Greenblog

Notas sobre o meio ambiente em tempo real.

  • É hora de pressionar: Senado realiza audiência pública sobre Desmatamento Zero

    Postado por Cristina Bodas - 4 - mai - 2017 às 18:53

    O projeto, entregue ao Congresso em outubro de 2015, conta com o apoio de organizações e movimentos da sociedade civil, artistas e de mais de 1,4 milhão de brasileiros que assinaram o abaixo-assinado pedindo o fim do desmatamento

    Após mais de um ano e meio da entrega da proposta de lei pelo Desmatamento Zero ao Congresso Nacional, o Senado agendou para a próxima quarta, dia 10, a primeira audiência pública para debater o tema. O projeto, entregue às casas legislativas em outubro de 2015, conta com o apoio de organizações e movimentos da sociedade civil, artistas e de mais de 1,4 milhão de brasileiros que assinaram o abaixo-assinado pedindo o fim do desmatamento nas florestas do país.

    A mesa, que debaterá "A importância do Desmatamento Zero para o Brasil e os caminhos pra que seja atingido", será realizada às 14h na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado e contará com a participação de Adriana Ramos (Instituto socioambiental), Cristiane Mazzetti (Greenpeace), Fabíola Zerbini (Tropical Forest Alliance), Ima Vieira (Museu Emílio Goeldi) e Raoni Rajão (UFMG).

    Vote a favor do projeto!
    Mande já seu comentário para o relator e acompanhe online a audiência aqui.

    A audiência pública é um passo muito importante, pois fornece subsídios para o relator, senador João Capiberibe, escrever o projeto de lei. Por isso, o apoio e a participação popular neste momento são fundamentais para que o Desmatamento Zero se torne realidade. O texto finalizado será, então, votado pela comissão e depois seguirá em tramitação no Senado, passando pela discussão e aprovação em outras comissões e, consecutivamente, pelo plenário.

    A audiência também inicia dentro do Senado um processo de discussão sobre o fim do desmatamento no Brasil. Enquanto a proposta de lei esteve parada no Congresso, a destruição da Amazônia seguiu a todo vapor e o desmatamento voltou a crescer. O momento é crucial para essa discussão: a bancada do agronegócio e o governo Temer têm avançado rapidamente em uma agenda retrógrada que coloca em risco a proteção ambiental e os direitos humanos. Propostas ruralistas de redução de Unidades de Conservação e de alterações nas regras de regularização fundiária, por exemplo, estimulam a grilagem e o desmatamento. Tais medidas também refletem na escalada, já notória, da violência no campo.

    O Desmatamento Zero é factível e necessário: há uma imensidão de áreas já abertas no Brasil que podem ser melhor utilizadas, evitando, assim, o desmatamento de novas áreas de vegetação nativa. Além de bom para a biodiversidade e para as populações que vivem na floresta, o fim do desmatamento é também essencial para que o Brasil alcance suas metas de redução de emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE) e para a manutenção do clima.

    Nos últimos anos, a pressão da sociedade garantiu importantes avanços rumo ao Desmatamento Zero, mas essas conquistas estão, mais do que nunca, em risco. Agora é hora da sociedade se unir e fazer frente aos retrocessos! Você, que apoiou a proposta de lei, continue lutando pela proteção das florestas.

    Vote a favor do projeto!
    Mande já seu comentário para o relator e acompanhe online a audiência aqui. Leia mais >

  • Estudantes de escola pública visitam Rainbow Warrior no Rio

    Postado por Camila Rossi - 4 - mai - 2017 às 18:50

    Alunos do ensino fundamental ficaram surpresos com a cabine do capitão e exposição de fotos dos Corais da Amazônia

    A partir da esquerda: Any Vitória Barbosa de Freitas, Evellyn Araújo Rodrigues da Silva, Maria Eduarda Santana de Souza Costa e Luiz Henrique. Os alunos da Escola Municipal Juan Antonio Samaranch visitaram o Rainbow Warrior, que está no Rio de Janeiro (Foto: ©Marizilda Cruppe/Greenpeace)

    “Eu queria navegar até o Canadá com o navio do Greenpeace para conhecer a neve”, disse Any Vitoria Barbosa de Freitas, estudante do 6º ano da Escola Municipal Juan Antonio Samaranch, em visita ao Rainbow Warrior, nesta manhã ensolarada no Píer Mauá. Ela e mais 82 estudantes puderam conhecer o navio do Greenpeace e aprender sobre os Corais da Amazônia. De toda a visita, a cabine do capitão foi o lugar preferido da maioria dos jovens. “Achei que se apertasse o botão vermelho da cabine, seria levada para um outro lugar, como num filme, sabe?”, disse Pamela Cristianne Laim, 12 anos, aluna do 7º ano.

    Quem acompanhou os jovens no percurso foram os voluntários do Greenpeace, que vieram de diversas cidades do Brasil para trabalhar no navio durante os dias de visitação pública. Diogo Bracet, por exemplo, é morador do Rio e contou aos estudantes que o Rainbow Warrior foi construído graças à colaboração de mais de 100 mil pessoas de diversos países.

    Na proa, os alunos foram recebidos pelo Denison Ferreira, conhecido como Lápis e voluntário de São Luís do Maranhão. Ele contou a história do icônico golfinho de madeira, o Dave, e sobre como o navio foi construído de forma sustentável para estar em equilíbrio com o meio ambiente.

    Na sequência, os alunos precisaram descobrir qual o comprimento do Raibow Warrior. Cem metros, 50 metros, 4 quilômetros foram algumas das respostas. Mal podiam imaginar que o navio tem o tamanho de duas baleias azuis: 58 metros.

    Na cabine do capitão eles puderam saber um pouquinho sobre como funcionam os controles do navio. Não faltaram olhares curiosos para todos os lados. “Eu adoro tecnologia, fiquei fascinada com a cabine”, afirmou Maria Eduarda Santana de Souza Costa, 11 anos, do 6º ano. Diego explicou a eles como funcionam as velas do navio. Por conta delas é possível economizar até 60% do combustível. “Que energia é essa que move então esse veleiro?”, perguntou a professora Tânia Regina aos estudantes. E a resposta foi imediata: “os ventos, professora!”.

    No último ponto da visita, na popa, eles ouviram a história dos dois navios que, antes desse também se chamaram Rainbow Warrior, e a razão para um heliponto dentro do navio, por ser também um instrumento para pesquisa. O capitão Peter Wilcox fechou o passeio com um pedido de que os estudantes desenhassem sobre o que aprenderam na exposição dos Corais da Amazônia.

    Depois de visitar o Rainbow Warrior, os alunos da Escola Municipal Juan Antonio Samaranch foram desenhar o que tinham aprendido. Na foto, o desenho que a aluna Any fez. (Foto: ©Marizilda Cruppe/Greenpeace)

     
    Exposição

    Antes da esperada visita ao navio, os estudantes passaram por uma exposição com as primeiras imagens dos Corais da Amazônia, feitas pelo Greenpeace em uma expedição em janeiro. A surpresa com as cores e a beleza do bioma marinho foi grande. Mas o que realmente chamou a atenção foi saber que os corais já estão ameaçados. “Eles são lindos e só de pensar que podem acabar, eu não posso acreditar!”, desabafou Giovana dos Santos Teixeira de 11 anos, do 7º ano. 

    “Eu prefiro que acabe todo o dinheiro no mundo, mas que não acabem com a água, as árvores e os corais”, afirmou Any. “Eles acham que os corais não são seres vivos?”, questionou Luiz Henrique dos Santos Barreto, 11 anos, do 6º ano. “Os corais são lindos, coloridos! É uma nova vida que foi descoberta, como podem já estar ameaçados?”, perguntou Pamela Cristianne, de 12 anos, aluna do 7º ano.  

    Total e BP, que tal responderem aos alunos fluminenses?

    Os Corais da Amazônia foram desenhados por vários dos alunos que visitaram a exposição com as imagens do bioma. Na foto, o desenho que Evellyn fez. (Foto: ©Marizilda Cruppe/Greenpeace) Leia mais >

     
  • Uma nova geração de voluntários surge no Rainbow Warrior

    Postado por Thaís Herrero - 3 - mai - 2017 às 18:24 1 comentário

    A visita ao navio do Greenpeace tem sido transformadora para muitas pessoas que, inspiradas para a ação, decidem fazer parte do nosso time de voluntários

    A professora de ioga, e hoje voluntária, Sophie Farhe. Foto: Bárbara Veiga

    "Onde posso me voluntariar? Quero dar aulas de ioga para o pessoal do Greenpeace!", afirma Sophie Farhe, assim que atravessa a ponte que conecta o Rainbow Warrior à terra firme. O barco está atracado no Píer Mauá, no Rio de Janeiro.

    Sophie é psicóloga e pratica ioga há dez anos. Está terminando sua formação para dar aulas e diz que é hora de se mobilizar e, de alguma forma, ajudar as causas do Greenpeace.

    Ela é uma entre 314 visitantes que se inscreveram para ser voluntário apenas nos três primeiros dias de visitação. É como se, ao visitar o Guerreiro do Arco-Íris, o espírito ativista de defesa da natureza despertasse dentro delas. “As pessoas saem do Rainbow Warrior animadas e comovidas porque acabaram de entender a importância das nossas campanhas”, diz Rafael Fernandes, da equipe de mobilização do Greenpeace.

    Sophie confirma: “Eu já tinha pensado em fazer algum trabalho voluntário, mas era sempre algo distante de mim. Com o navio aqui na minha cidade, eu senti o chamado bem próximo”. 

    Os voluntários são muito especiais para o trabalho de uma ong. "São eles que levam as campanhas e os valores do Greenpeace para as ruas. Muita gente só nos conhece porque viu e ouviu um voluntário. Quanto mais voluntários no Brasil, mais longe nossa mensagem irá”, diz Rafael.

    Joana Camelo e a filha Victória também decidiram entrar para o grupo de voluntários do Rio de Janeiro, juntas, após a visita ao navio. "Ouvimos a história do Greenpeace e achamos que tínhamos que fazer parte disso também”, disse a mãe enquanto a filha fazia o cadastro no site.

    A pensionista Luzia de Sousa Nascimento, 61, também se tornou voluntária do Greenpeace após visitar o Rainbow Warrior.

    “Decidi que este ano seria mais ativa, mas percebi que a busca por saúde deve ser em todos os aspectos da vida, inclusive com o meio ambiente e na nossa relação com a sociedade. Por isso, desde janeiro, entrei para a zumba e passei a pensar em como usar meu tempo positivamente. Sempre fui muito dedicada como missionária messiânica, mas quero servir à humanidade para além da religião. Nós, messiânicos, temos pontos em comum, defendemos também a agricultura orgânica para uma alimentação mais natural. A visita ao navio do Greenpeace foi inspiradora. Sinto que estamos caminhando para a destruição, mas o nosso futuro depende de nós mesmos. Recebi o convite para ser voluntária e decidi aceitar. Acho que eu é que vou aprender com os mais jovens. Essa energia deles é muito boa.” - Foto: Bárbara Veiga

     

    Para ser voluntário, os visitantes podem se cadastrar na plataforma Greenwire com seus dados pessoais e a ajuda do time de mobilização. Não há barreiras de profissão, competências ou idade. Cada pessoa pode doar seu tempo, conhecimento e as habilidades que tiver, em prol da causa que mais de identifica. Após o cadastro, o novo voluntário recebe o contato de um anfitrião e um kit de boas-vindas em até 48 horas.

    Após a visita ao navio, nosso time de mobilização recebe os interessados em ser voluntários do Greenpeace, não só no Rio de Janeiro, mas em todo o Brasil - Foto: Bárbara Veiga Leia mais >

     
  • Muitos flashes no Rainbow Warrior

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 30 - abr - 2017 às 20:43

    O segundo dia de visitação foi cheio de fotos e muita descontração. Confira alguns desses momentos de quem marcou presença e se divertiu muito com o nosso Guerreiro do Arco-Íris e suas histórias

    Flash, Capitão America, Dead Pool e Homem aranha também querem ser guerreiros do arco íris. Foto: Barbara Veiga/Greenpeace

     

    A piratinha Sara Carvalho Cyrino, 3, trouxe a família para conhecer o navio. Foto: Bárbara Veiga/Greenpeace

     

    Na visita ao navio o público também aproveita as fotos para apoiar a campanha em defesa dos Corais da Amazônia. Foto: Bárbara Veiga/Greenpeace

     

    Não faltaram as muitas selfies entre os vários pontos do barco

     

    Eliete Vasconcelos e a filha Nerédia registram também a exposição com os melhores momentos da história do Greenpeace. Foto: Bárbara Veiga/Greenpeace

     

    Nossos voluntários também não perdem a chance de sair bem na foto com nossos apoiadores. Foto: Bárbara Veiga/ Greenpeace Leia mais >

     
  • Rainbow Warrior recebe ativistas contra aquecimento global

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 29 - abr - 2017 às 23:21

    O navio do Greenpeace foi o destino final da Marcha pelo Clima, no Rio de Janeiro.

    Grupo que participou da Marcha pelo Clima, no Rio de Janeiro, visita o Rainbow Warrior. (Foto: ©Bárbara Veiga/Greenpeace)

    O Rainbow Warrior, que está atracado no Pier Mauá para a visitação do público, foi o destino final da Marcha pelo Clima realizada neste sábado (29), como parte da grande marcha global em protesto contra os 100 dias de governo do presidente americano Donald Trump, que vem se mostrado um forte defensor dos combustíveis fósseis que causam o aquecimento global.

    Representantes de cerca de 80 organizações realizaram uma marcha simbólica, em torno do Museu do Amanhã, na Praça Mauá. “Precisamos ‘mudar o clima’ para combater as mudanças climáticas. Combater o pessimismo e demonstrar resistência e união”, afirma a coordenadora do Centro Brasil no Brasil, Renata Moraes. Os ativistas encerraram o protesto com a visita ao Rainbow Warrior, que também exibe uma exposição de diversas imagens das campanhas pelo clima realizadas pelo Greenpeace ao longo dos seus últimos 25 anos.

    Ativista da Marcha pelo Clima, que visitou o Rainbow Warrior (Foto: ©Bárbara Veiga/ Greenpeace)

    Grande promotor - e consumidor - da energia eólica, com suas velas de 50 metros de altura que equivalem a um prédio de 15 andares, o nosso Guerreiro do Arco-Íris é um forte defensor das energias limpas. Em 2016, realizou uma longa campanha pelo Mediterrâneo para promover a energia solar nos países árabes. “Dois milhões e meio de pessoas estão passando fome na África em função das mudanças do clima. Isso não é um problema do futuro, é algo que precisamos enfrentar agora”, afirmou o capitão Pete Wilcox, ao receber o primeiro grupo de visitantes no navio.

    Mulheres que participaram da Marcha do Clima trazem ao Rainbow Warrior seus cartazes em inglês com os dizeres: "Mulheres se erguem, mulheres constróem, mulheres resistem".(Foto: ©Bárbara Veiga/ Greenpeace)

     Além de promover as energias renováveis, o barco dá sua contribuição por meio de suas velas. Graças a elas, é possível percorrer grandes distâncias oceânicas usando apenas a energia dos ventos. “Na vinda de Montevideo para o Rio de Janeiro, poupamos 60% do combustível que seria necessário se usássemos só o motor”, contou o capitão.

    Ícone, do aquecimento global, o urso polar também apareceu no Rainbow Warrior para engajar as pessoas sobre os perigos das mudanças climáticas (Foto: ©Bárbara Veiga/Greenpeace) Leia mais >

     
  • Navio Rainbow Warrior abre as portas para o público

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 29 - abr - 2017 às 20:30

    No primeiro dia de visitação, 1.500 pessoas conheceram nosso navio-símbolo, no Rio de Janeiro

    Rainbow Warrior visita o Rio de Janeiro para celebrar os 25 anos do Greenpeace Brasil e divulgar a campanha Defenda os Corais da Amazônia. Foto: Fernanda Ligabue/Greenpeace

     

    Da renovada Praça Mauá, ele já pode ser avistado. Com seus imponentes mastros de 50 metros de altura, em forma de A, o Rainbow Warrior (Guerreiro do Arco-Íris) atracou ontem no Píer e abriu suas portas na manhã deste sábado para a visita do público, totalmente gratuita. Durante o passeio, com duração média de 40 minutos, os visitantes passam por uma exposição de imagens dos melhores momentos e campanhas do Greenpeace no Brasil para, na sequência, embarcar no Rainbow Warrior.

    Ao longo do dia, 1500 pessoas, entre famílias, amigos, grupo de escoteiros e turistas, puderam conhecer as curiosidades e os aspectos ecológicos do barco, enquanto percorriam a proa, a cabine de comando, o heliponto.

    O primeiro grupo a entrar no navio é muito especial: os doadores mais antigos do Greenpeace no Rio de Janeiro, recebidos pelo capitão Peter Wilcox e pelo diretor executivo Asensio Rodriguez. “Ter muitos doadores significa uma forte base de apoio para que tenhamos força e independência para confrontar e pressionar governos e empresas. É o que define o Greenpeace”, afirma Asensio.

    Grupo de apoiadores do Greenpeace abrem a visitação ao navio. Foto: Bárbara Veiga/Greenpeace

     

    “A importância desse navio se deve às causas que ele promove e as ações que realiza, e não porque ele é bonito ou moderno. Estamos fazendo uma grande contribuição na defesa do planeta graças à ajuda de pessoas como vocês”, completou Peter. É bom lembrar, o Rainbow Warrior 3 foi construído em 2011, a partir do zero, e seu custo de 32 milhões de dólares foi financiado exclusivamente com a doação de mais de 100 mil pessoas em todo mundo. Até hoje, é considerado um dos maiores cases de sucesso de crowdfunding e um exemplo do poder de união das pessoas.

    Após visitar o Rainbow Warrior em 2012, grávida da pequena Maria Izabel, a médica Carolina Caldeira retorna com toda a família. Foto: Barbara Veiga/Greenpeace

     

    Uma base flutuante de campanhas

    Para poder realizar as mais diversas ações pela defesa do planeta, o Rainbow Warrior foi projetado para que cientistas possam trabalhar a bordo em pesquisas científicas. Há um escritório com uma grande tela de apresentações perto da ponte de comando e espaço para edição de fotos e vídeos, além de sala de reuniões com um anfiteatro para até 50 pessoas.

    O veleiro pode levar equipamentos especializados com até 8 toneladas de peso, incluindo um helicóptero, no heliponto do convés, com instalações para proteção da aeronave. O helicóptero, nas operações, permite ampliar o raio de atuação ao produzir imagens do alto, sobretudo de flagrantes ambientais no oceano.

    Esses crimes ambientais flagrados podem, inclusive, ser transmitidos ao vivo para meios de comunicação do mundo todo graças a um centro de comunicação que inclui um uplink de satélite integrado e acesso à internet de banda larga de alta velocidade.

    Escoteiros do Grupo Krenak/RJ conhecem os instrumentos de controle do navio, na Ponte de Comando.

     

    Há também sala para equipamentos de mergulho acessada diretamente do convés e botes de resgate rápidos que podem ser mobilizados em minutos, mesmo com ondas de até 3,5 metros de altura.

    Para conhecer o Rainbow Warrior, o navio estará com suas portas abertas no Pier Mauá, ao lado do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, até o dia 1 de maio e depois entre 4 e 6 de maio, sempre das 10h às 16h. A visita é gratuita. Esperamos vocês! Leia mais >

  • Greenpeace: 25 anos no Brasil lutando pelo meio ambiente e pela vida

    Postado por Renato Guimarães - 26 - abr - 2017 às 11:10 1 comentário

    No dia 26 de abril de 1992, um pequeno grupo de ativistas fazia a primeira ação da organização no Brasil. Desde lá, os desafios cresceram. E as conquistas também.

    A primeira ação do Greenpeace no Brasil foi contra a energia nuclear, em 1992, na frente da usina de Angra. (Foto: © Steve Morgan/Greenpeace)

    26 de abril de 1992. Em uma manhã nublada de outono, 800 de cruzes brancas são fincadas no chão. Ao fundo, a torre sinistra da Usina Nuclear de Angra e voluntários e ativistas do Greenpeace à frente da primeira ação pública da organização no Brasil. Eles se colocavam contra a usina de energia nuclear e  homenageavam os mortos na tragédia de Chernobyl. Em 1986, os reatores da central nuclear de Chernobyl explodiram, deixando um rastro de destruição.

    Aqueles poucos voluntários e ativistas, que se colocaram contra uma arriscada fonte de energia como a nuclear, se multiplicaram. Hoje, em torno de variadas causas, eles somam 65 mil doadores, quase 3 mil voluntários e mais de 5 milhões de cyberativistas, que nos seguem nas redes sociais. A participação de cada uma dessas pessoas tornou o Greenpeace uma das maiores e mais respeitadas entidades ambientalistas do Brasil.

    Mais importante ainda é o apoio individual, expresso em doação de dinheiro, tempo e inteligência, que garante a principal característica do Greenpeace: sua total independência de interesses políticos ou corporativos. Vale reforçar que não ganhamos nem um tostão de empresas ou governos.

    São 25 anos confrontando desmatadores ilegais da Amazônia, as poderosas indústrias do petróleo e de energia nuclear, produtores de transgênicos, além de projetos de infraestrutura babilônicos que ameaçam o meio ambiente e as comunidades tradicionais.

    Já viu o vídeo que celebra nosso aniversário de 25 anos? Veja aqui e compartilhe com seus amigos e parentes.

    Junte-se a nós

    Em 2001, depois de uma intensa campanha do Greenpeace, o povo indígena Deni conseguiu ter seu território demarcado, protegendo sua comunidade e a floresta da qual dependem para viver. (©Daniel Beltra/ Greenpeace)

    Os recursos doados ao Greenpeace permitem que a organização realize pesquisas e estimule soluções para nosso planeta. Nós apoiamos e estudamos o potencial das energias renováveis, como a solar e eólica e as fontes renováveis para o transporte público e privado. Nós trabalhamos arduamente pela Moratória da Soja, para frear o desmatamento da Amazônia. Fazemos parcerias com comunidades indígenas para proteger a floresta contra o desmatamento ilegal. E, esse ano, mostramos ao mundo pela primeira vez um recife de corais que estava escondido nas águas turvas do mar, onde o Rio Amazonas encontra o mar – e que já está ameaçado pela exploração de petróleo. Esses exemplos são só alguns entre tantas outras lutas e vitórias.

    Junte-se a nós

    Em novembro de 2016, um protesto realizado por lideranças do povo Munduruku em frente ao Palácio da Justiça, em Brasília, cobrou a demarcação da Terra Indígena Sawré Muybu, no rio Tapajós, no Pará. A atividade contou com o apoio do Greenpeace. (Foto: ©Otávio Almeida/Greenpeace)

    Os desafios continuam

    Dois meses depois da ação que estreou o trabalho do Greenpeace no Brasil, recebemos pela primeira vez o Rainbow Warrior (Guerreiro do Arco-íris), navio-símbolo da organização. O veleiro estava aqui para apoiar o trabalho da organização durante a Eco-92 (ou Rio-92) – a primeira grande conferência da ONU sobre meio ambiente, que aconteceu no Rio de Janeiro.

    Quem esteve presente naqueles dias guarda na memória o clima festivo e, ao mesmo tempo, de luta trazido por milhares de representantes da sociedade civil global reunidos no Rio de Janeiro.

    Um momento particularmente emocionante foi quando o Dalai Lama chegou para visitar o Rainbow Warrior. De repente, fez-se um silêncio respeitoso, enquanto o líder religioso cumprimentava a conversava com cada pessoa presente.

    Em março de 2017, mais de 500 pessoas se reuniram na praia de Copacabana e formaram uma imagem de 100 metros de comprimento. A ação fez parte da campanha Defenda os Corais da Amazônia. (Foto: © Rafael Rolim/Spectral Q/ Greenpeace)

    Infelizmente, ao longo destes anos, nem sempre a recepção ao Greenpeace foi tão amistosa. Houve momentos de tensão, especialmente em ações na Amazônia, onde lutamos pela proteção da floresta, agindo contra o desmatamento ilegal, contra projetos de infraestrutura e o avanço da fronteira agrícola. Apesar disso, a organização segue firme com suas ações não-violentas em favor do meio ambiente.

    Hoje, novos desafios se apresentam. O sistema de proteção ambiental brasileiro está sob risco, com diversas medidas de enfraquecimento propostas principalmente pela bancada ruralista no Congresso. Projetos de exploração petrolífera fazem o Brasil caminhar na direção contrária da luta global contra as mudanças climáticas.

    Por isso, os próximos anos serão de luta ainda mais intensa em favor do meio ambiente e da vida. E o apoio de cada pessoa continua sendo tão fundamental como tem sido ao longo desses 25 anos.

    #JuntosSomosGreenpeace!

    Junte-se a nós

    Comemore conosco

    Como parte da celebração deste aniversário, o Rainbow Warrior III está chegando ao Rio de Janeiro. Por alguns dias, nosso navio estará no Píer Mauá, aberto para visitação do público. Quem passar por lá conhecerá nosso navio-símbolo e mais detalhes desses 25 anos de luta. Participe!

    *Renato Guimarães é diretor de Engajamento do Greenpeace Brasil Leia mais >

  • Seminário Socioambiental - O Amapá que Queremos Ver

    Postado por therrero - 25 - abr - 2017 às 16:30 1 comentário

    Nos dias 12 e 13 de maio, organizações da sociedade civil vão se reunir para debater o modelo de desenvolvimento que hoje vigora no Amapá. E conversar sobre um futuro justo aos ecossistemas e ao modo de vida das populações tradicionais

    Garimpo e contaminação por mercúrio, exploração de petróleo em áreas arriscadas, barragens no Rio Araguari e grilagem de terras: esses são alguns dos problemas que o estado do Amapá enfrenta hoje. São frutos e um modelo de desenvolvimento em curso na Amazônia, que é incompatível com a necessidade de manutenção de ecossistemas e do modo de vida de populações tradicionais.

    Diante desse cenário, a sociedade civil se organizou para realizar o primeiro Seminário Socioambiental – O Amapá que Queremos Ver, que acontecerá nos dias 12 e 13 de maio. O objetivo é ser um espaço plural de discussões e de fortalecimento dessa rede de instituições e grupos interessados em pensar: Afinal, que futuro queremos para o Amapá? O Greenpeace é uma das 33 instituições participando da iniciativa.

    Além de mesas de debate, haverá uma mesa com jornalistas e uma agenda cultural, com música e arte. Os detalhes da agenda ainda serão confirmados. Fique de olho!

    Contexto no Amapá

    Apesar de ser um dos menores estados da Amazônia Legal, o Amapá possui uma variedade impressionante de biomas e uma biodiversidade incomparável. Riquezas que vêm sendo colocadas em risco pela reprodução desse sistema ultrapassado – que enxerga na exploração irrestrita e predatória de recursos naturais a única forma de crescimento econômico, ignorando todo o potencial da floresta e seus povos.

    É na costa desse estado que duas empresas internacionais pretendem explorar petróleo. A francesa Total e a britânica BP já compraram o direito de explorar blocos na região e estão esperando o governo brasileiro (no caso, o Ibama) aprovar o início das atividades. Perto de onde elas pretendem perfurar estão os Corais da Amazônia – um ecossistema que só foi visto debaixo d’água pela primeira vez em janeiro deste ano. Se um vazamento de petróleo acontecer ali, existe um risco de que tanto os corais quanto a costa do Amapá sofram efeitos colaterais da contaminação do óleo. Leia mais >

    Grandes obras de infraestrutura, como hidrelétricas e portos, a mineração, além da extração ilegal de madeira, pesca predatória, pecuária extensiva, e a abertura de novas áreas para o cultivo de soja são alguns exemplos de ameaças ao equilíbrio socioambiental na região, responsáveis por mudanças extremas na paisagem e pela escalada de verdadeiros dramas sociais, como o despejo de famílias rurais e violência no campo.

  • Relembre a última passagem do Rainbow Warrior pelo Brasil

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 20 - abr - 2017 às 13:00

    Entre visitas do público e ações de campanhas, nosso país foi uma “prova de fogo” para o barco mais icônico do Greenpeace 

    Na sua rota pelo Brasil, a partida do Rainbow Warrior do Rio de Janeiro em direção a Santos.

     

    Em sua primeira grande expedição, meses após ser lançado ao mar, o Raibow Warrior III veio ao Brasil, passando por diversas cidades do país: Manaus (AM), Santarém (PA), Macapá (AP), Belém (PA), São Luiz (MA), Recife (PE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ) e Santos (SP). Em cada parada, o barco abriu suas portas para a visitação pública, mas também atuou em prol de diversas campanhas do Greenpeace Brasil.

     

    Na sua passagem pela Amazônia, o Rainbow Warrior apoiou a campanha pelo Desmatamento Zero.

     

    Na Amazônia, além de lançar a campanha do Desmatamento Zero na capital do Amazonas, o navio ainda participou de uma assembleia flutuante, ajudou a denunciar uma madeireira ilegal da região e fez sua primeira ação. O protesto bloqueou o navio Clipper Hope, que estava prestes a fazer um carregamento de ferro gusa, matéria-prima do aço cuja cadeia produtiva envolve desmatamento ilegal, invasão de terras indígenas e trabalho escravo.

    Em São Luiz do Maranhão, o bloqueio ao navio 'Clipper Hope', no Porto de Itaqui.

     

    No Nordeste, o Rainbow Warrior promoveu as energias renováveis, como a solar e contou com grande participação do público, com direito a festa de Maracatu no porto e visitas ilustres, como a de Carlinhos Brown.

    Rainbow Warrior no Recife atraiu milhares de pessoas por dia

     

    Carlinhos Brown na ponte de comando do Rainbow Warrior, em Salvador

     

    Ao chegar à cidade maravilhosa, para a Rio+20, a grande conferência da ONU para o desenvolvimento sustentável, o Rainbow Warrior foi palco de discussões sobre como formar um polo verde de Tecnologia da Informação na capital fluminense e também de protesto de índios Xavantes que há 20 anos aguardam a desocupação de suas terras por fazendeiros.

    A tripulação e ativistas do Greenpeace se unem aos índios Xavante, do Mato Grosso, em ato pela defesa das suas terras, durante a Rio+20

     

    Para quem participou de alguma dessas visitas e está com saudade do nosso Guerreiro do Arco-Íris, o momento de reencontrá-lo é agora. Ele estará no Rio de Janeiro novamente, de portas abertas para recebê-lo entre os dias 29 de abril e 1 de maio; e de 4 a 6 de maio. Confira os detalhes aqui. Leia mais >

  • Rio Doce: impactos da lama no corpo e na alma do povo Krenak

    Postado por Rodrigo Gerhardt - 19 - abr - 2017 às 16:30

    Estudo realizado pela UFMG mapeia violações aos direitos humanos e impactos no modo de vida sofridos pela comunidade indígena em função do rompimento da barragem da Samarco; o caso será denunciado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos

    Vivendo próximo às margens do Rio Doce, os índios Krenak estão entre os mais prejudicados pela tragédia.

     

    Se agricultores, pescadores e mesmo a população urbana ainda sofrem com a destruição da Bacia do Rio Doce, causada pela mineradora Samarco, quais os danos humanos e para o modo de vida de comunidades que possuíam uma relação até espiritual com o rio? Foi o que os pesquisadores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) procuraram investigar junto ao povo Krenak, que vive às margens do Rio Doce. Embora o estudo não pretenda quantificar as perdas sofridas pela população indígena em função da dificuldade de se mensurar alguns tipos de danos, como valores étnicos e culturais, os pesquisadores mapearam ao menos 14 violações aos direitos humanos.

    No estudo "Direito das populações afetadas pela barragem de Fundão: povo Krenak", realizado pela Clínica de Direitos Humanos da Divisão de Assistência Judiciária da Universidade Federal de Minas Gerais, os pesquisadores apontam tanto violações a direitos relacionados aos impactos socioambientais e econômicos até ao direito à propriedade ancestral dos povos indígenas e o direito à manifestação do sentimento religioso e o próprio direito ao acesso à justiça, que vem sendo negligenciado. Diante disso, a situação dos Krenak será levada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Em audiência já aceita, a ser realizada entre 22 e 26 de maio, em Buenos Aires, na Argentina, o Estado brasileiro será denunciado por sua responsabilidade nessas violações. 

    Pesquisadores da UFMG realizaram três visitas para escutar a comunidade e coletar dados.

    O desastre proferido pela empresa Samarco, que é controlada pela Vale e a australiana BHP Billiton, inviabilizou o uso do Rio Doce pelos Krenak. Conhecidos também por Aimorés, são os últimos Botocudos do Leste, denominação dada pelos portugueses no final do século XVIII aos grupos que usavam botoques auriculares e labiais. Vivem hoje numa reserva de quatro mil hectares, nas margens do Rio Doce entre as cidades de Resplendor e Conselheiro Pena, em Minas Gerais. A comunidade indígena tinha no rio sua principal fonte de água para consumo humano e animal, pesca e, principalmente, seu elemento sagrado. “O Uatú, como é chamado na língua Krenak, é elemento essencial da identidade coletiva do povo, uma forma de elo entre o passado, o presente e o futuro”, aponta o estudo, que é fruto da parceria entre o projeto Rio de Gente e o Greenpeace.

    “Para muita gente era só uma água que corria ali, mas para o meu povo era um borum, era um Krenak, um irmão que tomava conta da nossa saúde, da nossa religião, da nossa cultura. E essa empresa maldita que é a Vale acabou o matando. O que mais me deixa triste é que meu povo, ao longo de muitos anos, vinha alertando a sociedade sobre as maldades que estavam sendo cometidas em nosso rio, o Uatú, mas ninguém nos ouviu”, desabafa Shirley Krenak, uma das lideranças da comunidade.

    A família de Dalva Luisa Viana, do povo indígena Krenak, que perdeu a única fonte de água que tinham disponível e um rio sagrado para sua cultura.

     

    Na realização da pesquisa, foram feitas três visitas à comunidade com objetivo de abrir diálogo, coletar dados e avaliar os danos para além da esfera socioambiental e econômica,  considerando, sobretudo, os prejuízos culturais e espirituais, para que, a partir dos resultados, se busque formas de reparação ou compensação. “Os danos espirituais são irreparáveis, porém temos tentado construir e consolidar a memória coletiva em relação ao rio para que essa espiritualidade possa ser reconstruída a cada dia. O rio está morto, mas os Krenak não aceitam que falem que a cultura ou a língua deles morreram, pois são um povo de resistência, de luta”, diz a coordenadora do estudo, Letícia Soares Peixoto Aleixo.

    Clique na imagem para baixar o estudo:

     

    Influência danosa

    O estudo aponta ainda que até mesmo o acordo emergencial celebrado entre a comunidade Krenak e a Vale para o abastecimento da comunidade com água potável e não potável tem produzido efeitos danosos ao modo de vida coletivo deles, a ponto de a presença cotidiana da empresa no território indígena se tornar uma ameaça à coesão social da comunidade.

    Além da (des)informação levada pela empresa aos atingidos, observa-se uma expansão vertiginosa de cercas na terra indígena. “Alguns membros das comunidades relataram que esse aumento se deveu especialmente às brigas entre vizinhos em razão do acúmulo de lixo e garrafas PET de água mineral vazias. Narraram que na aldeia não passa caminhão [de lixo] e antes não tinha tanto [lixo]. Alguns lamentaram o aumento das cercas, dizendo que antes “não tinha o meu e o seu, tudo era de todo mundo”, escreveram os pesquisadores.

    As garrafas plásticas de água distribuídas pela Samarco têm sido um problema para a aldeia, que não tem coleta de lixo.

     

    Um longa luta distante do fim

    Segundo Letícia, passado um ano da tragédia, as empresas Samarco e suas controladoras Vale e a australiana BHP Billiton não se movimentaram muito, e a justiça é lenta. Por isso, a Clínica de Direitos Humanos também está prestando assistência judiciária e buscando sensibilizar operadores do Direito à causa dessa etnia. “Estamos tentando outras alternativas, como mesas de negociação, acordos paralelos, intervenções em projetos de lei, produção de notas técnicas e até o acionamento de instâncias internacionais, como foi o caso da Comissão Interamericana de Direitos Humanos”, conta Letícia.

    Na Comissão, será entregue uma “Petição Inicial” produzida a partir do estudo, que reúne todas as violações históricas de direitos sofridas pelo povo Krenak. Os problemas da comunidade com a mineração remontam à luta dessa população pela demarcação de suas terras, pois a Vale possui uma linha férrea que cruza as terras indígenas e as separam – a Ferrovia Vitória-Minas. Foi uma luta para que os Krenaks tivessem seu território demarcado, após sofrerem genocídio do colonizador e, posteriormente, agressões físicas e psicológicas na ditadura militar brasileira, passando pela construção da usina hidrelétrica de Aimorés até o rompimento da barragem de Fundão, em 2015. O objetivo é responsabilizar o estado brasileiro por essas violações para que ele, enfim, pressione a Samarco e Vale a repararem o crime que cometeram na Bacia do Rio Doce.

    A ferrovia Vitória-Minas, da Vale, cruza o território dos Krenaks Leia mais >

     

    “Aprendi a nadar com o meu pai, no Rio Doce. Hoje, resta aos meus filhos nadar numa caixa d’água. Mas essa empresa não vai acabar com meu povo não. Conforme o tempo passa, nos tornamos mais resistentes”, diz Shirley Krenak. 

    De acordo com a coordenadora da Campanha de Água do Greenpeace, Fabiana Alves, “o estado de Minas Gerais está tão dependente de mineradoras e omisso nessa situação, que a alternativa é pressioná-lo para não permitir que a ganância pelo lucro continue violando os direitos de povos indígenas”.

    Enquanto isso, no Congresso brasileiro

    Tramitam diversas proposições que objetivam enfraquecer as legislações de proteção ambiental no país. Dentre as mais graves, está a tentativa de flexibilizar o licenciamento ambiental. O interesse não é tornar o processo mais efetivo e responsável, apenas mais rápido.

    Caso a lei seja mudada para pior, como querem nossos deputados e senadores e boa parte do governo, todos nós estaremos expostos a maiores riscos, afetando de forma direta populações mais vulneráveis, como os Krenak, e alimentando a possibilidade de ocorrência de novos desastres ambientais, como foi o da Bacia do Rio Doce. O maior desastre socioambiental brasileiro deixou um rastro de 21 mortos e arrasou com as esperanças e a vida de centenas de famílias.

    Do ponto de vista econômico, o enfraquecimento do licenciamento também poderá trazer efeitos negativos, alimentando conflitos sociais e aumentando o número de contestações legais contra empreendimentos, diminuindo a segurança jurídica para investimentos no país.

81 - 90 de 3102 resultados.