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Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • Não houve justiça, apenas impunidade

    Postado por Ximena Leiva - 4 - abr - 2013 às 22:50 6 comentários

    O Brasil e o mundo ficaram estarrecidos hoje com o show de impunidade que deu a marca ao julgamento de José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo (©Greenpeace/Felipe Milanez)

     

    Há 25 anos, Chico Mendes tombava em Xapuri por ter sido alvejado a tiros de escopeta. Há 8 anos, irmã Dorothy Stang também foi atingida por várias balas. Há quase dois anos, mais outros dois defensores da floresta, José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, tiveram o mesmo destino de seus companheiros. Por que isto continua a se repetir com frequência na Amazônia? Porque o poder público nesta parte do país é conivente com violência no campo, desmatamento, grilagem de terras, trabalho escravo e, de quebra, dá as mãos à impunidade que grassa nestes rincões e põe em risco a vida de mais pessoas.  

    O Brasil e o mundo hoje assistiram direto de Marabá, no Pará, como a justiça se esmerou em dar a liberdade ao mandante dos assassinatos do casal de extrativistas. A alegação para que tal absurdo ocorresse é que houve falta de provas que ligassem José Rodrigues Moreira aos crimes. O Ministério Público disse que recorrerá à sentença. Porém, um pistoleiro pegou 45 anos de cadeia e o outro, 42 anos e 8 meses.

    “Mais uma vez, os mandantes de assassinatos no campo na Amazônia são absolvidos. Este é um claro sinal de que o Judiciário sustenta o processo de impunidade no campo. Inclusive, o Judiciário fortalece o latifúndio, que vai continuar matando trabalhador na Amazônia”, preocupa-se o presidente da Fetagri do Pará, Francisco de Assis Solidade da Costa.

    Após as sentenças terem sido proferidas pelo juiz Murilo Lemos Simão, o clima no Tribunal do Júri de Marabá era de muita tensão e medo. Laísa Santos Sampaio, irmã de Maria do Espírito Santo, e uma das testemunhas de acusação, está sofrendo ameaças de morte. Com a soltura de Rodrigues, ela fica ainda mais vulnerável e teme por sua vida.

    Este julgamento é emblemático pois consolida um cenário ameaçador para Amazônia. Seus componentes são muitos e impactantes como a aprovação do Código Florestal e o preocupante retorno do aumento do desmatamento, que entre agosto de 2012 e fevereiro de 2013, arrasou 1.695 quilômetros quadrados de floresta. Enquanto isso, ruralistas e o próprio governo federal avançam sobre terras indígenas e unidades de conservação para levar na marra à região o desenvolvimento que apenas desmata, mata e exclue. Leia mais >

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  • “Não somos bandidos”

    Postado por Bernardo Camara - 4 - abr - 2013 às 11:08

    Carta do povo Munduruku denunciando o atropelo de seus direitos pelo governo.

     

    Ignorados como se fossem mera paisagem, o povo munduruku continua denunciando o atropelo a seus direitos, nas margens do rio Tapajós, no Pará. Desde a última semana, o governo enviou a Força Nacional à região, para garantir que os estudos de impacto ambiental da hidrelétrica no Tapajós sigam em frente, mesmo sem a consulta aos índios que vivem ali.

    “As Forças Armadas estão espalhadas sobre o rio Tapajós, sobre a Transamazônica e nossos territórios, intimidando e ameaçando as pessoas, impedindo de navegar pelos nossos rios e circularmos livremente pelas estradas nas terras e aldeias”, denunciou o povo em carta ao governo, nesta segunda-feira.

    Mas nada mudou. “As denúncias do povo munduruku sao gravíssimas. Isso viola não só a lei brasileira, mas tratados internacionais”, afirma o jurista e ex-presidente da Funai, Carlos Marés. O fato de os índios não terem sido ouvidos sobre o projeto hidrelétrico já motivou, inclusive, ação do Ministério Público Federal.

    “Temos uma ação desde o ano passado pedindo suspensão dos procedimentos da hidrelétrica como um todo, enquanto não forem feitas a avaliação ambiental integrada e a consulta aos povos indígenas”, diz o procurador Fernando Antonio Alves Junior.

    Para o jurista Carlos Marés, o uso das forças armadas nesse episódio remete a um tempo sombrio do país. “Se o exército fosse usado para fiscalizar as derrubadas, a caça de animais, poderia ser razoável. Agora, ter o exército ‘para manter a lei e a ordem’ é uma frase que arrepia a espinha dos que viveram em 1964”, diz.

    “O caso do povo munduruku é um exemplo claro de que o Brasil continua insistindo em um modelo de desenvolvimento ultrapassado, que atropela seus povos e suas florestas. Precisamos avançar para um novo tempo, em que o país cresça de modo equilibrado e valorizando nossos riquíssimos patrimônios ambiental e cultural”, defende Danicley de Aguiar, da campanha Amazônia do Greenpeace. Leia mais >

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  • Justiça para Zé Cláudio e Maria

    Postado por Ximena Leiva - 3 - abr - 2013 às 18:32

    Começou hoje, em Marabá, julgamento dos assassinatos de José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo. Os crimes repercutiram muito no Brasil e pelo mundo afora. (©Greenpeace/Felipe Milanez)

     

    Em Marabá, situada no Sudeste do Pará, palco de uma das disputas de terras mais ferrenhas da Amazônia, ocorre o julgamento dos três acusados de terem assassinado o casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo, em maio de 2011. Este crime teve uma repercussão grande dentro e fora do Brasil tal qual os casos de Chico Mendes e Dorothy Stang. O júri popular se estenderá até amanhã à noite.

    Estão sentados no banco dos réus José Rodrigues Moreira, apontado como o mandante, seu irmão Lindonjonson Silva, e um terceiro, Alberto Nascimento, estes dois últimos acusados de terem sido os autores dos disparos. Os três respondem por homicídio qualificado, sendo que cada um pode pegar até 60 anos de prisão, de acordo com o MPE-PA (Ministério Público Estadual do Pará), autor da denúncia.

    Zé Cláudio e Maria foram exterminados por denunciarem constantemente a ação de madeireiros, carvoeiros e grileiros no Assentamento Agroextrativista Praia Alta Piranheira, a 50 quilômetros de Nova Ipixuna, no Pará. No entanto, houve um episódio que agravou a situação que já era delicada. Certo dia Rodrigues comprou ilegalmente um lote na área, que por sinal era habitado por dois extrativistas. Começaram as intimidações para que a terra fosse desocupada à força.

    Cientes do que estava ocorrendo, o casal informou o Incra e a CPT (Comissão Pastoral da Terra) sobre as ameaças que esses agricultores estavam sofrendo assim como questionaram a compra de lote em assentamento de reforma agrária, prática ilegal muito comum na Amazônia. A partir daí, assinaram definitivamente sua sentença de morte.

    “A violência no campo na Amazônia está relacionada com a invasão de terras ocupadas historicamente por povos indígenas, populações tradicionais e agricultores familiares. A ponta de lança do ataque passa por desmatamento, extração ilegal de madeira e pecuária extensiva. Esse crime revela todo o atraso do modelo de desenvolvimento da região e a urgência de se construir outro, baseado na floresta em pé com desmatamento zero e no respeito a estas pessoas”, observa o coordenador da Campanha pelo Desmatamento Zero, Kenzo Jucá Ferreira. Leia mais >

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  • Desafiando a fortaleza russa

    Postado por Marina Yamaoka - 1 - abr - 2013 às 16:18 1 comentário

    Ativista vestido de urso polar em Moscou, na Rússia, protesta pela proteção do Ártico (©Denis Sinyakov/Greenpeace)

    Hoje até pode ser dia da mentira, mas o urso polar que estava navegando pelo rio Moskva não era uma ilusão, muito menos uma brincadeira. Diretamente do Ártico, um urso solitário estava à deriva no rio que corta a cidade Moscou, na Rússia, e em seu bloco de gelo e com um remo conseguiu se aproximar do Kremlim, sede do governo da Federação Russa, conhecida como fortaleza russa. Lá, ele desenrolou o banner que dizia “O Ártico não está a venda”.

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    O urso foi forçado a deixar o Polo Norte para procurar ajuda. Empresas gananciosas estão promovendo uma corrida e disputa pelo petróleo que está embaixo do gelo ártico e parece que não desistirão até conseguir extrair a última gota de óleo.

    Este ano, duas gigantes estatais do petróleo, a Statoil e a Rosneft, planejam se unir para explorar no mar de Barents, em condições adversas com tempestades e calotas polares à deriva. A decisão ainda será confirmada na reunião de acionistas da Statoil, sendo a Noruega a principal acionista.

    A Rosfnet tem um passado manchado por mais de 10 mil vazamentos de petróleo por ano. Nos últimos anos, a empresa tornou-se uma das maiores participantes do monopólio do Ártico com mais de 20 concessões para a produção de petróleo em plataforma e com planos para perfura no gelo em breve.

    Já a Statoil é cuidadosa em manter limpo o mar norueguês, onde a legislação é muito restritiva, mas investe em empreendimentos arriscados em outros países. Na Rússia, por exemplo, pretender perfurar no gelo, algo que não é permitido na Noruega. Sem a tecnologia, os investimentos e a imagem positiva da Statoil, é muito improvável que a Rosneft consiga começar a perfurar no Ártico em um futuro próximo.

    Diante de todas essas ameaças, o Greenpeace pede que o Ártico seja considerado santuário internacional para que possa ser protegido. Assine e divulgue a petição www.salveoartico.org.br

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  • Truculência à moda antiga

    Postado por Bernardo Camara - 28 - mar - 2013 às 16:56 1 comentário

    Na última operação da polícia na região, índios Munduruku foram agredidos e um deles, assassinado. Foto: Cimi

    “O governo que devia nos proteger, vem mandando seu exército assassino para nos ameaçar e invadir nossas aldeias (...) como se os povos indígenas fossem terroristas ou bandidos”. O trecho acima, retirado de uma carta assinada pelo povo indígena Munduruku, poderia ser de uns 40 anos atrás, época da ditadura. Mas não se engane: foi escrito ontem mesmo, nas margens do rio Tapajós.

    Ali, na fronteira entre Pará e Mato Grosso, os mais de dez mil índios que vivem na Terra Indígena Munduruku vão receber uma visita indesejada: desde o último domingo, mais de 250 homens da Força Nacional aportaram na região para dar início à Operação Tapajós. Com armas em punho, já receberam sinal verde do governo – mas não dos índios – para adentrar a terra e garantir que sejam feitos os estudos de impacto ambiental para a construção de hidrelétricas naquelas águas.

    A chegada das tropas veio na esteira do decreto 7.957, que a presidente Dilma Rousseff assinou no último dia 12. Com ele, foi criada a Companhia de Operações Ambientais da Força Nacional de Segurança, para atuar em “caráter preventivo ou repressivo” e garantir “a lei e a ordem em operações de proteção ambiental”. O que era para ser um aliado no combate a crimes ambientais acabou virando do avesso.

    “O decreto deveria ser usado para reprimir os crimes que vemos espalhados por toda a Amazônia, como o desmatamento, o garimpo, inclusive dentro de áreas protegidas”, diz Danicley de Aguiar. “Mas lamentavelmente, ele está amparando uma truculência policial em cima de povos tradicionais e de movimentos sociais que se opõem a um modelo de desenvolvimento predatório”. Há quatro meses, um índio Munduruku foi assassinado em uma operação da Polícia Federal no Pará.

    Essa combinação de violência, devastação e injustiças são marcas que têm se arrastado há décadas na Amazônia. Por isso o Greenpeace e outras organizações defendem um novo modelo para o Brasil, sem desmatamento, com uma matriz energética diversificada e que respeite as populações tradicionais.

    A consulta aos povos indígenas em obras que irão impactá-los está assegurada pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O Ministério Público Federal entrou com ação exigindo que os estudos de impacto parem até que os Munduruku sejam ouvidos. Mas o pedido foi indeferido e, no lugar do diálogo, chegou uma tropa armada. Os índios pedem justiça. E avisam: “Não ficaremos de braços cruzados vendo tamanho desrespeito com nosso povo e nosso território”.

    Leia aqui a carta do povo Munduruku.

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  • Uma conquista contra a exploração do Ártico

    Postado por Brunno Marchetti - 28 - mar - 2013 às 13:56

    O diretor-executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naido, participa da ação na plataforma Leiv Eiriksson, da Cairn Energy. A ação ocorreu um mês antes do protesto no escritório da empresa, em 2011. (© Jiri Rezac / Greenpeace)

     

    O Greenpeace conseguiu uma importante conquista sobre a petroleira Cairn Energy, em uma das duas Supremas Cortes da Escócia nesta quarta, 27 de março. O tribunal rejeitou o pedido de injunção permanente movido pela Cairn. Caso aprovado, o Greenpeace estaria proibido de realizar ações futuras nos escritórios da empresa e qualquer ação que interrompesse ou interferisse em suas operações.

    A tentativa de censura por parte da petroleira veio após os protestos realizados pelo Greenpeace em 2011. Na época, ela tentava explorar petróleo na costa da Groelândia e se recusava a divulgar publicamente sua política de resposta a vazamentos.

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    O protesto que gerou a ação legal foi no escritório da empresa em Edimburgo e teve poucas horas de duração antes da intervenção da polícia, que retirou os ativistas do local. Pouco depois disso a Cairn entrou com processo contra o Greenpeace Internacional, que não teve envolvimento no protesto feito pelo Reino Unido.

    “Felizmente a corte concordou conosco e a tentativa da Cairn de sufocar os protestos contra suas operações nos parecem tão mal pensadas quanto seu programa de exploração do Ártico”, avaliou Ben Ayliffe, da Campanha do Ártico do Greenpeace Internacional. E completa, “sem essa exposição pública e a possibilidade de jogar os holofotes sobre a arriscada operação no Ártico, empresas como a Cairn poderiam operar impunemente, mesmo que estejam totalmente despreparada para os desafios de trabalhar em um dos mais remotos e extremos ambientes”.

    Atue você também em defesa do Ártico. Assine a petição pela proteção desse ecossistema.

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  • Walmart vai rastrear origem da carne, diz revista

    Postado por Leonardo Medeiros - 28 - mar - 2013 às 10:09

    Supermercados estão cada vez mais preocupados em não ter sua marca associada a desmatamento e crimes na Amazônia (FOTO: ©Mattes)

    Ninguém gosta de ver seu nome associado a desmatamento e outros crimes na Amazônia. Após os frigoríficos iniciarem um trabalho para rastrear toda a carne de sua cadeia de produção, agora também os supermercados começam a se mexer.

    Em matéria publicada nesta quinta-feira pela revista Exame, a rede varejista Walmart promete implementar seu próprio sistema de monitoramento das fazendas que fornecem aos frigoríficos de quem o supermercado compra carne.

    De acordo com a reportagem, a cada novo pedido, o Walmart exigirá dos frigoríficos uma lista das fazendas de será responsável por atender essa demanda. A partir de então, cruzará as informações com dados do Ibama de fazendas embargadas, localizadas em territórios indígenas ou unidades de conservação. Também não passarão aqueles fornecedores que constam na lista suja do trabalho escravo.

    Após anos de campanha para expor como o avanço da pecuária vem causando a destruição da Amazônia, o Greenpeace acolhe com grande expectativa a iniciativa do Walmart. Porém, ainda aguarda a divulgação oficial com detalhes do novo sistema de monitoramento.  Leia mais >

  • Precisamos falar sobre o Ártico

    Postado por Brunno Marchetti - 26 - mar - 2013 às 15:22

    O ator novaiorquino passou por um período de preparação no norte do Canadá antes de ir para seu destino final (© Lauren Nolting)

     

    “Nunca acampei antes e, definitivamente, não sou um explorador do Ártico, mas estou determinado a colocar essa bandeira no Polo Norte e declará-lo protegido”. Foram essas as palavras de Ezra Miller, ator de “Precisamos Falar Sobre o Kevin” e “As Vantagens de Ser Invisível”, ao anunciar que participará da expedição do Greenpeace ao Polo Norte no próximo mês de abril.

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    O time Aurora, nome dado ao grupo de 16 membros que irá até o topo do Ártico, tem como objetivo levar a bandeira vencedora do concurso “Flag for the future”, que com a curadoria de Vivienne Westwood selecionou uma bandeira que simbolizasse paz, esperança e a comunidade global. Junto desta, o grupo vai levar também uma cápsula do tempo contendo as mais de 2,5 milhões de assinaturas de pessoas comprometidas com a proteção daquela região. Entre os signatários estão a atriz Cameron Diaz, a banda One Direction e o músico Jack White.

    Além de Miller, a expedição contará também com a participação de outros três embaixadores da juventude com diferentes conexões com o Ártico, além de uma equipe de doze pessoas. A participação do ator marca mais um passo na campanha global de proteção ao Ártico, que sofre com o aquecimento global e a cada dia perde mais sua cobertura de gelo. Recentemente a petrolífera Shell tentou sem sucesso explorar petróleo na região, mas isso não significa que o futuro do Ártico está decidido, ajude a tornar essa região plenamente protegida.

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  • De Israel, uma mensagem para Barack Obama

    Postado por Brunno Marchetti - 21 - mar - 2013 às 16:53

    Ativistas suspensos no cartão postal israelense mandam mensagem para o presidente dos Estados Unidos (© Yair Meyuhas / Greenpeace)

     

    A “Ponte das Cordas” em Jesuralém, também conhecida como Ponte Calatrava, foi o cenário escolhido para dizer ao presidente dos Estados Unidos mais uma vez: “Obama, você pode impedir a perfuração no Ártico”. Nesta quinta, 21 de março, cinco ativistas do Greenpeace desenrolaram do alto da ponte a bandeira de aproximadamente 150 m². Durante o protesto, outros oito ativistas foram presos.

    Veja a galeria de imagens:
     

    A manifestação acontece uma semana após a divulgação do relatório que atesta os fracassos da Shell em perfurar a costa do Alaska, divulgado pelas autoridades norte americanas. “Ele (Barack Obama) tem que intervir contra qualquer petroleira irresponsável o bastante para crer que consegue operar com segurança nas frágeis águas do norte”, comentou Hila Krupsky, da campanha de clima e energia em Israel.

    A pressa pela exploração do Ártico acontece em um momento em que o gelo polar, que já em processo de derretimento, começa a abrir áreas vistas como economicamente exploráveis. “O que acontece naquela região afeta todas as pessoas no planeta. Deveríamos enxergar o derretimento das geleiras do ártico como um chamado à ação contra o aquecimento global, e não encarar isso como uma oportunidade de lucros cada vez maiores”, concluiu Hila. Faça algo você também, mande seu recado para Barack Obama.

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  • Leilão com carvão? Sei não...

    Postado por Marina Yamaoka - 21 - mar - 2013 às 16:46 1 comentário

    Usina de biomassa em Itacoatiara, no Amazonas. Estima-se que o Brasil poderia produzir mais de 10 mil MW de bioeletricidade proveniente da queima de bagaço e palha de cana de açúcar (©Rogério Reis/Thyba)

     

    O governo federal atendeu a uma antiga reivindicação do Rio Grande do Sul e autorizou a inclusão do carvão mineral nos leilões de compra de energia. Se é uma boa notícia para o Estado que possui 90% das reservas de carvão mineral do país, ela não é tão positiva para o meio ambiente.

    Uma das fontes mais poluentes, o carvão apresenta outros impactos além das elevadas emissões de gases estufa, responsáveis pelas mudanças climáticas: a mineração também afeta o solo e a água das regiões próximas de onde o carvão é extraído.

    As térmicas movidas a carvão não podiam participar dos leilões desde 2009 e, agora, já devem aparecer no segundo semestre. “Ao invés de incluir o carvão nos leilões, o governo deveria considerar o desenvolvimento das fontes renováveis e garantir o espaço para biomassa, por exemplo, ou garantir que as isenções fiscais concedidas à energia eólica também sejam aplicadas às usinas de cogeração a biomassa”, afirmou Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha Clima e Energia do Greenpeace Brasil.

    E como se não bastasse o carvão não ser a escolha mais adequada para um país que possui um imenso potencial de energias renováveis ainda não aproveitado, o teor energético do carvão nacional é inferior ao de outros países. O Brasil acaba importando carvão, o que torna essa opção ainda mais desfavorável.

    “Acreditamos que é importante ter uma parcela de termelétricas na matriz energética brasileira, mas estas devem ser a gás natural que apresentam emissões até 70% menores do que o carvão”, disse Baitelo. Leia mais >

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