Povo Xavante pode comemorar conclusão do processo de desintrusão de Marãiwatsédé. A Funai divulgou que toda a terra indígena está devidamente desocupada.(©Greenpeace/Rodrigo Baleia)

 

Agora pode-se dizer que Marãiwatsédé é de fato do povo Xavante, após anos de luta e reivindicação do território.  A Funai (Fundação Nacional do Índio) informou em seu site que o processo de desintrusão da Terra Indígena, iniciado em dezembro de 2012, foi concluído. Neste domingo (27), oficial de Justiça verificou a situação da área em um sobrevoo e, na segunda-feira (28), entregou ao órgão indigenista federal o “Auto de desocupação final”.

Travou-se uma intensa guerra de (des)informação em torno da retirada dos não indígenas da terra xavante. Posseiros do Posto da Mata, onde se concentrou a resistência à desocupação, reagiram ao verem a presença de homens da Força Nacional e da Polícia Federal Rodoviária. Também houve bloqueio de estradas da região.

O clímax da tensão ocorreu quando veio a público a notícia de que Dom Pedro Casaldáliga, bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia, teve de ser retirado às pressas de sua residência pela Polícia Federal pois estava sofrendo ameaças de morte. Ele sempre apoiou o movimento xavante.

Para garantir a segurança dos indígenas e de seu território, forças policiais e órgãos do governo federal começam a executar o Plano de Transição. Dessa forma, são realizadas ações de fiscalização e controle de pessoas e veículos não autorizados a ter acesso à Marãiwatsédé.

Servidores da Secretaria-Geral da Presidência da República, Funai, Incra, Força Nacional, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Censipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia) compõem a força-tarefa que deu cumprimento ao mandado de desocupação da Terra Indígena. O Exército contribuiu com apoio logístico.

Assine a petição.