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Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Agora é com as crianças

    Postado por André Sampaio - 5 - ago - 2014 às 12:54 1 comentário

      

    O Greenpeace lança mais um vídeo abordando a controversa ligação entre LEGO e Shell. No vídeo, três crianças imaginam como que seria passar um dia no Ártico. As ideias variam em andar em cima de um urso polar, deslizar pelas geleiras, brincar com seus familiares, entre outras ideias criativas. Tudo se passa no mundo imaginário da LEGO, num Ártico feito a partir de seus famosos blocos de brinquedo.

    Os narradores do vídeo são três meninas, entre seis e sete anos de idade, que imaginam suas brincadeiras pelas geleiras do Ártico. As garotas narram o vídeo nas três línguas mais faladas do mundo: inglês, espanhol e mandarim.

    Sara Ayech, coordenadora da campanha do Ártico, vê a parceria como uma grande ameaça `a sociedade: "O acordo promocional entre a LEGO e a Shell é realmente prejudicial, pois dá a entender que a petrolífera é uma empresa amigável e familiar, mas a realidade é outra".

    O programa de exploração de petróleo da Shell é controverso: não há um plano de contingência satisfatório. Além disso a empresa  foi multada duas vezes pelo governo americano por quebrar regras de poluição do ar no Ártico.  

    Mais de 700.000 pessoas já assinaram a petição pedindo para que a LEGO desmonte sua parceria com a Shell. O Greenpeace tentou entregar a petição duas vezes e, em ambos os casos, a empresa de brinquedo se recusou a receber o documento. A parceria entre LEGO e Shell já vendeu mais de 16 milhões de produtos personalizados, tornando-se uma das maiores linhas promocionais produzida pelas empresas.

    O primeiro vídeo da campanha, 'LEGO: nem tudo é impressionante ", foi lançado no dia 8 de Julho de 2014 e assistido mais de cinco milhões de vezes até agora.

    Assista nosso lançamento e ajude as crianças a salvar o Ártico.

    Para ajudar, entre no site e assine a petição pedindo que a LEGO desmonte sua parceria com a Shell.

    LEGO, desmonte sua parceria com a Shell e pare de brincar com o Ártico. Assine: www.legodesencaixedashell.org.br

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  • Dois ativistas do Greenpeace são detidos na Índia

    Postado por Bruno Weis - 4 - ago - 2014 às 17:58

    Multidão se reúne para protestar contra a instalação de minas de carvão na região de Madhya Pradesh. (© Udit kulshrestha / Greenpeace)

    A luta das comunidades florestais de Mahan contra a instalação de minas de carvão na região de Madhya Pradesh, no centro da India, ganhou destaque nos últimos dias com a prisão de dois ativistas do Greenpeace. O grupo Mahan Sangharsh Samiti (MMS), apoiado por membros proeminentes da sociedade civil indiana, pediu para que o governo do país respeite os direitos daquelas comunidades e assegurem que nenhuma corporação invada a área ameaçada por minas de carvão. A repressão do movimento popular contra a Essar and Hindalco’s (companhia que pretende instalar uma mina de carvão na região) resultou na prisão dos dois ativistas.

    O movimento divulgou um relatório que apresenta todos os impactos socioambientais que podem ser causados às comunidades de Mahan caso a mina venha a ser instalada na região. “A floresta de Mahan está em nossas mãos durante muitas gerações e o governo nunca contestou nossos direitos. Agora eles querem tirar isso da gente e entregar a uma companhia de carvão. Essa floresta resume nossas vidas. Como nossas crianças conseguirão sobreviver sem elas? Nós não estamos com medo, estamos preparados para lutar pelo nossos direitos e proteger nossa floresta”, diz Hardsayal Singh Gond, morador de uma das vilas ao redor da floresta de Mahan e membro do MSS.

    Gond explica que a construção de uma mina de carvão ameaça mais de 50.000 moradores de 54 vilarejos diferentes. “Os habitantes dos 54 vilarejos precisam ser informados sobre seus direitos e o objetivo do projeto da construção de uma mina de carvão. “Todas as aldeias devem ter uma opinião sobre a construção da mina, mas até agora, nenhum direito florestal foi reconhecido”, completa.

    Madhu Sarin, ativista e antigo membro da cúpula de elaboração das leis dos direitos florestais, acredita que todas as comunidades devem ser ouvidas. "A Lei dos Direitos Florestais foi promulgada para desfazer a injustiça histórica de comunidades florestais, reconhecendo seus direitos pré-existentes, que nunca foram reconhecidos. Portanto, a primeira exigência é que o Gram Sabha (grupo local responsável por abordar o interesse de pequenas comunidades na Índia) inicie um processo para receber as reivindicações e reconhecer os direitos individuais e florestais comunitários", acredita Sarin. “O Gram Sabha deve ser realizado de acordo com o processo adequado e o ato de direitos florestais deve ser implementado na íntegra, em todas as aldeias afetadas", afirma Priya Pillai, campainer do Greenpeace India.

    No dia 29 de julho, em um ataque surpresa, a polícia de Singrauli apreendeu um reforço de sinal de telefonia móvel e painéis solares que o Greenpeace havia criado na Vila Amélia. Mais tarde, os policiais prenderam dois ativistas do Greenpeace no meio da noite. O Greenpeace alerta que desligar as comunicações entre Mahan e o resto do país não inspira fé em um processo adequado e exige que o novo Gram Sabha não seja realizado por trás das cortinas.

    Os membros da sociedade civil condenaram a forma como os policiais estão se comportando com ativistas pacíficos que estão exercendo seus direitos democráticos de manifestação. O Greenpeace escreveu uma carta à Comissão Nacional de Direitos Humanos, a e Comissão Asiática de Direitos Humanos de relatores especiais da ONU, queixando-se da prisão e detenção ilegal dos ativistas em Mahan. Uma delegação do MSS e ativistas do Greenpeace entregou hoje um memorando ao ministro dos Negócios Tribal, Jual Oram, exigindo que o ministério defenda os direitos das pessoas em Mahan e garanta um Gram Sabha livre e justo.

    Saiba mais sobre esta história aqui. Leia mais >

  • Emma Thompson em defesa do Ártico

    Postado por Fabiana Alves - 1 - ago - 2014 às 16:15

    A atriz se junta à campanha para alertar sobre o derretimento do Ártico. Foto: Greenpeace/John Cobb

    A atriz Emma Thompson e sua filha de 14 anos, Gaia Wise, viajarão nos próximos dias com o navio do Greenpeace para chamar a atenção do mundo para o derretimento do Ártico. A estrela da franquia Harry Potterse juntará à tripulação do navio Esperanza para visitar o habitat dos ursos polares e uma estação de pesquisa científica, além de conhecer o local onde será filmada uma série da BBC. Com elas, estará a bordo a premiada atriz canadense e ativista pelos direitos indígenas, Michelle Thrush, que também viajará com a filha de 14 anos, Imajyn.

    A viagem começa em Longyearbyen, Svalbard (Noruega), neste 2 de agosto. “Eu estou realmente empolgada para essa viagem porque sempre quis ir para o Ártico. Também estou preocupada com o que posso encontrar”, pontua Emma Thopson. “O Ártico está aquecendo mais rápido do que qualquer outro lugar, e isso não é um problema apenas para os ursos polares. Está afetando o clima em lugares tão longe quanto a Índia, enquanto que o aumento do nível do mar está causando destruição para pessoas ao redor do mundo. O aquecimento no Ártico é uma forte ameaça para nossa sobrevivência”, afirma a atriz.

    “Minha filha e sua geração herdarão o mundo pelo qual somos responsáveis, e eu quero ter certeza que vamos deixar o Ártico a salvo de petroleiras. Estou fazendo essa viagem porque quero que a geração de Gaia cresça em um mundo melhor.” Leia mais >

  • Arctic Sunrise é libertado hoje na Rússia

    Postado por Bruno Weis - 1 - ago - 2014 às 10:20

    Após dez meses detido sem manutenção no porto de Murmansk, nosso navio foi liberado nesta manhã. Agora precisamos deixá-lo pronto para retomar sua missão. (©Vladimir Baryshev/ Greenpeace)

     Esta sexta-feira 1 de agosto começa com uma grande notícia! Após dez meses detido, nosso navio Arctic Sunrise deixou o porto russo de Murmansk no início da manhã. “Nós navegamos de volta para casa com a voz de cinco milhões de defensores do Ártico. Esse é um novo começo”, comemorou o Capitão Daniel Rizzotti.

     

    A história de sua detenção é bastante conhecida: começou em setembro de 2013, quando um grupo de 28 ativistas do Greenpeace e 2 jornalistas foi detido pela marinha russa após um protesto pacífico contra a exploração de petróleo no Ártico, em uma das plataformas da petrolífera russa Gazprom. A prisão do grupo mobilizou a opinião pública global, que pressionou fortemente o governo russo a libertá-lo, o que finalmente aconteceu dois meses depois. Mas o Arctic Sunrise continuou preso.

    Nesse período, o navio ficou abandonado em um canto naquele remoto porto da região ártica, sem receber cuidados básicos para seu funcionamento. Agora, dez meses depois – um tempo demasiadamente longo para um quebra-gelo permanecer sem manutenção -, um dos maiores símbolos da luta pela preservação de nosso planeta voltará a navegar para cumprir sua missão.

    O Arctic Sunrise é filho de uma linhagem de lendários navios que, além de maravilhosos instrumentos de ativismo e mobilização, são os maiores ícones da atuação do Greenpeace pela preservação ambiental e fortalecimento da paz em todo o mundo. A linhagem começou com o Phylis Cormack em 1970 e com o Rainbow Warrior em 1977 e inclui hoje três embarcações, entre elas o Arctic Sunrise que, desde 1995, navega para denunciar à população global diversos crimes contra a natureza. Foi ele, por exemplo, quem bloqueou o Porto de Paranaguá em 2004 para impedir a entrada no Brasil de uma carga de soja transgênica.

    Agora, precisamos deixar o Arctic Sunrise pronto para navegar novamente e seguir com sua missão. Para isso, precisamos da sua ajuda! Doe o que puder, toda ajuda é bem-vinda. Ao doar para deixar o Arctic Sunrise apto a voltar aos mares seu nome será gravado para sempre no navio, levando consigo a mensagem de respeito à vida que todos nós compartilhamos! 

     

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  • Etiquetagem na LEGO

    Postado por Alan Azevedo - 28 - jul - 2014 às 11:28

    Voluntários do Greenpeace etiquetam brinquedos da LEGO com avisos sobre sua perigosa parceria com a Shell. ©Greenpeace

     

    Seis grupos de voluntários do Greenpeace Brasil foram até lojas revendedoras de produtos da LEGO para deixar um recado aos seus consumidores: “Desmonte sua parceria com a Shell”. Etiquetas foram inseridas nas caixas de brinquedo alertando sobre a perigosa parceria da LEGO com a petrolífera Shell, que visa explorar petróleo na região do Ártico.

    A atividade aconteceu em seis capitais do país: Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Brasília, São Paulo e Belo Horizonte. Essa é a segunda atividade realizada pelos voluntários da organização, que já foram às ruas com um LEGO gigante onde as pessoas podiam deixar o seu recado contra a perigosa parceria.

    O contrato entre as duas promoveu a distribuição de milhares de brinquedos com a logomarca da Shell em mais de 28 países. A petrolífera usa dessa parceria para desviar a atenção da sociedade de suas controversas operações de exploração no Ártico, que não contam ao menos com um plano de contingência adequado.

    “Enquanto a Shell coloca essa região sob risco de colapaso, já que um vazamento seria praticamente irreversível nas águas geladas do Ártico, nossas crianças brincam com a sua marca dentro de casa. Qual imagem eles terão da Shell?”, questiona Fabiana Alves, coordenadora da campanha Salve o Ártico.

    Para ajudar, entre no site e assine a petição pedindo que a LEGO desmonte sua parceria com a Shell.

    LEGO, desmonte sua parceria com a Shell e pare de brincar com o Ártico. Assine: www.legodesencaixedashell.org.br Leia mais >

  • Greenpeace entrega propostas para Luciana Genro

    Postado por Bruno Weis - 25 - jul - 2014 às 18:22

    Marcio Astrini da Campanha Amazônia do Greenpeace em encontro com Luciana Genro. Foto: ©Greenpeace

     Hoje recebemos a visita da candidata a presidência da República pelo PSOL, Luciana Genro.  No encontro, apresentamos propostas elaboradas pela organização para a área socioambiental que julgamos essenciais no debate eleitoral e a agenda de atividades que serão desenvolvidas pelo Greenpeace no período eleitoral.

    Entre os assuntos abordados tratamos com a candidata de energia e os investimentos estratégicos do País na área (que deveriam priorizar investimentos em novas fontes renováveis, tendência mundial de desenvolvimento na área e que tem ainda espaço muito tímido por aqui); outro tema foi a mobilidade urbana, cujos tímidos investimentos do governo federal deveriam ser intensificados, trazendo como recompensa: a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, a diminuição das emissões crescente de gases do setor, dos problemas de saúde e do desperdício econômico associado ao caos urbano.

    No debate sobre a Amazônia, destacamos a questão do desmatamento, cujos níveis de derrubada de floresta continuam inaceitáveis e trazem graves consequências socioambientais. Como solução, as propostas do Greenpeace entregues e discutidas com a ex-deputada vão da adoção imediata de uma política de desmatamento zero para as florestas do país, passando pela regularização fundiária e terminando por garantir pesados investimentos em tecnologia e novos modelos de controle de produtos florestais, como a extração madeireira.

    O encontro de hoje faz parte de um projeto desenvolvido pela nossa organização para tentar influenciar o debate de temas socioambientais durante o período eleitoral, com o intuito de provocar os candidatos a assumir compromissos que garantam ao País uma agenda ambiental mais moderna e ousada.

    Nesta mesma semana já havíamos nos encontrado com o candidato à presidência pelo PV Eduardo Jorge. Outros candidatos já tiveram agenda solicitada, como Aécio Neves, que  manifestou interesse através de sua assessoria e Eduardo Campos. A solicitação à presidente Dilma Roussef será encaminhada na próxima semana.  Leia mais >

  • Voluntários reforçam pressão sobre a LEGO

    Postado por André Sampaio - 18 - jul - 2014 às 11:40 1 comentário

    Grupos de voluntários do Greenpeace Brasil realizaram atividades em sete capitais do país para alertar a população sobre os perigos da parceria feita entre a LEGO e a Shell.

     

    Durante essa semana, grupos de voluntários do Greenpeace Brasil realizaram atividades em sete capitais do país para alertar a população sobre os perigos da parceria feita entre a LEGO e a Shell. A petrolífera veicula sua marca com brinquedos infantis para desviar atenção de suas atividades controversas de exploração no Ártico e passar uma imagem positiva às crianças. As cidades que participaram foram São Paulo, Manaus, Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília.

    Os grupos levaram um boneco LEGO gigante segurando uma lousa às ruas e pediram para as pessoas escreverem mensagens para a LEGO pedindo o fim da parceria com a Shell. Os voluntários levaram camisetas, máscaras e um vídeo feito pelo Greenpeace para explicar os perigos dessa parceria. Eles também montaram pequenos protestos com bonecos da LEGO, nos quais os personagens protestavam contra a exploração de petróleo no Ártico.

    “A atividade foi muito importante para conscientizar as crianças sobre a gravidade dessa parceria”, afirma Rafaela Araújo, voluntária do Greenpeace. “Conseguimos explicar a ideia de forma simples e clara,  para que ela seja difundida nas escolas e em outro ambientes de convivência” completa Rafaela.  

    Para entender mais sobre a campanha, assista ao vídeo e assine a petição, para pedir à LEGO que desencaixe da Shell.

    Assine a petição da campanha para que a Lego desmonte essa parceria com a Shell. Acesse.

    LEGO, desmonte sua parceria com a Shell e pare de brincar com o Ártico. Assine: www.legodesencaixedashell.org.br Leia mais >

  • LEGO, receba nossas assinaturas!

    Postado por Danielle Bambace - 17 - jul - 2014 às 11:50 4 comentários

     

    Em pouco mais de duas semanas, meio milhão de pessoas escreveram para a LEGO, pedindo que a empresa de brinquedos corte suas relações com a Shell. Envolvida com a corrida da exploração de petróleo no Ártico, a Shell encontrou na LEGO uma ótima oportunidade de melhorar a imagem negativa que possui hoje. O silêncio da grande empresa de brinquedos prevaleceu desde o início dos protestos e por isso ativistas do Greenpeace foram até a sede em Billund, na Dinamarca, com um bloco gigante de LEGO contendo 50 blocos menores: cada um deles representava 10 mil assinaturas.

    “Pedimos ao presidente da LEGO, Jørgen Vig Knudstorp que recebesse essas assinaturas. Ele é responsável tanto pela política ambiental pró-ativa da LEGO, como pela promoção publicitária com a Shell. Pedimos que ele escute esse meio milhão de pessoas e tome uma postura ativa contra a destruição do Ártico – assim serão tão bons e socialmente responsáveis quanto as pessoas esperam que a LEGO seja”, afirmou disse Birgitte Lesanner, do Greenpeace Dinamarca.

    Ao todo, dez ativistas chegaram às 7h30 da manhã com novas bandeiras decorativas para a entrada do escritório central. Um velho container virou um bloco de LEGO gigante. Do lado de fora dele, um relógio contabiliza assinaturas pedindo à LEGO que desmonte sua parceria com a Shell. Leia mais >


    Assine a petição da campanha para que a Lego desmonte essa parceria com a Shell. Acesse.

    LEGO, desmonte sua parceria com a Shell e pare de brincar com o Ártico. Assine: www.legodesencaixedashell.org.br

     

     

  • Reunião cancelada, nem por isso esquecida

    Postado por Marina Yamaoka - 15 - jul - 2014 às 12:51

     

    A reunião da Comissão Mista Especial do Congresso Nacional que discutiria o parecer proposto pelo relator e senador Romero Jucá (PMDB-RR) ao projeto que regulamentará a recém-aprovada PEC do Trabalho Escravo (Projeto de Emenda à Constituição) foi cancelada. A reunião constava na pauta no site do Portal do Senado até 10h30, quando foi cancelada.

    Após ligações para a Secretaria da Comissão, ainda não há resposta oficial para o cancelamento. O Greenpeace tem chamado atenção para o parecer de Jucá que tenta, entre outras coisas, enfraquecer o conceito de trabalho escravo. Tanto fez que, ontem, a assessoria do Senador entrou em contato com a organização para “evitar distorções sobre seu relatório.”

    A PEC do Trabalho Escravo, aprovada em maio deste ano, prevê o confisco de imóveis flagrados com trabalho escravo. Celebrada como um avanço nos direitos humanos, agora, corre o risco de ser enfraquecida e de se tornar um marco de retrocesso.

    Jucá e outros congressistas – principalmente da bancada ruralista – propõe alterar o conceito de trabalho escravo alegando que este é muito vago. “Na verdade, essa proposta da bancada ruralista desmonta uma legislação que protege a dignidade dos trabalhadores e isso é inaceitável”, disse Adriana Charoux, da Campanha da Amazônia do Greenpeace Brasil.

    Outra alteração proposta é a de proibir a inclusão de nomes na ‘Lista Suja’ – cadastro de empregadores flagrados com mão de obra análoga à escrava mantida pelo Ministério do Trabalho – antes de condenação judicial final sem mais direito a recurso, o que pode levar até 20 anos de tramitação. Se isso acontecer, o cadastro que é uma importante ferramenta que dá transparência aos 609 nomes de empregadores ‘sujos’ será esvaziado.

    Na última atualização da ‘Lista Suja’, 380 dos empregadores registrados eram de Estados da Amazônia Legal sendo que 10% destes foram multados por desmatamento ilegal nos últimos cinco anos. Segundo Charoux, “não podemos permitir esse retrocesso na legislação brasileira que visa beneficiar atividades como pecuária e extração de madeira ilegal, dois dos principais vetores de desmatamento no Brasil.”

    A reunião da Comissão foi cancelada e não há previsão de quando será remarcada. Enquanto isso, o conceito de trabalho escravo continua sob ameaça de ser alterado por iniciativas como a de Jucá. Você pode ajudar a evitar que a PEC seja transformada em marco de retrocesso assinando a petição da Walk Free - em parceria com a Repórter Brasil e a Comissão Pastoral da Terra - que é enviada a bancada ruralista e que pede que a definição legal de trabalho escravo não seja alterada. Assine e compartilhe! Leia mais >

  • Mobilização pelo Ártico continua

    Postado por Alan Azevedo - 14 - jul - 2014 às 17:59

    A Declaração Internacional pelo Futuro do Ártico ganha novos signatários. 

    O Instituto Akatu e a ONG SOS Mata Atlântica se posicionaram a favor da proteção do Ártico assinando o documento que já passou pelas mãos de importantes figuras no mundo inteiro. O apoio é reforçado pela aderência do ativista sócioambiental Chico Whitaker, co-fundador do Fórum Social Mundial, e do ex-vice-ministro de Produção Nacional do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Helio Mattar – hoje presidente do Instituto Akatu.

    Chico Whitaker, ativista co-fundador do Fórum Social Mundial. © Greenpeace

    O documento foi formulado com o propósito de pressionar as nações que possuem território no Ártico (Noruega, Canadá, Rússia, entre outros) a vetarem qualquer tipo de exploração na região. A Declaração é voltada para pessoas influentes como políticos, empresários e artistas que possam engrossar o movimento e o lobby pela criação de um Santuário Protegido no Polo Norte.

    No Brasil, já assinaram Marina Silva (PSB), Alfredo Syrkis (PSB-RJ), Sergio Xavier (ex-ministro do meio ambiente), Ricardo Abramovay (Instituto de Relações Inernacionais - USP e FEA-USP), Oded Grajew (fundador da Grow Jogos e Brinquedos), José Eli da Veiga (Instituto de Energia e Ambiente - USP), João Paulo Capobianco (Conama, ICMbio, SOS Mata Atlântica, ISA e ex-diretor executivo do Ministério do Meio Ambiente), entre outros.

    Leia mais:

    A ideia é que todos possam ajudar. Por isso criamos três passos simples para que qualquer pessoa mobilize quem ela julga importante a defender o Ártico. Entre no site e saiba mais. Leia a Declaração pelo Futuro do Ártico na íntegra aqui e veja a lista completa de signatários aqui. Leia mais >

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