Greenblog

Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Plano Diretor de SP saindo do forno

    Postado por Barbara Rubim* - 1 - jul - 2014 às 18:38

    Sociedade civil em manifestação pacífica em São Paulo. Foto: Greenpeace/Alexandre Cappi

     

    São Paulo concluiu ontem um importante passo no que diz respeito ao planejamento da cidade: a aprovação de seu novo plano diretor.

    O processo de construção desse novo plano foi longo e composto por uma série de audiências públicas, seminários e oficinas temáticas, num inegável esforço de ampliar o debate às diversas esferas da sociedade.

    Divisor de opiniões, o Novo Plano Diretor tem como um de seus objetivos – nas palavras do seu relator, Nabil Bonduki – tornar a cidade mais compacta. Uma das formas de fazer isso, por exemplo, é aumentar a densidade das regiões com maior oferta de emprego ou transporte coletivo e criar zonas mistas, que possibilitem ao cidadão encontrar os serviços essenciais de que precisa no dia-a-dia sem ter que realizar longos e cansativos deslocamentos.

    Com esse norte, o Plano pretende também auxiliar a reduzir os problemas de mobilidade da cidade, sendo também por isso que incorporou muitas diretrizes relacionadas à bicicleta em seu texto. Apesar de a forma como se dá a organização do solo urbano ser uma questão essencial à discussão da mobilidade, é importante que o furor pela aprovação na Câmara do novo Plano Diretor não nos deixe esquecer que existe outro instrumento de planejamento – também importantíssimo – que ainda está no forno: o Plano de Mobilidade Urbana de São Paulo.

    Esse plano, apelidado de PMU, busca traçar metas para a construção de uma mobilidade que seja mais inclusiva e, sobretudo, menos nociva aos cidadãos e ao meio ambiente.

    Com data final de entrega marcada para abril de 2015 (de acordo com determinação da Lei 12.587/12 – Política Nacional de Mobilidade Urbana), muito pouco tem sido discutido ampla e abertamente com a sociedade sobre qual é o modelo de mobilidade e de cidade sonhado por todos.

    Sem essa construção coletiva, qualquer plano perde a oportunidade de ser um instrumento de transformação da realidade para continuar sendo somente um pedaço de papel. Já passou da  hora de se abrir essa discussão à sociedade civil.

    *Barbara Rubim é coordenadora da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Leia mais >

  • Madeireiros ameaçam índios na Amazônia

    Postado por Luana Lila - 30 - jun - 2014 às 17:55

    Extração de madeira no Pará (© Greenpeace/Marizilda Cruppe)

     

    Os Ka’por, da Terra Indígena Alto Turiaçu, no Maranhão, denunciam a agressão e a invasão de seu território por madeireiros e alertam para um conflito iminente entre eles. A situação se agravou na semana passada, depois que um grupo de cerca de 90 indígenas realizou uma operação de monitoramento na floresta e apreendeu armas, motosserras, motocicletas, caminhões e tratores.

    Desde o ano passado, os Ka’por têm realizado de forma autônoma atividades de monitoramento territorial e ambiental de sua área. Porém, essas ações estão resultando em represálias, ameaças e perseguições por parte dos madeireiros.

    “Em função dessa mobilização do povo de garantir o mínimo de controle do seu território, tem havido um processo de retaliação por parte dos madeireiros e políticos da região que querem continuar no território”, disse Cléber Buzatto, secretário-executivo do Cimi (Conselho Indigenista Missionário).

    Cléber explica que foram feitas denúncias frequentes para que os órgãos competentes tomem iniciativas que coloquem um fim nesse problema. Porém, segundo ele, ações esporádicas e pontuais não resolvem a questão. “Os órgãos fazem a operação e vão embora. Quando eles saem, os agressores retornam com mais violência”, disse ele.

    Atualmente, os indígenas afirmam que têm controle apenas sobre 70% de seu território, enquanto os outros 30% seguem invadidos pelos madeireiros. Várias lideranças estão perseguidas e não podem sair de suas aldeias. Uma determinação judicial que vence no fim do mês afirma que a Funai deveria criar postos de fiscalização e vigilância com a anuência e participação dos indígenas, porém, nada foi feito ainda.

    Essa semana, índios Assurinis também denunciaram à Funai a extração ilegal de madeira em sua aldeia próxima a Tucuruí, no Pará. Troncos de madeira de lei abandonados na estrada foram encontrados. A representação da Funai na região protocolou a denúncia no Ministério Público Federal e aguarda um posicionamento do órgão.

    “Além da impunidade, o que alimenta invasões como essas é a certeza de que a madeira roubada pode ser lavada muito facilmente e vendida livremente no mercado. Como o Greenpeace tem denunciado, a indústria madeireira está fora de controle e papéis oficiais são utilizados para acobertar crimes como estes. Além de destruir a floresta, a extração predatória e ilegal de madeira ainda pode contribuir para graves conflitos sociais como os citados acima” disse Marina Lacôrte, da campanha da Amazônia do Greenpeace.

    Os Ka’por afirmam que a maioria das licenças ou planos de manejo concedidos aos madeireiros são falsos, já que, na região, somente as terras indígenas possuem florestas. De fato, uma das principais fraudes apontadas pelo Greenpeace é a aprovação de planos de manejo em áreas que já foram desmatadas. O objetivo é utilizar os créditos gerados para esses planos de manejo para lavar madeira retirada de áreas protegidas, como unidades de conservação e terras indígenas.

    Crimes ambientais ajudam a financiar conflitos, afirma ONU

    Um estudo da ONU divulgado na semana passada mostrou que o crime ambiental global movimenta cerca de 213 bilhões de dólares por ano e, além de ajudar a financiar conflitos armados, prejudica o crescimento econômico.

    O relatório, divulgado durante uma reunião da ONU com ministros de Meio Ambiente em Nairóbi, pediu ações mais severas para prevenir crimes e atividades ilegais de desmatamento, pesca, mineração, despejo de lixo tóxico e comércio de animais e plantas raros.

    De acordo o estudo, a retirada ilegal de madeira pode chegar a 30% do mercado global. Em alguns países, até 90% da madeira produzida tem origem suspeita. No Brasil, por exemplo, só no estado do Pará, segundo dados do Imazon, entre agosto de 2011 e julho de 2012, 78% das áreas com atividades madeireiras não tinham autorização de exploração. Leia mais >

  • Cidades melhores: quem não quer?

    Postado por Bernardo Camara - 30 - jun - 2014 às 16:15 1 comentário

    Tinha gente de bike, gente sentada no chão, uns de cabelos brancos, outros de alargador na orelha, gente de gravata e gente de bermuda. Todo mundo ali, junto, querendo uma coisa só: cidades melhores, feitas para pessoas. Para todas elas. O clima foi mais ou menos assim no seminário de mobilidade urbana promovido pelo Greenpeace na última sexta-feira, 27 de junho, em São Paulo.

    Porque é isso mesmo: melhorar a mobilidade significa melhorar diretamente a qualidade de vida das pessoas. Dar a elas o direito de acessar tudo o que as cidades têm de bom a oferecer. Significa garantir que a gente tenha escolhas democráticas e eficientes de deslocamento para o trabalho, para a faculdade, para o cinema, para onde for.

    Mas para ter esse sonho de pé, não basta só reunir gente. É preciso botar na mesa conhecimento, experiência, vivências. E teve muito disso também no seminário. Uma parte, a mais teórica, você encontra aqui neste link, com as apresentações que os especialistas convidados fizeram sobre o assunto. E abaixo, algumas impressões de quem participou do evento. Vamos em frente!

    Vivian Ragazi
    Jornalista
    Quando vi a programação do evento achei muito legal, porque trouxe especialistas bem renomados. Foi muito interessante. Trouxe muitas questões que ajudam a gente a avaliar melhor o que pode ser feito. Discussões sobre como podemos ter mais qualidade de vida, como você transforma uma cidade para pessoas, e não para carros. Pensar a partir dessa ótica é o que mais me interessa. Foi muito bom.

    Heloisa Motta
    Engenheira Ambiental
    Tem dia que eu quero me deslocar de bike, mas tem dia que eu quero pegar um ônibus e ir lendo um livro. E tem dia que eu quero ir a pé. Você tem que ter liberdade de escolhas. Quais as ferramentas políticas para realmente termos uma democracia quando falamos em mobilidade? Tudo isso aconteceu aqui hoje, foi falado, discutido. Quando você pensa em aproveitar a cidade, se deslocar de melhor maneira e se apropriar dos espaços coletivos, não é uma questão de mudar o mundo. É uma questão de melhorar totalmente sua qualidade de vida.

    Luiz Rocha
    Arquiteto e urbanista
    Mobilidade urbana é um tema que me interessa porque afeta diretamente quase 100% das pessoas. É de suma importância. Vim aqui para aprofundar, pegar dados, ter base para entender a situação e usar no meu cotidiano, na minha vida. O debate foi muito proveitoso. Os debatedores tinham boa formação, conteúdo muito aprofundado. Aprendi bastante para estar mais inteirado e, quando conversar sobre isso, ter base de dados para argumentar e defender melhorias na mobilidade. Valeu muito a pena.

    Hélio de Camargo
    Membro do Conselho Municipal de Transporte e Trânsito de São Paulo
    O evento discutiu a mobilidade e mostrou a importância desse tema numa cidade principalmente como São Paulo, com todas suas dificuldades. Os convidados apresentaram não só os problemas, mas também soluções para o tema. Essas discussões são importantes para trazer qualidade de vida para as pessoas, para não perderem tanto tempo com mobilidade e para poderem usufruir da cidade. Leia mais >

  • Gado: exigência de punho forte do governo

    Postado por Nathália Clark - 20 - jun - 2014 às 17:27

    Sem posicionamento forte do governo, setor do gado continua sendo um dos grandes vilões do desmatamento e das mudanças climáticas no país (© Rodrigo Baléia / Greenpeace).

    A pecuária ainda é hoje o setor produtivo que mais contribui para as mudanças climáticas no país. Por esse e outros motivos, em consideração com o consumidor e a população brasileira em geral, já passou da hora de o governo federal se posicionar de forma enérgica em favor de sistemas de rastreabilidade individual do gado, para limpar de vez toda a sua cadeia de produção.

    Em abril de 2014, pela primeira vez, as gigantes do setor tornaram públicos os seus esforços para eliminar o desmatamento, o trabalho escravo e demais crimes socioambientais de suas cadeias de fornecimento de carne bovina. Em iniciativa inédita, os três maiores frigoríficos do país - JBS, Marfrig e Minerva - divulgaram os resultados das auditorias de seus sistemas de controle para compra de gado proveniente da Amazônia.

    Apesar de ações como essa, que revelam o esforço da sociedade civil e de algumas alas do setor produtivo, é mais do que sabido que iniciativas privadas de controle do desmatamento terão efeito limitado enquanto o governo brasileiro não fizer a sua parte de forma mais ostensiva para controlar os fornecedores indiretos, apoiando a correta implementação do Cadastro Ambiental Rrural (CAR).

    “Aqueles que insistem em se valer de brechas na lei e que lucram com a destruição da floresta continuarão atuando até que o governo não se posicione de forma mais contundente sobre as medidas de comando e controle articuladas na esfera federal, estadual e municipal”, defende Adriana Charoux, da Campanha da Amazônia do Greenpeace.

    Para se ter um exemplo de medidas que poderiam colaborar para avanço do controle da cadeia produtiva da pecuária, em fevereiro de 2013, o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) promoveu uma audiência pública sobre a Instrução Normativa 01/2002, que visava compatibilizar o Sistema de Identificação e Certificação de Bovinos Bubalinos, mais conhecido como Sisbov.

    Tal sistema é o único que viabiliza a identificação individual do bovino e, portanto, permite saber, da hora em que nasce até a hora em que é abatido, por onde esse boi andou e se, em alguma etapa dessa produção, passou por alguma fazenda vinculada a problemas sociais ou ambientais. Atualmente, o Sisbov só é obrigatório para o boi que é exportado para a União Europeia.

    Na época, o Greenpeace fez suas contribuições à audiência pública, reforçando a importância do Sisbov voltar a ser obrigatório para toda a produção, e não apenas para exportação, conforme sua formulação original de acordo com a IN.

    Destacamos também, nos três documentos sob consulta, a ausência de transparência quanto ao acesso público ao sistema de informações desse “novo” Sisbov. Afinal, o consumidor brasileiro deve ter o mesmo direito à informação e acesso a um produto que não custe a destruição da floresta do que um europeu.

    O Greenpeace nunca recebeu qualquer retorno do MAPA sobre essa contribuição. Assim como não vem obtendo respostas do Estado, em suas esferas federal, estadual e local, que respondam de forma condizente à necessidade urgente em punir aqueles que insistem em burlar os compromissos e pactos no que diz respeito à cadeia produtiva do gado. Leia mais >

  • Um minuto de silêncio

    Postado por André Sampaio - 20 - jun - 2014 às 14:42

    O Novo Rainbow Warrior é o maior exemplo de profissionalismo e dedicação de Uli

     

    Ulrich von Eitzen, diretor de operação do Greenpeace internacional de 2004 a 2013 e conselheiro sênior do diretor executivo do Greenpeace internacional , infelizmente  perdeu sua longa batalha contra o câncer no dia 12 de junho.

    A maneira com que Uli reagiu ao câncer foi única.  Se não o tivessem questionado, ninguém saberia que ele enfrentava uma doença letal. Uli nunca reclamou, não falava de sua saúde com seus colegas, não demonstrava sua tristeza ou desespero. O brilho em seus olhos demonstrava o modo com que ele se dedicava ao trabalho, sempre com uma energia contagiante.

    Era um homem que tinha um enorme comprometimento com seu trabalho e sua família. Decidiu que não deveria sobrecarregar os outros com suas dificuldades, e sim doar toda sua energia àquilo que realmente amava. Amor para ele não era uma palavra, era algo que ele expressava por meio de suas atitudes.  Grace O´ Sullivan, um ex- colega de faculdade e ativista de longa data definiu Uli em uma única frase: “Ele era um bom homem”.

    Quando Uli se juntou ao Greenpeace pela segunda vez, após uma breve pausa na década de noventa, enfrentou uma tarefa muito difícil: consolidar a grande tradição de um ativismo corajoso com as demandas crescentes do profissionalismo. O Greenpeace precisava de veleiros que atendessem as exigências da organização e ao mesmo tempo se adaptassem às novas tecnologias. Uli tinha vasta experiência profissional com construções de navios e forte comprometimento com o Greenpeace. Afinal, era umas das únicas pessoas que tinha a capacidade de enfrentar uma tarefa tão difícil. E não foi fácil, nem para ele, nem para seus colegas de trabalho. 

    Uli juntou todo seu conhecimento para construir a estrutura marítima que o Greenpeace precisava.  Seu trabalho e dedicação resultaram em uma frota de alto padrão, que não era apenas apta para realizar as demandas exigidas, mas atendia todas as necessidades de um projeto moderno que não poderia ser criticado por órgãos contrários ao Greenpeace.

    A maior contribuição de Uli para a organização foi sem dúvida nenhuma  a construção do novo Rainbow Warrior. Durante a execução do projeto, suas habilidades e paixões trabalharam juntas. Ele organizou e supervisionou um processo minucioso para suprir todas as exigências dos escritórios ao redor do globo no novo veleiro. Projetou todo o processo de design e se tornou uma referência para os arquitetos navais responsáveis pela trama. Uma vez que a decisão de construir o navio foi tomada, Uli assumiu toda a responsabilidade e entregou o veleiro dentro da data estipulada no orçamento. Se não fosse por sua capacidade de organização, sua supervisão financeira e técnica, o novo Rainbow Warrior não teria se tornado o carro chefe do Greenpeace.

    Uli trouxe todo seu profissionalismo para construção do Rainbow Warrior, porém sua maior ambição não era construir um novo navio, ele queria construir um “Navio Verde”. 

    Cada detalhe foi pensado para o navio ser energeticamente eficiente, sustentável e com a menor pegada de carbono possível, desde o tamanho de suas velas até o sistema de tratamento de água e resíduos. O mecanismo do navio aproveita ao máximo a energia dos ventos para se mover. Seu motor de propulsão diesel-elétrica é acionado apenas sob condições climáticas desfavoráveis ou em ações que exijam velocidade máxima. O design inovador do casco permite que menos combustível seja gasto, com menos emissão de gases poluentes.

    O Novo Rainbow Warrior é o maior exemplo de profissionalismo e dedicação desse grande homem. 

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  • Mobilidade urbana em debate

    Postado por Bernardo Camara - 18 - jun - 2014 às 10:38 1 comentário

     

    No dia 27/06, sexta-feira, um time da pesada vai se reunir em São Paulo para discutir os problemas e as soluções para a mobilidade urbana no Brasil. E o melhor: o evento é aberto ao público, que está convidado não só a assistir os debates, mas entrar na roda com perguntas e comentários. Não é necessário fazer inscrição. É só chegar. Quem não estiver em SP, poderá acompanhar a transmissão ao vivo por este link.

    Organizado pelo Greenpeace, o seminário vai colocar na mesa ciclistas, pesquisadores e gestores públicos para engrossar as discussões sobre um assunto que, há muito, transbordou da política institucional e ganhou as ruas. Afinal, o direito a uma mobilidade democrática e eficiente é uma das formas de garantir, sobretudo, o nosso direito à cidade.

    O secretário municipal de Transporte de São Paulo, Jilmar Tatto, a presidente do conselho do Greenpeace, Laura Valente, e um dos diretores do Ciclocidade (a Associação de Ciclistas Urbanos de São Paulo), Daniel Guth, são alguns dos nomes que estarão presentes. Colunista do Planeta Sustentável, o jornalista Julio Lamas vai dividir a mediação das mesas com Natália Garcia, do projeto Cidade para Pessoas.

    Enquanto isso, dá uma olhada na programação aqui embaixo.

    OBS: Quem chegar de bicicleta no dia do evento poderá estacioná-la em uma sala dentro do próprio centro cultural.

    Serviço
    Data: 27/06, sexta-feira
    Horário: 9h às 17h
    Local: b_arco Centro Cutural – Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426, Pinheiros
    Confirme sua presença no Facebook e receba atualizações em tempo real.


    Programação

    09h00 às 09h15
    Apresentação
    Sérgio Leitão, diretor de políticas públicas do Greenpeace

    09h15 às 10h00
    Palestra - Os impactos ambientais do setor de transporte: por que precisamos de melhorias na mobilidade urbana e de carros mais limpos?
    Márcio D’Agosto, especialista em Transporte, Professor da COPPE/UFRJ e Presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Ensino em Transportes (ANPET)

    10h00 às 10h15
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    10h15 às 12h15
    Mesa de Debate - Desafios da mobilidade urbana em São Paulo
    Laura Valente - Presidente do Conselho do Greenpeace Brasil
    Jilmar Tatto - Secretário Municipal de Transporte de São Paulo
    Daniel Guth - Ciclocidade (Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo)
    Eduardo Vasconcellos - ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos)

    Moderação: Natália Garcia, jornalista responsável pelo projeto Cidades para Pessoas

    12h15 às 14h00
    Intervalo para almoço

    14h00 às 16h00
    Mesa de Debate - Oportunidades para melhorias na mobilidade urbana
    Bárbara Rubim – Greenpeace Brasil
    André Ferreira – IEMA (Instituto de Energia e Meio Ambiente)
    Clarisse Linke – ITDP (Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento)
    Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho – IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada)

    Moderação: Julio Lamas – Colunista do Planeta Sustentável Leia mais >

  • 1 milhão pelas florestas

    Postado por Alan Azevedo - 16 - jun - 2014 às 11:18 1 comentário

    Vista aérea do rio Araguari no Amapá. (© Greenpeace/Rogério Reis/Tyba)

    Hoje a sociedade civil alcançou uma marca muito importante: 1 milhão de assinaturas pedindo o fim do desmatamento no Brasil. Esse marco é um sinal de que o povo quer mudanças, inclusive no que diz respeito às questões ambientais. 

    Há cerca de 2 anos, dentro do navio Rainbow Warrior, no coração da floresta Amazônica, a campanha era lançada. Estavam presentes políticos, organizações não governamentais, representantes da sociedade civil e lideranças que lutam contra o desmatamento das nossas florestas.

    A partir de então o movimento pela aprovação de uma lei de iniciativa popular pelo fim do desmatamento vem crescendo significativamente.

    Se fosse um país, a Amazônia Legal seria o 6º maior do mundo em extensão territorial – para se ter uma ideia, seus rios representam cerca de 20% da água doce do planeta. Porém, infelizmente essa importante floresta sofre diversos tipos de pressão. Perdemos nos últimos 50 anos uma área de mais de 720.000 km² de floresta, o que equivale aos estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul juntos.

    Apesar da queda recente do desmatamento na Amazônia legal, ainda se derruba cerca de 500 mil hectares de floresta por ano. Esses números são inaceitáveis, mesmo porque já existem muitas terras abertas que podem e devem ser melhor aproveitadas. Além disso, não se pode esquecer que as florestas prestam diversos serviços ambientais que contribuem para o equilíbrio natural do planeta, ou seja, ao desmatar também colocamos nosso futuro em risco.

    Ou seja, o caminho a trilhar para zerar essa conta e acabar com os problemas na floresta ainda não acabou.

    Por isso, é importante que todos continuem ajudando a somar mais assinaturas pelo projeto de lei de iniciativa popular para que a proposta ganhe cada vez mais força. 

    Quem ainda não se mobilizou pode começar agora, divulgando a campanha nas redes sociais e fazendo a coleta de assinaturas off-line. Quanto mais gente no movimento pelo Desmatamento Zero mais rápido o transformaremos em realidade.  

    Saiba como se mobilizar aqui.

    Compartilhe a petição: www.ligadasflorestas.org.br

    Cobre do seu candidato a presidência uma posição sobre o projeto de lei pelo Desmatamento Zero: Leia mais >

    1 MILHÃO de brasileiros assinaram pelo #DesmatamentoZero. E você, @aecioneves, já assinou? http://bit.ly/1xcVheR
    1 MILHÃO de brasileiros assinaram pelo #DesmatamentoZero. E você, @dilmabr, já assinou? http://bit.ly/1xcVheR
    1 MILHÃO de brasileiros assinaram pelo #DesmatamentoZero. E você, @eduardocampos40, já assinou? http://bit.ly/1xcVheR
    1 MILHÃO de brasileiros assinaram pelo #DesmatamentoZero. E você, @EduardoJorgeBR, já assinou? http://bit.ly/1xcVheR
     
  • Os satélites e a degradação na Amazônia

    Postado por Luana Lila - 13 - jun - 2014 às 17:17 2 comentários

    Estrada aberta para extração de madeira. Foto: Greenpeace/Marizilda Cruppe

     

    A campanha Chega de madeira ilegal mostrou como os sistemas de controle e fiscalização da exploração madeireira adotados na Amazônia brasileira são falhos e permitem fraudes que resultam na contaminação do mercado com madeira de origem desconhecida e ilegal.

    Identificar na floresta quais são os locais de exploração ilegal é fundamental para frear a contaminação da produção sustentável de madeira e impedir o desmatamento na sua origem. Porém, a exploração ilegal que busca os melhores exemplares de cada espécie, semelhante a um garimpo, é mais difícil de ser detectada, já que ela mantém algumas árvores que têm valor comercial baixo, e não provoca aquela destruição generalizada que é conhecida como corte raso.

    Durante a pesquisa sobre madeira ilegal, o Greenpeace analisou imagens do satélite Radarsat-2, fornecidas pela MacDonald Dettwiler and Associates Ltd (MDA), com o objetivo de detectar e mapear mudanças na cobertura florestal relacionadas à exploração de madeira.

    As expedições terrestres e sobrevoos  realizados nas aéreas apontadas pelo Radarsat-2 confirmaram os alertas gerados e mostraram que a utilização de imagens desse satélite para o monitoramento da exploração madeireira pode contribuir com a fiscalização dos Planos de Manejo Florestais e como sistema de alerta para identificar locais de exploração ilegal.

    O Radarsat-2 se diferencia dos demais por estar equipado com um sensor de radar em que não existem interferências significativas de condições atmosféricas, ou seja, que mesmo com nuvens consegue gerar imagens de alta qualidade.

    As imagens de satélite utilizadas pelo Deter – o sistema oficial de detecção em tempo real do desmatamento do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) –, por exemplo,  não conseguem identificar os desmatamentos em áreas cobertas por nuvens.

    Para se ter uma idéia, no estado do Pará, que na medição mais recente do Deter apresentou um alerta expressivo no desmatamento, 86% da área do estado estava impossibilitada de qualquer análise por conta da cobertura de nuvens. Já no Amazonas, a cobertura de nuvens atingia 89% do estado.

    Além disso, os satélites comuns também não conseguem identificar desmatamentos menores do que 26 hectares, o que é um problema, pois houve uma mudança na dinâmica do desmatamento: no lugar de grandes áreas, como acontecia antigamente, hoje ele costuma ocorrer em áreas pequenas e em faixas intercaladas de florestas, buscando justamente burlar a detecção pelos satélites.

    O Deter continua sendo importante para que os órgãos federais de fiscalização saibam onde o desmatamento está ocorrendo e assim consigam agir mais rapidamente. No entanto, essas limitações acabam sendo um impeditivo para uma maior efetividade das ações de combate à degradação causada para exploração ilegal de madeira, que é o primeiro passo para a destruição total da floresta.

    Desde 2010 que o Ministério do Meio Ambiente parou de monitorar a degradação. Apesar da existência de tecnologia, até agora as imagens de satélites equipados com radar não têm sido utilizadas pelos órgãos de fiscalização. É hora de dar um salto para enfrentar o forte ressurgimento do “garimpo” florestal, que cada vez mais vai longe dentro da floresta em busca de espécies raras, como o Ipê, comprometendo a floresta. Leia mais >

  • Brasil entra em campo

    Postado por Marina Yamaoka - 13 - jun - 2014 às 9:42

    Ativistas protestam em Bonn e pedem comprometimento de ministros de Meio Ambiente com energias renováveis e redução de gases do efeito estufa (©Bern Arnold/Greenpeace)

     

    O evento mais esperado do ano – obviamente, depois das reuniões dos Órgãos Subsidiários de Implementação da Conferência do Clima da ONU em Bonn, na Alemanha – finalmente chegou. Ontem tivemos a abertura da Copa do Mundo e a primeira vitória do Brasil em campo.

    É inegável que este é um momento em que grande parte dos olhos do mundo se voltam para o Brasil e para uma das mais conhecidas seleções. No entanto, não é apenas o que rola em campo que interessa. Em Bonn, os negociadores que vem discutindo o tema das mudanças climáticas desde a semana passada desejam saber o que o país tem feito para controlar suas emissões de gases do efeito estufa.

    Historicamente, o desmatamento foi a principal fonte de emissões, mas o cenário brasileiro mudou. Setores como energia e agropecuária estão aumentando sua participação no total de emissões, demonstrando que não basta se comprometer com apenas uma das fontes, mas, sim, que o Brasil precisa de metas ambiciosas para diminuir as emissões em todos os setores.

    Voltando ao futebol: assim como apenas um jogador excepcional não fará o Brasil ganhar a Copa do Mundo, não basta diminuir o desmatamento na última década para se tornar um ‘campeão do clima’. Entre 1990 e 2012, as emissões do setor de energia além de terem mais do que dobrado também foram as que mais cresceram. E enquanto isso, o país continua privilegiando fontes fósseis e sujas de energia que recebem a maior parte dos investimentos no setor ao invés de direcionar seus esforços para um futuro limpo e renovável.

    O trabalho para combater o desmatamento precisa continuar sendo feito, mas ao mesmo tempo em que outras medidas são tomadas em todos os setores. Como a sétima maior economia do mundo, o Brasil pode e deve assumir um compromisso ambicioso e liderar as discussões sobre as mudanças climáticas. Leia mais >

  • Começa a Copa das Tropas

    Postado por Gabriela Vuolo - 12 - jun - 2014 às 15:37 2 comentários

    A Copa do Mundo no Brasil começou com a repressão de uma manifestação pacífica na Zona Leste de São Paulo com o uso desproporcional de força pela Polícia Militar de São Paulo. Diversos manifestantes e jornalistas, incluindo uma repórter da CNN, ficaram feridos e pessoas foram detidas. O Brasil nem entrou em campo contra a Croácia e o brasileiro que vai a rua reivindicar direitos de forma pacífica já ganhou bala de borracha, bomba de gás lacrimogêneo, tapa na orelha e demissões massivas de grevistas. Ao que tudo indica, esta não será a Copa das Copas, e sim a Copa das Tropas.

    Leia mais:

    Manifestantes foram dispersados antes mesmo do início do ato marcado para ocorrer no metrô Carrão, em São Paulo. Na sequência, a mesma força policial encurralou manifestantes e trabalhadores dentro do Sindicato dos Metroviários, perto dali, no Tatuapé. A polícia lançou bombas de efeito moral no interior do prédio. Segundo os socorristas do GAPP (Grupo de Apoio a Protestos Populares), vinte e oito pessoas foram atendidas com ferimentos causados em decorrência do confronto, incluindo três socorristas.

    No Rio de Janeiro, manifestantes foram fortemente reprimidos na região central da cidade. Metroviários e professores que entraram em greve nos últimos dias, além de serem reprimidos fisicamente pela polícia, foram também demitidos por decisão judicial.

    Desde junho de 2013, e principalmente desde o início deste ano, temos vivenciado um recrudescimento da violência estatal contra as manifestações – sejam elas feitas por trabalhadores, estudantes ou indivíduos que decidiram exercer seu direito constitucional de livre expressão.

    É inaceitável que o Estado continue usando seu aparato repressivo e meios judiciais para silenciar as vozes dissonantes. É lamentável que o governo insista em fechar os olhos e não estabeleça um canal de diálogo efetivo com os manifestantes que estão nas ruas buscando construir uma sociedade mais justa e democrática.

    O Greenpeace repudia toda e qualquer forma de violência e repressão contra manifestantes. O direito de se manifestar é garantido pela Constituição, e o medo da truculência estatal não pode ser o motivo pelo qual brasileiras e brasileiros deixam de ocupar as ruas para demandar direitos básicos que lhes vem sendo negados: direito a transporte, moradia, educação, saúde, saneamento e um meio ambiente cuidado e equilibrado. Leia mais >

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