Banners do Greenpeace desceram sobre o palco da Volkswagen no Salão do Automóvel, em um protesto contra a política ecológica da empresa (© Marc Lebrun / Greenpeace)

Hoje quem foi ao Salão do Automóvel de Paris esperando ver o lançamento da nova linha de carros Golf da Volkswagen teve uma grande surpresa. Ativistas do Greenpeace do Reino Unido, França, Alemanha e Bélgica se uniram para fazer um protesto contra a política ambiental da marca logo após a apresentação dos automóveis. Com banners pedindo o fim da “cortina de fumaça” da empresa, os ativistas contestaram a imagem ecológica que a Volks tenta passar.

A empresa tem feito pressão contra a nova legislação europeia de eficiência de automóveis, que busca diminuir os gastos de motoristas com combustível e os níveis europeus de carbono. A iniciativa vem sendo apoiada por muitas outras montadoras.

Para reforçar a mensagem, até mesmo o modelo do novo Golf 7 que estava no palco passou a liberar jatos de fumaça, enquanto banners desciam do teto e ativistas exibiam o recado em diferentes línguas.

Com a ação, o Greenpeace também procura chamar a atenção do CEO da Volkswagen Martin Winterkorn, que tem se negado por mais de um ano a fazer uma reunião com nossos representantes. Ele foi convidado a comparecer após o evento em frente à nossa ‘petição móvel’ - um Golf modelo 6 com mais de meio milhão de assinaturas a favor de uma melhor política ecológica por parte da montadora.

A Volkswagen é a maior fabricante europeia de automóveis e procura ser a mais ecologicamente correta do mundo. É por isso que o Greenpeace acredita que a empresa tem a responsabilidade de produzir carros de combustível ultra-eficiente, algo que seus protótipos demonstram ser possível.