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Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • VW, não queremos mais ser enganados!

    Postado por iacrepaldi - 30 - out - 2015 às 12:38 2 comentários

    Greenpeace Brasil cobra posicionamento de montadora alemã em relação à fraude em testes de emissões veiculares no País

     

    Recentemente, a Volkswagen se envolveu em um escândalo que contradisse um de seus anúncios mais famosos: “você conhece, você confia”. A multinacional admitiu utilizar softwares de manipulação em seus carros a diesel (vendidos como menos poluentes), para mascarar os testes de emissão de 11 milhões de automóveis – incluindo a picape a diesel Amarok no Brasil. 

    O episódio torna o momento oportuno para repensarmos as atuais políticas de incentivo ao uso de transporte individual, em um contexto no qual a inexistência de metas obrigatórias de eficiência energética veicular e de testes de emissões transparentes, independentes e efetivos gera preocupações do ponto de vista ambiental e social.  

    Em resposta à situação, enviamos hoje (30/10) três cartas ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) e à Volkswagen, solicitando posicionamento e providências sobre a recente declaração de adulteração em testes de emissões veiculares da marca. 

    Além de reforçar uma demanda já apresentada pelo Greenpeace à empresa em 2014 – para que a montadora produzisse no Brasil veículos tão eficientes quanto seus similares europeus –, a carta enviada à VW solicita que a empresa divulgue amplamente informações sobre os veículos afetados e os impactos da fraude; invista em um aumento mínimo de 41% da eficiência energética média de sua frota até 2021; e apresente um plano ambicioso, com cronograma definido de investimentos agressivos em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias aplicadas à eletromobilidade, para a substituição de motores a combustão. 

    Com isso, esperamos que a marca se comprometa de fato com o meio ambiente e seus consumidores, e produza carros mais eficientes, com menos consumo de combustível, menos emissões de poluentes atmosféricos e menos gases de efeito estufa. 

    As cartas enviadas ao MMA e MDIC pedem a investigação da fraude (incluindo os modelos que não são a diesel) e a análise de seus impactos; a realização de testes de emissões no Brasil em ciclo de uso real, feitos por laboratórios independentes, abertos à população e sem o envolvimento de montadoras; e a criação de metas obrigatórias de eficiência energética veicular alinhadas com a União Europeia, visando um aumento mínimo de 41% deste número até 2021, em relação à linha de base de 2011 do Inovar Auto – equivalente a 1,22 MJ/Km no ciclo NBR 7024:2010.

    Atualmente, a maneira como são feitos os testes de emissões, com o respaldo de montadoras, como a Volkswagen, carece de transparência de dados e independência, o que torna sua credibilidade questionável. 

    A única iniciativa do governo em relação à eficiência energética veicular no Brasil é o Inovar-Auto (Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores). No entanto, o projeto tem adesão voluntária e oferece subsídios para a indústria automobilística com contrapartida tecnológica pouco ambiciosa. Consequentemente, possui capacidade limitada de diminuir os efeitos danosos das emissões de poluentes, os quais causam problemas à saúde e contribuem para as mudanças climáticas.

    ASSINE A PETIÇÃO  

    no site ou diretamente no formulário abaixo:

     

    Carros prejudicam a saúde e o clima 

    A eficiência energética dos veículos é apontada como uma das medidas mais simples para redução de emissões de gases de efeito estufa por diversas instituições e estudos especializados, como o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e a Agência Internacional de Energia (IEA). Segundo o Ministério do Meio Ambiente, em 2020, o setor de transporte pode emitir cerca de 60% mais dióxido de carbono (CO2) do que em 2009, atingindo 270 milhões de toneladas de CO2. Deste total, os automóveis responderão por 40%.

    Para além da fraude dos motores a diesel, os carros brasileiros estão defasados em relação à União Europeia. De acordo com estudo realizado pelo Greenpeace Brasil e COPPE/UFRJ, as únicas metas de eficiência energética veicular, apresentadas no programa Inovar-Auto, estão com dois anos de atraso em relação às metas europeias. 

    Segundo este estudo, as emissões de gases de efeito estufa em 2030 poderiam ser 24% menores do que as atuais se houvesse padrões de eficiência energética veicular rígidos no Brasil. Contudo, esse não é um objetivo comum da indústria automobilística nacional ou do governo federal, que insiste em dar subsídios a montadoras no Brasil sem cobrar que elas produzam, no mínimo, carros tão eficientes quanto os que vendem na Europa.

    Enquanto as demandas enviadas à VW e aos ministérios não forem atendidas, haverá espaço para fraudes como esta, protagonizada por uma empresa que afirmava em seus anúncios “você conhece, você confia”. 

    A mesma companhia tem enaltecido seu valor nas redes sociais, usando a hashtag #volksvagemvale. Mas qual seria o valor de uma companhia que se afirma preocupada com o meio ambiente apesar de fraudar testes de emissão de poluentes? Entre no Facebook da montadora e complete a hashtag: #‎volkswagenvale... Destruição do meio ambiente, mentira, fraude, efeito estufa, doenças cardíacas e respiratórias são algumas opções. 

    A sua pressão é o caminho para a mudança. 

     Leia a íntegra da carta enviada à VW aqui.

    Leia a íntegra da carta enviada ao MMA aqui.

    Leia mais >

    Leia a íntegra da carta enviada ao MDIC aqui

  • Amazônia sai aliviada do leilão de exploração de petróleo e gás

    Postado por Thiago Almeida* - 7 - out - 2015 às 10:10

    Nessa quarta-feira, aconteceu um leilão de áreas onde serão extraídos petróleo, gás natural e xisto. Nenhuma na Amazônia foi arrematada

    É uma vitória de todos. A Amazônia se livrou de sofrer exploração para retirada de petróleo, gás natural e xisto de seu solo. Pelo menos por enquanto

    Nessa quarta-feira (7 de outubro) aconteceu a 13a rodada do leilão que liberou áreas para exploração de petróleo e gás. Algumas estavam na região amazônica e muito próximas de unidades de conservação e com sobreposição a terras indígenas. Mas nenhum dos blocos localizados na bacia do Amazonas foi arrematado!

    Sabemos dos perigos que perfurar o solo da maior floresta tropical do mundo pode trazer tanto para a proteção do meio ambiente, quanto para as populações que lá vivem. Por isso, na quinta-feira passada, o Greenpeace levou uma balsa com a mensagem “Deixe as fontes fósseis no chão” para o encontro dos rios Negro e Solimões. Nossa demanda era que o governo cancelasse o leilão e excluísse a Amazônia de qualquer outro no futuro. Pouco depois, o Ministério Público Federal de Manaus também pediu a exclusão das áreas da Amazônia do leilão. Respiramos aliviados.

    Também havíamos denunciado que na região amazônica há relevantes reservas de gás de xisto, cuja extração depende do fracking – técnica reconhecidamente perigosa que traz sérias ameaças às populações e ao meio ambiente. Portanto, ao menos na 13ª rodada, a Amazônia ficou livre do fracking. As ameaças, no entanto, continuam em outras regiões. As bacias sedimentares do Recôncavo e da Parnaíba tiveram blocos arrematados nesse leilão. O governo prevê nelas a exploração de gás de xisto, em breve, e ainda irá conceder incentivos para as empresas que forem ainda mais fundo na perfuração do solo nessas bacias.

    A visão que o governo brasileiro tem é obtusa. No Plano Decenal de Energia (PDE 2024), mais de 70% dos investimentos em energia nos próximos anos será em fontes fósseis (quase um trilhão de um total de R$ 1,4 trilhão), enquanto direciona poucos esforços e investimentos para as fontes renováveis.

    Precisamos deixar claro para governo e empresas quais são os riscos associados à exploração de óleo e gás, especialmente em regiões de floresta, e também dos riscos e ameaças da exploração do xisto. O Brasil precisa caminhar em direção a um futuro 100% renovável.

    *Thiago Almeida é da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil Leia mais >

  • Sol ao Sul: a primeira parada da nossa expedição

    Postado por Barbara Rubim - 6 - out - 2015 às 16:10

    Fomos em busca de histórias e pessoas que já apostam na energia gerada pelo sol. E encontramos uma revolução em andamento

    Escola Estadual Roberto Schutz (SC) foi a primeira escola pública a receber um sistema fotovoltaico no Brasil. (©Greenpeace/Otávio Almeida)

    O despertador tocou na quinta-feira, dia 1o de outubro, às três e meia da manhã. Apesar de sonolenta, a adrenalina já tomava conta de mim: começava ali a expedição para gravar o web documentário sobre a história da energia solar no Brasil a partir da perspectiva de quem já vive essa revolução.

    Partimos, então, eu, Fábio Nascimento (cinegrafista), Marina Yamaoka (produtora) e Otávio Almeida (fotógrafo) para o primeiro destino: Santa Catarina, no Sul do país. Ficaríamos quatro dias no estado, com a tarefa de retratar algumas iniciativas solares que têm ocorrido por lá.

    Chegamos ao aeroporto de Florianópolis e já seguimos rumo ao primeiro ponto de gravação: o Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Coordenado pelo Professor Ricardo Rüther, o centro já está em uso, mesmo com suas obras ainda em processo.

    O Sul é a região brasileira com os piores índices de irradiação solar. E, mesmo assim, tem se destacado pela forma como aproveita essa fonte. Enquanto o professor Rüther nos contava sobre a iniciativa e mostrava as instalações, eu pensava nas pessoas que seriam formadas ali. Elas já terão em seu ensino a visão de um Brasil diferente e aprenderão como construí-lo na prática. Confesso que senti vontade de não ir embora. Poderia muito bem ficar por ali, me juntar a eles e voltar a estudar. O web documentário, no entanto, era a missão que me chamava.

    No dia seguinte, pegamos a estrada logo cedo. Às seis e meia já estávamos a caminho de Rancho Queimado. Lá iríamos até a Escola Estadual Roberto Schutz, que recebeu um sistema fotovoltaico e de aquecimento de água. Sabíamos que o dia seria tão corrido quanto o anterior, mas não estávamos preparados para a acolhida daquela escola: abraços apertados mesa de café da manhã, funcionários com sorriso no rosto, ansiosos e animados por nos terem lá. Depois do café, os alunos se reuniram para cantar três músicas que ensaiaram para nós. Um menino de cabelinho loiro e cortado estilo cuia, que estava na primeira fileira do coral, acompanhava o ritmo das canções batendo os pés no chão. Essa visão me encheu de ternura.

    Depois da apresentação ouvimos o que o diretor, os professores e os alunos da escola pensavam sobre a energia solar e os sistemas que haviam recebido da Unisul - universidade que desenvolve pesquisas nessa frente e cujos representantes também estavam na escola.

    Difícil dizer o quê, de tudo o que ouvi, me tocou mais. A escola ser autossuficiente em eletricidade e ter a conta de luz reduzida para a tarifa mínima? O relato dos professores de que agora tinham água quente nos banheiros e cozinha – e isso os ajudava durante o inverno rigoroso? Ou a animação com as quais os estudantes responderam, quase em uníssono, que sim, queriam ter um sistema daqueles em suas próprias casas? Talvez tenha sido vê-los ali, tão animados para receber “o pessoal do Greenpeace”. Isso me lembrou quão importante é, em nosso trabalho, inspirar as pessoas. Naquele dia, no entanto, sem dúvidas foram eles que me inspiraram.

    No sábado, nosso destino era o município de Tubarão. Lá visitamos a maior usina solar fotovoltaica do Brasil, a Cidade Azul. Fazia frio e o vento era cortante. A usina impressiona pela beleza dos módulos, de sua disposição e pela rapidez com a qual fora construída: cerca de três meses.

    A vizinhança, contudo, apaga um pouco essa beleza: do outro lado do rio está o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, o maior da América Latina, operando a carvão. Ao lado dele, uma pilha enorme desse combustível esperava para ser queimada. A visão daquelas duas usinas, uma completamente oposta à outra em tecnologia, impactos e possibilidades, localizadas ali, em margens opostas de um mesmo rio, me fez sentir de forma muito concreta que realmente estamos numa encruzilhada para decidir como queremos que seja o futuro do nosso país.

    Essa decisão sempre esteve lá, à espreita, mas parece que as crises que vivemos agora nos colocaram cara a cara com ela. De um lado, a opção de construir um Brasil mais limpo, com mais empregos e mais equilíbrio para o meio ambiente e para nosso dia a dia. Do outro, a opção de seguir pelo mesmo caminho, com mais térmicas poluentes e grandes hidrelétricas, que mantém uma lista quase infinita de desrespeitos aos direitos humanos, principalmente para as populações que vivem em seus arredores.

    O Governo acha que essa decisão é dele. Mas, na verdade, é nossa.  E ao pensar em tudo isso, ficou ainda mais claro para mim que o objetivo dessa expedição é sobretudo mostrar que um futuro diferente, no qual essa revolução solar esteja presente, não é apenas possível, mas sim uma realidade. A revolução solar já está acontecendo. 

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  • Um lugar ao sol

    Postado por Barbara Rubim - 2 - out - 2015 às 18:20 1 comentário

    Expedição do Greenpeace sai em busca de lugares onde o sol já brilha mais forte quando o assunto é geração de energia

    Professor Ricardo Rüther fala da importância de formar mão de obra que apoie o desenvolvimento da energia solar (©Greenpeace/Otávio Almeida)

    Quais são os benefícios da energia solar? Como ela se relaciona com o nosso dia a dia e pode ajudar a promover mudanças sociais? Por que ainda não está na casa da maioria dos brasileiros? E o que cada um de nós pode fazer para mudar essa situação?

    Buscando resposta a perguntas como essas, o Greenpeace iniciou uma expedição por várias cidades brasileiras para coletar histórias de pessoas que já estão vivendo a revolução solar. Também fomos ouvir a opinião de especialistas e empreendedores sobre quais são os principais entraves enfrentados por quem quer instalar painéis solares.

    Até o final do ano, lançaremos um web documentário com o objetivo de divulgar a importância da energia solar como uma solução para a geração de eletricidade. E também para mostrar sua versatilidade, que permite a adequação às mais diversas construções.

    Tão grandes quanto as possibilidades de uso do sol são os benefícios que ele traz às comunidades que receberam alguns dos projetos que vamos documentar.

    Para saber mais sobre essas histórias e nossa busca pelo sol que gera energia, fique de olho em nosso blog e nas redes sociais. Até o lançamento do documentário, não vai ter nem sombra nem água fresca para a equipe que está em campo! Leia mais >

  • Domingo é dia de Limpeza de Praia em Torres-RS

    Postado por Heloísa Mota - 2 - out - 2015 às 17:00 1 comentário


    sexta-feira, 2 de outubro de 2015

    Agora é hora de mudar e você pode fazer a diferença! O Grupo de Voluntários Greenpeace - Porto Alegre, convida você, sua família e amigos para tomar parte em mais uma ação global em defesa do meio ambiente: o Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias. Esse evento acontece todos os anos e é promovido por diversas organizações ao redor do mundo.

    Nesta edição, o Grupo de Voluntários do Greenpeace de Porto Alegre juntou-se ao Projeto Praia Limpa Torres e com a Associação de Surfistas de Mariluz e organizou uma programação que vai muito além da  além da atividade de limpeza de praia. 

    Palestras, projetos ambientais e um grande abraço simbólico na Praia da Guarita farão parte desse dia ! Música e arte estarão rolando à beira mar, com apresentações musicais, esculturas na areia e mostras artísticas. Além de brindes e muita alegria para preservar nossas riquezas naturais e o clima do planeta!

    Data: 04/10/2015

    Horário: 09 até 12h 

    Onde: Praia da Guarita Torres- RS

    Junte-se a nós na luta por um planeta que seja digno de ser deixado para as futuras gerações e participe! 

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  • Amarelar? Só se for com tinta!

    Postado por Thiago Almeida* - 2 - out - 2015 às 15:57

    Encontro das Águas - Deixe as fontes fósseis no chão  

    Algumas vezes a vida traz desafios que parecem intransponíveis. E são nesses momentos em que aprendemos na marra a nos adaptar às adversidades para fazer as coisas acontecerem. O trabalho que desenvolvemos no Greenpeace é um ensinamento diário de perseverança, um verdadeiro trabalho de formiga: aos poucos a gente chega lá.

    Ao idealizarmos uma mensagem de proporções gigantescas para colocar no famoso encontro dos rios Negro e Solimões, em Manaus, pedindo o fim do uso de fontes fósseis de energia, sabíamos que o trabalho seria pesado. A missão: pintar uma balsa de aproximadamente 96 x 24 metros.

    Foram mais de 2,6 mil metros quadrados pintados, intermináveis galões de tinta, além de mais de 48 horas de trabalho voluntário sem parar, com direito a dormir na própria balsa. A sensação térmica de Manaus atingia os 40ºC – na sombra. Some isso ao fato da embarcação ser feita de ferro, que naturalmente absorve muito calor. E finalize essa conta adicionando toda aquela tinta amarela: era um verdadeiro deserto escaldante.

    Veja o vídeo da ação:

     

    Parecia que nunca ia acabar. O Sol ia atravessando o céu manauara e pintávamos. Depois foi a vez de uma lua vermelha, cheia e linda nos acompanhar; e pintávamos. E trabalhando em equipe, com respeito, compreensão e dedicação, a balsa ia se tornando um dos maiores ‘banners’ que o Greenpeace já fez.

    Mas a vida... ah! como a vida gosta de pregar uma peça. Com a balsa finalizada e tinindo, o próximo passo era seguir para o Encontro das Águas a fim de realizar a tão esperada foto. Acontece que Manaus amanheceu totalmente tomada por uma fumaça fedida e espessa de queimada, que virou notícia nacional. E agora? Como fazer essa foto?

    Atrasou, demorou, deu o dobro de trabalho. Coloca a balsa ali, traz mais para cá, tira dessa área que tem fumaça, volta pra lá. Mas a gente se adapta, a gente se supera e com isso é possível driblar o desafio para mostrar ao mundo inteiro que a as fontes fósseis são coisa do passado. Atualmente a comunidade internacional toma medidas firmes contra a produção de fontes fósseis, mas o Brasil insiste em continuar nesse negócio velho e sujo, e ainda por cima coloca em xeque um dos maiores tesouros nacionais.

    No fim deu tudo certo, como vocês podem ver nas lindas imagens que conseguimos registrar. Mais uma importante superação para a organização, que se torna um valioso aprendizado que levaremos para a vida: se desistirmos, ninguém fará por nós. Então tem que tirar leite de pedra e fazer acontecer. A vida nem sempre é justa, mas se não levantarmos a cabeça para encarar os nossos desafios, o barco passa e a fumaça fecha o céu.

    *Thiago Almeida é da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil

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  • Vitória! Shell desiste de explorar petróleo do mar do Ártico

    Postado por icrepald - 28 - set - 2015 às 12:26

    segunda-feira, 28 de setembro de 2015

    (Foto: Christian Aslund/Greenpeace)

    Um dos projetos de petróleo mais nefastos do mundo chega ao fim deixando uma mancha na reputação da empresa e o gosto do triunfo entre os milhões de ativistas que se manifestaram contra a companhia pretrolífera

    Nesta segunda-feira (28/9), a Shell anunciou sua saída do Ártico e se prepara para baixas contábeis de bilhões de dólares após seus esforços de exploração de óleo não obterem descobertas significativas na região.  Leia mais >

    Para o diretor executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo, este é um dia definitivo para o Ártico. “É uma grande vitória para milhões de pessoas que se levantaram contra a Shell e um desastre para outras companhias petrolíferas com interesses na região. A Shell apostou alto e perdeu alto, tanto em termos de custo financeiro quanto em reputação pública. Esse se tornou o projeto de petróleo mais polêmico no mundo, e apesar de sua arrogância, a Shell foi forçada a ir embora sem nada”, declarou Kumi.

    Segundo ele, é hora de tornar os mares do Ártico proibidos para as empresas petrolíferas. “Esta pode ser a melhor oportunidade que temos para criar uma proteção permanente para o Ártico e fazer a transição para energias renováveis.Se estamos falando sério sobre lidar com as mudanças climáticas, teremos de mudar completamente nossa forma atual de pensar. Perfurar o Ártico, que está derretendo, não é compatível com essa mudança”, afirmou. 

    Agora, nossa luta continua pela criação de um santuário, pela proibição da pesca industrial predatória e também da exploração de petróleo no mar da região. "A campanha do Greenpeace para salvar o Ártico vai continuar com mais paixão e resistência. Estamos em campanha por um santuário protegido em águas internacionais ao redor do Pólo Norte e esperamos que essa visão esteja um passo mais perto depois de hoje ", completou Kuni.

    Se você acha que o Ártico deve ser preservado, em vez de explorado, junte-se a nós.

     

    Junte-se a nós

     

  • Teste de coerência para Dilma

    Postado por Pedro Telles - 25 - set - 2015 às 12:25

    sexta-feira, 25 de setembro de 2015

    Em meio a turbulências políticas e econômicas, Dilma enfrenta, nos próximos dias, um importante teste de coerência. Se for capaz de superá-lo adequadamente, o povo, a economia, o meio ambiente e, por tabela, o seu próprio governo saem ganhando. Se não for, todos perdem.

    Hoje, a ONU lança os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), uma importante agenda global com 17 objetivos compostos por 169 metas que visam acabar com a pobreza, reduzir desigualdades e superar diversos problemas ambientais até 2030. Os ODS, frutos de um longo processo de consultas e negociações entre países, vêm para substituir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio como principal guia internacional de esforços pelo desenvolvimento e pela sustentabilidade.

    O Brasil foi um importante ator nas negociações dos ODS. O evento de lançamento dos novos objetivos foi apenas uma formalidade, visto que já existe consenso entre os países-membros da ONU sobre seu conteúdo. Contudo, uma análise do que está sendo prometido mostra que o governo Dilma precisa mudar rapidamente de postura se não quiser cair em contradição.

    Um dos elementos que mais salta aos olhos nos ODS é a muito bem-vinda meta de zerar qualquer forma de desmatamento até 2020. Acontece que o governo brasileiro tem sido bem menos ambicioso em um outro processo de negociação da ONU –focado no tema de mudanças climáticas– que também deve gerar um novo acordo global durante a conferência COP 21, no final do ano. Em conversas preparatórias, o governo tem se comprometido a acabar apenas com o desmatamento ilegal, e só em 2030. Nos próximos dias, Dilma oficializará junto à ONU o compromisso do Brasil para a COP 21 e, para mostrar seriedade, deve no mínimo igualar o prometido nos ODS.

    Outras metas importantes definidas nos ODS são a de expandir a participação de energias renováveis e a de revisar subsídios ineficientes a combustíveis fósseis, como o petróleo, que contribuem para o aquecimento global. Seria mais ambicioso e mais adequado estipular claramente uma data para chegarmos a 100% de energias renováveis, mas, ainda assim, aponta-se na direção certa.

    Contudo, na prática, o Brasil caminha na contramão: 70% dos investimentos em energia previstos para os próximos dez anos vão justamente para os combustíveis fósseis e, no âmbito das negociações de mudanças climáticas, o que o governo tem indicado em conversas preliminares é manter a mesma participação de renováveis na matriz energética de hoje até 2030.

    Zerar a perda de biodiversidade, dobrar a produção e renda de pequenos agricultores garantindo a eles acesso igualitário à terra, promover políticas de compras públicas sustentáveis, garantir acesso universal à água e ao saneamento, além de garantir a todos transporte seguro, acessível e sustentável são mais algumas das metas estabelecidas nos ODS.

    Todas exigirão do governo um comprometimento com questões socioambientais muito maior do que temos visto nos últimos anos e os ODS trazem consigo um consenso global em torno da importância desse comprometimento para o desenvolvimento sustentado e sustentável. Cabe destacar a profunda relação entre os desafios que se busca superar com as novas metas e várias das crises que atualmente afetam o Brasil, como a hídrica e a energética –temas também associados às mudanças climáticas.

    Em poucos dias, saberemos se o governo mostrará a mesma consistência dos ODS nas promessas apresentadas à COP 21, tendo em vista que ambos processos tratam de assuntos em comum. Se as promessas forem divergentes, teremos dois cenários possíveis: ou algo será assinado e não cumprido, ou o governo se empenhará em embalar o conteúdo mais fraco das promessas da COP em um discurso bonito, tentando fazer com que tudo pareça a mesma coisa. Dilma tem uma grande chance de fazer a coisa certa, apesar de seu histórico na área deixar poucas esperanças. Vamos ver se a presidente decide começar a acertar.

    Artigo originalmente publicado no UOL Leia mais >

  • Solariza bate meta de desligar quatro usinas no Brasil

    Postado por icrepald - 23 - set - 2015 às 11:44

    quarta-feira, 23 de setembro de 2015

    (© Greenpeace/Rodrigo Baleia)

    Os usuários do Solariza, plataforma do Greenpeace, bateram a meta inicial do jogo de marcar o equivalente a 6 milhões de casas, número que representa a geração de energia solar suficiente para desligar as usinas termelétricas de Candiota (SP) e Piratininga (RS), além das nucleares Angra 1 e 2 (RJ).

    A previsão inicial era de que a meta seria alcançada em dezembro, mas a grande adesão ao jogo pelo público fez que o resultado viesse três meses antes do esperado. Agora que atingimos a meta, vamos dobrá-la. Sim, queremos 12 milhões de telhados solarizados. Para isso, no dia 30 de setembro, será lançada a segunda fase do jogo, com novas missões e brindes para quem continuar colaborando com a tarefa de mapear o potencial solar do Brasil.

    Com o alcance da meta, uma instituição beneficente será presenteada com um sistema fotovoltaico. Para isso, precisamos da sua ajuda para divulgar o edital de inscrição e convidar as entidades interessadas a participarem.

    Além disso, você também pode ganhar um sistema solar! A apuração do usuário que possui mais telhados marcados ocorrerá no dia 14 de janeiro de 2016.

    E não se esqueça de assinar a petição que pede a presidente Dilma Rousseff a criação de linhas de crédito subsidiadas pelos bancos e a liberação do FGTS para a aquisição de placas solares. Faça parte dessa revolução solar! Leia mais >

  • Votação decide o futuro da energia solar na casa dos brasileiros

    Postado por icrepald - 22 - set - 2015 às 16:25

    terça-feira, 22 de setembro de 2015

    © Greenpeace/Rodrigo Baleia

    A energia fotovoltaica seria uma das principais soluções para a crise energética enfrentada pelo Brasil se não fosse a falta de incentivo do governo para torná-la mais acessível à população. No entanto, nesta quarta-feira (23/9), essa realidade pode começar a mudar caso a maioria dos deputados da Comissão de Minas e Energia (CME) vote a favor de um Projeto de Lei de relatoria do Deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA).

    O PL 8322/2014 estabelece uma série de incentivos à energia solar fotovoltaica. Dentre eles, destacam-se a desoneração de diversos tributos incidentes sobre o sistema solar e a possibilidade de resgate do FGTS pelo cidadão para adquirir painéis solares.

    Tais medidas seriam capazes de reduzir em até 30% o valor do investimento inicial a ser feito pelo brasileiro que deseja gerar sua própria energia e, assim, escapar dos aumentos constantes da conta de luz.

    O primeiro passo para fazer o sol brilhar mais forte - no Congresso e na casa dos brasileiros - é a aprovação do substitutivo apresentado pelo deputado Jordy na sessão de amanhã. 

    Participe dessa decisão. Acompanhe a votação aqui, assine a petição por um Brasil solarizado e compartilhe nossos tuítes, que serão dirigidos nominalmente aos deputados capazes de ajudar a promover essa revolução solar. Leia mais >

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