Greenblog

Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Energias renováveis são protagonistas dos primeiros dias da COP 21

    Postado por therrero - 2 - dez - 2015 às 10:25

    Lançamento de iniciativas, compromissos de um futuro 100% renováveis em alguns países e investimentos no setor irão garantir que as fontes renováveis avances e garantam a redução de emissões de gases de efeito estufa

    Marcha pelo Clima em São Paulo. Milhares de brasileiros foram às ruas para pressionar os líderes que estão na COP 21 a fazer um acordo ambicioso contra as mudanças climáticas. (©Zé Gabriel / Greenpeace)

    Conferência do Clima começou só há 3 dias e já temos boas notícias para o setor energético. Se depender dos compromissos firmados até agora, o futuro será de fontes mais limpas e energia 100% renovável. É um cenário crucial para diminuir as emissões de gases de efeito estufa e para evitar que a Terra aqueça mais do que 2 graus Celsius.

    O governo da Índia foi um dos protagonistas até agora. Lançou uma aliança envolvendo 120 nações para impulsionar a energia solar nos países em desenvolvimento. O objetivo é que os governos mais ricos transfiram tecnologia e financiem a adesão à energia solar como forma, inclusive, de acabar com a pobreza em outras nações. Entre as que aderiram à aliança estão Chile, Estados Unidos, Indonésia e Nigéria.

    O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, descreveu a iniciativa como “o amanhecer de uma nova esperança”, não apenas para o setor energético mas, principalmente, para as comunidades que ainda vivem sem eletricidade – situação de 300 milhões de indianos que moram em áreas rurais. "O sonho de acesso universal à energia limpa está se tornando realidade. Esta será a base da nova economia do próximo século", disse Modi. A Índia está investindo inicialmente 30 milhões de dólares na aliança. E a próxima etapa é conseguir mais 400 milhões de dólares dos demais países.

    Outro apoio de peso para as renováveis veio de alguns dos maiores bilionários do planeta. Vinte personalidades, como Bill Gates e Mark Zuckerberg, criaram um fundo privado. O Breakthrough Energy Coalition, como foi chamado, terá parcerias público-privadas entre governos, instituições de pesquisas e os investidores dando um boom nas fontes renováveis no mundo todo.

    O governo de Dubai, maior cidade dos Emirados Árabes, também anunciou investimentos para se tornar uma referência energético. Até 2030 todos os telhados de edifícios deverão ter placas fotovoltaicas. O objetivo de longo prazo é que a cidade gere 25% de sua energia a partor de fontes limpas até 2030. Até 2050, a meta é ter 75%.

    Esse ano de 2050 será um momento de virada no cenário de geração energética. Dos países mais afetados pelas mudanças climáticas, 43 já se comprometeram a ter 100% energias renováveis até lá. "O ideal é que todos os governantes presentes na COP saiam de Paris com uma meta assim. E a sociedade civil está aqui pressionando essas decisões”, afirmou Pedro Telles, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil. 

    Em seu discurso, na segunda-feira (30/11), Dilma Rousseff disse que o Brasil irá aumentar sua matriz de energias renováveis nos próximos anos. Se olharmos os números propostos, no entanto, veremos que o governo não traz ambições e estaremos em 2030 com praticamente o mesmo percentual de renováveis de hoje. 

    Já sabemos que o país tem potencial de explorar muito mais a energia do sol e dos ventos. O governo deve aproveitar a oportunidade da COP 21 e propor mudanças concretas para que sejamos um desses países a liderar a revolução energética e ter 100% energias renováveis em 2050. 

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  • Hoje é Dia de Doar

    Postado por Roberta Ito - 1 - dez - 2015 às 0:00

    E você, como vai contribuir no dia mundial de tornar o mundo um lugar melhor?

    1 de Dezembro #DiaDeDoar Faça uma Boação. Participe.

    Hoje é um dia muito especial para o nosso planeta! Comemoramos o #DiaDeDoar, uma grande ação entre várias ONGs, que tem como objetivo mobilizar e promover a cultura da solidariedade.

    A doação é um compromisso que assumimos com a generosidade e com o amor ao próximo, além de – claro! - também ser uma forma de demonstrar o quanto nos importamos com o futuro que deixaremos para as próximas gerações. Nós não podíamos deixar de participar deste movimento e te convidamos a fazer o mesmo.

    Mas hoje também é #DiadeAgradecer. Sim, pois foi graças ao seu apoio e ao de tantas outras pessoas que acreditam e lutam por um mundo melhor que neste ano tivemos tantas vitórias!  Treinamos 30 jovens, que agora multiplicam o conhecimento sobre o poder da energia solar por todo o Brasil e ainda instalamos placas solares nos telhados de duas escolas públicas, uma em São Paulo e outra em Minas Gerais. Também entregamos no Congresso Nacional as assinaturas de 1,4 milhão de pessoas que pedem o Desmatamento Zero nas florestas do País. Além disso, conseguimos afastar a Shell do Ártico até 2017. Aceite os agradecimentos dos ursos polares!

    Mas ainda há muito trabalho a ser feito. Precisamos pressionar o governo para que cada vez mais cidadãos possam produzir energia solar em suas casas e para que a lei pelo Desmatamento Zero seja aprovada. É necessário, ainda, que a pesca industrial predatória e a exploração de petróleo seja proibidas nas gélidas águas do Ártico. Ou seja, precisamos de você ao nosso lado para que façamos cada vez mais.

    Faça uma Boação. Participe.

    Como ainda há muito a ser feito para que o planeta se torne um lugar melhor, hoje também é #DiadeMobilizar! Dia de convidar os amigos a conhecer o nosso trabalho e ajudar na construção desta nova história. Dia de mostrar a todos o kit do #DesmatamentoZero e levar para as ruas as palavras de um Brasil com florestas!

    Ainda não tem o seu kit? Junte-se a nós! Especialmente nesse #DiadeDoar, com uma doação de R$ 40, você recebe, além do Kit do #DesmatamentoZero, uma ecobag e um botton exclusivos.

    Você pode fazer com que hoje seja muito mais do que o #DiadeDoar, que seja também o #DiadeAjudar. Plante uma árvore, ajude alguém necessitado, doe sangue, doe amor, doe esperança, doe energias por um futuro melhor. Compartilhe em suas redes o que você fizer e utilize a hashtag #DiadeDoar, marcando os nossos perfis.

    Neste dia, venha fazer parte do nosso time. Com você ao nosso lado, todas as lutas que travaremos em nome de um futuro mais verde e em paz serão mais fáceis e cada uma das nossas ações terá um pouco da sua fé. Façamos de hoje o #DiadeAbraçar os ideiais de um mundo melhor! Leia mais >

  • Governo Brasileiro diz não à farsa da compensação de carbono

    Postado por therrero - 30 - nov - 2015 às 18:38

    No dia 26 de novembro, o governo brasileiro emitiu o decreto número 8.576, que estabelece um grupo de trabalho responsável em definir como serão investidos os recursos provenientes de fundos climáticos globais para a redução de desmatamento e degradação de florestas.

    A melhor notícia do decreto está na parte que marca o posicionamento do país. Não será aceito que o dinheiro para proteger nossas florestas seja usado como moeda de troca para liberar a emissão de carbono por outros países poluentes.

    “É uma notícia muito boa. O governo acertou na decisão. Esperamos que o ato tenha repercussão nas negociações de clima da COP 21. E que o governo se inspire neste decreto para ir além na proteção das florestas, declarando também o fim do desmatamento como meta no combate às mudanças climáticas”.

    Para saber mais sobre o posicionamento do Greenpeace na questão de compensação de emissões por meio de florestas leia este artigo.

     

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  • O que Dilma trouxe em seu discurso na COP 21 – e o que parece ter esquecido em casa

    Postado por Márcio Astrini* - 30 - nov - 2015 às 15:45

    População pede o fim da devastação das florestas do Brasil durante a Mobilização Pelo Clima, em São Paulo. (©Zé Gabriel/Greenpeace)

    A Conferência do Clima da ONU começou hoje (30/11), em Paris, já com a presença e discursos dos principais líderes de governo do mundo. Dilma Rousseff esteve entre eles.

    A presidente levantou alguns pontos importantes e positivos para as negociações, que devem culminar com um acordo global para barrar as mudanças climáticas. Um, por exemplo, foi o pedido para que as promessas apresentadas na capital francesa tivessem a força de leis e trouxessem números concretos. Dessa forma, daqui a alguns anos, poderemos cobrar que as metas prometidas virem realidade em cada nação envolvida nas negociações.

    Dilma citou também que os países devem fazer uma revisão dessas promessas a cada cinco anos. Assim, poderemos avaliar se estamos no caminho correto, tendo a chance de corrigir ou aumentar o grau de ambição das metas.

    Na outra ponta da linha, o governo deu uma “derrapada na curva”. Primeiro, ao enfatizar que a promessa entregue na COP é muito avançada, pois irá reduzir o desmatamento e expandir o uso de fontes renováveis. Não vai. O que o governo vende como proposta para proteção das florestas, nada mais é do que a afirmação de que irá seguir a lei já vigente. E não dá para imaginar que o governo fizesse algo diferente do que cumprir a própria legislação. No setor energético, também não há avanços. Se seguirmos a cartilha do que foi prometido, estaremos daqui a 15 anos com praticamente o mesmo percentual de energias renováveis que temos hoje.

    Precisamos considerar que há uma certa diferença entre o que se faz e o que se fala no governo brasileiro. A devastação da floresta amazônica, ponto central da proposta do nosso país, aumentou 16% no último ano, segundo levantamento mais recente. Enquanto a vegetação é destruída, nossos governantes ignoram o apelo de boa parte da população pelo desmatamento zero. Na área energética, o plano de investimentos anunciado para os próximos 10 anos (chamado PDE) prevê que 70% dos recursos do setor sejam direcionados para fontes sujas, como as termelétricas. É um cenário bem diferente do que está anunciado na COP.

    Além da diferença entre discurso e prática, a presidente citou que o país está oferecendo mais do que seria de sua responsabilidade. Esse tipo de discurso é ruim para as negociações. Se cada líder presente em Paris fizer apenas o que acha que é seu por dever, o mundo seguirá rumo ao aquecimento. E a vida de milhões de pessoas, principalmente as que estão em países pobres, estará em risco. 

    O Brasil, aliás, poderia (e deveria) fazer muito mais do que tem prometido até agora – e isso seria bom não só para evitar as mudanças climáticas. Zerar o desmatamento de forma total (e não só o ilegal) ajudaria a estabilidade do clima e a segurança hídrica de nosso país. Isso é essencial para a produção de alimentos e para a geração de riquezas. Promover verdadeiramente as energias renováveis, como a solar e a eólica, significa economia na conta de luz de cada cidadão e, ainda, é uma enorme oportunidade de geração de empregos.

    Ousar mais em nossos compromissos ambientais não é um favor que fazemos ao planeta. Significa criar oportunidades – e das boas – para nós mesmos. A falta de coragem do governo nos faz perde-las, e deixa passar ao largo a chance de sermos um exemplo global a ser seguido na área ambiental.

    *Márcio Astrini é coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil.

    Para saber mais sobre o pronunciamento de Dilma e a repercussão entre especialistas em meio ambiente, leia a matéria da BB "Seis pontos polêmicos do discurso de Dilma em Paris – e as reações de ambientalistas"

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  • VW responde ao Greenpeace sem se comprometer

    Postado por icrepald - 30 - nov - 2015 às 14:12

    Demanda por compromissos concretos com a sociedade e o meio ambiente é ignorado pela multinacional

    quinta-feira, 5 de novembro de 2015

    No dia 25 de novembro, o grupo Volkswagen apresentou resposta vaga à carta que havia sido enviada pelo Greenpeace à montadora em outubro, exigindo que a empresa se retratasse sobre a  fraude em testes de emissões de seus veículos e demandado comprometimento da mesma  com a saúde da população e as mudanças climáticas.

    Em sua resposta ao Greenpeace, apesar de se apresentar aberta ao diálogo, a Volkswagen não ofereceu  qualquer medida concreta para compensar o danos causado pelas emissões adulteradas. Até o momento, a única medida tomada pela empresa no Brasil quanto à fraude em motores a diesel foi o anúncio de recall do veículo Amarock, que será feito apenas em 2016, sem qualquer contrapartida para a população. Porém, a fraude não afeta apenas os clientes da montadora, mas toda a sociedade, devido ao alto nível de poluição dos veículos adulterados. 

    São quase 12 milhões de veículos fraudados ao redor do mundo, nenhuma indenização aos consumidores no Brasil e, por enquanto, nenhum centavo pago da multa de R$ 50 milhões, aplicada pelo Ibama, ou dos mais de R$ 8 milhões de multa do Procon-SP.

    É injustificável que a empresa não adote no Brasil tecnologias já existentes na Europa, e venda aqui carros com motores que emitam menos poluentes e menos CO2 como os que já existem em outros países. A empresa afirma em sua carta que o dispositivo fraudado na Amarok não prejudica o cumprimento dos limites de emissões estabelecidos pela legislação brasileira. Isso é o mesmo que justificar, em conjunto com o governo, baixas metas de emissões e de eficiência energética dos veículos e, nesse sentido, reforçar o prejuízo à saúde dos brasileiros.

    Infelizmente, governo federal e montadoras caminham de mãos dadas, permitindo que os carros vendidos aqui emitam mais poluentes e mais CO2 que os de outros mercados. Isso acontece por falta de metas de limites de emissões ambiciosas e da fiscalização pouco transparente e insuficiente por parte do governo brasileiro (veja também nossas demandas ao Ministério do Meio Ambiente e ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). A COPPE/UFRJ realizou um estudo, encomendado pelo Greenpeace, que identificou dois anos de atraso nas metas de eficiência energética veicular do Programa Inovar-Auto em relação às da Europa. Além disso, estudo do ICCT de outubro de 2015 mostra que o Brasil ainda tem uma frota ineficiente se comparada com países com características similares em termos de territorialidade.

    A carta enviada pelo Greenpeace deixa claras as demandas da organização por mais eficiência energética, transparência e um plano concreto rumo à eletromobilidade. Isso é o mínimo que a Volkswagen pode fazer para demonstrar compromisso com o meio ambiente e com seus consumidores, como afirma em seus comerciais.

    Reiteramos nossa demanda por carros que emitam menos CO2 e poluentes, além de uma evolução na mobilidade das cidades brasileiras. A mentira de uma grande montadora, como a Volkswagen, é mais um dos indícios de que, abandonando o transporte individual motorizado, além de lutarmos contra fraudes como esta, contribuímos para o fim de uma das armas mais potentes (e invisíveis) de destruição do planeta e da nossa própria saúde –  a qual usamos para nos locomover, mas não deixa as cidades fluírem.

    Junte-se a nós e peça à Volkswagen para reduzir as emissões de todos os veículos da marca no Brasil aos níveis que a montadora utiliza na Europa. Precisamos da ajuda de todos para realizar esta grande mudança. 

    ASSINE A PETIÇÃO   

    Carta enviada à VW pelo Greenpeace no dia 30 de outubro.

    Resposta da montadora à organização no dia 25 de novembro. 

    Nova carta enviada à VW pelo Greenpeace no dia 30 de novembro.  Leia mais >

  • A entidade com mais votos irá ganhar do Greenpeace a instalação de um painel fotovoltaico e sua instalação. Isso irá ajuda-las a diminuir a conta de energia

    Promessa é dívida.Quando lançamos o jogo Solariza, nós do Greenpeace Brasil nos comprometemos a doar um sistema fotovoltaico – e sua instalação – a uma entidade beneficente caso chegássemos à meta coletiva de instalar placas solares em 6 milhões de casas no mapa virtual do jogo. Esse número representa a geração de energia suficiente para desligar duas poluentes usinas termelétricas e as nucleares Angra 1 e 2, no Rio de Janeiro.

    Depois de bater a meta, abrimos as inscrições para as entidades interessadas em ganhar o sistema de energia solar. Para nossa surpresa e felicidade, tivemos cerca de 200 inscritos querendo aproveitar o sol para gerar eletricidade! As três finalistas foram escolhidas com base em critérios técnicos (viabilidade da instalação das placas nos telhados), por relevância do seu trabalho e impacto na comunidade onde estão inseridas.

    A próxima etapa depende novamente dos internautas, colaboradores do Greenpeace, jogadores do Solariza e vocês que desejam disseminar as vantagens da energia vinda da luz do sol por todo o país. A entidade vencedora será escolhida por votação popular, aberta até as 12h do dia 7 de dezembro. A seguir, conheça um pouco do trabalho de cada uma delas e vote! 

    Idosos do Abrigo Paulo de Tarso comemoram a festa junina

     Abrigo Paulo Tarso: Desde que foi fundado, há 62 anos, o abrigo recebe os idosos que estão abandonados e vivem nas ruas de Nazaré (BA) e municípios vizinhos. Hoje são 39 idosos atendidos, que contam com quartos, enfermaria e farmácia, espaço para fazer fisioterapia e área de lazer. Alguns deles têm familiares próximos que prestam alguma ajuda e fazem visitas. Outros são sozinhos ou têm laços rompidos. Então, o abrigo se preocupa com suas histórias de vida, identidades e vínculos comunitários e promove eventos culturais, datas festivas e visitação de escolas com crianças e jovens. Isso permite a socialização e o contato com outras gerações. Para ajudar com os custos de manutenção do abrigo, eles contam periodicamente com bazares e doações. E recentemente, passaram a cultivar uma horta com alguns alimentos, como forma de manter uma maior autonomia.

    Crianças durante aula na Associação Amarati

    Associação de Educação Terapêutica Amarati: Prestar tratamento às pessoas com lesões neurológicas ou com necessidades especiais, de todas as idades, é o trabalho da entidade. Isso inclui desde a assistência médica, odontológica e psicológica aos atendidos e seus familiares, quanto o apoio educacional e profissional. A Amarati promove a educação adaptada, permitindo que todos desenvolvam suas capacidades e habilidades, e dá oficinas com foco na inserção no mercado de trabalho. Atualmente, o número de atendidos é 250, mas outros 39 estão em avaliação para em breve se juntar ao time. A sede fica em Jundiaí (SP) e tem 33 anos de atuação.

    Ex-moradores de rua recebem cuidados na Casa Santa Gemma Leia mais >

    Casa Santa Gemma: Com atividades desde 1999, a entidade acolhe e cuida de moradores de rua, visando ajuda-los a resgatar sua cidadania e autoestima. Há assistência média e psicológica e, em alguns casos, os profissionais fazem a ponte para reencontrar familiares dos ex-moradores de rua. Eles são auxiliados e encaminhados para o mercado de trabalho ou, quando é o caso, têm ajuda para tirar os documentos para a aposentadoria. A entidade está em um bairro periférico de Uberlândia (MG), e muitas famílias e pessoas carentes buscam-na para receber alimentos, medicamentos, acolhimento ou até mesmo um banho. As atividades são mantidas com doações da comunidade e todos os profissionais envolvidos são voluntários.

  • Grupo de Voluntários de Porto Alegre mostram porque Juntos Somos Mais

    Postado por Heloísa Mota - 24 - nov - 2015 às 11:03

    O Grupo de Voluntários de Porto Alegre, pelo segundo ano consecutivo, participou do Dia Mundial de Limpeza de Praias junto com diversos parceiros. Em 2014 e 2015, participaram da Limpeza de Praias em Torres, e em Novembro de 2015, visitaram Imbé para realizar uma ação pela primeira vez. Uniram suas causas por um mundo melhor e pela preservação do meio ambiente, e mostraram, mais uma vez, porque trabalhar junto vale a pena. 

    Abaixo, leiam o relato inspirador da voluntária Márcia Natasha Brodt sobre a ação realizada em Imbé. 

    Na manhã de 14.11.2015, último sábado, o Grupo de Voluntários Greenpeace Porto Alegre participou da ação de limpeza de praias no município de Imbé/RS. O evento foi organizado por Cleverton da Silva, tendo a colaboração da Associação de Surf de Mariluz (ASM), Prefeitura Municipal de Imbé e outras instituições. Contou também com a presença de crianças e adolescentes do Grupo Escoteiro Praia de Imbé. O grande grupo foi dividido em dois, saindo dos limites externos da praia as 09h a fim de se encontrarem pontualmente ao 12h na praia de Mariluz. Foram formadas patrulhas pelos escoteiros, com a inserção de voluntários, para efetuarem todos juntos a coleta do lixo na beira da praia.

     Assim que os voluntários do Greenpeace de Porto Alegre chegaram ao município de Imbé, foram direto ao encontro dos outros participantes para já darem início aos trabalhos. Foi feita uma pequena apresentação e uma vibrante recepção aos nossos voluntários pelos queridos escoteiros da cidade e organizadores do evento. Formadas as patrulhas, passadas as coordenadas, os participantes ansiosos colocaram em fim a mão na massa, ou melhor, no lixo.

    No começo da manhã saíram todos agrupados em constante comunicação e êxtase pela enfim realização do evento, que a princípio estava marcada para ocorrer no dia 19/09/2015, mas que foi adiado devido ao mal tempo e as tantas mudanças climáticas que vem ocorrendo no nosso planeta. A colaboração das crianças e adolescentes do Grupo de Escoteiros, que apenas há dois meses iniciaram suas atividades, comoveu a todos os participantes e pessoas que estavam passeando pela praia e não sabiam da ação. Além da admiração dessas pessoas pelo grupo, algumas até mesmo pararam suas atividades de lazer e participaram conosco da limpeza, mostrando a força do impacto da conscientização em ações locais como essa.

     O bonito grupo de crianças e adolescentes que representa o futuro não deixou a desejar e fez a sua parte. Incansáveis, caminharam a longa extensão da praia de Imbé com um entusiasmo impressionante. Parando a cada pequena duna e recolhendo grande quantidade de lixo do local. Houve uma atenção especial na catalogação do lixo recolhido pelos mesmos e, a cada novo e inesperado material encontrado, era possível ver que eles estavam de fato comprometidos com sua missão de identificar os resíduos sólidos. 

    A organização não deixou faltar nem um tipo de suporte para os participantes; a todo o momento três carros e um caminhão faziam pequenas rondas perto das patrulhas, para que as mesmas fossem abastecidas com água, luvas, sacos de lixos vazios e também, serem recolhidos os sacos de lixos cheios para que ninguém precisasse fazer muita força carregando a enorme quantidade de resíduos encontrada. 

    A ação de sábado abriu horizontes para todos os envolvidos. Nesse evento, novos participantes do Greenwire das cidades do litoral norte gaúcho estavam presentes, acrescentando e somando forças ao Grupo Greenpeace de Porto Alegre. Novos voluntários que inclusive formarão futuramente o primeiro grupo de voluntários do litoral gaúcho!

    Essa ação não só embelezou ainda mais o litoral norte rio-grandense retirando a sujeira do local, como também nos mostrou a importância da realização de eventos mais perto da realidade da comunidade local. 
    As crianças e os moradores ficaram impressionados com a presença do Greenpeace e nos trataram como heróis, quando para nós, os heróis são eles. É difícil ressaltar somente um ponto de importância dessa ação, quando cada movimento foi fundamental e primordial. A conscientização que passa do adulto para a criança e da criança para o próximo adulto, nos mostra o ponto chave de conexão e criação de pontes do presente para o futuro das novas gerações. 
    Os moradores da cidade também se sentiram motivados e influenciados para desencadearem novas ações como essa, cada vez mais participativa, para que a conscientização da preservação do litoral e da natureza seja um trabalho de todos e em todo ano. Embora aja uma falta de infraestrutura na cidade, é possível criar uma perspectiva inovadora e esperançosa, porque quando realizações como essa são concretizadas a partir de um sonho, não há mais nada que possa impedir a luta pacífica e constante por um amanhã melhor para todos.
    No sábado fomos grandes, heróis, sonhadores, estudantes, professores, surfistas, voluntários, escoteiros, crianças, cidadãos, amantes e protetores da natureza. Nós nos servimos da beleza natural e tentamos recompensá-la, limpando o que nós mesmos sujamos. Reconhecendo nossas falhas somos humildes e corajosos e temos certeza absoluta que com essa ação nos tornamos mais fortes e convictos da importância da união. Afinal, cada vez mais somos um, o planeta Terra!
    Para ver o texto original e mais imagens, clique aqui!

    Para ver o texto sobre a Limpeza de Praia em Torres, clique aqui Leia mais >

  • Gerar sua própria energia pode ficar menos vantajoso

    Postado por Barbara Rubim - 23 - nov - 2015 às 10:35

    Nesta terça-feira (24/11), será votada a revisão da norma que trata da microgeração de energia. Uma das mudanças propostas pode diminuir as vantagens econômicas para quem está produzindo eletricidade de forma autônoma

    Está chegando ao fim a revisão da resolução 482/2012, que permite aos brasileiros gerar sua própria eletricidade a partir de fontes renováveis e receber descontos em sua conta de luz. Na semana passada, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) divulgou a análise das contribuições recebidas, bem como a prévia da nova resolução. 

    Dentre as alterações propostas, a maior é, sem dúvidas, a possibilidade de que um grupo de pessoas se reúna para comprar e instalar um sistema de geração de eletricidade (por exemplo, um sistema fotovoltaico) e compartilhar os créditos de energia dele advindos. Nesse caso, há duas alternativas possíveis.

    A primeira é de que as pessoas residam em um mesmo local (como, um prédio) e instalem o sistema na mesma área onde a compensação irá ocorrer. Nesse caso, a compensação se dará por completo: a cada unidade de energia (kWh) produzida, uma será compensada.

    A segunda possibilidade é a de que o grupo ou mesmo um indivíduo instale o sistema em área diferente daquela onde se dará a compensação na conta de luz. É o caso de prédios que não possuem área livre o suficiente para comportar um sistema, ou de uma pessoa que mora em um apartamento e quer instalar o sistema em sua casa da praia ou outro local.

    É nessa segunda possibilidade que reside o problema da alteração proposta. Apesar de ser uma alternativa essencial para o avanço da microgeração de energia – sobretudo num país em que mais de 10% da população reside em prédios -, a regulamentação proposta pela Aneel inviabiliza por completo essa opção.

    Ela determina que, nesses casos, só haverá compensação de um dos componentes da tarifa (a tarifa de energia, chamada de TE), excluindo-se a parcela da tarifa que se refere ao uso do sistema de distribuição (TUSD). Na prática, isso pode reduzir de 30% a 80% os ganhos do cidadão que produz energia em um local e desconta os créditos dessa geração em outro. (entenda mais nos infográficos abaixo)

    Ao optar por tal proposta, o Governo mais uma vez dá mostras da contradição presente em seu planejamento, criando um obstáculo quase intransponível para a chamada geração compartilhada.

    Num momento em que a crise elétrica continua presente na casa dos brasileiros e se faz sentir a cada mês nas pesadas contas de luz, reduzir as possibilidades para um cidadão gerar sua própria energia é continuar apostando num modelo que depende cada vez mais das caras e poluentes termelétricas.

    Apesar de essa decisão ser tomada pelo Governo em uma reunião que recebe pouca ou nenhuma divulgação, os efeitos são sentidos por todos. Afinal, quando o mês termina, somos nós que pagamos o preço – cada vez mais alto – do mau planejamento.

    O martelo ainda não foi batido e você pode ajudar a impedir que isso aconteça. Compartilhe esse texto em suas redes sociais, marque o perfil da Aneel e acompanhe a votação na próxima terça-feira (24 de novembro) a partir das 10h. Além de ser transmitida pela internet, aqueles que moram em Brasília podem comparecer à sede da Aneel e acompanhar ao vivo. Estaremos lá.

     
     

  • Ativistas pressionam VW a se posicionar sobre fraude de emissões

    Postado por iaracrepaldi - 22 - nov - 2015 às 10:55

    Em protesto pacífico – realizado neste domingo em São Paulo e interrompido pela polícia –, Greenpeace exigiu que a Volkswagen se comprometesse a parar de sacrificar nossa saúde e o meio ambiente, realizando testes realistas e reduzindo suas emissões aos níveis praticados na Europa

    Foto: Marta Santos/Greenpeace

    Recentemente, tivemos mais uma evidência de que a indústria automobilística coloca os lucros à frente da saúde pública. O escâdalo da VW revelou que as montadoras estão preparadas para cometer crimes, violar regras e burlar governos a fim de esconder os riscos de seus produtos à vida humana e ao meio ambiente. Há poucas semanas, a marca admitiu ter falsificado o resultado de testes de emissões em quase 12 milhões de veículos ao redor do mundo – uma prática que coloca todos, especialmente as crianças, em risco de contrair doenças respiratórias, e também contribui para o agravamento das mudanças climáticas.

    Além de enviar cartas ao governo e à Volkswagen no dia 30 de outubro, exigindo posicionamento e providências para evitar futuras fraudes, o Greenpeace realizou um protesto em um grande feirão de automóveis no Anhembi, em São Paulo, neste domingo, 22 de novembro. Se não fossem impedidos pela polícia, os ativistas da organização suspenderiam um carro da marca a 20 metros de altura, com um guindaste, no qual seria pendurado um banner com a mensagem: “Risco de vida. O Greenpeace adverte: este produto causa doenças respiratórias e mudanças climáticas”. Mesmo com o bloqueio do protesto pelas autoridades, conseguimos passar nosso recado para a VW.

    VW - Chega de mentiras 

    Apesar de a VW Brasil ter sido multada pelo Ibama em R$ 50 milhões em 13 de novembro, a penalidade não reverte os danos causados à saúde pública e ao meio ambiente. A ação deste domingo alerta os consumidores e a montadora de que o uso de seus produtos está associado a doenças e degradação do planeta. “A VW não deve apenas admitir seus erros, deve também mostrar compromisso com uma frota de automóveis que diminua os malefícios à nossa saúde ”, afirma Fabiana Alves, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace.

    Não podemos permitir que as montadoras manipulem, além dos testes de emissões de poluentes e de gases de efeito estufa, os impactos de seus produtos. Por isso, reforçamos o pedido de resposta às cartas enviadas à montadora. Solicitamos à companhia que apresente planos ambiciosos de eficiência veicular para comprovar o compromisso mínimo da empresa com a sociedade. E exigimos que o governo e a VW garantam que a tecnologia existente na Europa passe a ser usada no Brasil. Assim, teremos carros menos poluentes e que emitem menos CO2 no País.

    Junte-se a nós e peça à Volkswagen para reduzir as emissões de todos os veículos da marca no Brasil aos níveis que a montadora utiliza na Europa. Precisamos da ajuda de todos para realizar esta grande mudança. 

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  • Às vesperas da COP 21, pessoas de diversas cidades estão organizando marchas, oficinas, eventos e até shows. Tudo para pressionar os governantes a assumir compromissos contra o aquecimento global

    As atividades humanas estão tornando o planeta mais quente devido a emissão de gases que agravam o efeito estufa, como o gás carbônico. Por isso, em dezembro, representantes de 196 países estarão reunidos em Paris para a 21a Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, conhecida como COP 21.

    As expectativas sobre a conferência estão movimentando a sociedade civil e organizações. Espera-se que os governantes assumam compromissos para reduzir drasticamente as emissões desses gases. E que, assim, evitem a intensificação de mudanças climáticas que podem por a vida na terra em xeque.

    É nesse contexto que grupos ao redor do mundo estão organizando a Mobilização Mundial pelo Clima, que acontecerá no dia 29/11, na véspera do início da COP 21. Mais de 1.700 atividades em diferentes países estão programadas para o dia. Entre elas estão marchas, shows e oficinas. O objetivo é trazer para as ruas pessoas de diversas cidades que pressionem os governos a  assumir acordos mais ambiciosos, que representem a real solução para a crise climática.

    Para a Mobilização no Brasil, há dezenas de organizações envolvidas, como Greenpeace, Engajamundo, Avaaz e Here Now. Juntos, vamos levar para ruas – além das pessoas – temas cruciais para o controle das mudanças climáticas: Florestas, Energia Renovável, Mobilidade, Resíduos, Agricultura Urbana e Água.

    Sobre florestas, vamos defender o mote do “Desmatamento Zero”. Apesar do Brasil ter em seu território boa parcela da Amazônia, a maior floresta tropical do mundo, a destruição sistemática dessas áreas é uma das principais causas das emissões nacionais. E o Brasil é, hoje, um dos dez países que mais colaboram com o aquecimento global.

    Em outubro, o Greenpeace entregou ao governo o projeto de lei pelo Desmatamento Zero, com o apoio de mais e 1,4 milhão de pessoas. A COP 21 é, então, uma boa oportunidade para o governo se comprometer com o fim da destruição das florestas nacionais.

    Dezessete cidades já tem suas atividades para a Mobilização Mundial pelo Clima confirmadas: São Paulo, Mogi das CruzesManaus, Natal, Fortaleza, Recife, Goiânia, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Lavras, Conselheiro Lafaiete, Porto Alegre, Salvador, Uberlândia, Florianópolis, Joinville e Brasília

    E você, vai entrar no clima com a gente? Leia mais >

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