Greenblog

Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • O ano está acabando e nosso calendário também

    Postado por Roberta Ito - 15 - dez - 2014 às 9:30 1 comentário

    sexta-feira, 7 de novembro de 2014

    Começou a contagem regressiva para a campanha dos calendários 2015 do Greenpeace. Se você ainda não adquiriu o seu, agora é a hora! Para você que já tem o seu calendário, deu para ver como ele é bonito, não? Então que tal dar como presente para os amigos nesse final de ano?

    Corra e acesse o nosso site para fazer uma doação especial e receber seu calendário. Cada mês é marcado por uma linda imagem da nossa casa: o planeta Terra. Que este calendário sirva como um lembrete de como temos sorte em viver num mundo tão lindo e único.

    Com essa pequena contribuição, você ajudará a construir um futuro melhor e começará o ano com o pé direito!

    Faça como a Ana Cláudia Miranda Ayres, uma de nossas mais novas colaboradoras, que inclusive já adquiriu um calendário:

    "Tento de alguma forma construir um mundo melhor, mais justo para as gerações vindouras.
    E como somos todos um, sem os demais seres vivos nosso planeta mãe sucumbirá. Acredito que se cada um de nós doar um pouco, poderemos reverter o quadro desse mundo sem vida. A esperança é verde!!!"

    É graças a sua ajuda que conseguimos manter nossa independência de empresas, do governo e de partidos políticos. Juntos conseguiremos mudar o mundo!

    Seu gesto de solidariedade hoje será lembrado o ano todo.

    Participe e seja parte da mudança! Leia mais >

  • Em tempos de crise, gerar energia é a solução

    Postado por Luciano Dantas - 12 - dez - 2014 às 17:27 2 comentários

    Mesmo com o enorme potencial que o Brasil possui, ainda faltam políticas públicas que favoreçam o cenário energético no país. Leia mais >

     Há dois anos o brasileiro já pode gerar sua própria eletricidade e, com isso, receber descontos em sua conta de luz, fazendo com que a economia e parte dos benefícios sejam sentidos no bolso pelo consumidor. Essa possibilidade veio com a regulamentação da resolução 482 da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), que estabeleceu as condições gerais para a micro e minigeração renovável.

    Gerar sua própria energia é algo que ganha ainda mais importância em um ano marcado pela estiagem e pela crise do setor elétrico, que eleva os custos da eletricidade e faz com que o cidadão pague mais por ela: em média, as tarifas de energia já subiram 30%. E com a perspectiva de entrarmos no quarto ano seguido de uma das estiagens mais severas que o país já enfrentou, a única certeza dada é que os aumentos continuarão.

    No Brasil, já temos ao menos 289 sistemas instalados. Apesar de pequeno para o potencial do país, houve um crescimento de mais de 100% em relação ao número do ano anterior (131). O crescimento do número de sistemas confirma o interesse dos brasileiros nas energias renováveis. “Para que esse número seja ainda maior, é preciso que o governo melhore as condições da microgeração, com criação de linhas de crédito para a aquisição dos sistemas e desoneração do ICMS incidente na conta do microgerador”, afirma Bárbara Rubim, da campanha de Energias Renováveis do Greenpeace Brasil.

    Para ajudar a disseminar essa possibilidade ao consumidor, o Greenpeace publicou uma cartilha com os passos que devem ser tomados por aquele que deseja ter um sistema em uma casa.

     
  • As ruas também são para pedalar

    Postado por Carolina Nunes - 10 - dez - 2014 às 11:49

    Pedalada pelo Ártico na Tailândia (© Greenpeace/Callahan Chittagong Tuttle) Leia mais >

    Conforme a infraestrutura cicloviária avança nas cidades brasileiras, ganham destaque nos jornais e na internet as opiniões conservadoras de quem não se sente contemplado por essas mudanças. Nesse último final de semana, chamou a atenção uma matéria no jornal O Estado de S. Paulo que foi um pouco além e trouxe opiniões bastante ofensivas a respeito de ciclistas. Moradores da rua Honduras, localizada em um bairro nobre da cidade de São Paulo, se irritam com a pintura de uma ciclovia no local e proferem sua indignação à mudança usando argumentos que desqualificam os ciclistas – um senhor chega ao extremo de dizer que “quem anda de bicicleta não presta”.

    Ofensas à parte, relatos desse tipo são símbolo da mentalidade que uma cidade excludente produz. São décadas de políticas públicas que priorizam a propriedade e o transporte privados, que ao longo do tempo foram tornando a cidade inacessível a pedestres e ciclistas. Muitas pessoas têm resistência em entender a necessidade de criar essa lógica justamente por estarem inseridas nesse contexto de privilégio e exclusão.

    A boa notícia é que há tempo para promover uma virada nessa cultura de privilégio ao automóvel. Depoimentos como os dos moradores da rua Honduras provam que as ciclovias são necessárias não só pela segurança e incentivo ao transporte não-motorizado e pela dívida histórica do poder público com esse modo de transporte. Mas também para acelerar uma mudança pela qual, em algum momento, cidades como São Paulo devem passar.

    Apesar de o senso comum apregoar o contrário, as ruas são públicas e pertencem a todos os cidadãos, independente de seu meio de transporte. A criação de ciclovias, assim como a reforma de calçadas, são ações necessárias para democratizar o espaço público, que parece ter sido desenhado apenas para o uso do carro. Uma pesquisa do IPEA, por exemplo, mostra que 80% do espaço nas ruas das grandes cidades brasileiras é dedicado ao automóvel, apesar de apenas 30% das pessoas se locomoverem com eles.

    A cada faixa pintada nas cidades é dado o recado, outrora esquecido, de que as ruas são para o proveito de todos, e não de meia dúzia de pessoas privilegiadas por morarem em um bairro nobre ou terem um carro importado. Nessa fase de “redivisão” de espaços, as reações poderão ser agressivas, como aconteceu em outros lugares no mundo que passaram pelo mesmo processo. Nesse caminho, todos temos muito a aprender.
  • Papo Greenpeace: COP20

    Postado por Marina Yamaoka - 9 - dez - 2014 às 19:12 4 comentários

    Veja como foi o Papo Greenpeace:

     

    Se você quer entender o que significa INDC, LTG, ADP, “rascunho zero” e o que está sendo discutido em Lima, no Peru, durante a COP 20 – 20a Conferência de Mudanças Climáticas das Nações Unidas – participe do “Papo Greenpeace” na semana que vem.

    Para explicar sobre o que os políticos das delegações dos 194 países estão falando e para fazer um balanço da primeira semana de negociação, o Greenpeace realiza uma conversa com Márcio Astrini, coordenador de políticas públicas do Greenpeace Brasil, e Raquel Rosenberg, co-fundadora do Engajamundo e liderança jovem brasileira na negociação.

    O papo acontecerá no dia 9/12, terça-feira, às 20 horas (horário de Brasília), diretamente de Lima, no Peru. Os interessados poderão participar enviando perguntas para os convidados.

    Cada vez mais cientistas e especialistas trazem evidências sobre as mudanças climáticas e chamam a atenção para a necessidade urgente de ação para combatê-las. Você não vai querer ficar por fora deste debate! Confirme presença em nosso evento no Facebook e divulgue entre seus amigos. Leia mais >

  • Tufão Hagupit atinge Albay, no sul das Filipinas. O Greenpeace está lá para testemunhar os impactos e chamar atenção para as mudanças climáticas (© Greenpeace/Alanah Torralba)

     

    Enquanto o tufão Hagupit atinge as Filipinas, uma das maiores operações de evacuação em tempos de paz da história foi lançada para prevenir uma repetição das enormes perdas de vidas ocorridas quando o super tufão Haiyan atingiu a mesma área há apenas um ano.

    "Uma das maiores evacuações em tempos de paz” é o que tem sido dito sobre esse fato. Mas pergunto: é tempo de paz ou estamos em guerra com a natureza?

    Eu estava prestes a ir para Lima, no Peru, quando recebi um telefonema para vir para as Filipinas para apoiar o nosso escritório e seu trabalho em torno do tufão Hagupit (cujo nome significa chicote). Em Lima está em andamento a COP 20, mais uma rodada de reuniões da ONU sobre o clima, com o objetivo de negociar um tratado global para evitar uma mudança climática catastrófica.

    Mas essas negociações já acontecem há muito tempo, com urgência insuficiente e nos bastidores. E, não tanto nos bastidores, também ocorre a influência do lobby dos combustíveis fósseis.

    Este ano, como no ano passado e no ano anterior, essas negociações ocorrem em um cenário devastador de um chamado "evento climático extremo", sobre o qual os cientistas do clima há tempos vêm alertando.

    Tragicamente, não estamos tomando medidas urgentes. Mas a natureza não negocia, ela responde à nossa intransigência. Para o povo das Filipinas, e em muitas outras partes do mundo, a mudança climática já é uma catástrofe.

    Há apenas um ano, o super tufão Haiyan matou milhares de pessoas nas Filipinas, deixou as comunidades destruídas e causou bilhões de dólares em danos. Agora, muitos sobreviventes que ainda estão deslocados tiveram que novamente evacuar as tendas onde vivem enquanto o tufão Hagupit esculpe um caminho por todo o país.

    É muito cedo para avaliar o impacto até agora - estamos todos esperando que ele poupará as Filipinas da mesma dor que foi vivida após Haiyan.

    Aqui em Manila, nos preparamos para viajar para as áreas impactadas, na esteira do tufão Hagupit, ou Ruby, como tem sido chamado. Vamos oferecer a assistência que pudermos e vamos prestar solidariedade ao povo filipino. Queremos chamar a atenção daqueles que são responsáveis pelas mudanças climáticas, aqueles que são responsáveis pela devastação e que deveriam estar ajudando a pagar pela limpeza e pela a adaptação a um mundo em que o nosso clima está se tornando uma fonte crescente de destruição em massa.

    É com o coração pesado que nos preparamos para esse testemunho. Nós desafiamos aqueles em Lima a voltar sua atenção da letargia do processo das negociações e prestar atenção ao que está acontecendo no mundo real.

    Os chamamos para entender que a mudança climática não é uma ameaça futura a ser negociada, mas um perigo claro e presente que requer ação urgente agora!

    Todos os anos, o povo das Filipinas aprende da maneira mais difícil o que a inação sobre as emissões quer dizer. Eles podem estar um pouco mais bem preparados e mais resistentes, mas eles também estão mais horrorizados com o fato de que, a cada ano - ao mesmo tempo -, as reuniões sobre o clima parecem continuar no vácuo. Não estão preparados para tomar medidas significativas, não são capazes de responder à urgência do nosso tempo e não responsabilizam os grandes poluidores que estão causando a mudança do clima com ritmo feroz.

    Antes de sair para Manila também recebi uma mensagem do Yeb Sano, comissário do clima para as Filipinas: "Eu espero que você possa se juntar a nós quando dermos o testemunho sobre o impacto deste novo super-tufão. Sua ajuda seria muito valiosa para entregar uma mensagem clara e em bom som para Lima."

    Yeb foi o negociador-chefe Filipino por três anos nas negociações climáticas da ONU e recentemente visitou o Ártico em um navio do Greenpeace para testemunhar o degelo do mar. Dois anos atrás, em Doha, quando o tufão Pablo tirou a vida de muitos, ele rompeu o protocolo normalmente reservado e desapaixonado da diplomacia que domina as negociações do tratado do clima da ONU falando:

    "Por favor, deixem que 2012 seja lembrado como o ano em que o mundo encontrou a coragem de assumir a responsabilidade para o futuro que queremos. Eu peço a todos nós aqui, se não formos nós, quem? Se não for agora, então quando? Se não aqui, então onde? "

    Estou reunindo o Greenpeace Filipinas e Yeb para visitar as áreas mais atingidas, documentar a devastação e enviar uma mensagem clara de mudança climática para Lima e o resto do mundo. Os que são responsáveis pela maioria das emissões serão responsabilizados pelas comunidades que estão sofrendo os impactos de eventos climáticos extremos associados às mudanças climáticas.

    Vamos chamar os chefes das companhias de combustíveis fósseis que são culpados pela tragédia que se desenrola para que realizem um exame de consciência e aceitem a sua responsabilidade histórica. Diz-se que a verdade é a primeira vítima da guerra e, nesta guerra contra a natureza, a verdade da ciência do clima é inquestionável.

    *Kumi Naidoo é diretor-executivo do Greenpeace Internacional Leia mais >

  • De volta da estrada

    Postado por Bruno Weis - 5 - dez - 2014 às 10:00

    Estão no ar os seis episódios da minissérie Linhas, que discute o passado, o presente e o futuro da Energia no Brasil a partir da vida de cinco brasileiros – e uma peruana.

    Ilha Solteira, interior de São Paulo, divisa com o Mato Grosso do Sul; Altamira, às margens do Rio Xingu, no sudoeste do Pará; aldeia Sawré Muybu, do povo Munduruku, na beira do Rio Tapajós; comunidade de Sobrado, no arquipélago das Anavilhanas, no Rio Negro, Amazonas; município de Juazeiro, interior baiano, por onde passa o Rio São Francisco. Comunidade Ashaninka, na Amazônia Peruana. Estas seis paradas compõem o roteiro percorrido pelo projeto documental “Linhas – ligando os pontos das energias do Brasil”, que o Greenpeace Brasil produziu em parceria com a cineasta Eliza Capai e a fotógrafa Carol Quintanilha.

    Em cada parada da minissérie – publicada semanalmente nas últimas seis semanas -, apresentamos a história e a vida de um morador local e sua relação com a Energia. Em Ilha Solteira, “Seu” Dirso Souza lembra dos tempos em que participou da construção da hidrelétrica homônima e reflete sobre como a atual estiagem reduz a eficiência da usina. Em Altamira, o jornalista Felype Adms testemunha os impactos socioambientais da obra de Belo Monte na cidade e região. Diante do crescimento da violência, poluição e outras mazelas sociais, o jornalista admite se arrepender de ter sido um dos defensores do empreendimento.

    Entre um episódio e outro, o site do projeto publicou composições fotográficas assinadas por Carol Quintanilha, mesclando dimensões técnicas, naturais e humanas das localidades e suas respectivas questões energéticas. O objetivo do projeto é ampliar a discussão sobre o modelo energético adotado pelo Brasil, seus impactos e custos, e quais alternativas devem ser adotadas para garantir um futuro mais limpo e sustentável.

    Na aldeia Munduruku, a equipe do Linhas documentou a preocupação de Felícia Krixi com a sobrevivência de sua cultura e modo de vida, bem como o destino de seus filhos e netos, diante dos planos do governo federal em construir cinco barragens no Tapajós. A resistência Munduruku para evitar a destruição do Tapajós é um dos pontos altos de toda a narrativa do Linhas. Na comunidade Sobrado, no Rio Negro, a estudante Wemelly Barroso Souza, 13 anos, relata como a geração de energia por placas fotovoltaicas mudou a vida do vilarejo isolado no meio da floresta, impactando diretamente na inclusão digital dos jovens dali.

    Desta comunidade isolada, o projeto seguiu viagem para a cidade baiana de Juazeiro, onde mil casas estão sendo abastecidas por energia solar. Ali, os moradores recebem uma renda complementar a partir da venda do volume excedido da energia gerada pelos painéis fotovoltaicos. Quem conta a história de transformação local é Lucineide Silva, responsável pela limpeza dos aparelhos.

    O sexto e derradeiro episódio de Linhas, lançado na última terça-feira, levou a narrativa para além das nossas fronteiras. Em plena Amazônia Peruana, conhecemos Ruth Buendía, liderança Ashaninka premiada por sua luta pela defesa dos direitos de seu povo. Nas comunidades no Rio Ene, Ruth é uma heroína. Ela liderou a mobilização vitoriosa contra a construção de uma hidrelétrica prevista para ser construída da região – para gerar energia para o Brasil. Os impactos socioambientais, claro, ficariam todos do lado de lá da fronteira. Uma história que insiste em se repetir em vários pontos da Amazônia, comprometendo a sobrevivência de comunidade indígenas e a manutenção da floresta em pé. Com projetos com a minissérie Linhas, o Greenpeace Brasil espera fortalecer as alternativas para que o futuro seja diferente. Leia mais >

  • Em busca de soluções para a crise da água

    Postado por Carolina Nunes - 3 - dez - 2014 às 9:54 2 comentários

    Greenpeace realiza protesto na Rua Oscar Freire, em São Paulo (Imagem: Greenpeace/ Paulo Pereira)

    Assembleia Estadual da Água reúne sociedade civil neste sábado 6 para discutir crise hídrica em São Paulo e propor medidas para o próximo período de estiagem

    Todos os cidadãos paulistas já sabem que São Paulo enfrenta a pior crise hídrica da sua história. A informação que passa longe deles, entretanto, é a resposta sobre como e quando essa crise será solucionada. Tentando preencher essa lacuna, representantes de diversos movimentos sociais e ambientais da sociedade paulista se reúnem na Assembleia Estadual da Água, que acontece dia 06 de dezembro em Itu, uma das cidades mais afetadas pela insegurança no abastecimento.

     O objetivo da Assembleia Estadual da Água também é discutir e propor caminhos concretos para exigir das lideranças de governo um plano de contingência que garanta níveis seguros para o abastecimento à população a partir de março de 2015, quando começa o próximo período de estiagem, com foco em Itu e na Região Metropolitana de São Paulo.

    O evento é promovido pela mobilização dos cidadãos do Itu Vai Parar, um bloco de lutas que engajou a sociedade civil em uma rede de solidariedade e protestos neste ano, quando a cidade ficou completamente sem água, com o apoio do movimento de juventude Juntos!. A iniciativa conta ainda com o envolvimento de especialistas e da rede de organizações Aliança pela Água, da qual o Greenpeace faz parte.

    “O evento tem uma dimensão simbólica muito forte, tanto por criar um esfera transparente de discussão que nos é negada, quanto pela sua própria localização, já que Itu infelizmente é epicentro da situação caótica à qual a crise hídrica levou São Paulo”, explica Pedro Telles, representante do Greenpeace na Aliança pela Água.

    O programa de debates e rodas de conversa da Assembleia Estadual da Água vai abordar diversos aspectos da questão hídrica, para além do espectro político, entre eles, a relação dos recursos hídricos com agricultura, moradia e ocupação urbana, agricultura e os impactos das mudanças climáticas sobre o regime hidrológico.

    SERVIÇO:

    Dia 06 de dezembro, das 09hs às 18hs, na FADITU – Faculdade de Direito de Itu. Endereço:  Av. Tiradentes, 1817 - Parque Industrial, Itu - SP

    O evento será transmitido em tempo real pela internet através do canal www.postv.org .

    A inscrição deve ser feita neste link.

    Realização: Movimento Itu Vai Parar e Juntos!

    Apoios: Aliança Pela Água - http://aguasp.com.br/

                 FADITU – Faculdade de Direito de Itu                                            

                 SECOM – Sindicato dos Empregados do Comércio

                 APEOESP – Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de SP Leia mais >

  • Ruth Buendia e o calcanhar de Aquiles

    Postado por André Sampaio - 2 - dez - 2014 às 10:16 1 comentário

    No sexto e último episódio de Linhas, apresentamos a liderança indígena do Peru que conseguiu suspender projetos brasileiros de hidrelétricas no território de seu povo. 

    Ruth Buendía, importante liderança indígena no Peru, ficou conhecida mundialmente este ano após ter ganhado o prêmio Goldman, considerado o Nobel do meio ambiente. (© Greenpeace/Eliza Capai)

     

    Ruth Buendía, importante liderança indígena no Peru, ficou conhecida mundialmente este ano após ter ganhado o prêmio Goldman – considerado o Nobel do meio ambiente – devido a sua luta pela defesa dos direitos dos Ashaninka, a mais populosa etnia indígena da Amazônia peruana.

    E é ela, primeira mulher Ashaninka eleita presidente da Central Ashaninka do Rio Ene (CARE), a última personagem do Linhas, a minissérie em seis paradas que liga os pontos das energias no Brasil, produzida pelo Greenpeace Brasil nas últimas semanas. A vida de Ruth se entrelaça com a história da hidrelétrica de Pakitzapango. A liderança indígena, junto com a CARE, conseguiu suspender a construção da obra, prevista para acontecer nas cercanias de uma pequena comunidade indígena no Peru, Chiquireni. “Mas sabe para onde iria a energia?”, pergunta Buendía que logo emenda a resposta: “Para o Brasil.”

    Um dia após o começo da Conferência das Mudanças Climáticas das Nações Unidas em Lima, no Peru, o Greenpeace fortalece o debate, com este vídeo, sobre o modelo energético brasileiro. Mais que isso: questiona o modelo de um suposto desenvolvimento que é proposto. Inclusive, para além de suas fronteiras.

    Pakitzapango é apenas uma das hidrelétricas que fazem parte de um acordo energético entre os governos brasileiro e peruano. Este acordo tem duração de cinquenta anos e prevê a exportação pelo Peru de até 7200 MWh – o equivalente a metade da produção da usina hidrelétrica de Itaipu, a segunda maior do mundo – para o Brasil. Essa energia seria proveniente da construção de cinco grandes hidrelétricas na Amazônia peruana.

    “Ficamos sabendo da construção de Pakitzapango pela Odebrecht”, diz Buendía, “e, como não fomos consultados, a CARE optou por informar todas as comunidade sobre os impactos sociais e ambientais das obras e questionou se as populações locais queriam ou não a construção.”

    Com todos os vetos à construção reunidos, Buendía seguiu até a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, onde apresentou as demandas das populações indígenas. Ela se recorda de quando teve que ir até Washington, capital dos Estados Unidos, quando ouvia de diversos interlocutores que estava enfrentando uma empresa muito grande e se questionava a si mesma se conseguiria impedir as obras. “Tinha o respaldo do meu povo, portanto, segui confiante”, diz ela.

    “Em todas as batalhas, há um calcanhar de Aquiles. Temos que nos unir para buscar estratégias e somar forças, precisamos da união do povo e da lealdade do líder, assim conseguimos atingir o calcanhar de Aquiles e derrubar monstros”, concluiu Buendía.

    Assista o sexto e último episódio de Linhas aqui

    Leia mais >

  • Hoje é Dia de Doar

    Postado por Roberta Ito - 2 - dez - 2014 às 0:05 1 comentário

    segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

    E finalmente chegou o Dia de Doar! Hoje é o dia de se tornar agente da mudança, um herói do planeta.

    Neste dia nós pedimos um especial junte-se a nós para que possamos tornar o mundo um lugar melhor para as futuras gerações. E por isso, que junto com esse apelo especial, também lançamos uma campanha diferente.

    São pequenos gestos que mudam o mundo, e foi pensando nisso que queremos marcar esse dia com uma recompensa especial. O uso das ecobags ajuda o planeta, e porque não usar uma que seja linda? Preparamos esse presente para você que começará a fazer parte do nosso time no dia de hoje.

    Como é uma ação única, ela acontecerá somente neste dia (02 de dezembro de 2014), deixando a lembrança de uma data bem importante para todos nós.

    Por isso, mais uma vez pedimos para que você venha fazer parte do nosso time. O time das florestas, do ártico, do planeta… do futuro. Seja responsável pelas mudanças e tenha histórias de um planeta que voltou a ser verde e justo para contar daqui muitos e muitos anos! Leia mais >

  • Lima : final positivo em ano decisivo para o clima?

    Postado por Daniel Mittler* - 1 - dez - 2014 às 8:00

    Durante Cúpula do Clima, em Nova Iorque, marcha reúne 400 mil pessoas que pedem ações mais ambiciosas aos políticos para que as mudanças climáticas sejam combatidas. (© Greenpeace/Michael Nagle)

     

    Não há dúvida alguma: 2014 já foi um ano muito importante para a política das mudanças climáticas mesmo que a última rodada de discussões do ano – a Conferência do Clima das Nações Unidas - esteja apenas começando hoje em Lima, no Peru.

    Este foi o ano em que você, e pessoas como você, transformaram as últimas novidades assustadores dos cientistas em uma mensagem de esperança e em um desafio. Mais de 400 mil pessoas marchando em Nova Iorque pedindo por ações rápidas e justas pelo clima foram um símbolo poderoso de que o movimento pelo clima está acordando novamente ao redor de todo o mundo.

    Tão histórico quanto a marcha em Nova Iorque foi o fim do pico de crescimento do carvão na China que foi responsável por fazer com que os dez primeiros anos do século 21 fossem os piores para o clima mundial. Os últimos dados mostram que o uso do carvão está diminuindo cada vez mais rápido do que o imaginado na China. Se isso se tornar uma tendência a longo prazo, as emissões chinesas podem parar de crescer vertiginosamente como vinham fazendo.

    A China e os Estados Unidos, pela primeira vez, concordaram em reduzir as emissões de carbono e em aumentar dramaticamente o uso de energia limpa. O acordo entre eles – assim como as novas metas que a União Europeia estabeleceu internamente – é extremamente inadequado diante do desafio urgente que encaramos. Mas, ao mesmo tempo, o acordo altera a dinâmica das conversas mundiais sobre clima.

    Durante anos, as reuniões de clima eram o local onde os países diziam uns para os outros: “não, você primeiro, você sabe que esse assunto é importante”. Agora estamos nos movendo em direção a um novo mundo. Agora, os países dizem: “Eu posso agir se você também agir”. Esta é uma mudança enorme que faz com que pensar em ações coletivas seja possível.

    No entanto, para propor ações que de fato podem prevenir o caos climático nós precisamos ir além. Precisamos de mais países que digam: “Eu quero agir mais rápido do que você porque isso será melhor para mim – e para você.” Este não é um sonho porque quando se trata de mudanças climáticas as ações tomadas trazem empregos e novas oportunidades. Os dias em que agir contra as mudanças climáticas era considerado negativo acabaram. Energia limpa e renovável é cada vez mais melhor e mais barata e pode providenciar as soluções que o mundo precisa. Renováveis são a solução mais econômica para atender a necessidade por mais energia em um número crescente de países.

    100% da energia adicionada nos Estados Unidos, em agosto, era renováveis e países como a Dinamarca e a Alemanha estão batendo recordes de energia limpa quase todo mês. A China está instalando este ano a mesma quantidade de energia solar que o Estados Unidos tem em toda sua história.

    Enquanto os avisos estão ficando cada vez mais sérios – a previsão é de que este ano seja o mais quente já registrado – as políticas nacionais de clima estão se consolidando, o que poderia significar ações climáticas muito mais decisivas – e um acordo significativo em Paris no ano que vem.

    Para que isso aconteça, os governos em Lima devem entrar em acordo em alguns pontos:

    • Eles devem se direcionar para o sentido correto e pedir 100% de energias renováveis para todos e o fim gradual dos combustíveis fósseis até 2050. Há uma frase no rascunho do texto de negociação sobre “uma meta de longo prazo alcançando zero emissões de carbono até 2050”. Isto precisa estar no texto final. Além disso, os governos precisam estar comprometidos com uma transição justa para as energias renováveis em todas as metas implicadas.
    • Em Lima, os governos não podem atrasar suas ações. Isto significa que todos os governos devem dizer com o que pretendem se comprometer em Paris antes de março de 2015. Isto também significa que devem acordar sobre metas de cinco anos que serão revisadas periodicamente a cada cinco anos. Todos os países devem dizer em Paris o que farão entre 2020 e 2025. As metas não podem ser travadas para 2030, isso significaria atrasar ações (afinal de contas, os políticos de vários países não estarão mais no poder em 2030).
    • Em Lima, os países também devem concordar que a equidade e a adequação do que os países apresentarão nos próximos meses (espera-se que até março de 2015) seja revisado antes que os países se encontrem novamente em Paris, em dezembro de 2015. O mundo merece saber em Paris quem está fazendo sua parte de forma justa e que deve ser culpado se ainda houver uma grande diferença entre o que os governos estão apresentando e um futuro climático seguro para as próximas gerações.

    Claro que não há nenhuma garantia de que estas importantes demandas sejam entregues em Lima. Durante as próximas duas semanas, os governos com certeza nos farão pensar no teatro absurdo que as negociações climáticas são. As vezes, isso até me faz pensar se tivemos algum progresso esse ano...especialmente quando escutamos os governos do Canadá e da Austrália, de quem era esperado que falassem em nome de suas populações e não em nome das indústrias do óleo e do carvão.

    Mas assim como Kumi Naidoo disse recentemente em apresentação no TEDxAmsterdam, “é apenas quando uma grande quantidade de pessoas começa a acreditar que mudanças são possíveis que elas de fato se tornam possíveis.”

    Quando se trata de mudanças climáticas, ainda estamos chegando lá. A urgência da ciência climática, o aumento cada vez maior da atratividade econômica das energias renováveis, o surgimento do movimento global pelo clima, tudo isso significa que progredir nas ações climáticas é inevitável. Os líderes em Lima podem fazer seus trabalho e acelerar a transição para um mundo que tenha energias renováveis para todos.

    Mas mesmo que eles hesitem, eles não serão capazes de mudar o fato de que este momento é favorável para nós em 2014. Junte-se a nós – para que a gente consiga fazer com que esse momento continue existindo!

    E mantenha-se atualizado com o que estamos fazendo em Lima aqui (site em inglês): http://www.greenpeace.org/international/cop20/

     *Daniel Mittler é diretor de política do Greenpeace Internacional Leia mais >

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