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Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Ambientalistas exigem que mercado pare o desmatamento do Cerrado

    Postado por Camila Rossi - 11 - set - 2017 às 12:32

    Em manifesto, organizações alertam que empresas podem impedir a destruição de mais de 30% do bioma que abriga as nascentes de 8 das 12 regiões hidrográficas brasileiras

    Vista aérea da cidade de Balsas, Maranhão, na região do Matopiba, confluência dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. O Cerrado brasileiro já perdeu em torno de 50% de sua formação original devido à expansão do agronegócio (Foto Marizilda Cruppe / Greenpeace)

      

    Entre 2013 e 2015, o Brasil destruiu 18.962 km² de Cerrado. Isso significa que a cada dois meses, neste período, perdemos no bioma o equivalente à área da cidade de São Paulo. Este ritmo de destruição o torna um dos ecossistemas mais ameaçados do planeta. Por essa razão, o Greenpeace Brasil e demais organizações ambientalistas lançam hoje o manifesto: Nas mãos do mercado, o futuro do Cerrado: é preciso interromper o desmatamento.

    No manifesto, 40 organizações afirmam que a principal causa da destruição do bioma é a expansão do agronegócio sobre a vegetação nativa. Dada à grave situação do Cerrado, que supera há mais de dez anos as taxas de desmatamento da Amazônia, as entidades pedem uma medida imediata em defesa do Cerrado a ser tomada pelas empresas que compram soja e gado desse bioma, assim como os investidores que atuam nesses setores, no sentido de adotarem políticas e compromissos eficazes para eliminar o desmatamento e desvincular suas cadeias produtivas de áreas naturais recentemente convertidas em pasto ou plantações de soja.

    As organizações também cobram o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos pelo governo no Acordo de Paris e que sejam criados instrumentos e políticas para uma produção mais responsável e unidades de conservação no Cerrado. Alertam que só cumprir a lei não é suficiente, pois ela autoriza que mais 40 milhões de hectares sejam legalmente convertidos no bioma.

    “A exemplo de compromissos assumidos por empresas na Amazônia para eliminar o desmatamento de suas cadeias, é fundamental que um passo na mesma direção seja dado para o Cerrado, onde a situação do desmatamento é muito grave”, afirma Cristiane Mazzetti, especialista em desmatamento zero do Greenpeace Brasil.

    O manifesto traz 15 argumentos que justificam seus pedidos, sendo alguns deles:

    - O Cerrado abriga as nascentes de 8 das 12 regiões hidrográficas brasileiras e responde por um terço da biodiversidade do Brasil, com 44% de endemismo de plantas, mas está ameaçado, tendo perdido cerca de 50% de sua área original;

    - Se mantido o padrão de destruição do Cerrado observado entre 2003 e 2013, até 2050 serão extintas 480 espécies de plantas e mais de 31 a 34% do Cerrado poderá ser perdido;

    - As emissões de gases de efeito estufa decorrentes desse processo impedirão o Brasil de cumprir com seus compromissos no Acordo de Paris;

    - A redução do bioma pode alterar o regime de chuvas na região, impactando a produtividade da própria atividade agropecuária;

    - O governo brasileiro se comprometeu a disponibilizar os dados oficiais do desmatamento do Cerrado anualmente. Um dos argumentos trazidos por parte do setor privado para justificar a falta de monitoramento de suas cadeias produtivas era a ausência do Prodes do Cerrado. O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações já publicou os dados oficiais até 2015 e afirma que o monitoramento começará a ser realizado anualmente, como ocorre no bioma Amazônia.

    Leia aqui o manifesto na íntegra. Leia mais >

     

  • Cá entre nós - Entrevista com Doador

    Postado por tbatista - 6 - set - 2017 às 15:25

    Há quase 2 anos, Naone Garcia é doador do Greenpeace. Capixaba de coração, a paixão pelo meio ambiente surgiu por influência de sua família que sempre o educou cultivando o respeito pela natureza e os animais.

    Formado em economia, sabe que a origem do progresso do país veio do extrativismo, mas decidiu partir para outro caminho e por um longo período utilizou seus conhecimentos para trabalhar no relacionamento com comunidades e dentro do possível amenizar os problemas das pessoas.

    Naone foi vegetariano (hoje come menos carne) e isso fez seu relacionamento com o meio ambiente aumentar e também o motivou a estudar mais sobre os problemas sistemáticos que a pecuária gera para a natureza.

    “Gostei muito da campanha ‘Carne ao molho madeira’, o ideal seria que todos fossem vegetarianos, como não é possível e eu mesmo não consegui, pelo menos a agropecuária realizada de forma consciente já é um avanço.”

    Em seu tempo livre, Naone nada no mar, fazendo travessias de até 2 quilômetros. É lá onde várias vezes encontra peixes e tartarugas e vive seu momento de maior conexão com a natureza. Ele e o grupo que realiza o percurso são conectados e brigam pelo mar e sua preservação.

     

    “Vitória é uma cidade pequena, tem um saneamento bom, porém sofre com o impacto regional e também por ser perto do Porto de Tubarão, paga pelo preço de um passado onde não existiu a preocupação com o derramamento de minério na praia.”

    Decidiu ser doador depois de acompanhar o trabalho do Greenpeace por e-mails e na sequência bater um papo com nossa equipe nas ruas.

    “Não concordo 100% com o radicalismo do Greenpeace, mas não deixo de doar. Com tantos problemas e atenção dividida pra todo lado, talvez o caminho seja esse mesmo, só assim conseguem conquistar a atenção sobre as questões envolvendo o planeta. Outra coisa que admiro é a coragem do Greenpeace de ser independente, vejo muito valor nisso! Conseguir recursos é uma luta diária e em nome da liberdade recusar recursos é realmente admirável e fortalecedor.”

    “Mesmo com uma doação pequena, quando paro para pensar que o que eu doo somado a muitas outras pessoas fazem tudo isso acontecer, me deixa bem contente”

     Quer ser o próximo doador entrevistado, manifeste seu interesse escrevendo para nós:  

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  • Como mostramos que temos mais força que as grandes petrolíferas

    Postado por Thaís Herrero - 4 - set - 2017 às 18:20 1 comentário

    Empresas multinacionais podem até ter um enorme poder financeiro. Mas quando juntamos milhares de pessoas para defender um ecossistema único no mundo, temos mais poder e força

    Em ação na Bélgica, ativistas foram até uma refinaria da Total mostrar o ecossistema que a empresa quer pôr em risco, ao explorar petróleo no Norte do Brasil. (Foto: © Eric De Mildt/ Greenpeace)

    De longe pode até parecer uma briga entre Davis e Golias. De perto, nossa saga para barrar grandes empresas petrolíferas mostra que por sermos tantos Davis, somos muito fortes. Somos mais de 1,2 milhão de defensores e defensoras dos Corais da Amazônia ao redor do mundo. Por onde vamos, espalhamos nossa mensagem e aumentamos cada vez mais esse nosso time.

    Em março, mais de 600 jovens e crianças foram à praia da Copacabana (RJ) e formaram um banner humano gigante em defesa dos Corais da Amazônia. (©Foto: Fernanda Ligabue/Spectral Q/Greenpeace)

     Desde que começamos a campanha em janeiro, já fizemos uma obra de arte gigante com 600 crianças e adolescentes, nos sujamos com petróleo falso, fizemos piada com as petrolíferas no Dia da Mentira, levamos 450 ativistas de 6 países para as ruas, chegamos até a ser presos, entregamos uma carta assinada por cientistas renomados e levamos peixes e medusas gigantes para um protesto em Londres.  Sem medo das grandes corporações, deixamos claro que não vamos parar até que a vitória seja definitiva.

    Voluntários do Greenpeace de Florianópolis (SC) se sujaram de petróleo falso para mandar um recado para a empresa francesa que quer explorar petróleo no Norte do Brasil: "Total, fiquem longe dos Corais da Amazônia". (Foto: ©Bruno Leão/Greenpeace)

    Semana passada, o Ibama rejeitou o estudo ambiental da Total, dando uma última chance da empresa apresentar os estudos que faltam, antes que o processo seja arquivado. Isso deixa a empresa francesa um pouco mais longe de realizar o sonho sombrio de extrair petróleo perto dos Corais da Amazônia.

    Em abril, no dia da Mentira, voluntários foram às ruas para mostrar o quão absurdo é o plano de explorar petróleo perto dos Corais da Amazônia. Imagine se encontrassem petróleo no meio da Avenida Paulista e quisessem extrair, o que você acharia? (Foto: ©Greenpeace)

     
    O Greenpeace agradece a todos e todas que apoiam a campanha e defendem os Corais da Amazônia. Seguimos juntos e ainda temos muito pela frente até que consigamos proteger de uma vez por todas nosso tesouro natural. 

    Em Londres, peixes e medusas gigantes foram até a porta da BP para dizer não à exploração de petróleo perto dos Corais da Amazônia. (Foto: ©Chris J Ratcliffe)

     

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  • 5 razões para comemorar o “não” que o Ibama disse à Total

    Postado por Thaís Herrero - 31 - ago - 2017 às 11:00

    Lucrar com o petróleo de perto dos Corais da Amazônia é um sonho cada vez mais distante para a empresa francesa.

    Dias atrás, nós celebramos a notícia de que o Ibama rejeitou o estudo da empresa Total, que quer explorar petróleo perto dos Corais da Amazônia. Isso significa que os planos (absurdos) dessa petrolífera francesa estão um pouco mais difíceis de se realizarem. E que nós, defensores dos Corais, estamos ganhando nossa luta!

    Temos motivos para comemorar com todo mundo que também quer que o petróleo fique longe desse ecossistema único. Cinco razões para comemorar o “não” que o Ibama disse à Total:

    1. Mais de 1,2 milhão de pessoas foram ouvidas

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    Quando o Ibama diz “não” à Total está lado a lado com o desejo dos milhares de defensores dos Corais da Amazônia que assinaram a petição. Nós dizemos “não” à ganância das petrolíferas e “sim” à vida submarina preservada!

    2. A carta que cientistas assinaram surtiu efeito

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    Pouco tempo atrás, cientistas renomados assinaram esta Carta Aberta. Eles destacam que o recife recém-revelado significam muito para a biologia marinha. E expressando sua preocupação com os riscos que a exploração petrolífera representa para a região.  

    3. O Ibama considerou os (muitos) defeitos do estudo da Total

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    Os documentos que a empresa entregou ao Ibama são cheios de falhas e dados insuficientes, segundo o próprio órgão ambiental. O Greenpeace já tinha destacado alguns desses problemas. Por exemplo, em caso de um vazamento, há uma chance de 30% do óleo atingir a região dos recifes. Isso  já é inaceitável em qualquer caso. É ainda pior quando estamos falando de um bioma único no mundo e pouco estudado.  

    4. O “não” definitivo está próximo

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     A Total tem uma última chance para dar ao Ibama novos dados e tentar a licença. Mas acreditamos que o Ibama vai manter sua postura e defender os Corais da Amazônia. Funcionários do órgão inclusive  apoiaram nosso protesto pacífico semanas atrás.

    5. Isso nos dá mais forças para continuar nossa campanha

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     Começamos a defender os Corais da Amazônia em janeiro e o movimento só cresce. Agora, vemos que tudo valeu a pena.

    A rejeição da licença é uma importante vitória de todos que se mobilizaram pela defesa dos Corais da Amazônia. Mas ainda precisamos manter a pressão para que a Total não continue tentando emplacar seu projeto de explorar petróleo ali. Ajude-nos a continuar esse trabalho entre para o nosso time de doadores e vista a camisa em nome dos Corais da Amazônia. Leia mais >

    JUNTE-SE A NÓS

  • A semana do Greenpeace em fotos:

    Postado por Greenpeace - 21 - ago - 2017 às 17:35 1 comentário

    Todos os dias pessoas de todo o mundo lutam para garantir um futuro verde e pacífico para o nosso planeta. Do Brasil a Noruega, aqui está um olhar sobre algumas das principais imagens do Greenpeace na semana passada

    Ação global contra a exploração de petróleo no Ártico

    O navio Arctic Sunrise está no Ártico expondo o governo norueguês contra a exploração de petróleo. Ativistas de todo mundo estão a bordo participando da ação.

     

    Ação contra a construção do parque temático da Nickelodeon nas Filipinas

    Grupos ambientais e da sociedade civil se opõem ao parque temático que Nickelodeon pretende construir. Para os estudiosos, a construção do parque poderá prejudicar o ecossistema marinho da região.

     

    Não ao plástico! ação na Bulgária

    Ativistas de 13 países diferentes abriram um banner com a mensagem “não ao plástico” na ponte de Asparuhov, Bulgária.

     

    Protesto em frente à sede do Ibama, no Rio de Janeiro, contra a exploração de petróleo nos Corais da Amazônia

    Ativistas do Greenpeace realizam manifestação em frente ao Ibama para que o órgão resista à pressão das empresas Total e BP e negue a licença ambiental de exploração petrolífera próxima aos Corais da Amazônia.

      

    Eternit, a "Casa do Câncer" no centro de Bogotá

    Em ação criativa, o Greenpeace apresentou a "casa do câncer" no parque nacional de Bogotá. A Organização chamou atenção para que a empresa Eternit abandone definitivamente a produção de materiais que contenham amianto. O processo será discutido nos próximos dias pelo Senado Colombiano.

     

    Protesto para salvar a floresta de Białowieża, na Polônia

    Aproximadamente 150 pessoas protestaram na praça perto da embaixada polonesa em Praga contra a desmatamento na floresta de Bialowieža.

     

    Rainbow Warrior  aberto à visitação em Varna, Bulgária

    Em apoio a campanha para redução do uso plástico, o Rainbow Warrior fez sua parada em Varna, na Bulgária, e abriu as portas para que os visitantes adentrassem no interior do navio.

     

    Show da banda Mashrou Leila no Líbano

    A banda fez um show para conscientizar seu público sobre a questão do plástico no Líbano.

     

    Ação na sede da Commbank na Austrália

    Voluntários entregaram carvão em frente à sede da CommBank, em Sydney, depois que o banco falhou ao liberar uma política climática fraca que não tem uma única menção ao uso de combustíveis de carvão ou fósseis.

      

    “Ação plástica” em Jerusálem

    Atividade voluntária em frente ao Ministério do Meio Ambiente, em Jerusalém, pedindo que o Governo amplie a lei de reciclagem. Na foto, uma baleia de garrafas pet, em frente ao Ministério Público.

     

    Mobilidade Urbana na Holanda

    Garagem com capacidade para mais de 4.500 bicicletas Leia mais >

      

  • Criaturas gigantes do mar protestam em Londres contra a BP

    Postado por Greenpeace - 21 - ago - 2017 às 13:11

    Peixes e medusas foram para a frente da sede da companhia petrolífera pedir que ela abandone seus planos de perfuração próximo aos Corais da Amazônia

      

    Nesta segunda-feira (20), 30 voluntários do Greenpeace realizaram um desfile com 12 criaturas gigantes do mar tropical em frente à sede da BP, em Londres, para protestar contra os planos de perfuração de petróleo perto dos Corais da Amazônia.

    O desfile “nadou” em torno da praça Trafalgar Square, um dos pontos turísticos da capital britânica, e em seguida seguiu para St James Square, onde a companhia de petróleo está localizada. Os ativistas entregaram a petição com mais de um milhão de assinaturas pedindo que a BP não perfure perto do recife, juntamente com um mapa para mostrar onde está esse ecossistema. O desfile contou com peixes e medusas tropicais de quatro metros de comprimento, incluindo o colorido "Kylie Minnow".

    Em desfile, os ativistas seguiram do centro da cidade em direção à sede da BP. Foto: Chris J Ratcliffe

     

    "Todos no Greenpeace ficaram incrivelmente entusiasmados por capturar as primeiras imagens dos Corais da Amazônia, e não podemos deixar agora a BP destruir essa maravilha natural antes mesmo de ser conhecida. Trouxemos essas incríveis criaturas como embaixadores do recife. É um gostinho dessa beleza que está ameaçada pelos planos da BP”, afirma Sara Ayech, ativista de petróleo do Greenpeace no Reino Unido.

    Agora, a BP não pode mais continuar fingir ignorar a existência dos Corais da Amazônia. Foto: Chris J Ratcliffe

     

    Como os estudos da empresa ignoraram completamente essa área, apesar dela ser três vezes maior que Londres, os ativistas entregaram um mapa da região onde está o recife e as mais de um milhão de assinaturas das pessoas na petição pela proteção dessa riqueza natural única. “Por mais forte que eles tentem - e eles parecem estar tentando bastante - não vamos deixar a BP ignorar os Corais da Amazônia", completa Sara.

    A petição com mais de 1,3 milhão de assinaturas de pessoas pedindo pela proteção dos Corais da Amazônia foi entregue para a BP. Foto: Chris J Ratcliffe

     

    Os Corais da Amazônia são um recife de coral de 5.000 quilômetros quadrados na bacia da faz do Amazonas, ao largo da costa do Brasil. Foi filmado e fotografado pela primeira vez em uma expedição do Greenpeace em fevereiro deste ano e é um ecossistema único, rico em biodiversidade e amplamente inexplorado. A BP e a empresa francesa de petróleo Total pretendem perfurar petróleo na área, com seus blocos compartilhados a partir de apenas 8 km do recife. Muitos cientistas marinhos expressaram sua consternação sob o risco de um derramamento de óleo devastar o recife antes mesmo dele ter sido estudado.

    No caminho, os ativistas passaram em frente à embaixada brasileira e deixaram uma carta com o pedido da petição para que o governo brasileiro proteja o recife. Foto: Chris J Ratcliffe

     

    O Estudo de Impacto Ambiental da BP para a área, um documento enorme com centenas de páginas, evita mencionar o recife de 5.000 km2 sequer uma vez. O plano de resposta do derramamento de óleo da empresa inclui o uso do dispersante químico 'Corexit', que é tóxico para os corais, e depende de veículos operados remotamente que podem não funcionar nessas águas. Leia mais >

  • Estátuas de São Paulo usam máscaras contra a poluição do ar

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 17 - ago - 2017 às 18:15

    A intervenção foi um protesto contra o projeto de lei do vereador Milton Leite para prorrogar os ônibus a diesel na cidade por mais 20 anos, e assim, a poluição que mata 4 mil pessoas a cada ano

     

    As estátuas não respiram, mas 13 mil vidas poderão ser salvas até 2050 com a adoção de combustíveis limpos nos ônibus de São Paulo. Foto: Paulo Pereira

     

    Nesta quinta-feira (17), diversas “personalidades” da cidade de São Paulo, como Adoniram Barbosa, no Bixiga; Francisco de Miranda, na Av. Paulista; Afonso Taunay, no Largo do Arouche; Alexander Flamming, na Mooca; Nicolau Scarpa,  nos Jardins; e Luiz Lázaro, na Praça da República, amanheceram com máscaras, protegidas contra a poluição do ar.

     

    A Lei do Clima determina toda a frota de ônibus com combustíveis renováveis a partir de 2018 - esta transição não pode nem precisa durar 20 anos. Foto: Paulo Pereira

     

    O protesto, realizado pelo Greenpeace, Minha Sampa e Cidade dos Sonhos, foi para chamar a atenção para o projeto de lei do vereador e presidente da Câmara Municipal Milton Leite (DEM) que pretende adiar por 20 anos o prazo para que as empresas de ônibus adotem combustíveis mais limpos na frota municipal.

    Ou seja, se isso passar, teremos que conviver até 2037 com essa fumaça tóxica que mata mais que o trânsito: são 11 mil mortes por ano na cidade, sendo 4 mil delas apenas em função do que é emitido pelos ônibus a diesel.

     

    Nem o Monumento às Bandeiras escapou. Foto: Paulo Pereira

     

    “Estas mortes anuais recaem hoje nas mão do vereador Milton Leite. A solução para salvar vidas é garantir ônibus que não poluem. A cidade de São Paulo não pode mais prejudicar a saúde de seus cidadãos e desperdiçar bilhões de reais em perda de produtividade e gastos com saúde pública”, disse Davi Martins, do Greenpeace. 

    Durante a manhã, em terminais de ônibus e hospitais públicos, as pessoas também receberam as máscaras e folhetos explicando os riscos deste projeto de lei para a saúde. Foto: Barbara Veiga/Greenpeace

     

    Também conhecido como “PL da Poluição”, o projeto, que só atende aos interesses das empresas de ônibus, terá sua primeira audiência pública hoje na Câmara dos Vereadores. Por isso, para que todos nós não tenhamos que andar com máscaras pela cidade, é preciso pressionar os vereadores a barrar essa irresponsabilidade, que custa vidas, saúde, dinheiro e representa um enorme atraso tecnológico.

    Clique na imagem abaixo e envie sua mensagem aos vereadores.

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  • 16 de agosto: dia decisivo para meio ambiente e povos indígenas e quilombolas

    Postado por Camila Rossi - 15 - ago - 2017 às 23:33

    STF julgará três ações que podem decidir o futuro das áreas protegidas no Brasil e das demarcações de terras indígenas e quilombolas. Para agravar, deputados devem votar projeto de lei que propõe alterar regras de licenciamento ambiental para grandes obras.

    Floresta Nacional do Jamanxim, uma das unidades de conservação mais desmatadas recentemente, poderá ter 354 mil hectares de área protegida reduzida por projeto de lei (Foto Daniel Beltrá/Greenpeace).

    O dia 16 de agosto de 2017 pode ser um dia histórico para o meio ambiente e para as populações tradicionais do Brasil. Nesta quarta-feira, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidirão o futuro das áreas protegidas e dos povos indígenas e quilombolas. Já os deputados votarão o projeto de lei que propõe enfraquecer o licenciamento ambiental. Em apenas um dia, décadas de conquistas socioambientais podem ser perdidas. Definitivamente, um dia para ficar na história, para o bem ou para o mal.

    STF: Redução de Unidades de Conservação (UCs) 

    Duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) – 4717 e 3646 – que tratam dos atos de criação, recategorização, ampliação, redução e desafetação dessas áreas protegidas serão analisadas pelo STF. Dependendo da decisão final, os julgamentos dessas ações podem resultar na anulação de praticamente todas as unidades de conservação (UCs) do país, bem como abrir caminho para que essas áreas protegidas sejam reduzidas ou desafetadas por medida provisória.

    Atualmente, a redução de UCs pode ser feita apenas por projeto de lei. Se for aprovada que a alteração poderá ser via medidas provisórias, será criado um precedente e as medidas provisórias serão largamente utilizadas por presidentes para reduzir as áreas que hoje estão protegidas. 

    STF: Demarcação de Terras Indígenas  

    As decisões dos ministros sobre o Parque Indígena do Xingu (MT), a Terra Indígena Ventarra (RS) e terras indígenas dos povos Nambikwara e Pareci poderão gerar consequências para as demarcações de terras indígenas em todo o país.

    Em julho, Temer assinou um parecer da Advocacia Geral da União (AGU) obrigando todos os órgãos do Executivo a aplicar o “marco temporal” e a vedação à revisão dos limites de terras já demarcadas - inclusive visando influenciar o STF.

    Segundo a tese do chamado “marco temporal”, considerada político-jurídica inconstitucional, os povos indígenas só teriam direito às terras que estavam sob sua posse em 5 de outubro de 1988. Os ruralistas querem que o ‘marco temporal’ seja utilizado como critério para todos os processos envolvendo TIs, o que inviabilizaria a demarcação de terras que ainda não tiveram seus processos finalizados.

    STF: Demarcação de Quilombos 

    Será retomado também neste dia o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3.239, proposta, em 2004, pelo então PFL, hoje DEM, contra o Decreto 4.887/2003, que regulamenta a demarcação dos quilombos. Procedimentos de demarcação em andamento e futuros podem ser prejudicados.  

    O Decreto 4.887 não estabelece um marco temporal para a comprovação da posse da terra, prevê títulos coletivos inalienáveis e a delimitação de um território que garanta a reprodução física e cultural dos quilombolas.

    O principal ponto do Decreto 4.887 questionado pelo DEM é o critério de “auto-atribuição”, pelo qual a própria comunidade decide quem são e onde estão os quilombolas. De acordo com o partido, ele abriria brechas para arbitrariedades e o desrespeito aos direitos de ocupantes das terras não quilombolas.

    A advogada do ISA Juliana de Paula Batista nega que os processos só levem em conta a “auto-atribuição” e assinala que, segundo as normas vigentes, dificilmente um não quilombola poderia simplesmente se auto-atribuir a condição quilombola e ter reconhecidos direitos territoriais. 

    Câmara: votação PL de licenciamento ambiental 

    A Câmara dos Deputados vota a Lei Geral de Licenciamento - PL 3729/2004, que pode alterar as regras do licenciamento ambiental no Brasil.

    O texto proposto pela bancada ruralista contém diversos pontos polêmicos, como a dispensa de licenciamento para atividades agropecuárias, criação do licenciamento autodeclaratório e flexibilização de exigências ambientais. Se o PL for aprovado, grandes obras poderão ser  autorizadas sem que se saiba exatamente seu impacto ambiental. Hoje, a decisão para a liberação de uma obra ou atividade é baseada na análise de seus impactos e em um plano que garanta compensações em áreas como a social e ambiental.

    O texto também joga para os estados a decisão de que tipo de obra precisará de licenciamento e como este se dará, podendo ocasionar uma verdadeira guerra entre estes estados para ver quem oferece maiores facilidades em termos de proteção ambiental.

    O conjunto da obra, escrita pelo Dep. Mauro Pereira e apoiada por setores como a bancada ruralista e a CNI, pode ainda gerar uma grande insegurança jurídica para novos licenciamentos, aumentando a quantidade de questionamentos jurídicos e afetando negativamente os investimentos no país.  

     

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  • A semana do Greenpeace em fotos

    Postado por Greenpeace - 14 - ago - 2017 às 15:31

    Todos os dias pessoas de todo o mundo lutam para garantir um futuro verde e pacífico para o nosso planeta. De Beirute à Buenos Aires, aqui está um olhar sobre algumas das principais imagens do Greenpeace na semana passada.

    Parem de extrair água do rio Rakaia

     
    Ativistas do Greenpeace entraram dentro de tubos de irrigação para protestar contra uma construção que extraí água do rio Rakaia em Canterbury, Nova Zelândia.

    Pescadores protestam contra usina de carvão em Java, Indonésia

     
    Greenpeace Indonésia em apoio à centenas de pescadores em manifestação contra a usina de carvão.

    Sprite espreme florestas na Argentina para produção de limão

     
    Três mil hectares de florestas foram desmatados ilegalmente para plantação de limão para fabricação do refrigerante. No centro de Buenos Aires, ativistas do Greenpeace escalaram mais de 30 metros de um prédio para lançarem banners com a seguinte pergunta: “Sprite, quando irá reflorestar?”.

    "Mudanças Climáticas" mandam o Commonwealth Bank para a justiça 

     
    O maior banco da Austrália, o Commonwealth Bank foi parar na justiça por descomprir com os tratados de sustentabilidade.

    Desenho humana com a frase “Não ao plástico”

     

    Limpeza da Praia Beirut no Líbano

     
    Voluntários se reuniram para o dia de limpeza na praia.

    Mel direto do estádio em Hamburgo

     
    A equipe de futebol de Hamburgo, St.Pauli apresentou para a imprensa o mel de uma colméia de abelhas mantida próxima ao estádio.

    Treinamento para utilizar o "fogão solar"

     

     
    Os idealizadores do cozinha solar promoveram um treinamento para as pessoas do projeto "Jovem Solar Marroquino".

    Policultura ecológica e gado misto na França

     
    O GAEC (Groupement Agricole d'Exploitation en Commun) é um grupo agrícola coletivo na Vendée, na França, eles utilizam práticas de cultivo ecológico no cultivo de grãos, sementes e vegetais em combinação com a criação de gado leiteiro, galinhas e patos.

    "Muitas vacas"

     
    Ativistas do Greenpeace protestaram em frente ao parlamento em Wellington, Nova Zelândia, com recortes de vacas leiteiras e lançaram um novo relatório que liga a intensificação da pecuária com a segurança da água potável.

  • Sprite espreme florestas na Argentina para produção de limão

    Postado por Camila Rossi - 12 - ago - 2017 às 12:58

    "Sprite, quando irá reflorestar?" dizem os banners. Ação foi realizada no centro de Buenos Aires, capital da Argentina (Foto © Greenpeace)

     

     Três mil hectares de florestas foram desmatados ilegalmente para plantação de limão para fabricação do refrigerante. No centro de Buenos Aires, ativistas do Greenpeace escalaram mais de 30 metros de um prédio para lançarem banners com a seguinte pergunta: “Sprite, quando irá reflorestar?”

     >> Veja o vídeo e as fotos da ação.

    Na manhã do último dia 13, pessoas que passavam pela Avenida 9 de Julho da capital argentina, uma das importantes do centro de Buenos Aires, foram surpreendidas por uma ação do Greenpeace. Ativistas escalaram mais de 30 metros de um prédio para questionar a Sprite, da gigante Coca-Cola, quando a companhia irá reflorestar uma área de três mil hectares de florestas que foram derrubadas para plantação de limão, que servem para a fabricação do refrigerante.

    A empresa tem um contrato de 20 anos com a La Moraleja SA, proprietária de uma fazenda na cidade de Salta, no norte da Argentina, que destruiu áreas protegidas de floresta.

    "A Sprite afirma ser uma empresa sustentável. É por isso que queremos saber quando irão reflorestar os três mil hectares de florestas que o seu fornecedor derrubou ilegalmente em Salta", explicou Hernán Giardini, coordenador da Campanha de Florestas do Greenpeace Argentina.

    Com base em seus padrões de sustentabilidade, o Greenpeace exige que a Sprite interrompa suas relações comerciais com a La Moraleja e refloreste as áreas ilegalmente desmatadas e adote uma política de Desmatamento Zero. Isso implica em comprometer-se a garantir que seus fornecedores não desmatem em nenhum lugar no planeta e a restaurar as florestas que foram desmatadas para o desenvolvimento de seus negócios.

    "A Sprite deve agir para que essa mesma situação não aconteça em outras partes do mundo e deve adotar uma política de Desmatamento Zero como parte de sua responsabilidade ambiental. As empresas que destroem as florestas e os governos que as autorizam devem ser responsabilizados pelas consequências", resume Giardini.

    A Argentina está entre os dez países que mais destroem suas florestas e quase metade dos desmatamentos são ilegais. O Greenpeace Argentina apresentou um projeto de lei de crimes florestais para que a destruição de florestas no país implique sanções aos responsáveis com sentenças de 2 a 10 anos de prisão. Leia mais >

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