Onde tem fumaça, tem fogo. E, no caso da Amazônia, onde tem fogo, tem fronteira agropecuária. Desde junho acompanhando os alertas do Inpe sobre focos de queimada, o Greenpeace está produzindo semanalmente um relatório para saber onde a coisa está preta, e sobrevoando essas áreas para documentação e denúncia.
No fim de agosto, o município paraense São Félix do Xingu despontava como o que mais ardia na Amazônia, respondendo por 37% dos registros feitos no estado. Perto dali, a Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu também levou o título de campeã, com quase dois mil focos. E a Floresta Nacional do Jamanxim ficou em segundo lugar. O cenário também era de chamas na Terra Indígena Kayapó, que fica pela mesmo região.
Durante os sobrevoos, o Greenpeace identificou muita fumaça em floresta, geralmente perto de estradas e áreas de cultivo. Prova de que a velha prática de tocar fogo para limpeza de terreno não deve acabar tão cedo. Setembro, aliás, é historicamente o mês que mais queima. Preparem os pulmões...
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