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Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Papo Greenpeace sobre a Copa do Mundo

    Postado por Juliana Costa - 9 - jun - 2014 às 11:02

    Veja como foi:

      

     

    O que o Greenpeace tem a ver com a Copa do Mundo? O que a mobilidade urbana tem a ver com Greenpeace que tem a ver com a Copa? Tire todas essas dúvidas e muitas outras.

    Terça-feira, dia 10, acontece o #PapoGreenpeace com a Barbara Rubim, da campanha de Clima & Energia e com a Gabriela Vuolo, ativista do Greenpeace Brasil, elas vão bater um papo com os internautas sobre as questões das manifestações e da mobilidade urbana. Participe e tire suas dúvidas.

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    Envie sua pergunta no mural do evento do Facebook ou pelo Twitter com a hashtag #PapoGreenpeace Leia mais >

  • Arte e denúncia: chega de madeira ilegal!

    Postado por Alan Azevedo - 7 - jun - 2014 às 16:23

     

    Antes: “Mas o que é isso? Pode pisar?”. Depois: “Que legal! Pode ir de novo?”. Esse foi o clima da intervenção artística Pegada verde contra a madeira ilegal, proposta pelo Greenpeace para denunciar a retirada de madeira ilegal da Amazônia. A ideia era fazer com que a própria sociedade civil transformasse um tronco numa árvore ao pintar, enquanto caminha, uma esverdeada copa de árvore.

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    “Com o espaço da copa sobre a faixa de pedestre, ficava quase impossível para o pedestre que atravessava não interagir com a pintura” falou Stecy de Almeida, de 22 anos e voluntária do Greenpeace em São Paulo, onde a intervenção foi realizada no cruzamento da Av. Paulista com a R. Padre João Manuel.

    Debora Ota, de 29 anos, acredita que é difícil uma pessoa morando numa grande metrópole como São Paulo entender a importância da Amazônia. “Fazer essa denúncia aqui, ainda mais sendo tão visual e interativa, é uma ótima maneira de espalhar essa mensagem”, completa ela.

    As pegadas verdes se espalharam por oito capitais do Brasil: Manaus, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília. No Rio de Janeiro, o voluntário Rafael Gomes aproveitava o semáforo para conversar com as pessoas: “Não tinha como não ver a árvore estendida ali no asfalto, então elas mesmo perguntavam. Esse foi o momento de discutir a campanha e ouvir o cidadão”.

    Já são quase um milhão de assinaturas pelo Desmatamento Zero no Brasil. Entre no site e assine também. Já assinou? Então que tal compartilhar com os amigos, a família e nas redes sociais? É isso que queremos: assim como foi na atividade desse sábado, precisamos de um gesto de toda a sociedade contra os abusos do governo e das empresas sobre a Amazônia.

    Árvore colocada nas ruas do Rio de Janeiro pelos voluntários do Greenpeace (©Greenpeace)

     

    Denúncia

    Uma investigação de dois anos do Greenpeace no estado do Pará revelou que o atual sistema de controle ambiental brasileiro não é apenas falho, mas alimenta a degradação florestal e o desmatamento.

    Frequentemente, em vez de conter o crime, esse sistema é usado para ‘lavar’ madeira produzida de forma predatória e ilegal. Mais tarde, ela será vendida a consumidores do Brasil e do mundo como produto fiscalizado e legalizado.

    Entre agosto de 2011 e julho de 2012, estima-se que 78% das áreas com atividades madeireiras no Pará, maior produtor e exportador de madeira da Amazônia, não tinham autorização de exploração. No Mato Grosso, segundo maior produtor, esse índice é de 54%.

    Para ver a denúncia completa, clique aqui e veja o site animado.

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  • Falando sério sobre mudanças climáticas

    Postado por Marina Yamaoka - 6 - jun - 2014 às 17:56 1 comentário

    Ativistas protestam em Bonn e pedem comprometimento de ministros de Meio Ambiente com energias renováveis e redução de gases do efeito estufa (©Greenpeace)

    Mais de 100 pessoas se manifestaram hoje em Bonn, na Alemanha, em frente ao hotel onde os Ministros do Meio Ambiente dos governos que participam das reuniões dos SBI (Órgão Subsidiário de Implementação) da Conferência do Clima da ONU.

    Com a mensagem “Nós escolhemos: energias renováveis. Poder popular agora!”, organizações de todos os continentes - incluindo sindicatos, movimentos sociais, grupos ambientais, de gênero e grupos de jovens, grupos indígenas e ONG’s – exigiram ação dos 198 países-membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.

    Uma declaração foi entregue ao ministro do Ambiente do Peru, Manual Pulgar-Vidal, para o ministro das Relações Exteriores da França, Laurence Tubiana, e para a vice-ministra de Relações Exteriores da Venezuela, Claudia Caldera, com demandas urgentes de redução de emissões de gases do efeito estufa e o comprometimento de fato com mudanças globais.

    A manifestação em Bonn mostrou o crescente apoio público para que atitudes sejam tomadas para evitar as mudanças climáticas e por uma transformação justa das matrizes energéticas. Para Martin Kaiser, chefe da delegação do Greenpeace nas negociações, “ao não se mover para eliminar progressivamente o carvão e o petróleo, os ministros aqui reunidos deixam claro que não estão falando sério sobre limitar o aquecimento global.”

    O Brasil também precisa fazer sua parte quando a discussão é mudança climática. Se o país quiser ser um bom exemplo dentro do contexto do novo acordo global de mudanças climáticas – que será firmado em 2015, na COP (Conferência das Nações unidas sobre Mudanças do Clima) de Paris – também terá que cumprir sua parte apresentando metas apresentar metas concretas e ambiciosas de redução de emissões para o período pós-2020 ainda neste ano. Leia mais >

  • Um elogio, muito a ser feito

    Postado por Marcio Astrini - 6 - jun - 2014 às 10:02

    Vista aérea da floresta amazônica (© Greenpeace/Marizilda Cruppe)

     

    Ontem, a ONG americana UCS (Union of Concerned Scientists) divulgou um relatório classificando o Brasil como exemplo mundial no combate ao desmatamento e, portanto, de diminuição de emissão de gases que causam o aquecimento do planeta, uma vez que o desmatamento é nossa maior fonte de emissões desses gases.  

    O elogio feito ao Brasil é bom e bem-vindo, afinal diminuir a perda florestal é um dos maiores objetivos de nossa atuação ao redor do mundo. Experiências bem sucedidas como a moratória da soja e o compromisso da pecuária, que nasceram e se concretizaram a partir da atuação da sociedade civil, foram absolutamente fundamentais para essa conquista, e demonstram que nem só de governos e governantes dependem as soluções climáticas.

    Porém,  o momento atual não pode ser encarado como um sinal de que está tudo bem. Apesar da diminuição nas taxas do desmate, a quantidade de floresta perdida anualmente ainda é vergonhosa e não pode acobertar os gravíssimos problemas que ocorrem no país e que hoje colocam em risco as conquistas alcançadas.  

    Um exemplo disso é o Código Florestal, aprovado em 2012, que afrouxou as regras de proteção às nossas florestas e deu anistia a criminosos ambientais. Não à toa, tivemos 28% de aumento do desmatamento na Amazônia após sua aprovação. Não contentes, os setores mais atrasados do agronegócio tentam, no Congresso Nacional, suprimir direitos indígenas e diminuir as áreas protegidas do país, territórios que são, comprovadamente, as maneiras mais eficazes de se combater a derrubada de florestas.  Outra grave situação ocorre no setor madeireiro, um grande vetor de destruição florestal que está fora de controle e dominado pela ilegalidade.

    As metas de redução de gases estufa assumidas pelo governo brasileiro e seus resultados foram fruto de uma grande mobilização da sociedade civil. O feito foi e continua sendo extremamente importante para pressionar outros países a fazerem o mesmo. Seus avanços, porém, não podem funcionar com uma cortina de fumaça para esconder os graves e urgentes problemas ambientais e sociais que ainda temos que enfrentar no país.  

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  • Rússia finalmente libera Arctic Sunrise

    Postado por Alan Azevedo - 6 - jun - 2014 às 9:57

    Arctic Sunrise é levado sob custódia ao porto de Murmansk, na Rússia. 28/09/2013 (© Dmitri Sharomov / Greenpeace)

     

    O Comitê Russo de Investigação informou esta manhã ao Greenpeace que irá suspender a prisão do navio Arctic Sunrise, que permanece sob custódia em Murmansk, na Rússia, desde setembro do ano passado. Na ocasião, ativistas do Greenpeace protestavam contra a exploração de petróleo no Ártico quando tiveram o barco tomado e foram presos pela Guarda Costeira russa.

    Segundo Kumi Naidoo, diretor executivo do Greenpeace Internacional, “milhões de pessoas se posicionaram pela libertação dos 30 do Ártico, e hoje finalmente o último membro do nosso grupo pode voltar para casa”. Para ele, o navio foi preso ilegalmente durante protesto pacífico contra a estatal russa Gazprom, primeira empresa a explorar nas águas do Ártico, e não houve justificativa para mantê-lo sob ivestigação por oito meses.

    Arctic Sunrise permaneceu sob investigação no porto de Murmansk por oito meses. (©Dmitri Sharomov / Greenpeace)

     

    O navio, que está sem reparos desde o ano passado, passará por uma revisão completa para voltar a atuar com ainda mais força. Além da Gazprom, Statoil e Shell também avançam seus planos de explorar a região.

    O Comitê estendeu recentemente por mais dois meses a investigação sobre o protesto contra a Gazprom, até 24 de julho. No entanto, os advogados do Greenpeace foram informados inesperadamente sobre a soltura do Arctic Sunrise em reunião essa manhã, em Murmansk. O navio deverá deixar a Rússia nos próximos dias. Leia mais >

  • Papo Greenpeace sobre madeira ilegal na Amazônia

    Postado por Juliana Costa - 5 - jun - 2014 às 16:36 1 comentário

    Veja como foi o Papo Greenpeace:

     

    No dia 05/06, Marcio Astrini, da campanha de Amazônia do Greenpeace, participa do #PapoGreenpeace sobre a exploração de madeira ilegal na Amazônia. Ele responderá as dúvidas dos internautas sobre como ocorre essa prática de 'lavagem' de madeira e muito mais.

    Até o momento já foram coletadas mais de 25 mil assinaturas para impedir a exploração de madeira ilegal. Quer saber mais e tirar suas dúvidas? Envie sua pergunta pelo Twitter com a hashtag #PapoGreenpeace ou deixe um comentário com a sua pergunta no Facebook.

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     Já é hora de o Brasil proteger suas florestas. Leia mais >

  • Pegada verde

    Postado por Carolina Marçal - 5 - jun - 2014 às 15:35

    A ideia é promover a interação dinâmica entre as pessoas e uma obra de arte estendida na rua. ©Greenpeace/Daniel Beltra

     

    Que tal pintar uma árvore com os pés? Melhor ainda: que tal pintar uma árvore enquanto você caminha e denunciar um sistema ilegal que ajuda a derrubar o que resta de floresta Amazônica de pé no Brasil? Pois bem, a ideia é promover a interação dinâmica entre as pessoas e uma obra de arte estendida na rua, ao mesmo tempo produzindo uma crítica mais do que necessária em oito capitais do Brasil, contra a exploração ilegal e predatória de madeira na Amazônia e o descontrole que impera no setor madeireiro.

     Confira mais informações no site da campanha Chega de Madeira Ilegal.

    A atividade “Pegada verde contra a madeira ilegal” será feita por voluntários do Greenpeace espalhados pelas cidades de Manaus, Salvador,  Rio de Janeiro, Recife, Brasília, São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte. O pedestre, ao cruzar a rua, vai colaborar com uma obra de arte pintando com suas pegadas a copa de uma árvore. Agora imagine isso numa grande via, com várias pessoas atravessando para lá e para cá.

    Pois é, procuramos exatamente isso: um gesto que mostre toda a sociedade trabalhando junto contra o desmatamento e a degradação na Amazônia. Uma prova concreta disso é a petição pelo Desmatamento Zero, um projeto de lei popular encabeçado pelo Greenpeace que já conta com o apoio de quase 1 milhão de pessoas.

    Venha para rua junto com a gente! Veja a seguir os locais das atividades:

    Atenção: em caso de chuva, a atividade será cancelada.

    SERVIÇO

    Recife

    Data: 07/06 Sábado
    Av. Conde da Boa Vista, próximo ao Cinema São Luís na Ponte Duarte Coelho
    10h às 12h

    Rio de Janeiro

    Data: 07/06 Sábado
    Rua Sá Ferreira, esquina com a Av. Nossa Senhora de Copacabana
    10h às 12h

    Manaus

    Data: 07/06 Sábado
    Cruzamento da Av. 7 de Setembro com Av. Eduardo Ribeiro
    16h30 às 18h30

    São Paulo

    Data: 07/06 Sábado
    Cruzamento da Rua Padre João Manuel com a Av. Paulista
    10h às 13h

    Brasília

    Data: 07/06 Sábado
    Praça do Relógio
    10h às 12h

    Porto Alegre

    Data: 07/06 Sábado
    Cruzamento da Rua dos Andradas com a Av. Borges de Medeiros
    9h30 às 12h

    Belo Horizonte

    Data: 08/06 Sábado
    Parque Municipal
    11h às 13h

    Salvador

    Data: 07/06 Sábado
    Largo do Campo Grande. Sinaleira em frente ao TCA
    15h às 18h Leia mais >

  • Ministro da Justiça: "PEC 215 é inconstitucional"

    Postado por Nathália Clark - 4 - jun - 2014 às 20:28 1 comentário

    Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirma novamente em audiência na Câmara que PEC 215 é inconstitucional (Viola Jr. / Câmara dos Deputados).

    O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, foi confrontado pela bancada ruralista em uma audiência na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (04). Convocado para "prestar esclarecimentos" sobre a morte de dois produtores agrícolas em Faxinalzinho (RS), ele defendeu o uso da mediação como forma de resolver conflitos envolvendo proprietários rurais e povos indígenas no país, e aproveitou a ocasião para afirmar, mais uma vez, que considera inconstitucional a PEC 215, uma vez que ela fere cláusulas pétreas.

    Após sinalizar às lideranças indígenas, na semana passada, que vai manter a suspensão dos processos demarcatórios, ele defendeu, hoje, que “a mediação é a única saída viável para evitar que a solução dos conflitos venha por via judicial, o que poderia resultar em anos de espera até a decisão final.” O ministro pediu o apoio dos parlamentares para as mediações, evitando mais conflitos.

    Ele afirmou que, dos dois lados, há quem não esteja disposto a negociar. “Há pessoas, seja por questões ideológicas ou eleitorais, insistindo em incitar a violência. Há pessoas, dos dois lados que, por vezez, buscam mais o confronto do que o entendimento. buscam mais a guerra do que a pacificação. Que por vezes parecem tentar apagar incêndio com querosene”, destacou, afirmando que “nenhum tipo de crime será tolerado”.

    O deputado Luís Carlos Heinze (PP-RS), protagonista de vídeo em que claramente incita a violência e o preconceito contra povos indígenas, quilombolas e homossexuais, foi quem pediu a convocação de Cardozo e do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. O parlamentar acusou o governo de ser lento na resolução dos conflitos. "Se o governo não consegue resolver a questão, então que essa decisão fique com o Congresso", disse Heinze, defendendo a aprovação da PEC 215, que tira do Executivo e transfere ao Legislativo a competência sobre a demarcação de terras indígenas.

    Quanto à Proposta de Emenda à Constituição, Cardozo citou o filósofo francês Montesquieu para dizer que um poder não pode realizar as mesmas funções típicas de outro poder, salvo em casos previamente autorizados pela Constituição, nos chamados atos atípicos. “Logo, não pode uma PEC tirar uma competência típica do Executivo e repassá-la ao Legislativo”, sustentou o ministro, acrescentando que a PEC não resolveria o problema.

    Já o ministro Gilberto Carvalho rejeitou as críticas dos ruralistas de que a demarcação de terras prejudique ou ameace a agricultura, afirmando que não se trata de grandes extensões de terra. "No Mato Grosso do Sul, o total de terra indígena demarcada é de 2,28% de todo o estado. no Rio Grande do Sul, esse total é de 0,39% e, no máximo, chegará a 1,5% com futuras demarcações", exemplificou.

    Movimento indígena se recusa a participar de Comissão Especial

    Enquanto isso, a Comissão Especial formada para analisar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 215) – que pretende transferir ao Congresso Nacional a decisão de formalizar Terras Indígenas, Unidades de Conservação e territórios quilombolas – vem promovendo audiências públicas em várias regiões do país, mesmo sem convidar formalmente as organizações indígenas e indigenistas.

    Nesta quinta-feira (05), está convocada uma nova reunião na Câmara dos Deputados. Em resposta a isso, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) divulgou uma nota pública para explicar porque as organizações não estão participando das audiências.

    De acordo com o documento, o movimento indígena e indigenista já deixou clara sua oposição à proposta e considera que as audiências têm um único objetivo: eleitoral. “Os parlamentares ruralistas tentam transformar a luta de um grupo minoritário de latifundiários contra demarcação das terras indígenas em plataforma política”, denuncia o texto. Junto com outras entidades, o Greenpeace também é signatário da carta.

    Veja aqui a íntegra da nota Leia mais >

  • Bikes no Plano Diretor de São Paulo

    Postado por Bernardo Camara - 4 - jun - 2014 às 19:49

    © Steve Morgan / Greenpeace

     

    Na última terça-feira, os ciclistas de São Paulo receberam boas notícias da Câmara dos Vereadores da cidade. Foi ali, numa reunião da Frente Parlamentar de Mobilidade Urbana, que o vereador Nabil Bonduki (PT) apresentou seus últimos retoques no texto do Plano Diretor Estratégico (PDE) de São Paulo. E as bicicletas estavam presentes em várias linhas. “Ficamos felizes com os resultados. Incluíram praticamente tudo o que pedimos”, comemorou Daniel Guth, membro da Ciclocidade (Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo).

    Segundo o ciclista, o PDE já planeja medidas como implantar infraestrutura cicloviária em locais onde hoje são vagas de estacionamento para carros e adaptar viadutos para a circulação de pedestres e ciclistas. Um outro artigo polêmico do texto, que antes previa restringir o trânsito de bicicletas apenas às vias de menor movimento, também foi derrubado. “Batemos o pé, porque isso era inclusive contra o Código de Trânsito Brasileiro. A circulação das bikes tem que ser garantida em todas as vias, independentemente de sua característica”, defendeu.

    Durante a reunião, os cicloativistas também entregaram uma carta-manifesto que, em menos de uma semana, foi assinada por mais de 18 mil pessoas e por várias organizações e coletivos, entre elas o Greenpeace. O documento pedia que o Plano Diretor estabeleça a destinação obrigatória de 10% dos recursos da Fundurb (Fundo de Desenvolvimento Urbano) em obras do sistema cicloviário. Atualmente, os recursos do Fundurb são aplicados em habitações de interesse social, no transporte coletivo e em melhoramentos em vias estruturais. Caso a proposição dos 10% seja acolhida, R$ 50 milhões estariam garantidos para obras de infraestrutura voltadas às bikes.

    O vereador Nabil Bonduki levou a ideia à prefeitura, que propôs dividir 30% dos recursos do Fundurb entre transportes coletivos e não-motorizados. As organizações de ciclistas, porém, acharam injusto: os transportes públicos demandam um imenso volume de recursos e, por isso, as opções não-motorizadas sempre sairiam perdendo nessa balança. O vereador, então, prometeu retomar essa conversa com o prefeito Fernando Haddad e com os demais vereadores. A previsão é que o PDE seja finalizado nas próximas semanas. Leia mais >

  • Controvérsias em torno das áreas protegidas

    Postado por Nathália Clark - 4 - jun - 2014 às 19:11 1 comentário

    Reserva Biológica do Lago do Piratuba, unidade de conservação no Amapá (©Greenpeace/Rogério Reis/Tyba).

    Enquanto o Congresso Nacional dá mais um passo para trás com a criação e lançamento da Frente Parlamentar em Defesa das Populações Atingidas por Áreas Protegidas, o Ministério Público Federal (MPF) sai na dianteira, em defesa da conservação. Sob a fachada social, a Frente tem por objetivo frear o processo de criação e implementação de áreas protegidas no país. Já a iniciativa do MPF tem como intuito efetivar a implementação das 313 unidades de conservação federais, que abrangem 9% do território brasileiro.

    A estratégia de atuação nacional em defesa das unidades de conservação, que será lançada nesta quinta-feira, 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, visa permitir que procuradores de todo o país atuem coordenadamente para a implementação efetiva das UCs federais, responsabilidade da União, do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e, principalmente, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

    Segundo as metas de Aichi, definidas em 2010 no âmbito da Convenção sobre Diversidade Biológica, tratado da Organização das Nações Unidas do qual o Brasil é signatário, até 2020, ao menos 17% de áreas terrestres e de águas continentais, e 10% de áreas marinhas e costeiras precisam ser especialmente protegidas. No papel, o Brasil superou essa meta com a criação de 1.828 unidades de conservação, que somam 1.494.989 km² - cerca de 17,5% do território nacional.

    Na prática, entretanto, para que cumpram seu papel, as unidades de conservação precisam ser efetivamente implantadas, o que ainda está longe de ocorrer. Tal efetivação implica, no mínimo, a existência de plano de manejo e conselho gestor, e a consolidação territorial.

    O MPF possui a atribuição de fiscalizar a atuação dos órgãos públicos e promover medidas que garantam o respeito ao meio ambiente em 313 UCs federais, grupo cuja área representa 50% do total das UCs no Brasil. Destas, 173 não têm plano de manejo, 60 não têm conselho formado e 297 não concluíram a consolidação territorial. 

    “Sem esses elementos, as UCs não cumprem sua função básica, que é a conservação da natureza para esta e para as futuras gerações”, critica o subprocurador-geral da República Mario Gisi, coordenador da 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, que trata da atuação da instituição nas áreas do meio ambiente e patrimônio cultural.

    Servidores em defesa da conservação

    Servidores da carreira de especialista em meio ambiente protestam em lançamento da Frente Parlamentar na Câmara dos Deputados (©Greenpeace).

    Enquanto isso, os parlamentares lançaram, nesta quarta-feira (04), a Frente anti-áreas protegidas. Durante o café da manhã de lançamento, na Câmara dos Deputados, um grupo de servidores da área ambiental federal (IBAMA, ICMBIO, MMA e SFB) protestaram com cartazes e divulgaram uma carta de repúdio à iniciativa, a qual chamaram de “mais uma afronta das bancadas interessadas no desmonte da área ambiental e na redução dos direitos dos indígenas de nosso país.”

    Veja aqui a íntegra da carta

    Já o deputado Weverton Rocha (PDT-MA), que propôs a criação da Frente Parlamentar, afirmou que ela está sendo criada “para propor medidas de defesa dos agricultores familiares impactados por ampliações de reservas indígenas e biológicas.” Leia mais >

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