Greenblog

Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Mães solares

    Postado por Marina Yamaoka - 10 - mai - 2014 às 19:09 1 comentário

     

    Quando penso na minha mãe me faltam palavras para descrevê-la. Posso até dizer que ela foi e é amiga, educadora, enfermeira, aquela que sempre sabe o que fazer e o que dizer no momento certo, mas nada disso é suficiente. Não basta porque eu sei que além de outras inúmeras qualidades, minha mãe, assim como milhares de outras espalhadas pelo mundo, não se preocupam apenas com seus filhos, mas também pensam em como transformar o planeta um lugar melhor para as próximas gerações.

    Para comemorar o Dia das Mães, o Greenpeace traz a história de quatro mães que são pura inspiração não só para mães e filhos, mas para todos. “Uma das melhores coisas que fazemos como mães é que não estamos apenas preocupadas com o que fazemos dentro de casa, mas, sim, como nossas ações se refletem no mundo”, diz Cynthia Redwine, da empresa de energia solar norte-americana RED Energy Design.

    As quatro entrevistadas falam sobre como nossas ações podem diminuir nossa pegada de carbono e lutar contra as mudanças climáticas usando uma fonte de energia renovável como a solar. Chame sua mãe para assistir o vídeo com você e compartilhe esse momento com ela neste dia especial.

    Um feliz dia das mães! Leia mais >

  • De bike ao trabalho

    Postado por Heloisa Mota* - 8 - mai - 2014 às 18:45

     

    Nesta sexta, dia 09/05, o Bike Anjo está realizando o Dia de Bike ao Trabalho: um evento anual realizado em várias partes do mundo para mostrar que a bicicleta é uma opção viável de transporte para o trabalho.

    O Greenpeace está apoiando a iniciativa junto com mais 60 parceiros, e para que você possa participar de qualquer lugar do Brasil, fizemos um bilhetinho para colocar nos carros que se esqueceram de ficar em casa nessa data.

    Além de lembrar do Dia de Bike ao Trabalho, o Greenpeace mostra como o investimento nos estádios da Copa poderiam ser utilizados para infraestrutura de mobilidade, em especial cicloviária. Com o aumento de 263% dos custos previstos para as obras nos estádios, seria possível construir uma ciclovia de São Paulo até Manaus.

    Façam o download, imprimam frente e verso, recortem e espalhem a mensagem nos retrovisores dos veículos! É só clicar aqui.

    *Heloisa Mota é do time de Mobilização do Greenpeace. Leia mais >

  • Johnson & Johnson e o fim das lágrimas

    Postado por João Talocchi* - 6 - mai - 2014 às 16:56

    Sem desmatamento, sem lágrimas para a família dos orangotangos.

     

    É frustrante pensar na relação entre a destruição das florestas e um inocente shampoo amarelo, que miraculosamente possibilita que os pais lavem o cabelo de seus lindos filhos sem que a espuma cause irritação aos seus olhos. Enquanto bebês humanos se esbaldam em suas banheiras lotadas de espumas, bebês orangotangos choram com a perda de sua floresta e de seus familiares. 

    Mas essa situação está próxima de acabar.

    Após meses de negociação, nesta terça-feira a Johnson & Johnson anunciou publicamente que vai se comprometer a eliminar o desmatamento da cadeia de produção do óleo de palma usado em seus produtos. Ponto para as florestas da Indonésia.

    Por enquanto, a notícia é positiva e nos deixa um passo mais perto de estancar a devastação das matas, porém isso não garante que as comunidades e a biodiversidade não sofram mais.

    Para acabar com o desmatamento e os problemas sociais relacionados com a extração do óleo de palma é necessária a implementação de políticas de “não desmatamento” como as que se comprometeram nos últimos meses marcas como a Johnson & Johnson, a Procter & Gamble, Colgate-Palmolive, L’oreal e Unilever.

    A implementação dessas políticas exigem muito trabalho. As companhias precisam desenvolver um sistema para saber onde seus fornecedores estão produzindo óleo de palma, além de monitorar a ocorrência de desmatamento, conflitos sociais, incêndios e outros problemas nessas áreas.

    Nós do Greenpeace acreditamos que se trabalharmos juntos para criar a mudança, baseado na alta tecnologia e nas evidências apresentadas, conseguiremos dar um fim nisso. E é o que estamos fazendo. Investigamos empresas que estavam envolvidas com o desmatamento e denunciamos as empresas que estão produzindo óleo de palma provocando desmatamento e conflitos sociais.

    Após o pronunciamento da J&J, a empresa Pepsico é a única que ainda não se pronunciou sobre as denúncias de desmatamento. Todas as outras companhias que foram denunciadas pelo Grerenpeace já aderiram à campanha.

    Eu sei que a campanha pode trazer algumas lágrimas para aqueles que tentam lucrar com a destruição do habitat dos tigres e dos orangotangos, mas vai passar. Se eles querem continuar com seu negócio, vão ter de seguir os passos de empresas como a GAR, a Wilmar e dos membros do “Palm Oil Innovation Group” que estão trabalhando para acabar com o desmatamento.

    Continuaremos com os olhos abertos e trabalhando para acabar com o desmatamento e os conflitos sociais causados pela indústria de óleo de palma. Quando isso acabar, os bebês de todas as espécies ficarão mais felizes.

    *João Talocchi é membro do Greenpeace e trabalha pela proteção das florestas na Indonésia Leia mais >

  • Com atraso, governo dá largada para o CAR

    Postado por Nathália Clark - 6 - mai - 2014 às 13:31

    Governo publica Decreto e Instrução Normativa que regulamentam o CAR. Dessa vez, sem atender à bancada ruralista, que demandava inscrição por matrícula, e não por propriedade (©Greenpeace/Rodrigo Baleia).

    Quase dois anos depois de aprovado o novo Código Florestal, finalmente o governo federal cumpriu com seu dever e publicou, nesta segunda-feira (5), o tão esperado Decreto No 8.235, que regulamenta o CAR (Cadastro Ambiental Rural). Segundo a norma, todos os imóveis rurais deverão ser inscritos através do Sicar (Sistema de Cadastro Ambiental Rural), a partir da data da publicação.

    Nesta terça-feira (6), o Ministério do Meio Ambiente (MMA) publicou uma Instrução Normativa que acompanha o decreto. Nela, “imóvel rural” se caracteriza por propriedades pequenas, médias ou grandes, “que se destinem ou possam se destinar à exploração agrícola, pecuária, extrativa vegetal, florestal ou agroindustrial, conforme disposto no inciso I do art. 4o da Lei no 8.629, de 25 de fevereiro de 1993”. Isso significa que a inscrição no cadastro deverá ser feita por propriedade, como previsto na nova legislação, e não por matrícula, como desejavam alguns representantes da bancada ruralista.

    A demanda tem um propósito: o novo Código prevê normas mais brandas de recomposição de áreas degradadas para pequenos proprietários. Isto é, quem possui até quatro módulos fiscais (característica das pequenas propriedades) e desmatou a Reserva Legal antes de 2008, não precisaria recuperá-la. Dada essa brecha, grandes propriedades poderiam ser facilmente fragmentadas para receber o mesmo benefício. Entretanto, esse risco as áreas de mata nativa ainda restantes não correm mais.

    Com a definição de imóvel rural por propriedades, o governo não permitiu que os representantes da parcela atrasada do agronegócio saíssem ganhando novamente. Pelo menos dessa vez, a manobra política dos grandes latifundiários não passou pelo crivo presidencial.

    “Na época da desfiguração da legislação florestal, o governo aclamou o CAR como um dos mecanismos mais importantes para a conservação das florestas existentes e uma das pré-condições para eliminar o passivo ambiental. Mesmo assim, demorou quase dois anos para regulamentá-lo. Se o decreto tivesse vindo seguido da publicação do novo Código, o governo poderia hoje estar comemorando a entrada de todas as propriedades no sistema de cadastro. Isso demonstra claramente que as questões ambientais no atual governo ainda estão em segundo plano”, afirmou Romulo Batista, da Campanha Amazônia do Greenpeace.

    O decreto também dita que, após a inscrição no cadastro, as propriedades com passivo ambiental relativo às Áreas de Preservação Permanente, Reserva Legal ou de uso restrito deverão proceder à regularização ambiental pela adesão aos Programas de Regularização Ambiental (PRA) dos Estados e do Distrito Federal.

    “Esperamos que a regulamentação do CAR se mostre como uma sinalização de que o governo está disposto a dar efetivamente a sua contribuição para o monitoramento do desmatamento em todos os níveis. Com o funcionamento do cadastro, será possível dar nome aos atores das ilegalidades, cabendo ao governo coibir e punir os proprietários que estão desmatando e contribuindo para a perda da biodiversidade e para o aquecimento global”, defendeu.

    Finalmente dando início ao processo de cadastramento das propriedades rurais privadas do país, o governo dá mais um passo na direção da construção de uma governança ambiental mais sólida. “Mas não pode parar por aí. Seu dever é atender às demandas das populações tradicionais, e da sociedade brasileira como um todo, para a criação de novas terras indígenas e a plena desintrusão das já existentes. As autoridades responsáveis devem impedir que os direitos adquiridos por esses povos sejam caçados pela bancada ruralista, como vem acontecendo no Congresso Nacional e no campo”, concluiu Romulo Batista.   Leia mais >

  • Vida em defesa do ‘povo da terra’

    Postado por Nathália Clark - 5 - mai - 2014 às 14:48 4 comentários

    Dom Tomás, exemplo de luta em defesa da reforma agrária e das causas indígenas e de comunidades tradicionais (Foto: divulgação CPT).

    A última sexta-feira (2) foi um dia triste para a igreja católica e também para os defensores dos direitos humanos. Foi a data em que a CPT (Comissão Pastoral da Terra) comunicou o falecimento, aos 91 anos, de Dom Tomás Balduino, bispo emérito da cidade de Goiás (GO) e fundador da organização.

    Ao longo de seus anos à frente da pastoral, Dom Tomás lutou por justiça social e pela defesa dos direitos indígenas e de demais comunidades tradicionais, a quem chamava de “o povo da terra”. Nem mesmo com a saúde debilitada e internado no hospital, ele deixava de se preocupar com as questões relacionadas à terra e à reforma agrária.

    Em 1950, o bispo lecionou filosofia em Uberaba e, no ano seguinte, se tornou vice-reitor da então Escola Apostólica Dominicana, na Faculdade de Filosofia da cidade de Juiz de Fora. Seis anos depois, em 1957, foi nomeado superior da missão dos dominicanos da Prelazia de Conceição do Araguaia, estado do Pará, onde viveu de perto a realidade indígena e sertaneja.

    Na época, a Pastoral da Prelazia acompanhava sete povos indígenas. Para desenvolver um trabalho mais eficaz junto aos índios, Dom Tomás cursou mestrado em Antropologia e Linguística na UNB, que concluiu em 1965. Estudou e aprendeu a língua dos índios Xicrin, Bacajá e Kayapó.

    Para melhor atender à enorme região da Prelazia, que abrangia todo o Vale do Araguaia paraense e parte do baixo Araguaia mato-grossense, fez o curso de piloto de aviação. Foi presenteado por amigos da Itália com um avião monomotor “teco-teco”, com o qual prestou fundamental apoio de articulação aos povos indígenas. O bispo também ajudou a salvar pessoas perseguidas pela Ditadura Militar.

    Em 1965, ano em que terminou o Concílio Ecumênico Vaticano II, foi nomeado Prelado de Conceição do Araguaia. Lá viveu de maneira determinante e combativa os primeiros conflitos com as grandes empresas agropecuárias que se estabeleciam na região com os incentivos fiscais da então SUDAM (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia), e que invadiam áreas indígenas, expulsavam famílias sertanejas, posseiros, e traziam trabalhadores braçais de outros Estados, sobretudo do nordeste, que eram submetidos, muitas vezes, a regimes análogos ao trabalho escravo.

    Alguns movimentos sociais de âmbito nacional, como o Movimento do Custo de Vida e a Campanha Nacional pela Reforma Agrária, encontraram apoio e guarida de Dom Tomás e nasceram na Diocese de Goiás, onde ele voltou a atuar depois de 1999.

    Além da CPT, em 1975, Dom Tomás também foi personagem fundamental no processo de criação do CIMI (Conselho Indigenista Missionário), em 1972.  Nas duas instituições Dom Tomás sempre teve atuação destacada, tendo sido presidente do CIMI, de 1980 a 1984, e presidente da CPT, de 1999 a 2005. A Assembleia Geral da CPT, em 2005, o nomeou Conselheiro Permanente.

    Dom Tomás faleceu em decorrência de uma tromboembolia pulmonar, às 23h30 do dia 02 de maio de 2014, em Goiânia, onde estava internado desde o dia 14 de abril. Neste domingo, dia em que o corpo foi velado, Dom Erwin Kräutler, bispo do Xingu e presidente do Cimi, publicou uma nota em sua homenagem. Leia mais >

  • Greenpeace e Matilha oferecem oficina gratuita

    Postado por Alan Azevedo - 5 - mai - 2014 às 12:38

    Ativistas do Greenpeace preparam material para manifestação. (© Alexandre Cappi / Greenpeace)

     

    Desde junho de 2013, mais e mais pessoas tem ido às ruas em todo o Brasil para expressar seus anseios por mudanças e também condenar qualquer tentativa de criminalização dos movimentos sociais e dos manifestantes. Entretanto, num contexto de crescente repressão policial, é preciso compreender que o preparo e planejamento prévio é essencial para o sucesso de um protesto.

    Pensando nisso, o Greenpeace e a Matilha Cultural convidam para a Oficina de Não-Violência e Intervenções Criativas no próximo sábado, dia 10/05, em São Paulo.

    Acreditamos na força da participação direta da sociedade nas decisões políticas, propondo e criando uma realidade mais igualitária e justa para todos. O ato de se manifestar por uma causa é fundamental para desenharmos o mundo que queremos viver.

    A Oficina, bastante prática, foi pensada em dois blocos: o primeiro abordará táticas de não-violência, explicando qual a importância de resistir sem usar da mesma forma de atuação do opressor. Vamos falar sobre a escolha da não-violência como estratégia, posturas física e verbal e técnicas de resistência corporal.

    A segunda parte vai abordar o uso de intervenções criativas e lúdicas no intuito de tirar a atenção da violência e diminuir a tensão em manifestações. Vamos partir para a prática e trocar experiências sobre como fazer lambe-lambe, stencil, projeção, faixas, além de falar de outras intervenções inspiradoras.

    Todos estão convidados a participar, basta se inscrever aqui.

    Serviço:
    Sábado, 10/05 – das 10h às 19h
    Matilha Cultural
    Rua Rego de Freitas, 542 – República, São Paulo Leia mais >

  • Vida, sonho e luta

    Postado por llila - 30 - abr - 2014 às 20:02

    Serraria no interior da Amazônia (©Greenpeace/Rodrigo Baleia)

     

    “A injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo o lugar”. Foi com esta frase de Martin Luther King que o juiz Raimundo Moisés Alves Flexa iniciou a leitura da condenação a 12 anos de prisão do fazendeiro e madeireiro Décio José Barroso Nunes, o Delsão, responsável por encomendar o assassinato de José Dutra da Costa, o Dezinho, em 21 de novembro de 2000.

    Dezinho, líder dos trabalhadores rurais no estado do Pará, perdeu a vida por defender a reforma agrária e denunciar o trabalho escravo em serrarias, carvoarias e fazendas da região de Rondon do Pará, além de outros crimes ambientais.

    Este é o terceiro julgamento do caso. Wellington de Jesus da Silva, o pistoleiro, foi preso logo após o crime. Condenado a 27 anos em regime fechado em 2006, ele fugiu cerca de um ano e meio depois da sentença, após a saída temporária para o Natal. Já Delsão teve o processo desmembrado e por isso foi julgado apenas em 2014. Apesar de condenado, vai recorrer em liberdade.

    Como Luther King, Dezinho também disse ter um sonho: “Eu tenho um grande sonho pra este país. O sonho de viver em um Brasil onde todos tenham o direito de viver. Eu tenho o sonho de ver todas as crianças na escola porque eu entendo que esse é justamente o futuro do nosso país. Agora, não basta só eu ter esse sonho, é preciso que a gente comece a sonhar junto. Aí não será mais um sonho, será realidade”, disse ele no documentário “Dezinho Vida Sonho e Luta”, produzido pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Pará (Fetagri) e  Comissão Pastoral da Terra (CPT).

    Segundo o Ministério do Meio Ambiente, em 2009 Rondon do Pará figurou entre os 40 municípios que mais desmataram a Amazônia. Além disso, de acordo com dados do Imazon de 2012, ocupou o 11º lugar na lista dos municípios com as maiores áreas de exploração madeireira sem autorização no estado.

    De 2011 a 2012, só em Rondon do Pará, foram aplicados pelo IBAMA mais de R$ 19 milhões em multas por crimes contra o meio ambiente. Neste contexto de completo desrespeito à floresta, Delsão foi multado em mais de R$ 2,4 milhões de reais.

    “Na Amazônia, a inoperância do Estado gera graves consequências, como disputas fundiárias e a proliferação da  ilegalidade e da violência, colocando em risco a floresta e seus habitantes, que têm um papel fundamental na conservação da floresta. Quanto mais importante esse papel se torna, mais ameaçadas essas pessoas se encontram”, disse Claudia Caliari, da Campanha Amazônia do Greenpeace. Leia mais >

  • Índios: alvo certeiro da violência fundiária

    Postado por Nathália Clark - 30 - abr - 2014 às 17:57

    Charge produzida pelo cartunista e ativista político Carlos Latuff, na época da divulgação de vídeo em que deputados federais incitam ódio, preconceito e violência contra indígenas

    Que a investida anti-indígena no Brasil dos dias de hoje não encontra paralelo desde os tempos da ditadura militar, a gente já sabia. Mas essa constatação refletida na crueza dos números é um tanto quanto assustadora. O relatório Conflitos no Campo 2013, divulgado pela CPT (Comissão Pastoral da Terra) na última segunda-feira (28), demonstra que os indígenas vêm incontestavelmente protagonizando as estatísticas de violência e assassinatos relacionados à disputa por terras no país, especialmente nos estados do Mato Grosso do Sul e Bahia.

    Das 1.266 ocorrências relacionadas ao conjunto dos conflitos no campo no Brasil, 205 estão relacionadas a indígenas. Dessas, 154 referem-se a conflitos por terra ou retomada de territórios e 11 a conflitos pela água. No quadro de violências, das 829 vítimas de assassinatos, ameaças de morte, prisões, intimidações, tentativas de assassinato e outros, 238 são indígenas. Das 34 mortes por assassinato, 15 são de indígenas. São também índios 10 das 15 vítimas de tentativas de assassinato, e 33 das 241 pessoas ameaçadas de morte. 

    Acesse aqui o relatório completo

    Somente no Mato Grosso do Sul, 15 índios foram ameaçados de morte, 7 sofreram tentativa de assassinato e 3 foram assassinados. Roraima também apresenta incidência indígena em 100% dos casos de assassinatos. Na Bahia, dos 6 assassinatos, 4 são de indígenas; e das 3 tentativas de assassinato, 1 é contra indígena, além de 3 ocorrências de ameaça de morte. “Não se tem registro de situação semelhante em outro momento dos 29 anos que a CPT publica o relatório Conflitos no Campo Brasil”, diz a nota da entidade. 

    A maior parte dos óbitos de índios (5) ocorreu em Roraima, com o povo Yanomami. Em seguida vem a Bahia (4), onde uma disputa antiga entre fazendeiros e índios Tupinambá no sul do estado obrigou o governo federal a enviar a Força Nacional para conter a violência. Mato Grosso do Sul registrou três mortes de índios Guarani. Amazonas, Pará e Paraná registraram uma morte de indígena cada. As demais vítimas, um total de 19, são posseiros, sem-terras, trabalhadores rurais, pescadores e assentados.

    Apesar de o número geral de conflitos no campo em 2013 ter sofrido um pequeno recuo com relação ao ano de 2012 – foram registrados 1266 conflitos contra 1364 no ano anterior – a Amazônia continua sendo o principal palco dessas disputas. Nela se concentram 20 dos 34 assassinatos constatados (59%) e 174 das 241 pessoas ameaçadas de morte (72%). Das populações tradicionais que foram vítimas de algum tipo de violência em 2013, 55% também se localizam na região. Os conflitos, segundo o relatório, ocorrem principamente com madeireiros, mineradores, grileiros, além do próprio governo federal, com a instalação de grandes obras de infraestrutura.

    Sob a guarda do Estado

    Segundo o portal G1 apurou, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República informou que 99 indígenas ameaçados de morte foram incluídos no Programa de Proteção a Defensores de Direitos Humanos, que fornece proteção especial e no qual está incluído o cacique Babau Tupinambá, recentemente liberado da prisão por uma acusação infundada de assassinato contra um agricultor.

    A prisão de Babau ilustra a situação de um dos conflitos mais acirrados em andamento acontece no Sul da Bahia, onde seu povo reivindica a demarcação de uma área de 480 km², localizada nos municípios de Ilhéus, Una e Buerarema, originalmente ocupada por eles. O problema aparece quando os donos das 600 propriedades rurais se opõem à devolução da área aos indígenas.

    De acordo com a Funai, atualmente há 426 terras indígenas regularizadas, que representam 12,2% do território nacional. Mas a maioria delas (98,75%) se encontra na Amazônia Legal, enquanto que 554.081 dos 896.917 índios existentes no Brasil, segundo o Censo do IBGE de 2010, estão nas outras regiões, que concentram 1,25% da extensão de terras indígenas demarcadas. Leia mais >

  • Rainhas da biodiversidade, abelhas correm perigo

    Postado por Alan Azevedo - 30 - abr - 2014 às 10:31

     

    A natureza age como um corpo único, interligado de uma maneira altamente complexa e sustentável. Uma alteração em certo ponto da cadeia natural se reflete, muitas vezes, no resto do processo como um todo. E esse impacto, se não corrigido, torna-se cada vez mais visível na biodiversidade do planeta.

    Com seu zumbido alto e ferrão dolorido, as abelhas são responsáveis por um processo essencial à vida do homem e do planeta: são as rainhas da polinização. Ao buscarem o pólen nos campos para a produção de mel na colmeia, as abelhas espalham esses minúsculos grãos (futuras sementes) na região que habitam, colaborando para a manutenção da biodiversidade.

    Leia mais:

    No entanto, as colônias de abelha estão cada vez mais escassas e o processo de polinização fragilizado. O Greenpeace foi pesquisar em campo o que acontece com a população de abelhas na Europa e produziu o estudo “O Fardo das Abelhas”, ou “The Bees’ Burden” em inglês, que aponta como o uso de agrotóxicos e pesticidas nas plantas pode acabar com as abelhas. O documento pode ser lido aqui, em inglês.

    O relatório analisou o pólen coletado pelas abelhas e levado de volta à colmeia: mais de dois terços estavam contaminados por 17 diferentes químicas tóxicas. Um total de 53 tipos de compostos químicos foi detectado ao decorrer do estudo. Este projeto é um dos maiores já realizados na Europa, com mais de 100 amostras retiradas de 12 países europeus numa mesma estação.

    Veja o vídeo do Greenpeace 'SOS Abelhas'
     

    A larga escala de produtos químicos sugere que as abelhas estejam expostas a uma perigosa mistura de inseticidas, fungicidas e acaricidas, sendo que esse pólen que vai para a colmeia serve de alimento às larvas, abelhas operárias, zangões e até a abelha rainha.

    É urgente a necessidade de protegermos nossas abelhas e nossa agricultura, já que os agrotóxicos afetam profundamente a qualidade de vida dos humano também. Políticas públicas e leis vigorosas contra os produtos químicos devem ser tomadas, banindo definitivamente das plantações as substâncias tóxicas.

    Uma das maneiras de começar esse processo seria incentivar a agricultura orgânica, que produz comida sem agrotóxicos, visando a não poluição e técnicas de proteção de peste a longo prazo. A agricultura orgânica e sustentável é uma das principais maneiras de salvar as abelhas e produzir comida saudável à população.

    Junte-se a nós tomando iniciativa agora. Faça parte do movimento global para salvar as abelhas e garantir a agricultura orgânica assinando a nossa petição. Leia mais >

  • Papo Greenpeace sobre transportes

    Postado por Juliana Costa - 29 - abr - 2014 às 19:12 5 comentários

    Veja como foi o Papo Greenpeace:

     

    Vamos conversar sobre transportes? Na terça-feira, dia 29 às 20h, Iran Magno, coordenador da campanha de Clima & Energia, participará do #PapoGreenpeace. Ele nos contará mais sobre a nova campanha do Greenpeace por um transporte mais eficiente e sobre a mobilidade urbana das cidades brasileiras. Hoje, no Brasil, o setor de transportes é um dos que mais contribuem para o aquecimento global.

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    Sua participação é muito importante. Envie sua pergunta pelo Twitter com a hashtag #PapoGreenpeace ou deixe um comentário com a sua pergunta no evento do Facebook. O papo será transmitido aqui, nesse blog, basta acessar esse link alguns minutos antes de começar.

    Já é hora de o Brasil ter carros mais eficientes como os da Europa. Leia mais >

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