Greenblog

Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Às vesperas da COP 21, pessoas de diversas cidades estão organizando marchas, oficinas, eventos e até shows. Tudo para pressionar os governantes a assumir compromissos contra o aquecimento global

    As atividades humanas estão tornando o planeta mais quente devido a emissão de gases que agravam o efeito estufa, como o gás carbônico. Por isso, em dezembro, representantes de 196 países estarão reunidos em Paris para a 21a Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, conhecida como COP 21.

    As expectativas sobre a conferência estão movimentando a sociedade civil e organizações. Espera-se que os governantes assumam compromissos para reduzir drasticamente as emissões desses gases. E que, assim, evitem a intensificação de mudanças climáticas que podem por a vida na terra em xeque.

    É nesse contexto que grupos ao redor do mundo estão organizando a Mobilização Mundial pelo Clima, que acontecerá no dia 29/11, na véspera do início da COP 21. Mais de 1.700 atividades em diferentes países estão programadas para o dia. Entre elas estão marchas, shows e oficinas. O objetivo é trazer para as ruas pessoas de diversas cidades que pressionem os governos a  assumir acordos mais ambiciosos, que representem a real solução para a crise climática.

    Para a Mobilização no Brasil, há dezenas de organizações envolvidas, como Greenpeace, Engajamundo, Avaaz e Here Now. Juntos, vamos levar para ruas – além das pessoas – temas cruciais para o controle das mudanças climáticas: Florestas, Energia Renovável, Mobilidade, Resíduos, Agricultura Urbana e Água.

    Sobre florestas, vamos defender o mote do “Desmatamento Zero”. Apesar do Brasil ter em seu território boa parcela da Amazônia, a maior floresta tropical do mundo, a destruição sistemática dessas áreas é uma das principais causas das emissões nacionais. E o Brasil é, hoje, um dos dez países que mais colaboram com o aquecimento global.

    Em outubro, o Greenpeace entregou ao governo o projeto de lei pelo Desmatamento Zero, com o apoio de mais e 1,4 milhão de pessoas. A COP 21 é, então, uma boa oportunidade para o governo se comprometer com o fim da destruição das florestas nacionais.

    Dezessete cidades já tem suas atividades para a Mobilização Mundial pelo Clima confirmadas: São Paulo, Mogi das CruzesManaus, Natal, Fortaleza, Recife, Goiânia, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Lavras, Conselheiro Lafaiete, Porto Alegre, Salvador, Uberlândia, Florianópolis, Joinville e Brasília

    E você, vai entrar no clima com a gente? Leia mais >

  • "Esse rio é uma parte nossa que morreu"

    Postado por Alan Azevedo - 17 - nov - 2015 às 14:10 1 comentário

    Seguimos descendo o Rio Doce para expor os impactos da lama da Samarco. Moradores de Gov. Valadares contam sobre o drama da falta de água e índios Krenak reagem à morte do rio

     

    Os moradores de Governador Valadares são taxativos: o Rio Doce morreu. Na cidade mineira de mais de 270 mil habitantes, por onde passamos nesta segunda-feira 16 de novembro, não têm água potável há pelo menos dez dias, quando o mar de lama e rejeitos minerais da Samarco atingiu o principal rio que abastece a região.

    A equipe de documentação e pesquisa Greenpeace falou com pescadores, ribeirinhos, donas de casa e comerciantes da maior cidade do leste mineiro para entender como essa tragédia afeta suas vidas e o cotidiano das vítimas de um dos maiores crimes ambientais da atualidade.

    Encontramos o balseiro Erlânio Messias à beira do Rio Doce, no bairro de Santa Terezinha, perto do centro da cidade. Ele vive de sua pequena embarcação, cobrando 1,50 por travessia dos moradores. Embarcamos e perguntamos a Erlânio onde ficavam os bairros em situação mais complicada. “Todos”, disse ele. “Além das pessoas afetadas, os restaurantes tão fechando, as escolas, o comércio. Só hoje que voltou a cair água da torneira, mas água suja, barrenta. Usar pra fazer comida não dá. Mal mal tomar um banho, e rápido para não ser contaminado”. Ele ri, mas não parece feliz.

    Enquanto fazíamos imagens do agora marrom Rio Doce e puxávamos assunto com os passageiros, o pescador Antônio Rosa da Silva, sentado num cantinho da balsa, começou a contar o que viu no dia em que o rio foi tomado pela lama. “Era só barro, barro, barro”, balança os braços, indignado, pontuando sua fala. “A água ficou parada, cheia de lama. Dava para ver os peixes morrendo, procurando por oxigênio. Eu não vou ver mais esse rio recuperado não”.

    Seguimos às margens do Rio Doce, rumo aos bairros mais afastados, e conseguimos falar com o ribeirinho Alvany Medeiros, que mora há mais de 45 anos em Governador Valadares. Sempre viveu do que o rio lhe oferecia, seja como balseiro, dragueiro ou pescador. “O que aconteceu nesse rio foi a pior coisa que eu já vi na minha vida. Nós aqui não temos mais peixe, não temos mais água... Todo mundo tá sentindo na pele né, você paga uma média de 200 reais de água por mês. Uma água de péssima qualidade, mas vai fazer o que? É o que tem”. Ele olha bem para nós: “Agora vai lá na torneira, no tanque e cheira a água, vai ver a caatinga de cloro. Aí você não pode beber, tem que comprar água mineral, e se não comprar fica sem água”. 

    Moradores pegam água do caminhão do exército em Governador Valadares (MG) (© Victor Moriyama/Greenpeace)

     

    Tá com sede? Pega a fila

    Procuramos pontos de distribuição de água para a população de Governador Valadares e chegamos ao bairro afastado de Penha, onde duas caixas d’água de 20 mil litros ocupavam o pátio de um colégio público. Aparentemente vazio, a líder comunitária Maria Clara explica que o caos em busca de água se deu no fim de semana. “Deu até tiro, menino. A polícia teve que vir aqui. Mas no final deu tudo certo, tirando o nosso rio que está morto”.

    Recebemos a indicação que o Exército Brasileiro estaria em alguns pontos de doação auxiliando a distribuição de água para os moradores. Fomos então até o bairro de Vila Mariana, mais próximo do centro, para registrar uma longa fila na porta de outro colégio público.

    A dona de casa Maria Conceição do Nascimento, de 57 anos, afirma que desde o começo da interrupção do abastecimento de água na cidade, há cerca de quinze dias, aquele era o primeiro dia em que as doações eram oferecidas em seu bairro. “Hoje eu já vim, peguei, levei em casa e voltei. É a terceira vez que eu tô pegando, porque tão dando só cinco litros né. E água a gente bebe rápido...”. A entrevista foi interrompida pelo caminhão carregado de garrafas de água mineral, que foi aplaudido pela população que esperava na fila.

    Responsável pela operação, o Tenente Lucas Rotatori, do 12º Batalhão de Infantaria de Belo Horizonte, conversou conosco em frente à porta da escola, enquanto pessoas de todas as idades pegavam seus pesados garrafões de água. “Nós temos a missão de auxiliar os órgãos públicos e de segurança da distribuição de água para a população. Até agora ocorre tudo bem, sem nenhuma ocorrência de distúrbio. Chegamos no sábado e estamos preparados para ficar no mínimo sete dias”.

    Ao nos despedirmos, avistamos Maria Conceição subindo uma das inúmeras ladeiras de seu bairro irregular carregando os dez litros de água que conseguiu após uma hora na fila. Governador Valadares segue em estado de calamidade pública.

    Krenak sobre trilhos

    Na cidade de Redenção (MG), a 120 quilômetros de Governador Valadares, o povo indígena Krenak armou acampamento na ferrovia de carga da Vale, uma das acionistas da Samarco ao lado da anglo-australiana BHP Billiton, para bloquear a passagens dos trens da mineradora em forma de protesto.

    “Nossa reivindicação? É água. A gente quer água”. Injustiçados, dizimados e ainda assim resistente ao longo dos anos, o povo Krenak teve sua Terra Indígena cortada ao meio pelos trilhos que transportam toneladas de minérios todos os dias. Fazendeiros também ocupam seu território e reafirmam que vão sair sob indenização do governo.

    Índios da etnia Burun Krenak protestam nos trilhos que cortam sua Terra Indígena e pedem água. Os trens que passam por ali transportam toneladas de minérios todos os dias. (© Victor Moriyama/Greenpeace)

     
    O ancião Euclides Krenak, com 103 anos de idade, lembra de outros tempos, de outro uatu: “Quando eu era jovem era tudo mato aqui. A gente caçava os peixes, brincava na água, tomando banho no calor... nessa época eu tinha 16 anos”, conta vagarosamente, como se seus olhos enxergassem aquele distante passado já tão longe da realidade. “Hoje, nem a água para beber a gente tem, peixe não tem mais, não dá pra tomar banho, nem os braços dá pra lavar mais no rio”. O ancião chora.

    Os mais jovens falam. Sentados em grande número nos trilhos do trem, lado a lado, mostraram placas contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215, que ameaça por um fim na demarcação de Terras Indígenas no Brasil. Em uníssono, cantam um música sobre o Rio Doce, como que velando a morte de seu uatu.

    Daniel Krenak explica o que o Rio Doce e sua morte significa para a cultura Krenak: “É como a morte de um parente nosso, é a morte de um Krenak. Esse rio tem para nós um elo entre o passado, o presente e também o futuro. Esse rio é uma parte nossa que morreu”.

    Antes de partirmos, guerreiros Krenak voltam de uma reunião com representantes da Vale, quando apresentaram suas demandas para a liberação dos trilhos. Segundo a liderança Anderson Krenak, a Vale prometeu caixas d'água, caminhões-pipa e intervenções para a captação de água potável, além de recursos financeiros para suprir os prejuízos com a caça e a pesca. “Que não sejam promessas vazias. Senão amanhã estaremos aqui de novo”. Leia mais >

    No final dia, pegando a estrada, ouvimos pelo rádio que o Ministério Público de Minas Gerais estabeleceu uma multa de 1 bilhão de reais em reparações socioambientais à Samarco.


    Expedição Desastre Samarco em Mariana-MG. Dias 3 e 4. 

  • Devolvendo a lama para quem a merece

    Postado por Thomas Mendel - 17 - nov - 2015 às 11:18

    Nossos voluntários participaram do protesto realizado ontem no Rio de Janeiro contra a Vale, uma das empresas responsáveis por um dos maiores desastre ambientais da história do Brasil

    Por Thomas Mendel

    Voluntários do Greenpeace Brasil protestam em frente a sede da Vale, no Rio de Janeiro. (Foto: Greenpeace / Julia Rosa) Leia mais >

    Nesta segunda-feira, 16 de novembro, acordei e vi que o tempo estava nublado. Chovia um pouco, mas logo parou. Lembrei o que teria que fazer durante o dia e a primeira imagem na minha cabeça foi o protesto que aconteceria mais tarde. Logo abri o computador para ver se amigos tinham publicado novas noticias sobre Mariana (MG) e os desdobramentos do rompimento das barragens, ocorrido 11 dias antes. Assisti novamente o momento em que o primeiro vazamento aconteceu e fotos dos estragos provocados pelo lamaçal rio a baixo.

    Liguei a televisão e nada. O sentimento era de que não poderia ficar parado. Finalizamos o banner, enchemos quatro galões com lama. O que a gente podia carregar.
    Indo em direção ao centro o tempo continuava nublado. Garoava. Pouco antes de chegar no protesto, às 17h, começamos a ouvir a batucada e o berro dos que já estavam lá. Foi tudo muito rápido e intenso. Começamos a espalhar todo aquele barro pelo chão e nas paredes. Não conseguia pensar em outra coisa além dos animais, das pessoas e das casas que foram varridas. Espontaneamente começamos a interagir com a ação de outros grupos.  Pessoas deitaram no chão, imundos de barro se davam as mãos. Olhava nos olhos deles enquanto continuava derramando a lama. Foi difícil pensar na função que eu estava assumindo sobre aqueles indivíduos, mas lembrei que não estava em Mariana e não era eu quem tinha provocado o acidente. Estávamos em frente a Vale, na rua Graça Aranha, centro do Rio de Janeiro. Junto com pelo menos 300 pessoas protestamos contra o maior crime ambiental da história de Minas Gerais, um dos maiores do Brasil. Devolvemos para eles 80 litros de lama, uma quantidade simbólica,  aproximadamente 700 milhões de vezes menor ao vazamento que provocaram.
        
    Foi muito bonito ver crianças e pessoas de diferentes grupos mobilizadas por essa causa, espero que atos como este não parem e que o número de participante só aumente. Não vai ser amanhã, semana que vêm, nem daqui a um mês que o problema vai estar resolvido. Precisamos levantar e agir para que essa tragédia não caia no esquecimento. Cheguei em casa, me limpei e descansei um pouco. Imagino que quem passou por isso de verdade não está tendo tempo nem para respirar. Voltou a chover, sempre quando isso acontece me lembro de Mariana, minha solidariedade a todos e todas. Pensando em tudo o que está acontecendo me fiz algumas perguntas, entre elas: Quanto vale a vida? Não sei para eles, mas enquanto tiver lama, nós faremos questão de devolve-la para seus verdadeiros donos.

  • Ibama: multar VW em 50 milhões não é suficiente

    Postado por iaracrepaldi - 13 - nov - 2015 às 12:34

    Anunciada ontem, penalidade é referente a fraude da montadora nos testes de emissões de carros da marca no País; esperamos que seja apenas um passo rumo a um objetivo maior

     

    Apesar da pena infringida à Volkswagen Brasil pelo Ibama, a pergunta que fica é: e a mudança? Pagar pelos danos não irão reverter o mal causado à saúde da população e ao meio ambiente. Ao instalar softwares que fraudavam as emissões de quase 12 milhões de carros ao redor do mundo, incluindo de outras marcas do grupo (Porsche e Audi), a empresa não apenas está colocando em risco a vida de todos os brasileiros, como também está contribuindo para as mudanças climáticas. A multa pode ser paga, mas qual é a mudança real para que o Brasil comece a fabricar carros elétricos? O que está sendo feito para que os testes de emissões de poluentes sejam legítimos e para que programas de eficiência energética sejam mandatórios para todas as montadoras? Leia mais >

    No dia 30 de outubro, o Greenpeace enviou cartas à montadora e ao governo federal com demandas que vão além da multa. Pedimos para a companhia que fraudou testes de emissões se comprometa a não  cometer mais o mesmo erro. Solicitamos  a elaboração de planos ambiciosos que comprovem compromisso mínimo da empresa com a população. E exigimos que o governo e a montadora  garantam que a tecnologia já existente na Europa passe a ser usada no Brasil, para que sejam vendidos carros menos poluentes e que emitam menos CO2 no País.

    A farsa da VW é mais uma prova de que montadoras colocam o lucro acima da vida  das pessoas, violando regras e enganando a todos. Não podemos permitir que essas marcas manipulem, além de motores, a saúde da população. Peça para o presidente da VW Brasil compensar o mal causado às pessoas e ao meio ambiente, comprometendo-se de fato a produzir carros que são mais eficientes, consomem menos combustível e emitem menos poluentes atmosféricos e gases de efeito estufa no País.

    ASSINE A PETIÇÃO  

    no site ou diretamente no formulário abaixo:

     

  • Tragédia de Mariana: governo e empresa juntos no mar de lama

    Postado por Bruno Weis - 10 - nov - 2015 às 16:17 9 comentários

    O Greenpeace está acompanhando atentamente os acontecimentos que seguem o desastre ambiental e social que se abateu sobre diversas comunidades de Mariana (MG) após rompimento da barragem da empresa Samarco, controlada pela Vale e pela anglo-australiana BHP Billiton. A tragédia agora pode se estender por mais de 500 quilômetros e chegar ao Espírito Santo pelo Rio Doce.

    Prestamos nossa total solidariedade às vítimas, seus familiares e amigos. Também nos juntamos às organizações locais que acompanham a situação na exigência de que seja realizada uma investigação completa e independente das causas do desastre e que as populações afetadas recebam reparação financeira imediata, independente de qualquer ação legal civil que venha a ser instaurada. Só assim elas poderão tentar retomar suas vidas.

    O Greenpeace assinou uma Nota de Repúdio junto a diversas
    organizações contra o episódio

    A empresa Samarco (repetimos: controlada pela Vale e pela BHP) vem agindo de forma desproporcional à absoluta gravidade desta tragédia. Tudo indica que não havia plano de contingência para uma situação como esta. As comunidades em risco não foram preparadas corretamente para uma situação como esta e os familiares das vítimas sequer estão sendo ouvidos pela empresa.

    As autoridades, pelo seu lado, têm demonstrado uma subserviência inaceitável aos interesses corporativos. Houve quem no governo estadual chegasse a indicar que a empresa seria umas das vítimas desta tragédia, como se a Samarco não fosse diretamente responsável pelo que está acontecendo. Não existia ao menos uma sirena para avisar de eventuais emergências.

    Percurso da lama até o litoral do Espírito Santo (Greenpeace)

    Para completar este quadro de sobreposição de interesses entre governo e empresas, em 2015 o governo de Minas Gerais aprovou o Projeto de Lei 2946 para acelerar licenças ambientais no setor de mineração. O estado tem mais de 700 barragens de dejetos. Quantas mais terão de arrebentar deixando vítimas no seu caminho para as autoridades se darem conta de que são coniventes com este mar de lama?

    Vale ressaltar que o Ministério Público Federal emitiu um parecer em 2013 alertando para os riscos da barragem. Segundo o documento produzido pelo promotor de Justiça do Meio Ambiente, Carlos Eduardo Ferreira Pinto, “o contato entre a pilha de rejeitos e a barragem não é recomendado por causa do risco de desestabilização do maciço da pilha e da potencialização de processos erosivos”.

    O Greenpeace abriu espaço para que seus apoiadores em Minas Gerais compartilhem histórias em forma de texto, vídeo e/ou fotos, de como estão sendo afetados pelo desastre e como estão atuando enfrentar este momento ou apoiar outras pessoas. Se você quiser compartilhar alguma história, também, envie para o email , que vamos divulgar.

    Com isso, queremos dar voz às pessoas diretamente afetadas e disseminar suas histórias, para que mais pessoas saibam o que está acontecendo a partir de quem está sofrendo na pele as consequências do desastre. Queremos ajudar a aumentar a rede de solidariedade e fortalecer as exigências por providências de investigação e punição dos responsáveis e reparação imediata às vítimas. Leia mais >

    A vida de milhares de pessoas está sendo afetada de uma forma radical, enquanto o meio ambiente de uma grande região entre Minas e Espírito Santo sofre um impacto ainda não totalmente mensurável. Portanto, não há tempo a perder na reparação destra tragédia e na punição dos culpados.

     

  • segunda-feira, 9 de novembro de 2015

    Nesta segunda, o Greenpeace pediu para a Volkswagem revelar a quantidade de CO2 que seus carros produzem, em um protesto realizado na fábrica da marca antes de seu conselho fiscal se reunir para discutir o escândalo de fraude envolvendo a empresa.

    Após a VW admitir irregularidades nas emissões de CO2 de cerca de 800.000 veículos na Europa, os ativistas colocara um banner em cima do portão da montadora em Wolfsburg (Alemanha), para transformar o logo da VW na sigla CO2, acompanhada das palavras: ‘Das problem’ (O problema). 

    “É o momento de respostas. Temos sido enganados sobre o nível das emissões de óxidos de nitrogênio da Volkswagen, e agora suas emissões de CO2 foram declaradas falsas também. Para uma empresa que se comprometeu em 2013 a reduzir suas emissões de CO2 dos carros de sua nova frota para 95 gramas por quilômetros até 2020, permanece um mistério como podemos julgar a performance da empresa. Precisamos de dados concretos. Precisamos de transparência. A Volkswagen precisa finalmente revelar os níveis de suas emissões de CO2, disse o coordenador da Campanha de Mobilidade Urbana do Greenpeace Alemanha. 

     

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  • Volkswagen admite mais fraudes

    Postado por icrepald - 5 - nov - 2015 às 11:58

    O Greenpeace condena a atuação da marca e exige investigações no Brasil

     

    Volkswagen confessa que não apenas violou testes de emissão de poluição, mas que também cometeu “irregularidades” em testes de emissão de CO2. Cerca de de 800.000 carros na Europa cometeram violações em testes de emissões de gases de efeito estufa, além dos 11 milhões ao redor do mundo que já tinham sido anunciados com fraude de emissões de poluentes. No entanto, enquanto a própria montadora está investigando suas operações na Europa, pouco tem sido feito no Brasil.

    A notícia surge logo após fiscais nos Estados Unidos ampliarem investigações para outros modelos e encontrarem provas de que os carros a diesel da Audi e Porsche, além de modelos a gasolina, também contêm softwares que burlam testes de emissões de poluentes.

    A pergunta que fica é: e o Brasil? Na semana passada, enviamos cartas para o governo brasileiro pedindo por investigações que não apenas levassem em consideração os veículos a diesel, mas também os movidos a outros combustíveis. Também enviamos carta para a Volkswagen, cobrando transparência e comprometimento com carros que emitam menos gases de efeito estufa, porque, além de fraudar as emissões, a Volkswagen vende carros no Brasil que emitem muito mais que os carros na Europa, de acordo com estudo da COPPE/UFRJ encomendado pelo Greenpeace.

    “A Volkswagen precisa entender que, além de colocar a vidas das pessoas em risco, o fato de enganar a população com carros que emitem mais gases de efeito estufa e poluentes do que o anunciado acelera as mudanças climáticas. E a conta dessa fraude é paga pela população, que sofre com doenças respiratórias relacionadas à poluição das grandes cidades. Por isso, o Greenpeace pede que a marca seja plenamente responsabilizada”, diz Fabiana Alves, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.

    Já passou o momento de o governo brasileiro adotar testes de emissões de poluentes sérios e transparentes no Brasil, assim como de impor metas obrigatórias de eficiência energética veicular a toda indústria automobilística, não apenas à Volkswagen. Em ano de discussões climáticas, é importante que empresas e governo mostrem comprometimento em reverter o aquecimento global.

    Junte-se a nós e peça por mudanças. Entre no Facebook da montadora e complete a hashtag: #‎volkswagenvale... Destruição do meio ambiente, mentira, fraude, efeito estufa, doenças cardíacas e respiratórias são algumas opções. 

    Ajude-nos a pressionar a montadora a ser transparente no Brasil e no mundo.

    Volkswagen: o carro? Leia mais >

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  • Somos mais de mil olhando para o Sol!

    Postado por Barbara Rubim - 3 - nov - 2015 às 18:25

    (©Otavio Almeida/Greenpeace)

    O mês de outubro acabou. E durante seus 31 dias, comemoramos o dia da natureza, dia das crianças, dia dos professores e, agora, celebramos também o fato de o Brasil já ter mais de mil sistemas de mini e microgeração conectados à rede elétrica.

    Dos 1.125 sistemas existentes hoje, 1.074 utilizam o sol como fonte geradora de eletricidade! Apesar de ainda pequeno frente ao potencial do país, esse número representa um crescimento de mais de três vezes em relação à quantidade de sistemas em abril deste mesmo ano, quando eram apenas 335.

    A possibilidade de gerarmos nossa própria energia ganhou força em abril de 2012, com a edição da Resolução 482, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Relembre aqui como foi a aprovação da resolução.

    Três anos depois, a resolução passa por uma revisão, que deve ser concluída no final deste mês de novembro. A expectativa é de que a nova versão traga avanços importantes. Um deles, por exemplo, seria a possibilidade de moradores de um prédio instalarem um sistema fotovoltaico na área comum e, a partir disso, dividirem os ganhos em suas contas de luz.

    Para que o potencial solar do Brasil realmente seja aproveitado, é preciso que – para além da resolução – tenhamos mais incentivos para sua a compra de placas solares. Um deles seria a redução de impostos. Hoje, um sistema fotovoltaico possui um sobrecusto de 35% em razão da tributação. Outro incentivo seria a liberação do uso do FGTS para compra de um sistema pelo cidadão que tiver interesse.

    Com tudo isso, com certeza não demorará muito até a comemoração dos próximos mil! Leia mais >

  • VW, não queremos mais ser enganados!

    Postado por iacrepaldi - 30 - out - 2015 às 12:38 2 comentários

    Greenpeace Brasil cobra posicionamento de montadora alemã em relação à fraude em testes de emissões veiculares no País

     

    Recentemente, a Volkswagen se envolveu em um escândalo que contradisse um de seus anúncios mais famosos: “você conhece, você confia”. A multinacional admitiu utilizar softwares de manipulação em seus carros a diesel (vendidos como menos poluentes), para mascarar os testes de emissão de 11 milhões de automóveis – incluindo a picape a diesel Amarok no Brasil. 

    O episódio torna o momento oportuno para repensarmos as atuais políticas de incentivo ao uso de transporte individual, em um contexto no qual a inexistência de metas obrigatórias de eficiência energética veicular e de testes de emissões transparentes, independentes e efetivos gera preocupações do ponto de vista ambiental e social.  

    Em resposta à situação, enviamos hoje (30/10) três cartas ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) e à Volkswagen, solicitando posicionamento e providências sobre a recente declaração de adulteração em testes de emissões veiculares da marca. 

    Além de reforçar uma demanda já apresentada pelo Greenpeace à empresa em 2014 – para que a montadora produzisse no Brasil veículos tão eficientes quanto seus similares europeus –, a carta enviada à VW solicita que a empresa divulgue amplamente informações sobre os veículos afetados e os impactos da fraude; invista em um aumento mínimo de 41% da eficiência energética média de sua frota até 2021; e apresente um plano ambicioso, com cronograma definido de investimentos agressivos em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias aplicadas à eletromobilidade, para a substituição de motores a combustão. 

    Com isso, esperamos que a marca se comprometa de fato com o meio ambiente e seus consumidores, e produza carros mais eficientes, com menos consumo de combustível, menos emissões de poluentes atmosféricos e menos gases de efeito estufa. 

    As cartas enviadas ao MMA e MDIC pedem a investigação da fraude (incluindo os modelos que não são a diesel) e a análise de seus impactos; a realização de testes de emissões no Brasil em ciclo de uso real, feitos por laboratórios independentes, abertos à população e sem o envolvimento de montadoras; e a criação de metas obrigatórias de eficiência energética veicular alinhadas com a União Europeia, visando um aumento mínimo de 41% deste número até 2021, em relação à linha de base de 2011 do Inovar Auto – equivalente a 1,22 MJ/Km no ciclo NBR 7024:2010.

    Atualmente, a maneira como são feitos os testes de emissões, com o respaldo de montadoras, como a Volkswagen, carece de transparência de dados e independência, o que torna sua credibilidade questionável. 

    A única iniciativa do governo em relação à eficiência energética veicular no Brasil é o Inovar-Auto (Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores). No entanto, o projeto tem adesão voluntária e oferece subsídios para a indústria automobilística com contrapartida tecnológica pouco ambiciosa. Consequentemente, possui capacidade limitada de diminuir os efeitos danosos das emissões de poluentes, os quais causam problemas à saúde e contribuem para as mudanças climáticas.

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    Carros prejudicam a saúde e o clima 

    A eficiência energética dos veículos é apontada como uma das medidas mais simples para redução de emissões de gases de efeito estufa por diversas instituições e estudos especializados, como o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e a Agência Internacional de Energia (IEA). Segundo o Ministério do Meio Ambiente, em 2020, o setor de transporte pode emitir cerca de 60% mais dióxido de carbono (CO2) do que em 2009, atingindo 270 milhões de toneladas de CO2. Deste total, os automóveis responderão por 40%.

    Para além da fraude dos motores a diesel, os carros brasileiros estão defasados em relação à União Europeia. De acordo com estudo realizado pelo Greenpeace Brasil e COPPE/UFRJ, as únicas metas de eficiência energética veicular, apresentadas no programa Inovar-Auto, estão com dois anos de atraso em relação às metas europeias. 

    Segundo este estudo, as emissões de gases de efeito estufa em 2030 poderiam ser 24% menores do que as atuais se houvesse padrões de eficiência energética veicular rígidos no Brasil. Contudo, esse não é um objetivo comum da indústria automobilística nacional ou do governo federal, que insiste em dar subsídios a montadoras no Brasil sem cobrar que elas produzam, no mínimo, carros tão eficientes quanto os que vendem na Europa.

    Enquanto as demandas enviadas à VW e aos ministérios não forem atendidas, haverá espaço para fraudes como esta, protagonizada por uma empresa que afirmava em seus anúncios “você conhece, você confia”. 

    A mesma companhia tem enaltecido seu valor nas redes sociais, usando a hashtag #volksvagemvale. Mas qual seria o valor de uma companhia que se afirma preocupada com o meio ambiente apesar de fraudar testes de emissão de poluentes? Entre no Facebook da montadora e complete a hashtag: #‎volkswagenvale... Destruição do meio ambiente, mentira, fraude, efeito estufa, doenças cardíacas e respiratórias são algumas opções. 

    A sua pressão é o caminho para a mudança. 

     Leia a íntegra da carta enviada à VW aqui.

    Leia a íntegra da carta enviada ao MMA aqui.

    Leia mais >

    Leia a íntegra da carta enviada ao MDIC aqui

  • Amazônia sai aliviada do leilão de exploração de petróleo e gás

    Postado por Thiago Almeida* - 7 - out - 2015 às 10:10

    Nessa quarta-feira, aconteceu um leilão de áreas onde serão extraídos petróleo, gás natural e xisto. Nenhuma na Amazônia foi arrematada

    É uma vitória de todos. A Amazônia se livrou de sofrer exploração para retirada de petróleo, gás natural e xisto de seu solo. Pelo menos por enquanto

    Nessa quarta-feira (7 de outubro) aconteceu a 13a rodada do leilão que liberou áreas para exploração de petróleo e gás. Algumas estavam na região amazônica e muito próximas de unidades de conservação e com sobreposição a terras indígenas. Mas nenhum dos blocos localizados na bacia do Amazonas foi arrematado!

    Sabemos dos perigos que perfurar o solo da maior floresta tropical do mundo pode trazer tanto para a proteção do meio ambiente, quanto para as populações que lá vivem. Por isso, na quinta-feira passada, o Greenpeace levou uma balsa com a mensagem “Deixe as fontes fósseis no chão” para o encontro dos rios Negro e Solimões. Nossa demanda era que o governo cancelasse o leilão e excluísse a Amazônia de qualquer outro no futuro. Pouco depois, o Ministério Público Federal de Manaus também pediu a exclusão das áreas da Amazônia do leilão. Respiramos aliviados.

    Também havíamos denunciado que na região amazônica há relevantes reservas de gás de xisto, cuja extração depende do fracking – técnica reconhecidamente perigosa que traz sérias ameaças às populações e ao meio ambiente. Portanto, ao menos na 13ª rodada, a Amazônia ficou livre do fracking. As ameaças, no entanto, continuam em outras regiões. As bacias sedimentares do Recôncavo e da Parnaíba tiveram blocos arrematados nesse leilão. O governo prevê nelas a exploração de gás de xisto, em breve, e ainda irá conceder incentivos para as empresas que forem ainda mais fundo na perfuração do solo nessas bacias.

    A visão que o governo brasileiro tem é obtusa. No Plano Decenal de Energia (PDE 2024), mais de 70% dos investimentos em energia nos próximos anos será em fontes fósseis (quase um trilhão de um total de R$ 1,4 trilhão), enquanto direciona poucos esforços e investimentos para as fontes renováveis.

    Precisamos deixar claro para governo e empresas quais são os riscos associados à exploração de óleo e gás, especialmente em regiões de floresta, e também dos riscos e ameaças da exploração do xisto. O Brasil precisa caminhar em direção a um futuro 100% renovável.

    *Thiago Almeida é da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil Leia mais >

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