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Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Cortar CO2 é ‘oportunidade do século’ em saúde

    Postado por do Observatório do Clima* - 23 - jun - 2015 às 11:56

    Em edição especial do periódico médico The Lancet, estudo sugere que profissionais de saúde liderem o enfrentamento das mudanças climáticas para resultados efetivos

    Facilidade no transporte ativo é uma solução proposta pelo The Lancet para lidar com a questão da saúde e das mudanças climáticas (©Otávio Almeida/Greenpeace)

     
    As consequências das mudanças climáticas sobre a saúde estão sendo subestimadas e os últimos 50 anos de avanços da medicina estão ameaçados. A conclusão é de um estudo publicado nesta terça-feira no periódico The Lancet, uma das principais revistas médicas do mundo. Isto porque, de acordo com os pesquisadores, com uma população de 9 bilhões em 2050, os problemas causados pelas alterações no clima podem ser drásticos, com grandes perdas econômicas e em saúde.

    “A mudança climática tem o potencial de reverter os ganhos em saúde a partir de desenvolvimento econômico nas últimas décadas – e não apenas pelos efeitos diretos sobre a saúde, mas por meios indiretos, como o aumento da migração e instabilidade social”, diz Anthony Costello, diretor do Instituto de Saúde Global da UCL (University College London) e membro da equipe de pesquisadores. “No entanto, nossa análise mostra claramente que, ao combater as mudanças climáticas, também é possível beneficiar a saúde”, afirma Costello.

    Os efeitos diretos incluem aumento das ondas de calor, inundações, secas e aumento frequência de tempestades intensas. Indiretamente, a saúde humana seria afetada por mudanças na qualidade do ar e da água, propagação de vetores de doenças, insegurança alimentar e subnutrição e até problemas de saúde mental.

    A maioria dos impactos do clima na saúde são processos complexos, que frequentemente se retroalimentam e cujo impacto é difícil de ser absorvido pela sociedade. Por exemplo, aumento de temperaturas e mudanças nos padrões de precipitação podem alterar a proliferação de vetores de doenças, como mosquitos transmissores da dengue ou da malária. Ondas extremas de calor podem afetar a produtividade e aumentar a procura por hospitais, além de agravar doenças cardiovasculares.

    Para os pesquisadores, combater as mudanças climáticas pode ser a maior oportunidade em saúde deste século. Eles sugerem que profissionais de saúde liderem a resposta às ameaças das mudanças climáticas. “Os profissionais de saúde têm trabalhado para proteger contra ameaças para a saúde, como o tabaco, o HIV e poliomielite, muitas vezes confrontando poderosos interesses”, diz o artigo.

    De acordo com os pesquisadores, a perspectiva de saúde pública tem o potencial de envolver toda a sociedade em uma causa. Além disso, justificam os autores do estudo, esses conceitos são muito mais tangíveis do que toneladas de CO2 na atmosfera, e são entendidos e priorizados em todas as populações, independentemente da cultura ou estado de desenvolvimento.

    Alguns dos benefícios apontados pela pesquisa em uma economia de baixo carbono são a redução da poluição do ar e doenças respiratórias. O chamado “transporte ativo” – como caminhadas e uso da bicicleta – também poderia diminuir o tráfego e o número de acidentes de trânsito, além da redução de taxas de obesidade, diabetes, doença cardíaca coronariana e acidente vascular cerebral.

    “A mudança climática é uma emergência médica”, afirma Hugh Montgomery, da UCL. “Portanto, exige uma resposta emergencial, utilizando as tecnologias disponíveis no momento. Sob tais circunstâncias, nenhum médico iria considerar uma série anual de discussões de casos e metas adequadas, mas é exatamente assim que ocorre a resposta global à mudança climática.”

    IPCC da saúde

    O grupo de pesquisadores aponta linhas gerais de atuação dos governos em todo o mundo para enfrentar as mudanças climáticas e propõe a formação de um novo órgão global sobre mudança climática e saúde para monitorar e relatar a cada dois anos impactos das mudanças climáticas na saúde, além do progresso nas políticas de mitigação e sua interação com a saúde.

    Entre as medidas sugeridas para os próximos cinco anos estão investimentos em pesquisa em saúde pública, monitoramento e vigilância para assegurar uma melhor compreensão das necessidades de adaptação e os benefícios à saúde na adoção de medidas de mitigação e adaptação; ampliação de financiamento aos países em desenvolvimento, inclusive nos sistemas de saúde; transição para energias renováveis, abrindo mão de fontes poluentes, como o carvão; incentivos para cidades que promovem estilos de vida saudáveis para a população e para o planeta, como políticas de eficiência energética, facilidade no transporte ativo e acesso a espaços verdes. O estudo defende que a adoção dessas políticas reduziria a pressão sobre os sistemas de saúde, permitindo mais investimentos no setor.

    No campo político e econômico, as sugestões são estabelecer um mecanismo internacional de precificação do carbono, expandir o acesso à energia renovável, facilitar a colaboração entre ministérios da Saúde para o desenvolvimento de estratégias em saúde e clima e, por fim, estabelecer um acordo internacional ambicioso. Leia mais >

    *O Observatório do Clima é uma rede que reúne entidades da sociedade civil com o objetivo de discutir a questão das mudanças climáticas no contexto brasileiro e da qual o Greenpeace é parte.
  • Minuto Verde: entenda a PEC 215

    Postado por Alan Azevedo - 19 - jun - 2015 às 12:21

    Em mais uma edição do podcast Minuto Verde, abordamos a PEC 215, um dos ataques legislativos mais ferrenhos aos direitos dos povos tradicionais; Ouça aqui, são 2 minutinhos

     

    A PEC 215 é uma Proposta de Emenda Constitucional de iniciativa da bancada ruralista e tem como objetivo dar o poder aos parlamentares de criar e também anular demarcações de terras indígenas, quilombolas e unidades de conservação. Atualmente cabe ao Poder Executivo a tarefa demarcar Áreas Protegidas.

    Caso aprovada, a alteração na Constituição Federal de 1988 significaria, na prática, a paralisação de todos os processos de homologação de terra, uma vez que mais da metade de um total de 513 deputados defende os interesses do agronegócio.

    Por outro lado, 48 dos 81 senadores da República publicaram um manifesto contra a PEC 215. E como o Senado é encarregado de analisar os textos que vêm da Câmara, a proposta tem tudo para não passar.

    Chegou a vez dos deputados tomarem partido. Outro manifesto, agora assinado por mais de 70 organizações da sociedade civil, foi entregue a parlamentares que também rejeitam a proposta 215. Uma lista de assinatura de deputados em apoio ao manifesto está sendo elaborada.

    PEC 215: não passará!

    Ouça o podcast Minuto Verde: Leia mais >

  • Papa pelo clima

    Postado por Pedro Telles* - 16 - jun - 2015 às 15:11

    Na próxima quinta-feira (18), o Papa Francisco lançará sua primeira encíclica, um documento pontifício dirigido a todos os bispos e fiéis da Igreja Católica, e a dedicará ao maior desafio de nossos tempos: mudanças climáticas. A encíclica indicará importantes direcionamentos a serem seguidos por membros e seguidores da Igreja, e deve gerar grande impacto tanto na comunidade católica, quanto em governos de todo o mundo.

    A expectativa é de que a mensagem do Papa reafirme os aprendizados da ciência, que não deixa dúvidas de que a ação humana é responsável pelos crescentes desequilíbrios no clima hoje vistos em nosso planeta, e convoque todos a agir para evitar um aquecimento global que supere 2oC, limite considerado seguro pelos cientistas. O papa também deve discutir temas como a relação entre redução da pobreza e sustentabilidade, hábitos de consumo, e as responsabilidades de governantes e empresas.

    No final deste ano uma nova rodada de negociações da ONU sobre o tema das mudanças climáticas, a COP 21, deve gerar um acordo entre países sobre o qual há grande expectativa e que deve substitiur o Protocolo de Kyoto. A encíclica do Papa é mais uma entre diversas boas notícias que têm ajudado a construir um bom momento para levar a um acordo de fato relevante - unindo-se ao forte movimento de organizações que têm retirado seus investimentos em combustíveis fósseis ao redor do mundo e ao fato das emissões globais de gases de efeito estufa não terem crescido em 2014, por exemplo.

    A expectativa para a encíclica é alta, e o bem-humorado vídeo abaixo ajuda a preparar o terreno.

     

    *Pedro Telles é da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil

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  • O futuro das bacias hidrográficas

    Postado por Alan Azevedo - 13 - jun - 2015 às 14:00

     

    O nono e último vídeo sobre o seminário “ÁGUA & EDUCAÇÃO – Práticas e Reflexões", realizado em São Paulo em parceria com o Instituto 5 Elementos, Namu, Nace Pteca, OCA – Laboratório de Educação e Política Ambiental da Esalq e Sala Crisantempo, fala sobre o futuro das bacias hidrográficas. A região Sudeste sofre há mais de um ano com uma crise hídrica histórica, e as leis de proteção ambiental são importantes mecanismo que podem garantir o abastecimento de água.

    A convidada desse último bloco é a professora doutora Sueli Furlan, do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo. Atualmente desenvolvendo pesquisas socioambientais em Conservação de Florestas tropicais, Furlan adentra na questão de Áreas de Proteção Permanente (APP) de morro.

    A questão é sensível porque são os topos dos morros que cercam as bacias hidrográficas que garantem grande parte da preservação dos mananciais, mas a lei é inadequada e permite a silvicultura, por exemplo.

    “Precisamos mudar a narrativa, colocar a natureza no centro da política. Se assim acontecer, talvez a gente tenha a terá organizada de outra forma”, talvez, segundo ela, poderíamos assim ter um mundo mais protagonizado pelos povos e pelas comunidades e não pelos poderes organizados.

    Relembre os outros episódios e se eduque sobre Água. Saiba tudo sobre a crise assistindo aos outros oito capítulos:

    Assista também os outros episódios:



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  • Futebol para defender as geleiras do Chile

    Postado por Alan Azevedo - 12 - jun - 2015 às 15:33

    Em cima, foto tirada em 1928 de uma geleira chilena (©Archivo Museo Salesiano/De Agostini). Abaixo, foto comparativa do mesmo local, tirada em 2004 (©Greenpeace/Daniel Beltrá).

     

    Com a apresentação da equipe ontem, a seleção de futebol da República Glaciar, país fundado pelo Greenpeace para proteger as geleiras de todo o Chile, está preparada para jogar os jogos de sua vida – literalmente.

    Após um dia da estreia da Copa América, disputada no Chile, a seleção glaciar apresentou seus jogares, que irão a campo todas as quartas-feiras, quando a Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados do Chile se reúne para votar a Lei Glaciar. A votação pode aprovar uma de duas leis propostas: a primeira é do governo, que pretende proteger “algumas” geleiras, enquanto a outra, formulada pelo Greenpeace, estipula a proteção integral.

    Assista ao vídeo da seleção da República Glaciar:

     

    “Só um pode ganhar o duelo. Serão partidas difíceis”, diz Matías Asún, diretor do Greenpeace Chile. A seleção da República Glaciar formará o Conselho Sulamericano de Novas Federações (CSANF), representante aqui na América do Sul da Federação Internacional do Futebol (FIFA). “Vamos representar uma partida de futebol nessas ocasiões e convidar as pessoas para que torçam pela aprovação da lei indicada pelo Greenpeace”, explica Asún.

    O Greenpeace Chile fundou a República Glaciar em 5 de março de 2014. É um novo país sobre 23 mil km2 de geleiras na região dos Andes, criado a partir da falta de reconhecimento desse território pelo governo chileno.

    O famoso poeta chileno Nicanor Parra, a escritora Isabel Allende e diversas outras personalidades chilenas se juntaram à causa desse país. Uma grande vitória dessa seleção aconteceu em maio do ano passado, quando a presidente do Chile Michelle Bachelet se comprometeu com uma lei de proteção glaciar.

    Um ano depois, durante seu discurso presidencial, Bachellet disse: “já iniciamos a discussão sobre a moção parlamentar, tratando essa matéria [as geleiras] de maneira ampla com o mundo científico, social, econômico e político”. Com essas palavras, a presidente reafirmou seu compromisso de ter um projeto de lei sobre geleiras. Mas, para o Greenpeace, esta lei que o governo propõe não protege a região.

    “As geleiras do Chile representam 82% de todos os glaciares da América do Sul. Essas formações de gelo são as reservas de água natural mais importantes do país, e por isso devem permanecer intocadas”, observa Asún. “Por isso precisamos que as geleiras vençam, então convidamos os cidadãos a se tornarem fãs dessa seleção”.

    Torça pela seleção da República Glaciar. Estamos jogando as finais e precisamos do seu suporte. Clique aqui e apoie a proteção completa das geleiras. Leia mais >

  • "Crise hídrica anunciada"

    Postado por Alan Azevedo - 7 - jun - 2015 às 15:00 2 comentários

     

    Uma das últimas partes do seminário “ÁGUA & EDUCAÇÃO – Práticas e Reflexões", realizado em São Paulo pelo Greenpeace e organizações parceiras, o oitavo vídeo estuda o comportamento omisso da sociedade em relação aos governantes no contexto da crise hídrica.

    “Por que, apesar desse quadro que estamos vivenciando, é tão difícil mobilizar as pessoas?”. Esse é o questionamento do professor Pedro Jacobi, do Programa de Pós Graduação em Ciência Ambiental da Universidade de São Paulo (USP). “Dois pontos importantes: transparência e prestação de contas. Mas a sociedade brasileira não tem questionado pela falta de transparência”.

    Analisando o panorama político-social da crise, Jacobi debate desde a falta de participação do cidadão em cobrar transparência do poder público até a questão do passivo ambiental: “nós dispomos de fontes de recursos hídricos, mas as deterioramos em virtude da omissão e da irresponsabilidade do governo de não implementar sistemas adequados de tratamento e saneamento. É uma crise anunciada”.

    Assista também os outros episódios:

    -       1º vídeo: André Biazoti discute a percepção da sociedade sobre a água

    -       2º vídeo: Adriano Sampaio estuda os rios e nascentes esquecidos

    -       3º vídeo: Arpad Spalding comenta a importância da proteção dos mananciais

    -       4º vídeo: Claudia Visoni é do movimento Cisterna Já e mostra o que cada cidadão pode fazer para garantir água

    -       5º vídeo: Luis de Campos mostra uma São Paulo pouco conhecida, repleta de rios

    -       6º vídeo: Marussia Whately, da Aliança pela Água, debate sobre as responsabilidades e soluções

    -       7º vídeo: Eda Tassara explica que educar é socializar e mostra a dificuldade de lidar com a crise Leia mais >

  • Educar é socializar

    Postado por Alan Azevedo - 6 - jun - 2015 às 14:00

     

    A crise hídrica na região Sudeste não é mais novidade. Há mais de um ano ela insiste em nos perseguir, como uma sombra nos calcanhares. Por isso o Greenpeace entende que é prioridade debater a questão, e levar mais informações para toda a sociedade civil.

    Sendo assim, seguimos com a divulgação de nove vídeos sobre o seminário “ÁGUA & EDUCAÇÃO – Práticas e Reflexões", realizado em São Paulo em parceria com o Instituto 5 Elementos, Namu, Nace Pteca, OCA – Laboratório de Educação e Política Ambiental da Esalq e Sala Crisantempo

    Para o sétimo vídeo da série, separamos a fala de Eda Tassara, professora Titular do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) e presidente da Comissão Estadual de São Paulo do Instituto Brasileiro de Educação Ciência e Cultura (IBECC/ Unesco).

    Analisando o comportamento da sociedade em tempos de crise, a professora admite que educação é a principal arma para gerir esse quadro de emergência: “a educação é responsável pela socialização. Obviamente que estamos socializando as pessoas num campo de produção corroborando com a crise”.

    Veja esse vídeo e também os episódios anteriores:

    -       1º vídeo: André Biazoti discute a percepção da sociedade sobre a água

    -       2º vídeo: Adriano Sampaio estuda os rios e nascentes esquecidos

    -       3º vídeo: Arpad Spalding comenta a importância da proteção dos mananciais

    -       4º vídeo: Claudia Visoni é do movimento Cisterna Já e mostra o que cada cidadão pode fazer para garantir água

    -       5º vídeo: Luis de Campos mostra uma São Paulo pouco conhecida, repleta de rios

    -       6º vídeo: Marussia Whately, da Aliança pela Água, debate sobre as responsabilidades e soluções Leia mais >

  • A #SemanaDoMeioAmbiente chegou

    Postado por Juliana Costta - 2 - jun - 2015 às 16:13

    O Dia do Meio Ambiente é comemorado todos os anos. Mas, dessa vez, ele chega com um gostinho todo especial para nós. Pois, com pequenas e grandes conquistas, renovamos nossa esperança no futuro e a força de vontade para continuar lutando por um mundo melhor.

    Enquanto magnatas do petróleo continuam a sugar a vida do planeta, mostramos que não precisamos ser dependentes dos combustíveis fósseis e que existem outras formas de energia, que trazem menos impactos ao meio ambiente e mais benefícios à população, como a energia solar.

    E o sol brilha para todos! A energia fotovoltaica vem mostrando, a cada dia mais, que além de uma solução para a política energética do país, pode ser também uma ferramenta de mudança social e um mercado com capacidade para gerar centenas de “empregos verdes”, levando dignidade e renda para populações esquecidas pelo poder público.

    Provamos isso através do projeto Juventude Solar, que além de ensinar a jovens o poder dessa energia, levou a duas escolas públicas a energia solar como fonte de eletricidade e de renda, em forma de desconto na conta de luz.

    Esse é também o ano da “virada de mesa” para as florestas. Queremos levar ao Congresso Nacional o projeto de lei pelo Desmatamento Zero, que busca acabar de vez com a destruição das florestas nativas brasileiras e, para isso, contamos você! Estamos perto - bem perto - de alcançar a marca de 1,43 milhão de assinaturas e assim que atingirmos essa meta, bateremos na porta da Casa do Povo para pedir sua aprovação. Não apenas pela proteção das florestas, mas para assegurar a sobrevivência de nossa fauna e flora e da nossa própria existência. Pois você já deve saber que: sem floresta, não há água!

    Temos que comemorar, ainda, os avanços no transporte não-motorizado. Pela primeira vez no país, a questão das ciclovias vem sendo discutida a sério. Já pensou no avanço que isso representa? Antes, pautas como essa sequer chegavam ao público, as pessoas simplesmente não se importavam. Mas agora a bicicleta é apresentada como uma solução para o tráfego caótico e para o clima, já que não emite gases do efeito estufa. Na maior capital do país, e em muitas cidades pelo Brasil, diversas pessoas já aderiram ao pedal, seja para se locomover ou para garantir uma melhor qualidade de vida.

    Claro, nem tudo são flores. Ainda há muito a ser feito, o meio ambiente continua em risco. Mas hoje é um dia para comemorar! Celebrar porque ainda há esperança de que podemos construir juntos o mundo que queremos e que cada atitude conta nessa jornada. Leia mais >

  • Mas o que o Greenpeace Índia fez de errado?

    Postado por Sondhya Gupta - 2 - jun - 2015 às 10:17

    "Repressão do governo = fechamento do Greenpeace Índia. Junte-se à resistência" diz imagem feita pelo escritório indiano. ©Greenpeace

     

    Nos últimos quinze anos, o Greenpeace Índia conquistou importantes vitórias. Trabalhamos para conseguir ar limpo, água limpa e energia limpa para o país. Fazendo isso, nós desafiamos a indústria do combustível fóssil e apontamos a culpa de diversas corporações. Às vezes, nós discordamos do governo também. E isso nos colocou como alvo do Ministério do Interior da Índia (MI).

    A maior crítica do MI em relação ao Greenpeace é que nós “impedimos o desenvolvimento” da Índia. Somos acusados de parar o crescimento econômico do país apenas porque não queremos ver as leis ambientais serem enfraquecidas às custas de um desenvolvimento que destroi as florestas, comunidades e a biodiversidade.

    Mas um futuro que depende de combustíveis fósseis não é o caminho para o desenvolvimento. Nós já mostramos que o crescimento é possível com fontes renováveis, como em Dharnai, cidade indiana. Assim como ficamos ao lado dos cidadãos da região de Mahan, que queriam proteger suas florestas milenares da mineração de carvão.

    Parece que sofremos essa represália hoje porque fizemos algumas perguntas difíceis a pessoas muito importantes. Seja contra o grupo que queria devastar as florestas de Essar ou contra a empresa que queria destruir a Grande Barreira de Coral de Adani, o Greenpeace nunca terá medo de falar mais alto. Mas falar o que quer tem seu preço, e agora lutamos pelo direito de existir.

    Há exatamente um ano...

    Tudo começou em junho de 2014, quando o Ministério do Interior da Índia apresentou inúmeras alegações e tomou uma série de medidas contra o escritório do Greenpeace no país.

    No entanto, o discurso principal do MI é que nós trabalhamos deliberadamente para ferir a economia, o que seria uma ação contra a Índia. Eles cortaram nossas doações internacionais e proibiram um de nossos coordenadores de campanha de viajar. Finalmente, em abril de 2015, as contas bancárias domésticas do Greenpeace Índia foram igualmente congeladas, tornando inviável o pagamento de funcionários e a continuação das operações.

    Leia mais:

    Processo está na Alta Corte

    O MI tem usado um raciocínio instável para justificar suas acusações e o judiciário acaba de decidir em nosso favor. Após o bloqueio das nossas contas pelo ministério, levamos o caso à Alta Corte de Delhi. Em janeiro desse ano a corte julgou o ato do MI como “inconstitucional, ilegal e arbitrário”.

    Quando nossas contas domésticas – que compõem 70% dos fundos do Greenpeace Índia – foram bloqueadas, fomos acusados de diversas violações legais. Mas não somos culpados. Todos os erros alegados na acusação podem ser vistos aqui, com as devidas justificativas (em inglês).

    Há uma semana, a Alta Corte ordenou que tivéssemos acesso garantido a duas de nossas contas bloqueadas para que pudéssemos continuar operando até o julgamento, que acontecerá provavelmente em agosto.

    Acreditamos veementemente que não se trata de erros de contabilidade ou violações legais. Na verdade, o MI quer nos silenciar porque eles não gostam do que estamos falando. E não estaríamos surpresos com mais ataques arbitrários no futuro.

    O Greenpeace Índia não quer perder seu tempo lutando em julgamentos e processos – nós queremos fazer o que sabemos: trabalhar por um futuro sustentável. Quanto mais cedo pudermos nos encontrar com o MI para discutir como podemos fazer parte de um futuro saudável, melhor.

    Por isso ainda precisamos nos colocar a favor do direito à livre expressão em qualquer lugar do mundo, e pedir ao Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que faça o mesmo.

    Esse texto foi escrito pela indiana Sondhya Gupta, coordenadora de campanha do Greenpeace atualmente no escritório do Reino Unido.


    Assine a carta aberta para o Secretário Geral da ONU Ban Ki-moon
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  • Mudar pelo clima pode mudar a sua vida (pra melhor!)

    Postado por Heloísa Mota - 1 - jun - 2015 às 14:55

     

    Neste sábado, 30 de Maio, foi o Dia de Ação Global pelo Clima e voluntários de 08 capitais brasileiras, Brasília, Recife, Manaus, Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre uniram suas vozes com pessoas de aproximadamente 30 países pedindo por mais investimento em energia renovável e pelo fim do desmatamento de florestas tropicais. Com materiais lúdicos como stencils e jogos de tabuleiro, eles engajaram pessoas nas cinco regiões brasileiras aumentando sua consciência sobre o impacto da crise climática em nossas vidas e a importância de demandar decissões melhores de líderes políticos e empresariais*. As atividades também tiveram a intenção de provocar uma reflexão individual sobre como a rotina das pessoas está relacionada com o contexto do clima, e como elas podem fortalecer o movimento climático em todo o mundo.

    2015 é considerado um dos anos mais importantes para as negociações climáticas e mobilização de pessoas ao redor do mundo. Para o Brasil, as mudanças climáticas são um desafio real: crise energética e a iminência de apagões, falta de água, inundações na Amazônia e outros desastres naturais são indicadores de que precisamos de mudanças concretas para evitar cenários ainda piores para a economia do país e para o bem estar da população. Ainda assim, o que vemos é uma falta de interesse de líderes políticos em aprimorar as medidas para evitar o desmatamento ao mesmo tempo que o setor elétrico depende mais e mais de combustíveis fósseis já que a crise climática afeta a produção da eletricidade em todo o país. Unindo esforços com outras organizações, o Greenpeace pede ao governo para melhorar os investimentos  em energias renováveis, especialmente energia solar, e pela Lei do Desmatamento Zero- condições cruciais para reduzirmos as emissões de gases de efeito estufa do país.

    “O Dia de Ação conecta pessoas ao redor do mundo com um único propósito: pedir e promover a mudança por meio de ações” destaca Alan Santos, voluntário da cidade de Porto Alegre. O Greenpeace Brasil também acredita que as vozes e atitudes das pessoas são essenciais para combater  as mudanças climáticas e pressionar líderes para mudar, por isso as convidamos para unirem-se a nós neste Dia Global de Ação espalhando mensagens positivas e propositivas  sobre como mudar pelo clima pode mudar nossas vidas - para melhor.

    Neste fim de semana, mais de 830 brasileiros juntaram-se ao nosso movimento nas ruas e nas redes. Nós ouvimos suas histórias sobre como eles mudaram pelo clima e isso nos faz acreditar que há diversas e amplas maneiras de enfrentar as mudanças climáticas, as pessoas já estão fazendo isso acontecer: trocando o carro pela bicicleta, assinando pelo Desmatamento Zero, participando de movimentos organizados pelo clima, desenvolvendo projetos de sustentabilidade com comunidades de baixa renda, multiplicando o poder da energia solar, graduando-se para atuar em empregos verdes e muito mais. Indepenodente dos resultados das negociações, as pessoas e os movimentos mostraram que já são parte da solução. Essa deveria ser uma mensagem clara para os líderes de todo o mundo.

    Mais do que demandar uma posição melhor dos líderes globais, para Rafaela Araújo, voluntária de Belo Horizonte, a data é importante para aumentar a consciência das pessoas e seu poder de ação. “Quando alguém participa de um mobilização global como essa, mesmo que pela primeira vez, aprendendo que a sua atitude e respeito pelo meio ambiente pode fazer a diferença, essa pessoa pode dizer #eumudei, e isso vai além do Dia de Ação Global, dura por toda sua vida.”

    *O Dia de Ação Global precedeu o encontro dos maiores países industriais do mundo, o G7, que estão reunidos esta semana na Alemanha. Atualmente eles são responsáveis por 60% da produção de energia nuclear e 30% da produção de energia por carvão em todo o mundo. A chancellor alemã Angela Merkel, atual presidente do G7, declarou que mudanças climáticas serão um assunto chave para o encontro. Esse é um passo importante em direção ao acordo climático que será realizado na COP 21 em Paris, França, no fim de 2015.

    Venha somar forças conosco no Dia de Ação Global Pelo Clima, #eumudei Mude pelo clima!

    Posted by Greenpeace – Grupo de Voluntários de Porto Alegre on Saturday, May 30, 2015

    Posted by Natália Chaves on Saturday, May 30, 2015
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    Ano de Ação Global pelo Clima! Qual a sua ação? #eumudei

    Posted by Ivonildo Santos on Friday, May 29, 2015
     

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