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Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Plano de mobilidade: por mais mudanças positivas

    Postado por Pedro Telles - 10 - mar - 2015 às 11:03

    Greenpeace envia à Prefeitura de São Paulo propostas ao Plano de Mobilidade do município

    Conforme determinado pela Política Nacional de Mobilidade Urbana, a Prefeitura de São Paulo lançou no último dia 24 de Fevereiro o texto base do Plano Municipal de Mobilidade, documento que deve guiar as políticas públicas da próxima década. Esse texto está aberto para consulta e participação popular tanto online (por meio de formulário notavelmente limitado), quanto via reuniões e audiências - informações detalhadas sobre como participar estão disponíveis aqui.

    A versão final do documento, considerando as recomendações apontadas pela sociedade civil, deve ser publicada no mês de abril.

    O texto está aberto para consulta e participação popular tanto online, quanto via reuniões e audiências. (©Greenpeace/Alexandre Cappi)

    Desde 2013 o Greenpeace tem acompanhado as políticas de mobilidade de São Paulo, cidade que concentra 26% das emissões de gases de efeito estufa vindas do setor de transportes no país. Visando garantir a publicação de um plano que realmente nos permita aprofundar e consolidar as mudanças positivas que já vêm sendo observadas na atual gestão, e também dar novos saltos no sentido de garantir uma mobilidade mais eficiente, justa e sustentável na cidade, o Greenpeace está apresentando à Prefeitura cinco propostas de mudança no texto, divididas em cinco seções. São elas:

    Apresentação: Definir um limite de 180 dias após a publicação do plano para que se estabeleça metas quantitativas e qualitativas, indicadores e parâmetros de análise que detalhem como se dará a implementação das atividades propostas, e permitam o monitoramento dos resultados alcançados. Esse detalhamento do plano deve ocorrer de forma transparente e com participação da sociedade civil.

    Diagnóstico da Mobilidade Urbana: Ampliar a meta de transferência modal e definir prazo para seu atingimento, estipulando que até 2030 75% dos deslocamentos motorizados sejam feitos via transporte público coletivo, e 25% via transporte individual – incluindo explicitamente nesses 25% os 3% já previstos para bicicletas na página 16 do texto base. Estudo desenvolvido pelo Greenpeace e ANTP com base em experiências internacionais indicam que essa meta é factível.

    Pedestres e Calçadas: Priorizar a implementação do Plano Emergencial de Calçadas (PEC), instituído pela Lei Municipal 14.675/2008 e regulamentado pelo Decreto 49.544/2008, que atribui à Prefeitura a responsabilidade de reforma ou construção de passeios e/ou calçadas que não atendam às normas previstas nas vias com maior circulação de pedestres. As vias listadas no decreto representam cerca de 20% do total de vias da cidade, e concentram cerca de 80% do fluxo de pedestres.

    Política de Estacionamento: Dentre as estratégias propostas, expandir a primeira estratégia para incluir áreas de comércio especializado entre as que terão prioridade de vagas no meio fio para carga e descarga, e remover a segunda estratégia que prevê a construção de garagens em áreas de comércio especializado e interesse turístico (tendo em vista que tais garagens não contribuem para desestimular o uso do automóvel).

    Redução de Emissões: Definir a meta de que, até 2017, 10% da frota de micros e ônibus seja composta por híbridos; 10% composta por veículos a gás; 10% composta por veículos elétricos, por meio do trolebus; e 10% composta por veículos a etanol. Também definir a meta de que, até 2020, 35% da frota de micros e ônibus seja composta por híbridos. Nessas condições, até 2020 as emissões de gás carbônico (CO2) originárias do transporte público coletivo diminuirão em 30% com relação ao cenário atual, de acordo com estudo desenvolvido pelo Greenpeace e ANTP.

    As propostas foram encaminhadas formalmente nesta segunda-feira ao Prefeito Fernando Haddad e ao Secretário de Transportes, Jilmar Tatto. O Greenpeace aguarda o retorno por parte da Prefeitura de São Paulo. Leia mais >

  • Minuto verde: para o sol brilhar mais forte

    Postado por Marina Yamaoka - 7 - mar - 2015 às 9:30

    Minuto Verde: Para o sol brilhar mais forte

    Falta de água e risco de apagão. O Brasil se encontra em um momento crítico devido ao período de secas que vem enfrentando, principalmente no Sudeste. A crise hídrica é responsável não apenas pelas torneiras secas em 12 Estados, mas também pela crise no setor de energia visto que os reservatórios das hidrelétricas, as principais responsáveis pelo fornecimento de eletricidade no Brasil, estão cada vez mais baixos.

    Ao invés de acionar termelétricas caras e poluentes para compensar o fornecimento de eletricidade, o governo poderia investir naquele que está quase todos os dias no céu brilhando: o Sol. Hoje, a energia solar já é quatro vezes mais barata que as termelétricas e ainda tem um potencial gigantesco inexplorado.

    Para mostrar que a energia solar já é uma possibilidade e que ela pode trazer benefícios sociais e econômicos, o Greenpeace realiza um financiamento coletivo para instalar painéis solares em duas escolas públicas, uma em São Paulo e outra em Uberlândia, Minas Gerais. As escolas passarão a ter parte de seu consumo vindo de energia limpa e, ainda, a economia gerada nas contas de luz será revertida em atividades culturais para mais de 1800 estudantes.

    Escute aqui:

     

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  • Sob a cúpula

    Postado por Marina Yamaoka - 5 - mar - 2015 às 15:09

    Trabalhador de uma das fábricas da província de Guangdong (© Lu Guang/Greenpeace)

     

    Um documentário sobre os elevados níveis de poluição atmosférica na China foi um sucesso na internet, sendo inclusive comparado ao famoso “Uma verdade inconveniente” do ex-vice presidente norte-americano, Al Gore. “Sob a cúpula” é dirigido por Chai Jing, apresentadora de televisão na China, e combina análises sobre a poluição, sua história pessoal, imagens impressionantes e entrevistas com cientistas.

    Para Li Yan, coordenador da campanha de Clima e Energia do Greenpeace do Leste Asiático, o documentário tem sido um grande sucesso e conseguiu milhões de visualizações, além de ter gerado debate nas redes sociais. “O que está por trás deste sucesso é a vontade do povo chinês de respirar livremente”, diz Yan, “ o público quer saber o quão ruim é a atual situação, o que está errado e o que pode ser feito para melhorar o ar que respiram.”

    A questão da poluição atmosférica não é uma novidade na China, mas com certeza nunca foi discutida de um jeito tão forte e acessível. O documentário responde questões científicas sobre o que está na fumaça –14 diferentes tipos de cancerígenos – e não deixa nenhuma dúvida sobre as perigosas consequências na saúde dos chineses.

    “Chai Jing não está errada em apontar a queima de carvão como a principal fonte do problema da poluição”, acrescenta Yan, “e resolver este problema significa mudar de maneira significativa a matriz de energia da China, além de fortalecer a governança ambiental. Este é um momento único para que essas mudanças ocorram já que os líderes chineses estão cada vez mais olhando para qualidade no crescimento e não apenas em quantidade.”

    Assista ao documentário (é possível ativar as legendas no Youtube): Leia mais >

     

  • Um obrigado que vale por mais de mil

    Postado por Marina Yamaoka - 5 - mar - 2015 às 9:44

    Há quase um mês o Greenpeace deu início ao crowdfunding (financiamento coletivo) para a instalação de painéis solares em duas escolas públicas. Hoje, queremos agradecer as mais de 1200 pessoas que contribuíram até agora para que o projeto se torne realidade e a todos que ajudaram de alguma forma, fosse divulgando, compartilhando em suas redes sociais ou falando com familiares, amigos e conhecidos. Muito obrigado!

    Cada uma destas ações é fundamental para que os sorrisos de mais de 1800 crianças sejam iluminados por energia solar. E não somos apenas nós que queremos agradecer. O ator Caio Blat, embaixador da campanha, também tem um recado para você

     

    Agradecemos cada doação que ajudará a viabilizar educação, energia limpa e renovável e economia na conta de luz que será revertida em atividades extracurriculares para os estudantes. No entanto, ainda precisamos alcançar a nossa meta e para isso precisamos de toda a ajuda possível.

    Faltam 23 dias para o crowdfunding chegar ao fim e ainda precisamos arrecadar cerca de R$120 mil.

    Se você acredita neste projeto e no potencial transformador da Educação e da energia solar pode nos ajudar. Como? Se ainda não doou, colabore com o projeto, se já doou, pode fazer uma nova doação para que fiquemos ainda mais próximos de conseguir arrecadar nossa meta. Ou, ainda, pode divulgar o projeto para amigos, familiares e todos aqueles que podem ajudar a mudar a realidade da energia no Brasil e a vida de muitas crianças. Leia mais >

    Outros Valores

  • Mobilizações pela água em SP ganham força

    Postado por Fabiana Alves e Pedro Telles - 27 - fev - 2015 às 17:21

    Aula pública, seminário, visita à represa seca e protesto nas ruas mostra que população está unida e atenta para buscar soluções e seguir pressionando governantes diante do colapso hídrico.

    Aula pública no Vão do Masp com movimentos e organizações para debater com a sociedade civil a crise hídrica de São Paulo. Realizado por Aliança pela Água e Assembléia Estadual da Água. (Foto: Mídia NINJA.) Leia mais >

     

    A mobilização popular em torno da crise da água em São Paulo subiu de nível nesta semana, com diversos protestos e atividades tomando as ruas e unindo uma grande diversidade de ONGs, movimentos sociais e cidadãos. Diante da omissão do governo estadual, principal responsável pela crise, e também dos governos federal e municipal, a população segue se organizando para buscar e demandar soluções.

    Na 3ª-feira, a Aliança pela Água (da qual o Greenpeace faz parte) e a Assembleia Estadual da Água organizaram aula pública no vão do MASP para discutir a escassez hídrica em São Paulo e suas implicações. Além de atores pertencentes a essas duas redes, grupos como o Movimento Passe Livre e a Marcha Mundial das Mulheres também marcaram presença, além de pesquisadores da Universidade de São Pulo, em uma cada vez mais necessária união entre Academia e movimentos sociais.

    Na quarta e quinta-feira, a Defensoria Pública de São Paulo e os Ministérios Públicos da União e de São Paulo promoveram o seminário “Crise Hídrica: alternativas e soluções”. Não faltaram análises sobre as irregularidades de como o governo vem conduzindo a atual crise, e membros dos órgãos da Justiça que promoveram o evento já estão avaliando e levando adiante as medidas cabíveis para defender os direitos dos cidadãos.

     

    Na quinta-feira à noite, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) reuniu 15 mil pessoas em São Paulo para demandar medidas urgentes do governador Geraldo Alckmin. Marchando até o Palácio do Governo, o movimento foi recebido pelo secretário-chefe da Casa Civil, que assumiu importantes compromissos. É preciso monitorar de perto o cumprimento de tais compromissos e seguir pressionando, já que de promessas e afirmações vazias (como a de que não faltaria água no estado) o governo está cheio.

    Também na quinta-feira, um grupo de ativistas, midialivristas e artistas visitou o reservatório Atibainha, que é parte do Sistema Cantareira, para ver de perto e discutir a realidade da crise. O Greenpeace esteve presente, e pôde constatar que, além do terreno seguir seco, agora já há mato crescendo onde havia água - o que dificulta ainda mais o processo de recuperação da represa. Em breve divulgaremos mais informações sobre como foi essa visita ao Sistema Cantareira.

    Por fim, ao longo deste final de semana a Casa da Ação unirá ativistas, profissionais da comunicação e programadores em um StoryHack para produzir narrativas em diversos formatos sobre a crise da água. A meta é fazer barulho de formas criativas e ajudar a fortalecer ainda mais a mobilização.

    Esta última semana do mês de carnaval mostrou como os paulistas ocuparão as ruas pelo resto do ano - e brasileiros de outros estados devem fazer o mesmo, tendo em vista que doze estados do país já enfrentam algum nível de crise e o cenário tende a se agravar se medidas sérias não forem tomadas rapidamente. A negação da crise está sendo substituída pela revolta e descontentamento com o descaso do poder público, que não atua nem para prevenir os acontecimento e, menos ainda, para solucioná-los.

    Vamos às ruas.

  • Queda no consumo de carvão na China

    Postado por Luciano Dantas - 27 - fev - 2015 às 16:06

    O consumo de carvão da China caiu 2,9% em 2014, de acordo com dados oficiais de energia chinesa. O país vive um embate dramático para barrar o crescimento do uso do carvão nas últimas décadas e os mesmos dados indicam uma redução de 1% nas emissões de CO2 provenientes da queima de combustíveis fósseis. 

    Ainda, a diminuição do consumo de carvão ocorreu sem que houvesse interferência no crescimento econômico do país desde 2012. A fonte foi responsável por mais da metade do crescimento das emissões de CO2 global nos últimos 10 anos. 

    Uma série de fatores contribuiu para a redução no ano passado: rápido aumento da capacidade de geração de energia renovável, mudança do crescimento econômico da indústria pesada para novos setores da economia, e melhoria da eficiência energética na geração de energia e na indústria. Vale destacar que a China tem atingido números significativos relacionados à capacidade de energia eólica conectada à rede e de energia solar.

    As emissões chinesas de petróleo, gás e queima de carvão não caiam desde a crise econômica, há mais de 15 anos. (© Lu Guang/Greenpeace) Leia mais >

     A crise de poluição no ar no país impulsionou a criação de políticas ambiciosas para controlar o uso do carvão, com políticas que restringem o acesso de grandes empresas da indústria à matriz poluente. O último prego restante para fechar o caixão do crescimento desenfreado do consumo de carvão da China veio no final de 2014, quando  o país reduziu radicalmente o interesse e o uso do carvão, devido a preocupações sobre os impactos na água e viabilidade econômica.

     “A redução de consumo do carvão e o fato de que a economia segue em constante crescimento mostra como é possível nos desvencilharmos do carvão e como estamos bem encaminhados em relação a isso”, disse Fang Yuan, porta-voz do Greenpeace do Leste Asiático. “A partir de agora, em vez de nos perguntarmos se é possível zerar o consumo de carvão até 2020, a pergunta feita será em quanto tempo poderemos enxergar novamente paisagens que foram tomadas pela poluição originada pelo carvão. Esta é uma chamada para os principais emissores do mundo.”

    A implementação das metas de energia existentes na China, incluindo fontes renováveis e o controle do consumo total de energia, pode fazer com que o país zere o consumo do carvão bem depois de 2020. O Greenpeace está pedindo para que esta seja uma meta oficial para o plano quinquenal da China entre 2016 e 2020.

    Outra decisão importante foi o recente pedido que a China fez a quatro províncias localizadas em regiões econômicas-chave, para que estas definam metas absolutas de redução de consumo de carvão. Essas regiões consomem mais de 600 milhões de toneladas por ano, quase a mesma quantidade de todo o país.

    “A queda do consumo de carvão da China é a melhor notícia possível para os cidadãos chineses, que sofrem os impactos da poluição atmosférica. Esta é uma oportunidade histórica para que autoridades estabeleçam metas que reduzam à zero o consumo de carvão no próximo plano quinquenal”, concluiu Fang Yuan.

  • Ensaio sobre poluição na China ganha prêmio no World Press Photo

    Postado por Luciano Dantas - 12 - fev - 2015 às 16:35

    O renomado fotógrafo chinês Lu Guang acaba de ganhar o prêmio “Projetos de Longo Prazo” com seu trabalho “Desenvolvimento e Poluição”, desenvolvido na China. A premiação faz parte do concurso de maior prestígio do mundo da fotografia, o World Press Photo (WPP). Entre as 30 fotos que compõem o ensaio, oito foram feitas a pedido do Greenpeace.

    Esta não é a primeira vez que o WPP premia um fotógrafo com trabalhos feitos para o Greenpeace. Desde 2006, esta é a sexta oportunidade em que isso acontece, sendo as anteriores para Daniel Beltra (02), Nick Cobbing (01), Paul Hilton (01) e o próprio Lu Guang, que levou o prêmio pela segunda vez.

    Confira algumas das fotos que renderam a premiação a Guang:

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  • Apple na dianteira da corrida por energia renovável

    Postado por Luciano Dantas - 11 - fev - 2015 às 15:51 6 comentários

    A Apple anunciou que investirá 850 milhões de dólares na aquisição de um sistema fotovoltaico capaz de gerar 130 MW de eletricidade, o suficiente para abastecer 50 mil casas na ensolarada Califórnia, todas as lojas de varejo da marca no mesmo estado, além do centro de dados da empresa. Trata-se de um negócio verdadeiramente grandioso em termos de energia solar.

    Graças a um empurrãozinho do Greenpeace e seus parceiros, não apenas a companhia da famosa maçã está se movendo rumo a um futuro mais sustentável, mas outras empresas de tecnologia como Facebook, Google, Microsoft, Rackspace, Salesforce e mais recentemente a Amazon.com, também expandiram seus horizontes para um caminho renovável. Nos últimos três anos, mais e mais empresas têm se comprometido com formas mais limpas de energia.

    Ativistas do Greenpeace protestam em frente à loja revendedora da Apple em São Paulo. (© Greenpeace/Alexandre Cappi)

    Em 2012, a Apple se comprometeu a implantar 100% de energia renovável em suas operações, e desde então, se moveu como nenhuma outra para cumprir este compromisso, culminando no mais recente anúncio do CEO da empresa, Tim Cook, de que a Apple acaba de fechar um acordo gigantesco para geração de energia solar na Califórnia.

    Enquanto outras empresas que se comprometeram com a mesma meta também podem ser elogiadas por apontarem seus caminhos no rumo das energias renováveis, seria ótimo que todas dessem ouvidos à declaração feita por Cook: "Nós (Apple) sabemos que a realidade das mudanças climáticas é real. O tempo para conversa ficou no passado", disse ele. "A hora de agir é agora.”

    Esta é uma excelente notícia, especialmente por conta da ausência da mudança climática nas pautas governamentais. Independentemente de políticas públicas promovidas por políticos, o debate deve existir e ações devem ser tomadas.

    A Apple está ditando o ritmo da indústria para o que significa não só se comprometer com 100% de energia renovável, mas para avançar verdadeiramente até alcançar este objetivo. Leia mais >

  • Debate especial: dez anos sem Dorothy Stang

    Postado por Nathália Clark - 10 - fev - 2015 às 10:14 1 comentário

    Programa especial sobre o aniversário de morte da missionária debate os principais vetores que alimentam o círculo vicioso de desmatamento, violência e impunidade na Amazônia

    Assista a alguns momentos interessantes do Papo Greenpeace:

     

    Neste 12 de fevereiro, o assassinato de Dorothy Stang completa dez anos. Os dois mandantes do crime, no entanto, continuam livres. O caso, ao invés de exceção, infelizmente é a regra e retrato fiel da violência e impunidade que assolam comunidades rurais de todo o Brasil e especialmente da Amazônia. 

    Não bastasse o horror da violência, as famílias que sobrevivem às ameaças e os parentes das vítimas assassinadas ainda têm que conviver com seus algozes à solta. Este círculo vicioso de mortes, impunidade e mais violência alimenta uma indústria que vem financiando há anos o desmatamento da Amazônia. É vida que tomba para manter a floresta em pé.

    Quem financia o desmatamento? Quem paga pela exploração ilegal? O que acontece com os culpados? Quem protege aqueles que protegem a floresta? Para responder a essas e outras questões o Greenpeace promove nesta terça-feira, 10 de fevereiro, o Papo Greenpeace “Dez anos Sem Dorothy Stang”. A partir das 20h, acompanhe ao vivo a transmissão, pelo site do Greenpeace Brasil.

    Como convidados teremos Maria Darlene, representante da CPT (Comissão Pastoral da Terra) de Boca do Acre, Antonio Canuto, chefe do Centro de Documentação da CPT Nacional, e o jornalista independente Felipe Milanez, além dos representantes da Campanha da Amazônia do Greenpeace, Danicley Aguiar e Marina Lacorte.

    Veja o Papo Greenpeace integralmente:

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  • Minuto Verde: escute essa novidade!

    Postado por Nathália Clark - 9 - fev - 2015 às 16:40 1 comentário

    Greenpeace lança nova plataforma online de conteúdo em áudio. Programa de pouco mais de um minuto irá transmitir podcasts sobre os assuntos do momento

    Minuto Verde especial #10AnosSemDorothy

    Visando inovar, aumentar o alcance de suas mensagens e atingir a maior variedade de públicos possível, o Greenpeace lança hoje uma nova plataforma de conteúdo online. O programa Minuto Verde irá contar, em áudio, as histórias que já contamos em outros formatos – textos, vídeos, fotos, mapas e infográficos, por exemplo. A ideia é que a voz de um de nossos repórteres resuma, em um podcast de mais ou menos um minuto, o tema principal que estiver circulando em nossos canais.

    Nesta edição inaugural, falaremos sobre os dez anos de morte de Dorothy Stang. A missionária norte-americana, que trabalhou por mais de três décadas em defesa da floresta e das comunidades que dela dependem, foi assassinada no dia 12 de fevereiro de 2005, no município de Anapu, sudoeste do Pará.

    À época, ela lutava pela implantação do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Esperança. Por ser uma área de disputa entre madeireiros e fazendeiros locais, ela e outros pequenos produtores sofriam ameaças constantes. Não bastassem todas as denúncias feitas aos órgãos de governo e autoridades responsáveis, além de todos os posteriores julgamentos e decisões judiciais, os culpados, até hoje, continuam soltos. E os ocupantes da região seguem com medo.

    A morte da missionária norte-americana, ao invés de triste exceção, é o retrato fiel da violência que assola comunidades rurais de todo o Brasil, em especial da Amazônia. O círculo vicioso de violência, mortes e impunidade alimenta uma indústria que financia há anos o desmatamento da Amazônia. E mesmo depois de uma década da morte de Dorothy Stang, o sangue continua a correr na floresta.

    Quer saber mais sobre esse caso? Não perca a estreia do programa Minuto Verde.

    Escute aqui:

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    Não perca! Hoje tem debate especial: 10 anos sem Dorothy Stang. Leia mais >

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