Greenblog

Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Como foi a primeira semana de COP 21

    Postado por Pedro Telles* - 7 - dez - 2015 às 12:34

    A Conferência do Clima da ONU começou agitada pelas manifestações da sociedade e pela presença de chefes de estado. Esfriou com o passar dos dias e as negociações entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, que discutem a responsabilização pelas mudanças climáticas e os prazos das metas

    Balão do Greenpeace foi erguido ao lado da Torre Eiffel com a mensagem de que precisamos de 100% energias renováveis. (©Micha Patault/Greenpeace)

    Chegamos à metade da COP21 – a importante conferência da ONU sobre mudanças climáticas, que precisa gerar um novo acordo global – com algumas notícias boas e também algumas preocupações.

    No final de semana que antecedeu a conferência em Paris, belas intervenções e atividades mostraram que cidadãos do mundo inteiro estão mais mobilizados do que nunca e seguirão agindo pelo clima durante e após a COP 21. Essas pessoas querem que seus governantes acompanhem o ritmo. A enorme Mobilização Mundial pelo Clima,corrente humana, os pares de sapatos, simbolizando ativistas que não puderam se manifestar em Paris, e o balão do Greenpeace próximo à Torre Eiffel (na foto acima) são apenas alguns exemplos dessa força da sociedade civil.

    Seguindo o embalo dessas manifestações, os dois primeiros dias da COP 21 foram agitados. Inspirados discursos de chefes de Estado e de governos deram o tom inicial das negociações e trouxeram ambição para o futuro acordo global. Em paralelo, diversos anúncios de peso mostraram que muitos já estão se mexendo. A Índia puxou o lançamento de uma aliança pela energia solar e 120 países estão envolvidos. O compromisso de ter 100% energias renováveis até 2050 foi firmado por dezenas de nações que estão presentes em Paris. E por prefeitos também. No dia 4 de dezembro, quase mil governantes locais se comprometeram com o fim do consumo de combustíveis fósseis – como o petróleo e o carvão, principais causas das mudanças climáticas no mundo. Entre esses governos estão o do Rio de Janeiro, Londres, Fukushima, São Franciso e Lima.

    A empolgação dos primeiros dias, contudo, se diluiu com o passar da semana. Negociações climáticas nunca são fáceis – não à toa, conferências acontecem há 21 anos e ainda não conseguimos chegar a um acordo global à altura do desafio. Mas esse ano, essa COP 21 precisa que ser diferente. O principal assunto que trava o debate é o da diferenciação das nações: Qual o nível de responsabilidade que os países desenvolvidos e os em desenvolvimento devem assumir em relação aos compromissos para barrar as mudanças climáticas? Como tomar essa decisão se considerarmos que os primeiros são historicamente mais culpados pelo problema e os segundos sofrerão as consequências? 

    A situação só fica mais complicada com o fato de nações em desenvolvimento, como China, Índia e Brasil, emitirem hoje mais de 60% dos gases de efeito estufa que geram as mudanças climáticas. Então, como garantir que esses países, pesos-pesados na economia global e na conta das emissões, assumirão responsabilidades à altura de sua capacidade de ação? Em barco afundando, não adianta discutir de quem fez o maior buraco – é preciso ação, ou todos afundarão jutos.

    Além desse debate sobre diferenciação, que dificulta o progresso especialmente quando países discutem assuntos relacionados a financiamento (quem paga a conta?), também há riscos em dois temas-chave: como fazer as promessas se tornarem mais ambiciosas com o passar do tempo? E qual será a meta de longo prazo acertada globalmente?

    Para a construção do acordo, todos os países foram convidados a apresentar seus compromissos nacionais, que começam a valer em 2020. Alguns querem prazos de 5 anos para esses compromissos, outros querem 10 anos. E há os que propõem uma primeira revisão já em 2018, assim elevaremos o nível de ambição antes mesmo do primeiro ciclo começar. A soma dos 158 compromissos nacionais de corte de emissões já apresentados ainda não é suficiente para conter o aquecimento global. Então, tanto uma revisão antes de 2020, quanto ciclos mais curtos (de 5 anos) são fundamentais para garantir uma ação rápida o suficiente para garantir um futuro seguro ao planeta.

    Em relação à meta de longo prazo, também está em jogo em Paris um compromisso coletivo para as próximas décadas. O cenário ideal é que países se comprometam com 100% de energias renováveis ou com zero emissões de carbono (principal gás de efeito estufa) até 2050. Contudo, muitos governos preferem uma meta que aponte apenas para o final do século, ou uma meta menos concreta e mais simbólica. Ainda há opções no texto de negociação que, se escolhidas, nos colocariam nesse cenário ideal – mas não será fácil garantir que elas continuarão lá. 

    O governo brasileiro apresentou um compromisso nacional fraco, bem recebido pelos negociadores, mas que, na prática, significará a condenação das florestas a conviver com pelo menos 15 anos de crime ambiental, e que não aumentará o uso de energias renováveis pelo país.

    Ainda assim, o Brasil tem papel fundamental nas negociações da ONU. Nosso governo defende lados positivos no acordo (como o ciclo de revisão de cinco anos e a meta de descarbonização do planeta) e faz a mediação para que conversas se desenrolem e entre outras nações. Só que nossos negociadores poderiam ser mais ambiciosos, posicionando-se firmemente a favor de uma primeira revisão dos compromissos antes de 2020, e defendendo uma meta de longo prazo para 2050 – e não para o fim do século.

    Nessa segunda semana de COP 21, que começa dia 7 de dezembro, as conversas subirão de nível. Ministras e ministros de todos os países assumirão a lideranças das negociações. Se a conferência acabará com um acordo relevante ou com um fracasso, depende deles. O texto de negociação que chegará às suas mãos foi fechado no sábado, e ainda inclui opções positivas para todos os assuntos-chave – apesar de a disputa para garantir sua manutenção ser dura. Estaremos de olho, e pressionando pelo melhor acordo para todos nós.

    A cada dia fica mais claro como seremos afetados pelas mudanças climáticas, e que as populações mais pobres sofrerão os maiores impactos. Também fica mais óbvio como as soluções para contermos o aquecimento do planeta beneficiarão toda a população. E os efeitos positivos vão muito além da superação das mudanças climáticas em si. Manter a situação como ela está só interessa aos poucos que lucram com isso. Por isso, sair de Paris sem um bom acordo é simplesmente inaceitável.

    *Pedro Telles é da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil Leia mais >

  • Ataque a direitos indígenas é denunciado na COP 21

    Postado por Luana Lila - 4 - dez - 2015 às 18:08 1 comentário

    Lideranças brasileiras reunidas na COP 21, em Paris, denunciam ataque a direitos indígenas feito pelo governo (©Fábio Nascimento/Greenpeace)

    Lideranças brasileiras se reuniram hoje durante a Conferência do Clima (COP 21) em Paris para denunciar uma série de iniciativas do governo federal e do Congresso nacional que ferem os direitos indígenas, como a PEC 215, que pretende rever a demarcação de terras indígenas, e uma Medida Provisória (MP) proposta pelo governo federal que permite o avanço de grandes projetos de infraestrutura dentro de terras indígenas. Estavam ´presentes Maria Leusa Kaba Munduruku, liderança do povo Munduruku, Antonia Melo, do movimento Xingu Vivo, o cacique Raoni, do povo Kayapó, e o deputado do PSOL Ivan Valente. 

    Confira a seguir as principais falas:

    Maria Leusa Kaba Munduruku, liderança do povo Munduruku na resistência contra a construção de uma série de hidrelétricas no rio Tapajós. Ela está em Paris para receber o Prêmio Equador, das Nações Unidas, em reconhecimento ao povo Munduruku pela luta em defesa de seu território

    “Esse governo nos ameaça. Ele querer tirar nossa terra, que é nossa mãe. Querem matar o lugar onde cultivamos nossa vida. Não adianta vir com dinheiro.  Não vamos trocar nossa mãe por dinheiro. O governo não vai fazer projetos em nosso território, não vamos deixar. Homens, mulheres e crianças estão prontos para a guerra”. 

    “Pedimos aos alemães e chineses [empresas estrangeiras] que estão ajudando a construir as hidrelétricas no rio Tapajós que não façam isso. Nós viemos aqui pedir isso para vocês. Nós queremos viver, somos humanos. Não queremos o que é do governo. Por que eles querem tirar o que é nosso?”.

    Raoni Metuktire,cacique Kayapó

    “Vim para denunciar a PEC 215, Belo Monte e tudo o que o governo vem fazendo com os índios no Brasil. Esse governo quer tirar os nossos direitos que estão escritos na Constituição. A PEC 215 vai servir para eles explorarem nossas terras, para fazer hidrelétricas. Isso vai matar nossa terra e vai ser um problema para o Brasil e para o mundo, porque vão acabar com a florestas.

    “Sobre a MP, não adianta querer dar dinheiro para pagar os problemas que eles nos causam, nós queremos nossa terra. Não vamos ficar quietos. Não vamos viver e nem morrer em silêncio”.

    Antônia Melo, liderança do Movimento Xingu Vivo, que resiste à construção da hidrelétrica de Belo Monte e denuncia as irregularidades cometidas pela obra

    “Belo Monte é um projeto de insanidade e de morte. Mas não é fato consumado e não será nunca. Eles estão construindo um projeto que é da ditadura. E com esses projetos tudo o que é ruim acontece junto. Desmatamento, madeira ilegal, morte dos animais. E as pessoas também sofrem com o aumento do uso de drogas, problemas na saúde, na moradia, aumento da prostituição e da violência nas cidades onde esses projetos chegam”.

    “A mineração está por trás desses projetos. O governo se alia a empresas para saquear a natureza e a vida das pessoas. Hoje existem mais de 40 barragens projetadas na Amazônia e mais de 2000 pedidos de mineração na Amazônia. Não é coincidência, uma coisa está ligada à outra”.

    Ivan Valente, deputado federal pelo PSOL

    “Vim para mostrar que os índios estão sendo atacados no Brasil. A PEC 215 significa tirar os direitos deles e significa que nunca mais haverá (novas) terras indígenas no Brasil. Esse ataque não é apenas aos índios, mas às futuras gerações. Os índios guardam a floresta”. 

    “O Brasil está votando uma nova lei para licenciamento ambiental. Com ela, em oito meses se poderá liberar construções de infraestrutura, como hidrelétricas, sem consulta. Somos contra as obras de hidrelétricas na Amazônia”.
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  • Carta aberta a Geraldo Alckmin

    Postado por icrepald - 4 - dez - 2015 às 10:11

    sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

    Sistema Cantareira (Foto: Zé Gabriel)

    Após três meses de espera, no dia 26 de novembro, o Greenpeace recebeu resposta negativa da Sabesp em relação à carta que fora enviada pela organização, no dia 11 de junho, ao governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e ao presidente da Sabesp, Gerson Kelman. No documento, o Greenpeace havia exigido o fim imediato dos descontos de demanda firme, além de ter apresentado a opinião dos paulistanos sobre a prática, que foi registrada por meio de Pesquisa Datafolha, realizada em maio deste ano.

    De acordo com o estudo Datafolha, 82% da população da capital considera o governo estadual culpado pela crise de abastecimento no estado. Além disso, 78% dos paulistanos são contra os contratos de demanda firme praticados entre grandes consumidores e a Sabesp. Mesmo em condições normais, sem falta de água, o nível de reprovação aos contratos ainda é alto, 59% dos entrevistados consideram a prática péssima, e esse número aumenta para 77% nas condições atuais de falta de água.

    Em sua resposta, a Sabesp nega a visível insatisfação da sociedade em relação à gestão dos recursos hídricos do estado ao afirmar que a população foi induzida a responder contra os contratos de demanda firme uma vez que não possuía informação suficiente para avaliá-los.

    No entanto, os argumentos apresentados pela companhia é que induzem a população a fazer uma avaliação equivocada da situação. Nas palavras da Sabesp, os contratos de demanda firme, antes da falta de água em São Paulo, eram “contratos com empresas que podem diminuir custos com a água em até 40%”. Ainda de acordo com a companhia, por meio desta prática, “a Sabesp disponibiliza uma alternativa para as empresas diminuírem as suas despesas fixas, no caso, as despesas com água, em seus processos administrativos e produtivos.” A empresa ainda apresenta em sua página o quanto uma grande empresa pode economizar na tarifa: “pela estrutura tarifária normalmente utilizada pela Sabesp de R$ 10,18 por metro cúbico para comércios e indústrias, teria um custeio de R$ 61.080,00, enquanto que, pelo Contrato de Demanda Firme que possui um valor de R$ 7,51 por m³, o valor cairia para 45.060,00, gerando uma economia de R$ 16.020,00 na fatura por mês.” Vale lembrar que quanto mais uma empresa consome de água, menos ela paga pela tarifa, chegando a descontos de até 75%.

    O Greenpeace defende cobrança tarifária maior para grandes consumidores, por ser relevante para subsidiar tarifas sociais. No entanto, não é para isso que os contratos de demanda firme existem - ao contrário, o que fazem é diminuir a cobrança por meio de descontos, ou seja, eles diminuem o valor arrecadado por litro de água. Portanto, não são os contratos de desconto para grandes consumidores que fazem o papel de subsidiar as menores tarifas. Esse papel é desemprenhado pelas tarifas que são diferenciadas e progressivas como residencial/social, residencial/favelas, residencial/normal, comercial/entidade de assistência social, comercial/normal, industrial, pública com contrato e pública sem contrato. Os descontos de até 75% na tarifa de grandes empresas, muitas vezes, aproxima o preço que elas pagam pelo litro de água ao valor cobrado de outras categorias de consumidores menores, o que fere a progressividade tarifária. Esse é o caso de Viscofan e Volkswagen, (Veja lista aqui)

    Portanto, como a própria Sabesp ilustra em seu cálculo e diferentemente do que afirma em sua carta, os contratos de demanda firme não possuem função social, eles foram criados para que as empresas consumam mais água da Sabesp, sem que haja qualquer mecanismo de incentivo à economia do recurso. A garantia de demanda contínua pode beneficiar os lucros da Sabesp, mas rejeita a premissa da economia de água, no momento em que fecha contrato com grandes empresas que, necessariamente, terão que consumir mais água para obter maiores descontos tarifários. 

    Além de defender a manutenção desses contratos com argumentos imprecisos e que levam a uma interpretação tendenciosa da prática, a Sabesp acusa o Greenpeace de induzir os paulistanos em suas respostas à pesquisa Datafolha, como se o cidadão não soubesse ou não entendesse decisões de governo.

    Em resposta a esse argumento, o Datafolha explica que: “Em momento algum a palavra subsídio é utilizada no questionário e nenhum tipo de relação direta entre o consumo das empresas e dos cidadãos é estabelecido, tanto no conceito quanto nas perguntas formuladas pelo Datafolha. Dessa forma, não há nenhum problema na formulação da pergunta e portanto os resultados refletem a opinião da população a respeito do tema.”

    Se os contratos de demanda firme realmente têm função social, a Sabesp deveria explicar a perda de quase R$ 170 milhões devido a esses contratos. Esse dinheiro não poderia ser utilizado para subsidiar as tarifas sociais, como defende o próprio governo? Além disso, o lucro da Sabesp não serve apenas para financiar tarifas menores, mas também para retribuir acionistas, já que se trata de um empresa de capital misto. 

    Desde que a mídia começou a questionar os contratos de demanda firme, a Sabesp parou de assinar novos contratos e retirou as cláusulas que tornavam os grandes consumidores dependentes da água fornecida pela companhia, pois estes eram proibidos de buscar fontes alternativas de água. Também foi abolida a cláusula que obrigava as empresas a terem consumo mínimo para obter descontos. E a tarifa de água aumentou em todas as faixas de cobrança da Sabesp, para o mais rico e para o mais pobre. No entanto, os tais contratos continuam em vigor, e há a expectativa de que sejam retomados assim que a água volte aos reservatórios.

    É por esse motivo que o Greenpeace solicita novamente a extinção dos contratos de demanda firme, pois não contribuem para que a gestão hídrica do estado de São Paulo prossiga mercantilizada, sem atentar para o fato de que água é um direito e que a economia desse recurso  deve ser feita sempre, a despeito da falta de abastecimento. Afinal, foi o descuido com a demanda abusiva de água, sem tecnologias de reutilização, economia e diminuição de desperdício, aliados à degeneração dos mananciais que abastecem São Paulo, que culminaram em uma das maiores crises hídricas do estado.

    Resposta da SabespLeia mais >

  • Energias renováveis são protagonistas dos primeiros dias da COP 21

    Postado por therrero - 2 - dez - 2015 às 10:25

    Lançamento de iniciativas, compromissos de um futuro 100% renováveis em alguns países e investimentos no setor irão garantir que as fontes renováveis avances e garantam a redução de emissões de gases de efeito estufa

    Marcha pelo Clima em São Paulo. Milhares de brasileiros foram às ruas para pressionar os líderes que estão na COP 21 a fazer um acordo ambicioso contra as mudanças climáticas. (©Zé Gabriel / Greenpeace)

    Conferência do Clima começou só há 3 dias e já temos boas notícias para o setor energético. Se depender dos compromissos firmados até agora, o futuro será de fontes mais limpas e energia 100% renovável. É um cenário crucial para diminuir as emissões de gases de efeito estufa e para evitar que a Terra aqueça mais do que 2 graus Celsius.

    O governo da Índia foi um dos protagonistas até agora. Lançou uma aliança envolvendo 120 nações para impulsionar a energia solar nos países em desenvolvimento. O objetivo é que os governos mais ricos transfiram tecnologia e financiem a adesão à energia solar como forma, inclusive, de acabar com a pobreza em outras nações. Entre as que aderiram à aliança estão Chile, Estados Unidos, Indonésia e Nigéria.

    O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, descreveu a iniciativa como “o amanhecer de uma nova esperança”, não apenas para o setor energético mas, principalmente, para as comunidades que ainda vivem sem eletricidade – situação de 300 milhões de indianos que moram em áreas rurais. "O sonho de acesso universal à energia limpa está se tornando realidade. Esta será a base da nova economia do próximo século", disse Modi. A Índia está investindo inicialmente 30 milhões de dólares na aliança. E a próxima etapa é conseguir mais 400 milhões de dólares dos demais países.

    Outro apoio de peso para as renováveis veio de alguns dos maiores bilionários do planeta. Vinte personalidades, como Bill Gates e Mark Zuckerberg, criaram um fundo privado. O Breakthrough Energy Coalition, como foi chamado, terá parcerias público-privadas entre governos, instituições de pesquisas e os investidores dando um boom nas fontes renováveis no mundo todo.

    O governo de Dubai, maior cidade dos Emirados Árabes, também anunciou investimentos para se tornar uma referência energético. Até 2030 todos os telhados de edifícios deverão ter placas fotovoltaicas. O objetivo de longo prazo é que a cidade gere 25% de sua energia a partor de fontes limpas até 2030. Até 2050, a meta é ter 75%.

    Esse ano de 2050 será um momento de virada no cenário de geração energética. Dos países mais afetados pelas mudanças climáticas, 43 já se comprometeram a ter 100% energias renováveis até lá. "O ideal é que todos os governantes presentes na COP saiam de Paris com uma meta assim. E a sociedade civil está aqui pressionando essas decisões”, afirmou Pedro Telles, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil. 

    Em seu discurso, na segunda-feira (30/11), Dilma Rousseff disse que o Brasil irá aumentar sua matriz de energias renováveis nos próximos anos. Se olharmos os números propostos, no entanto, veremos que o governo não traz ambições e estaremos em 2030 com praticamente o mesmo percentual de renováveis de hoje. 

    Já sabemos que o país tem potencial de explorar muito mais a energia do sol e dos ventos. O governo deve aproveitar a oportunidade da COP 21 e propor mudanças concretas para que sejamos um desses países a liderar a revolução energética e ter 100% energias renováveis em 2050. 

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  • Hoje é Dia de Doar

    Postado por Roberta Ito - 1 - dez - 2015 às 0:00

    E você, como vai contribuir no dia mundial de tornar o mundo um lugar melhor?

    1 de Dezembro #DiaDeDoar Faça uma Boação. Participe.

    Hoje é um dia muito especial para o nosso planeta! Comemoramos o #DiaDeDoar, uma grande ação entre várias ONGs, que tem como objetivo mobilizar e promover a cultura da solidariedade.

    A doação é um compromisso que assumimos com a generosidade e com o amor ao próximo, além de – claro! - também ser uma forma de demonstrar o quanto nos importamos com o futuro que deixaremos para as próximas gerações. Nós não podíamos deixar de participar deste movimento e te convidamos a fazer o mesmo.

    Mas hoje também é #DiadeAgradecer. Sim, pois foi graças ao seu apoio e ao de tantas outras pessoas que acreditam e lutam por um mundo melhor que neste ano tivemos tantas vitórias!  Treinamos 30 jovens, que agora multiplicam o conhecimento sobre o poder da energia solar por todo o Brasil e ainda instalamos placas solares nos telhados de duas escolas públicas, uma em São Paulo e outra em Minas Gerais. Também entregamos no Congresso Nacional as assinaturas de 1,4 milhão de pessoas que pedem o Desmatamento Zero nas florestas do País. Além disso, conseguimos afastar a Shell do Ártico até 2017. Aceite os agradecimentos dos ursos polares!

    Mas ainda há muito trabalho a ser feito. Precisamos pressionar o governo para que cada vez mais cidadãos possam produzir energia solar em suas casas e para que a lei pelo Desmatamento Zero seja aprovada. É necessário, ainda, que a pesca industrial predatória e a exploração de petróleo seja proibidas nas gélidas águas do Ártico. Ou seja, precisamos de você ao nosso lado para que façamos cada vez mais.

    Faça uma Boação. Participe.

    Como ainda há muito a ser feito para que o planeta se torne um lugar melhor, hoje também é #DiadeMobilizar! Dia de convidar os amigos a conhecer o nosso trabalho e ajudar na construção desta nova história. Dia de mostrar a todos o kit do #DesmatamentoZero e levar para as ruas as palavras de um Brasil com florestas!

    Ainda não tem o seu kit? Junte-se a nós! Especialmente nesse #DiadeDoar, com uma doação de R$ 40, você recebe, além do Kit do #DesmatamentoZero, uma ecobag e um botton exclusivos.

    Você pode fazer com que hoje seja muito mais do que o #DiadeDoar, que seja também o #DiadeAjudar. Plante uma árvore, ajude alguém necessitado, doe sangue, doe amor, doe esperança, doe energias por um futuro melhor. Compartilhe em suas redes o que você fizer e utilize a hashtag #DiadeDoar, marcando os nossos perfis.

    Neste dia, venha fazer parte do nosso time. Com você ao nosso lado, todas as lutas que travaremos em nome de um futuro mais verde e em paz serão mais fáceis e cada uma das nossas ações terá um pouco da sua fé. Façamos de hoje o #DiadeAbraçar os ideiais de um mundo melhor! Leia mais >

  • Governo Brasileiro diz não à farsa da compensação de carbono

    Postado por therrero - 30 - nov - 2015 às 18:38

    No dia 26 de novembro, o governo brasileiro emitiu o decreto número 8.576, que estabelece um grupo de trabalho responsável em definir como serão investidos os recursos provenientes de fundos climáticos globais para a redução de desmatamento e degradação de florestas.

    A melhor notícia do decreto está na parte que marca o posicionamento do país. Não será aceito que o dinheiro para proteger nossas florestas seja usado como moeda de troca para liberar a emissão de carbono por outros países poluentes.

    “É uma notícia muito boa. O governo acertou na decisão. Esperamos que o ato tenha repercussão nas negociações de clima da COP 21. E que o governo se inspire neste decreto para ir além na proteção das florestas, declarando também o fim do desmatamento como meta no combate às mudanças climáticas”.

    Para saber mais sobre o posicionamento do Greenpeace na questão de compensação de emissões por meio de florestas leia este artigo.

     

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  • O que Dilma trouxe em seu discurso na COP 21 – e o que parece ter esquecido em casa

    Postado por Márcio Astrini* - 30 - nov - 2015 às 15:45

    População pede o fim da devastação das florestas do Brasil durante a Mobilização Pelo Clima, em São Paulo. (©Zé Gabriel/Greenpeace)

    A Conferência do Clima da ONU começou hoje (30/11), em Paris, já com a presença e discursos dos principais líderes de governo do mundo. Dilma Rousseff esteve entre eles.

    A presidente levantou alguns pontos importantes e positivos para as negociações, que devem culminar com um acordo global para barrar as mudanças climáticas. Um, por exemplo, foi o pedido para que as promessas apresentadas na capital francesa tivessem a força de leis e trouxessem números concretos. Dessa forma, daqui a alguns anos, poderemos cobrar que as metas prometidas virem realidade em cada nação envolvida nas negociações.

    Dilma citou também que os países devem fazer uma revisão dessas promessas a cada cinco anos. Assim, poderemos avaliar se estamos no caminho correto, tendo a chance de corrigir ou aumentar o grau de ambição das metas.

    Na outra ponta da linha, o governo deu uma “derrapada na curva”. Primeiro, ao enfatizar que a promessa entregue na COP é muito avançada, pois irá reduzir o desmatamento e expandir o uso de fontes renováveis. Não vai. O que o governo vende como proposta para proteção das florestas, nada mais é do que a afirmação de que irá seguir a lei já vigente. E não dá para imaginar que o governo fizesse algo diferente do que cumprir a própria legislação. No setor energético, também não há avanços. Se seguirmos a cartilha do que foi prometido, estaremos daqui a 15 anos com praticamente o mesmo percentual de energias renováveis que temos hoje.

    Precisamos considerar que há uma certa diferença entre o que se faz e o que se fala no governo brasileiro. A devastação da floresta amazônica, ponto central da proposta do nosso país, aumentou 16% no último ano, segundo levantamento mais recente. Enquanto a vegetação é destruída, nossos governantes ignoram o apelo de boa parte da população pelo desmatamento zero. Na área energética, o plano de investimentos anunciado para os próximos 10 anos (chamado PDE) prevê que 70% dos recursos do setor sejam direcionados para fontes sujas, como as termelétricas. É um cenário bem diferente do que está anunciado na COP.

    Além da diferença entre discurso e prática, a presidente citou que o país está oferecendo mais do que seria de sua responsabilidade. Esse tipo de discurso é ruim para as negociações. Se cada líder presente em Paris fizer apenas o que acha que é seu por dever, o mundo seguirá rumo ao aquecimento. E a vida de milhões de pessoas, principalmente as que estão em países pobres, estará em risco. 

    O Brasil, aliás, poderia (e deveria) fazer muito mais do que tem prometido até agora – e isso seria bom não só para evitar as mudanças climáticas. Zerar o desmatamento de forma total (e não só o ilegal) ajudaria a estabilidade do clima e a segurança hídrica de nosso país. Isso é essencial para a produção de alimentos e para a geração de riquezas. Promover verdadeiramente as energias renováveis, como a solar e a eólica, significa economia na conta de luz de cada cidadão e, ainda, é uma enorme oportunidade de geração de empregos.

    Ousar mais em nossos compromissos ambientais não é um favor que fazemos ao planeta. Significa criar oportunidades – e das boas – para nós mesmos. A falta de coragem do governo nos faz perde-las, e deixa passar ao largo a chance de sermos um exemplo global a ser seguido na área ambiental.

    *Márcio Astrini é coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil.

    Para saber mais sobre o pronunciamento de Dilma e a repercussão entre especialistas em meio ambiente, leia a matéria da BB "Seis pontos polêmicos do discurso de Dilma em Paris – e as reações de ambientalistas"

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  • VW responde ao Greenpeace sem se comprometer

    Postado por icrepald - 30 - nov - 2015 às 14:12

    Demanda por compromissos concretos com a sociedade e o meio ambiente é ignorado pela multinacional

    quinta-feira, 5 de novembro de 2015

    No dia 25 de novembro, o grupo Volkswagen apresentou resposta vaga à carta que havia sido enviada pelo Greenpeace à montadora em outubro, exigindo que a empresa se retratasse sobre a  fraude em testes de emissões de seus veículos e demandado comprometimento da mesma  com a saúde da população e as mudanças climáticas.

    Em sua resposta ao Greenpeace, apesar de se apresentar aberta ao diálogo, a Volkswagen não ofereceu  qualquer medida concreta para compensar o danos causado pelas emissões adulteradas. Até o momento, a única medida tomada pela empresa no Brasil quanto à fraude em motores a diesel foi o anúncio de recall do veículo Amarock, que será feito apenas em 2016, sem qualquer contrapartida para a população. Porém, a fraude não afeta apenas os clientes da montadora, mas toda a sociedade, devido ao alto nível de poluição dos veículos adulterados. 

    São quase 12 milhões de veículos fraudados ao redor do mundo, nenhuma indenização aos consumidores no Brasil e, por enquanto, nenhum centavo pago da multa de R$ 50 milhões, aplicada pelo Ibama, ou dos mais de R$ 8 milhões de multa do Procon-SP.

    É injustificável que a empresa não adote no Brasil tecnologias já existentes na Europa, e venda aqui carros com motores que emitam menos poluentes e menos CO2 como os que já existem em outros países. A empresa afirma em sua carta que o dispositivo fraudado na Amarok não prejudica o cumprimento dos limites de emissões estabelecidos pela legislação brasileira. Isso é o mesmo que justificar, em conjunto com o governo, baixas metas de emissões e de eficiência energética dos veículos e, nesse sentido, reforçar o prejuízo à saúde dos brasileiros.

    Infelizmente, governo federal e montadoras caminham de mãos dadas, permitindo que os carros vendidos aqui emitam mais poluentes e mais CO2 que os de outros mercados. Isso acontece por falta de metas de limites de emissões ambiciosas e da fiscalização pouco transparente e insuficiente por parte do governo brasileiro (veja também nossas demandas ao Ministério do Meio Ambiente e ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). A COPPE/UFRJ realizou um estudo, encomendado pelo Greenpeace, que identificou dois anos de atraso nas metas de eficiência energética veicular do Programa Inovar-Auto em relação às da Europa. Além disso, estudo do ICCT de outubro de 2015 mostra que o Brasil ainda tem uma frota ineficiente se comparada com países com características similares em termos de territorialidade.

    A carta enviada pelo Greenpeace deixa claras as demandas da organização por mais eficiência energética, transparência e um plano concreto rumo à eletromobilidade. Isso é o mínimo que a Volkswagen pode fazer para demonstrar compromisso com o meio ambiente e com seus consumidores, como afirma em seus comerciais.

    Reiteramos nossa demanda por carros que emitam menos CO2 e poluentes, além de uma evolução na mobilidade das cidades brasileiras. A mentira de uma grande montadora, como a Volkswagen, é mais um dos indícios de que, abandonando o transporte individual motorizado, além de lutarmos contra fraudes como esta, contribuímos para o fim de uma das armas mais potentes (e invisíveis) de destruição do planeta e da nossa própria saúde –  a qual usamos para nos locomover, mas não deixa as cidades fluírem.

    Junte-se a nós e peça à Volkswagen para reduzir as emissões de todos os veículos da marca no Brasil aos níveis que a montadora utiliza na Europa. Precisamos da ajuda de todos para realizar esta grande mudança. 

    ASSINE A PETIÇÃO   

    Carta enviada à VW pelo Greenpeace no dia 30 de outubro.

    Resposta da montadora à organização no dia 25 de novembro. 

    Nova carta enviada à VW pelo Greenpeace no dia 30 de novembro.  Leia mais >

  • A entidade com mais votos irá ganhar do Greenpeace a instalação de um painel fotovoltaico e sua instalação. Isso irá ajuda-las a diminuir a conta de energia

    Promessa é dívida.Quando lançamos o jogo Solariza, nós do Greenpeace Brasil nos comprometemos a doar um sistema fotovoltaico – e sua instalação – a uma entidade beneficente caso chegássemos à meta coletiva de instalar placas solares em 6 milhões de casas no mapa virtual do jogo. Esse número representa a geração de energia suficiente para desligar duas poluentes usinas termelétricas e as nucleares Angra 1 e 2, no Rio de Janeiro.

    Depois de bater a meta, abrimos as inscrições para as entidades interessadas em ganhar o sistema de energia solar. Para nossa surpresa e felicidade, tivemos cerca de 200 inscritos querendo aproveitar o sol para gerar eletricidade! As três finalistas foram escolhidas com base em critérios técnicos (viabilidade da instalação das placas nos telhados), por relevância do seu trabalho e impacto na comunidade onde estão inseridas.

    A próxima etapa depende novamente dos internautas, colaboradores do Greenpeace, jogadores do Solariza e vocês que desejam disseminar as vantagens da energia vinda da luz do sol por todo o país. A entidade vencedora será escolhida por votação popular, aberta até as 12h do dia 7 de dezembro. A seguir, conheça um pouco do trabalho de cada uma delas e vote! 

    Idosos do Abrigo Paulo de Tarso comemoram a festa junina

     Abrigo Paulo Tarso: Desde que foi fundado, há 62 anos, o abrigo recebe os idosos que estão abandonados e vivem nas ruas de Nazaré (BA) e municípios vizinhos. Hoje são 39 idosos atendidos, que contam com quartos, enfermaria e farmácia, espaço para fazer fisioterapia e área de lazer. Alguns deles têm familiares próximos que prestam alguma ajuda e fazem visitas. Outros são sozinhos ou têm laços rompidos. Então, o abrigo se preocupa com suas histórias de vida, identidades e vínculos comunitários e promove eventos culturais, datas festivas e visitação de escolas com crianças e jovens. Isso permite a socialização e o contato com outras gerações. Para ajudar com os custos de manutenção do abrigo, eles contam periodicamente com bazares e doações. E recentemente, passaram a cultivar uma horta com alguns alimentos, como forma de manter uma maior autonomia.

    Crianças durante aula na Associação Amarati

    Associação de Educação Terapêutica Amarati: Prestar tratamento às pessoas com lesões neurológicas ou com necessidades especiais, de todas as idades, é o trabalho da entidade. Isso inclui desde a assistência médica, odontológica e psicológica aos atendidos e seus familiares, quanto o apoio educacional e profissional. A Amarati promove a educação adaptada, permitindo que todos desenvolvam suas capacidades e habilidades, e dá oficinas com foco na inserção no mercado de trabalho. Atualmente, o número de atendidos é 250, mas outros 39 estão em avaliação para em breve se juntar ao time. A sede fica em Jundiaí (SP) e tem 33 anos de atuação.

    Ex-moradores de rua recebem cuidados na Casa Santa Gemma Leia mais >

    Casa Santa Gemma: Com atividades desde 1999, a entidade acolhe e cuida de moradores de rua, visando ajuda-los a resgatar sua cidadania e autoestima. Há assistência média e psicológica e, em alguns casos, os profissionais fazem a ponte para reencontrar familiares dos ex-moradores de rua. Eles são auxiliados e encaminhados para o mercado de trabalho ou, quando é o caso, têm ajuda para tirar os documentos para a aposentadoria. A entidade está em um bairro periférico de Uberlândia (MG), e muitas famílias e pessoas carentes buscam-na para receber alimentos, medicamentos, acolhimento ou até mesmo um banho. As atividades são mantidas com doações da comunidade e todos os profissionais envolvidos são voluntários.

  • Grupo de Voluntários de Porto Alegre mostram porque Juntos Somos Mais

    Postado por Heloísa Mota - 24 - nov - 2015 às 11:03

    O Grupo de Voluntários de Porto Alegre, pelo segundo ano consecutivo, participou do Dia Mundial de Limpeza de Praias junto com diversos parceiros. Em 2014 e 2015, participaram da Limpeza de Praias em Torres, e em Novembro de 2015, visitaram Imbé para realizar uma ação pela primeira vez. Uniram suas causas por um mundo melhor e pela preservação do meio ambiente, e mostraram, mais uma vez, porque trabalhar junto vale a pena. 

    Abaixo, leiam o relato inspirador da voluntária Márcia Natasha Brodt sobre a ação realizada em Imbé. 

    Na manhã de 14.11.2015, último sábado, o Grupo de Voluntários Greenpeace Porto Alegre participou da ação de limpeza de praias no município de Imbé/RS. O evento foi organizado por Cleverton da Silva, tendo a colaboração da Associação de Surf de Mariluz (ASM), Prefeitura Municipal de Imbé e outras instituições. Contou também com a presença de crianças e adolescentes do Grupo Escoteiro Praia de Imbé. O grande grupo foi dividido em dois, saindo dos limites externos da praia as 09h a fim de se encontrarem pontualmente ao 12h na praia de Mariluz. Foram formadas patrulhas pelos escoteiros, com a inserção de voluntários, para efetuarem todos juntos a coleta do lixo na beira da praia.

     Assim que os voluntários do Greenpeace de Porto Alegre chegaram ao município de Imbé, foram direto ao encontro dos outros participantes para já darem início aos trabalhos. Foi feita uma pequena apresentação e uma vibrante recepção aos nossos voluntários pelos queridos escoteiros da cidade e organizadores do evento. Formadas as patrulhas, passadas as coordenadas, os participantes ansiosos colocaram em fim a mão na massa, ou melhor, no lixo.

    No começo da manhã saíram todos agrupados em constante comunicação e êxtase pela enfim realização do evento, que a princípio estava marcada para ocorrer no dia 19/09/2015, mas que foi adiado devido ao mal tempo e as tantas mudanças climáticas que vem ocorrendo no nosso planeta. A colaboração das crianças e adolescentes do Grupo de Escoteiros, que apenas há dois meses iniciaram suas atividades, comoveu a todos os participantes e pessoas que estavam passeando pela praia e não sabiam da ação. Além da admiração dessas pessoas pelo grupo, algumas até mesmo pararam suas atividades de lazer e participaram conosco da limpeza, mostrando a força do impacto da conscientização em ações locais como essa.

     O bonito grupo de crianças e adolescentes que representa o futuro não deixou a desejar e fez a sua parte. Incansáveis, caminharam a longa extensão da praia de Imbé com um entusiasmo impressionante. Parando a cada pequena duna e recolhendo grande quantidade de lixo do local. Houve uma atenção especial na catalogação do lixo recolhido pelos mesmos e, a cada novo e inesperado material encontrado, era possível ver que eles estavam de fato comprometidos com sua missão de identificar os resíduos sólidos. 

    A organização não deixou faltar nem um tipo de suporte para os participantes; a todo o momento três carros e um caminhão faziam pequenas rondas perto das patrulhas, para que as mesmas fossem abastecidas com água, luvas, sacos de lixos vazios e também, serem recolhidos os sacos de lixos cheios para que ninguém precisasse fazer muita força carregando a enorme quantidade de resíduos encontrada. 

    A ação de sábado abriu horizontes para todos os envolvidos. Nesse evento, novos participantes do Greenwire das cidades do litoral norte gaúcho estavam presentes, acrescentando e somando forças ao Grupo Greenpeace de Porto Alegre. Novos voluntários que inclusive formarão futuramente o primeiro grupo de voluntários do litoral gaúcho!

    Essa ação não só embelezou ainda mais o litoral norte rio-grandense retirando a sujeira do local, como também nos mostrou a importância da realização de eventos mais perto da realidade da comunidade local. 
    As crianças e os moradores ficaram impressionados com a presença do Greenpeace e nos trataram como heróis, quando para nós, os heróis são eles. É difícil ressaltar somente um ponto de importância dessa ação, quando cada movimento foi fundamental e primordial. A conscientização que passa do adulto para a criança e da criança para o próximo adulto, nos mostra o ponto chave de conexão e criação de pontes do presente para o futuro das novas gerações. 
    Os moradores da cidade também se sentiram motivados e influenciados para desencadearem novas ações como essa, cada vez mais participativa, para que a conscientização da preservação do litoral e da natureza seja um trabalho de todos e em todo ano. Embora aja uma falta de infraestrutura na cidade, é possível criar uma perspectiva inovadora e esperançosa, porque quando realizações como essa são concretizadas a partir de um sonho, não há mais nada que possa impedir a luta pacífica e constante por um amanhã melhor para todos.
    No sábado fomos grandes, heróis, sonhadores, estudantes, professores, surfistas, voluntários, escoteiros, crianças, cidadãos, amantes e protetores da natureza. Nós nos servimos da beleza natural e tentamos recompensá-la, limpando o que nós mesmos sujamos. Reconhecendo nossas falhas somos humildes e corajosos e temos certeza absoluta que com essa ação nos tornamos mais fortes e convictos da importância da união. Afinal, cada vez mais somos um, o planeta Terra!
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