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Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Educação para sobreviver à crise em SP

    Postado por Luciano Dantas - 24 - mar - 2015 às 15:23 1 comentário

    Especialistas apostam na Educação Ambiental para evitar o colapso hídrico em SP

    “São as águas de março fechando o verão”, é a seca que afeta cada cidadão. As chuvas do terceiro mês do ano elevam os níveis dos reservatórios que abastacem a região metropolitana de São Paulo, trazendo um falso alívio para a população, que por vezes, não se dá conta da chegada do outono e da estiagem típica da temporada.

    É no contexto de preparar a população sobre o uso da água para melhor atravessar o período de escassez do recurso, que o seminário “ÁGUA & EDUCAÇÃO – Práticas e Reflexões", reúne, nesta quinta-feira, um time de peso na capital paulista.

    Programação completa do seminário desta quinta-feira, 26/03, na Sala Crisantempo. Leia mais >

    Organizado pelo Greenpeace, Instituto 5 Elementos, Namu, Nace Pteca, OCA – Laboratório de Educação e Política Ambiental da Esalq e Sala Crisantempo, o evento traz especialistas hídricos e educadores ambientais, como Marussia Whately (Aliança pela Água e ISA), Pedro Roberto Jacobi (USP), a jornalista Paulina Chamorro, membros dos coletivos Cisterna Já, Rios e Ruas, Bora Plantar, entre outros, para elencar aspectos, ações coletivas e mudanças de comportamento que devem ser adotadas para garantir a segurança hídrica do estado.

    “O que todos deveriam saber sobre a água”, “Existe água em São Paulo”, a apresentação do painel de práticas “Cuidando das Águas”, reflexões e análises prometem uma tarde de troca de experiências para educar, transformar e mobilizar.

    Serviço: Seminário ÁGUA & EDUCAÇÃO – Práticas e Reflexões
    Data: 26 de março de 2015
    Horário: das 15h às 21h40
    Local: Sala Crisantempo - Rua Fidalga, 521 - V. Madalena
    $$$: Grátis.
    Lotação da sala: 100 vagas e serão distribuídas senhas a partir das 14h30 - com transmissão pelo site http://www.aguaparaquem.org.br/aovivo

    Veja como foi o seminário:

     

  • Pela defesa das ciclovias

    Postado por Fabiana Alves* - 24 - mar - 2015 às 13:39

    (©Steve Morgan/Greenpeace)

     

    A polêmica sobre as ciclofaixas corre solta desde que elas começaram a ser implementadas em 2014. Na semana passada, foi dado mais um passo em direção ao retrocesso quando o Ministério Público Estadual (MPE) entrou com uma ação civil pública contra a implementação de ciclovias em São Paulo, pedindo para que as construções de fossem suspensas e que o governo recomponha o pavimento utilizado pelas ciclovias já existentes. Um dos argumentos é que falta estudo prévio de impacto viário e projetos executivos para as obras, mas para além de criticar a forma de execução, a ação questiona o valor da política pública em si. Em uma cidade em que o carro sempre foi priorizado, mudar a ótica do transporte tornou-se um verdadeiro desafio.

    Não sem motivo, os ciclistas ocuparam as ruas de São Paulo na última sexta-feira, 19 de março, para protestarem contra a ação movida pelo MPE e ainda marcaram um novo Manisfesto a favor das Ciclovias marcado para sexta-feira, 27 de março. O Greenpeace assina embaixo a resposta dada ao MPE por mais de 20 organizações de ciclistas e da sociedade civil em favor às ciclovias e contra o parecer do MPE.

    As ciclovias representam segurança não apenas para o ciclista, como para todas as pessoas que utilizam os diferentes modais de transporte presentes no dia-a-dia paulistano. Garantir a segurança do ciclista é incentivar que cada vez mais pessoas deixem o carro e utilizem a bicicleta no seu dia-a-dia. O uso da bicicleta beneficia o indivíduo e o meio ambiente por ser um dos poucos meios de transporte completamente livre de emissões de gases de efeito estufa.

    Em pesquisa feita pela Rede Nossa São Paulo/Ibope, de 2014, 26% dos 519 entrevistados afirmaram que utilizariam a bicicleta como meio de transporte caso houvesse construção de ciclovias. Além disso, a mesma pesquisa mostra que houve aumento de 50% no número de usuários de bicicletas entre 2013 e 2014. Esses dados mostram a importância crescente da bicicleta como meio de transporte em São Paulo. Barrar a construção de ciclovias vai contra os próprios dados apresentados, que refletem a necessidade de trazer segurança para o ciclista.

    Parte da ação do MPE afirma que o carro é o modal de transporte que transporta o maior número de pessoas no município, o que não é verdadeiro, porque a maior parte dos paulistanos se desloca a pé e por meio do transporte público, de acordo com pesquisa Origem e Destino do Metro, de 2007. As políticas de mobilidade urbana deveriam aumentar a oferta de transporte coletivo e os meios de transporte alternativo, como a bicicleta, além de restringir o uso do carro, para que haja a migração necessária para salvar as cidades do caos urbano instalado pelo tráfego intenso.

    Cada paulistano que sai do carro e sobe na bike representa uma esperança de São Paulo voltar a ser uma cidade habitada por pessoas. Não podemos regredir em uma política que tanto benefício traz à cidade. As ciclovias representam o futuro de uma cidade que volta a ser movida por pessoas.

    *Fabiana Alves é da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil Leia mais >

  • Arte e bom humor contra a crise da água

    Postado por Luciano Dantas - 22 - mar - 2015 às 12:16

    Lambe-lambes pela cidade ajudam a disseminar dicas de adaptação e aumentar a pressão sobre o governo estadual. Manual de Sobrevivência também é lançado neste Dia Mundial da Água

    São Paulo enfrente a maior crise hídrica de sua história. (© Bruno Fernandes / Greenpeace).

    São Paulo amanheceu diferente nesse 22 de março, Dia Mundial da Água. Em todos os cantos da cidade, muros, ruas, avenidas e viadutos, lambe-lambes passam dicas e mensagens para nos adaptarmos à uma das maiores crises ambientais da história da cidade: a falta de água nas torneiras de milhões de paulistanos. Com bom humor, os lambes também querem que a população pressione o governo estadual - o maior responsável pela destruição dos mananciais que abastecem a cidade - para o enfrentamento responsável da crise.

    A ação tem o objetivo de informar, mobilizar e aumentar a consciência sobre formas de adaptação e de responsabilização em relação à crise. Trata-se de uma oportunidade da sociedade civil se mover em direção ao uso consciente do recurso consciente e cobrar pelo abastecimento prioritário da população e não apenas dos grandes consumidores.

      

    Além de espalharmos os lambes pela cidade, também queremos que você tenha autonomia de tomar essa iniciativa. Para isso, disponibilizamos o material para ser colado em espaços públicos. É uma forma de intervenção criativa e não-comercial na cidade, com o poder de despertar as pessoas para reflexões que em geral não estão presentes no nosso cotidiano. Vale ressaltar que lambe-lambe não é crime, mas é preciso cuidado sobre onde e como colar sua mensagem por aí.

    Neste link disponibilizamos um guia rápido de como preparar seu lambe-lambe. Imprima aqui as artes, reúna seus amigos e se manifeste, a cidade é nossa! Não se esqueça de fotografar seus lambe-lambes e espalhar pelas redes sociais usando a hashtag #ÁguaParaTodos. A mudança está nas nossas mãos.

     

    Como sobreviver à crise

    Neste domingo também é lançado o “Manual de Sobrevivência para a Crise”, publicação da Aliança pela Água (coalização da qual o Greenpeace é parte) que traz, em linguagem simples, dicas práticas de economia de água no dia-a-dia, como reutilizar água com segurança e como sobreviver se a torneira secar de fato. “Nosso público-alvo são as populações mais carentes, que geralmente não têm caixa-d’água e têm sido as mais afetadas pelos cortes no fornecimento resultantes da redução na pressão da rede de distribuição da Sabesp”, explica a jornalista Claudia Visoni, que coordenou a redação do manual. “Mas as dicas servem para todo mundo. Procuramos compilar soluções caseiras, baratas e fáceis de fazer”. Leia mais >

  • Desinvestimento em combustíveis fósseis ganha apoio da ONU

    Postado por do Observatório do Clima - 19 - mar - 2015 às 14:57

    Manifestantes protestam em Sydney, na Austrália, para pedir o fim dos investimentos em combustíveis fósseis (©Greenpeace/Abram Powell)

     

    A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) aderiu às mobilizações globais pelo desinvestimento em combustíveis fósseis. De acordo com o jornal britânico The Guardian, a UNFCCC afirmou estar emprestando a sua "autoridade moral" para a campanha de desinvestimento porque compartilha da ambição por um acordo forte para combater o aquecimento global na Conferência do Clima de Paris, em dezembro.

    A campanha pelo desinvestimento cobra de governos, empresas e instituições a retirada de recursos de combustíveis fósseis. Os ativistas argumentam que o investimento no setor é um perigo tanto para o clima quanto para o capital dos investidores.

    Em 15 de fevereiro, a ação no chamado “Dia Mundial do Desinvestimento” contou com manifestações em países como Estados Unidos, Inglaterra, Suécia, Vietnã, Austrália, Nova Zelândia e Noruega. Os responsáveis pela mobilização são os membros da 350.org, organização que atua pela diminuição das mudanças climáticas e seus impactos. De acordo com a 350.org, a campanha de desinvestimento está em mais de 60 países. O Brasil não está entre eles.

    O porta-voz da UNFCCC, Nick Nuttall, falou ao Observatório do Clima sobre a importância da campanha. “Na verdade, a ciência é clara: é preciso encontrar o equilíbrio de como podemos gerar, produzir e utilizar energia, a fim de ter mais energia limpa e eficiência energética e menos combustíveis fósseis, especialmente o carvão.”

    Ele afirma que a campanha não é a única resposta, ou o que chamou de “bala de prata”, mas parte da compreensão de que medidas urgentes são necessárias para evitar consequências ainda mais trágicas das mudanças climáticas.

    Após os atos de 15 de fevereiro, a 350.org divulgou alguns resultados da campanha. De acordo com nota da equipe do Dia Mundial de Desinvestimento, em todo o mundo, mais de 200 cidades, universidades e instituições se comprometeram em desinvestir, retirando cerca de US$ 50 bilhões em recursos para os combustíveis fósseis.

    Nuttall comemora a o desinvestimento e adesão por parte das instituições e governos de algumas cidades pelo mundo. “É um sinal de que podemos mover o mundo em direção a um futuro de baixo carbono, com cada vez menos queima de combustíveis fósseis.”

    A campanha tem recebido respostas e críticas pontuais do setor que pode ser impactado com a diminuição de recursos. Ao Guardian, Benjamin Sporton, executivo-chefe da Associação Mundial do Carvão, argumentou que a demanda por carvão não vai desaparecer e que a campanha por desinvestimento preocupa. "O desinvestimento nos combustíveis fósseis – e em particular o carvão – vem com riscos significativos a outras dimensões econômicas e sociais não menos importantes, quando 1,3 bilhão de pessoas ainda estão sem acesso à eletricidade." Ele defende o incentivo a tecnologias de carvão limpo. Leia mais >

  • Água: em busca do tempo perdido

    Postado por Luciano Dantas - 16 - mar - 2015 às 16:08

    Aliança pela Água reúne especialistas hídricos para discutir soluções

    Captar água da chuva, fiscalizar valores cobrados pela indústria da água e recuperar áreas de mananciais. Essas são algumas das soluções apresentadas no Chamado à Ação, documento elaborado pela Aliança pela Água, lançado em encontro de especialistas hídricos realizado na última sexta-feira, 16/03/2015, na unidade Consolação do Sesc, na capital paulista.

    Em meio à maior crise hídrica que o estado de São Paulo enfrenta nos últimos 80 anos, a intenção do evento era contextualizar e buscar soluções para a falta d’água. ((©Greenpeace/Luciano Dantas) Leia mais >

    “2014 foi um ano perdido no enfrentamento da crise (hídrica)”. A frase de Marussia Whately, coordenadora da Aliança pela Água e do Instituto Socioambiental (ISA), abriu o encontro dando um claro parecer sobre a responsabilidade do Governo do Estado pela escassez de água nas torneiras paulistas.

    O debate “Garantir água em situação de emergência”, mediado pela jornalista ambientalista e integrante do coletivo Cisternas Já, Claudia Visoni, contou com a presença de Carlos Tadeu, do IDEC, a pesquisadora Renata Moreira e Ricardo Guterman, do Coletivo de Luta Pela Água. “Não se supera um momento como esse sem o apoio da população. A falta de transparência só atrapalha. É preciso enxergar que a escassez de água é permanente”, afirmou Carlos Tadeu.

    Já a mesa “Programas e ações para a recuperação imediata de áreas degradadas e Áreas de Preservação Permanente (APPs) nos mananciais”, mediada por Rebeca Lerer, coordenadora de comunicação da Aliança, contou com Eduardo Ditt, do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), Samuel Barreto, da The Nature Conservancy (TNC-Brasil), Luciana Travasso, bacharel em Planejamento Territorial pela UFABC e Maria Cecília Wey de Brito, da WWF Brasil.

    “Planos hídricos brasileiros correspondem a obras e mais obras, e todos sabemos que água não nasce em tubo. É preciso entender de uma vez por todas que a Lei das Águas precisa ser revisada e alterada”, afirmou Samuel Barreto, em meio a uma discussão que deixou evidente a necessidade de rever e alterar as políticas de proteção de áreas verdes em torno, ou não, de mananciais. “No Brasil, armazenamos, consumimos e descartamos água sem pensar em seu reuso. É preciso pensar num plano que integre a água, a floresta e o solo”, completa Barreto.

  • ICMS, quatro letras e uma barreira para a energia solar

    Postado por Marina Yamaoka - 12 - mar - 2015 às 14:08 2 comentários

    ICMS, quatro letras e uma barreira para a energia solar

    Os brasileiros são abençoados pela abundância de sol e de vento no país. E ainda têm a chance de poder usar estes recursos para gerar sua própria energia e ter desconto na conta de luz desde 2012. Essa possibilidade, conhecida como mini e microgeração, é regulada pela Resolução 482 da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).

    Apesar de ser um ganho enorme ao país,  algumas questões ainda precisam ser resolvidas para que a microgeração seja ainda mais atraente aos brasileiros.

    • Quer saber como instalar um sistema fotovoltaico em seu telhado? Acesse.

    A principal questão a ser solucionada é a forma como o ICMS (Imposto sobre a circulação de mercadorias e serviços) incide sobre a eletricidade na conta de luz de um microgerador. Calma, não é tão complicado quanto parece.

    A conta de luz passa a ter dois valores com a microgeração. Um é o número de kWh que se consome da rede elétrica, o outro é o número de kWh que foi gerado com o seu próprio sistema e injetou na rede.

    Esses dois valores são convertidos em reais e, após esta etapa, subtrai-se o segundo valor do primeiro. O resultado será o valor da sua conta.

    consumo da rede elétrica - energia gerada pelas placas solares na residência = nova conta de luz

    O valor da tarifa (R$/kWh) é composto não só pelo preço da eletricidade, mas também pela incidência de alguns tributos. Estes fazem com que o valor final na conta de luz seja maior do que apenas o custo da eletricidade consumida. Esses tributos são o ICMS e o PIS-COFINS, sendo o primeiro estadual e o segundo, federal.

    Qual o problema?

    Esses tributos não incidem sobre o resultado da conta que fizemos para a microgeração, mas sim sobre o valor bruto do consumo.

    Ou seja, na prática, a energia que uma pessoa gera vale menos – em reais - do que a energia que consome. A compensação não é equitativa no resultado final e acaba reduzindo os ganhos que o microgerador poderia ter.

    Como a alíquota do ICMS é maior que a do PIS-COFINS, a prioridade é para que a forma como ele incide na microgeração mude o mais rápido possível, mas os dois tributos precisam mudar.

    Por ser um imposto estadual, a regulamentação do ICMS sobre a eletricidade é feita pelo CONFAZ, um órgão composto pelos Secretários da Fazenda de todos os Estados e do Distrito Federal. Idealmente, a decisão precisa ser tomada pelo conjunto desses Secretários.

    Enquanto a decisão conjunta não acontece, vale lembrar que Minas Gerais e Tocantins saíram na frente e decidiram resolver esses problemas em seus territórios por conta própria mudando a forma de incidência do ICMS e resolvendo esse problema. Não é a toa que Minas Gerais é hoje o Estado com mais sistemas de microgeração conectados à rede.

    Escute aqui:

     

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  • Minuto verde: desastre nuclear de Fukushima

    Postado por Marina Yamaoka - 11 - mar - 2015 às 15:15

    Minuto Verde: Desastre nuclear de Fukushima

    Há quatro anos, um tsunami provocado por um terremoto atingiu a costa do Japão e a usina nuclear de Fukushima. Ar com radiação foi liberado e mais de 400 toneladas de água contaminada vazam diariamente para o oceano.

    Este é o maior desastre nuclear desde Chernobyl, em 1986. Milhares de pessoas tiveram que deixar suas casas e até hoje as totais consequências do desastre são desconhecidas.

    Diante de tão  grande desastre é notável ver que o Japão está há quase 18 meses com todas suas usinas nucleares desligadas. A fim de rumar outros caminhos, o país investiu pesado em energia solar e medidas de eficiência energética, como a troca de lâmpadas comuns por LED.

    O Brasil deveria aprender com o Japão e perceber que investir em energia nuclear não é a melhor solução. Ao invés de se comprometer a finalizar as obras de Angra 3, deveria estar olhando para o imenso potencial ainda inexplorado de energia solar e eólica, verdadeiras soluções para a crise do setor elétrico.

    Quer saber mais? Escute aqui:

     

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  • Fukushima: quatro anos de uma crise contínua

    Postado por Kendra Ulrich - 10 - mar - 2015 às 14:45

    Ativistas lembram o quarto aniversário do acidente nuclear de Fukushima (© Kazuya Hokari / Greenpeace)

     

    Amanhã, 11 de março, marca mais um aniversário sombrio para a população japonesa: há quatro anos um tsunami provocado por um terremoto atingiu a costa do Japão. Milhares de pessoas morreram e deu-se início ao pior desastre nuclear desta geração. Quatro dos seis reatores nucleares da usina Fukushima Daiichi foram atingidos pelo tsunami e derreteram. Ar e água contaminados foram liberados.

    Quatro anos depois a crise nuclear ainda não terminou. Há contaminação do meio ambiente e a população – principalmente a local – continuam sofrendo as consequências.

    Até o primeiro ministro japonês Abe, que sempre apoiou a energia nuclear e que vem pressionando para que as usinas nucleares sejam religadas, assumiu que a crise radioativa relacionada a água não está sob controle. “Temos muitos problemas, incluindo água contaminada e a compensação para as famílias afetadas”, afirmou Abe em janeiro deste ano.

    Estamos falando de água contaminada com algumas das toxinas mais perigosas já criadas pelo homem, como césio, estrôncio 90 e outras substâncias cancerígenas. A TEPCO, empresa responsável pela usina de Fukushima, admitiu que água com elevados níveis de radioatividade vazaram no oceano por quase um ano.

    Hoje, ainda temos aproximadamente cerca de 120 mil refugiados devido ao acidente de Fukushima, eles ainda estão vivendo temporariamente em abrigos. Essas pessoas não tiveram compensação suficiente para estabelecer suas vidas em outro lugar e também não podem optar por retornar para suas antigas casas já que o local permanece contaminado.

    “Porque as pessoas decidiriam voltar para cá para viver permanentemente?, pergunta Masami Yoshizawa, um fazendeiro que se recusou a sair de Namie, região afetada pelo acidente nuclear. “Não há infraestrutura para mais nada: não há escolas, lojas ou transporte.” Esta é uma questão que ninguém deveria se perguntar, principalmente quando o desastre é causado pelo próprio homem.

    Nesta data, o Greenpeace se solidariza com as vítimas e suas famílias, pede o fim do uso da energia nuclear e mais investimentos em energias renováveis como solar e eólica.  Leia mais >

    *Kendra Ulrich é da campanha de energia do Greenpeace Japão
  • Plano de mobilidade: por mais mudanças positivas

    Postado por Pedro Telles - 10 - mar - 2015 às 11:03

    Greenpeace envia à Prefeitura de São Paulo propostas ao Plano de Mobilidade do município

    Conforme determinado pela Política Nacional de Mobilidade Urbana, a Prefeitura de São Paulo lançou no último dia 24 de Fevereiro o texto base do Plano Municipal de Mobilidade, documento que deve guiar as políticas públicas da próxima década. Esse texto está aberto para consulta e participação popular tanto online (por meio de formulário notavelmente limitado), quanto via reuniões e audiências - informações detalhadas sobre como participar estão disponíveis aqui.

    A versão final do documento, considerando as recomendações apontadas pela sociedade civil, deve ser publicada no mês de abril.

    O texto está aberto para consulta e participação popular tanto online, quanto via reuniões e audiências. (©Greenpeace/Alexandre Cappi)

    Desde 2013 o Greenpeace tem acompanhado as políticas de mobilidade de São Paulo, cidade que concentra 26% das emissões de gases de efeito estufa vindas do setor de transportes no país. Visando garantir a publicação de um plano que realmente nos permita aprofundar e consolidar as mudanças positivas que já vêm sendo observadas na atual gestão, e também dar novos saltos no sentido de garantir uma mobilidade mais eficiente, justa e sustentável na cidade, o Greenpeace está apresentando à Prefeitura cinco propostas de mudança no texto, divididas em cinco seções. São elas:

    Apresentação: Definir um limite de 180 dias após a publicação do plano para que se estabeleça metas quantitativas e qualitativas, indicadores e parâmetros de análise que detalhem como se dará a implementação das atividades propostas, e permitam o monitoramento dos resultados alcançados. Esse detalhamento do plano deve ocorrer de forma transparente e com participação da sociedade civil.

    Diagnóstico da Mobilidade Urbana: Ampliar a meta de transferência modal e definir prazo para seu atingimento, estipulando que até 2030 75% dos deslocamentos motorizados sejam feitos via transporte público coletivo, e 25% via transporte individual – incluindo explicitamente nesses 25% os 3% já previstos para bicicletas na página 16 do texto base. Estudo desenvolvido pelo Greenpeace e ANTP com base em experiências internacionais indicam que essa meta é factível.

    Pedestres e Calçadas: Priorizar a implementação do Plano Emergencial de Calçadas (PEC), instituído pela Lei Municipal 14.675/2008 e regulamentado pelo Decreto 49.544/2008, que atribui à Prefeitura a responsabilidade de reforma ou construção de passeios e/ou calçadas que não atendam às normas previstas nas vias com maior circulação de pedestres. As vias listadas no decreto representam cerca de 20% do total de vias da cidade, e concentram cerca de 80% do fluxo de pedestres.

    Política de Estacionamento: Dentre as estratégias propostas, expandir a primeira estratégia para incluir áreas de comércio especializado entre as que terão prioridade de vagas no meio fio para carga e descarga, e remover a segunda estratégia que prevê a construção de garagens em áreas de comércio especializado e interesse turístico (tendo em vista que tais garagens não contribuem para desestimular o uso do automóvel).

    Redução de Emissões: Definir a meta de que, até 2017, 10% da frota de micros e ônibus seja composta por híbridos; 10% composta por veículos a gás; 10% composta por veículos elétricos, por meio do trolebus; e 10% composta por veículos a etanol. Também definir a meta de que, até 2020, 35% da frota de micros e ônibus seja composta por híbridos. Nessas condições, até 2020 as emissões de gás carbônico (CO2) originárias do transporte público coletivo diminuirão em 30% com relação ao cenário atual, de acordo com estudo desenvolvido pelo Greenpeace e ANTP.

    As propostas foram encaminhadas formalmente nesta segunda-feira ao Prefeito Fernando Haddad e ao Secretário de Transportes, Jilmar Tatto. O Greenpeace aguarda o retorno por parte da Prefeitura de São Paulo. Leia mais >

  • Minuto verde: para o sol brilhar mais forte

    Postado por Marina Yamaoka - 7 - mar - 2015 às 9:30

    Minuto Verde: Para o sol brilhar mais forte

    Falta de água e risco de apagão. O Brasil se encontra em um momento crítico devido ao período de secas que vem enfrentando, principalmente no Sudeste. A crise hídrica é responsável não apenas pelas torneiras secas em 12 Estados, mas também pela crise no setor de energia visto que os reservatórios das hidrelétricas, as principais responsáveis pelo fornecimento de eletricidade no Brasil, estão cada vez mais baixos.

    Ao invés de acionar termelétricas caras e poluentes para compensar o fornecimento de eletricidade, o governo poderia investir naquele que está quase todos os dias no céu brilhando: o Sol. Hoje, a energia solar já é quatro vezes mais barata que as termelétricas e ainda tem um potencial gigantesco inexplorado.

    Para mostrar que a energia solar já é uma possibilidade e que ela pode trazer benefícios sociais e econômicos, o Greenpeace realiza um financiamento coletivo para instalar painéis solares em duas escolas públicas, uma em São Paulo e outra em Uberlândia, Minas Gerais. As escolas passarão a ter parte de seu consumo vindo de energia limpa e, ainda, a economia gerada nas contas de luz será revertida em atividades culturais para mais de 1800 estudantes.

    Escute aqui:

     

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