Greenblog

Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • O Amapá que os amapaenses querem

    Postado por Thaís Herrero - 17 - mai - 2017 às 15:50 4 comentários

    No fim de semana, o Seminário Socioambiental – O Amapá que Queremos Ver reuniu a sociedade civil para promover debates sobre os principais vetores de destruição dos ecossistemas locais

    Cacique Jackson, do povo Karipuna, uma das terras indígenas perto do Oiapoque (AP).

    Ele teme o plano de empresas estrangeiras de explorar petróleo na costa do Amapá. “Todo o impacto que vem do mar afeta nossa vida. Se acontecer um vazamento, o que será dos peixes? O que será da floresta?”, disse. (Foto: ©Mídia Ninja)

    O Amapá que seu povo quer tem agricultura familiar respeitada e não tem invasão de terras por grileiros. Ali, a atividade de mineração e garimpo não deixa passivos ambientais e nem contamina os rios. Famílias não saem de suas casas às pressas antes que uma nova barragem para hidrelétrica alague municípios inteiros. E a costa do estado não está ameaçada por um possível vazamento de petróleo, que colocaria em risco comunidades que vivem da pesca, e os Corais da Amazônia.

    Um Amapá assim só é possível diante da mobilização e participação de movimentos socioambientais e da sociedade civil, como foi visto no primeiro Seminário Socioambiental – O Amapá que Queremos Ver, que aconteceu nos dias 12 e 13 de maio, na capital Macapá.

    Raimunda é moradora do município de Ferreira Gomes.

    Desde a construção de uma barragem na região, em 2014, foram registradas três vezes uma alta mortandade de peixes no rio Araguari, afetando a vida da população local, principalmente dos que dependiam da pesca. (Foto: ©Mídia Ninja)

    O evento foi organizado por diversas organizações da sociedade civil e teve a presença de cerca de 400 pessoas das mais variadas origens: ribeirinhos, quilombolas, indígenas, trabalhadores do campo e da cidade, extrativistas, pesquisadores e ambientalistas, sindicalistas, entre outros. Muitos vieram do interior do estado para participar de um espaço plural de discussões e reflexões sobre o futuro do estado e os atuais problemas enfrentados. 

    Essas pessoas são aqueles diretamente impactados pela expansão do agronegócio e de grandes obras de infraestrutura na Amazônia e, dificilmente, encontram canais para dar vazão às suas demandas e denúncias sobre a atuação do poder público e de empresas pelo estado.

    “Esse é o povo brasileiro que só tem acesso ao ônus do modelo de desenvolvimento adotado pelo país. E esse modelo é usado como justificativa para concretizar a destruição da floresta e continua concentrando renda e terras nas mãos de poucos e, que de desenvolvimento mesmo para a população local, não traz nada”, disse Carolina Marçal, da campanha de Amazônia do Greenpeace Brasil.

    José Ayrton trabalha há 40 anos no garimpo.

    Hoje sofre com os efeitos do contato com o mercúrio e com a falta de apoio do governo. “A maioria dos pequenos garimpeiros não consegue trabalhar na formalidade porque o governo não nos dá amparo algum”. (Foto:©Mídia Ninja)

     As quatro mesas de debate levantaram temas custosos: a contaminação dos rios e alteração da paisagem caracterizada pela forte presença da mineração e do garimpo, principalmente de grandes empresas; a iminente exploração de petróleo na costa do estado, que coloca em risco populações tradicionais, povos indígenas que ocupam a região e os Corais da Amazônia, a expansão do agronegócio, extração ilegal de madeira e a grilagem de terras, que avançam sobre a floresta e as pessoas que vivem nela e dela; e a construção de barragens em ecossistemas frágeis, que tem causado sérios danos aos ecossistemas locais e comprometido seriamente a capacidade de sobrevivência das populações que vivem desses recursos.

    Todos os temas abordados se agravam diante da incapacidade do poder público de assegurar transparência e participação social. O seminário e a alta adesão a ele mostraram um forte senso de união entre a população, que mesmo de diferentes origens, tem em comum o desejo de um futuro melhor para o estado e seus habitantes. O evento marcou a retomada do diálogo e da mobilização entre essas pessoas. E os próximos passos estão sendo planejados. O Amapá que queremos está diante de nós.

    Dona Dercy Guimarães veio da comunidade de Boa Esperança, no Pará.

    Ela compartilhou a história de seu povo. “A gente discute lá o crédito de carbono, problemas da expansão da soja e das madeireiras. Nunca tinha me passado pela cabeça que outros tinham os mesmos problemas. Por isso precisamos nos unificar, para que os movimentos não sejam isolados. É juntos que vamos construir uma sociedade justa”. (Foto: ©Mídia Ninja) Leia mais >

     

  • Como trazer o verde de volta à paisagem do Rio Doce?

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 16 - mai - 2017 às 12:45

    Pesquisa busca estabelecer técnica mais eficiente para recuperar a mata ciliar afetada pela lama da Samarco; um dos objetivos é evitar que ações de restauração sejam desperdiçadas

    Rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, destruiu a vegetação da bacia do Rio Doce - Foto: Victor Moriyama/Greenpeace

     

    As árvores fortes o suficiente para suportar a onda de lama que varreu a bacia do Rio Doce, quando a barragem de rejeitos da mineradora Samarco se rompeu, registram ainda hoje em seus próprios troncos, como marcas arqueológicas, a dimensão da tragédia. A maior parte da vegetação das margens, no entanto, foi carregada ou soterrada sob uma grossa crosta que impede agora o nascimento de novas espécies e dificulta a recuperação natural do solo. Para trazer de volta o verde onde o marrom tomou conta, pesquisadores buscam estabelecer qual o melhor método de restauração das matas a partir da melhor relação custo x benefício.

    Diante das condições atuais, o estudo Comparação de Metodologias de Restauração Ecológica da Vegetação Nativa na Mitigação dos Impactos do Despejo de Rejeitos de Mineração na Região de Mariana (MG) se propôs a testar três diferentes técnicas de restauração em duas situações comuns na região: no pasto abandonado e no solo com lama de rejeito. Os blocos experimentais estão entre os municípios de Mariana e Barra Longa.

    Marca da onda de rejeitos na mata ciliar de Paracatu, em Mariana (MG) - Foto: Lerf-Esalq/Usp

     

    As técnicas avaliadas são o plantio de mudas arbóreas nativas; semeadura de espécies arbóreas nativas intercalada com semeadura de adubação verde; e plantio de mudas arbóreas nativas com semeadura de adubação verde. É chamada adubação verde a técnica de se adicionar alguns tipos de plantas de crescimento rápido, como as leguminosas, para aumentar a quantidade de nitrogênio no solo.

    As mudas de espécies nativas de recobrimento foram separadas por quantidade e número de espécies para o plantio – Foto: Lerf-Esalq/Usp

     

    A pesquisa, que foi financiada com doações arrecadadas pelo coletivo Rio de Gente e sob gestão e implementação do Greenpeace Brasil, é executada pelo Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal (LERF/ESALQ/USP) em parceria com a empresa Bioflora Tecnologia da Restauração, sob coordenação do Prof. Dr. Ricardo Ribeiro Rodrigues (LERF) e do engenheiro agrônomo André Gustavo Nave (LERF e BIOFLORA).

    De acordo com os pesquisadores, a recuperação das matas ciliares é essencial. A vegetação forma uma cobertura protetora que evita assoreamento e erosão de córregos e rios, age como um filtro contra poluentes, permite o recarregamento dos aquíferos através do aumento da permeabilidade dos solos à água das chuvas e produz matéria orgânica que entra na cadeia alimentar da fauna aquática.

    “A heterogeneidade dos rejeitos, em termos de profusão e composição, e a heterogeneidade da influência da água nesses rejeitos, mostra que precisamos desenvolver uma metodologia que ainda não existe e que seja baseada em melhor qualidade e menor custo”, afirma o professor Ricardo Ribeiro Rodrigues.

     

    Plantio de mudas feito com plantadeira manual, em Barra Longa (MG) – Foto: Lerf-Esalq/Usp

     

    Para avaliar a eficiência de cada técnica, são consideradas muitas variáveis, como a altura das árvores, a quantidade de indivíduos de uma mesma espécie em determinada área, o tamanho de copa, a cobertura e condições físico-química dos solos, além da análise de custos referentes à aquisição de sementes, mudas, insumos, mão de obra, maquinário e do rendimento hora-homem.

    Recuperação a médio prazo

    “Os resultados preliminares indicam que a metodologia que utiliza mudas nativas com adubação verde nas entrelinhas do plantio foi a mais eficaz para o brotamento das primeiras mudas”, explica Rodrigues. Uma segunda fase, que deve durar até setembro de 2017, deve apontar os resultados referentes ao crescimento das mudas.

    Os testes já foram iniciados e seus resultados serão verificados ao longo do tempo. De acordo com o engenheiro agrônomo André Nave, “numa situação normal, em torno de um ano e meio a dois anos a gente já consegue ter um aspecto de capoeira, com uma floresta diversa, que vai se desenvolver e transformar em uma floresta madura. Quando a gente tem uma situação que é o extremo, como aqui, eu suponho que isso possa demorar três, quatro, cinco anos, dependendo das condições de solo.”   

    Aplicação do adubo de cobertura ao redor das mudas plantadas em área de rejeito, em Barra Longa (MG) - Foto: Lerf-Esalq/Usp.

     

    “Recuperar as florestas nas margens do Rio Doce é uma maneira de ressuscitá-lo”, afirma a coordenadora da Campanha de Água Fabiana Alves. “A empresa Samarco, infelizmente, não fez nenhum tipo de restauração às margens do rio, limitando-se a plantar um mix de gramíneas e leguminosas. E o que o estudo mostra é que isso não recupera a vegetação nem o rio”, ressalta. 

    Para baixar o estudo, clique na imagem abaixo:

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  • O Rainbow Warrior vai deixar saudades

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 9 - mai - 2017 às 19:35

    O Guerreiro do Arco-Íris se despediu do Rio de Janeiro, mas deixou, além de muitos novos defensores da natureza, também momentos de descontração, aprendizado, encontros e belas imagens que ficarão na memória - confira 

    Contamos ao público sobre nossas campanhas e a nossa história, iniciada com o primeiro protesto contra a energia nuclear, quando um grupo de ativistas fincou cruzes no pátio da Usina de Angra dos Reis, em 1992. Foto: Bárbara Veiga/Greenpeace

     

    Não faltaram as selfies com o nosso Guerreiro do Arco-Íris Foto Marizilda Cruppe/Greenpeace.

    A atriz Christiane Torloni também visitou o navio e aderiu à campanha pela defesa dos Corais da Amazônia - Foto Marizilda Cruppe/Greenpeace.

    Públicos de todas as idades curtiram juntos as aventuras e curiosidades do Rainbow Warrior, explicadas sempre com entusiasmo pelos nossos voluntários. - Foto Marizilda Cruppe/Greenpeace.

     

    A Ponte de Comando do navio foi o ponto de visitação que mais despertou curiosidade e admiração entre os visitantes - Foto Marizilda Cruppe/Greenpeace.

    Muitos visitantes, não importa a idade, puderam se sentir o capitão do navio, como dona Maria José da Rocha, de 90 anos. Foto Marizilda Cruppe/Greenpeace.

    Visita dos alunos do Ensino Fundamental da Escola Municipal Ginásio Experimental Olímpico Juan Antonio Samaranch para aprender um pouco mais sobre suas causas ambientais. A partir da esquerda: Any Vitória Barbosa de Freitas, Evellyn Araújo Rodrigues da Silva, Maria Eduarda Santana de Souza Costa e Luiz Henrique dos Santos Barreto, alunos do 6º ano. - Foto Marizilda Cruppe/Greenpeace.

     

    E a lição parece ter sido muito bem compreendida. Foto Marizilda Cruppe/Greenpeace.

    O estudante Luiz Henrique dos Santos Barreto, 11 anos, do 6º ano da Escola Municipal Juan Antônio Samaranch, do bairro de Santa Teresa, fez uma apresentação com seu violino no fim da tarde de sábado (6) para os visitantes do Raibow Warrior. Em sua primeira visita no navio com a escola, na quinta-feira (4), ele falou de seu sonho de voltar com seu instrumento, o qual toca desde os seis anos. Com a ajuda de sua professora Tânia Regina de Almeida, o Greenpeace o convidou para retornar no último dia do navio no Rio. “Eu nunca imaginei que poderia tocar meu violino aqui, próximo ao navio do Greenpeace”, disse ele. Luiz foi acompanhado de seu professor Jonas Queiroz, da ONG Ballet de Santa Teresa, onde aprendeu a tocar o instrumento. A organização, que oferece aulas gratuitas para mais de cem crianças e adolescentes de música e ballet clássico, está precisando de ajuda para continuar suas atividades. - Foto Marizilda Cruppe/Greenpeace.

     

    E ai, vamos construir juntos esse futuro? Foto: Bárbara Veiga/Greenpeace

     

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  • Cidadania na prática

    Postado por Por Rodrigo Gerhardt - 8 - mai - 2017 às 18:34

    Em visita ao Rainbow Warrior, doadores do Greenpeace destacaram o que os levam a apoiar a organização – a independência é o valor mais admirado

    A médica Maria Fernanda Bassores, doadora do Greenpeace desde 2005 trouxe o pequeno Matheus, de 6 anos para que ele também se torne um defensor da natureza. Foto: Barbara Veiga/Greenpeace

     

    Um dos grandes valores da organização surpreendeu positivamente muitos dos visitantes do Rainbow Warrior que ainda tinham pouco conhecimento do Greenpeace: a independência. Ela só é possível por meio de doações exclusivamente de pessoas físicas – são 65 mil doadores no Brasil e 3 milhões em todo o mundo. Em tempos de baixa credibilidade do público com as instituições, não depender de recursos de governos, empresas ou partidos políticos foi considerado uma das principais qualidades por quem já nos apoia há muito tempo, e também uma das razões entre aqueles que se tornaram doadores nesse momento, afinal, quanto maior o apoio, mais força de pressão sobre os grupos de poder.

    A técnica em enfermagem Luciana Regina Morais Mendes, 35 que já conhecia o trabalho do Greenpeace e é grande entusiasta da energia fotovoltaica, se tornou doadora após saber a extensão do trabalho feito exclusivamente com recursos de pessoas físicas. “Acho importante não ter nenhum tipo de ajuda do governo para não ficar amarrado. Quanto mais independente, melhor”, afirma.

    Participação social

    A médica Maria Fernanda Bassores, 66, de Petrópolis (RJ), é doadora do Greenpeace desde 2005 e carrega na carteira a carteirinha de sócia, com orgulho. Apoiadora da luta contra a extinção das espécies e a poluição dos mares, ela aproveitou a visita ao barco para transmitir ao pequeno amigo Mateus, de 6 anos, seus princípios de respeito ao meio ambiente e cidadania.

    “Além do Greenpeace, sou doadora de organizações na área médica. Temos que ser ativos na participação social. É muito cômodo dizer que paga imposto e não fazer nada. A responsabilidade de tornar o mundo melhor é conjunta, nossa e do governo. Isso começa com a nossa postura, o nosso comportamento. É com o nosso exemplo que vamos combater a destrutividade e individualidade das pessoas”, afirma.

    Para além do discurso

    “O trabalho que é feito com excelência, a proteção à natureza e ao animais, se preocupa com o clima, isso tudo fez com que eu me dispusesse a ajudar financeiramente o Greenpaece”, afirma a professora de Geografia Maria Lucia Nery, 70, que trouxe toda a família para conhecer o Rainbow Warrior. “Eu ressaltaria uma palavra em desuso que é credibilidade, pois o discurso tem de ser acompanhado de atos, e para mim o Greenpeace é uma das organizações que tem ações concretas“, complementa o marido, José Pires de Almeida.

    A professora Maria Lucia, doadora do Greenpeace, veio com a família para a visita ao Rainbow Warrior Foto: Bárbara Veiga

     

    Independência e mobilização 

    Para a sanitarista Ana de Miranda Batista, 68, doadora do Greenpeace,  a visita ao Rainbow Warrior foi a materialização do esforço coletivo. “As eleições e a lava-jato têm nos mostrado que quando o privado entra, tem que se tomar cuidado. O fato de o Greenpeace ser feito por cidadãos, sem comprometimento de lucro, faz que isso tenha muito mais valor. E é interessante constatar esse poder de mobilização, pois há muitas outras ongs que também fazem um trabalho semelhante, mas não conseguem reunir um apoio desse tamanho, em todo o mundo, e por tanto tempo”, afirma.

    “O Brasil tem uma fauna e flora riquíssima, mas não é bem preservada. Ao contrário, temos governos que querem privatizar tudo, e isso em prol de quem? Do conjunto, dos indígenas, dos povos, ou de alguns? Então temos que apoiar quem se dedica a atividades que contribuam para essa preservação. Eu sinto confiança no Greenpeace. Contribuo um pouquinho, mas é um pouquinho há muito tempo, e acho que isso pode fazer a diferença”, afirma.

    Ana de Miranda (agachada a frente, à esquerda com a neta), entre o grupo dos doadores mais antigos do Greenpeace no Rio de Janeiro. Foto: Bárbara Veiga Leia mais >

     
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    Para entender os planos da petrolífera francesa no Brasil e o que está em jogo, o Greenpeace preparou um mapa virtual, tendo como ponto de partida a sede da empresa, em Paris, com destino ao Oiapoque, no encontro do Rio Amazonas com o Oceano Atlântico.

    É no coração financeiro de Paris, no distrito La Défense, em prédios imponentes que executivos da empresa francesa Total estão planejando explorar petróleo na foz do rio Amazonas, no Brasil. Suas decisões poderão afetar a vida de milhares de pessoas/comunidades que dependem da pesca no litoral do Amapá e também os Corais da Amazônia, um novo bioma marinho pouco conhecido.

    Para entender os planos da Total no Brasil e o que está em jogo, o Greenpeace preparou um mapa virtual que tem Paris, na França, como ponto de partida, onde fica a sede da Total. O destino desta viagem é o encontro do Rio Amazonas com o Oceano Atlântico, na costa brasileira, onde um enorme recife de corais foi revelado ao mundo pela primeira vez, que está a apenas 28 km do poço mais próximo a ser perfurado.

    >> Comece aqui esta viagem

    A Total já assinou uma parceria estratégica de 2,2 bilhões de dólares com a Petrobras. Elas estão juntas em 19 projetos de exploração e produção de petróleo. Desses, a Total possui 5 blocos de exploração próximos aos corais, sendo que um deles está  cerca de 100 km da costa brasileira, em frente a uma região que possui 15 áreas protegidas, em particular o Parque Nacional de Cabo Orange.

    Um derramamento de óleo na região poderá ter um impacto irreversível sobre os Corais da Amazônia e a biodiversidade da região. Se o petróleo chegar na costa, poderá causar a morte de diversos peixes e aves, incluindo animais selvagens, e a sobrevivência de milhares de pessoas poderá ser ameaçada, porque dependem de recursos pesqueiros para seu sustento.

    Faça esta viagem até a costa do Amapá para entender o que pode ser perdido de nossa biodiversidade e quantas pessoas podem ser impactadas em nome dos interesses da Total no Brasil.

    Você pode fazer a diferença: assine a petição! Leia mais >

  • Até a próxima: Rainbow Warrior se despede do Rio

    Postado por Por Rodrigo Gerhardt - 7 - mai - 2017 às 18:41

    O Guerreiro do Arco-Íris partiu neste domingo (7/5) do Pier Mauá rumo à Espanha, depois de receber a visita de mais de 10 mil pessoas

    Rainbow Warrior deixa o Pier Mauá, no Rio de Janeiro. Foto Marizilda Cruppe/Greenpeace.

     

    Ele já deixa saudades. Depois de 10 dias atracado no Rio de Janeiro, nosso veleiro partiu ao meio dia, navegando lentamente pela Baía da Guanabara, com o sol entre nuvens, para sumir atrás do Museu do Amanhã. Nosso barco segue em direção à África do Sul, para logo depois rumar para a Espanha, em mais uma missão de campanha.

    Ao longo desses dias, 10.393 pessoas visitaram o barco e conheceram um pouco mais sobre o nosso Guerreiro do Arco-Íris. Uma experiência realmente inspiradora, pois 747 visitantes se tornaram voluntários do Greenpeace logo após deixar o convés.

    Desde a sua construção, esta foi a segunda vez que o Rainbow Warrior III veio ao Brasil. Na primeira, em 2012, ele fez um longo tour por várias cidades brasileiras; desta vez, a passagem foi mais curta, com o objetivo de celebrar os 25 anos do Greenpeace no Brasil e dar seu apoio à campanha pela defesa dos Corais da Amazônia.

    O capitão Peter Wilcox agradeceu muito a visita de todos e o empenho e envolvimento dos nossos voluntários. “Abrimos o barco para visitação em vários lugares do mundo, mas Argentina e Brasil se destacam pelo entusiasmo e dedicação com que recebem a todos – nós da tripulação e os visitantes. Espero voltar em breve, pois gosto muito de vir ao Brasil”, afirmou. 

    Capitão Peter Willcox (na frente, com óculos escuros) e a tripulação do Rainbow Warrior. se despedem do Brasil. Foto Marizilda Cruppe/Greenpeace. Leia mais >

     
  • Amor pelo planeta, de geração em geração

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 5 - mai - 2017 às 12:40

    Famílias que visitaram o Rainbow Warrior no passado retornam para transmitir aos mais jovens a mesma experiência que vivenciaram

    Luiza Paixão, com o filho Luiz Felipe: amor pelo planeta, de mãe para filho.

     É como rever um velho amigo muitos anos depois. O tempo passou, as crianças cresceram. Várias famílias que visitaram o Rainbow Warrior no passado, em suas passagens anteriores pelo Rio de Janeiro, retornam agora. Além de puxar na memória a experiência do encontro, aproveitam a oportunidade de transmiti-la aos mais jovens, em função dos valores de respeito à natureza que o navio representa. Foi o caso da bacharel em Turismo Luiza Paixão, que tinha dez anos quando seu pai a trouxe para conhecer o Rainbow Warrior 2 na época da Rio-92, a grande conferência da ONU sobre Ecologia.  

    "Não lembro muito bem do navio, mas sim da emoção que senti ao entrar nele quando era criança. Meu pai era doador do Greenpeace naquela época e para mim isso era super importante, fiquei muito orgulhosa, pois me senti parte daquilo", conta. Vinte cinco anos depois, ela reviveu esse momento na memória ao trazer o filho, Luiz Felipe, de 7 anos. 

    Dessa vez, era Luiz Felipe que não escondia a animação. "Esse é o navio mais legal que eu já vi!". A experiência que a mãe teve no navio do Greenpeace marcou sua infância e a fez prestar mais atenção para temas ambientais. Hoje, ela colabora voluntariamente com ONGs e se diz uma adoradora dos bichos. "Eu passo isso para o meu filho, para que ele cresça com essa consciência também". Durante a visita, ela repetiu com o filho a foto que seu pai tirou com ela e sua irmã, em 1992. "Um dia, eu quero ser do Greenpeace", diz Luiz Felipe.

    sábado, 6 de maio de 2017

    Luiza Paixão, na primeira visita com o pai, em 1992.

     

    Emoção revivida

    Já a professora e estudante de pedagogia Dandara Alves Pereira, 26, era bem mais nova. Ela tinha apenas dois anos quando seu pai a trouxe para ver o Rainbow Warrior 2, também na Eco-92. Ela não guarda lembranças, mas sabe o quanto aquilo foi importante na época. Por isso, quando soube da chegada do novo Rainbow Warrior, trouxe o filho João Pedro, de 9 anos,  e também a foto que marcou seu primeiro encontro com o barco, para refazê-la, 24 anos depois.

    sexta-feira, 5 de maio de 2017

    Dandara, aos dois anos de idade, em frente ao Rainbow Warrior 2, e agora em frente ao Rainbow Warrior 3. Foto: arquivo pessoal

     “Não tinha como não vir vê-lo. Esse contato, ainda tão pequena, me fez acompanhar o Greenpeace até hoje. Sou defensora das causas indígenas e fiquei muito tocada em ver os Corais da Amazônia. Do veleiro, sabia que ele era sustentável, mas não tinha ideia de todos os detalhes que vi aqui. É um bom jeito de mostrar a importância disso tudo aos mais jovens de uma forma prática, tangível”, explica.

    A visita ao Rainbow Warrior está aberta até este sábado (6/5), das 10h às 16h, e é gratuita.

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  • É hora de pressionar: Senado realiza audiência pública sobre Desmatamento Zero

    Postado por Cristina Bodas - 4 - mai - 2017 às 16:53

    O projeto, entregue ao Congresso em outubro de 2015, conta com o apoio de organizações e movimentos da sociedade civil, artistas e de mais de 1,4 milhão de brasileiros que assinaram o abaixo-assinado pedindo o fim do desmatamento

    Após mais de um ano e meio da entrega da proposta de lei pelo Desmatamento Zero ao Congresso Nacional, o Senado agendou para a próxima quarta, dia 10, a primeira audiência pública para debater o tema. O projeto, entregue às casas legislativas em outubro de 2015, conta com o apoio de organizações e movimentos da sociedade civil, artistas e de mais de 1,4 milhão de brasileiros que assinaram o abaixo-assinado pedindo o fim do desmatamento nas florestas do país.

    A mesa, que debaterá "A importância do Desmatamento Zero para o Brasil e os caminhos pra que seja atingido", será realizada às 14h na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado e contará com a participação de Adriana Ramos (Instituto socioambiental), Cristiane Mazzetti (Greenpeace), Fabíola Zerbini (Tropical Forest Alliance), Ima Vieira (Museu Emílio Goeldi) e Raoni Rajão (UFMG).

    Vote a favor do projeto!
    Mande já seu comentário para o relator e acompanhe online a audiência aqui.

    A audiência pública é um passo muito importante, pois fornece subsídios para o relator, senador João Capiberibe, escrever o projeto de lei. Por isso, o apoio e a participação popular neste momento são fundamentais para que o Desmatamento Zero se torne realidade. O texto finalizado será, então, votado pela comissão e depois seguirá em tramitação no Senado, passando pela discussão e aprovação em outras comissões e, consecutivamente, pelo plenário.

    A audiência também inicia dentro do Senado um processo de discussão sobre o fim do desmatamento no Brasil. Enquanto a proposta de lei esteve parada no Congresso, a destruição da Amazônia seguiu a todo vapor e o desmatamento voltou a crescer. O momento é crucial para essa discussão: a bancada do agronegócio e o governo Temer têm avançado rapidamente em uma agenda retrógrada que coloca em risco a proteção ambiental e os direitos humanos. Propostas ruralistas de redução de Unidades de Conservação e de alterações nas regras de regularização fundiária, por exemplo, estimulam a grilagem e o desmatamento. Tais medidas também refletem na escalada, já notória, da violência no campo.

    O Desmatamento Zero é factível e necessário: há uma imensidão de áreas já abertas no Brasil que podem ser melhor utilizadas, evitando, assim, o desmatamento de novas áreas de vegetação nativa. Além de bom para a biodiversidade e para as populações que vivem na floresta, o fim do desmatamento é também essencial para que o Brasil alcance suas metas de redução de emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE) e para a manutenção do clima.

    Nos últimos anos, a pressão da sociedade garantiu importantes avanços rumo ao Desmatamento Zero, mas essas conquistas estão, mais do que nunca, em risco. Agora é hora da sociedade se unir e fazer frente aos retrocessos! Você, que apoiou a proposta de lei, continue lutando pela proteção das florestas.

    Vote a favor do projeto!
    Mande já seu comentário para o relator e acompanhe online a audiência aqui. Leia mais >

  • Estudantes de escola pública visitam Rainbow Warrior no Rio

    Postado por Camila Rossi - 4 - mai - 2017 às 16:50

    Alunos do ensino fundamental ficaram surpresos com a cabine do capitão e exposição de fotos dos Corais da Amazônia

    A partir da esquerda: Any Vitória Barbosa de Freitas, Evellyn Araújo Rodrigues da Silva, Maria Eduarda Santana de Souza Costa e Luiz Henrique. Os alunos da Escola Municipal Juan Antonio Samaranch visitaram o Rainbow Warrior, que está no Rio de Janeiro (Foto: ©Marizilda Cruppe/Greenpeace)

    “Eu queria navegar até o Canadá com o navio do Greenpeace para conhecer a neve”, disse Any Vitoria Barbosa de Freitas, estudante do 6º ano da Escola Municipal Juan Antonio Samaranch, em visita ao Rainbow Warrior, nesta manhã ensolarada no Píer Mauá. Ela e mais 82 estudantes puderam conhecer o navio do Greenpeace e aprender sobre os Corais da Amazônia. De toda a visita, a cabine do capitão foi o lugar preferido da maioria dos jovens. “Achei que se apertasse o botão vermelho da cabine, seria levada para um outro lugar, como num filme, sabe?”, disse Pamela Cristianne Laim, 12 anos, aluna do 7º ano.

    Quem acompanhou os jovens no percurso foram os voluntários do Greenpeace, que vieram de diversas cidades do Brasil para trabalhar no navio durante os dias de visitação pública. Diogo Bracet, por exemplo, é morador do Rio e contou aos estudantes que o Rainbow Warrior foi construído graças à colaboração de mais de 100 mil pessoas de diversos países.

    Na proa, os alunos foram recebidos pelo Denison Ferreira, conhecido como Lápis e voluntário de São Luís do Maranhão. Ele contou a história do icônico golfinho de madeira, o Dave, e sobre como o navio foi construído de forma sustentável para estar em equilíbrio com o meio ambiente.

    Na sequência, os alunos precisaram descobrir qual o comprimento do Raibow Warrior. Cem metros, 50 metros, 4 quilômetros foram algumas das respostas. Mal podiam imaginar que o navio tem o tamanho de duas baleias azuis: 58 metros.

    Na cabine do capitão eles puderam saber um pouquinho sobre como funcionam os controles do navio. Não faltaram olhares curiosos para todos os lados. “Eu adoro tecnologia, fiquei fascinada com a cabine”, afirmou Maria Eduarda Santana de Souza Costa, 11 anos, do 6º ano. Diego explicou a eles como funcionam as velas do navio. Por conta delas é possível economizar até 60% do combustível. “Que energia é essa que move então esse veleiro?”, perguntou a professora Tânia Regina aos estudantes. E a resposta foi imediata: “os ventos, professora!”.

    No último ponto da visita, na popa, eles ouviram a história dos dois navios que, antes desse também se chamaram Rainbow Warrior, e a razão para um heliponto dentro do navio, por ser também um instrumento para pesquisa. O capitão Peter Wilcox fechou o passeio com um pedido de que os estudantes desenhassem sobre o que aprenderam na exposição dos Corais da Amazônia.

    Depois de visitar o Rainbow Warrior, os alunos da Escola Municipal Juan Antonio Samaranch foram desenhar o que tinham aprendido. Na foto, o desenho que a aluna Any fez. (Foto: ©Marizilda Cruppe/Greenpeace)

     
    Exposição

    Antes da esperada visita ao navio, os estudantes passaram por uma exposição com as primeiras imagens dos Corais da Amazônia, feitas pelo Greenpeace em uma expedição em janeiro. A surpresa com as cores e a beleza do bioma marinho foi grande. Mas o que realmente chamou a atenção foi saber que os corais já estão ameaçados. “Eles são lindos e só de pensar que podem acabar, eu não posso acreditar!”, desabafou Giovana dos Santos Teixeira de 11 anos, do 7º ano. 

    “Eu prefiro que acabe todo o dinheiro no mundo, mas que não acabem com a água, as árvores e os corais”, afirmou Any. “Eles acham que os corais não são seres vivos?”, questionou Luiz Henrique dos Santos Barreto, 11 anos, do 6º ano. “Os corais são lindos, coloridos! É uma nova vida que foi descoberta, como podem já estar ameaçados?”, perguntou Pamela Cristianne, de 12 anos, aluna do 7º ano.  

    Total e BP, que tal responderem aos alunos fluminenses?

    Os Corais da Amazônia foram desenhados por vários dos alunos que visitaram a exposição com as imagens do bioma. Na foto, o desenho que Evellyn fez. (Foto: ©Marizilda Cruppe/Greenpeace) Leia mais >

     
  • Uma nova geração de voluntários surge no Rainbow Warrior

    Postado por Thaís Herrero - 3 - mai - 2017 às 16:24 1 comentário

    A visita ao navio do Greenpeace tem sido transformadora para muitas pessoas que, inspiradas para a ação, decidem fazer parte do nosso time de voluntários

    A professora de ioga, e hoje voluntária, Sophie Farhe. Foto: Bárbara Veiga

    "Onde posso me voluntariar? Quero dar aulas de ioga para o pessoal do Greenpeace!", afirma Sophie Farhe, assim que atravessa a ponte que conecta o Rainbow Warrior à terra firme. O barco está atracado no Píer Mauá, no Rio de Janeiro.

    Sophie é psicóloga e pratica ioga há dez anos. Está terminando sua formação para dar aulas e diz que é hora de se mobilizar e, de alguma forma, ajudar as causas do Greenpeace.

    Ela é uma entre 314 visitantes que se inscreveram para ser voluntário apenas nos três primeiros dias de visitação. É como se, ao visitar o Guerreiro do Arco-Íris, o espírito ativista de defesa da natureza despertasse dentro delas. “As pessoas saem do Rainbow Warrior animadas e comovidas porque acabaram de entender a importância das nossas campanhas”, diz Rafael Fernandes, da equipe de mobilização do Greenpeace.

    Sophie confirma: “Eu já tinha pensado em fazer algum trabalho voluntário, mas era sempre algo distante de mim. Com o navio aqui na minha cidade, eu senti o chamado bem próximo”. 

    Os voluntários são muito especiais para o trabalho de uma ong. "São eles que levam as campanhas e os valores do Greenpeace para as ruas. Muita gente só nos conhece porque viu e ouviu um voluntário. Quanto mais voluntários no Brasil, mais longe nossa mensagem irá”, diz Rafael.

    Joana Camelo e a filha Victória também decidiram entrar para o grupo de voluntários do Rio de Janeiro, juntas, após a visita ao navio. "Ouvimos a história do Greenpeace e achamos que tínhamos que fazer parte disso também”, disse a mãe enquanto a filha fazia o cadastro no site.

    A pensionista Luzia de Sousa Nascimento, 61, também se tornou voluntária do Greenpeace após visitar o Rainbow Warrior.

    “Decidi que este ano seria mais ativa, mas percebi que a busca por saúde deve ser em todos os aspectos da vida, inclusive com o meio ambiente e na nossa relação com a sociedade. Por isso, desde janeiro, entrei para a zumba e passei a pensar em como usar meu tempo positivamente. Sempre fui muito dedicada como missionária messiânica, mas quero servir à humanidade para além da religião. Nós, messiânicos, temos pontos em comum, defendemos também a agricultura orgânica para uma alimentação mais natural. A visita ao navio do Greenpeace foi inspiradora. Sinto que estamos caminhando para a destruição, mas o nosso futuro depende de nós mesmos. Recebi o convite para ser voluntária e decidi aceitar. Acho que eu é que vou aprender com os mais jovens. Essa energia deles é muito boa.” - Foto: Bárbara Veiga

     

    Para ser voluntário, os visitantes podem se cadastrar na plataforma Greenwire com seus dados pessoais e a ajuda do time de mobilização. Não há barreiras de profissão, competências ou idade. Cada pessoa pode doar seu tempo, conhecimento e as habilidades que tiver, em prol da causa que mais de identifica. Após o cadastro, o novo voluntário recebe o contato de um anfitrião e um kit de boas-vindas em até 48 horas.

    Após a visita ao navio, nosso time de mobilização recebe os interessados em ser voluntários do Greenpeace, não só no Rio de Janeiro, mas em todo o Brasil - Foto: Bárbara Veiga Leia mais >

     

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