Greenblog

Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Pela primeira vez governo de São Paulo reconhece falta de água

    Postado por Fabiana Alves* - 21 - ago - 2015 às 9:31

    Menos de uma semana após termos publicado artigo no UOL com críticas ao governador Geraldo Alckmin e a dirigentes da Sabesp por continuarem negando a falta de água em São Paulo, finalmente o Governo do Estado reconheceu que, sim, enfrentamos uma crise hídrica.

    No dia 18, por meio do Diário Oficial, o Governo de SP declarou “situação de criticidade hídrica a região da bacia hidrográfica do Alto Tietê”, um dos principais e mais exauridos sistemas que abastecem a Grande São Paulo e que passou a suprir parte da população que antes recebia água do Sistema Cantareira.

    Essa é a primeira vez que o governo reconhece a situação crítica de falta de água em São Paulo. Mesmo com o rodízio de água implementado pela Sabesp, milhares de famílias sem água e o uso do volume morto nos dois principais sistemas que abastecem a cidade - Alto Tietê e Cantareira -, o governador Geraldo Alckmin ainda insistia em dizer que não havia estresse hídrico em São Paulo, como chegou a afirmar no Senado em julho desse ano.

    Mesmo assim, a criticidade foi apenas reportada para o Alto Tietê, não incluindo outros sistemas, como o Cantareira, que atua no nível de 12,6% negativo desde o dia 19 de agosto. Esse sistema deixou de ser o principal fornecedor de água de São Paulo, e hoje abastece 5,3 milhões de pessoas – quase metade dos mais de 8 milhões de antes da crise.

    Até agora, todas as respostas para a falta de água se resumem em grandes obras de transposição. Mas em época de seca, o que especialistas já previam aconteceu: o desvio do Rio Guaió para a represa Taiaçupeba, no Alto Tietê, com gasto de 28,9 milhões, não pode avançar pois o rio está seco.

    O governo e a Sabesp precisam entender que a solução para a falta de água é admití-la e, assim, informar os cidadãos sobre seu alcance e o que se deve fazer em tempos críticos. Afinal, se a aceitação da crise tivesse vindo antes, os mananciais não estariam na situação alarmante em que se encontram hoje, já que ações para diminuir a demanda de água poderiam ter sido sido realizadas a tempo de diminuir os danos causados aos reservatórios.

    Além disso, é urgente que se realize a recuperação e conservação das florestas em áreas de mananciais. Apesar de essas medidas serem de médio e longo prazo, a situação atual necessita também de políticas de curto prazo para que no futuro a falta de água e a degradação dos mananciais não chegue a níveis alarmantes. Atualmente, no Sistema Cantareira, restam apenas 15% de vegetação nativa.

    Ações defendidas pelo Greenpeace, como o Desmatamento Zero, a recuperação de áreas de mananciais e o fim dos descontos para grandes consumidores são medidas que buscam soluções e encaminhamentos para crises. Tarefas atribuídas aos governantes que, infelizmente, a exemplo da crise em São Paulo, preferem esperar por São Pedro.

    *Fabiana Alves é da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil Leia mais >

  • Ganhamos mais tempo para opinar na licitação

    Postado por icrepald - 11 - ago - 2015 às 16:54

    terça-feira, 11 de agosto de 2015 Ação do Greenpeace em frente à Prefeitura de São Paulo, pedindo prorrogação do prazo de consulta pública da licitação do novo sistema de transportes da cidade (©Rogério Assis/Greenpeace)

    Após pressão do Greenpeace e de entidades parceiras, o prazo para consulta popular da licitação do novo sistema de transporte paulistano foi reaberto até o dia 31 de agosto, em reunião realizada hoje entre as quatro organizações, a rede Butantã e o secretário Jilmar Tatto (Transportes) na Secretaria Municipal de Transportes de São Paulo.

    Durante o evento, foi acordado ainda que haverá uma reunião extraordinária e aberta ao público no Conselho Municipal de Transportes e Trânsito no dia 20 de agosto, para discutir o edital da licitação. Além disso, o SPTrans irá disponibilizar técnicos para solucionar dúvidas das organizações e da sociedade quanto ao texto da licitação em uma câmara temática, cuja data ficou em aberto.

    “Ainda que o prazo não tenha sido estendido para sessenta dias, conforme nossa recomendação, a realização da reunião pública e a oportunidade de debater os pontos da licitação com os técnicos da SPTrans são uma vitória para a sociedade”, avalia Vitor Leal, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace. “Agora, precisamos nos concentrar para – em conjunto com a população – aprofundar a discussão sobre o que queremos para o transporte da cidade nos próximos 20 anos, tendo em mente que o tempo ainda é curto e há muito a ser decidido”, completa.

    O novo prazo termina no dia 31, e é fundamental que a população participe das discussões, em especial da reunião do dia 20 de agosto, além de protocolar suas demandas na Secretaria Municipal de Transportes. Leia mais >

  • O busão passou e você não opinou

    Postado por icrepald - 10 - ago - 2015 às 10:30

    segunda-feira, 10 de agosto de 2015 Greenpeace pede ao prefeito Haddad para prorrogar prazo de consulta pública em licitação de novo sistema de ônibus da capital paulista (Foto: Rogério Assis/Greenpeace)

    Hoje (10/08), o Greenpeace levou uma mensagem em forma de ônibus ao prefeito de São Paulo, solicitando extensão do tempo de consulta popular para a maior licitação de transportes da América Latina, no valor de R$140 bilhões.

    O prazo inicial estabelecido para a sociedade opinar sobre o futuro do sistema de ônibus de São Paulo foi de 30 dias corridos. Seria necessário ler as 5 mil páginas dos editais da licitação publicados pela Prefeitura há um mês em um ritmo de uma página a cada dois minutos, se levarmos em conta as 8 horas diárias dos 22 dias úteis disponíveis. 

    Mesmo tendo se debruçado sobre o documento e preparado suas recomendações em relação aos impactos ambientais, o Greenpeace acredita que a cidade deve ser planejada por pessoas e para pessoas. Por isso,  a organização realizou uma ação em frente ao prédio da Prefeitura nesta segunda-feira (10/08) pedindo prorrogação do prazo estabelecido para consulta popular e a realização audiências públicas, para que a sociedade possa participar efetivamente dessa decisão. Uma mensagem em forma de ônibus na frente da sede da Prefeitura exigia:

    O povo quer entrar no busão da licitação
    #ProrrogaHaddad

    domingo, 9 de agosto de 2015 Anúncio publicado na Folha de São Paulo, pelo Greenpeace e parceiros, para garantir a participação da sociedade no processo de licitação pública

    Em uma aliança com IDEC, IEMA e Rede Nossa São Paulo, o Greenpeace protocolou uma carta com a mesma solicitação, na última quinta-feira (06/08), junto à Secretaria Municipal de Transportes. Além disso, em conjunto com organizações e movimentos (APE – Estudos em Mobilidade, Ciclocidade, #CicloviaNaPeriferia, CicloZN, Engajamundo, Idec, Minha Sampa e Transporte Ativo) o Greenpeace publicou anúncio no jornal Folha de São Paulo neste domingo (09/08) com o mesmo objetivo. 

    Ajude-nos a pressionar o prefeito para nos dar mais tempo para pensar sobre o transporte que queremos para a nossa cidade: http://bit.ly/prorrogahaddad.

    Compartilhe a ação nas redes sociais e participe: nossa pressão é o caminho da mudança. Leia mais >

  • Entre você também no busão da Licitação

    Postado por icrepald - 10 - ago - 2015 às 9:05

    segunda-feira, 10 de agosto de 2015 O transporte público de São Paulo vai mudar – e você não opinou! (©Greenpeace/Caio Paganotti)

    Greenpeace instala ônibus em frente à Prefeitura de São Paulo nesta segunda-feira (10/09), pedindo pela prorrogação do prazo para a sociedade opinar sobre o edital da maior licitação de transportes da América Latina, no valor de R$140 bilhões  

    Hoje é o último dia para a população se manifestar sobre o futuro do transporte público em São Paulo nos próximos vinte anos. As mudanças previstas para o sistema de ônibus estão em edital publicado pela Prefeitura no dia 09 de julho, um documento com 5.000 páginas que teve apenas 30 dias de prazo para ser digerido pelos cidadãos. Trabalhando oito horas ininterruptas durante os 22 dias úteis do prazo de consulta pública, uma pessoa precisaria ler uma página a cada dois minutos. 

    Imagine a quantidade de oportunidades relacionadas ao meio ambiente perdidas nessas páginas, como uso de combustíveis fósseis, emissão de poluentes locais, geração de energia solar nos terminais e integração com outros modos de transporte não-poluentes. O Greenpeace se debruçou sobre o documento e trabalhou em um posicionamento, mas acredita que o assunto deve ser amplamente debatido com a população. 

    Por isso, com o objetivo de prorrogar o prazo de consulta pública a fim de ter tempo de, junto com parceiros e com a sociedade civil, sugerir alterações na Licitação de Ônibus de São Paulo, o Greenpeace faz uma ação nesta segunda-feira, 10 de agosto, em frente à Prefeitura de São Paulo. Uma mensagem em forma de ônibus na frente da sede da Prefeitura exige:

    O povo quer entrar no busão da licitação
    #ProrrogaHaddad

    Com essa ação, o Greenpeace pede ao prefeito Fernando Haddad a prorrogação do prazo de consulta pública do edital da licitação de transportes de São Paulo e a realização de audiências públicas descentralizadas sobre o tema. 

    Ajude-nos a pressionar o prefeito para nos dar mais tempo para pensar sobre o transporte que queremos para a nossa cidade: http://bit.ly/prorrogahaddad.

    Acompanhe a ação neste 10 de agosto nas redes sociais e participe: nossa pressão é o caminho da mudança.

    Leia carta protocolada pelo Greenpeace, IDEC, IEMA e Rede Nossa São Paulo, na quinta-feira (06/08), junto à Secretaria Municipal de Transportes.

      Leia mais >

  • Prefeitura corre com edital bilionário sem ouvir sociedade

    Postado por icrepald - 7 - ago - 2015 às 21:35
    sexta-feira, 7 de agosto de 2015

    Terminal de ônibus em São Paulo (Foto: Greenpeace/Caio Paganotti)

     Organizações cobram extensão do prazo de trinta dias destinado para a sociedade se manifestar sobre o edital da maior licitação de transportes da América Latina, com custo estimado de R$ 140 bi e mais de 5.000 páginas

    Greenpeace, IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), IEMA (Instituto Energia e Meio Ambiente) e Rede Nossa São Paulo protocolara, nesta quinta (06/08), uma carta junto à Secretaria Municipal de Transportes demandando a prorrogação do prazo de consulta pública do edital da licitação de transportes de São Paulo e a realização de audiências públicas descentralizadas sobre o tema. A intenção das organizações é garantir a efetiva participação da sociedade no processo que definirá os moldes do transporte por ônibus na capital por pelo menos vinte anos.

    Os editais de licitação foram publicados pela Prefeitura no dia 09 de julho e se referem a três grandes blocos do sistema de transporte: articulação, distribuição e estrutural. Estima-se que o conjunto de editais seja responsável pelo deslocamento de 10 milhões de passageiros por dia em quase 13 mil ônibus. A licitação estava prevista para acontecer em 2013, mas foi adiada após as manifestações de junho daquele ano, referentes justamente ao aumento das tarifas de transporte.

    Leia carta na íntegra aqui

    "Entendemos que essa licitação oferece oportunidades de longo prazo para transformação da cidade e do nosso modelo de mobilidade para que seja mais justo, saudável e sustentável, e também melhor para os usuários", disse Renata Amaral, do Idec. "Entretanto, não é aceitável que o processo seja feito assim às pressas, sem uma consulta ampla e efetiva com a maior parte interessada neste tema: a população."

    Pelo cálculo das organizações, trabalhando oito horas ininterruptas durante os 22 dias úteis do prazo de consulta pública, seria preciso ler uma página a cada dois minutos para dar conta do volume de informação. "Temos o potencial de começar a construção da São Paulo que desejamos, com uma rede de transportes limpa, eficiente e de qualidade, que respeite os usuários e reduza o tempo de viagem, levando centenas de milhares de pessoas a optar por deixar seus carros em casa e promovendo uma cidade mais humana. Mas pra isso a sociedade tem que ser ouvida", afirmou Vitor Leal, do Greenpeace.

    Em entrevista no início desta semana, o prefeito Fernando Haddad afirmou que as medidas adotadas por sua gestão são extensamente debatidas e que a mídia, por outro lado, não estabelece a discussão de maneira democrática. "Por também sermos a favor de uma discussão democrática sobre as questões fundamentais da cidade, estamos pedindo ampliação no prazo e realização de audiências públicas", complementa Vitor. "Se a intenção é realmente receber contribuições e agir com transparência sobre esse tema-chave, será preciso muito mais do que trinta dias”, arremata Renata.

    As organizações aguardam o posicionamento da Secretaria. O prazo para a consulta pública, até o momento, encerra-se na segunda-feira, 10 de agosto. Amanhã, 7 de agosto, a Frente Parlamentar pela Sustentabilidade promove reunião extraordinária para discutir a licitação de transportes, das 11h às 13h, na Sala Sérgio Vieira de Mello, na Câmara Municipal de São Paulo. Leia mais >

  • Hiroshima e Nagasaki: lembrar o poder da paz

    Postado por Junichi Sato* - 6 - ago - 2015 às 8:00

    Menina japonesa pede um mundo "Sem Guerras" durante protesto contra conflito entre Estados Unidos e Iraque (©Greenpeace/Jeremy Sutton-Hibbert)

     

    Há exatos setenta anos, as primeiras bombas atômicas do mundo foram lançadas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, criando o que depois ficou conhecido como uma "nuvem de cogumelo" e matando mais de 450 mil pessoas. O horror desses bombardeamentos foi uma memória eterna para os sobreviventes, ficou impresso na consciência de pessoas ao redor do mundo e foi um lembrete que impediu a continuação de uso de armas nucleares em guerras. 

    Dando um salto no tempo e avançando para o ano de 2011, um terremoto provocou um tsunami que atingiu o norte do Japão e que, por sua vez, causou o desastre nuclear de Fukushima. O pior acidente nuclear desde Chernobyl, em 1986, forçou dezenas de milhares de pessoas que viviam dentro de um raio de 20 km a evacuarem. Estas pessoas se encontraram sem meios de sobrevivência e vilas inteiras foram transformadas em cidades fantasmas.

    Apesar dos esforços do governo japonês para descontarminar a região, investigações do Greenpeace Japão apontam que os níveis de radiação ainda permanecem elevadas. O bairro de Iitate, ao norte da prefeitura de Fukushima, é um dos mais afetados e as pessoas evacuadas não podem voltar para suas casas com segurança.

    No entanto, o governo japonês quer forçar a população a retornar às suas casas e anunciou uma "política de retorno forçado" até março de 2017 e o fim das compensações financeiras para aqueles que foram atingidos pelo desastre até 2018. Além disso, o atual governo Abe alterou a pacífica Constituição japonesa que foi adotada logo após a II Guerra Mundial para permitir que as tropas japonesas participem de lutas armadas.

    Nós conhecemos as consequências da guerra. Nós já vimos os 'efeitos nucleares'. O Greenpeace acredita que a paz é a melhor forma de se defender, e que a guerra é a maior ameaça para o ambiente. O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, deve prometer "nenhuma guerra e a paz duradoura" para homenagear o 70º aniversário dos bombardeios à Hiroshima e Nagasaki e, ainda mais importante, deve deixar um mundo de paz para as futuras gerações.

    *Junichi Sato é Diretor Executivo do Greenpeace Japão Leia mais >

  • Vamos solarizar a Grécia!

    Postado por joliveir - 30 - jul - 2015 às 9:33

    A crise de energia é um dos sintomas mais dramáticos da crise grega, e por isso investir no Sol abundante, o maior recurso do país, é a solução. Foto: ©Panos Mitsios/Greenpeace

     

    Quem visita a Grécia no verão normalmente volta para casa com um bronzeado incrível. A Grécia é o país do Sol, famoso por sua beleza natural e cultural. Contudo, as negociações pesadas de um novo acordo de resgate econômico criaram uma sombra sobre esse país ensolarado e sobre o futuro dos gregos, que estão exaustos com as infinitas medidas de austeridade e, principalmente, com a falta de esperança. 

    Mas existe esperança (e ela brilha forte!)

    O Sol é a oportunidade que temos que aproveitar. A crise de energia é um dos sintomas mais dramáticos da crise grega: 6 em cada 10 lares tem dificuldades para pagar a conta de luz. E por isso investir no Sol abundante, o maior recurso do país, é a solução.

    O que queremos fazer

    Na ilha de Rhodes, também conhecida como a Ilha do Sol, milhões de euros são gastos por ano com a importação de petróleo para a geração de energia. Porém, a população local está enfrentando uma séria escassez de energia. Com o seu apoio, nós queremos instalar o máximo de painéis solares possível nas residências das ilhas. A energia solar é barata e, além de garantir um alívio imediato para essas famílias, também vai reduzir o consumo de petróleo e criar muitos postos de trabalho, o que é mais que necessário. 

    Como isso vai ajudar a Grécia?

    Considere o panorama geral. Hoje, abastecer as ilhas com petróleo custa para os consumidores gregos em torno de 800 milhões de euros por ano em subsídios. A instalação dos painéis solares nas ilhas vai garantir um alívio mais que necessário para todos os consumidores gregos.

    Mas vai além disso. Pode ser o pontapé inicial para a solarização da economia grega e, assim, a economia de bilhões que podem ser usados onde mais importa: investimentos sustentáveis, educação, pensões baixas, bem estar social entre tantos outros benefícios!

    Vamos dar o pontapé inicial na solarização da Grécia! Leia mais >

  • O primeiro passo do Congresso contra o fracking

    Postado por Thiago Almeida* - 17 - jul - 2015 às 16:20

    Fracking no estado do Texas, Estados Unidos. O entorno da área do poço fica inutilizável por conta dos riscos de contaminação (© Les Stone / Greenpeace)

     

    A Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados aprovou nessa 5ª feira o Projeto de Lei (PL) 6904/13, que estabelece uma moratória de cinco anos para a exploração e o licenciamento ambiental do gás de folhelho (xisto), que utiliza o fraturamento hidráulico com perfuração horizontal, técnica conhecida como fracking e repleta de riscos. O autor da proposta é o Deputado Sarney Filho (PV-MA), e o relator, que deu parecer favorável, é o Deputado Ricardo Trípoli (PSDB-SP).

    É uma boa notícia, embora ainda haja um enorme caminho para que o PL se torne lei, uma vez que o texto passará ainda por quatro comissão na Câmara: Indústria e Comércio, Minas e Energia, Finanças e Tributação e a de Constituição e Justiça, o que prorroga bastante o tempo de tramitação na Casa.

    Os blocos licitados anteriormente à lei não estarão sujeitos a ela. Na 12ª Rodada de leilão de óleo e gás, em 2013, foram licitados blocos em áreas com reserva de gás e óleo de xisto. Para piorar, a exploração nesses blocos da 12ª Rodada é obrigatória, ou seja, as empresas que adquiriram blocos com reservas são obrigadas a perfurar até a rocha geradora para fazer pesquisas geológicas, levantar o tamanho de reservas recuperáveis, viabilidade técnica e etc. E isso se mantém na 13ª Rodada.

    Mesmo que o PL 6904 se torne lei, a 13ª Rodada já terá sido realizada e a resolução não se aplicará a ela ou às rodadas anteriores. Só que essa estapa do leilão tem um agravante: além da manutenção da obrigatoriedade de exploração do xisto nos blocos adquiridos, alguns desses blocos estão na fronteira de Terras Indígenas (TIs) e Unidades de Conservação (UCs). Isso num momento em que os indígenas e seus direitos se encontram sob severa ameaça. A contaminação de aquíferos e lençóis freáticos em razão do fracking (fraturamento hidráulico com perfuração horizontal), técnica usada na produção do xisto e que tem grandes impactos socioambientais negativos, ameaça seriamente a saúde das populações locais.

    Os riscos e ameaças da exploração através do fracking são cada vez mais conhecidos e documentados. A técnica pode contaminar a água e o solo, além de agravar a crise hídrica em regiões de estresse, fragmentar florestas, causar abalos sísmicos, entre outras ameaças. E além de perigosa, a técnica é utilizada também em fontes fósseis, sendo que passamos por um momento no qual o mundo discute maneiras de manter petróleo e gás embaixo da terra.

    Já passou da hora dos governos investirem nas fontes renováveis. Somente com energia solar, o potencial de geração já atenderia toda a demanda brasileira de eletricidade. Sem contar com as fontes eólica e de biomassa, já relevantes no Brasil. Leia mais >

    Não é mais necessário, atualmente, correr o risco de contaminar a água que a população bebe, a comida que seu filho come e o solo sobre o qual vivemos.

    *Thiago Almeida é da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil

  • ICMS: Tomara que caia

    Postado por Marina Yamaoka - 8 - jul - 2015 às 17:38

    Placas Fotovoltaicas para captação de energia solar no IEE (Instituto de Eletrotecnica e Energia da USP) - Programa para o desenvolvimento das aplicações da energia solar. Leia mais >

    Os próximos dias são importantes para definir se o Brasil quer se tornar uma potência solar. O Conselho Nacional de Política Fazendária (ConFaz) se reunirá  (a data ainda será confirmada) e essa é uma oportunidade de pressionar os governadores e secretários estaduais da Fazenda a aderir ao Convênio 16/2015, que permite que os Estados interessados isentem o cidadão que optar por gerar sua própria energia de pagar o imposto, incentivando a energia solar.

    A possibilidade de alterar a forma de incidência do ICMS (Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) na geração de eletricidade do mini e microgerador, aumentando os ganhos do cidadão que gera sua própria energia, existe desde abril quando o Convênio foi editado pelo ConFaz.

    Hoje, quatro Estados já optaram pela medida – São Paulo, Pernambuco, Goiás e Minas Gerais – mas ainda 60% da população brasileira não pode gerar sua própria energia de forma mais barata, sustentável e democrática. Segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a desoneração do ICMS em todos os Estados faria com que o Brasil tivesse 55% a mais de sistemas instalados em 2023 do que o que seria alcançado se o cenário permanecesse o mesmo.

    Quer entender melhor o ICMS? Escute o Minuto Verde!

     

    Este é o momento para pressionarmos todos os Estados a aderirem ao Convênio para incentivar seus cidadãos a gerarem sua própria energia renovável. Desta forma, a micro e minigeração se torna 20% mais rentável do que quando o ICMS incide.

    Você pode nos ajudar assinando e compartilhando a petição!
    Ajude a derrubar o ICMS, assine a petição

  • Todos contra a Shell!

    Postado por Thiago Almeida* - 1 - jul - 2015 às 8:00

    (Foto: Caio Paganotti)

     

    Conforme noticiamos ontem, a Shell está muito perto de finalmente poder explorar petróleo no Ártico. A plataforma Polar Pioneer se encontra muito próxima da área de perfuração como forma de pressionar o governo dos Estados Unidos a conceder as últimas licenças.

    Se essas permissões forem dadas à Shell, a exploração começará já nos próximos 15 dias. Este é um dos momentos mais delicados na história do Ártico, onde uma empresa com um péssimo histórico de operação na região pode começar a extrair petróleo do Oceano Ártico, colocando em risco o equilíbrio climático de todo o planeta.

    Leia mais sobre a chegada iminente da Shell no Ártico

    Contamos com o apoio de mais de 7 milhões de pessoas no mundo inteiro, mas ainda não é suficiente. Precisamos que cada um se mostre contra a Shell, mostre seu rosto e faça sua voz ser ouvida pela proteção do Ártico.

    Por isso chamamos toda a população brasileira para o movimento internacional People vs Shell (Pessoas vs Shell, em português), que acontecerá em mais de 40 países do mundo.

     

    É o seguinte: tire uma foto sua com um cartaz pedindo a proteção do Ártico. Você pode encontrar duas opções de cartazes para download aqui e aqui. Compartilhe em suas redes sociais com as hashtags #PeoplevsShell e #SalveoArtico e sua foto irá parar diretamente no Tumblr do movimento.

     

    A Shell está no Ártico e a exploração está prestes a começar. Precisamos agir. Vamos salvar o Ártico!

    Ainda não assinou a petição? Essa é a hora, clique aqui!

    * Thiago Almeida é da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil Leia mais >

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