Ativistas do Greenpeace protestaram em frente à sede da Gazprom na França e pediram a libertação dos 28 ativistas, fotógrafo e cinegrafista presos na Rússia (©Nicolas Chauveau/Greenpeace)

 

Em protesto à prisão dos 28 ativistas, do fotógrafo e do cinegrafista que estavam à bordo do navio Arctic Sunrise que completa, hoje, 21 dias, ativistas do Greenpeace foram até a sede da Gazprom na França, na avenida mais famosa de Paris, a Champs-Elysées. Lá, penduraram um banner com a frase “Gazprom, liberte os 30” e, outro mais abaixo com os retratos dos ativistas presos na Rússia.

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No dia 18 de setembro, os 30 tripulantes foram presos depois de um protesto pacífico em uma plataforma de petróleo da empresa Gazprom, no mar de Pechora. Eles foram levados para a cidade de Murmansk, noroeste da Rússia, e são acusados de pirataria, o que não se aplica a casos de protestos pacíficos, e podem ser condenados a até 15 anos de prisão.

“Nós estamos aqui porque nossos ativistas não cometeram nenhum crime. Eles protegiam o Ártico ao pedir que a Gazprom não explore petróleo na região. Era um protesto pacífico”, explicou Sébastien Blavier, coordenador da campanha de Energia do Greenpeace França. “A urgência de se agir contra as mudanças climáticas é inegável. Os ativistas não são criminosos, mas, sim, heróis.”

O Greenpeace França pede que o presidente e chefe de Estado francês, François Hollande, aja a favor dos ativistas presos e que ele reafirme o direito ao protesto pacífico e à liberdade de expressão. “Por enquanto, ainda não tivemos uma resposta à carta que enviamos à Hollande. Entre muito motivos, ele deve agir em nome da luta da proteção ao clima, uma vez que a França quer ser um exemplo nesse tema e que sediará a COP (Conferência das Partes para Mudanças Climáticas) em 2015. Essa é uma excelente oportunidade para que o presidente passe do discurso à ação”, conclui Sébastien Blavier.

O Greenpeace pede a libertação dos ativistas presos na Rússia. Hoje pela manhã o diretor-executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo, enviou uma carta ao presidente russo, Vladimir Putin, pedindo uma reunião o mais rápido possível.

Libertem nossos ativistas