Greenblog

Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Brasil na contramão

    Postado por Iran Magno - 10 - jul - 2014 às 16:58

    Foto: Greenpeace/Otávio Almeida

     

    A indústria automobilística pode amargar o fechamento de 2014 em queda. Mesmo com a renúncia fiscal de R$ 1,6 bilhões concedida com a redução de IPI, a previsão é de que o setor feche o ano sem crescimento e com uma queda estimada de 10%. A estratégia de encarar o Brasil como um mercado ilimitado começa a dar sinais de fraqueza.

    O editorial da Folha de S. Paulo de hoje aponta que enquanto países como o México se firmam como mercados exportadores de automóveis, o Brasil foca quase que exclusivamente no mercado interno. Além disso, os carros aqui produzidos não contam com tecnologia de ponta e não têm aceitação global. Um dos fatores a ser destacado é que agora que a discussão sobre carros mais eficientes tem se tornado central, com países estabelecendo metas de eficiência energética mais rigorosas, os carros brasileiros ainda encontrariam barreiras caso tivéssemos o foco em exportação.

    A rentabilidade da operação das montadoras do país, no entanto, ainda é maciça. O mesmo editorial aponta que de 2010 a maio de 2014, essas mesmas montadoras submeteram às suas sedes cerca de US$ 16 bilhões em lucros. O desafio do aquecimento global é de todos e cabe à industria investir nas melhores tecnologias onde quer que operem. Em outros mercados fora do Brasil, essas montadoras terão que obrigatoriamente produzir carros mais eficientes.

    É inaceitável que essas adaptações não sejam trazidas para o Brasil - atualmente quarto mercado consumidor do mundo. Carros que consomem menos combustível podem ser benéficos não só aos consumidores e ao meio ambiente - mas também às contas do país. O Brasil não é um pátio sem fim para escoamento de carros com tecnologia defasada.

    Para saber mais sobre a campanha do Greenpeace por carros mais eficientes e limpos, clique aqui. Leia mais >

  • Nem tudo é incrível, LEGO

    Postado por Alan Azevedo - 8 - jul - 2014 às 9:45

     

    O Greenpeace lança hoje um vídeo para mostrar à LEGO quão perigosa é sua brincadeira com a Shell. “Queremos expor como a LEGO está colaborando para a destruição do Ártico promovendo a controversa marca da Shell em seus brinquedos”, diz Mel Evans, da campanha Salve o Ártico. A petrolífera, com seu plano de exploração na região, está sob pressão de órgãos reguladores internacionais e ONGs.

    Leia mais:

    O vídeo, criado pela Don’t Panic, agência ganhadora do prêmio BAFTA (Academia Britânica de Artes para Filmes e TV), mostra um lindo Ártico feito de LEGO, com toda sua riqueza. Mas logo se percebe as consequências da exploração da Shell no local. Como trilha sonora, uma versão um pouco diferente de “Everything is Awesome”, tema principal de LEGO - O Filme.

    Assista ao vídeo:

     

    “À toda empresa cabe a responsabilidade de escolher seus parceiros de maneira ética. A LEGO diz que pretende deixar um mundo melhor para as crianças. No entanto, sua ligação com a Shell, um dos maiores poluidores e agressores do equilíbrio climático no mundo, mostra o contrário”, expõe Evans.

    A campanha, lançada dia 1º de julho, já conta com mais de 150 mil assinaturas pedindo que LEGO desmonte essa perigosa parceria. Milhares de fãs no mundo inteiro inundaram as páginas do Facebook e do Twitter da empresa de brinquedo com esse mesmo pedido.

    O Presidente e CEO da LEGO, Jørgen Vig Knudstorp, respondeu ao Greenpeace. Veja sua resposta aqui: LEGO fala, mas não explica.

    Assine a petição da campanha para que a Lego desmonte essa parceria com a Shell. Acesse.

    LEGO, desmonte sua parceria com a Shell e pare de brincar com o Ártico. Assine: www.legodesencaixedashell.org.br Leia mais >

  • Lego fala, mas não explica

    Postado por Ian Duff - 3 - jul - 2014 às 17:38 3 comentários

    Twitter da Shell, após início da campanha do Greenpeace: "Somos determinados em gerar impactos positivos na sociedade e nas crianças. Ficamos tristes quando nossa marca é usada em qualquer disputa".

     

    Nós estamos tristes de ver um brinquedo popular como o Lego sendo usado pela Shell, uma das empresas mais irresponsáveis do mundo. Contamos com ajuda dos chefes da Lego para limparmos essa imagem.

    O Greenpeace gosta da Lego: seus brinquedos proporcionam inspiração e educação, além de horas de diversão para milhões de crianças e até mesmo alguns adultos ao redor do globo. É umas das empresas mais avançadas com as quais já trabalhamos, com ótimas estratégias para amenizar os impactos ecológicos e tornar o mundo mais limpo e verde. É por isso que a parceria da Lego com a Shell é uma notícia ruim.

    Ao apoiar uma gigante exploradora de petróleo no Ártico como a Shell, a Lego perdeu sua moral. A petroleira vai totalmente contra os princípios ecológicos seguidos pela companhia.

    A Lego quer barrar as mudanças climáticas. A Shell quer manter nossa dependência de combustíveis fósseis poluentes, como o petróleo. Especialistas estimam que tal exploração faça com que a temperatura média do planeta suba cerca de 4 graus, resultando em seca e fome para milhões de pessoas, além de comprometer biomas importantes, como a floresta amazônica e o Ártico.

    A Lego é a favor das energias renováveis. A Shell vendeu a maior parte de seus negócios renováveis e continua sendo uma influência negativa na luta contra o catastrófico aquecimento global, apoiando os céticos do clima e ignorando projetos que visam a energia limpa.

    A Lego é aficionada por biomas únicos como o Ártico. A Shell vê o Ártico como uma oportunidade para expandir seus negócios. Através do derretimento das calotas polares, quer explorar petróleo na região e acabar de vez com esse ambiente maravilhoso.

    A Lego afirmou que espera que a Shell aja de acordo com a legislação onde quer que estejam. Existem evidências que a Shell não é capaz de operar  de forma segura e legal. Além de ser responsável por um grave acidente envolvendo dois petroleiros, causando um grande incêndio, violou leis mais de uma vez, ao tentar explorar petróleo no Alasca.

    Seus navios petroleiros Noble Discoverer e Kulluk não cumpriram com os limites de poluição estabelecidos pelo E.U.A Clean Air Artic, que visa manter a máxima preservação de biomas importantes para o planeta. Autoridades descobriram múltiplas violações durante o tempo em que os navios atuavam nas águas geladas do Ártico, gerando uma multa de mais de um milhão de dólares.

    Tanto a Lego quanto o Greenpeace querem proporcionar um futuro melhor para as futuras gerações. Já a Shell tem um visão um tanto quanto preocupante para nossas crianças.

    A Shell se camufla atrás de empresas que têm boa reputação no mercado para continuarem trabalhando de forma ilegal. Assim, essas empresas geram milhões de elogios para as operações da Shell. Esse apoio é totalmente injustificável de acordo com os princípios ambientais adotados pela empresa.

    A única razão dessa parceria é a disseminação da marca. A indústria de brinquedos mais popular do mundo precisa deixar de lado seus princípios para aumentar sua venda?

    “Só o melhor é bom e suficiente”, afirma o presidente executivo da Lego, Jørgen Vig Knudstorp. Gostaríamos que essa afirmação fosse verdade, mas enquanto a empresa continuar com a parceria com a Shell, esse lema deve ser ignorado.

    A Lego precisa se juntar na proteção do Ártico e eliminar a Shell de seus planos, e assim proporcionar um futuro melhor para nossas crianças. Leia mais >

    LEGO, desmonte sua parceria com a Shell e pare de brincar com o Ártico. Assine: www.legodesencaixedashell.org.br

  • Grupo de Voluntários do Rio de Janeiro no projeto Quilombo Solar

    Postado por Heloísa Mota - 3 - jul - 2014 às 16:56 3 comentários

     

    Em 2013, o Greenpeace Brasil junto com seus voluntários instalou painéis solares no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, Rio de Janeiro. O projeto teve como uns de seus objetivos mostrar a viabilidade da geração de energia solar, bem como o treinamento e empoderamento dos jovens da região.

    Em 2014, o Grupo de Voluntários do Rio de Janeiro, em articulação com a ACOTEM (Associação da Comunidade Tradicional do Engenho do Mato), iniciaram o Projeto Quilombo Solar, que instalou placas solares e treinou mais de 20 jovens no Quilombo do Grotão, em Niterói. O Lançamento do Projeto aconteceu no último sábado, dia 28 de Junho.

    Lançando mão de ferramentas de mobilização como o financiamento coletivo, e estabelecendo parcerias estratégicas, o projeto foi um grande exemplo de voluntários do Greenpeace assumindo uma atitude de liderança e autonomia, demonstrando o poder dos jovens em fazer a mudança acontecer.

    Veja o emocionante relato desse processo de mobilização e construção no texto da voluntária Enilce Melo, pois ninguém melhor para contar a história, do que quem participou dela.

     “Me senti, talvez pela primeira vez, participando de algo que me parecia uma alternativa real para minimizar o impacto ambiental, de aumentar a eficiência energética do país e ao mesmo tempo de democratizar e promover a integração econômico-social”. 

    Saiba mais sobre o projeto aqui. Leia mais >

  • Plano Diretor de SP saindo do forno

    Postado por Barbara Rubim* - 1 - jul - 2014 às 18:38

    Sociedade civil em manifestação pacífica em São Paulo. Foto: Greenpeace/Alexandre Cappi

     

    São Paulo concluiu ontem um importante passo no que diz respeito ao planejamento da cidade: a aprovação de seu novo plano diretor.

    O processo de construção desse novo plano foi longo e composto por uma série de audiências públicas, seminários e oficinas temáticas, num inegável esforço de ampliar o debate às diversas esferas da sociedade.

    Divisor de opiniões, o Novo Plano Diretor tem como um de seus objetivos – nas palavras do seu relator, Nabil Bonduki – tornar a cidade mais compacta. Uma das formas de fazer isso, por exemplo, é aumentar a densidade das regiões com maior oferta de emprego ou transporte coletivo e criar zonas mistas, que possibilitem ao cidadão encontrar os serviços essenciais de que precisa no dia-a-dia sem ter que realizar longos e cansativos deslocamentos.

    Com esse norte, o Plano pretende também auxiliar a reduzir os problemas de mobilidade da cidade, sendo também por isso que incorporou muitas diretrizes relacionadas à bicicleta em seu texto. Apesar de a forma como se dá a organização do solo urbano ser uma questão essencial à discussão da mobilidade, é importante que o furor pela aprovação na Câmara do novo Plano Diretor não nos deixe esquecer que existe outro instrumento de planejamento – também importantíssimo – que ainda está no forno: o Plano de Mobilidade Urbana de São Paulo.

    Esse plano, apelidado de PMU, busca traçar metas para a construção de uma mobilidade que seja mais inclusiva e, sobretudo, menos nociva aos cidadãos e ao meio ambiente.

    Com data final de entrega marcada para abril de 2015 (de acordo com determinação da Lei 12.587/12 – Política Nacional de Mobilidade Urbana), muito pouco tem sido discutido ampla e abertamente com a sociedade sobre qual é o modelo de mobilidade e de cidade sonhado por todos.

    Sem essa construção coletiva, qualquer plano perde a oportunidade de ser um instrumento de transformação da realidade para continuar sendo somente um pedaço de papel. Já passou da  hora de se abrir essa discussão à sociedade civil.

    *Barbara Rubim é coordenadora da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Leia mais >

  • Madeireiros ameaçam índios na Amazônia

    Postado por Luana Lila - 30 - jun - 2014 às 17:55

    Extração de madeira no Pará (© Greenpeace/Marizilda Cruppe)

     

    Os Ka’por, da Terra Indígena Alto Turiaçu, no Maranhão, denunciam a agressão e a invasão de seu território por madeireiros e alertam para um conflito iminente entre eles. A situação se agravou na semana passada, depois que um grupo de cerca de 90 indígenas realizou uma operação de monitoramento na floresta e apreendeu armas, motosserras, motocicletas, caminhões e tratores.

    Desde o ano passado, os Ka’por têm realizado de forma autônoma atividades de monitoramento territorial e ambiental de sua área. Porém, essas ações estão resultando em represálias, ameaças e perseguições por parte dos madeireiros.

    “Em função dessa mobilização do povo de garantir o mínimo de controle do seu território, tem havido um processo de retaliação por parte dos madeireiros e políticos da região que querem continuar no território”, disse Cléber Buzatto, secretário-executivo do Cimi (Conselho Indigenista Missionário).

    Cléber explica que foram feitas denúncias frequentes para que os órgãos competentes tomem iniciativas que coloquem um fim nesse problema. Porém, segundo ele, ações esporádicas e pontuais não resolvem a questão. “Os órgãos fazem a operação e vão embora. Quando eles saem, os agressores retornam com mais violência”, disse ele.

    Atualmente, os indígenas afirmam que têm controle apenas sobre 70% de seu território, enquanto os outros 30% seguem invadidos pelos madeireiros. Várias lideranças estão perseguidas e não podem sair de suas aldeias. Uma determinação judicial que vence no fim do mês afirma que a Funai deveria criar postos de fiscalização e vigilância com a anuência e participação dos indígenas, porém, nada foi feito ainda.

    Essa semana, índios Assurinis também denunciaram à Funai a extração ilegal de madeira em sua aldeia próxima a Tucuruí, no Pará. Troncos de madeira de lei abandonados na estrada foram encontrados. A representação da Funai na região protocolou a denúncia no Ministério Público Federal e aguarda um posicionamento do órgão.

    “Além da impunidade, o que alimenta invasões como essas é a certeza de que a madeira roubada pode ser lavada muito facilmente e vendida livremente no mercado. Como o Greenpeace tem denunciado, a indústria madeireira está fora de controle e papéis oficiais são utilizados para acobertar crimes como estes. Além de destruir a floresta, a extração predatória e ilegal de madeira ainda pode contribuir para graves conflitos sociais como os citados acima” disse Marina Lacôrte, da campanha da Amazônia do Greenpeace.

    Os Ka’por afirmam que a maioria das licenças ou planos de manejo concedidos aos madeireiros são falsos, já que, na região, somente as terras indígenas possuem florestas. De fato, uma das principais fraudes apontadas pelo Greenpeace é a aprovação de planos de manejo em áreas que já foram desmatadas. O objetivo é utilizar os créditos gerados para esses planos de manejo para lavar madeira retirada de áreas protegidas, como unidades de conservação e terras indígenas.

    Crimes ambientais ajudam a financiar conflitos, afirma ONU

    Um estudo da ONU divulgado na semana passada mostrou que o crime ambiental global movimenta cerca de 213 bilhões de dólares por ano e, além de ajudar a financiar conflitos armados, prejudica o crescimento econômico.

    O relatório, divulgado durante uma reunião da ONU com ministros de Meio Ambiente em Nairóbi, pediu ações mais severas para prevenir crimes e atividades ilegais de desmatamento, pesca, mineração, despejo de lixo tóxico e comércio de animais e plantas raros.

    De acordo o estudo, a retirada ilegal de madeira pode chegar a 30% do mercado global. Em alguns países, até 90% da madeira produzida tem origem suspeita. No Brasil, por exemplo, só no estado do Pará, segundo dados do Imazon, entre agosto de 2011 e julho de 2012, 78% das áreas com atividades madeireiras não tinham autorização de exploração. Leia mais >

  • Cidades melhores: quem não quer?

    Postado por Bernardo Camara - 30 - jun - 2014 às 16:15 1 comentário

    Tinha gente de bike, gente sentada no chão, uns de cabelos brancos, outros de alargador na orelha, gente de gravata e gente de bermuda. Todo mundo ali, junto, querendo uma coisa só: cidades melhores, feitas para pessoas. Para todas elas. O clima foi mais ou menos assim no seminário de mobilidade urbana promovido pelo Greenpeace na última sexta-feira, 27 de junho, em São Paulo.

    Porque é isso mesmo: melhorar a mobilidade significa melhorar diretamente a qualidade de vida das pessoas. Dar a elas o direito de acessar tudo o que as cidades têm de bom a oferecer. Significa garantir que a gente tenha escolhas democráticas e eficientes de deslocamento para o trabalho, para a faculdade, para o cinema, para onde for.

    Mas para ter esse sonho de pé, não basta só reunir gente. É preciso botar na mesa conhecimento, experiência, vivências. E teve muito disso também no seminário. Uma parte, a mais teórica, você encontra aqui neste link, com as apresentações que os especialistas convidados fizeram sobre o assunto. E abaixo, algumas impressões de quem participou do evento. Vamos em frente!

    Vivian Ragazi
    Jornalista
    Quando vi a programação do evento achei muito legal, porque trouxe especialistas bem renomados. Foi muito interessante. Trouxe muitas questões que ajudam a gente a avaliar melhor o que pode ser feito. Discussões sobre como podemos ter mais qualidade de vida, como você transforma uma cidade para pessoas, e não para carros. Pensar a partir dessa ótica é o que mais me interessa. Foi muito bom.

    Heloisa Motta
    Engenheira Ambiental
    Tem dia que eu quero me deslocar de bike, mas tem dia que eu quero pegar um ônibus e ir lendo um livro. E tem dia que eu quero ir a pé. Você tem que ter liberdade de escolhas. Quais as ferramentas políticas para realmente termos uma democracia quando falamos em mobilidade? Tudo isso aconteceu aqui hoje, foi falado, discutido. Quando você pensa em aproveitar a cidade, se deslocar de melhor maneira e se apropriar dos espaços coletivos, não é uma questão de mudar o mundo. É uma questão de melhorar totalmente sua qualidade de vida.

    Luiz Rocha
    Arquiteto e urbanista
    Mobilidade urbana é um tema que me interessa porque afeta diretamente quase 100% das pessoas. É de suma importância. Vim aqui para aprofundar, pegar dados, ter base para entender a situação e usar no meu cotidiano, na minha vida. O debate foi muito proveitoso. Os debatedores tinham boa formação, conteúdo muito aprofundado. Aprendi bastante para estar mais inteirado e, quando conversar sobre isso, ter base de dados para argumentar e defender melhorias na mobilidade. Valeu muito a pena.

    Hélio de Camargo
    Membro do Conselho Municipal de Transporte e Trânsito de São Paulo
    O evento discutiu a mobilidade e mostrou a importância desse tema numa cidade principalmente como São Paulo, com todas suas dificuldades. Os convidados apresentaram não só os problemas, mas também soluções para o tema. Essas discussões são importantes para trazer qualidade de vida para as pessoas, para não perderem tanto tempo com mobilidade e para poderem usufruir da cidade. Leia mais >

  • Gado: exigência de punho forte do governo

    Postado por Nathália Clark - 20 - jun - 2014 às 17:27

    Sem posicionamento forte do governo, setor do gado continua sendo um dos grandes vilões do desmatamento e das mudanças climáticas no país (© Rodrigo Baléia / Greenpeace).

    A pecuária ainda é hoje o setor produtivo que mais contribui para as mudanças climáticas no país. Por esse e outros motivos, em consideração com o consumidor e a população brasileira em geral, já passou da hora de o governo federal se posicionar de forma enérgica em favor de sistemas de rastreabilidade individual do gado, para limpar de vez toda a sua cadeia de produção.

    Em abril de 2014, pela primeira vez, as gigantes do setor tornaram públicos os seus esforços para eliminar o desmatamento, o trabalho escravo e demais crimes socioambientais de suas cadeias de fornecimento de carne bovina. Em iniciativa inédita, os três maiores frigoríficos do país - JBS, Marfrig e Minerva - divulgaram os resultados das auditorias de seus sistemas de controle para compra de gado proveniente da Amazônia.

    Apesar de ações como essa, que revelam o esforço da sociedade civil e de algumas alas do setor produtivo, é mais do que sabido que iniciativas privadas de controle do desmatamento terão efeito limitado enquanto o governo brasileiro não fizer a sua parte de forma mais ostensiva para controlar os fornecedores indiretos, apoiando a correta implementação do Cadastro Ambiental Rrural (CAR).

    “Aqueles que insistem em se valer de brechas na lei e que lucram com a destruição da floresta continuarão atuando até que o governo não se posicione de forma mais contundente sobre as medidas de comando e controle articuladas na esfera federal, estadual e municipal”, defende Adriana Charoux, da Campanha da Amazônia do Greenpeace.

    Para se ter um exemplo de medidas que poderiam colaborar para avanço do controle da cadeia produtiva da pecuária, em fevereiro de 2013, o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) promoveu uma audiência pública sobre a Instrução Normativa 01/2002, que visava compatibilizar o Sistema de Identificação e Certificação de Bovinos Bubalinos, mais conhecido como Sisbov.

    Tal sistema é o único que viabiliza a identificação individual do bovino e, portanto, permite saber, da hora em que nasce até a hora em que é abatido, por onde esse boi andou e se, em alguma etapa dessa produção, passou por alguma fazenda vinculada a problemas sociais ou ambientais. Atualmente, o Sisbov só é obrigatório para o boi que é exportado para a União Europeia.

    Na época, o Greenpeace fez suas contribuições à audiência pública, reforçando a importância do Sisbov voltar a ser obrigatório para toda a produção, e não apenas para exportação, conforme sua formulação original de acordo com a IN.

    Destacamos também, nos três documentos sob consulta, a ausência de transparência quanto ao acesso público ao sistema de informações desse “novo” Sisbov. Afinal, o consumidor brasileiro deve ter o mesmo direito à informação e acesso a um produto que não custe a destruição da floresta do que um europeu.

    O Greenpeace nunca recebeu qualquer retorno do MAPA sobre essa contribuição. Assim como não vem obtendo respostas do Estado, em suas esferas federal, estadual e local, que respondam de forma condizente à necessidade urgente em punir aqueles que insistem em burlar os compromissos e pactos no que diz respeito à cadeia produtiva do gado.

        Leia mais >

  • Um minuto de silêncio

    Postado por André Sampaio - 20 - jun - 2014 às 14:42

    O Novo Rainbow Warrior é o maior exemplo de profissionalismo e dedicação de Uli

     

    Ulrich von Eitzen, diretor de operação do Greenpeace internacional de 2004 a 2013 e conselheiro sênior do diretor executivo do Greenpeace internacional , infelizmente  perdeu sua longa batalha contra o câncer no dia 12 de junho.

    A maneira com que Uli reagiu ao câncer foi única.  Se não o tivessem questionado, ninguém saberia que ele enfrentava uma doença letal. Uli nunca reclamou, não falava de sua saúde com seus colegas, não demonstrava sua tristeza ou desespero. O brilho em seus olhos demonstrava o modo com que ele se dedicava ao trabalho, sempre com uma energia contagiante.

    Era um homem que tinha um enorme comprometimento com seu trabalho e sua família. Decidiu que não deveria sobrecarregar os outros com suas dificuldades, e sim doar toda sua energia àquilo que realmente amava. Amor para ele não era uma palavra, era algo que ele expressava por meio de suas atitudes.  Grace O´ Sullivan, um ex- colega de faculdade e ativista de longa data definiu Uli em uma única frase: “Ele era um bom homem”.

    Quando Uli se juntou ao Greenpeace pela segunda vez, após uma breve pausa na década de noventa, enfrentou uma tarefa muito difícil: consolidar a grande tradição de um ativismo corajoso com as demandas crescentes do profissionalismo. O Greenpeace precisava de veleiros que atendessem as exigências da organização e ao mesmo tempo se adaptassem às novas tecnologias. Uli tinha vasta experiência profissional com construções de navios e forte comprometimento com o Greenpeace. Afinal, era umas das únicas pessoas que tinha a capacidade de enfrentar uma tarefa tão difícil. E não foi fácil, nem para ele, nem para seus colegas de trabalho. 

    Uli juntou todo seu conhecimento para construir a estrutura marítima que o Greenpeace precisava.  Seu trabalho e dedicação resultaram em uma frota de alto padrão, que não era apenas apta para realizar as demandas exigidas, mas atendia todas as necessidades de um projeto moderno que não poderia ser criticado por órgãos contrários ao Greenpeace.

    A maior contribuição de Uli para a organização foi sem dúvida nenhuma  a construção do novo Rainbow Warrior. Durante a execução do projeto, suas habilidades e paixões trabalharam juntas. Ele organizou e supervisionou um processo minucioso para suprir todas as exigências dos escritórios ao redor do globo no novo veleiro. Projetou todo o processo de design e se tornou uma referência para os arquitetos navais responsáveis pela trama. Uma vez que a decisão de construir o navio foi tomada, Uli assumiu toda a responsabilidade e entregou o veleiro dentro da data estipulada no orçamento. Se não fosse por sua capacidade de organização, sua supervisão financeira e técnica, o novo Rainbow Warrior não teria se tornado o carro chefe do Greenpeace.

    Uli trouxe todo seu profissionalismo para construção do Rainbow Warrior, porém sua maior ambição não era construir um novo navio, ele queria construir um “Navio Verde”. 

    Cada detalhe foi pensado para o navio ser energeticamente eficiente, sustentável e com a menor pegada de carbono possível, desde o tamanho de suas velas até o sistema de tratamento de água e resíduos. O mecanismo do navio aproveita ao máximo a energia dos ventos para se mover. Seu motor de propulsão diesel-elétrica é acionado apenas sob condições climáticas desfavoráveis ou em ações que exijam velocidade máxima. O design inovador do casco permite que menos combustível seja gasto, com menos emissão de gases poluentes.

    O Novo Rainbow Warrior é o maior exemplo de profissionalismo e dedicação desse grande homem. 

      Leia mais >

  • Mobilidade urbana em debate

    Postado por Bernardo Camara - 18 - jun - 2014 às 10:38 1 comentário

     

    No dia 27/06, sexta-feira, um time da pesada vai se reunir em São Paulo para discutir os problemas e as soluções para a mobilidade urbana no Brasil. E o melhor: o evento é aberto ao público, que está convidado não só a assistir os debates, mas entrar na roda com perguntas e comentários. Não é necessário fazer inscrição. É só chegar. Quem não estiver em SP, poderá acompanhar a transmissão ao vivo por este link.

    Organizado pelo Greenpeace, o seminário vai colocar na mesa ciclistas, pesquisadores e gestores públicos para engrossar as discussões sobre um assunto que, há muito, transbordou da política institucional e ganhou as ruas. Afinal, o direito a uma mobilidade democrática e eficiente é uma das formas de garantir, sobretudo, o nosso direito à cidade.

    O secretário municipal de Transporte de São Paulo, Jilmar Tatto, a presidente do conselho do Greenpeace, Laura Valente, e um dos diretores do Ciclocidade (a Associação de Ciclistas Urbanos de São Paulo), Daniel Guth, são alguns dos nomes que estarão presentes. Colunista do Planeta Sustentável, o jornalista Julio Lamas vai dividir a mediação das mesas com Natália Garcia, do projeto Cidade para Pessoas.

    Enquanto isso, dá uma olhada na programação aqui embaixo.

    OBS: Quem chegar de bicicleta no dia do evento poderá estacioná-la em uma sala dentro do próprio centro cultural.

    Serviço
    Data: 27/06, sexta-feira
    Horário: 9h às 17h
    Local: b_arco Centro Cutural – Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426, Pinheiros
    Confirme sua presença no Facebook e receba atualizações em tempo real.


    Programação

    09h00 às 09h15
    Apresentação
    Sérgio Leitão, diretor de políticas públicas do Greenpeace

    09h15 às 10h00
    Palestra - Os impactos ambientais do setor de transporte: por que precisamos de melhorias na mobilidade urbana e de carros mais limpos?
    Márcio D’Agosto, especialista em Transporte, Professor da COPPE/UFRJ e Presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Ensino em Transportes (ANPET)

    10h00 às 10h15
    Cofffee-break

    10h15 às 12h15
    Mesa de Debate - Desafios da mobilidade urbana em São Paulo
    Laura Valente - Presidente do Conselho do Greenpeace Brasil
    Jilmar Tatto - Secretário Municipal de Transporte de São Paulo
    Daniel Guth - Ciclocidade (Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo)
    Eduardo Vasconcellos - ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos)

    Moderação: Natália Garcia, jornalista responsável pelo projeto Cidades para Pessoas

    12h15 às 14h00
    Intervalo para almoço

    14h00 às 16h00
    Mesa de Debate - Oportunidades para melhorias na mobilidade urbana
    Bárbara Rubim – Greenpeace Brasil
    André Ferreira – IEMA (Instituto de Energia e Meio Ambiente)
    Clarisse Linke – ITDP (Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento)
    Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho – IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada)

    Moderação: Julio Lamas – Colunista do Planeta Sustentável Leia mais >

71 - 80 de 2753 resultados.