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Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Água não é mercadoria, é um bem comum

    Postado por joliveir - 25 - abr - 2016 às 14:59 1 comentário

    Organizações da sociedade civil pedem mudanças em contratos da Sabesp para priorizar o abastecimento da população e a cobrança justa, em vez do consumo de grandes empresas

     

    Desde março de 2015, o Greenpeace tem pedido pelo fim dos contratos de demanda firme que geram descontos para grandes consumidores de água. Esses acordos, entre Sabesp e grandes empresas, permitem que esses clientes  tenham tarifas cada vez mais baixas conforme utilizam  mais água.

    Nossa denúncia aos contratos de demanda firme significa um alerta para o uso da água como mercadoria por companhias como a Sabesp, controlada pelo governo do estado de São Paulo, que deveria priorizar a água como direito de todos. A continuação desses contratos, mesmo após a pressão dos cidadãos, que enviaram 27.592 cartas ao governo do estado e à Sabesp para que acabassem com os contratos, significa a continuidade de uma forma de gestão que pouco valoriza o direito das pessoas e pouco se preocupa em dar valor a um recurso escasso como a água.

    Recentemente, a Sabesp anunciou que revisará toda a estrutura tarifária de seus serviços. Tendo em vista a negativa reiterada da empresa em acabar com os contratos de demanda firme para a distribuição de água, o Greenpeace, junto a outras 23 organizações e movimentos, pede por mudanças nos contratos para que esse mecanismo não reflita em estímulo ao maior consumo de água por grandes empresas e tampouco ofereça níveis de desconto abusivos e injustos a seus beneficiários.  

    Enviadas por carta, ao presidente da Sabesp, Jerson Kelman, com cópia para o diretor da Arsesp José Bonifácio de Souza Amaral Filho, nossas demandas detalhadas de mudanças nos contratos de demanda firme são:

    1 – Criação de mecanismo permanente para inibir o desperdício de água. Elevação de tarifa ou multa para clientes que consumam água em volumes significativamente superiores (> 5%) ao mínimo previsto em seus contratos. A atual crise hídrica mostra a importância de medidas de estímulo ao uso planejado, consciente e eficiente da água, que são especialmente relevantes quando se trata de grandes consumidores.

    2 – Nenhum cliente com contrato de demanda firme deve pagar menos por água e esgoto do que o mínimo tabelado para clientes comerciais convencionais. Atualmente, de acordo com tabela publicada pela Agência Pública, 169 dos 537 clientes com contratos de demanda firme pagam menos que R$ 8,07 por metro cúbico de água e de esgoto, que é o valor mínimo pago por clientes comerciais comuns na cidade de São Paulo e diversos outros municípios do estado. Há clientes, como a Viscofan, que chegam a pagar menos que a tarifa residencial comum. Tal nível de desconto é abusivo e injusto. O fato de a maioria dos clientes com contratos de demanda firme não chegarem a preços tão baixos indica que é viável acabar com esses casos extremos.

    3 – Reformulação para que cobrança de água seja separada da cobrança de esgoto. Um modelo de cobrança que separe integralmente o consumo de água do uso de serviços de esgoto acabará com o estímulo que grandes consumidores têm para deixar de consumir água da Sabesp, mas continuar utilizando a rede de esgoto sem pagar adequadamente por isso. Esta medida é igualmente importante para que não haja cobranças indevidas na tarifa de esgoto para residências que não contam com esse serviço.

    Aguardamos uma resposta da Sabesp, já que nossa voz não é única e vem acompanhada da sociedade civil  e de diversos movimentos e organizações.

    Leia carta na íntegra aqui. Leia mais >

  • 15 fatos que você não sabia sobre o desastre de Chernobyl

    Postado por therrero - 25 - abr - 2016 às 11:44 1 comentário

    Na manhã de 26 de abril de 1986, um dos reatores da central nuclear de Chernobyl explodiu. E causou a maior catástrofe ambiental da História. Foi o acidente que a indústria nuclear dizia que nunca aconteceria.

    Vinte e cinco anos depois, o acidente nuclear de Fukushima no Japão nos lembrou que o risco de outra Chernobyl permanecerá sempre presente enquanto tivermos usinas nucleares ativas. Aqui estão 15 fatos que nem todo mundo conhece sobre Chernobyl.

    1. Mais de 5 milhões de pessoas ainda vivem em áreas contaminadas pela radiação, mesmo 30 anos depois do acidente.

    Família com uma carroça de batatas na Ucrânia. (©Denis Sinyakov/Greenpeace)

     

    2. A radiação liberada foi 200 vezes maior do que a soma das bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki, no Japão.

    Sala de uma escola de jardim de infância abandonado, em Pryat. (©Steve Morgan/Greenpeace)

     

    3. A cidade mais próxima, Pripyat, foi evacuada apenas dois dias depois do desastre. Nesse tempo, as pessoas que viviam ali ficaram expostas a altos níveis de radiação.

    Moradora da área de exclusão, onde tudo está contaminado por radiação (©Jan Grarup/ Noor/ Greenpeace)

     

    4. Ucrânia, Bielorrússia e Rússia foram os países mais afetados, recebendo 63% da contaminação. Mas até locais distantes, como a Irlanda, sofreram efeitos de uma chuva radioativa.

    Máquina para medir níveis de contaminação, em Pripyat (©Clive Shirley/ Signum/ Greenpeace)

     

    5. Abandonada pelas pessoas, a cidade de Pripyat passou a ser povoada por animais como lobos, cavalos selvagens, castores e javalis.

    Cavalos selvagens (©Vaclav Vasku/Greenpeace)

     

    6. Os animais que vivem na zona evacuada têm taxas de mortalidade mais elevadas, mais mutações genéticas e menor taxa de natalidade. 

    Cachorro que vive em Pripyat (©Vaclav Vasku/Greenpeace)

     

    7. Próximo ao local do desastre está a chamada “floresta vermelha”. Os altos níveis de radiação mataram as árvores e deixaram a vegetação com um tom avermelhado.

    Medição de radioatividade na Floresta Vermelha (©Vaclav Vasku/Greenpeace)

     

    8. Mesmo depois do desastre, os outros três reatores de Chernobyl operaram por mais de 13 anos.

    Reator 1 e 2 da usina nuclear de Chernobyl (©Stefan Füglister/ Greenpeace)

     

    9. Um sarcófago de cimento foi construído sobre o reator que explodiu para guardar material radioativo. Como já está em ruínas, uma nova cobertura maciça está sendo construída. Mas ela vai durar no máximo 100 anos.

    Sarcófago que impede dispersão de mais radioatividade (©Denis Sinyakov/Greenpeace)

     

    10. A indústria nuclear e os governos da Ucrânia, Rússia e Bielorússia têm planos para gastar mais milhões em outros projetos nucleares, ignorando sua responsabilidade em apoiar os sobreviventes de Chernobyl. Eles minimizam os impactos do desastre e ocultam a realidade do dia a dia de quem vive ali.

    Mãe e filho, na vila de Drosdyn, perto de Chernobyl (©Jan Grarup/ Noor/ Greenpeace)

     

    11. É possível, até mesmo reservar uma viagem para a zona de exclusão de Chernobyl! As agências de turismo organizam passeios de um dia em Pripyat.

    Visita do Greenpeace ao reator 4 (©Denis Sinyakov/Greenpeace)

     

    12. O futuro da cidade é permanecer abandonada e altamente contaminada. O plutônio precisa de 24 mil anos para reduzir pela metade seu nível de radioatividade.

    Cidade de Pripyat, abandonada. (©Denis Sinyakov/Greenpeace)

     

    13. A radiação liberada ali foi tão forte que mudou de castanho para azul a cor dos olhos do bombeiro Vladimir Pravik. Ele trabalhou para conter o fogo da explosão.

    Hospital abandonado, em Pripyat. (©Denis Sinyakov/Greenpeace)

     

    14. A Suécia foi o primeiro país a informar o mundo sobre o desastre de Chernobyl. A primeira decisão do governo soviético foi mantê-la em segredo.

    Cidade de Pripyat, deserta. (©Clive Shirley/ Signum/ Greenpeace)

     

    15. Até hoje, a radiação está em todos os cantos nas cidades contaminadas: nos alimentos, no leite e na água, no solo das escolas e parques que as crianças frequentam e na madeira que as famílias queimam para se manter aquecidos no inverno.

    Feira de alimentos locais, na Rússia (©Denis Sinyakov/Greenpeace) Leia mais >

     

    Leia mais: Veja no mapa a extensão da destruição de Chernobyl. E como ela afetaria outras partes do mundo.

  • Conheça o brasileiro que vai pagar 90% menos na conta de luz

    Postado por Thaís Herrero - 20 - abr - 2016 às 15:15 1 comentário

    Fernando da Mata é o grande vencedor do Solariza e como prêmio, levou um sistema de energia solar fotovoltaica para sua casa

    Fernando com sua esposa, filhos e cachorra antes da instalação das placas solares em sua casa. (©Antônio Stickel/Greenpeace)

    Fernando da Mata andava incomodado com o valor de suas contas de luz. Todos os meses, ele gastava entre R$ 200 e R$ 300. Sua casa fica em Aparecida de Goiânia (GO), e lá ele vive com sua esposa, os dois filhos, de 9 e 6 anos. Em agosto do ano passado, Fernando soube do jogo Solariza e viu ali uma chance única: se divertir e ainda concorrer a um sistema de energia solar fotovoltaica.

    Na plataforma do Solariza, o jogador acessa um mapa do Brasil e instala painéis fotovoltaicos virtuais em telhados de casas, prédios, galpões etc. Fernando solarizou o equivalente a 26 mil telhados! Ficou em primeiro lugar, ganhou o jogo e um sistema de energia solar para sua casa! Agora, a família da Mata tem em seu telhado a solução para as contas de luz ficarem mais baratas e sua energia, mais renovável. 

    O sistema que a família ganhou tem 1,8 kWp, e irá gerar energia suficiente para reduzir em até 90% as contas de luz (aproximadamente 195 kWh por mês). Fernando já tem planos de como usar o dinheiro economizado. “Meus filhos estão se interessando cada vez mais por esportes e querem fazer aulas de caratê. Eu acho bom que eles não fiquem só em casa, mas eu não tinha dinheiro para pagar uma escolinha”, diz.

    No ano passado, Fernando chegou a fazer o orçamento de um sistema fotovoltaico, mas infelizmente o valor estava acima de suas possibilidades. Ele acredita que o governo brasileiro deveria não só incentivar mais essa fonte, como também disseminar melhor as informações sobre ela. “Não é todo mundo que sabe como funciona a energia solar e que todos nós podemos gerá-la em casa”.

    O vencedor do Solariza diz que várias pessoas estão perguntando para ele sobre energia solar e isso o incentivou a estudar para entender mais sobre o assunto. “Antes, eu até sabia, mas não poderia explicar em detalhes. Agora, tenho tudo na ponta da língua porque eu pesquisei e li muito a respeito da fonte solar”.

    Com sua história, é fácil ver que Fernando representa duas grandes missões do Solariza: levar conhecimento sobre a energia do Sol e, também, mostrar que qualquer brasileiro pode gerar sua própria eletricidade em casa. Precisamos agora continuar esse movimento e levar cada vez mais energia solar para o Brasil!

    Enquanto o Governo não faz a parte dele, o Greenpeace convida todos os estudantes do Brasil a participar do Desafio Solar para Negócios Sociais.  Nosso objetivo é incentivar e ajudar os jovens a desenvolver modelos de negócios que democratizem a energia do Sol!

     

    Entidade solarizada

    Em fevereiro, o Greenpeace finalizou uma outra etapa do Solariza e doou um sistema de energia fotovoltaica à Associação Amarati, que cuida de pessoas com com lesões neurológicas ou com necessidades especiais. Conheça essa história aqui.   Leia mais >

  • Monitorando rios

    Postado por Bruno Pires, voluntário do Greenpeace RJ - 18 - abr - 2016 às 11:56

    segunda-feira, 18 de abril de 2016

    Movimento Rio Maravilha Sem Água, formado por voluntários do Greenpeace e da Rede Meu Rio, integra o projeto Observando Rios, da SOS Mata Atlântica  

    O coletivo voluntário responsável pela campanha Rio Maravilha Sem Água se reuniu no último sábado, dia 16.04, para fazer o monitoramento do Rio Carioca, conhecido pela sua importância para o Rio de Janeiro desde o período colonial, quando o rio passava por cima do Aqueduto da Carioca e abastecia grande parte da população. Sabendo do estado de poluição da água de diversos rios da cidade, o grupo juntou forças com a Fundação SOS Mata Atlântica para integrar o projeto Observando os Rios

    A foz do Rio Carioca foi o ponto de encontro para que o Rafael Pereira, coordenador do projeto, pudesse falar sobre a inciativa que já tem 252 grupos de monitoramento em mais de 140 rios de diversos estados do Brasil. Todos eles possuem um kit, que conta com pastilhas de reagentes e tubos de ensaios, que possibilita a avaliação da água. As cartilhas que vêm junto dão todas as instruções e deixam tudo mais fácil. Assim, o  grupo, que contava até com estudantes do primeiro ano do Ensino Médio, conseguiu medir os 16 parâmetros necessários – desde o nível de oxigênio e fósforo até aspectos visuais.

    segunda-feira, 18 de abril de 2016

    Todos os dados estão disponibilizados no site do projeto, e é possível acompanhar a qualidade da água de todos os outros grupos que também participam da iniciativa. O resultado da atividade vai sair em cinco dias, quando o último teste for finalizado. Mesmo que o ponto de coleta seja logo depois de uma Unidade de Tratamento de Rio, não se espera que a água tenha a qualidade que deveria ter.

    Grandes Cidades e a falta de água 

    O grupo de voluntários que formam a campanha Rio Maravilha sem Água, ao ingressar no Projeto da SOS Mata Atlântica, buscam ficar mais próximos das fontes hídricas que deveriam abastecer as casas dos cariocas, mas que, devido à poluição e o crescimento desordenado da cidade, não o fazem mais.  

    O Rio Carioca é um exemplo de corpo hídrico que foi desaparecendo até tornar-se um rio poluído que aparece em apenas algumas partes da cidade do Rio de Janeiro.

    A segurança hídrica passa principalmente pelo cuidado de rios e mananciais ao redor das grandes cidades, que não devem ser contaminados ou desmatados. A contaminação da água faz com que seja necessária a busca de água cada vez mais longe dos centros urbanos – assim, governos justificam obras de transposição de rios como solução para o abastecimento urbano.

    segunda-feira, 18 de abril de 2016

    Obras de infraestrutura no Brasil geram dinheiro para construtoras e soluções frágeis, já que modificam o curso natural da água e, portanto, seu ciclo, com consequências devastadoras para o meio ambiente. A solução para a falta de água é a recuperação dos mananciais superficiais e o monitoramento constante da sociedade civil, não apenas dos rios, mas também daqueles que detêm a governança da água, afinal, a população é o verdadeiro guardião das águas.

    Para isso que surgiu a Campanha Rio Maravilha Sem Água, para mostrar que é papel de todos monitorar nossas cidades. Faça parte dessa iniciativa.

     

     

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  • Uma revolução que brilha mais que o Sol

    Postado por Thaís Herrero - 13 - abr - 2016 às 15:30 4 comentários

    Desde que recebeu placas solares fotovoltaicas, a Escola Municipal Milton Porto já economizou o equivalente a R$ 15 mil. E, mais que isso, incorporou em seu ensino os temas do meio ambiente e da energia solar

    Alunos da E.M. Milton Porto, em Uberlândia, durante a comemoração de 1 ano de instalação de painéis solares (©Geraldo Pestalozzi/Greenpeace)

    Em abril de 2015, a Escola Municipal Professor Milton Magalhães Porto, em Uberlândia (MG), abria suas portas para receber o Greenpeace Brasil. Junto a um grupo de Multiplicadores Solares, levamos 48 placas fotovoltaicas que foram instaladas em seu telhado. Naquele momento, a escola passou a gerar energia por meio de um sistema fotovoltaico. A conta de luz, os professores, os alunos e o ensino por ali nunca mais foram os mesmos. 

    Um ano depois, é fácil ver a revolução que a energia solar proporcionou. Para celebrar a data, nós do Greenpeace voltamos à Uberlândia para um evento junto à comunidade e representantes da prefeitura. Uma das conquistas que merecem comemoração foi a redução de mais de 70% nas contas de luz. A outra, foi ver os professores e crianças falando em sala de aula sobre a importância da energia solar para o Brasil. Se não esses futuros adultos, quem mais deve propagar a mensagem sobre o país que queremos?

    “Num mundo em que a gente liga a tevê e só vê notícias ruins, é muito bom ver que o maior fruto da nossa ação é a transformação no ensino dessas crianças. Ver que elas estão aprendendo desde cedo como podemos construir um futuro mais renovável, socialmente justo e com a melhor utilização de nossos recursos”, disse Bárbara Rubim, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil, durante o evento.

    Durante esses doze meses gerando parte da eletricidade que consumiu, a Escola Municipal Milton Porto deixou de gastar o equivalente a R$ 15 mil. Até outubro de 2016, o valor deve chegar a R$ 20 mil. E todo esse dinheiro não será apenas registrado como uma economia. Será revertido em melhorias da estrutura e do ensino. É um acordo com o prefeito Gilmar Machado e uma das condições para que o projeto acontecesse. “Essa escola é um exemplo para toda a cidade de Uberlândia e para todo o Brasil. Precisamos levar isso para o máximo de escolas possíveis”, afirmou.

    Segundo a diretora pedagógica da Milton Porto, Isabel Carrijo, uma das ideias para aproveitar a verba que a escola receberá é fazer passeios e projetos de campo. “Fora da escola, os alunos poderão aprender muitas coisas novas com a vivência prática. Queremos, por exemplo, leva-los para conhecer a companhia de abastecimento de água do estado e falar ainda mais sobre a importância da economia de água e outras questões ambientais”, diz.

    Isabel descreve como a instalação das placas também foi incorporada na pedagogia da escola. Nas aulas de matemática, por exemplo, as contas de luz antes e depois da chegada do sistema fotovoltaico são um elemento extra. E com elas, as crianças aprendem a fazer contas de subtração, porcentagem e a entender gráficos. “Na aula de geografia, nós explicamos que nossa escola foi escolhida para receber as placas devido sua posição que favorece a incidência dos raios solares”. 

    Mas uma nova forma de se gerar energia não está só nas aulas da escola Milton Porto. Ou em seu telhado. Está nas paredes, na forma de cartazes que explicam o funcionamento de placas fotovoltaicas e falam sobre preservação da natureza. Estão em miniaturas de cidades dos sonhos ­– maquetes que simulam cidades inteiramente abastecidas pela luz do Sol. Cidades revolucionárias que poderão se tornar realidade se mais e mais pessoas apoiarem projetos que levem a energia solar para todos.

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  • Sabesp não aprendeu com erros passados

    Postado por icrepald - 6 - abr - 2016 às 16:35

    quarta-feira, 6 de abril de 2016 © Greenpeace/Sataporn Thongma

    Arsesp acaba com programas de incentivo à uso racional de água 

    Estamos no primeiro quadrimestre de 2016, e já acumulamos uma carga preocupante de notícias negativas para o meio ambiente e para a água. Na semana passada, a Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) autorizou a Sabesp a acabar com os dois únicos mecanismos criados em prol do consumo racional da água – a tarifa de contingência e o Programa de Incentivo à Redução de Consumo de Água da SABESP.

    O fim desses dois programas essenciais para incentivar a economia de água demonstra que, para o governo do estado de São Paulo, o problema da água está inteiramente resolvido. O fim do período chuvoso acabou agora, e tempos de escassez de chuvas devem ser enfrentados até o início do próximo verão, em dezembro. É no mínimo irresponsável repetir os erros anteriores de não atuar preventivamente para conter os malefícios para a população advindos da falta de água.

    O Greenpeace, em conjunto com a Aliança pela Água, publicou, em setembro um relatório de violação de direitos humanos na crise hídrica resultado dos descasos do governo do estado de São Paulo, representado pela Sabesp, na gestão da água, com consequências maléficas para a população. A atitude violatória deveria ser evitada após a crise pela qual passou o estado, mas, infelizmente, a falta de água em São Paulo continua sendo entendida pelo gestores como um problema meteorológico – interpretação que vai de encontro aos princípios definidos pela ONU. 

    Somando-se a isso, o encerramento dessas medidas regulatórias de consumo, que incentivavam a economia de água, aponta para uma visão da Sabesp de que a água é entendida como uma mercadoria, já que um maior consumo do bem pode reequilibrar a conta da empresa, sem considerar que a água é um direito e deve ser tratada como um recurso escasso que deve ser preservado.

    O presidente da Sabesp, Jerson Kelman, declarou  que a população já está consciente do uso racional da água após a crise, sem considerar que a medida é precoce se for levado em conta que o Sistema Cantareira está com apenas 36% de sua capacidade.

    As atitudes do governo e da Sabesp demonstram repetidamente a falta de gestão, planejamento e cuidado com a água e a população. O Greenpeace repudia a decisão da Arsesp de acabar com dois dos poucos programas de incentivo à economia da água em um momento em que ainda não há segurança hídrica. A prioridade deveria ser preservar o recurso e evitar que a população do estado volte a sofrer com os extremos cortes de água, que ainda acontecem onde os olhos dos que detêm o poder não veem.

     

     

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  • Por que um dia para a água?

    Postado por icrepald - 22 - mar - 2016 às 9:52

    © Christian Kaiser/Greenpeace

    Infelizmente, a água não é um recurso pensado e cuidado diariamente – é necessária uma data para que lhe seja dedicada alguma atenção

    No Dia Mundial da Água em 2015, a sociedade estava mobilizada para falar e pensar a água, porque entendeu a fundamentalidade do recurso. Passado um ano, a chuva lavou a memória da seca e, novamente, o escasso recurso parece ter sido esquecido.

    A falta de água não é apenas consequência da falta de chuva e das mudanças climáticas, mas também das ações do homem. O Brasil conta com 12% da água doce do mundo. Mesmo assim, enfrenta secas em locais que historicamente possuem abundância do recurso, como é o caso de São Paulo e Rio de Janeiro.

    As chuvas de verão que retiraram o sistema cantareira do volume morto, resultaram em  enchentes em diversos municípios com mortes e prejuízos sociais, evidenciando as alterações em cursos d’água causadas pelas grandes cidades.

    As cidades encobrem rios e poluem águas, de forma a contribuir com a escassez hídrica, e transformar chuva em enchente. A captação de água é cada vez mais longe dos centros urbanos, em áreas rurais, onde os mananciais ficam suscetíveis às oscilações climáticas devido ao desmatamento de áreas que deveriam ser de preservação permanente. No Sistema Cantareira, o desmatamento histórico é de mais de 70%. De acordo com o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE), há 35% de cobertura florestal, 46% de pasto, e 56% de eucalipto, um cenário de completa devastação.

    O problema é crônico, mas há soluções permanentes, sem que as alternativas sejas obras que no futuro não serão mais eficientes, pois apenas contribuem para transferir a seca para outro manancial, como é o caso emblemático da transposição do rio Paraíba do Sul para o Cantareira, que pode comprometer o próprio Paraíba do Sul, também castigado pela estiagem. Além disso, as obras foram realizadas sem estudos de impactos ambientais, em caráter emergencial, podendo agravar a situação dos mananciais à medida que não se sabe qual os impactos dessas obras milionárias.

    A recuperação das águas brasileiras passa pelo desmatamento zero e recuperação de áreas de preservação; pela economia de água por meio da utilização de água de reuso e reestruturação da infraestrutura de distribuição de água; por fim, pelo tratamento de esgoto e despoluição dos rios. Não existem  soluções mágicas, faz-se necessário um trabalho árduo de governo e município para que as cidades tenham a infraestrutura necessária para utilizar a água de maneira sustentável, e que o desmatamento não comprometa as fontes de abastecimento urbano e rural.

    O Greenpeace pede, no Dia Mundial da Água, por justiça para a água e para as pessoas que dependem dela. A água é um recurso de direito de todos, e no momento em que todos possuírem esse direito, estaremos mais próximos de um país menos desigual.  



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  • Voe em paz, passarinha!

    Postado por therrero - 21 - mar - 2016 às 17:31

    Na luta por um mundo mais verde e justo, grande parte das vezes, o que nos motiva a continuar nosso trabalho são as pessoas com as quais nos conectamos. Pessoas que, com atitudes simples, fazem valer a pena tudo o que estamos fazendo, que nos ajudam a entender nossa conexão com o meio ambiente e nossas responsabilidades. E são capazes de nos mostrar nosso melhor, nosso potencial.

    Uma dessas pessoas é Juliana Molás que, em sua trajetória junto ao Greenpeace Brasil, foi captadora de recursos e voluntária. Durante sua luta contra um câncer, essa ativista nunca deixou de sorrir ou de se preocupar com o meio ambiente!

    Neste sábado ela se foi, deixando memórias de alegria e um grande aperto no peito de quem ficou. Sobre a Juliana, podemos dizer que o seu sorriso marcante, o seu jeito de viver a vida e a sua conexão com a natureza nos inspiraram o tempo todo! Sempre presente em atividades e manifestações, Juliana foi uma ativista de diversas causas: lutou pelo direito à liberdade, pela preservação do meio ambiente, pelo respeito às mulheres e muitas outras frentes.

    Com firmeza e muita doçura, Jú sempre soube defender seu ponto de vista e seus ideais.

    Neste domingo, o grupo de voluntários do Greenpeace, plantou uma árvore em sua homenagem. Plantamos uma vida que nos trará alegria, aprendizado e cuidará do meio ambiente da mesma forma que ela o fez.

    Aprendemos muito com você, Juliana Molás.
    Agradecemos pela amizade, dedicação e amor!
    Seu abraço e sua alegria contagiante nos farão falta!
    Voe em paz, passarinha!

    Seus amigos do Greenpeace. Leia mais >

  • Homens de Preto vs. Brasil Solar

    Postado por Thaís Herrero - 21 - mar - 2016 às 16:04

    Greenpeace Brasil lança animação sobre as burocracias enfrentadas pela energia solar, e como podemos vencê-las

    Era uma vez um país que, para gerar eletricidade, dependia de hidrelétricas e termelétricas. Uma destruía florestas e a outra, liberava grandes quantidades de gases poluentes e de efeito estufa. De tanto depender apenas dessas fontes, um dia, esse país apagou. Não tinha mais água nos reservatórios. Os combustíveis fósseis já estavam muito caros. E agora, cadê a luz?

    Bem acima de cada nariz existia uma solução, que era ignorada: o sol, bem ali, brilhando e emitindo raios que poderiam ser convertidos em energia, bastasse que as pessoas tivessem em seus telhados placas fotovoltaicas.

    Parecia um caminho fácil. Só que ninguém contava com os homens de preto: eles traziam as burocracias, a falta de vontade do governo e a oposição das distribuidoras de energia. Essas empresas faziam de tudo para não deixar os consumidores gerarem sua própria energia, com medo de perder seus altos lucros.

    Essa história parece distante? Há algo muito parecido acontecendo no Brasil. Apesar de ser um dos países com alta incidência de luz do sol e maior potencial para transformá-lo em energia, apenas 0,02% da nossa matriz elétrica é solar. Enquanto isso, nossa conta de luz não para de subir porque a eletricidade que chega em nossas casas tem custado cada vez mais – pro nosso bolso e pra saúde do meio ambiente. 

    Para aumentar a adesão à fonte solar existem alguns caminhos: menos impostos sobre as placas solares; menores tarifas das contas de luz; liberdade para que o trabalhador possa usar o FGTS para comprar um sistema fotovoltaico; ou se os bancos tivessem linhas de financiamento especiais para quem vai se tornar um microgerador.

    No final no ano passado, foi aprovada a Resolução Normativa 687, que favorece a micro e minigeração solar. Só que agora, as distribuidoras de energia estão tentando reduzir os incentivos trazidos pela resolução. Ou seja, estão pondo mais uma pedra no caminho da população rumo à sua autonomia de eletricidade.

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    Esse vídeo abaixo conta essa história. E mostra como podemos combater os homens de preto e, assim, termos um final feliz. Assista e se junte ao Greenpeace Brasil nessa luta!

    Ah! A história não termina aqui! Tem um segundo capítulo chegando em breve.

     

  • Legado antidemocrático

    Postado por Marcio Astrini - 18 - mar - 2016 às 15:04 2 comentários

    Arte: Greenpeace

    A presidente Dilma Rousseff sancionou, na última quinta-feira (17), a Lei 13.260/16, que tipifica o crime de terrorismo no Brasil. Mesmo com alguns vetos ao texto, seu conteúdo continua sendo inconsequente e representa uma ameaça à democracia. Apenas o veto total colocaria fim aos perigos do projeto. Dilma não o fez.

    Com definições demasiado abrangentes e penas desproporcionais a condutas já previstas no Código Penal, o projeto deixa ao sabor da interpretação ocasional da autoridade de plantão o que pode ou não ser considerado terrorismo. Na prática, isso abre brechas para perseguições políticas e para a criminalização de movimentos e indivíduos.

    O texto, de origem do executivo, tramitou e foi aprovado no Congresso em regime de urgência, sem qualquer tipo de discussão com a sociedade. Mais de 90 organizações da socidade civil, personalidades e até o próprio partido da Presidente Dilma repudiaram publicamente a iniciativa. Como se não bastasse, a promulgação da lei ocorre em meio a um ambiente de extrema divisão política, ânimos acirrados e conflitos. O momento, portanto, é nitidamente inoportuno e torna o conteúdo do texto ainda mais absurdo.

    O governo justifica que o projeto teria como finalidade mostrar comprometimento do país com a segurança durante os Jogos Olímpicos, além de ser uma resposta ao GAFI (Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo), que supostamente sinalizara aplicar sanções ao Brasil. Tais argumentos não se sustentam.

    Nenhum país do mundo que tenha aprovado esse tipo de legislação conseguiu a proeza de se tornar mais seguro. O efeito recaiu, na verdade, no colo da sociedade civil, que viu sua atuação cerceada. Recentemente, o Estado chileno foi condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (OEA) por tipificar como terrorismo protestos de grupos indígenas.

    Países que possuem histórico relevante de terrorismo vêm descobrindo que mais vale treinar suas forças de segurança, dotando-as de inteligência e tecnologia, que promulgar leis malfeitas e imprecisas. Não à toa, dois relatores da ONU criticaram o projeto brasileiro por sua ambiguidade e potencial nocivo ao exercício dos direitos humanos e das liberdades fundamentais. O próprio GAFI jamais falou em tipificar terrorismo como forma de combatê-lo.

    A sanção da presidente Dilma Rousseff ao texto, ela mesma acusada de terrorismo durante a Ditadura Militar, é um dos maiores retrocessos político-criminais desde a redemocratização do país. Em 21 de agosto deste ano, a edição das Olimpíadas no Brasil, argumento utilizado pelo planalto para a edição da lei, se encerrará. Já o enfraquecimento de nossa democracia irá perdurar, como um lamentável legado.

    Marcio Astrini é de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil Leia mais >

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