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Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Fukushima: 5 anos depois, a energia nuclear ainda é um fantasma que nos ronda

    Postado por Thiago Almeida - 11 - mar - 2016 às 8:58

    O segundo maior desastre nuclear da História não foi o suficiente para que os governos do mundo todo desistissem dessa fonte de energia cara, suja e perigosa

    Em frente às usinas nucleares de Angra dos Reis (RJ), ativistas protestam contra os investimentos do governo brasileiro para construir Angra 3.

    Onde você estava em 11 de março de 2011? No Japão, um terremoto, seguido de um tsunami mudava para sempre o país. Os abalos sísmicos causaram o colapso de reatores da usina nuclear de Fukushima, liberando radiação e contaminando os arredores da cidade. Hoje, cinco anos depois, ainda há muitos vestígios dessa tragédia.

    Todos os dias, chegam aos mares japoneses 300 toneladas de água com algum nível de contaminação por radiação, como mostra um estudo do Greenpeace Japão, já admitido pelo governo. E, atualmente, mais de 100 mil pessoas ainda estão longe de suas casas. Elas não podem voltar ao local do desastre por conta dos altos índices de radioatividade. E não sabem se algum dia poderão.

    Os casos de câncer de tireoide cresceram muito entre a população que morava perto da usina. E há efeitos colaterais não tão óbvios: essas pessoas também sofreram – e sofrem – preconceito por serem vistas como “contaminadas”. O índice de depressão entre elas é mais alto do que no resto da população japonesa e há muitos casos de suicídio.

    Os riscos que uma usina nuclear, como a de Fukushima, poderia trazer já eram conhecidos por nós desde o acidente nuclear de Chernobyl, em 1986. E deveríamos ter aprendido a lição. Ainda que representantes do setor e alguns governos digam que as usinas nucleares são seguras, fatos mostram o contrário – e nem estamos falando de Fukushima e Chernobyl.

    Entre 1946 e 2013, foram 174 os acidentes e incidentes em usinas nucleares em vários países. E, o mais assustador: temos 50% de chance de ver um novo acidente como o de Chernobyl nos próximos 27 anos. E de presenciar um da proporção de de Fukushima nos próximos 50 anos.

    Com tantas tecnologias que já temos hoje, provando que é possível gerar energia a partir de fontes limpas, renováveis e seguras, não há razão para que o mundo continue investindo em nucleares. Depois do acidente no Japão, a Alemanha tomou uma atitude exemplar: divulgou planos eliminando gradualmente a energia nuclear de suas matrizes energéticas e hoje é o campeão em energia solar.

    O próprio Japão já está investindo mais em fontes renováveis. Hoje, cinco anos depois do desastre nuclear, é o segundo maior mercado de energia solar do mundo. Entre 2012 e 2015, instalou 19 GW em painéis solares. Ainda assim, o governo japonês já religou algumas usinas nucleares e mostra que ainda não está pronto para fazer a revolução energética, apesar da chance que teve.

    Enquanto isso, no Brasil

    Nosso país segue a passos lentos e planeja ter até 2035 apenas 3,5 GW de energia solar, mesmo estando em uma das regiões com melhor incidência e potencial para aproveitar a fonte fotovoltaica. E, para piorar, o governo continua investindo na perigosa nuclear, ignorando os acidentes que já aconteceram em outros locais.

    A usina de Angra 3 está em obra e já é um monumento bilionário. Prometida para 2012, seu custo passou de R$ 7 bilhões para R$ 14,9, e sua entrega está prevista para 2018 – embora o governo agora fale em 2021 . As usinas que a precederam, Angra 1 e Angra 2, custaram mais de US$ 16 bilhões e têm capacidade instalada de 2 GW. Isso equivalente a menos de 2% de todo o parque gerador brasileiro.

    Essas duas usinas correm o risco de terem a vida útil encurtada e serem desligadas em alguns anos. Seus depósitos temporários estão quase saturados de lixo radioativo. Não há no mundo lugar de armazenamento permanente para este fim. O custo? Para resolver a destinação destes dejetos atômicos, mais de R$ 1 bilhão do nosso dinheiro terá que ser desembolsado.

    O Brasil continua insistindo em fontes de muito impacto social e ambiental, mesmo podendo gerar energia eólica e solar suficientes para abastecer todo o país. Mas quem sabe o Sol não leve alguma iluminação para a visão obtusa dos nossos governantes e os inspire para criar as condições favoráveis para as energias renováveis – tanto de políticas públicas, quanto de mercado.  E quem sabe no futuro, não olhemos para a História lamentando os acidentes nucleares, mas vendo que soubemos aproveitar a solução, que estava bem perto de nós.

    (*Thiago Almeida é da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil) Leia mais >

  • Extra, extra: a crise hídrica acabou – ooops, a água acabou!

    Postado por iaracrepaldi - 8 - mar - 2016 às 17:12

    terça-feira, 8 de março de 2016

     7 motivos para não acreditarmos que a falta de água não acabou

    1. Geraldo Alckmin contabiliza volume morto para anunciar fim da crise – tipo considerar o cheque especial como saldo  

    O Governador não tem autorização na Agência Nacional de Águas para contar o volume morto como parte do sistema de abastecimento. Na realidade, o Cantareira tem em torno de 29 % de sua capacidade e o Alto Tietê, 40%. http://bit.ly/1SQ2fmL

    2. Sabesp incentiva o desperdício e não o abastecimento da população. Miga, assim tá difícil!

    Sabesp anuncia reestruturação tarifária, mas não diz se vai acabar com descontos para grandes consumidores usarem mais água.  http://bit.ly/1Psujps

    3. Os rios estão totalmente poluídos, nem as capivaras aguentam! Será que o futuro é a água de Marte?

     

    Se continuarmos despejando o esgotos em nossos rios, a água salgada de Marte pode ser uma solução! http://bit.ly/1SQ2fmL

    4. Como pode a crise acabar, se o Cantareira está só com 29% de capacidade?   

     

    Na mesma época, em 2013, o sistema tinha 57% de seu volume útil. E as águas de março já estão fechando o verão. http://migre.me/t5Vhw

    5. É água ou chorume? Estado de São Paulo só trata 56% do esgoto.

     

    Com esgoto sendo jogado nos rios, o governo capta água cada vez mais longe, gastando mais dinheiro e gerando impacto ainda maior no meio ambiente. E tratar água da Billings é impossível. http://migre.me/t5VwY 

    6. As árvores do Sistema Cantareira deram lugar a plantações e condomínios.  Leo, ajuda?

     

     

    A região tem mais de 70% de perda das matas originais. Sem floresta, não tem água, querides… http://migre.me/tb1uv

    7. E o Alckmin ainda ganhou um P-R-Ê-M-I-O por tudo isso – em cerimônia com a presença de Eduardo Cunha!

    Modéstia parte, merecido - diz Alckmin, que também recebeu o Trofeú Torneira Seca durante o evento. http://migre.me/t5VIn


    A crise hídrica ainda não acabou. Temos que continuar economizando e encontrando alternativas para que a falta de água não seja nossa realidade constante.

    Junte-se a nós em www.aguapraquem.org.br

    Conteúdo originalmente publicado no Buzzfeed: http://www.buzzfeed.com/greenpeacebrasil/7-motivos-para-nao-acreditarmos-que-a-falta-de-a-281p1 Leia mais >

  • Qual é o valor de um desastre ambiental no Brasil?

    Postado por iaraCrepaldi - 3 - mar - 2016 às 18:19

    quinta-feira, 3 de março de 2016

    Foto: Bruno Bou

    Questionado por organizações da sociedade civil e Ministério Público Federal, acordo para desfecho do maior desastre ambiental brasileiro sai às pressas, sem pesquisa significativa ou envolvimento dos afetados

    Anunciado como uma grande conquista pela Presidente Dilma nesta quarta-feira (02 de março), o termo de compromisso para indenizar as vítimas da tragédia de Mariana (MG) e recuperar o Rio Doce não é motivo de comemoração.

    Firmado entre a União, o governo dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo e as mineradoras Samarco, Vale e BHB Billinton, no dia 24 de fevereiro, o acordo determina um fundo de R$ 20 bilhões para reparação dos danos do desastre em 15 anos, e confere às mineradoras o poder de acertar o valor das indenizações diretamente com os atingidos.

    O não envolvimemto dos afetados pela tragédia na confecção do acordo dá o tom inicial de sua falta de credibilidade e transparência. O documento também sai antes que os impactos do desastre da Samarco tenham sido devidamente dimensionados, portanto avalia superficialmente os danos da catástrofe ao longo da bacia do Rio Doce. Investimentos em pesquisa precisam ser realizados antes de ser estabelecido um valor para essa tragédia (confira edital de pesquisas promovidas pelo projeto Rio de Gente).  

    O acordo corre ainda o risco de ser impugnado pelo Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF), que disse considerá-lo insuficiente. Além disso, a versão final do termo de compromisso deixa claro apenas o pagamento de R$ 4,4 bilhões de reais nos primeiros três anos, sendo que o restante deveria ser avaliado e recalculado ao longo de dez anos. 

    O Greenpeace não concorda com um documento construído dessa maneira e exige sua revisão imediata, garantindo de forma explícita a participação das vítimas desta tragédia.“Este acordo foi feito sem a participação da sociedade e vai ser implementado sem o acompanhamento e a influência da população. Dos sete membros do comitê de implementação, seis são indicados pelas empresas e um, pela união e pelos governos dos estados de Mina Gerais e do Espírito Santo. Mas não há qualquer participação das vítimas ou de representantes dos indivíduos e das comunidades atingidas. Nem sequer em um conselho consultivo foi pensado”, critica Nilo D’Ávila, coordenador de campanhas do Greenpeace Brasil.

    Leia nota de repúdio ao acordo, escrita pelo Comitê Nacional em Defesa dos Territórios frente à Mineração e pela Articulação Internacional dos Atingidos e Atingidas pela Vale, e apoiada por diversas organizações, como o Greenpeace.  Leia mais >

    Saiba mais:

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  • Projeto de Lei visa liberar FGTS para gerarmos nossa própria eletricidade

    Postado por icrepald - 25 - fev - 2016 às 11:46

    quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

    (Foto: Nathalie Bertrams/Greenpeace)

     A Comissão de Infraestrutura do Senado aprovou nesta quarta-feira (24/02) Projeto de Lei do Senado 371/2015, que visa liberar o saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) pelo trabalhador que deseja utilizar as fontes hidráulica, solar, eólica ou biomassa para gerar sua própria eletricidade

    De acordo com o Senador Ciro Nogueira (PP-PI), autor da iniciativa, “um projeto desses visa a gerar energia de forma mais limpa possível, a melhorar a renda dos trabalhadores brasileiros e, principalmente, a fazer jus a um dinheiro que é dele, do trabalhador”.

    O PLS foi relatado pelo Senador Wilder Morais (PP-GO), que deu parecer favorável. Agora, seguirá para votação na Comissão de Assuntos Sociais. Depois disso, será enviado para a Câmara dos Deputados, onde também precisa ser aprovado.

    O brasileiro pode gerar sua própria energia e receber descontos em sua conta de luz desde 2012. Mas ainda tem como entrave a falta de linhas de crédito acessíveis (juros baixos e prazo de pagamento não inferior a 5 anos). O uso do FGTS, portanto, pode ser uma forma de democratizar o acesso à sistema de energia solar.

    “Em um momento de crise e no qual a conta de energia do brasileiro subiu mais de 50% no último ano, propostas como essa, que se revertem em benefícios concretos para o cidadão, devem ser abraçadas e apoiadas pelo poder público”, disse Barbara Rubim, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil. Isso porque, os sistemas fotovoltaicos permitem uma economia relevante na conta de luz.

    Para pressionar o Governo Federal a liberar o FGTS para a compra de painéis fotovoltaicos, o Greenpeace Brasil criou, no ano passado, uma petição online. Assine aqui.



    Leia mais >

  • Multiplicar a energia solar e aprender com o próximo

    Postado por therrero - 24 - fev - 2016 às 11:22 1 comentário

    Como parte do Solariza, o Greenpeace doou um sistema de energia fotovoltaica e levou os Multiplicadores Solares para a Amarati, entidade beneficente que atende pessoas com lesões neurológicas.

    Multiplicadores Solares fazem jogo da memória e explicam sobre a energia solar para assistidos da Amarati. ©Greenpeace/Otávio Almeida

    – O que é isso no desenho? – perguntou a  Multiplicadora Solar Eliana Gonçalves a um dos assistidos da Associação Amarati.

    – Um vitrô! – respondeu prontamente Denis Quenupe, um deles.

    – Parece, né? Mas é uma placa de energia solar.

    – Ué, nunca ouvi falar de energia solar, não.

    – E se bater sol nessa placa o que acontece?

    – Deve esquentar muito!

    Com esse diálogo começou a atividade dos Multiplicadores Solares que, junto ao Greenpeace, estiveram na Associação de Educação Terapêutica Amarati, em Jundiaí (SP), para levar o conhecimento sobre a energia solar fotovoltaica aos funcionários e às pessoas atendidas ali. A visita aconteceu na segunda-feira (22 de fevereiro), afinal, em breve, a entidade estará usando o sol para gerar parte da eletricidade que consome. E todos ali, saberão o quão bom isso é para eles e para o meio ambiente.

    A Amarati foi a vencedora de um concurso que fizemos dentro do jogo Solariza e ganhou do Greenpeace a instalação de um sistema de energia solar fotovoltaica. Com os painéis, a entidade irá diminuir em até 10% do valor de sua conta de luz. Hoje, há meses em que ela passa de R$ 3 mil. O alto custo se dá principalmente por conta da piscina aquecida, usada nas aulas de hidroterapia, que são cruciais para o tratamento e desenvolvimento dos assistidos com dificuldades motoras.

    “A gente sabia que existia energia solar, mas nunca pudemos imaginar que teríamos aqui”, diz Maria Denise Bonassi, assistente social da Amarati. “Com o valor que economizaremos na conta de luz, vamos poder comprar novos materiais de trabalho, telas, tintas e pincéis para as aulas de artes e até cadeiras de rodas novas. Ela conta que, além de oferecer tratamento gratuito, a associação doa cadeiras de rodas para as famílias que não têm condições financeiras de compra-las. Por isso, cada centavo economizado é importante por ali. E agora, eles terão muitos reais para gastar com esses preciosos bens.

    Para ensinar sobre energia fotovoltaica a esse público tão especial, os Multiplicadores Solares desenvolveram atividades lúdicas e educativas. Houve jogo da memória, apresentação de brinquedos que se movem com a luz do sol e pintura. Foi nessas oficinas que Denis aprendeu que o sol poderia gerar eletricidade para ligar a televisão ou o rádio, e as lâmpadas das salas da Amarati.

    “Mais do que dar um sistema de energia solar, o que o Greenpeace quis fazer pela Amarati foi compartilhar o conhecimento sobre essa fonte”, diz Bárbara Rubim, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace. “Em um momento em que as contas de luz não param de subir, gerar energia de forma barata e bem em cima do seu telhado é uma ótima forma de democratizar o acesso a eletricidade”, completa.

    A equipe do Greenpeace levou conhecimento e placas solares para a Amarati, mas saiu de lá também com muito aprendizado e a certeza de que a multiplicação da energia solar transforma mesmo vidas. Leia mais >

  • Mão na massa, pé na lama

    Postado por Iara Crepaldi - 22 - fev - 2016 às 15:47

    segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

    Muitas pessoas, como a população de Bento Rodrigues (acima), foram atingidas pelo desastre da Samarco (Foto: Gustavo Ferreira)

     
    Projeto Rio de Gente abre chamada pública para financiamento de estudos independentes no Rio Doce, região afetada pela maior tragédia ambiental do Brasil

    “O curso de um rio não prevê a morte”. Assim começa o manifesto do projeto colaborativo Rio de Gente, que conta com parceiros como o Greenpeace e outras organizações, e tem como objetivo apoiar a recuperação do Rio Doce após o rompimento da barragem da mineradora Samarco em novembro do ano passado. O projeto surgiu a partir da decisão do coletivo #SouMinasGerais de promover shows beneficentes em Belo Horizonte e São Paulo e reverter toda a renda para essa causa. Agora, o Greenpeace torna público os editais para apoiar projetos de pesquisas que ajudem a avaliar e a dimensionar os impactos causados pela tragédia.

    Com um público total estimado em mais de 13 mil pessoas, os dois shows juntos contaram com a participação de Criolo, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Jota Quest, Emicida, Tulipa Ruiz, Ney Matogrosso, Fafá de Belém, Maria Gadú, Mariana Aydar, Emicida, Nando Reis, entre outros – todos voluntários.

    Para essa primeira etapa, com o dinheiro arrecadado pelos eventos, o Rio de Gente vai promover pesquisas independentes na região afetada pelo desastre da Samarco por meio de editais públicos. Os temas de pesquisa são fauna, flora, água, impactos sociais e direitos das populações. “Os temas buscam gerar resultado para ajudar a entender os impactos da tragédia e gerar dados independentes para o monitoramento da recuperação do meio ambiente e compensação justa para as pessoas”, explica Nilo D’Ávila, coordenador de campanhas do Greenpeace Brasil. Serão apoiados projetos no valor máximo de 70 mil reais durante seis meses, totalizando R$ 350 mil reais. Leia aqui o edital e as respectivas linhas de pesquisa propostas pelo projeto.

    A seleção das propostas e avaliação dos resultados finais ficarão a cargo de uma comissão formada por especialistas. A chamada pública será lançada no dia 22 de fevereiro no site do Greenpeace Brasil. O prazo de inscrição vai até o dia 22 de março, e o anúncio dos contemplados acontecerá até o final de março.

    As pesquisas científicas servirão para que os culpados pelo desastre sejam devidamente responsabilizados, permitindo que a reparação ambiental e da vida das pessoas seja feita de forma correta e justa, baseada em informações confiáveis e idôneas. O rio de gente fala por si: “a nascente do Rio Doce é em nós. É na nossa força e capacidade de mobilização que navega a esperança de que ele volte a viver”.

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  • Cinco provas de que a energia solar transforma a vida dos brasileiros

    Postado por Thaís Herrero - 5 - fev - 2016 às 16:09

    A energia solar é renovável, limpa e, principalmente, revolucionária. Por onde chega, está transformando a vida de muitos brasileiros, e não só por gerar eletricidade. A seguir, alguns vídeos que mostram os benefícios que as placas fotovoltaicas estão trazendo para o País.

    1. Oferece água potável
    No assentamento Maria da Paz, no Rio Grande do Norte, não existe mais falta d’água desde que um dessalinizador movido a energia solar foi instalado. Hoje, mais de 200 pessoas são atendidas pelo sistema.

     

    2. Produz gelo

    No meio da Amazônia, freezers fazem gelo graças à energia solar. Esse gelo conserva os peixes por mais tempo e está ajudando os pescadores da região a vendê-los em outras cidades.

     

    3. Barateia contas de luz
    Os moradores do Conjunto Habitacional Popular da Paraíba estão com as contas de luz 60% mais baratas. Isso porque tiveram painéis solares instalados em suas casas.

     

    4. Cria empregos
    O mercado de sistemas fotovoltaicos está gerando empregos para muitos brasileiros, como Neide Silva. Desde pequena, ela gosta de subir em árvores, então, foi logo contratada para subir em telhados e instalar placas.

     

    5. Facilita o ensino nas escolas
    Na Escola Roberto Schutz, em Santa Catarina, os painéis fotovoltaicos garantem que as salas de aula fiquem mais iluminadas, sem que isso aumente a conta de luz. E agora, há água quente nos banheiros para os dias de frio.

     

    Todas essas histórias e outras mais estão contatas no webdocumentário Sol de Norte a Sul. Acesse. Leia mais >

  • De olho na revisão tarifária da água

    Postado por icrepald - 27 - jan - 2016 às 10:12 1 comentário

    O presidente da Sabesp, Jerson Kelman, anunciou detalhes imĸportantes da esperada revisão da estrutura tarifária da água: é hora de cobrarmos a priorização do abastecimento e do saneamento universal

    quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

    Foto: Júlia Moraes/Greenpeace

    Jerson Kelman afirma que deseja aumentar as tarifas de empresas e da população de maior renda, para ampliar o número de pessoas de menor renda beneficiadas pela tarifa social. Apesar de a mudança estar alinhada com a demanda de milhares de cidadãos e de ONGs como o Greenpeace – que, desde o início da crise hídrica em São Paulo, pedem por um sistema de cobrança mais justo, é necessário acompanhar as modificações. Essa reforma vem sendo adiada desde o início de 2014 e agora está prevista  para abril.

    O mecanismo de arrecadar dos mais ricos para financiar os mais pobres é chamado de subsídio cruzado. A iniciativa é bem-vinda desde que o subsídio seja realmente direcionado para os que mais precisam, em vez de transformado em lucro para acionistas.

    Somando-se a isso, é crucial também que a Sabesp use a oportunidade para acabar com os problemáticos contratos de demanda firme, que oferecem descontos a grandes empresas a medida em que gastam mais água – o que incetiva o consumo.

    Para garantir essas duas premissas, que priorizam o abastecimento da sociedade em vez de dividendos, existe a Arsesp, agência reguladora estatal. Contudo, com um governo do estado no poder desde 2001 quase sem intervalos, as influências de interesses políticos sobre a Arsesp e a Sabesp são muito  fortes. Como estamos em um ano de eleições, a pressão da população na tomada de decisões internas da empresa tem mais força para mudar a gestão da água de várias cidades do estado de São Paulo.

    Devemos cobrar uma política de economia da água em que, mesmo fora da crise, os bônus para quem gasta menos continuem em vigor, e  os descontos progressivos para grandes empresas sejam extintos, para que as mesmas paguem mais por seu uso de  água. Concomitantemente, a Sabesp também tem que assegurar o controle de concessões de águas superficiais e subterrâneas a empresas. Essas medidas asseguram que Sabesp pratique mecanismos de economia de água e nunca de incentivo de seu uso.

    Outro fator importante que precisa ser observado é a regulamentação do contratos de demanda firme. Atualmente, eles não obrigam as empresas a ter um consumo mínimo de água  ou usar exclusivamente fidelização do sistema Sabesp, como acontecia antes da crise. Mas ainda existe o risco de que os mesmos  retomem seu formato original, criando dependência da Sabesp e incentivando o consumo de água.

    O Greenpeace defende o fim desses contratos de demanda firme, por significarem um abono na conta de grandes empresas, que deveriam estar pagando mais, para, como afima Jerson Kelman, ajudar a subsidiar tarifas sociais e investir em esgoto e projetos de reuso e economia de água. A revisão tarifária trará novidades e espera-se que uma gestão mais justa da água, na qual  esse recurso seja tratado como direito e não como mercadoria.

    Diga não aos contratos de demanda firme: assine nossa petição e junte-se à nossa batalha por água limpa, acessível e sem desperdício para todos!

    Acompanhe em nosso site e nossas redes o que virá dessa nova revisão tarifária. 

    Deliberação da Arsesp Leia mais >

  • Rio Maravilha Sem Água

    Postado por Thomas Mendel (voluntário do Greenpeace no Rio) - 26 - jan - 2016 às 17:44 1 comentário

    Campanha dos voluntários das ONGS Greenpeace e Meu Rio vai a rua por mais transparência na gestão hídrica da cidade

    #RioMaravilhaSemÁgua 

    As chuvas aumentaram nos últimos dias, e os reservatórios de água que abastassem o estado do Rio de Janeiro se afastaram do volume morto, mas isso não significa que a crise hídrica tenha chegado ao fim. Por isso, continuamos cobrando que ações eficazes sejam tomadas. Aliás, você sabe como anda a crise no Rio?

    Em 2013, todos os estados da região Sudeste sofreram com uma forte estiagem somada ao despreparo dos governos de assumir e lidar com a situação. Isso desencadeou a falta d’água em São Paulo e, posteriormente, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, que se estende até hoje. Contudo, o caso na Região Metropolitana do Rio poderia ter sido minimizado ou até evitado, mas contamos com níveis altíssimos de poluição dos rios, perdas superiores a 30% durante a distribuição e o consumo em excesso da população e de atividades comerciais.

    Provocados pela falta de transparência e sucessivas falhas governamentais para lidar com a crise e a gestão da água, o Grupo de Voluntários do Greenpeace Rio de Janeiro e da Rede Meu Rio se uniram para expor o problema e buscar soluções.  Cerca de 77% da água consumida no estado do Rio de Janeiro vem da Bacia do Rio Paraíba do Sul, que nasce em São Paulo ­– onde fica o nosso principal reservatório, o Paraibuna – que também atende a região de Minas Gerais; os outros cerca de 33% vêm de sistemas isolados de abastecimento. A região metropolitana é atendida principalmente pelo Rio Guandu, que é abastecido por uma transposição do Rio Paraíba do Sul.

    O primeiro problema enfrentado é a degradação das florestas das nascentes e da mata ciliar. O Paraíba do Sul abastece mais de 8 milhões de pessoas no Rio de Janeiro e conta com menos de 13% de floresta original em sua bacia hidrográfica. Apenas 26% das suas Áreas de Preservação Permanente (APPs), como topos de morro e beiras de rio, permanecem preservadas. O que existe ali é muito morro pelado, pasto, margens assoreadas e, principalmente na região das cabeceiras do Paraibuna, no alto da Serra do Mar, rios e nascentes totalmente secos.

    A partir da água que chega, aproximadamente 90% dos municípios da região metropolitana do Rio de Janeiro são abastecidos. Desse número, 81% são atendidos por redes de esgoto, mas somente 68,5% são tratados (TrataBrasil – Desafios Do Saneamento Em Metrópoles Da Copa 2014 - Estudo Da Região Metropolitana Do Rio De Janeiro). Na cidade do Rio de Janeiro, a poluição gerada por empresas e a maior parte do que não é tratado chega à baía de Guanabara, que hoje recebe, além de lixo, 18,4 mil litros de esgoto por segundo. Sucessivas promessas de despoluição já foram feitas. A mais recente ocorreu entre o governo estadual e municipal do Rio de Janeiro com o Comitê Olímpico Internacional (COI) de tratar 80% do esgoto da Baía de Guanabara, e é mais uma que não será cumprida.

    Por esses motivos, nesse domingo, lançamos, na Lagoa Rodrigo de Freitas, a campanha “Rio Maravilha Sem Água”, em parceria com a organização Meu Rio, para pedir mais transparência em ações e informações relacionadas aos recursos hídricos no Rio de Janeiro e preservação e recuperação dos mananciais do rio Paraíba do Sul. Voluntários das ONGs fizeram oficinas de artes para as crianças, fotomontagem com cenários da cidade em colapso hídrico, distribuíram cartões-postais destas mesmas paisagens e engajaram pessoas para somar ao time de ação da campanha. Para encerrar, um banner foi aberto sobre os pedalinhos com a frase: “O Rio já sofre com a crise hídrica. Uma hora ela chega em você!”.

    Esta foi a primeira ação e contamos com você para seguir nessa batalha. Afinal, existem problemas que só são tratados como problemas quando atingem a todos. Estamos em crise e todos têm o direito de saber! Junte-se a nós: www.riomaravilhasemagua.org.br Leia mais >

  • Samarco, Vale, BHP e governo diante da tragédia

    Postado por Fabiana Alves* - 15 - jan - 2016 às 16:59 4 comentários

    Esse artigo foi originalmente escrito para o site Dislexia de Bacamarte

    O acidente da Samarco, no Complexo de Germano, em Minas Gerais, no dia 5 de novembro, tem diversos culpados. Nessa tragédia, é importante analisar quatro personagens principais e suas condutas passadas: Samarco, BHP Billiton, Vale e o governo federal. Cada um com sua parcela de culpa, empresas e governo lucraram no passado por meio de más práticas, para perder no futuro diante da tragédia. 

    A Samarco foi criada em 1977  e é formada por dois acionistas, a BHP Billiton e a Vale. A Samarco administra o Complexo de Germano em Minas Gerais e quatro usinas de pelotização no Espirito Santo, para a exportação de pelotas de minério de ferro para o exterior. A mineradora não possui histórico de acidentes seja pela fundação recente, seja pelo fato de administrar apenas um complexo, o qual acaba de causar uma tragédia 38 anos após sua instalação.

    Ao contrário da Samarco, a anglo-australiana BHP Billiton é experiente em causar danos ambientais e humanos em países periféricos, principalmente se somados os de responsabilidade da antiga BHP (Broken Hill Proprietary Company Limited), empresa australiana, e da Billiton, empresa anglo-holandesa. As duas empresas passaram por processo de fusão em 2001. 

    Uma mina de ouro em Papua-Nova Guiné operou na década de 1980 por anos, sem barragem, jogando todos os dejetos químicos no rio Oki Tedi. Apenas em 1999, a BHP assumiu o desastre ambiental. A já constituída BHP Billiton também tem histórico de falta de segurança e más condições de trabalho em minas no Peru.

    A Vale, antiga estatal Vale do Rio Doce, foi condenada em junho pela justiça do trabalho a pagar R$ 804 milhões por mais de dois mil acidentes de trabalho e doze mortes no Complexo de Carajás desde 2000. O número alarmante chamou a atenção da justiça brasileira. 

    Enquanto isso, o legislativo brasileiro avança na votação do PL 654/2015, que flexibiliza licenças ambientais para projetos considerados estratégicos, com um rito de 8 meses para aprovações. Mesmo com a tragédia em Mariana, o congresso parece não entender a dimensão das consequências sócio ambientais de grandes empreendimentos, como aqueles ligados à mineração e hidrelétricas.

    Quanto ao desastre em Mariana, o governo brasileiro está corretamente cobrando da empresa Samarco multas, indenizações para as famílias atingidas e recuperação e monitoramento do Rio Doce. Porém, não teria o governo também responsabilidade em conduzir a recuperação da região e endurecer seu código de mineração e suas licenças ambientais, ambos em discussão no Congresso? 

    As empresas envolvidas viram suas ações despencarem devido ao acidente. O avalanche de lama do rio Doce também alcançou as ações das empresas com desinvestimentos massivos. A Vale está sendo processada por investidores, nos Estados Unidos, por mentir quanto à segurança e sustentabilidade de seus empreendimentos, e omitir informações da tragédia em Minas Gerais. Pequenos acidentes diários de mortes de trabalhadores e falhas de segurança tomam as dimensões devidas quando um acidente de grandes proporções acontece. 

    Já passou do momento de as empresas se responsabilizarem pelos danos que causam ao meio ambiente e consequentemente às pessoas. A transparência e a informação são as armas que impedem que companhias aumentem seus lucros às custas da degradação ambiental e humana. A moeda de troca nessa tragédia chama-se dividendo, e se as grandes corporações não começarem a tomar medidas que assegurem uma produção segura e sustentável, enfrentarão a lama do desinvestimento. Quanto ao governo, enquanto os eleitores não votarem com a mesma preocupação com que compram suas ações, ainda haverá tragédias.

    Fabiana Alves é da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil Leia mais >

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