Durante toda esta semana, acontece em Manaus o 61º encontro anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Como não podia ser diferente pela localização, o assunto principal da reunião este ano é a Amazônia. Um dos pontos mais debatidos nas palestras e conferências é a sustentabilidade das atividades econômicas na Amazônia. Nos debates, fica claro que há um consenso entre o meio científico de que a expansão do agronegócio não deve se dar às custas da derrubada da floresta, tão importante para a manutenção da sócio-biodiversidade regional, das chuvas no sul e sudeste do país e do clima no mundo. Segundo o pesquisador Amílcar Baiardi, da Universidade Federal da Bahia, as práticas econômicas na região amazônica devem estar envolvidas com “a cultura da preservação e com a sensibilidade para negócios com enfoques ambientais”, dessa forma seria possível conciliar uma economia regional com a preservação da floresta. Ele finaliza acrescentando que “A única forma de produzir na Amazônia, é se o agronegócio estiver condicionado a normas de sustentabilidade do bioma e dos ecossistemas regionais”.