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Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Mobilização pelo Ártico continua

    Postado por Alan Azevedo - 14 - jul - 2014 às 17:59

    A Declaração Internacional pelo Futuro do Ártico ganha novos signatários. 

    O Instituto Akatu e a ONG SOS Mata Atlântica se posicionaram a favor da proteção do Ártico assinando o documento que já passou pelas mãos de importantes figuras no mundo inteiro. O apoio é reforçado pela aderência do ativista sócioambiental Chico Whitaker, co-fundador do Fórum Social Mundial, e do ex-vice-ministro de Produção Nacional do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Helio Mattar – hoje presidente do Instituto Akatu.

    Chico Whitaker, ativista co-fundador do Fórum Social Mundial. © Greenpeace

    O documento foi formulado com o propósito de pressionar as nações que possuem território no Ártico (Noruega, Canadá, Rússia, entre outros) a vetarem qualquer tipo de exploração na região. A Declaração é voltada para pessoas influentes como políticos, empresários e artistas que possam engrossar o movimento e o lobby pela criação de um Santuário Protegido no Polo Norte.

    No Brasil, já assinaram Marina Silva (PSB), Alfredo Syrkis (PSB-RJ), Sergio Xavier (ex-ministro do meio ambiente), Ricardo Abramovay (Instituto de Relações Inernacionais - USP e FEA-USP), Oded Grajew (fundador da Grow Jogos e Brinquedos), José Eli da Veiga (Instituto de Energia e Ambiente - USP), João Paulo Capobianco (Conama, ICMbio, SOS Mata Atlântica, ISA e ex-diretor executivo do Ministério do Meio Ambiente), entre outros.

    Leia mais:

    A ideia é que todos possam ajudar. Por isso criamos três passos simples para que qualquer pessoa mobilize quem ela julga importante a defender o Ártico. Entre no site e saiba mais. Leia a Declaração pelo Futuro do Ártico na íntegra aqui e veja a lista completa de signatários aqui. Leia mais >

  • Merkel, é hora de agir pelo clima

    Postado por Marina Yamaoka - 14 - jul - 2014 às 12:45

    Durante Diálogo do Clima, em Berlim, na Alemanha, ativistas protestaram pedindo mais ação e comprometimento por parte da União Europeia em relação às mudanças climáticas (© Gordon Welters/Greenpeace)

     

    Em Berlim, durante o Diálogo do Clima de Petersburg, ativistas do Greenpeace protestaram no portão de Bradenburg para pedir que a Alemanha e a Europa se comprometam com a proteção do clima. Enquanto Angela Merkel, chanceler da Alemanha, falava com representantes de 45 países sobre mitigação de emissões de gases do efeito estufa, os ativistas carregavam a mensagem “Proteção do clima: o mundo está esperando a Europa” do lado de fora do local da reunião.

    Enquanto os Estados Unidos anunciou, no início de junho, regulamentação para reduzir suas emissões e a China entrou na discussão para ver como reduzir suas emissões a partir do carvão, o debate climático está parado na União Europeia. Os objetivos atuais da Comissão Europeia para 2030 estão longe de ser ambiciosos. “Merkel deve se comprometer e lutar pela expansão das energias renováveis e eficiência energética”, disse Martin Kaiser, especialista em mudanças climáticas do Greenpeace Internacional.

    A chanceler alemã anunciou, no início de julho, que o tema das mudanças climáticas seria uma questão central de sua presidência no G7, grupo dos sete países mais desenvolvidos. No entanto, segundo Kaiser, “a Alemanha ainda financia a construção de termelétricas a carvão no exterior. É inaceitável que o país da transição energética continue incentivando energia suja em outros países e afirmando que se importa com a proteção do clima.”

    O Diálogo do Clima de Petersburg é uma etapa importante no caminho para um tratado global de proteção climática que deve ser assinado em Paris, no final de 2015, e que deverá estabelecer medidas para conter as consequências das mudanças climáticas. Daqui até 2015, o Brasil também tem que fazer sua parte na discussão global sobre o clima.

    Ainda este ano, o país terá que apresentar metas ambiciosas e concretas para redução de emissões para o período pós-2020. Historicamente, o desmatamento foi a principal fonte de emissões, mas o cenário brasileiro mudou. Setores como energia e agropecuária estão aumentando sua participação, demonstrando que não basta se comprometer com apenas uma das fontes, mas, sim, que o Brasil precisa de metas para todos os setores.  Leia mais >

  • Legislação do futuro. Ou do passado?

    Postado por Marina Yamaoka - 14 - jul - 2014 às 10:02 1 comentário

    Trabalhadores rurais de Açailândia, resgatados de carvoarias que destroem a floresta amazônica no Maranhão (©Greenpeace/Ismar Ingber).

     

    A comemoração durou pouco. Depois de tramitar durante 19 anos no Legislativo brasileiro, a PEC do Trabalho Escravo (Proposta de Emenda à Constituição), que prevê o confisco de imóveis flagrados com trabalho escravo, finalmente aprovada em maio de 2014, corre o risco de ser enfraquecida e de se tornar, na verdade, um marco de retrocesso.

    Está marcada para esta terça-feira, 15 de julho, a votação do parecer do texto que regulamentará a PEC e que detalhará como ela será colocada, de fato, em prática. A manobra de alguns congressistas, liderados pelo senador e relator da proposta de regulamentação da PEC, Romero Jucá (PMDB-RR), é a de tentar enfraquecer o conceito de trabalho escravo.

    A proposta de Jucá também quer alterar o funcionamento da ‘Lista Suja’, cadastro de empregadores flagrados com mão de obra análoga à escrava mantida pelo Ministério do Trabalho que constitui importante instrumento de transparência e combate a esse crime. Pelo relatório proposto pelo senador será proibido incluir nomes nos cadastros antes de condenação judicial final sem mais direito a recurso, o que pode levar até 20 anos de tramitação. Ou seja, na prática, o cadastro que dá transparência aos 609 nomes de empregadores ‘sujos’ deverá ser esvaziado se a proposta de Jucá vingar.

    Embora digam que defendem o combate ao trabalho escravo, não é de hoje que a bancada ruralista luta para enfraquecer iniciativas como a PEC. Em abril de 2014 a CNA - Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária-  presidida até junho pela Senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), fez sua tentativa de anular a lista suja do trabalho escravo, entrando com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) no Supremo Tribunal Federal (STF). 

    “Katia é uma das principais defensoras desse projeto de Jucá usando como desculpa que o conceito é muito vago. Defende o fim do trabalho escravo desde que a bancada ruralista decida o que é trabalho escravo. Contudo, os trabalhadores escravizados não concordam com isso”, afirmou Adriana Charoux, da Campanha da Amazônia do Greenpeace Brasil.

    Coincidentemente dois irmãos da senadora Kátia Abreu tiveram seus nomes envolvidos com flagrantes de escravidão em 2012 e 2013. A senadora preside a CNA e atualmente está afastada por causa de sua campanha eleitoral.

    "É mais uma tentativa da bancada ruralista de desmontar a legislação que protege os direitos humanos e o governo federal tem a obrigação de atuar para pressionar e impedir que essa aberração seja aprovada”, continuou Charoux. O Brasil é reconhecido como uma referência na luta contra a escravidão contemporânea pelas Nações Unidas.

    Mais de 46 mil trabalhadores foram resgatados da escravidão no Brasil desde 1995, principalmente na pecuária e na extração de madeira, atividades que se consolidaram como principais  vetores de desmatamento e degradação florestal na Amazônia. Aliás, o Pará é ao mesmo tempo o Estado campeão de desmatamento e em número de empregadores na lista suja do trabalho escravo.

    “Se queremos continuar defendendo os trabalhadores brasileiros, precisamos impedir qualquer tipo de flexibilização do conceito de trabalho escravo e da ‘Lista Suja’. É inaceitável que uma emenda progressista se transforme em legislação do passado”, completou Charoux. Leia mais >

  • Ajoelhou, tem que rezar

    Postado por Bernardo Camara - 11 - jul - 2014 às 17:06

    Foto: Greenpeace/Otávio Almeida

     

    A desculpa é velha. E, pelo jeito, também é torta. Há alguns anos reduzindo o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para automóveis, o governo sempre usou a mesma justificativa: a medida vai gerar empregos e vai ser ótima para a economia do país. Nem tanto. Um estudo dos economistas Alexandre Porsse e Felipe Madruga, da UFPR (Universidade Federal do Paraná), mostra que, entre 2010 e 2013, os ganhos da medida para o PIB e geração de emprego foram pífios.

    A pesquisa foi divulgada nesta sexta-feira, em matéria do jornal Valor Econômico. Segundo o levantamento, a contribuição positiva da desoneração do IPI dos carros para o PIB foi de apenas 0,02% ao ano, e no emprego, de 0,04% ao ano. O retorno para a economia brasileira, portanto, é baixíssimo diante dos custos para se gerar os subsídios.

    E o pior: o ônus não vem com contrapartida dos fabricantes de veículos. Isso significa que, nos últimos anos, o governo vem passando a mão na cabeça da indústria sem que ela ofereça um retorno à sociedade. Igualzinho se faz com um filho mimado, conforme escreveu Sérgio Leitão, diretor de Políticas Públicas do Greenpeace, em artigo recente no Correio Braziliense.

    Com tantos afagos, o mínimo que se espera da indústria brasileira de automóveis é que ela ofereça carros mais limpos e eficientes ao consumidor. Ou seja, que gastem menos combustível e emitam menos gases de efeito estufa. As mesmas marcas que produzem veículos por aqui já estão fazendo isso em outros mercados, como o europeu. Já passou da hora de dar esse passo no Brasil. 

    O Greenpeace está desafiando as principais montadoras brasileiras a produzir veículos mais limpos e eficientes no país. Saiba mais aqui. Leia mais >

  • Viral do Greenpeace é tirado do YouTube

    Postado por Alan Azevedo - 11 - jul - 2014 às 10:27

     

    O vídeo do Greenpeace “LEGO: Nem Tudo é Incrível”, um viral que somava mais de três milhões de visualizações nos últimos dias, foi tirado do YouTube sob pretexto de quebra de direitos autorais da Warner Bros. Criado com o objetivo de satirizar um assunto relevante para a sociedade, o vídeo foi transferido para o Vimeo.

    Idealizado pela Don’t Panic, agência vencedora do BAFTA (Academia Britânica de Artes para Filmes e TV), o filme mostra um Ártico de LEGO sendo destruído pelo petróleo da Shell. Como trilha, uma paródia da música “Everything is Awesome” (Tudo é Incrível, em inglês), usada no filme oficial da LEGO. A ideia é destacar a conivência da LEGO na ameaça ao Ártico, promovendo a controversa marca da Shell em seus brinquedos.

    Veja o vídeo LEGO: Nem Tudo é Incrível

     

    “Vendo como agiram com o vídeo, acredito que nossa pauta chegou nas salas de reunião de algumas grandes empresas. Mas essa tentativa de nos silenciar será em vão”, explica Ian Duff, coordenador da campanha Salve o Ártico. “A LEGO diz que quer deixar um mundo melhor para as crianças, mesmo que em parceria com uma das empresas mais poluidoras do planeta, que agora avança sobre o Ártico”, completa.

    Direitos autorais

    O Greenpeace vai recorrer à acusação, o que pode levar em torno de dez dias para ser resolvido segundo as normas do YouTube. O argumento é claro: o vídeo foi usado para satirizar e parodiar, sendo usado para interesse público, o que o coloca sob o direito de liberdade de expressão. De acordo com a pesquisa do YouTube, existem outros 772 vídeos no site que usam a música “Everything is Awesome” e diversos outros personagens do longa-metragem da LEGO.

    A ONG já teve outros problemas com direitos autorais no passado: uma campanha em vídeo retratando os personagens da saga Star Wars foi tirada do ar e posteriormente liberada após o questionamento do Greenpeace. Por isso é importante ressaltar que o vídeo “LEGO: Nem Tudo é Incrível” deve ser espalhado pelas redes sociais massivamente.

    Por fim, os colaboradores do Greenpeace vão receber um e-mail reiterando o pedido de espalhar essa mensagem, seja mandando mensagens à LEGO ou compartilhando o vídeo cada vez mais.

    Assine a petição da campanha para que a Lego desmonte essa parceria com a Shell. Acesse.

    LEGO, desmonte sua parceria com a Shell e pare de brincar com o Ártico. Assine: www.legodesencaixedashell.org.br Leia mais >

  • Responde direito, LEGO

    Postado por Fabiana Alves* - 10 - jul - 2014 às 18:16 1 comentário

     

    Muitos dos que enviaram seus pedidos à LEGO, pedindo que a empresa de brinquedo desmanche sua parceria com a petrolífera Shell, estão recebendo uma resposta padrão em inglês, parecida com a que nós do Greenpeace recebemos.

    A nossa resposta, que pode ser vista aqui, exalta a contradição da LEGO em acusar o Greenpeace de usá-la como uma ferramenta para atingir a Shell. É bem verdade que a própria LEGO é usada pela petrolífera como um distração para suas arriscadas operações no Ártico, que vem gerando diversas críticas de ONGs e órgãos reguladores internacionais.

    A LEGO é uma das empresas de brinquedo mais admiradas e amadas, e a Shell sabe que essa união não vai somente aumentar seus lucros, mas também alavancar a reputação da companhia, conhecida pelas atividades negligentes no Ártico. 

    Essa não é a solução que queremos da LEGO: é preciso que ela desfaça o contrato com uma das maiores petrolíferas do mundo!

    Por isso é necessário continuar trabalhando pela defesa do Ártico. Seja por e-mail, pelas redes sociais ou assinando a petição. Vamos fazer com que nossos pedidos sejam ouvidos! A LEGO não pode tirar sua responsabilidade dessa parceria.

    O que significa essa união?

    Shell e LEGO possuem uma parceria há mais de 30 anos. O último contrato firmado entre a empresa de brinquedos infantis e a Shell foi em 2011. Você deve se lembrar dessa promoção: abasteça em um posto Shell e ganhe uma miniatura Ferrari feita de LEGO.

    Essa promoção conjunta aconteceu em 33 países e rendeu $ 116 milhões em publicidade para a Shell, além da venda de 16 milhões de carrinhos de brinquedo, fazendo dessa a maior parceria promocional da LEGO. Enquanto durou a promoção, a venda de combustíveis da Shell aumentou em 7,5%. Mais informações nesse vídeo da agência de propaganda da Shell, Iris International.

    Por isso que devemos continuar nosso pedido de rompimento da união entre duas empresas tão diferentes: uma voltada para o publico infantil, e a outra para a exploração de combustíveis fósseis em áreas controversas, como o Ártico. É nossa obrigação, como sociedade civil, pedir por um futuro melhor para nossas crianças.

    * Fabiana Alves é coordenadora da campanha Salve o Ártico do Greenpeace Brasil.

    Assine a petição da campanha para que a Lego desmonte essa parceria com a Shell. Acesse.

    LEGO, desmonte sua parceria com a Shell e pare de brincar com o Ártico. Assine: www.legodesencaixedashell.org.br Leia mais >

  • Brasil na contramão

    Postado por Iran Magno - 10 - jul - 2014 às 16:58

    Foto: Greenpeace/Otávio Almeida

     

    A indústria automobilística pode amargar o fechamento de 2014 em queda. Mesmo com a renúncia fiscal de R$ 1,6 bilhões concedida com a redução de IPI, a previsão é de que o setor feche o ano sem crescimento e com uma queda estimada de 10%. A estratégia de encarar o Brasil como um mercado ilimitado começa a dar sinais de fraqueza.

    O editorial da Folha de S. Paulo de hoje aponta que enquanto países como o México se firmam como mercados exportadores de automóveis, o Brasil foca quase que exclusivamente no mercado interno. Além disso, os carros aqui produzidos não contam com tecnologia de ponta e não têm aceitação global. Um dos fatores a ser destacado é que agora que a discussão sobre carros mais eficientes tem se tornado central, com países estabelecendo metas de eficiência energética mais rigorosas, os carros brasileiros ainda encontrariam barreiras caso tivéssemos o foco em exportação.

    A rentabilidade da operação das montadoras do país, no entanto, ainda é maciça. O mesmo editorial aponta que de 2010 a maio de 2014, essas mesmas montadoras submeteram às suas sedes cerca de US$ 16 bilhões em lucros. O desafio do aquecimento global é de todos e cabe à industria investir nas melhores tecnologias onde quer que operem. Em outros mercados fora do Brasil, essas montadoras terão que obrigatoriamente produzir carros mais eficientes.

    É inaceitável que essas adaptações não sejam trazidas para o Brasil - atualmente quarto mercado consumidor do mundo. Carros que consomem menos combustível podem ser benéficos não só aos consumidores e ao meio ambiente - mas também às contas do país. O Brasil não é um pátio sem fim para escoamento de carros com tecnologia defasada.

    Para saber mais sobre a campanha do Greenpeace por carros mais eficientes e limpos, clique aqui. Leia mais >

  • Nem tudo é incrível, LEGO

    Postado por Alan Azevedo - 8 - jul - 2014 às 9:45

     

    O Greenpeace lança hoje um vídeo para mostrar à LEGO quão perigosa é sua brincadeira com a Shell. “Queremos expor como a LEGO está colaborando para a destruição do Ártico promovendo a controversa marca da Shell em seus brinquedos”, diz Mel Evans, da campanha Salve o Ártico. A petrolífera, com seu plano de exploração na região, está sob pressão de órgãos reguladores internacionais e ONGs.

    Leia mais:

    O vídeo, criado pela Don’t Panic, agência ganhadora do prêmio BAFTA (Academia Britânica de Artes para Filmes e TV), mostra um lindo Ártico feito de LEGO, com toda sua riqueza. Mas logo se percebe as consequências da exploração da Shell no local. Como trilha sonora, uma versão um pouco diferente de “Everything is Awesome”, tema principal de LEGO - O Filme.

    Assista ao vídeo:

     

    “À toda empresa cabe a responsabilidade de escolher seus parceiros de maneira ética. A LEGO diz que pretende deixar um mundo melhor para as crianças. No entanto, sua ligação com a Shell, um dos maiores poluidores e agressores do equilíbrio climático no mundo, mostra o contrário”, expõe Evans.

    A campanha, lançada dia 1º de julho, já conta com mais de 150 mil assinaturas pedindo que LEGO desmonte essa perigosa parceria. Milhares de fãs no mundo inteiro inundaram as páginas do Facebook e do Twitter da empresa de brinquedo com esse mesmo pedido.

    O Presidente e CEO da LEGO, Jørgen Vig Knudstorp, respondeu ao Greenpeace. Veja sua resposta aqui: LEGO fala, mas não explica.

    Assine a petição da campanha para que a Lego desmonte essa parceria com a Shell. Acesse.

    LEGO, desmonte sua parceria com a Shell e pare de brincar com o Ártico. Assine: www.legodesencaixedashell.org.br Leia mais >

  • Lego fala, mas não explica

    Postado por Ian Duff - 3 - jul - 2014 às 17:38 3 comentários

    Twitter da Shell, após início da campanha do Greenpeace: "Somos determinados em gerar impactos positivos na sociedade e nas crianças. Ficamos tristes quando nossa marca é usada em qualquer disputa".

     

    Nós estamos tristes de ver um brinquedo popular como o Lego sendo usado pela Shell, uma das empresas mais irresponsáveis do mundo. Contamos com ajuda dos chefes da Lego para limparmos essa imagem.

    O Greenpeace gosta da Lego: seus brinquedos proporcionam inspiração e educação, além de horas de diversão para milhões de crianças e até mesmo alguns adultos ao redor do globo. É umas das empresas mais avançadas com as quais já trabalhamos, com ótimas estratégias para amenizar os impactos ecológicos e tornar o mundo mais limpo e verde. É por isso que a parceria da Lego com a Shell é uma notícia ruim.

    Ao apoiar uma gigante exploradora de petróleo no Ártico como a Shell, a Lego perdeu sua moral. A petroleira vai totalmente contra os princípios ecológicos seguidos pela companhia.

    A Lego quer barrar as mudanças climáticas. A Shell quer manter nossa dependência de combustíveis fósseis poluentes, como o petróleo. Especialistas estimam que tal exploração faça com que a temperatura média do planeta suba cerca de 4 graus, resultando em seca e fome para milhões de pessoas, além de comprometer biomas importantes, como a floresta amazônica e o Ártico.

    A Lego é a favor das energias renováveis. A Shell vendeu a maior parte de seus negócios renováveis e continua sendo uma influência negativa na luta contra o catastrófico aquecimento global, apoiando os céticos do clima e ignorando projetos que visam a energia limpa.

    A Lego é aficionada por biomas únicos como o Ártico. A Shell vê o Ártico como uma oportunidade para expandir seus negócios. Através do derretimento das calotas polares, quer explorar petróleo na região e acabar de vez com esse ambiente maravilhoso.

    A Lego afirmou que espera que a Shell aja de acordo com a legislação onde quer que estejam. Existem evidências que a Shell não é capaz de operar  de forma segura e legal. Além de ser responsável por um grave acidente envolvendo dois petroleiros, causando um grande incêndio, violou leis mais de uma vez, ao tentar explorar petróleo no Alasca.

    Seus navios petroleiros Noble Discoverer e Kulluk não cumpriram com os limites de poluição estabelecidos pelo E.U.A Clean Air Artic, que visa manter a máxima preservação de biomas importantes para o planeta. Autoridades descobriram múltiplas violações durante o tempo em que os navios atuavam nas águas geladas do Ártico, gerando uma multa de mais de um milhão de dólares.

    Tanto a Lego quanto o Greenpeace querem proporcionar um futuro melhor para as futuras gerações. Já a Shell tem um visão um tanto quanto preocupante para nossas crianças.

    A Shell se camufla atrás de empresas que têm boa reputação no mercado para continuarem trabalhando de forma ilegal. Assim, essas empresas geram milhões de elogios para as operações da Shell. Esse apoio é totalmente injustificável de acordo com os princípios ambientais adotados pela empresa.

    A única razão dessa parceria é a disseminação da marca. A indústria de brinquedos mais popular do mundo precisa deixar de lado seus princípios para aumentar sua venda?

    “Só o melhor é bom e suficiente”, afirma o presidente executivo da Lego, Jørgen Vig Knudstorp. Gostaríamos que essa afirmação fosse verdade, mas enquanto a empresa continuar com a parceria com a Shell, esse lema deve ser ignorado.

    A Lego precisa se juntar na proteção do Ártico e eliminar a Shell de seus planos, e assim proporcionar um futuro melhor para nossas crianças. Leia mais >

    LEGO, desmonte sua parceria com a Shell e pare de brincar com o Ártico. Assine: www.legodesencaixedashell.org.br

  • Grupo de Voluntários do Rio de Janeiro no projeto Quilombo Solar

    Postado por Heloísa Mota - 3 - jul - 2014 às 16:56 3 comentários

     

    Em 2013, o Greenpeace Brasil junto com seus voluntários instalou painéis solares no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, Rio de Janeiro. O projeto teve como uns de seus objetivos mostrar a viabilidade da geração de energia solar, bem como o treinamento e empoderamento dos jovens da região.

    Em 2014, o Grupo de Voluntários do Rio de Janeiro, em articulação com a ACOTEM (Associação da Comunidade Tradicional do Engenho do Mato), iniciaram o Projeto Quilombo Solar, que instalou placas solares e treinou mais de 20 jovens no Quilombo do Grotão, em Niterói. O Lançamento do Projeto aconteceu no último sábado, dia 28 de Junho.

    Lançando mão de ferramentas de mobilização como o financiamento coletivo, e estabelecendo parcerias estratégicas, o projeto foi um grande exemplo de voluntários do Greenpeace assumindo uma atitude de liderança e autonomia, demonstrando o poder dos jovens em fazer a mudança acontecer.

    Veja o emocionante relato desse processo de mobilização e construção no texto da voluntária Enilce Melo, pois ninguém melhor para contar a história, do que quem participou dela.

     “Me senti, talvez pela primeira vez, participando de algo que me parecia uma alternativa real para minimizar o impacto ambiental, de aumentar a eficiência energética do país e ao mesmo tempo de democratizar e promover a integração econômico-social”. 

    Saiba mais sobre o projeto aqui. Leia mais >

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