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Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Neste fim de semana vai dar Praia Limpa em Torres!

    Postado por Heloísa Mota - 19 - set - 2014 às 10:58

    Neste domingo, a Praia da Guarita será palco de uma ação especial de limpeza de praia do Projeto Praia Limpa Torres (Associação dos Surfistas de Torres) + Grupo de Voluntários do Greenpeace de Porto Alegre pela preservação da natureza. Essa campanha de limpeza de praias acontece em todo o mundo e é apelidada de “Clean Up the World” ou “International Costal Clean Up”, pelas organizações que iniciaram o projeto na Austrália e EUA nos anos 80.

    Trata-se da maior ação global para limpeza de praias do planeta. O evento já envolveu mais de 35 milhões de pessoas em diversas partes do mundo e a longo prazo vem possibilitando mudanças de atitudes e comportamentos em escala global. A ideia da campanha é simples. Voluntários atuam na limpeza da sua comunidade, transformando o ambiente em um local mais agradável e saudável para viver.

    A ação chegou ao Brasil no final dos anos 90 e leva o nome de Dia Mundial da Limpeza em Rios e Praias – Teremos atividades na Praia da Guarita que variam desde a coleta do lixo, campanhas educativas, abraço simbólico, atrações culturais e musicais e distribuição de brindes para os voluntários. Será uma ação diferenciada e emocionante...todos juntos por Torres e pelo Planeta, venham participar!” – convida o coordenador do Projeto Praia Limpa Torres, Alexis Sanson.”

    QUANDO: Domingo, 21 de setembro, às 10h.

    ONDE: Praia da Guarita, Torres, RS. Leia mais >

  • Debate sobre mobilidade e eleições é adiado

    Postado por Guilherme Munhoz - 16 - set - 2014 às 17:29 3 comentários

    Em razão da violenta operação policial realizada hoje no centro de SP, programa no Estúdio Fluxo será remarcado.

    A reintegração de posse da Ocupação São João, no centro de São Paulo, levada à  cabo de maneira violenta por parte da Polícia Militar desde a manhã desta terça-feira 16 de setembro, transformou a região em um campo de batalha. Ruas fechadas, balas de borracha e bombas de gás de lacrimogêneo são as maiores provas da truculência da polícia paulista.

    Pela impossibilidade dos convidados do Greenpeace de acessar o estúdio do Fluxo, localizado ao lado do edifício objeto da reintegração de posse, nosso programa de debate sobre mobilidade urbana e eleições está adiado. Mesmo porque o dia de hoje pede uma reflexão maior sobre o direito à cidade, à moradia e a cada vez mais contumaz violência da PM.

    Ao contrário do imaginado, a situação não acalmou ao longo do dia. Neste fim de tarde, movimentos sociais em defesa do direito à moradia estão se reagrupando no centro para resistir à violência fardada. O Greenpeace se solidariza à população agredida na luta pelo seu direito básico por moradia e uma vida digna.  Leia mais >

  • Represa do Jaguari, que abastece o sistema Cantareira. (Foto: Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas)

    Uma nova medição do volume de água do Sistema Cantareira, que abastece 8 milhões de pessoas na cidade de São Paulo e mais dez cidades vizinhas, indica que seu nível já está abaixo de 10% da capacidade total. O cálculo divulgado na última quinta-feira (11) inclui o chamado “volume morto”, que normalmente não entra nas contas porque seu uso não é seguro - contudo, desde maio a Sabesp vem captando água de lá.

    Apesar de São Paulo estar sofrendo com baixos níveis de chuva, o principal responsável por essa crise histórica é o governo do estado. A gestão de recursos hídricos é deficiente há muito tempo, e mais de uma década atrás relatórios já indicavam a necessidade de reformas estruturais que não foram implementadas devidamente. Neste cenário de crise, as prefeituras também podem atuar de maneira mais firme, uma vez que elas têm contratos com a Sabesp que não estão sendo adequadamente cumpridos e assumem parte da responsabilidade por garantir que a água chegue aos cidadãos.

    Não faltam caminhos para solucionar o problema, e para preparar-nos para lidar com instabilidades no ciclo da chuva - que devem se agravar caso não se tome medidas para barrar as mudanças climáticas a nível global.

    Com o objetivo de pressionar o governo do estado a agir e simultaneamente coletar propostas sustentáveis de manejo da água com o apoio da população, um grupo cidadãos paulistanos criou a petição “A crise da água tem solução, adotem medidas pelo manejo sustentável da água em São Paulo”, conectada a uma plataforma virtual colaborativa.

    O Greenpeace apoia a iniciativa, e está ao lado daqueles que demandam ação urgente para a superação dessa crise!

    *Pedro Telles é assessor de Políticas Públicas do Greenpeace Leia mais >

  • Yeb Saño: O Ártico e as mudanças climáticas

    Postado por Yeb Saño* - 8 - set - 2014 às 14:16

    Eu nasci a 8046 km de distância do Polo Norte e agora que cresci, percebi que o meu futuro está totalmente ligado com o destino do Ártico. Quando discursei nas negociações da ONU em Varsóvia, no ano passado, exigindo ação imediata de apoio às consequências do tufão Haiyan, não passava pela minha mente o tamanho da repercurssão que causaria. O tufão Haiyan foi o mais brutal da história das Filipinas, deixando mais de 6.200 mortos, 1,9 milhões de desabrigados e 6 milhões de deslocados. Palavras não podem descrever o sofrimento.

    A ciência é clara: as mudanças climáticas podem afetar a sociedade de maneiras cada vez mais agressivas. Mesmo que o tufão Haiyan não tenha se originado somente pelas mudanças climáticas, meu país se recusa a aceitar que caso nada seja feito, os tufões farão parte de nosso cotidiano. Não podemos continuar trilhando um caminho que pode comprometer nossas crianças e seus futuros. 

    Após o trágico acontecimento, mais de 750.000 pessoas assinaram uma petição demonstrando sua solidariedade às Filipinas. Esse apoio global me motivou em um dos momentos mais tristes da minha vida, proporcionando um novo fio de esperança. Então, por que eu, um negociador do clima das Filipinas, me tornei um defensor do Ártico? A razão é simples: o Ártico é visto como protagonista no desdobramento de uma crise climática originada pelo homem. Os últimos sete anos foram marcados como os verões mais quentes no Ártico, resultando na menor extensão de gelo no mar. 

    Com uma paisagem deslumbrante e uma geografia extraordinária, os icebergs exercem função climática essencial. Refletem a energia do sol e mantem o metano bloqueado no subsolo. O derretimento do Polo Norte resultaria em um aumento drástico no nível do mar, ou seja, o que acontece no Ártico não fica só no Ártico .

    Ao fazer um balanço dos danos causados ​​por Haiyan e ao me preparar para mais uma rodada de negociações climáticas da ONU, cheguei a uma conclusão: é uma história com um toque irônico e trágico. As companhias de petróleo estão se movendo para o continente ao mesmo tempo em que as geleiras estão derretendo, o que facilita a exploração de petróleo na área. Após apontar todos os danos causados pelo tufão Haiyan e entrar nessa batalha, não acredito que existam companhias capazes de cogitarem a ideia de explorar petróleo em uma área que possui forte importância no cenário climático. 

    Demandas globais de petróleo que poderiam justificar economicamente a exploração no Ártico, resultariam em um catastrófico impacto climático, aumentando a temperatura global em 6 graus Celsius. As companhias de gás e petróleo que sondam a área estão mostrando total desrespeito aos esforços feitos para prevenir o planeta das drásticas mudanças climáticas a que estamos sujeitos.

    Foi por esse motivo que assinei a “Declaração Internacional pelo Futuro do Ártico”, que convoca todos os cidadãos do mundo a redobrar seus esforços para combater as alterações climáticas e trabalhar conjuntamente com os Estados do Ártico para tomar medidas que preservem o ambiente polar.

    Ao meu ver, a principal razão para assinar a petição foi simples: não pode haver uma resposta internacional racional para a mudança climática que permita a expansão da perfuração de petróleo em áreas recém-fundidas do Ártico. 

    Habitantes que vivem aos redores da região Ártica tem grande privilégio e uma forte responsabilidade. Como guardiões de um ecossistema incrível, eles são os primeiros a testemunhar os impactos das mudanças climáticas. As geleiras derretendo e o mar de gelo encolhendo devem figurar entre as mais dramáticas mudanças ambientais na história da humanidade. 

    O próximo capítulo dessa história continua incerto. Vamos aproveitar este momento para fazer um balanço do nosso passado e nosso futuro? Será que vamos proteger o Ártico para as gerações futuras, ou vamos permitir que o Oceano Ártico seja poluído e explorado por combustíveis fósseis?

    Em nossa resposta à crise do Ártico, a posteridade nos julgará.

    *Yeb Sano é negociador-chefe da ONU para as Filipinas e signatário da Declaração Internacional pelo Futuro do Ártico. Leia mais >

  • O relatório está pronto, chegou a hora de agir

    Postado por Kaisa Kosonen* - 8 - set - 2014 às 14:11

    Angela Merkel e David Cameron, assim como a presidenta Dilma Rousseff, podem fazer a lição de casa e ir até Nova Iorque e cumprir seus compromissos reais. (©Gordon Welters / Greenpeace)

     

    Novas histórias estão circulando sobre o relatório de mudanças climáticas do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) – um resumo que condensa três outros relatórios sobre clima para políticos. A síntese será oficialmente lançada na Conferência do Clima, 31 de outubro, mas o conteúdo das mais de 5000 páginas é de conhecimento geral, ainda que seja ignorado por muitos: as mudanças climáticas ameaçam tanto nossa geração quanto as gerações futuras. Durante nossa vida na Terra, o planeta sofrerá mudanças catastróficas a menos que as emissões de carbono sejam reduzidas e que os combustíveis fósseis sejam substituídos por fontes renováveis e limpas.

    As mudanças climáticas podem parecer algo complexo e fora de nosso alcance, mas pode ser simples se tomarmos a iniciativa de diminuir a queima de combustíveis fósseis - petróleo, carvão e gás – responsável pela maioria das emissões de carbono que causam o aquecimento global.

    A escolha é nossa. A cada dia que permitimos e contribuímos com o uso de combustíveis fósseis e enquanto novas minas de carvão e campos de petróleo são planejados, nós somos parte do problema. Mas a cada dia que desafiamos os políticos e empresas, exigindo energia limpa e segura, passamos a fazer parte da solução, parte de um movimento que cresce rapidamente pela mudança que já está acontecendo em países como China e Estados Unidos.

    Agora, como os governantes estão se preparando para um novo acordo climático global a ser assinado em dezembro de 2015 em Paris, a luta climática vem sendo travada nas principais capitais do mundo, onde são tomadas as decisões sobre o uso do carvão, extração de petróleo, novos gasodutos e infraestrutura das grandes cidades.

    A boa notícia é que as mudanças climáticas voltaram a fazer parte da agenda política global – com a maior intensidade possível. O secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, está convocando chefes de Estado para uma Conferência Climática no dia 23 de setembro, em Nova Iorque. Ele tem como objetivo criar um impulso político para a COP 20 (Conferência do Clima da ONU), que este ano ocorre no Peru. Na melhor das hipóteses, poderíamos testemunhar sinais de um novo tipo de liderança de economias emergentes, como a China, que recentemente criou políticas radicais para reduzir o uso de carvão e promover as energias renováveis, mas que ainda precisa levar essa medida interna para o âmbito internacional.

    A taxa de crescimento do uso de carvão na China está estagnada em zero e mostra sinais de declínio para os primeiros seis meses deste ano. Esta é uma mudança em relação à taxa média anual de crescimento de 10% em 2003 - 2011. Ao mesmo tempo, o uso de carvão também mudou drasticamente nos Estados Unidos, resultando em declínio absoluto de emissões. Não é surpresa o carvão ser um fator comum entre líderes dos dois principais emissores do mundo, já que ambos buscam um terreno em comum no encontro promovido por Ban Ki-Moon.

    Mas onde estão as autoridades europeias? Aquelas que costumavam liderar ações pelo clima? Eles vão permitir que China e EUA façam o principal acordo climático sem intervir? Por que a chanceler alemã, Angela Merkel, planeja não participar do lançamento do relatório do IPCC, enquanto o primeiro ministro britânico, David Cameron, ainda não confirmou sua participação? É para evitar o constrangimento de não ter atingido os objetivos traçados até 2030 pela União Europeia?

    Bom, isso ainda pode ser corrigido.

    Angela Merkel e David Cameron, assim como a presidenta Dilma Rousseff, podem fazer a lição de casa e ir até Nova Iorque e cumprir seus compromissos reais.

    *Kaisa Kosonen da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Nórdico Leia mais >

  • Por um Brasil sem nuclear

    Postado por efigueir - 4 - set - 2014 às 12:31 1 comentário

    Carta protocolada na Palácio do Planalto em Brasília

     
    Hoje pela manhã o Greenpeace Brasil e o candidato a presidente da república Eduardo Jorge do PV protocolaram pedidos de audiência na Embaixada Alemã e no Palácio do Planalto.

    A audiência solicitada pelo Greenpeace, PV e Coalizão por um Brasil Livre de Usinas Nucleares visa discutir o acordo nuclear Brasil-Alemanha e debater a substituição da cooperação em energia nuclear por energia renovável solar, fonte limpa e abundante em nosso país.

    O acordo de cooperação foi assinado em 1975 e previa a construção de usinas nucleares, entre as quais os reatores de Angra 1, 2 e 3. Mas o desastre nuclear de Fukushima, congelou o crescimento da indústria nuclear em todo o mundo e abriu espaço para a expansão de energias renováveis, principalmente na Alemanha.

    Tanto o candidato a presidência Eduardo Jorge quanto Marina Silva já se comprometeram com a demanda elaborada pelo Greenpeace de instalar 1 milhão de sistemas fotovoltaicos em moradias de baixa renda se eleitos.

    A geração de energia a partir de combustível nuclear representa um grande perigo para as pessoas e o ambiente. Ela demanda maior investimento público e gera mais poluentes quando comparada às energias renováveis.

    Queremos saber quando Dilma Rousseff, Marina Silva, Aécio Neves, Luciana Genro irão se posicionar contra a energia nuclear. Questione seu candidato. Leia mais >

  • Debate: escalada de violência contra ativistas na Amazônia

    Postado por Juliana Costa - 2 - set - 2014 às 12:55

    Para chamar a atenção da opinião pública e ampliar o debate sobre a situação de insegurança em que vivem estes trabalhadores extrativistas, além buscar  soluções para o problema, a Comissão de Direitos Humanos do Senado realizará, nesta quarta-feira 3 de setembro, uma Audiência Pública com a presença de lideranças de comunidades afetadas pela exploração ilegal de madeira e a violência atrelada à atividade. O Greenpeace estará presente.

    Veja a transmissão:

     

    Entre os convidados estão a coordenadora da CPT, que atua em Boca do Acre (AM), Maria Darlene Braga Martins, autora de denúncias sobre irregularidades em Planos de Manejo Florestal e sobre a ação de fazendeiros e madeireiros no estado. Maria Darlene está ameaçada de morte desde 2011. Também participará da audiência Antônio Vasconcelos, liderança na Reserva Extrativista Ituxi (RESEX), localizada em Lábrea, no sul do Amazonas, ameaçado de morte desde 2001, por defender a criação e manutenção da RESEX em que vive.

    Claudelice Santos, irmã caçula de José Claudio, assassinado em maio de 2011, no Pará, junto com sua esposa, Maria do Espírito Santo, é outra importante presença confirmada. Zé Claudio, assim como Josias, foi morto apenas alguns meses depois de denunciar publicamente que poderia perder  a vida a qualquer momento. Desde então sua irmã Claudelice luta para que os acusados do crime sejam condenados.

    A audiência é interativa e você pode participar enviando sua pergunta pelo site do Senado. Você poderá acompanhar a transmissão ao vivo da audiência por aqui. Leia mais >

  • A luta não morre

    Postado por Luciano Dantas - 1 - set - 2014 às 18:13

    segunda-feira, 1 de setembro de 2014

    Os convidados destacaram a importância do envolvimento da sociedade civil e de organizações, como o Greenpeace, para dar visibilidade à impunidade.

     

    Um dos principais museus de São Paulo recebeu no domingo, 31 de agosto, a visita de importantes ativistas de questões conflitantes na Amazônia.   

    A exibição do filme “Toxic Amazon: uma crônica de mortes anunciadas" (VICE, 2011) no Museu da Imagem e do Som (MIS), aproximou a distante realidade dos povos da Amazônia aos moradores da maior metrópole do Brasil, numa apresentação forte e comovente.

    O encerramento foi marcado por um bate-papo com protagonistas das questões agrárias que mobilizaram Felipe Milanez a retratá-los no filme-denúncia: Claudelice Santos, irmã de Zé Cláudio Santos, líder extrativista morto em maio de 2011 e Cosme Caspitano da Silva, trabalhador rural e agente pastoral da Comissão Pastoral da Terra.

    Nicole Figueiredo, da ONG 350, além do diretor do filme, também participaram.

    Para Claudelice, a morte de seu irmão e cunhada é fruto da forma como o governo trata a questão agrária no Brasil. “Todos os casos de assassinatos por conta de terra na floresta ocorrem a partir de um sistema que conta com os interesses políticos e de fazendeiros, passando por pequenos e micro agricultores, que agem como mandantes, além dos pistoleiros, que executam esses crimes”.

    Cosme Caspitano coolaborou com a conversa afirmando que os dados de redução do desmatamento na Amazônia, divulgados pelo INPE . “As madeireiras colocam um selo verde de sustentabilidade e vocês da região Sudeste acreditam que estão comprando uma madeira legal – na verdade se trata de uma madeira melada de sangue. Muita gente morreu pra essa madeira cair.”

    Os convidados destacaram a importância do envolvimento da sociedade civil e de organizações, como o Greenpeace, para dar visibilidade à impunidade que há décadas mata e aterroriza os extrativistas que conflitam os interesses madeireiros e do agronegócio.

    No dia 03 de setembro Claudelice participa de uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado. O objetivo é discutir a violência contra as populações nas regiões centrais da expansão agrária. Leia mais >

  • Alckmin proíbe máscaras em protestos

    Postado por Alan Azevedo - 29 - ago - 2014 às 17:42

    Manifestante do Greenpeace usa máscara para protestar contra energia nuclear. (©Greenpeace)

     

    O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), sancionou nesta sexta-feira o projeto de lei que proíbe o uso de máscaras em protestos e manifestações civis. Em processo acelerado, o PL 2.405/2013 foi aprovado no início de julho pela Assembleia Legislativa de São Paulo, chegando às mãos do governador em 12 de agosto.

    Ainda nessa semana, Alckmin informara que regulamentaria a iniciativa até o final do ano, dentro do prazo de 90 dias previsto em lei. O texto também estipula que as polícias Civil e Militar sejam avisadas previamente sobre a realização de protestos.

    As máscaras são parte importante dos recursos lúdicos usados pelo Greenpeace e por diversos outros grupos em seus protestos. Foi, por exemplo, o recurso escolhido para uma atividade realizada em 2009, quando ativistas do Greenpeace usaram uma máscara com o rosto da Senadora Katia Abreu para denunciar os ataques da bancada ruralista contra o Código Florestal. A Senadora processou a ONG, pedindo indenização por danos morais, mas a Justiça entendeu que a atividade representava apenas o exercício do direito à livre manifestação, assegurado pela Constituição Brasileira.

    “A lei parte do pressuposto de que todos são suspeitos e criminosos em potencial”, explica Pedro Telles, assessor de Políticas Públicas do Greenpeace. Para ele, o fato do governador e candidato à reeleição Geraldo Alckmin sancionar o PL mostra uma escalada no cerceamento de direitos básicos de livre expressão do cidadão.

    O cidadão brasileiro foi e ainda vai às ruas demandar maior diálogo entre governo e sociedade civil. No entanto, a surdez dos governantes impera, criando leis que dificultam ainda mais fortalecimento do processo democrático.

    Em nossas redes sociais, estamos pedindo às pessoas para se manifestarem contra o cerceamento da liberdade de expressão. Envie uma mensagem à página do governador no Facebook e comentários para seu Twitter. É preciso mostrar que a sociedade não concorda com medidas anti-democráticas, e está longe de querer rememorar tempos passados, onde a liberdade existia apenas para poucos.

      Leia mais >

  • Renováveis sobem para o topo da pauta eleitoral

    Postado por Pedro Telles - 29 - ago - 2014 às 12:27 1 comentário

    Após anos de pressão da sociedade civil, vai ficando claro que candidatos à presidência já percebem que as energias renováveis são o único caminho viável. Leia mais >

     

    Após um debate entre presidenciáveis que mostrou o peso de temas relacionados a meio ambiente e sustentabilidade nas eleições, duas notícias publicadas nesta sexta-feira (29) colocam energias renováveis no topo da pauta eleitoral.

    O Globo traz em sua capa a informação de que a campanha de Marina Silva deixará o pré-sal em segundo plano e priorizará as energias eólica e solar. Já a Folha de São Paulo destaca que Eduardo Jorge defende “fazer uma revolução com as energias eólica e solar” e fechar usinas nucleares.

    Como indicado no relatório Revolução Energética do Greenpeace, não falta potencial para o Brasil transformar radicalmente sua matriz e caminhar rumo ao desenvolvimento limpo. Após anos de pressão da sociedade civil, vai ficando claro que candidatos à presidência já percebem que esse é o único caminho viável.

    Seguiremos firmes na nossa mensagem e nas demandas para todos os candidatos, para que nos próximos quatro anos o Brasil transforme oportunidade em realidade.

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