Greenblog

Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • As novas faces da República dos Ruralistas

    Postado por Nathália Clark - 23 - mai - 2014 às 11:32 1 comentário

     

    Lançado no fim de setembro do ano passado, o site A República dos Ruralistas está de cara nova – ou melhor, traz novas caras. Relançado nesta sexta-feira (23), ele vem como aquecimento para a Mobilização Nacional Indígena, que acontece na próxima semana, de 26 a 29 de maio. A página, que mapeia os principais integrantes da bancada que representa os grandes proprietários do agronegócio no Congresso, passou por uma atualização e teve a inclusão de 18 novos perfis de parlamentares, sendo 12 senadores e 6 deputados federais.

    Acesse aqui o site.

    Entre eles figuram nomes que dispensam maiores apresentações, como o da presidente da Confederação Nacional da Agricultura, senadora Kátia Abreu (PMDB-TO); do deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), um dos protagonistas do vídeo em que incita a violência contra indígenas no seu estado; senador Blairo Maggi (PR-MT), conhecido com o “Rei da Soja”; senador Romero Jucá (PMDB-RR), autor do PL 1610, que visa autorizar a mineração em terras indígenas; deputado Moreira Mendes (PSDB-RO), autor do PL 3842, que modifica o conceito de trabalho escravo; do ex-presidente do Brasil e atual senador José Sarney (PMDB-AP); dentre outros.

    A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), o Centro de Trabalho Indigenista (CTI), o Greenpeace e o Instituto Socioambiental (ISA), como contribuição para a Mobilização Nacional Indígena. Classificando os parlamentares por “ruralista”, “anti-indígena” e/ou “grande proprietário de terras”, a plataforma apresenta dados sobre a atuação parlamentar, o patrimônio fundiário e financeiro, os financiadores de campanha e as ocorrências judiciais das principais lideranças ruralistas – e anti-indígenas – no Congresso Nacional.

    De fontes públicas, tais como o Tribunal Superior Eleitoral e os sites da ONG Transparência Brasil, os dados sistematizados reforçam a ligação desses parlamentares com empresas multinacionais do agronegócio, crimes ambientais e contra populações tradicionais e pequenos agricultores. Tornam claros também os interesses particulares e corporativos das propostas que defendem. Leia mais >

  • É oficial: deputados são contra áreas protegidas

    Postado por Nathália Clark - 22 - mai - 2014 às 16:18 1 comentário

    Rio Araguari circundando as matas do Parque Nacional das Serras do Tumucumaque, no Amapá, maior unidade de conservação do país (©Greenpeace/Rogério Reis/Tyba).

    Ela passou quase despercebida no dia em que foi registrada na Câmara dos Deputados, em 22 de abril, mas chocou as comunidades ambientalista, indigenista e científica assim que veio à tona. A Frente Parlamentar em Defesa das Populações Atingidas por Áreas Protegidas (Unidades de Conservação e Terras Indígenas), liderada pelo deputado federal ruralista Weverton Rocha (PDT-MA), conta com a assinatura de 214 outros deputados, entre eles figuras conhecidas por seu ferrenho posicionamento anti-indígena e anti-conservacionista, que agora é oficializado.

    Estão entre os listados nomes como o de Alceu Moreira (PMDB-RS), vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária na Região Sul; Bernardo Vasconcellos (PR-MG), primeiro relator do projeto que pretende liberar mineração em unidades de conservação de proteção integral; e Giovanni Queiroz (PDT-PA), que ocupa a vaga de suplente destinada a seu partido na comissão especial da PEC 215; entre outros defensores dos interesses políticos de grandes proprietários de terra e do agronegócio escuso.

    A maioria dos parlamentares que compõem a Frente também votaram a favor do novo Código Florestal, que liberou as florestas do país para novos desmatamentos e anistiou criminosos ambientais. Criada supostamente para rever o processo fundiário que envolve UCs e TIs, a Frente Parlamentar ignora o processo de reversão dessas áreas protegidas que já está em curso.

    Não bastassem as reduções, extinção e recategorização de unidades de conservação, o processo de demarcação de terras indígenas também se encontra paralisado. Um estudo recente realizado por cientistas da Universidade Federal de Pernambuco e do Imazon revelou que, em apenas três décadas, foram realizadas 93 alterações em UCs localizadas em 16 estados brasileiros, o que fez com que fossem retirados de proteção 5,2 milhões de hectares, uma área maior do que o estado do Rio de Janeiro.

    De encontro a isso, o governo Dilma criou apenas três UCs, totalizando pouco mais de 44 mil hectares, o número mais baixo em cerca de 20 anosSituação similar ocorre com relação à expansão da reforma agrária e à homologação de Terras Indígenas, que têm seus processos parados desde o início da atual gestão. Leia mais >

  • A denúncia do Greenpeace no mundo

    Postado por Luana Lila - 21 - mai - 2014 às 15:45

    A extração predatória e ilegal de madeira está destruindo a floresta. Na foto, caminhão carrega madeira em Uruará, Belém (© Greenpeace/Marizilda Cruppe)

     

    Na semana passada o Greenpeace lançou a campanha Chega de madeira ilegal para expor o resultado de uma pesquisa de dois anos que revelou que a exploração de madeira na Amazônia continua ocorrendo de forma tão ilegal e predatória como sempre. Mas, desta vez, com um empurrãozinho do próprio sistema que deveria controlar a produção e o comércio de produtos florestais da região.

    Em menos de uma semana desde que a campanha está nas ruas, as denúncias do Greenpeace já começaram a rodar o mundo e mostrar resultado. No Brasil, foram enviados mais de 15 mil e-mails aos principais pré-candidatos à presidência exigindo que se posicionem sobre o problema e apresentem soluções. Já na Itália, o ministro de Agricultura e Florestas, Maurizio Martina, anunciou a aprovação do decreto que regulamenta a aplicação da legislação europeia de combate à madeira ilegal. Nos Estados Unidos, mais de 40 mil pessoas também aderiram à campanha e enviaram mensagem pedindo que uma empresa local pare de comprar madeira sem garantia de origem.

    Enquanto a maior floresta tropical do mundo vai sendo destruída e vendida tora após tora, quantidades absurdas de madeira com origem suja e documentação limpa circulam por aí. Os estados da Amazônia, que administram a madeira que sai da floresta e entra nos mercados, não são capazes de provar que controlam o setor. Por sua vez, o consumidor nunca terá certeza de que não está contribuindo com a destruição da Amazônia.

    “É muito importante que os consumidores dessa madeira estejam alertas sobre a falta de controle que impera sobre o setor madeireiro na Amazônia. O mercado nacional ou estrangeiro precisa exigir garantias de que a origem  da madeira não tenha contribuído para o desmatamento e a destruição da floresta. Exigir garantias e cobrar o governo brasileiro por soluções é essencial para por um fim à essa situação inaceitável”, disse Marcio Astrini, da Campanha Amazônia do Greenpeace.

    Você pode ajudar a dar um ponto final nesses crimes ambientais. Mande uma mensagem à presidenta Dilma e aos candidatos à Presidência da República para que a retirada de madeira seja feita de forma responsável na Amazônia, respeitando a floresta e seus povos. Leia mais >

  • A floresta vai gritar!

    Postado por Luana Lila - 19 - mai - 2014 às 16:41 1 comentário

    O dia 24 marca os três anos do assassinato de Zé Claudio e Maria (©Greenpeace/Felipe Milanez)

     

    O próximo sábado, dia 24 de maio, marca três anos do assassinato de Zé Claudio e Maria do Espírito Santo, que dedicaram suas vidas para proteger a Amazônia, combatendo a extração ilegal de madeira na floresta. 

    Hoje é o último dia para colaborar com a vaquinha que vai ajudar a família do casal a organizar uma grande mobilização no local onde Zé Claudio e Maria viviam, em Nova Ipixuna, no Pará, para lutar por justiça.

    Os mandantes do crime, confiando na impunidade, continuam soltos até hoje. O apoio de cada um de nós é fundamental para fazer ecoar o grito pela defesa da floresta, da justiça e da vida. Participe e colabore com a vaquinha: #AFlorestaVaiGritar! Leia mais >

  • Copa sem povo, tô na rua de novo

    Postado por Gabriela Vuolo* - 16 - mai - 2014 às 8:30 4 comentários

     

    Representando o Greenpeace, tenho participado das reuniões abertas do Comitê Popular da Copa SP. Em todas essas reuniões, o plano era que o 15M fosse um ato bonito, lúdico, pacífico e que levasse para as ruas as pautas dos movimentos e organizações que compõem o Comitê, principalmente sobre o direito à manifestação e o direito à cidade. Essas pautas têm uma relação direta com o trabalho do Greenpeace - a primeira por nosso ativismo histórico, e a segunda por conta de nosso trabalho com mobilidade urbana.

    A menos de um mês para a Copa, várias cidades brasileiras foram tomadas por atos e protestos contra o evento. São Paulo amanheceu coberta de manifestações. Ao entardecer, a concentração para o último ato do 15M começou na Praça do Ciclista e seguiu de forma pacífica pela rua da Consolação sentido centro. No início da noite, mais de 5 mil pessoas saíram em marcha em direção ao centro.

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    Mas, na altura do cemitério da Consolação, o cenário mudou radicalmente. Foi tudo muito rápido; não sei dizer exatamente o que aconteceu. O que vi foi muita fumaça e bombas lançadas pela polícia. Alguns manifestantes atiravam pedras em vidraças, chutavam lixeiras ou arrastavam sacos de lixo e ateavam fogo no meio da avenida. O Batalhão de Choque desceu a Consolação em bloco, fechando as possíveis saídas em direção ao centro e Higienópolis. Ficamos encurralados. Um helicóptero da polícia parecia que ia pousar bem em cima das nossas cabeças. Pessoas corriam. Carros com famílias desesperadas pra sair dali. Trabalhadores nos ônibus sem saber o que estava acontecendo. De onde eu estava, foi impossível dizer quem começou; ou o que foi o estopim.

    Voltei pra casa com os olhos ardendo de gás lacrimogêneo e a cabeça cheia de perguntas. Por que os grandes veículos de mídia sempre tratam do confronto polícia-manifestante pelo viés do ‘quem começou’, com uma mensagem que corrobora a criminalização de manifestantes, em vez de promover um debate sério sobre os reais motivos que levam as pessoas às ruas? Até quando o Estado vai repetir a antiga fórmula do pão e circo, respondendo às demandas e reivindicações justas da população com a Copa do Mundo? Ou vai instituir uma nova fórmula, a do pão e sangue, usando a força para silenciar as vozes daqueles que estão na rua buscando construir uma sociedade mais justa e democrática?

     

    Se em junho de 2013 ainda havia dúvida se a repressão às manifestações era uma questão de decisão política ou de despreparo da nossa polícia, hoje essa dúvida não existe mais: foram gastos mais de R$2 bilhões de reais em reforços para o aparato repressivo do Estado, ou seja, armas não letais, caminhão de água e treinamento com um grupo de paramilitares americanos, responsáveis por mortes de civis iraquianos no massacre da Praça Nissour, em 2007.

    A resposta policial que vimos hoje nas ruas de São Paulo É uma escolha política, que demonstra a completa falta de disposição do Estado em dialogar com os movimentos e de resolver as demandas concretas trazidas pela voz das ruas. É inadmissível que a polícia seja a única mediação com o Estado durante as manifestações e que a repressão - explícita ou não - seja a única forma de diálogo oferecida aos manifestantes. É inaceitável que os excessos de alguns sirvam de justificativa para a criminalização de todos. Tenho certeza que a maior parte das pessoas foi às ruas hoje para fazer reivindicações justas e exercer seu direito democrático de protestar pacificamente. Mas, ainda assim, sofreu o mesmo tipo de tratamento por parte do Estado.

    O mais preocupante talvez seja o fato de que o que aconteceu no 15M em São Paulo e em outras cidades provavelmente servirá de desculpa para apressar a aprovação dos projetos de lei que tramitam no Congresso e que ameaçam restringir direitos e aumentar ainda mais as penas para manifestantes.

    E pra quem me diz: "mas, por que vocês não protestaram contra a Copa lá em 2007, quando o Brasil foi escolhido pra sediar o evento?", eu respondo (e hoje com ainda mais convicção): eu tinha a esperança de que a Copa pudesse trazer benefícios para o país. Eu queria acreditar que podia sair algo de bom desse evento. Mas, quanto mais a Copa se aproxima, mais eu me convenço de que eu estava errada. Não só pelos gastos exuberantes com estádios, ou pela falsa promessa de que a Copa deixaria um legado, ou pelas famílias que perderam suas casas para dar lugar às obras do Mundial. Eu estava errada também porque a Copa tem sido usada como desculpa para massacrar nosso direito constitucional de ir pras ruas - e isso tem acontecido dia após dia, manifestação após manifestação, desde junho de 2013.

    E por isso, quanto mais perto da Copa chegamos, mais eu me sinto compelida a ir pra rua. Enquanto o Estado insistir em responder às demandas justas da população com o pau ou com o circo, continuaremos na rua, exercendo nosso direito democrático de livre manifestação e reafirmando a não violência como princípio e como escolha estratégica. Permaneceremos aqui, pois não há outro lugar para estar. E ainda vamos incomodar muito!

    * Gabriela Vuolo é campaigner do Greenpeace Brasil

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  • Segunda oficina gratuita na Matilha Cultural

    Postado por Alan Azevedo - 14 - mai - 2014 às 15:03

     

    Com o objetivo de levar mais informação aos manifestantes, que se dirigem às ruas para ilustrar sua insatisfação com as prioridades do governo, o Greenpeace abre as inscrições para a oficina gratuita de Segurança e Comunicação, que será realizada no dia 24/05, em parceria com a Matilha Cultural.

    Após as atividades da oficina do último final de semana, onde foram compartilhadas táticas de ação direta não-violenta e diferentes formas de intervenções criativas (lambe-lambe, stencil, projeção, etc…), o Greenpeace propõe uma nova rodada de conversa e atividades para mostrar a importância do planejamento prévio antes de sair às ruas.

    Na Oficina de Segurança e Comunicação, ferramentas serão disponibilizadas para que as pessoas possam ser sua própria mídia, mostrando a relevância do registro nas manifestações, sempre levando em conta quesitos importantes de segurança. Vamos abordar a necessidade da segurança da informação, como se comunicar durante manifestações, a segurança física do ativista, dicas de como reagir em caso de abordagem policial e também instruções para primeiros-socorros.

    Ir para as manifestações com informação e preparo é essencial para que você possa garantir mais segurança a si mesmo e também a outros manifestantes.

    Afinal, “Ou você tem uma estratégia ou é parte da estratégia de alguém” (Alvin Toffler).

    Para se inscrever, preencha o formulário online. Aproveite para confirmar sua presença no evento do Facebook e compartilhar com os amigos.

    SERVIÇO:
    Sábado, 24/05 – das 10h às 19h
    Matilha Cultural
    Rua Rego de Freitas, 542 – República, São Paulo Leia mais >

  • Artártida em perigo

    Postado por André Sampaio - 14 - mai - 2014 às 11:02

    Eventos extremos climáticos - como o derretimento de calotas polares - serão cada vez mais comuns devido a intensificação das mudanças climáticas. (©Bernd Roemmelt/Greenpeace)

     

    A Antártida, uma das maiores camadas de gelo do mundo, está sofrendo danos irreparáveis devido às mudanças climáticas e lentamente sumirá do Terra. É o que revela estudo divulgado pela NASA publicado pela revista Geophysical Research Letters.

    A pesquisa analisou 40 anos de dados obtidos por satélites, aviões e estudos de solo e concluiu que o derretimento está acontecendo mais rápido do que o esperado. Um dos fatores que foram fundamentais para identificar tal mudança foi o aumento do nível do mar causado pelo aquecimento global.

    “O entendimento é de que isso elevará ainda mais o nível do mar além do que era esperado e o principal culpado por essa alteração é o homem”, afirma Renata Camargo, coordenadora de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil.

    Não é mera coincidência que os cientistas do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) tenham chegado à mesma conclusão quando publicaram a primeira parte de seu quinto relatório. Em setembro de 2013, eles confirmaram a responsabilidade do ser humano no aquecimento do planeta e atualizaram as previsões sobre as mudanças no sistema climático. “Se nenhuma medida for tomada não apenas a Antártida estará ameaçada, mas todos os continentes serão gradualmente atingidos pelas mudanças climáticas”, continuou Camargo.

    Dados do relatório do IPCC mostram que um dos maiores responsáveis pelo aumento das emissões de gases do efeito estufa e, consequentemente, do aquecimento global é o setor de transportes. De 1970 a 2010, suas emissões mais que dobraram e se nada for feito a expectativa é de que cresçam como nenhuma outra até 2050, puxada principalmente pelos países emergentes. E o Brasil segue essa lógica já que entre 1990 e 2012 as emissões do setor de transportes subiram 143%.

    Todos devem agir para responder à essa crise global do clima: governos, indústria e sociedade civil. A COP20 (Conferência da ONU para Mudanças Climáticas) no final do ano no Peru será um momento crucial para que os governos ajam para reverter esse quadro de derretimento das geleiras, de inundações no Rio Madeira, de seca na região Sudeste brasileira, savanização da Amazônia e tantos outros exemplos das mudanças climáticas.

    “O Brasil tem um papel central no combate das mudanças climáticas como um país que pode apontar os rumos para um novo modelo de desenvolvimento. Antes, precisa fazer seu dever de casa nacionalmente reduzindo suas emissões consideravelmente e protegendo seu patrimônio florestal. E internacionalmente deve assumir responsabilidades nas negociações climáticas compatíveis com seu papel de grande economia mundial”, disse Camargo.

    Diante dos resultados das pesquisas e dos avisos dos cientistas é inegável que o momento de agir é agora. Este ano fundamentos básicos deve ser construídos na COP20 para que um novo acordo global seja assinado em 2015, em Paris, para substituir o Protocolo de Kyoto e vigorar a partir de 2020. Leia mais >

  • Voluntários vão às ruas por carros mais eficientes

    Postado por Heloísa Mota* - 12 - mai - 2014 às 17:42 1 comentário

    Voluntários do Greenpeace Brasil fazem atividades nas ruas e pedem veículos mais eficientes (©Greenpeace)

     

    Na última semana, os grupos de Voluntários do Greenpeace de Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília e Recife foram às ruas para pedir para que a Volkswagen, Fiat e Chevrolet comprometam-se em produzir veículos mais eficientes. Um estudo feito pela COPPE/UFRJ em parceria com o Greenpeace mostra que o consumo de combustível e as emissões de gases estufa dos veículos brasileiros podem reduzir muito se as montadoras aumentarem a eficiência energética de seus carros. A tecnologia existe: na Europa, as mesmas companhias já produzem carros mais limpos e eficientes.

    Criativos, os voluntários inovaram no modelito de homem das cavernas e até desenvolveram sua própria fantasia de carro de papelão, como mostram as fotos das voluntárias mineiras que atraíram a os transeuntes em Belo Horizonte, na Praça Sete. O resultado? A voluntária Gabriela Araújo, designer do veículo levado às ruas, comemorou: “Várias pessoas pararam para tirar fotos e apoiar nossa campanha”.

    “Ora, se o Brasil é o país do futuro, está na hora de abandonar as tecnologias ultrapassadas e exigir das maiores empresas como a Fiat, a Volkswagen e a Chevrolet o comprometimento de produzir carros limpos e mais eficientes também aqui.”, relatou Cinthia Bordini, no blog do Grupo de Voluntários de Porto Alegre, que aproveitou o Dia das Mães para realizar a intervenção no Parque da Redenção, um dos locais mais movimentados nos domingos da capital gaúcha.

    Em Recife, quem passeou pelo Parque Dona Lindu, na tarde do dia 10/05, também teve a oportunidade de conversar sobre eficiência energética veicular.

    No mesmo dia, em Brasília, os novos voluntários do grupo, que ingressaram no processo seletivo de abril, participaram de sua primeira atividade, treinados pelos colegas mais experientes. “Nosso time estava com a energia renovada, contamos com o reforço dos novos voluntários, o que só garantiu o sucesso da atividade.”, relatou Yeda Taquari, voluntária do Greenpeace em Brasília.

    Para conhecer mais nossa Campanha e pedir às montadoras que desenvolvam veículos mais eficientes, é só acessar www.ocarroqueeuquero.org

    *Heloísa Mota faz parte do tipo de mobilização do Greenpeace Brasil Leia mais >

  • Pela liberdade de expressão!

    Postado por Alan Azevedo - 12 - mai - 2014 às 14:20 9 comentários

    O Comitê Popular da Copa de São Paulo, uma articulação de movimentos sociais da qual o Greenpeace faz parte, junto de coletivos e ativistas que questionam as violações cometidas em nome do megaevento, está organizando um protesto na próxima quinta-feira (15/05). O data foi batizada de “Dia Internacional de Lutas contra a Copa do Mundo” e contará com atos por todo o Brasil e ao redor do mundo. Este é o primeiro ato de rua organizado pelo Comitê Popular da Copa neste ano.

    Entre as razões elencadas para o protesto, estão as 10 mortes de trabalhadores na construção das arenas do Mundial; a remoção forçada de 250 mil pessoas por conta de obras; a proibição do trabalho ambulante e de artistas independentes pela Lei Geral da Copa; a violência cometida contra a população em situação de rua; a elitização dos estádios e a privatização do espaço publico.

    A principal bandeira de luta do dia será, no entanto, a garantia da liberdade de manifestação antes, durante e depois da Copa. Os organizadores entendem que este direito constitucional está ameaçado por uma série de leis anti-manifestação e pelo recrudescimento das forças policiais. Somente no setor de Segurança Pública, 2 bilhões de reais foram gastos em armamentos, treinamentos e equipamentos de vigilância para o "controle de distúrbios civis e antiterrorismo", como descreve manual intitulado "Garantia da Lei e Ordem", de autoria do Ministério da Defesa.

    O ato está confirmado nas cidades de São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Salvador, Vitória, Cuiabá, Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Recife, Belém, São Carlos, Sorocaba, Campinas, entre outras. Em âmbito internacional, as cidades de Buenos Aires, Santiago, Barcelona, Paris, Londres, Bogotá e Berlim também confirmaram protestos contra a Copa do Mundo.

    Leia aqui o Manifesto do ato de 15 de maio.

    O lema do ato será: “COPA SEM POVO, TÔ NA RUA DE NOVO!”

    SERVIÇO
    Dia 15 de maio de 2014 – quinta-feira.
    Concentração: Praça do Ciclista (Avenida Paulista, entre as ruas Bela Cintra e Consolação)
    Horário: 17h
    Destino: Estádio do Pacaembu Leia mais >

  • Mães solares

    Postado por Marina Yamaoka - 10 - mai - 2014 às 19:09 1 comentário

     

    Quando penso na minha mãe me faltam palavras para descrevê-la. Posso até dizer que ela foi e é amiga, educadora, enfermeira, aquela que sempre sabe o que fazer e o que dizer no momento certo, mas nada disso é suficiente. Não basta porque eu sei que além de outras inúmeras qualidades, minha mãe, assim como milhares de outras espalhadas pelo mundo, não se preocupam apenas com seus filhos, mas também pensam em como transformar o planeta um lugar melhor para as próximas gerações.

    Para comemorar o Dia das Mães, o Greenpeace traz a história de quatro mães que são pura inspiração não só para mães e filhos, mas para todos. “Uma das melhores coisas que fazemos como mães é que não estamos apenas preocupadas com o que fazemos dentro de casa, mas, sim, como nossas ações se refletem no mundo”, diz Cynthia Redwine, da empresa de energia solar norte-americana RED Energy Design.

    As quatro entrevistadas falam sobre como nossas ações podem diminuir nossa pegada de carbono e lutar contra as mudanças climáticas usando uma fonte de energia renovável como a solar. Chame sua mãe para assistir o vídeo com você e compartilhe esse momento com ela neste dia especial.

    Um feliz dia das mães! Leia mais >

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