Um dos grandes problemas a serem solucionados na China, a poluição atingiu níveis recordes. (©Kuang Yin/Greenpeace)

“Além dos índices” era o que indicava o monitor no telhado da Embaixada Norte-americana, em Pequim, que mede a quantidade de partículas com menos de 2,5 micrômetros de diâmetro (PM 2,5), suficientemente pequenas para serem inaladas e danificar os pulmões. Há indicações de que a neblina tóxica já se dissipou, mas a poluição do ar na capital chinesa era tão elevada que ultrapassou o nível máximo de 500 microgramas por metro cúbico que os equipamentos conseguem medir.

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Foram registrados 886 microgramas sendo que níveis acima de 100 são considerados “perigosos para grupos sensíveis” e registros acima de 400 são classificados como “perigosos para todos”. A publicação dessas informações independentes têm pressionado as autoridades chinesas para que liberem informações oficiais e mais detalhadas sobre PM 2,5. Há um ano, os funcionários municipais de Pequim começaram a reportar dados sobre as partículas de poluição.

No entanto, pesquisa da Organização Mundial de Saúde (OMS) das Nações Unidas mostra que a capital não é a cidade mais poluída da China. Usando um método diferente – chamado PM10 que mede  quantidade de partículas com menos de 10 micrômetros de diâmetro – a Organização comparou a poluição dos países com as maiores economias mundiais e fez um ranking com as cidades mais poluídas.

E, pasmem, entre as grandes cidades industriais asiáticas aparece o Rio de Janeiro em oitavo lugar na lista da OMS. O tema poluição do ar e material particulado (MP) têm ocupado espaço nos noticiários brasileiros, principalmente com a discussão sobre as mudanças na Inspeção Veicular realizada em São Paulo e a quantidade insuficiente de dados disponibilizadas pela Controlar, empresa responsável pela Inspeção, para avaliar o programa. Leia mais aqui