ventos seja de fato aproveitado e para que os brasileiros possam se tornar mais independentes, é necessário que entraves como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) que incide sobre a geração de eletricidade do cidadão que já escolhe produzir sua própria energia sejam resolvidos. Outras questões, como a criação de linhas de financiamento com baixos juros, também precisam ser resolvidas.

    Vale lembrar que somente há três anos foi permitido ao brasileiro gerar sua própria energia e obter descontos em sua conta de luz e, de lá pra cá, quase 400 sistemas de mini ou microgeração foram conectados à rede. O número tem crescido, mas ainda é tímido perto do potencial brasileiro para a geração distribuída, sobretudo com utilização da energia solar fotovoltaica.

    *Larissa Rodrigues é da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil Leia mais >

  • Não confie, não tema, não implore

    Postado por Thiago Almeida - 30 - abr - 2015 às 17:13


    Capa do livro "Don’t Trust Don’t Fear Don’t Beg", de Ben Stewart

    Os 30 do Ártico, grupo de 28 ativistas e dois jornalistas que enfrentaram dois meses de prisão na Rússia após fazerem protesto pacífico em águas internacionais, não foram esquecidos.

    Acaba de ser lançado o livro “Don’t Trust Don’t Fear Don’t Beg” (“Não Confie Não Tema Não Implore”, em tradução livre), que foi escrito por Ben Stewart, membro do Greenpeace UK que trabalhou pela libertação dos 30.

    O livro é um relato pessoal e emocionante sobre como foi o protesto, a reação desproporcional e ilegal das forças armadas russas e os bastidores da campanha internacional pela libertação dos 30 do Ártico. Todo o dinheiro da venda do livro será doado para organizações que trabalham com justiça social e meio ambiente.

    E seguimos na luta para salvar o Ártico!

    *Thiago Almeida é da campanha Salve o Ártico do Greenpeace Brasil Leia mais >

  • Dá um desconto pra ONU, vai...

    Postado por Fabiana Alves - 30 - abr - 2015 às 15:15

    Protesto dos ativistas do Greenpeace em São Paulo. (© Julia Moraes / Greenpeace)

     

    Relator da ONU (Organização das Nações Unidas) para Água e Saneamento, o mineiro Leo Heller condenou a existência, em plena crise hídrica, dos contratos firmados pela Sabesp que dão descontos para grandes consumidores de água no Estado de São Paulo.

    Em evento da Aliança pela Água realizado ontem na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, o relator afirmou que os contratos entre Sabesp e empresas que consomem mais de 500 mil litros de água por mês são “inaceitáveis caso estejam limitando o acesso à água da população em detrimento de outros usos”. A Sabesp defendeu nas últimas semanas o aumento da tarifa para o consumidor em 22,7% devido a perdas econômicas com a crise hídrica. Os descontos para grandes consumidores somam R$ 140 milhões por ano.

    Aumentar a tarifa para a população e continuar com descontos progressivos para grandes consumidores, alegando perdas de receita, representa mercantilização da água e desvio do que consta na Lei da Água: em situações de escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano. Portanto, a política da empresa, controlada pelo governo do Estado de São Paulo, fere a lei brasileira e atenta contra os direitos humanos dos paulistanos, ao não dar prioridade do uso da água à população.

    O contratos de demanda firme continuam em vigência apesar de mais de 15 mil pessoas terem assinado a petição no site www.aguaparaquem.org.br pedindo pelo seu fim.  

    Alckmin historicamente ignora relatores da ONU

    Leo Heller substituiu no ano passado a portuguesa Catarina de Albuquerque, que em visita ao Brasil em 2014, havia declarado que a crise poderia ter sido evitada se houvesse planejamento. De acordo com publicação do jornal espanhol El País, o governador exigiu que a ONU se retratasse quanto às afirmações.

    O relator concorda com sua antecessora e afirma que essa crise não é hídrica; é uma crise de falta de planejamento das autoridades competentes.

    O Greenpeace pede para que Sabesp, Arsesp e o governador Geraldo Alckmin acabem com os descontos para grandes consumidores. Nós reafirmamos que a falta de planejamento do governo do Estado agravou e resultou no quadro de falta de água atual.

    *Fabiana Alvez é da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil Leia mais >

  • Seminário: Benefícios, desafios e perspectivas da energia solar

    Postado por Marina Yamaoka - 30 - abr - 2015 às 12:00

    O Greenpeace tem o prazer de convidar para o seminário “Benefícios, desafios e perspectivas da energia solar” organizada pela Câmara dos Vereadores e com apoio da organização.

    O Brasil tem um dos maiores potenciais para energia solar no mundo e, no entanto, ainda investe muito pouco na fonte. Além de ser uma energia limpa e renovável, a energia solar pode ser a solução para a crise elétrica que o País enfrenta e trazer benefícios econômicos e sociais, como a geração de empregos verdes.

    Os convidados e moderadores debaterão junto ao público quais são os entraves ao desenvolvimento da energia solar no Brasil, os benefícios e as perspectivas futuras da fonte.

    Contamos com a sua presença, inscreva-se: http://goo.gl/forms/tdCvnruKjf e confirme a presença no evento do Facebook.

    Informações

    12 de maio de 2015, terça-feira

    Horário: 14h-18h

    Local: Auditório Nobre do Palácio Anchieta (Câmara dos Vereadores)

    Endereço: Viaduto Jacareí, 100 – Bela Vista – São Paulo, SP

    Programação:

    14h - Abertura

    Jair Tatto, vereador (PT) e Sérgio Leitão, diretor de Políticas Públicas do Greenpeace

    14h20 - Crise do setor, perspectivas de crescimento da demanda e o papel da geração distribuída no Brasil e na cidade de São Paulo

    Roberto Zilles, doutor em Engenharia de Telecomunicações e professor associado ao IEE-USP 

    15h - Mesa redonda: Os benefícios da geração distribuída ao país

    Fernando Camargo, da LCA Consultores, apresentará o potencial para geração de empregos verdes e seu impacto na economia do Brasil. Além disso, Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de Clima e Energia do Greenpeace, discutirá os benefícios ambientais da energia solar.

    16h – Vídeo: Solar: energia que transforma vidas

    16h10 – Mesa redonda: Microgeração no Brasil – o que precisa mudar?

    Debate sobre os entraves para o desenvolvimento da energia solar no Brasil. Questões tributárias, financiamento e a resolução 482 da ANEEL serão apresentadas por Rodrigo Sauaia, diretor executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR)

    Gustavo Malagoli, diretor da Alsol, abordará experiências práticas, bons exemplos e a importância do papel do Município para a energia solar.

    17h20 - Encerramento  Leia mais >

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