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Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Defensores dos Corais da Amazônia, obrigado por 2017

    Postado por Thaís Herrero - 20 - dez - 2017 às 15:25 1 comentário

    Pra fechar o ano de 2017 em clima de comemoração, nós do Greenpeace Brasil queremos agradecer a todos os defensores dos Corais da Amazônia.

    O ano de 2017 não seria tão incrível se não fosse por vocês. Faz menos de um ano que começamos a campanha para evitar que petrolíferas perfurem a região próxima aos corais. E ao longo desses tivemos muitos momentos marcantes ao lado dos 1,3 milhão de defensores dos Corais da Amazônia.

    Confira o vídeo que fizemos especialmente para agradecer a todos vocês! Que 2018 seja um ano de muitas vitórias e natureza protegida da ganância das petrolíferas.
     

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  • Memórias da Antártida

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 18 - dez - 2017 às 16:00

    Depois de sermos a única ong a ter um acampamento-base no continente de gelo por cinco anos, voltamos ao sul do planeta para uma nova aventura em sua defesa

    A relação do Greenpeace com a Antártida é antiga. Poucos ainda se lembrarão que chegamos a montar um acampamento-base por lá. Isso foi há 30 anos, em 1987, quando realizamos a mais ambiciosa campanha da organização para criar um “Parque Mundial Antártico” e manter o continente fora das operações militares e das atividades petrolíferas. E tivemos sucesso!

    Acampamento-base no inverno © Markus Riederer / Greenpeace

     

    Quando o Tratado da Antártida foi assinado, em 1959, teve como objetivo garantir apenas atividades pacíficas no continente e suspender reivindicações territoriais até 1991. Depois, o acordo foi renovado por mais 50 anos, ou seja, até 2041 ninguém pode se apropriar da Antártida. O Tratado abrange todas as terras e lençóis de gelo ao sul de 60° S de latitude.

    No entanto, o Tratado não foi forte o suficiente para manter a região protegida das perfurações de petróleo e gás e outras explorações minerais. É aí que o Greenpeace entra na história. Em 1985, lançamos uma ampla campanha global para transformar o continente em um grande parque natural mundial, o World Park Antártida, e ser regido sob regras parecidas com as adotadas em parques nacionais.

    Usando uma combinação de ações diretas, pesquisas científicas sólidas e pressão política, estabelecemos nossa própria base científica na Antártida em 1987.

    Operação de reabastecimento do acampamento base. © Greenpeace / Steve Morgan

     Base do Parque Mundial

    A tarefa era assustadora. Nenhuma outra ong estabeleceu uma base na Antártida e havia muitos obstáculos tanto práticos como políticos a serem superados. Na época, todos os países que já tinham bases na região eram unânimes na hostilidade em ter o Greenpeace como vizinho.

    Após meses de preparação, as piores condições meteorológicas em 30 anos impediram que nosso navio de abastecimento chegasse ao continente. Esta é uma região que pode apresentar ventos de 450 km/h e temperaturas de 50 graus negativos. O fracasso provocou um intenso debate interno sobre continuar a campanha ou não. Mas em 1986 outra tentativa foi montada.

    O navio quebra-gelo Gondwana foi o responsável pelo reabastecimento da base. © Greenpeace / Steve Morgan

     

    Mais uma vez, o navio partiu da Nova Zelândia levando uma base pré-fabricada e suprimentos. Desta vez, ele foi capaz de atracar apenas 200 metros da costa da Ilha de Ross, o local escolhido para a base permanente da organização no gelo. A construção começou no verão de janeiro de 1987 e o "World Park Base" começou a operar apenas três semanas depois.

    A base tinha quartos de dormir individuais, uma sala de estar comum, banheiro com chuveiro, um laboratório, equipamentos de comunicação e uma estufa hidropônica para cultivar vegetais. Um dos objetivos da campanha era fazer do "World Park Base" um modelo de boas práticas ecológicas na região, então todos os esforços foram feitos para garantir que ele atingisse os altos padrões necessários para diminuir o impacto dos seres humanos nesse ecossistema delicado. Ao longo dos anos, sua estrutura foi aperfeiçoada, passando a contar com geração de energia eólica, um melhor sistema de comunicação por satélite e um antigo navio quebra-gelo foi comprado, o “Gondwana”, usado para reabastecer suprimentos.

    A base era ocupada permanentemente por quatro voluntários: um mecânico, um operador de rádio, um cientista e um médico © Mike Midgley / Greenpeace

     

    O Greenpeace manteve sua base permanente na Antártida por cinco anos - de 1987 a 1991. Neste período, visitamos bases na região para monitorar se o impacto ambiental das instalações seguiam os regulamentos do Tratado Antártico. Muitos escândalos vieram à luz, forçando os países a se adequarem.

     

    Análise de esgoto: as tarefas dos voluntários incluíam a monitoração da poluição das bases vizinhas, como a italiana Terra Nova. © Greenpeace / James Perez

     

    Na temporada 1987/88, o Greenpeace fez manchetes ao redor do mundo quando 15 ativistas bloquearam o local de construção de uma pista de pouso francesa em Dumont D'Urville. O trabalho de construção foi controverso porque envolveu dinamitar uma área de ninhos dos pinguins. No dia do protesto, os trabalhadores da construção francesa reagiram com raiva a uma manifestação do Greenpeace e expulsaram os ativistas que, sem se intimidar, voltaram a ocupar a pista por um segundo dia. O governo francês abandonou os planos de construir a pista de pouso.

     

    Bloqueio dos ativistas contra a construção de pista de pouso na base francesa Dumont D'Urville - Foto: Steve Morgan / Greenpeace

     

    Nos sete anos da campanha, o Greenpeace passou de um estranho desprezado para um jogador respeitado nas negociações para o futuro do continente.

    Gradualmente, mais e mais dos signatários do Tratado foram persuadidos dos méritos de fazer da Antártica um Parque Mundial. Em 4 de outubro de 1991, os membros do Tratado Antártico concordaram em adotar um novo Protocolo Ambiental, incluindo uma proibição mínima de 50 anos sobre toda exploração mineral. O continente antártico havia sido salvo de uma ameaça mortífera na Antártida.

     

    Com o sucesso da campanha, a base do Greenpeace foi fechada e removida sem deixar rastros. © Greenpeace / Timothy A. Baker

     De volta à Antártida

    Agora, após várias visitas na região para confrontar navios baleeiros, retornamos aos mares gelados do sul do planeta em uma nova expedição para documentar as ameaças porque passa a região. Embora o continente esteja relativamente protegido, o mesmo não acontece com o oceano ao seu redor. Além do aquecimento global, a expansão da pesca industrial exerce uma forte pressão na região, colocando em risco espécies como pinguins, baleias e focas que precisam competir com os barcos por alimento.

    Mas temos uma grande oportunidade de criar a maior área protegida da Terra: um santuário no oceano antártico com 1,8 milhão de km2. A votação da proposta acontecerá em outubro, e por isso temos menos de um ano para exercer pressão e sermos ouvidos pelos membros da Comissão da Conservação da Antártida.

    Assim como no passado, em que gente do mundo todo apoiou essa grande aventura de estabelecer um acampamento no fim do mundo, precisamos novamente de pessoas como você nesta nova expedição.

    Assine e compartilhe a petição pela criação do santuário e se torne um doador do Greenpeace, fazendo parte deste grande time em prol da Antártida. Leia mais >

  • #Retrospectiva 2017: Campanha de Agricultura e Alimentação

    Postado por Marina Lacôrte - 15 - dez - 2017 às 11:12

    Foi bonito, foi intenso... e está só começando. Relembre um ano de luta do Greenpeace por alimentos mais saudáveis para as pessoas e para o meio ambiente

    O ano de 2017 foi marcado pelo lançamento coletivo da plataforma #ChegadeAgrotóxicos. O objetivo da ferramenta: ajudar a mobilizar a população a apoiar a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos, a PNARA – uma iniciativa da sociedade civil que virou Projeto de Lei em fevereiro desse ano. No entanto, como não podia deixar de ser, o governo a mercê dos ruralistas, que vem trabalhando arduamente pelo retrocesso e é faminto por veneno, até agora não permitiu que a PNARA sequer começasse a tramitar.

    Mesmo com inúmeros obstáculos impostos por governo e bancada ruralista para rumar para uma produção mais saudável, igualitária, justa e digna, a sociedade está mostrando muito mais preocupação sobre agricultura e alimentação, principalmente com a questão dos agrotóxicos, e isso é um passo muito importante. As pessoas estão defendendo cada vez mais o direito a uma alimentação saudável e ao meio ambiente equilibrado. A plataforma #ChegadeAgrotóxicos já atingiu mais de 77 mil assinaturas. É um estádio lotado gritando em coro: “não podemos mais engolir tanto veneno”. Não podemos e não precisamos!

    Este número precisa continuar crescendo. Para cobrar ainda mais o poder público e engajar a sociedade, também neste ano, realizamos testes de agrotóxicos em 100 kg de alimentos. Comida que eu e você comemos, que seus filhos comem em casa e na escola, que sua família divide na ceia de natal. Os resultados são preocupantes!

    Reveja nossos relatórios e testes de alimentos, relembre os eventos que fizemos e participamos, revisite nossas matérias e reportagens e não se esqueça de continuar compartilhando a plataforma #ChegaDeAgrotóxicos com quem ainda não assinou a petição.

    Confira a #Retrospectiva da Campanha de Agricultura e Alimentação:

    1. Agrotóxicos x Abelhas

    Em 2016 algumas espécies de abelhas foram classificadas como espécie ameaçada de extinção, e muito tem se falado do declínio destes animais e os impactos disso na produção de alimentos no mundo. Em janeiro de 2017 o Greenpeace também lançou um relatório explicando como a população de polinizadores está ameaçada pelo uso de agrotóxicos, colocando em risco nossa própria capacidade de produzir alimento

    2. Não quer instalar a Comissão, mas só come orgânico

    (Reprodução / Folha de S.Paulo)

    Fonte da Charge

    Apesar de ter assinado em fevereiro a criação de uma Comissão Especial para analisar a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos, o atual Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, até hoje não cumpriu com a promessa de instalação da Comissão. A PNARA ainda aguarda para começar a tramitar. O engraçado é que ao assumir o compromisso, o parlamentar admitiu consumir somente orgânicos em sua casa… e a sociedade comendo veneno. Pode isso, Arnaldo?

    3. Mobilizando a sociedade

    Após a PNARA ter se tornado um projeto de Lei, Greenpeace e parceiros criaram em março a petição “Chega de Agrotóxicos” para ajudar a mobilizar mais pessoas pelo apoio a tramitação da Política, e fazer resistência contra o catastrófico “Pacote do Veneno” – uma série de medidas que vão ampliar ainda mais o uso de agrotóxicos no país.

    4. Festa dos orgânicos

    A Plataforma #ChegaDeAgrotóxicos fez sucesso na Feira Nacional da Reforma Agrária, onde foi realizado um evento de lançamento da ferramenta. A feira recebeu a presença da Chef Bela Gil, que falou muito bem sobre a importância da transição agroecológica, e de outros artistas e especialistas para apoiar a produção livre de agrotóxicos. Além disto, contou com mais de 280 toneladas de alimentos, sendo a maior parte produtos agroecológicos e orgânicos, provando que com apoio e estímulos, sim, a agricultura familiar pode dar conta do recado!

    5. Cinco pra mim, um pra você

    Em julho, com o lançamento do plano Safra, o Greenpeace volta a criticar essa política do governo que insiste no erro ao continuar melhorando o financiamento e linhas de crédito para o modelo convencional e para os grandes produtores, enquanto que os subsídios para a agricultura familiar ficam estagnados.

    6. Se não vai de um jeito, vai de outro

    Com a popularidade lá embaixo e altamente dependente do apoio de ruralistas para se manter no poder, o Governo anunciou em agosto uma Medida Provisória dos Agrotóxicos, com o objetivo de transvestir em forma de medida provisória o “Pacote do Veneno”, que encontra resistência para seguir tramitando na Câmara. A iniciativa tem o intuito de acelerar a aprovação dessas leis, uma vez que um Projeto de Lei demora muita mais tempo para ser aprovado do que uma Medida Provisória. O Greenpeace fez barulho e colocou o dedo na ferida: o governo não pode continuar trocando votos e apoio no Congresso Nacional pela saúde da população e pela preservação do meio ambiente!

    Com a ajuda da mobilização de pessoas e Chefs conhecidos, a Medida, apesar de anunciada, não foi aprovada! Mas precisamos seguir pressionando para evitarmos surpresas desagradáveis de Natal e Ano novo!

    7. Filmaço

    (Reprodução)

    Alimentação e cinema: em agosto Greenpeace e parceiros organizaram uma sessão de cine-debate na Cine Sala São Paulo, em São Paulo, com o filme “Fonte da Juventude”. O diretor, especialistas e um representante do Greenpeace participaram do debate após a exibição. O filme pode ser acessado neste link, mediante a organização de uma exibição pública – uma ótima forma de trazer ainda mais pessoas para essa luta!

    8. De olho no T

    No final de agosto, o governo anunciou um decreto que acabaria com a rotulagem de produtos alimentícios transgênicos – aquele “T” preto e amarelo, sabe? O Greenpeace e diversas outras organizações promoveram um Twitaço contra a iniciativa, afinal a sociedade tem o direito de saber o que come! O decreto não saiu, mas um Projeto de Lei de mesmo teor continua tramitando na casa. Continuemos então #DeOlhoNoT!

    9. Hermanos do norte marcam golaço

    Em apoio à campanha do Greenpeace México, escritório brasileiro celebra vitória: Bimbo se comprometeu com uma agricultura sem agrotóxicos. É um fato histórico que a maior panificadora do mundo tenha se comprometido com o fim dos agrotóxicos, uma vitória e tanto, embora ainda haja muita luta pela frente!

    10. Americana me representa

    Dando um exemplo para as grandes cidades do país, Americana, município do interior paulista cercado de intensa atividade agrícola convencional, colocou em votação projeto de lei para banir a pulverização aérea de agrotóxicos na região. O Greenpeace e parceiros deram apoio a causa, provocando outras cidades a aderirem ao movimento. Infelizmente o projeto não foi aprovado e a população de Americana continua a encarar as consequências desta prática. De um jeito ou de outro, nós continuamos lutando por iniciativas como estas.

    11. Dia de resistência

    No Dia Mundial da Alimentação, Greenpeace não teve o que comemorar por conta dos ataques dos ruralistas e do governo pela liberação de ainda mais agrotóxicos. Diversas organizações, em resistência, se mobilizaram para fazer um apelo sobre a importância do tema e da data e realizaram inclusive um Tuitaço para mobilizar ainda mais pessoas.

    12. Agora que veio, vai ouvir...

    Marina Lacôrte discursa em plenária (© Alan Azevedo / Greenpeace)

    Greenpeace participa de audiência pública na Câmara dos Deputados sobre redução de agrotóxicos para mostrar, onde quer que seja, nossa posição e argumentos por uma agricultura mais sustentável e saudável. Mas claro, nosso discurso não agradou a todos e ruralistas que compareceram se incomodaram. 

    13. Tem veneno sim: Greenpeace mostra mais uma vez nossa dieta rica em agrotóxicos

    Um dos grandes momentos da Campanha de Agricultura e Alimentação do Greenpeace Brasil em 2017 aconteceu no final de outubro com o lançamento do relatório “Agricultura tóxica: um olhar sobre o modelo agrícola brasileiro” e dos testes toxicológicos que resultaram na publicação “Segura este abacaxi: os agrotóxicos que vão parar na sua mesa”.Acesse para conferir os resultados completos.

    Mostramos mais uma vez que não se trata de uma questão pontual: estamos comendo veneno todos os dias. Ao menos 60% das amostras de alimentos básicos da nossa dieta apresentaram algum tipo de resíduo. Trazemos em nosso relatório uma série de artigos de especialistas renomados de diferentes áreas, que falam dos inúmeros impactos do modelo agrícola brasileiro e da necessidade de uma transição agroecológica que, sim, é possível!

    Mais um ano se encerra… mas a luta continua

    O ano de 2017 foi um ano de construção. Preparamos o terreno, porque muita coisa está vindo por aí. Escancaramos o problema e explicamos nossa visão, desconstruimos com argumentos sólidos essa agricultura tóxica, que não é a única forma de produzir e que não alimenta o mundo, apenas o bolso de poucos. E apesar de estarmos em um momento difícil, rodeados de retrocessos, o Greenpeace não vai parar de trabalhar por uma agricultura que respeite a vida.

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    E o que é mais gratificante para nós é ver cada vez mais pessoas se informando a respeito de sua alimentação, se mobilizando pelos seus direitos, tomando posições e embarcando em nossas lutas. Que venha 2018! 

    Marina Lacôrte é especialista da campanha de Agricultura e Alimentação do Greenpeace Brasil

  • Temos um ano para criar a maior área protegida da Terra

    Postado por Greenpeace - 14 - dez - 2017 às 13:15

    Em outubro de 2018, a Comissão para a Conservação da Antártida votará a proposta de estabelecer um santuário de 1,8 milhão de km2 no oceano antártico. Desde já, é a chance de criar um movimento para manter pinguins, baleias e focas longe das agressões humanas, e que não pode ser perdida

    Pinguins-imperador e de Adélia no oceano antártico. © Greenpeace / Jiri Rezac

     

    Nas palavras do escritor e naturalista inglês David Attenborough, "nosso planeta é um planeta azul". Com mais de 70% do globo coberto pela água, nossos oceanos podem ser vistos de todo o sistema solar.

    Não faz muito tempo que ainda acreditávamos que os oceanos eram muito grandes para serem impactados de forma significativa ou duradoura pelas atividades humanas. Que ilusão! Estudo após estudo demonstram como os efeitos da pesca excessiva, da perfuração de petróleo, da mineração em águas profundas, da poluição e das mudanças climáticas põe os seres humanos no centro da crise por que passa os oceanos e os animais que vivem neles.

    Mas não é apenas a vida selvagem que está ameaçada, nós também estamos. A saúde de nossos mares alimenta bilhões de pessoas e sustenta o nosso planeta através da luta contra as mudanças climáticas. Nosso destino e o destino de nossos oceanos estão intimamente ligados. 

    Que tipo de ação pode ser tomada para evitar que esse dano se torne irreversível?

    A maioria dessas águas estão fora das fronteiras nacionais. São vastas áreas oceânicas que não pertencem, tecnicamente, a ninguém - o que significa que elas pertencem a todos nós. Nós somos seus guardiões compartilhados e o que acontece com elas é nossa responsabilidade coletiva.

    Iceberg no oceano da Antártida ©Daniel Beltra/Greenpeace

     A ciência é clara: precisamos criar santuários nos oceanos

    Os santuários nos oceanos são grandes áreas protegidas que estão fora do alcance das atividades humanas exploradoras. Eles fornecem um refúgio para a vida selvagem e os ecossistemas se recuperarem Os benefícios são globais. Quando as populações de peixes conseguem se recuperar nesses locais, se espalham por todo o mundo, garantindo a segurança alimentar de bilhões de pessoas. E os cientistas têm cada vez mais clareza: oceanos saudáveis ​​desempenham um papel crítico na absorção de dióxido de carbono e nos ajudam a evitar os piores efeitos das mudanças climáticas.

    A boa notícia é que a maré da história está virando, e nosso planeta azul finalmente começa a receber mais atenção pela proteção de seus oceanos. Apenas alguns meses atrás, em uma sala abafada longe do mar, governos de todo o mundo concordaram em iniciar um processo para protegê-los: um Tratado do Oceano.

    Esse grande acordo não será alcançado até 2020, mas, enquanto isso, o movimento já contribui para consolidar uma adequada proteção oceânica. No início do mês, uma enorme área de 1,5 milhão de quilômetros quadrados foi protegida no Mar de Ross, na Antártida. Em um clima político turbulento, foi uma demonstração importante de como a cooperação internacional pode agir para proteger nossa casa compartilhada.

    Sentada no fundo do mundo, a Antártica é o lar de uma grande diversidade de vida: grandes colônias de pinguins-imperador e pinguins-de-adélia; a incrível lula-colossal, com olhos do tamanho de bolas de basquete que permitem ver nas profundezas; e a baleia azul , o maior animal que já existiu em nosso planeta.

    Pinguins-de-adélia no oceano antártico: uma das espécies vulneráveis às ameaças que vêm pressionando a região © Greenpeace / Jiri Rezac

     

    Na Antártida, a crescente expansão da pesca industrial visa uma espécie que praticamente todos os animais dependem: o krill. São minúsculos crustáceos, tipo um camarão, que pinguins, baleias, focas e outros animais selvagens dependem para sobreviver. A terrível notícia de que uma colônia de quase 40.000 pinguins morreu de fome, com apenas dois filhotes sobreviventes, é uma sombria ilustração das enormes pressões que as populações da vida selvagem da Antártida já enfrentam. Uma indústria de krill em expansão é apenas mais uma notícia ruim para a saúde do Oceano Antártico. Pior ainda, a indústria do krill está bloqueando as tentativas de proteção ambiental na região.

    Neste momento, os governos responsáveis ​​pela Antártida estão reunidos para discutir o futuro do continente e de suas águas. Ao se reencontrarem em outubro, eles terão uma oportunidade histórica para estabelecer a maior área protegida da Terra: um Santuário do Oceano Antártico. Com 1,8 milhão de km2, ele abrangeria o Mar de Weddell, ao lado da Península Antártica, e seria cinco vezes o tamanho da Alemanha, o país que propõe sua criação.

    A criação da maior área protegida do mundo no Oceano Antártico mostraria que o lobby corporativo e interesses nacionais não combinam com o apelo global para proteger o que pertence a todos nós.

     

    O movimento para proteger mais da metade do nosso planeta - os oceanos - começa agora, e começa na Antártida.

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  • Qual o futuro sustentável dos biocombustíveis?

    Postado por Davi Martins - 4 - dez - 2017 às 11:31

    Não é possível estabelecer um marco legal para o setor sem considerar a transição para o fim dos combustíveis fósseis

     

    Plantação de soja no cerrado, em Mato Grosso: como garantir que a maior demanda por biocombustíveis não pressione ainda mais a vegetação nativa? Foto: Bruno Kelly/Greenpeace

     A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que cria a Política Nacional de Biocombustíveis, chamada de RenovaBio. A iniciativa, lançada em 2016, propõe um marco legal para expandir a produção e o uso de biocombustíveis no Brasil, “de forma sustentável e compatível com o crescimento do mercado”. É ai que estão as dúvidas.

    Na teoria, o uso dos biocombustíveis é positivo como transição para uma matriz energética mais limpa– eles são renováveis e emitem menos poluentes que os combustíveis fósseis, como o diesel e a gasolina. Porém, o projeto de autoria do deputado Evandro Gussi (PV-SP), pouco discutido com a sociedade, tem falhas ao não tratar devidamente pontos cruciais para a adequada regulamentação do setor: 

    • Não impede que a vegetação nativa seja ocupada para a produção de biocombustível, como já acontece no Cerrado brasileiro com a soja. O aumento na demanda por biocombustíveis pode ser uma pressão maior no desmatamento. O novo Código Florestal, que deveria responder a isso, está sob ameaça de sofrer novas alterações para se adequar às exigências do agronegócio. 
    • Não traz metas de redução de emissão de gases de efeito estufa (GEE) e de poluentes locais (material particulado MP10 e MP2,5) adequadas com as metas do Acordo de Paris. Embora os biocombustíveis poluam menos, a solução é paliativa ao não zerar as emissões, algo que será fundamental a partir de 2050, se quisermos limitar o aquecimento global a 1.5º C. 
    • Não estabelece um cronograma que garante a descontinuidade de combustíveis fósseis na geração de energia e no transporte. O mundo desenvolvido já planeja o fim do motor à combustão para antes de 2050. Como ficará o mercado internacional para biocombustíveis em um mundo predominantemente elétrico?

     A devida regulamentação do setor de biocombustíveis deve acontecer atendendo, portanto, aos critérios estabelecidos pelo Brasil no Acordo de Paris. Sendo assim, é imprescindível que este projeto de lei estabeleça metas claras rumo à emissão zero dos setores de energia e transportes para garantir o limite mínimo de aquecimento. Esta é a melhor oportunidade de regulamentar o setor fundamental para a transição que deve, primeiramente eliminar os combustíveis fósseis, para então, eliminar por completo todas as emissões de poluentes.

    Davi Martins é engenheiro e especialista em Mobilidade Urbana do Greenpeace  Leia mais >

  • Feliz Dia Mundial da Antártida!

    Postado por Greenpeace - 1 - dez - 2017 às 13:05

    Hoje é dia de celebrar um novo passo pela sua proteção e de se preparar para uma nova aventura com a gente; muito em breve, poderemos fazer ainda mais pelo continente de gelo, tão ameaçado

    A Antártida está tão longe da maioria de nós, que muitas vezes cai fora da borda dos mapas do mundo, como uma conclusão final inacabada. A massa terrestre da Antártida detém 90% da água doce no planeta, é o maior deserto do mundo e o único continente sem população humana nativa.

     Hoje, 1 de dezembro, é o Dia Mundial da Antártida - um dia para celebrar o continente que pertence a todos nós e nenhum de nós. O Dia Mundial da Antártida reconhece o “Tratado Antártico”, que reuniu governos globais interessados ​​no continente gelado. O tratado abrange todas as terras e lençóis de gelo ao sul de 60° S de latitude, e foi acordado há exatos 58 anos para colocar a Antártida fora dos limites da atividade militar, destinando-a a ser um lugar exclusivo para a paz e a exploração científica.

    O Oceano Antártico circundante não só proporciona vida e abrigo para animais incríveis, únicos e icônicos se desenvolverem, mas também influencia outros oceanos e toda uma vida selvagem que vive a milhares de quilômetros de distância dali.

     No entanto, esse Tratado não foi longe e forte o suficiente para proteger o continente da perfuração de petróleo e gás ou de outras explorações minerais – é ai que o Greenpeace entra. Em 1985, após vários anos de planejamento, iniciamos uma campanha maciça para criar um “Parque Mundial Antártico”. Usando uma combinação de ações diretas, ciência sólida e pressão política, estabelecemos até nossa própria base científica na Antártida, em 1987. Muitos anos depois, é hora de voltar a navegar nesses mares em uma nova expedição dedicada a aumentar a proteção dessas águas. Para saber mais sobre essa aventura, cadastre-se no formulário abaixo.

       

    O sucesso chegou em 1991, quando as nações concordaram com um protocolo ambiental de proteção à Antártida. Nossa base no continente foi fechada e removida no mesmo ano, sem deixar rastros. Desde então, o continente de gelo foi protegido contra a exploração. Mas, infelizmente, não se pode dizer o mesmo do oceano que o circunda.

     Tudo na Antártida depende diretamente do oceano. Ele fornece comida, abrigo e a própria vida, mas as criaturas que vivem lá enfrentam uma avalanche de ameaças humanas ao longo dos séculos. A massiva caça à baleia em escala industrial foi, naturalmente, um dos capítulos mais sombrios, até à sua proibição global ser alcançada em 1982 – uma conquista no qual o papel do Greenpeace foi essencial. A defesa das baleias continua agora através da luta contra as mudanças climáticas, da poluição dos plásticos e dos ruídos nos mares, da chamada "caça científica", e agora, da pesca do krill antártico, um pequeno crustáceo que é a base de toda a cadeia alimentar da região. Além disso, o Oceano Antártico está na vanguarda dos primeiros e piores impactos das mudanças climáticas. 

    Um novo santuário para a Antártida

    Só faz sentido que este oceano, que abriga populações globais de animais icônicos, também seja protegido como o continente já é. A Antártica não é nada sem o oceano. É por isso que, neste ano, o Dia Mundial da Antártica é uma ótima oportunidade de celebrar e de fazer muito mais.

    Mar de Weddell, na Antártida: nosso novo desafio será fazer com que os governos criem a maior área protegida do mundo na região.

     Neste dia 1 de dezembro de 2017, a Área Marinha Protegida do Mar de Ross entra em vigor. Este santuário, que abrange 1,5 milhão de quilômetros quadrados, foi finalmente acordado no ano passado pela Comissão do Oceano Antártico. É uma notícia fantástica para pinguins, baleias, focas e todos nós, mas também é uma lembrança de que precisamos nos mover muito mais rápido para proteger essas preciosas criaturas e seus lares. Precisamos urgentemente proteger mais nossos oceanos, e nem sequer é um trocadilho divertido dizer que o progresso até agora foi glacialmente lento.

    Em 2018, o Greenpeace retornará à Antártida, mais de 25 anos depois de desarmarmos nossa base no continente. Estamos enviando nosso navio Arctic Sunrise ao sul, em uma viagem de expedição ao fim da Terra (ou seria seu início?). Nossa missão é nos juntar a um movimento global pela criação do maior santuário oceânico do mundo para proteger a fauna frágil e surpreendente no Mar de Weddell, como os pinguins, baleias e focas. Leia mais >

     Mas simplesmente não podemos fazê-lo sem sua ajuda. Queremos que você se prepare para embarcar nesta nova viagem conosco! Cadastre-se abaixo para receber mais informações, fotos e vídeos incríveis dessa expedição.

       

  • Um trilhão de reais para poluir

    Postado por Márcio Astrini* - 27 - nov - 2017 às 12:00

    Para favorecer empresas do petróleo, inclusive estrangeiras, nosso governo quer usar o dinheiro do bolso do contribuinte para destruir o clima.

    Arte de rua pede "ar limpo já" enquanto o governo brasileiro está prestes a favorecer a indústria do petróleo e abrir R$ 1 trilhão nos cofres públicos. (Foto: ©Lorenzo Moscia/Greenpeace)

    Em março deste ano, o ministro do comércio do Reino Unido, Greg Hands, estava no Brasil e se encontrou com nosso secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa. Na pauta, os interesses de empresas petrolíferas britânicas – em especial a BP, a Shell e a Premier Oil, que estariam preocupadas com taxações e licenciamento ambiental por aqui. Pedrosa disse que estava pressionando seus pares no governo brasileiro para que os interesses das petrolíferas britânicas fossem atendidos. Parece que os esforços de Pedrosa deram certo. E como.

    Em meados de agosto, o Governo enviou ao Congresso a Medida Provisória 795/2017, que reduz os tributos que petrolíferas pagarão ao cofres públicos. A garfada no bolso dos brasileiros poderá chegar ao valor de 1 trilhão de reais em isenções fiscais nos próximos 25 anos – recheando assim os bolsos das empresas petrolíferas internacionais. O texto está prestes a ser votado na Câmara dos Deputados. O governo brasileiro também renovou o Repetro, um regime de isenções fiscais para importação de equipamentos da indústria petrolífera. Em outubro, a Shell disputou seis áreas para explorar petróleo no pré-sal. Ganhou três.

    Já a BP, que levou dois blocos no último leilão de pré-sal, está atualmente tentando obter o licenciamento ambiental para buscar petróleo na foz do rio Amazonas a partir de 2018. O Ibama alega que o estudo de impacto ambiental da empresa tem falhas e faltam dados mais completos. E pediu revisões.

    Mas a MP 795 não foi feita apenas para esvaziar o bolso do contribuinte. Ela também é uma tragédia ambiental de proporções globais. Ao ofertar incentivos trilhardários à indústria do petróleo, o país corre para ficar na contramão de todos os esforços de combate às mudanças climáticas. E ignora que as mudanças climáticas já fazem muitas vítimas. Afinal, a queima de combustíveis fósseis como o petróleo é um dos principais responsáveis pela poluição do planeta.

    O real propósito do governo fica claro em um texto postado nas redes sociais pelo diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Décio Oddone. Ele afirmou: “Estamos em transição para uma economia de baixo carbono. Vai sobrar petróleo embaixo da terra. Espero que não seja o nosso”.

    Lobby escancarado
    A denúncia de lobby entre governo britânico junto ao brasileiro para favorecer empresas petrolíferas foi divulgada pelo jornal britânico The Guardian. A informação veio de um documento obtido pelo Unearthed, braço de investigação do Greenpeace do Reino Unido. E já desencadeou em um pedido de investigação à Procuradoria Geral da República e reverberou no parlamento inglês.

    É inegável que o encontro teve efeito em decisões do governo. A Shell é a maior petroleira privada em operação no Brasil, e a BP também tem uma atividade relevante para as cifras da economia nacional.

    O que vemos com essa série de desdobramentos é mais uma vez o governo atendendo, sem nenhum pudor, aos interesses internacionais – e privados – em detrimento dos interesses do Brasil, dos brasileiros e do meio ambiente.

    Há pouco tempo, ocorreu um escândalo parecido envolvendo o mesmo Ministério de Minas e Energia e mineradoras. Naquela oportunidade o governo havia editado um decreto abrindo a área conhecido como RENCA, em uma região intocada da Amazônia e rica em ouro, para ser explorada a pedido de empresas canadenses.  

    No começo de novembro, os países do mundo inteiro estavam reunidos na Alemanha, conversando sobre como reduzir emissões de gases que causam o aquecimento global. E o Brasil, na contramão do que prometeu na COP23, está entregando o petróleo de seu subsolo a um custo baixíssimo em termos financeiros – e altíssimo em termos ambientais e sociais.

    A MP do Trilhão entrega o Brasil aos interesses internacionais E ainda coloca nosso país na posição de vilão do bem-estar e da segurança climática.

    *Márcio Astrini é coordenador de políticas públicas do Greenpeace Brasil

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  • Doador relata: “Sou um funcionário da indústria e apaixonado pela natureza”

    Postado por Tiago Batista - 22 - nov - 2017 às 15:12

    Doador do Greenpeace há 7 anos conta como vem aplicando suas convicções pessoais pela defesa do planeta em um meio profissional de grande impacto

     “Sou um profissional da indústria e para evitar conflitos em relação à minha posição crítica, prefiro não expor minha identidade. Mas faço minha parte no meu entorno e gostaria de compartilhar essa experiência com vocês.

    Sou conectado à natureza desde criança. Mas quando crescemos, a mecânica da sociedade nos distancia do caráter humano e esquecemos que não estamos à parte da natureza, e sim somos parte dela. Gradualmente, o homem foi transformado pela indústria do comodismo neste último século, se distanciando dessa perspectiva.

    Comecei a refletir então que a ecologia está ligada ao social, não tem como separar uma coisa da outra. Sou ecológico e sou sociedade. Ou seja, o ambiente natural e o construído estão intimamente interligados.

    Isso ficou claro para mim em um momento da minha vida profissional, quando fui trabalhar em uma empresa que estava construindo uma hidrelétrica em uma região de conservação ambiental. As informações não eram tão acessíveis como hoje com a internet.

    Meu trabalho era legal, no sentido de que seguia todos os regimentos da lei. Mas a  legislação avança e vai permitindo os impactos. Não se constrói uma hidrelétrica sem impactos. Uma desapropriação para represar água causa danos absurdos. Assim como a usina de Angra dos Reis foi construída com a liberação do governo, mesmo todos nós sabendo que um pequeno incidente pode se transformar em uma tragédia radioativa, no meu trabalho não foi diferente. Mesmo sendo legal, causou um grande impacto na natureza. Percebi naquela ocasião como tudo se resume a uma demanda da sociedade e interesses financeiros.

    Não era o melhor dos cenários, mas fiz o possível, a nível pessoal, para me relacionar melhor com o meio ambiente nessa situação. Rapidamente, me especializei em capturas de animais peçonhentos no Instituto Butantã para ajudar a retirar as serpentes das pistas e evitar maiores danos. Um trabalho de formiguinha...

    Hoje, em um novo emprego, sou técnico de segurança do trabalho. Continuo na indústria, porém com uma faceta forte em educação. Falo de saúde, segurança e meio ambiente e meu esforço está em multiplicar esses conhecimentos e preocupações para meus colegas mudarem seus comportamentos e levarem o que aprendem para suas casas.

    Usamos canecas em vez de copos plásticos; segregamos corretamente o lixo; instalamos mais janelas para reduzir o consumo de energia com iluminação natural; temos um projeto interessante de conscientização do uso de papel, controlando impressões;eliminando os lixos individuais das mesas, forçando os colegas a levarem a um local único e separá-los para reciclagem. Monitoro containers e garanto que tudo seja declarado ao Ibama.

    Entre os maiores desafios do meu trabalho estão os operários sem conhecimento, e a direção que não compreende que, mais do que ser burocrático, a preocupação ambiental é um bem para toda a sociedade. Eu sei que faz parte do negócio ter lucro, mas a que custo?

    Compro briga sempre que o departamento de meio ambiente não é convocado para reuniões de implantação de novos projetos; ou quando o departamento de compras não barra produtos que não estamos preparados para tratar e descartar. Aliás, esta é minha briga diária.

    Sou criado em uma sociedade consumista onde a obsolescência programada acontece em tudo. Mas existem situações simples que podem ser evitadas. Por exemplo: não consuma canudos. Todos falam que são higiênicos, mas até que ponto? A que custo? Por que toalha de papel se podemos ter uma de pano?  As pessoas usam quilos de papel para enxugar as pontas dos dedos!

    Nunca interagi com o Greenpeace, mas me considero um multiplicador discreto de suas ideias. Quando pequeno, ouvi falar pela primeira vez da organização na National Geographic, numa reportagem com imagens de baleias sendo abatidas e os ativistas protegendo-as, mesmo recebendo jatos de água. Isso foi  marcante!

    Deixei de ser doador por um período que fiquei desempregado, mas assim que voltei ao trabalho reiniciei minha contribuição. Acho ótimo a independência do Greenpeace. A mídia não relata as situações em sua essência e a população tem uma visão equivocada e superficial do seu trabalho.

    Fico na torcida para que mais pessoas possam doar e ampliar o conhecimento sobre o Greenpeace.  Se todos participarem, certamente atingiremos nossos objetivos mais rápido e mudaremos a forma como a sociedade se relaciona com a natureza. Um mundo em que não seria mais necessário o Greenpeace, pois todos seríamos Greenpeace. Pode parecer utopia, mas enquanto isso não acontece, continuo fazendo a minha parte como doador, acompanhando este trabalho inspirador e sendo um agente de mudança.”

    XXXXXXX, 38 anos, é doador do Greenpeace há sete anos e um multiplicador de bons hábitos. E você, gostaria de inspirar pessoas e causar reflexões?

    Escreva para a gente

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  • População questiona exploração de petróleo perto dos Corais da Amazônia

    Postado por Thaís Herrero - 21 - nov - 2017 às 12:00

    Durante audiências públicas da empresa BP, moradores do Pará e do Amapá se mostraram preocupados com o projeto de perfuração na Foz do Amazonas e com um possível vazamento de petróleo

    Ativistas do Greenpeace entregam banner à BP com mensagens de pessoas do mundo todo que não aceitam a exploração de petróleo perto dos Corais da Amazônia. (Foto: ©Juliana Costa/Greenpeace)

     “Na maioria dos grandes projetos que vêm para a Amazônia, são as empresas que ficam com os maiores lucros. É difícil que a população esteja satisfeita considerando que o projeto da BP visa o capital da própria empresa. E vemos que, em caso de um vazamento de petróleo, será muito difícil restaurar a vida marinha da região". Foi assim que Lucilene de Souza, da comunidade de Colares, no Pará, descreveu seu sentimento sobre o projeto da britânica BP de explorar petróleo na bacia da foz do rio Amazonas.

    Lucilene foi uma das cerca de 1.500 pessoas que participaram das audiências públicas que a BP e o Ibama realizaram entre os dias 9 e 13 de novembro em Belém, no Pará, e em Oiapoque e Macapá, no Amapá. Esses são municípios que serão impactados ou envolvidos de alguma forma pela busca ao petróleo, que a empresa planeja para 2018.

    Nós do Greenpeace estivemos nas três audiências para levar questionamentos e a mensagem daqueles que são contra o projeto mas não puderam estar presentes. O bloco que a BP quer perfurar está próximo aos Corais da Amazônia, um ecossistema único no mundo e ainda pouco conhecido pela ciência.

    O que vimos nas três cidades foi um mesmo cenário: cidadãos com muita ânsia em ser ouvidos, repletos de dúvidas sobre o que de bom a exploração de petróleo trará para eles e receios sobre o impacto de um possível de vazamento de petróleo. Mesmo as poucas pessoas que apoiavam o projeto pediam investimentos ou empregos para a região.

    Quando Gilberto Iaparrá, cacique do Conselho Indígena do Oiapoque, falou ao microfone, mostrou preocupação de que um vazamento alcance o rio Uaçá, que banha sua terra indígena. “Vocês estão vindo aqui falar sobre a exploração de petróleo no nosso mar. E eu quero saber como ficarão nossos peixes e nossos caranguejos em caso de um vazamento. A gente se preocupa com o nosso meio ambiente porque é nele que vivemos, é onde vivem nossas crianças", disse.

    A resposta evasiva que os representantes da BP deram a ele e a todos que perguntaram sobre um possível vazamento foi a mesma: "Não há risco de o óleo chegar na costa". Muitos moradores do Oiapoque, no entanto, alegam que o mar traz, sim, detritos da região onde estão os blocos. E esse conhecimento vem de gerações. Falhas no Estudo de Impacto ambiental como essa foram detalhadas em nossa publicação Amazônia em águas profundas.

    A chance de um vazamento de petróleo preocupa principalmente a grande comunidade de pescadores nos dois estados. A professora de ecologia aquática e pesca da UFPA, Voyner Ravena, levantou um ponto importante: Não se sabe hoje como são os estoques de peixes na região onde a BP quer operar. "Se acontecer um vazamento ninguém vai ter como saber como era a região antes do acidente. Não existem dados sobre os peixes que vivem aqui", disse.

    Tanto em Macapá quanto em Oiapoque houve também quem questionasse a BP por querer buscar petróleo na costa do Amapá, mas usar Belém, no Pará, como base de operações. Nenhum emprego será gerado no Amapá. E serão poucos em Belém. O argumento da BP é que para essa fase inicial, o Amapá não tem estrutura suficiente para receber a empresa. Em Oiapoque, professores da rede municipal pediram várias vezes que a empresa, se quiser atuar na região, deve investir em educação ali.

    Thiago Almeida, especialista em petróleo do Greenpeace Brasil, levantou o fato de que a BP insiste no plano de explorar petróleo na região, mesmo depois de sabermos que os blocos estão próximos aos Corais da Amazônia e em uma região onde vivem espécies de animais ameaçados de extinção e potenciais novas espécies, que ainda nem foram descobertas pela ciência. "Sabendo que a BP tem em seu currículo o pior derramamento de petróleo da história, e levando em conta o pouco conhecimento que temos sobre o bioma dos Corais da Amazônia, ainda assim a empresa acha que vale a pena seguir com esses planos? Isso sem mesmo saber o que existe lá? Se a gente não sabe o que existe lá e o tamanho da área, como podemos prever os impactos?", questionou.

    A resposta de Luís Pimenta, coordenador de respostas e emergência da BP, foi que a empresa aprendeu muito com o desastre no Golfo do México. Mas, para o Greenpeace, esse é o tipo de aprendizado que preferimos não arriscar a ter. "Em função do pouquíssimo conhecimento que se tem sobre o bioma e a região, quero pedir que seja adotado o princípio da precaução e que a BP fique longe da região e abandone seus planos", disse Thiago.

    Audiências públicas são bons termômetros para entendermos como a população está recebendo um projeto. E, de acordo com o que vimos em Belém, Oiapoque e Macapá, o povo não está convencido de que o petróleo na foz do Amazonas é um bom ou seguro negócio. Depois do povo dizer não, a Ciência dizer não, e mais de 1,3 milhão de pessoas dizerem não ao petróleo perto dos Corais da Amazônia, o que a BP está esperando para desistir de vez desses planos irresponsáveis?

    Se você concorda, assine e compartilhe nossa petição. E vamos pressionar as petrolíferas a ficarem longe dos Corais da Amazônia.

     

    Em Macapá, durante a audiência pública, voluntários do Greenpeace fizeram primeira atividade na cidade, contando para a população sobre a importância de defender os Corais da Amazônia da ameaça do petróleo (Foto: ©Eliana Gonçalves/Greenpeace)

     

     

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  • Transformação: doadores visitam o Greenpeace

    Postado por tbatista - 18 - nov - 2017 às 16:02

    A última terça-feira de novembro é conhecida mundialmente como o Dia de Doar. Aproveitamos a data para  convidar um grupo de doadores a virem até o escritório do Greenpeace. O Evento TransformAção 2017 recebeu 30 doadores, de diferentes locais de São Paulo, que tiveram a oportunidade de conhecer no detalhe a atuação do Greenpeace e a transformação que acontece com as doações realizadas.


    Durante o evento, nosso diretor executivo, Asensio Rodriguez recepcionou os doadores e falou sobre a importância de ser uma ONG independente e como essa independência está relacionada diretamente com as doações de cada um que ali estavam.

     

    Os doadores conheceram um pouco sobre o incrível trabalho de conscientização dos captadores de recursos, peças chaves para a manter o trabalho do Greenpeace.

     

    Fizeram um tour pelos ambientes da ONG, conheceram voluntários e ativistas. Ouviam também nossos responsáveis por florestas, Romulo Batista e a Adriana Charoux, que falaram sobre as campanhas que estamos realizando e responderam perguntas dos doadores.

     

    E por fim, botaram a mão na massa, pintaram um banner, como fazem os ativistas  e aprenderam que em ação não fazemos fotos sorrindo.

     

    Veja mais sobre o evento no vídeo

     

    Obrigado a todos doadores que dividiram este momento com a gente e caso você queira ser convidado para o próximo evento do Greenpeace, manifeste seu interesse escrevendo para:

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